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"Você acredita em um livro que tem animais falantes, magos, bruxas, demônios, varas que se transformam em serpentes, arbustos ardentes, comida caindo do céu, pessoas andando sobre a água e todo tipo de histórias mágicas, absurdas e primitivas, e diz que somos nós que precisamos de ajuda?"
Mark Twain
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"Considerando tudo o que se faz de ruim em nome de Deus, o que sobra para se fazer em nome do Diabo?"
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"Deus se esconde atrás de profetas, livros, anjos, pastores e bispos. O Diabo fala conosco pessoalmente".
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"Toma a Bíblia como teu livro de geografia e não saberás sobre 99% do mundo.
Toma a Bíblia como teu livro de história e serás o pior aluno da turma.
Toma a Bíblia como teu livro de biologia e tua nota será zero.
Toma a Bíblia como teu livro de cosmologia e saberás menos que nada.
Toma a Bíblia como teu livro de medicina e serás processado por negligência.
Toma a Bíblia como teu livro de ética militar e serás condenado por crimes de guerra.
Toma a Bíblia como teu livro sobre como educar crianças e tirarão teus filhos.
Toma a Bíblia como teu livro de leis e acabarás na prisão.
Toma a Bíblia como teu livro de direitos humanos e serás julgado em Haia.
Portanto, se tomar a Bíblia, leve-a o mais longe possível. E deixe-a lá".
Bill Flavell.
Toma a Bíblia como teu livro de história e serás o pior aluno da turma.
Toma a Bíblia como teu livro de biologia e tua nota será zero.
Toma a Bíblia como teu livro de cosmologia e saberás menos que nada.
Toma a Bíblia como teu livro de medicina e serás processado por negligência.
Toma a Bíblia como teu livro de ética militar e serás condenado por crimes de guerra.
Toma a Bíblia como teu livro sobre como educar crianças e tirarão teus filhos.
Toma a Bíblia como teu livro de leis e acabarás na prisão.
Toma a Bíblia como teu livro de direitos humanos e serás julgado em Haia.
Portanto, se tomar a Bíblia, leve-a o mais longe possível. E deixe-a lá".
Bill Flavell.
Isso é um anacronismo. Atualmente, quase ninguém em países de cultura ocidental leva literalmente a sério qualquer livro escrito na Antiguidade como enciclopédia de conhecimentos gerais — nem mesmo o papa.Fernando Silva escreveu: ↑Dom, 08 Março 2026 - 08:16 am"Toma a Bíblia como teu livro de geografia e não saberás sobre 99% do mundo.
Toma a Bíblia como teu livro de história e serás o pior aluno da turma.
Toma a Bíblia como teu livro de biologia e tua nota será zero.
Toma a Bíblia como teu livro de cosmologia e saberás menos que nada.
Toma a Bíblia como teu livro de medicina e serás processado por negligência.
Toma a Bíblia como teu livro de ética militar e serás condenado por crimes de guerra.
Toma a Bíblia como teu livro sobre como educar crianças e tirarão teus filhos.
Toma a Bíblia como teu livro de leis e acabarás na prisão.
Toma a Bíblia como teu livro de direitos humanos e serás julgado em Haia.
Portanto, se tomar a Bíblia, leve-a o mais longe possível. E deixe-a lá".
Bill Flavell.
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A crentalhada continua se apegando à Bíblia seletivamente, ou seja, conforme a conveniência.Huxley escreveu: ↑Qua, 11 Março 2026 - 23:36 pmIsso é um anacronismo. Atualmente, quase ninguém em países de cultura ocidental leva literalmente a sério qualquer livro escrito na Antiguidade como enciclopédia de conhecimentos gerais — nem mesmo o papa.Fernando Silva escreveu: ↑Dom, 08 Março 2026 - 08:16 am"Toma a Bíblia como teu livro de geografia e não saberás sobre 99% do mundo.
Toma a Bíblia como teu livro de história e serás o pior aluno da turma.
Toma a Bíblia como teu livro de biologia e tua nota será zero.
Toma a Bíblia como teu livro de cosmologia e saberás menos que nada.
Toma a Bíblia como teu livro de medicina e serás processado por negligência.
Toma a Bíblia como teu livro de ética militar e serás condenado por crimes de guerra.
Toma a Bíblia como teu livro sobre como educar crianças e tirarão teus filhos.
Toma a Bíblia como teu livro de leis e acabarás na prisão.
Toma a Bíblia como teu livro de direitos humanos e serás julgado em Haia.
Portanto, se tomar a Bíblia, leve-a o mais longe possível. E deixe-a lá".
Bill Flavell.
Quanto ao papa, é mais esclarecido e mais instruído que os evangélicos semianalfabetos, fundamentalistas ou hipócritas.
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Fonte: Facebook1. Uma mulher escapa de ser estuprada. Dizem que Deus a protegeu. Deus é bom.
2. Uma mulher é brutalmente estuprada. Dizem que Deus a está testando. "Ele tem planos para você", dizem eles. Deus é bom.
3. Uma mulher é estuprada e assassinada e agora está "em um lugar melhor". Louvado seja Deus. Deus é bom.
Mas não se preocupe—Deus cuidará dos filhos dela e dos pais doentes tão bem quanto Ele cuidou dela.
DEUS É BOM O TEMPO TODO
E isso, meus amigos, não é nada além de pura e inalterada merda!
https://www.facebook.com/Religiontg/
Se em termos de decisões de ações éticas e médicas, essas pessoas são muito parecidas com os ateus (tal como o papa), então a ideia que elas tomam a Bíblia como enciclopédia de conhecimentos gerais não passa de conversa fiada. E exceções não provam a regra.Fernando Silva escreveu: ↑Qui, 12 Março 2026 - 09:46 amA crentalhada continua se apegando à Bíblia seletivamente, ou seja, conforme a conveniência.Huxley escreveu: ↑Qua, 11 Março 2026 - 23:36 pmIsso é um anacronismo. Atualmente, quase ninguém em países de cultura ocidental leva literalmente a sério qualquer livro escrito na Antiguidade como enciclopédia de conhecimentos gerais — nem mesmo o papa.Fernando Silva escreveu: ↑Dom, 08 Março 2026 - 08:16 am"Toma a Bíblia como teu livro de geografia e não saberás sobre 99% do mundo.
Toma a Bíblia como teu livro de história e serás o pior aluno da turma.
Toma a Bíblia como teu livro de biologia e tua nota será zero.
Toma a Bíblia como teu livro de cosmologia e saberás menos que nada.
Toma a Bíblia como teu livro de medicina e serás processado por negligência.
Toma a Bíblia como teu livro de ética militar e serás condenado por crimes de guerra.
Toma a Bíblia como teu livro sobre como educar crianças e tirarão teus filhos.
Toma a Bíblia como teu livro de leis e acabarás na prisão.
Toma a Bíblia como teu livro de direitos humanos e serás julgado em Haia.
Portanto, se tomar a Bíblia, leve-a o mais longe possível. E deixe-a lá".
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Quanto ao papa, é mais esclarecido e mais instruído que os evangélicos semianalfabetos, fundamentalistas ou hipócritas.
Que sentido faz dizer que a Bíblia não é uma enciclopédia de conhecimentos gerais, se as preferências reveladas da grande maioria dos cristãos do Ocidente não apontam para o apego ao literalismo bíblico? Dizer "eu acredito nisso" é papo furado, a menos que a pessoa respalde tal atitude com ações custosas.
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"Por que você diz que o Diabo é mau? Não fale daquilo que você não conhece"
Frank Herbert em "Duna"
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"Deus escreveu todos os livros. Ninguém perguntou ao Diabo o que realmente aconteceu"
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"Se o plano de Deus para o Universo e para nossas vidas é perfeito, por que as pessoas vivem pedindo a ele para mudar alguma coisa?"
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"Por que os cristãos defendem tanto botar a Bíblia nas escolas se nem nas igrejas ela funciona ?"
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"Não há religiosos curando doentes com orações em hospitais assim como não há videntes ganhando em cassinos".
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"Monty Python - Em busca do cálice sagrado"
Rei Arthur: Eu sou o seu rei.
Camponesa: Bem, eu não votei em você.
Rei Arthur: Não se vota em reis.
Camponesa: Então como você se tornou rei?
Rei Arthur: A Dama do Lago, com o braço envolto em vestes da mais pura e brilhosa
seda, ergueu Excalibur das profundezas da água, significando por divina
providência que eu, Arthur, deveria portar Excalibur. É por isso que sou o seu rei.
Dennis: Escute. Mulheres estranhas deitadas em lagoas distribuindo espadas não são
base para um sistema de governo. O poder executivo supremo deriva
de um mandato das massas, não de alguma farsa aquática ridícula.
Arthur: Cale-se!
Dennis: Você não pode esperar exercer o poder executivo supremo só porque
alguma vagabunda aquática jogou uma espada em você!
Arthur: Cale a boca!
Dennis: Quer dizer, se eu saísse por aí dizendo que sou um imperador só porque
alguma vadia molhada me atirou uma cimitarra, eles me internariam!
Rei Arthur: Eu sou o seu rei.
Camponesa: Bem, eu não votei em você.
Rei Arthur: Não se vota em reis.
Camponesa: Então como você se tornou rei?
Rei Arthur: A Dama do Lago, com o braço envolto em vestes da mais pura e brilhosa
seda, ergueu Excalibur das profundezas da água, significando por divina
providência que eu, Arthur, deveria portar Excalibur. É por isso que sou o seu rei.
Dennis: Escute. Mulheres estranhas deitadas em lagoas distribuindo espadas não são
base para um sistema de governo. O poder executivo supremo deriva
de um mandato das massas, não de alguma farsa aquática ridícula.
Arthur: Cale-se!
Dennis: Você não pode esperar exercer o poder executivo supremo só porque
alguma vagabunda aquática jogou uma espada em você!
Arthur: Cale a boca!
Dennis: Quer dizer, se eu saísse por aí dizendo que sou um imperador só porque
alguma vadia molhada me atirou uma cimitarra, eles me internariam!
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Por que pastores de cabra da Idade do Bronze estariam qualificados para nos ensinar qual foi a origem do Universo?
Foi exatamente isso que o padre católico George Lemaître deve ter pensado.Fernando Silva escreveu: ↑Sex, 15 Maio 2026 - 09:05 amPor que pastores de cabra da Idade do Bronze estariam qualificados para nos ensinar qual foi a origem do Universo?
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"Se Deus não escutou as preces desesperadas dos prisioneiros nos campos de concentração, não vai escutar a sua"
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"Existe um outro tipo de tentação, mais perigosa ainda. Essa é a doença da curiosidade (...) É ela que nos leva a tentar descobrir os segredos da natureza, aqueles segredos que estão além da nossa compreensão, que não nos podem trazer nada e que os homens não devem desejar aprender (...) Nessa imensa selva, cheia de armadilhas e perigos, em tenho me afastado, e me mantido longe desses espinhos. No meio de todas essas coisas que flutuam incessantemente à minha volta no dia a dia, nada jamais me surpreende, e eu nunca sou tomado por um desejo genuíno de estudá-las (...) Eu não sonho mais com as estrelas."
Aurélio Agostinho (Santo Agostinho), Bispo de Hipona, cuja morte, em 430 d.C. marca o início da idade das trevas na Europa. (cit. em Sagan, C. "The Dragons of Eden", p247.)
Aurélio Agostinho (Santo Agostinho), Bispo de Hipona, cuja morte, em 430 d.C. marca o início da idade das trevas na Europa. (cit. em Sagan, C. "The Dragons of Eden", p247.)
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"Se você rezar por chuva por bastante tempo, ela fatalmente cai. Se você rezar para que enxurradas se acalmem, elas fatalmente o farão. O mesmo acontece na ausência de preces."
Steve Allen
Steve Allen
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"Não deixe que um homem morto controle sua vida"
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"As pessoas se agarram a uns poucos versículos da Bíblia sobre a sexualidade humana como se fossem mandamentos divinos literais para toda a sociedade, sem exceção.
Mas minimizam os mais de 3 mil versículos sobre tratar bem os imigrantes, os marginalizados, os oprimidos ou os pobres como se isto fosse uma escolha pessoal"
Reverendo Benjamin Cremer
Mas minimizam os mais de 3 mil versículos sobre tratar bem os imigrantes, os marginalizados, os oprimidos ou os pobres como se isto fosse uma escolha pessoal"
Reverendo Benjamin Cremer
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"Apenas pense sobre a tragédia de ensinar as crianças a não duvidar!"
Clarence Darrow, Advogado americano (1857-1938)
Clarence Darrow, Advogado americano (1857-1938)
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Cientistas, em geral, estão sempre lendo livros escritos por pessoas inteligentes e acham que têm sempre mais coisas a aprender.
Religiosos só leem partes de um livro escrito por pastores de cabras semianalfabetos que não sabiam para onde ia o Sol à noite e acham que sabem tudo.
Religiosos só leem partes de um livro escrito por pastores de cabras semianalfabetos que não sabiam para onde ia o Sol à noite e acham que sabem tudo.
A dicotomia cientista versus religioso não serve para hierarquizar competência ou incompetência intelectual no mundo que vivemos. Houve grandes cientistas que permaneceram religiosos mesmo após a revolução darwiniana (Georges Lemaître, Theodosius Dobzhansky, etc.). Por outro lado, nunca faltaram antas ateias ou irreligiosas na academia, sobretudo nas ciências sociais.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 08:12 amCientistas, em geral, estão sempre lendo livros escritos por pessoas inteligentes e acham que têm sempre mais coisas a aprender.
Religiosos só leem partes de um livro escrito por pastores de cabras semianalfabetos que não sabiam para onde ia o Sol à noite e acham que sabem tudo.
Talvez a maioria dos acadêmicos socialistas, da esquerda cultural pós-moderna, do “racismo científico” (Richard J. Herrnstein e outros) e da venda de bullshits financeiros (Robert Merton e o caso LTCM) na civilização ocidental seja composta por ateus ou irreligiosos. Ou seja, cientistas sociais costumam falar mais do que sabem.
Por outro lado, dizer que os cientistas da hard science, como comunidade, são especialistas em seus campos é uma boa generalização, independentemente de incluirmos ou não o grupo dos cientistas religiosos. As crenças religiosas deles (quando existem) são essencialmente metafóricas. Crenças religiosas literais só aparecem em fundamentalistas, que são uma vertente minoritária na nossa civilização.
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Não parece tão minoritária assim a parte da população que acredita em Adão e Eva, criacionismo, Dilúvio ou Terra Jovem.Huxley escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 13:47 pmA dicotomia cientista versus religioso não serve para hierarquizar competência ou incompetência intelectual no mundo que vivemos. Houve grandes cientistas que permaneceram religiosos mesmo após a revolução darwiniana (Georges Lemaître, Theodosius Dobzhansky, etc.). Por outro lado, nunca faltaram antas ateias ou irreligiosas na academia, sobretudo nas ciências sociais.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 08:12 amCientistas, em geral, estão sempre lendo livros escritos por pessoas inteligentes e acham que têm sempre mais coisas a aprender.
Religiosos só leem partes de um livro escrito por pastores de cabras semianalfabetos que não sabiam para onde ia o Sol à noite e acham que sabem tudo.
Talvez a maioria dos acadêmicos socialistas, da esquerda cultural pós-moderna, do “racismo científico” (Richard J. Herrnstein e outros) e da venda de bullshits financeiros (Robert Merton e o caso LTCM) na civilização ocidental seja composta por ateus ou irreligiosos. Ou seja, cientistas sociais costumam falar mais do que sabem.
Por outro lado, dizer que os cientistas da hard science, como comunidade, são especialistas em seus campos é uma boa generalização, independentemente de incluirmos ou não o grupo dos cientistas religiosos. As crenças religiosas deles (quando existem) são essencialmente metafóricas. Crenças religiosas literais só aparecem em fundamentalistas, que são uma vertente minoritária na nossa civilização.
Claro que é possível ser cientista e religioso, mas apenas se a especialização não conflitar com a crença.
Os católicos aceitam, por exemplo, o Big Bang e a biologia evolucionista, mas não dá para ser arqueólogo ou geólogo e, ao mesmo tempo, acreditar na Terra Jovem.
Ou ser biólogo e criacionista.
Não no Ocidente.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 14:06 pmNão parece tão minoritária assim a parte da população que acredita em Adão e Eva, criacionismo, Dilúvio ou Terra Jovem.Huxley escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 13:47 pmA dicotomia cientista versus religioso não serve para hierarquizar competência ou incompetência intelectual no mundo que vivemos. Houve grandes cientistas que permaneceram religiosos mesmo após a revolução darwiniana (Georges Lemaître, Theodosius Dobzhansky, etc.). Por outro lado, nunca faltaram antas ateias ou irreligiosas na academia, sobretudo nas ciências sociais.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 08:12 amCientistas, em geral, estão sempre lendo livros escritos por pessoas inteligentes e acham que têm sempre mais coisas a aprender.
Religiosos só leem partes de um livro escrito por pastores de cabras semianalfabetos que não sabiam para onde ia o Sol à noite e acham que sabem tudo.
Talvez a maioria dos acadêmicos socialistas, da esquerda cultural pós-moderna, do “racismo científico” (Richard J. Herrnstein e outros) e da venda de bullshits financeiros (Robert Merton e o caso LTCM) na civilização ocidental seja composta por ateus ou irreligiosos. Ou seja, cientistas sociais costumam falar mais do que sabem.
Por outro lado, dizer que os cientistas da hard science, como comunidade, são especialistas em seus campos é uma boa generalização, independentemente de incluirmos ou não o grupo dos cientistas religiosos. As crenças religiosas deles (quando existem) são essencialmente metafóricas. Crenças religiosas literais só aparecem em fundamentalistas, que são uma vertente minoritária na nossa civilização.
O Catecismo da Igreja Católica não ensina o criacionismo da Terra jovem (YEC) como narrativa das origens. O Papa acredita em Adão e Eva, mas não de forma literal como personagens históricos individuais; ele os entende sobretudo como símbolos teológicos que representam a humanidade, a queda e o pecado original. Só daí já dá para excluir os católicos devotos da lista de criacionistas.
Já os outros cristãos costumam ser relativamente indiferentes a essa questão, já que ela afeta em quase nada suas decisões éticas e médicas no dia a dia. Acreditar que uma parcela significativa dos cristãos não devotos no Ocidente está preocupada com isso é tão ingênuo quanto acreditar que uma parcela relevante deles se preocupa com o que a Bíblia diz sobre fornicação. A maioria das pessoas no Ocidente é indiferente e semianalfabeta científica quanto às origens, independentemente de serem religiosas ou não.
As escolas e universidades no Ocidente não ensinam o Criacionismo da Terra Jovem. E a parcela de cientistas no Ocidente que acreditam em Criacionismo da Terra Jovem é quase insignificante. Isso é o oposto do que poderíamos chamar de "ameaça social".Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 14:06 pmClaro que é possível ser cientista e religioso, mas apenas se a especialização não conflitar com a crença.
Os católicos aceitam, por exemplo, o Big Bang e a biologia evolucionista, mas não dá para ser arqueólogo ou geólogo e, ao mesmo tempo, acreditar na Terra Jovem.
Ou ser biólogo e criacionista.
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E, no entanto, é preocupante a simples existência de uma "bancada evangélica" e o fato, recente, de igrejas evangélicas estarem doutrinando policiais para invadir escolas e fiscalizar se o que as crianças aprendem está de acordo com a Bíblia.Huxley escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 15:56 pmO Catecismo da Igreja Católica não ensina o criacionismo da Terra jovem (YEC) como narrativa das origens. O Papa acredita em Adão e Eva, mas não de forma literal como personagens históricos individuais; ele os entende sobretudo como símbolos teológicos que representam a humanidade, a queda e o pecado original. Só daí já dá para excluir os católicos devotos da lista de criacionistas.
Já os outros cristãos costumam ser relativamente indiferentes a essa questão, já que ela afeta em quase nada suas decisões éticas e médicas no dia a dia. Acreditar que uma parcela significativa dos cristãos não devotos no Ocidente está preocupada com isso é tão ingênuo quanto acreditar que uma parcela relevante deles se preocupa com o que a Bíblia diz sobre fornicação. A maioria das pessoas no Ocidente é indiferente e semianalfabeta científica quanto às origens, independentemente de serem religiosas ou não.
As escolas e universidades no Ocidente não ensinam o Criacionismo da Terra Jovem. E a parcela de cientistas no Ocidente que acreditam em Criacionismo da Terra Jovem é quase insignificante. Isso é o oposto do que poderíamos chamar de "ameaça social".
Ou, no Texas, a imposição da leitura da Bíblia nas escolas.
Pode ser algo passageiro e localizado. Ou pode ser o início de algo generalizado.
Tanto aqui no Brasil quando nos EUA, essa conjectura de que o proselitismo religioso do fundamentalista cristão vai entrar profundamente na política e a coisa vai degringolar de vez existe há décadas. E nunca aconteceu.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 16:24 pmE, no entanto, é preocupante a simples existência de uma "bancada evangélica" e o fato, recente, de igrejas evangélicas estarem doutrinando policiais para invadir escolas e fiscalizar se o que as crianças aprendem está de acordo com a Bíblia.Huxley escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 15:56 pmO Catecismo da Igreja Católica não ensina o criacionismo da Terra jovem (YEC) como narrativa das origens. O Papa acredita em Adão e Eva, mas não de forma literal como personagens históricos individuais; ele os entende sobretudo como símbolos teológicos que representam a humanidade, a queda e o pecado original. Só daí já dá para excluir os católicos devotos da lista de criacionistas.
Já os outros cristãos costumam ser relativamente indiferentes a essa questão, já que ela afeta em quase nada suas decisões éticas e médicas no dia a dia. Acreditar que uma parcela significativa dos cristãos não devotos no Ocidente está preocupada com isso é tão ingênuo quanto acreditar que uma parcela relevante deles se preocupa com o que a Bíblia diz sobre fornicação. A maioria das pessoas no Ocidente é indiferente e semianalfabeta científica quanto às origens, independentemente de serem religiosas ou não.
As escolas e universidades no Ocidente não ensinam o Criacionismo da Terra Jovem. E a parcela de cientistas no Ocidente que acreditam em Criacionismo da Terra Jovem é quase insignificante. Isso é o oposto do que poderíamos chamar de "ameaça social".
Ou, no Texas, a imposição da leitura da Bíblia nas escolas.
Pode ser algo passageiro e localizado. Ou pode ser o início de algo generalizado.
No Texas, aprovaram recentemente a obrigatoriedade de incluir passagens bíblicas no currículo escolar. Porém, isso não significa que a Bíblia inteira deva ser lida nem que haja obrigatoriedade de adesão religiosa; a exigência é curricular, voltada ao estudo de textos bíblicos como parte da lista oficial de leitura. Na Noruega, existem as “bíblias” da mitologia nórdica. Escritas nos séculos XII e XIII, contam as histórias de Odin, Thor, Loki e o Ragnarök. Elas também são usadas nas leituras das escolas norueguesas.
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A diferença é que, no Texas, a intenção, declarada ou não, é doutrinar as crianças, enquanto que, na Noruega, é simplesmente estudar a cultura dos ancestrais.Huxley escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 17:07 pmNo Texas, aprovaram recentemente a obrigatoriedade de incluir passagens bíblicas no currículo escolar. Porém, isso não significa que a Bíblia inteira deva ser lida nem que haja obrigatoriedade de adesão religiosa; a exigência é curricular, voltada ao estudo de textos bíblicos como parte da lista oficial de leitura. Na Noruega, existem as “bíblias” da mitologia nórdica. Escritas nos séculos XII e XIII, contam as histórias de Odin, Thor, Loki e o Ragnarök. Elas também são usadas nas leituras das escolas norueguesas.
Assim como colocar Machado de Assis na lista de leituras nas escolas pode ser a intenção de quem quer que a filosofia moral machadiana tenha influência em menores de idade. É regra, e não exceção, que os clássicos de literatura tenham alguma filosofia moral implícita (ou explícita). A esse fato se soma a questão de que não existe imparcialidade em ética e filosofia moral.Fernando Silva escreveu: ↑Qua, 01 Julho 2026 - 10:21 amA diferença é que, no Texas, a intenção, declarada ou não, é doutrinar as crianças,Huxley escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 17:07 pmNo Texas, aprovaram recentemente a obrigatoriedade de incluir passagens bíblicas no currículo escolar. Porém, isso não significa que a Bíblia inteira deva ser lida nem que haja obrigatoriedade de adesão religiosa; a exigência é curricular, voltada ao estudo de textos bíblicos como parte da lista oficial de leitura. Na Noruega, existem as “bíblias” da mitologia nórdica. Escritas nos séculos XII e XIII, contam as histórias de Odin, Thor, Loki e o Ragnarök. Elas também são usadas nas leituras das escolas norueguesas.
Além disso, os pais texanos que desejam transmitir uma formação religiosa aos filhos já têm plena liberdade para fazê-lo em casa e nas suas comunidades religiosas. Por que eles precisariam esperar pela simples leitura de passagens da Bíblia em contexto escolar — fora de uma aula confessional de religião — para fazer isso?
- Fernando Silva
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Para cercá-los por todos os lados, fazendo que a doutrinação os siga onde forem, evitando que sejam influenciados por vozes discordantes.Huxley escreveu: ↑Qua, 01 Julho 2026 - 12:14 pmAlém disso, os pais texanos que desejam transmitir uma formação religiosa aos filhos já têm plena liberdade para fazê-lo em casa e nas suas comunidades religiosas. Por que eles precisariam esperar pela simples leitura de passagens da Bíblia em contexto escolar — fora de uma aula confessional de religião — para fazer isso?
Funcionou comigo (mas provavelmente não funcionaria hoje em dia).
Suponho também que não permitiriam, de modo algum, que outros livros ditos "sagrados" fossem lidos na escola, da mesma forma que policiais doutrinados em igrejas evangélicas, mais uma vez invadiram escolas que falaram sobre orixás nas aulas de cultura afro-brasileira. A foto abaixo mostra um caso do ano passado.

Mas a escola não ensina a religião cristã. A mitologia grega é bem lida nas escolas e nem por isso as crianças e adolescentes se tornaram discípulos de Zeus e de Athena. A leitura de textos religiosos isoladamente não tem eficácia para a conversão religiosa. E o que tem eficácia para a formação religiosa de crianças e adolescentes já é permitido por todas as legislações estaduais dos Estados Unidos.Fernando Silva escreveu: ↑Qua, 01 Julho 2026 - 15:59 pmPara cercá-los por todos os lados, fazendo que a doutrinação os siga onde forem, evitando que sejam influenciados por vozes discordantes.Huxley escreveu: ↑Qua, 01 Julho 2026 - 12:14 pmAlém disso, os pais texanos que desejam transmitir uma formação religiosa aos filhos já têm plena liberdade para fazê-lo em casa e nas suas comunidades religiosas. Por que eles precisariam esperar pela simples leitura de passagens da Bíblia em contexto escolar — fora de uma aula confessional de religião — para fazer isso?
Funcionou comigo (mas provavelmente não funcionaria hoje em dia).
Querer não é poder. Cristãos que quisessem censurar escolas por causa da simples leitura de determinados textos encontrariam como obstáculos a Suprema Corte dos Estados Unidos, a imprensa e, possivelmente, a maior parte da sociedade civil americana. Como precedente histórico, basta lembrar dos embates judiciais envolvendo o criacionismo e o ensino da teoria da evolução no sistema educacional americano. Em linhas gerais, essas disputas não foram decididas em favor da posição defendida pelos fundamentalistas cristãos.Fernando Silva escreveu: ↑Qua, 01 Julho 2026 - 15:59 pm
Suponho também que não permitiriam, de modo algum, que outros livros ditos "sagrados" fossem lidos na escola, da mesma forma que policiais doutrinados em igrejas evangélicas, mais uma vez invadiram escolas que falaram sobre orixás nas aulas de cultura afro-brasileira. A foto abaixo mostra um caso do ano passado.
- Fernando Silva
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Segundo a Bíblia, os bispos têm que ser homens casados e com filhos.
1 Timóteo 3
Os requisitos dos bispos e dos diáconos
1 Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
2 É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da igreja de Deus?);
1 Timóteo 3
Os requisitos dos bispos e dos diáconos
1 Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.
2 É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;
4 Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia
5 (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da igreja de Deus?);
Essa analogia é estranha. Nao existe nenhuma pretensão, de doutrinar ou fazer proselitismo de nenhum machadismo ou filosofia/religiao machadiana em nada que este autor tenha escrito. Ja sobre biblia, definitivamente nao podemos dizer o mesmo.Huxley escreveu: ↑Qua, 01 Julho 2026 - 12:14 pmAssim como colocar Machado de Assis na lista de leituras nas escolas pode ser a intenção de quem quer que a filosofia moral machadiana tenha influência em menores de idade. É regra, e não exceção, que os clássicos de literatura tenham alguma filosofia moral implícita (ou explícita). A esse fato se soma a questão de que não existe imparcialidade em ética e filosofia moral.Fernando Silva escreveu: ↑Qua, 01 Julho 2026 - 10:21 amA diferença é que, no Texas, a intenção, declarada ou não, é doutrinar as crianças,Huxley escreveu: ↑Ter, 30 Junho 2026 - 17:07 pmNo Texas, aprovaram recentemente a obrigatoriedade de incluir passagens bíblicas no currículo escolar. Porém, isso não significa que a Bíblia inteira deva ser lida nem que haja obrigatoriedade de adesão religiosa; a exigência é curricular, voltada ao estudo de textos bíblicos como parte da lista oficial de leitura. Na Noruega, existem as “bíblias” da mitologia nórdica. Escritas nos séculos XII e XIII, contam as histórias de Odin, Thor, Loki e o Ragnarök. Elas também são usadas nas leituras das escolas norueguesas.
Além disso, os pais texanos que desejam transmitir uma formação religiosa aos filhos já têm plena liberdade para fazê-lo em casa e nas suas comunidades religiosas. Por que eles precisariam esperar pela simples leitura de passagens da Bíblia em contexto escolar — fora de uma aula confessional de religião — para fazer isso?
O mesmo precedente que temos com cristianismo e biblia nao existe em machado.
Quanto a pergunta, porque fazer isso fora de uma aula confessional? Simples. Se se aumentam as oportunidades de disseminar um tal ensino quer dentro quer fora de uma instituicao religiosa porque nao faze-lo?
Acaso um vendedor deixaria escapar a oportunidade de vender algo porque ele esta fora do meio onde geralmente faz as vendas? Se isso vale para vender um carro ou roupa, tambem vale para vender uma fe, ideia, doutrina...
Alem disso, a educacao religiosa numa escola pode atingir cruaianças cujos pais não frequentam ou não estão nem ai para religiao, criando mais oportunidades.
Nao que eu seja a favor disso, muito pelo contrario.
Por mim ou nao se ensina nenhuma ou se ensina mais de uma, das principais pelo menos.
Se apenas uma é ensinada entao aquilo nao passa de catequese disfarçada de ensino imparcial.
É muita inocência achar que uma obra literária repleta de reflexões morais, como a de Machado de Assis, não tenha potencial para influenciar moralmente ninguém. A maioria dos grandes literatos expressa, de forma implícita ou explícita, uma determinada visão de mundo e uma filosofia moral em suas obras.CaveCanem escreveu: ↑Dom, 05 Julho 2026 - 19:35 pm
Essa analogia é estranha. Nao existe nenhuma pretensão, de doutrinar ou fazer proselitismo de nenhum machadismo ou filosofia/religiao machadiana em nada que este autor tenha escrito. Ja sobre biblia, definitivamente nao podemos dizer o mesmo.
O mesmo precedente que temos com cristianismo e biblia nao existe em machado.
Quem seleciona os grandes clássicos para leitura nas escolas também costuma considerar positivo que os alunos tenham contato com essas ideias e reflitam sobre elas. Portanto, a intenção de influenciar não é algo necessariamente ausente quando se recomenda a leitura de livros não religiosos.
Olha que coisa curiosa: quando a influência vem da minha visão de mundo favorita, ela vira “formação crítica”, “apresentação de ideias” ou “literatura”. Quando vem da visão de mundo dos outros, aí passa a ser “proselitismo” e “doutrinação”.
E onde está a evidência de que a leitura de tais textos religiosos isoladamente tem eficácia geral para a conversão religiosa de crianças e adolescentes? Essa ideia não passa de especulação limitada.CaveCanem escreveu: ↑Dom, 05 Julho 2026 - 19:35 pm
Quanto a pergunta, porque fazer isso fora de uma aula confessional? Simples. Se se aumentam as oportunidades de disseminar um tal ensino quer dentro quer fora de uma instituicao religiosa porque nao faze-lo?
Acaso um vendedor deixaria escapar a oportunidade de vender algo porque ele esta fora do meio onde geralmente faz as vendas? Se isso vale para vender um carro ou roupa, tambem vale para vender uma fe, ideia, doutrina...
Alem disso, a educacao religiosa numa escola pode atingir cruaianças cujos pais não frequentam ou não estão nem ai para religiao, criando mais oportunidades.
Nao que eu seja a favor disso, muito pelo contrario.
Por mim ou nao se ensina nenhuma ou se ensina mais de uma, das principais pelo menos.
Se apenas uma é ensinada entao aquilo nao passa de catequese disfarçada de ensino imparcial.
Além disso, a Bíblia é apenas uma parte da lista obrigatória. O Texas State Board of Education aprovou uma lista estadual de aproximadamente 200 textos para o currículo de língua inglesa e literatura. A maior parte dela é composta por obras literárias, históricas e cívicas que não são religiosas. Os textos bíblicos representam apenas uma fração da lista — cerca de uma dúzia de passagens e histórias, dependendo da contagem adotada.
Visão de mundo favorita? O motor dessa opinião é mais a outra: se opor aquela ao qual tenho ojeriza.Huxley escreveu: ↑Dom, 05 Julho 2026 - 21:54 pmÉ muita inocência achar que uma obra literária repleta de reflexões morais, como a de Machado de Assis, não tenha potencial para influenciar moralmente ninguém. A maioria dos grandes literatos expressa, de forma implícita ou explícita, uma determinada visão de mundo e uma filosofia moral em suas obras.CaveCanem escreveu: ↑Dom, 05 Julho 2026 - 19:35 pm
Essa analogia é estranha. Nao existe nenhuma pretensão, de doutrinar ou fazer proselitismo de nenhum machadismo ou filosofia/religiao machadiana em nada que este autor tenha escrito. Ja sobre biblia, definitivamente nao podemos dizer o mesmo.
O mesmo precedente que temos com cristianismo e biblia nao existe em machado.
Quem seleciona os grandes clássicos para leitura nas escolas também costuma considerar positivo que os alunos tenham contato com essas ideias e reflitam sobre elas. Portanto, a intenção de influenciar não é algo necessariamente ausente quando se recomenda a leitura de livros não religiosos.
Olha que coisa curiosa: quando a influência vem da minha visão de mundo favorita, ela vira “formação crítica”, “apresentação de ideias” ou “literatura”. Quando vem da visão de mundo dos outros, aí passa a ser “proselitismo” e “doutrinação”.
É mais o caso de torcer contra um X que a favor de um Y, Z ou W.
No frigir dos ovos isso muda o que em termos do precedente haver proselitismo numa e na outra não?
E ainda que houvesse tal proselitismo, seria muito mais favoravel ao do Machado que a da Biblia.
Será que no seu ensino, eles mostrarão alguma daquelas inumeras passagens esquisitas do livro ou só a parte joinha? Tem que ser a joinha, porque pro resto tem que ter mais de 18 anos. Devia ter aquele selo do "Parental Advisory" no livro, pelo menos no VT.
Não me refiro a notoria frase do Sr Jesus sobre trazer a espada ou amaldiçoar uma figueira. Isso é metafórico. Peanuts. 100% safe e da para abordar pedagogicamente numa boa.
Tem coisa muito pior ali. Coisa realmente X-rated, que nenhuma metafora, interpretação, hermeneutica ou contexto conseguem salvar.
Com o Machado, esse problema em primeiro lugar (assim como o proselitismo) sequer existe.
Por essas e por muitas outras, tenha certeza de que terei esse viés. Tenho plena ciẽncia dele e é para mim bastante dificil não te-lo.
E porque a existencia desses outros livros haveriam de abonar a adoção da biblia? Podiam ser até 20 ou 2000 em lugar de 200.Huxley escreveu: ↑Dom, 05 Julho 2026 - 21:54 pmE onde está a evidência de que a leitura de tais textos religiosos isoladamente tem eficácia geral para a conversão religiosa de crianças e adolescentes? Essa ideia não passa de especulação limitada.CaveCanem escreveu: ↑Dom, 05 Julho 2026 - 19:35 pm
Quanto a pergunta, porque fazer isso fora de uma aula confessional? Simples. Se se aumentam as oportunidades de disseminar um tal ensino quer dentro quer fora de uma instituicao religiosa porque nao faze-lo?
Acaso um vendedor deixaria escapar a oportunidade de vender algo porque ele esta fora do meio onde geralmente faz as vendas? Se isso vale para vender um carro ou roupa, tambem vale para vender uma fe, ideia, doutrina...
Alem disso, a educacao religiosa numa escola pode atingir cruaianças cujos pais não frequentam ou não estão nem ai para religiao, criando mais oportunidades.
Nao que eu seja a favor disso, muito pelo contrario.
Por mim ou nao se ensina nenhuma ou se ensina mais de uma, das principais pelo menos.
Se apenas uma é ensinada entao aquilo nao passa de catequese disfarçada de ensino imparcial.
Além disso, a Bíblia é apenas uma parte da lista obrigatória. O Texas State Board of Education aprovou uma lista estadual de aproximadamente 200 textos para o currículo de língua inglesa e literatura. A maior parte dela é composta por obras literárias, históricas e cívicas que não são religiosas. Os textos bíblicos representam apenas uma fração da lista — cerca de uma dúzia de passagens e histórias, dependendo da contagem adotada.
Tem outro texto religioso que não a biblia? Talvez o livro de mormon. Esse é culturalmente relevante para os EUA.
Se bem que bons principios éticos devessem ser ensinados a todos independentes desses terem vindo duma palestina do sec I ou duma ilha perdida na Indonésia. Tais coisas são universais e atemporais, "culture-fair", diriam.
Se tiver livros de outras religiões, retiro o que disse. Caso contrario, mantenho minha opinião.
Outra coisa: propaganda é algo matematicamente bizarro porque ela sempre soma algo. Até mesmo quando é negativa.
- Fernando Silva
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Garanto que os que impuseram ler a Bíblia ficariam indignados se alguém propusesse também o Corão ou os Vedas.CaveCanem escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 03:33 amTem outro texto religioso que não a biblia? Talvez o livro de mormon. Esse é culturalmente relevante para os EUA.
Se bem que bons principios éticos devessem ser ensinados a todos independentes desses terem vindo duma palestina do sec I ou duma ilha perdida na Indonésia. Tais coisas são universais e atemporais, "culture-fair", diriam.
Se tiver livros de outras religiões, retiro o que disse. Caso contrario, mantenho minha opinião.
Não existe automaticamente proselitismo em contexto escolar só porque um texto religioso é utilizado. Isso seria tão equivocado quanto dizer que o estudo das "Eddas" e de suas histórias sobre Odin, Thor, Loki e o Ragnarök nas escolas norueguesas é, por si só, prova de proselitismo das antigas religiões nórdicas. O mesmo raciocínio vale para o estudo de textos de Karl Marx (que escreveu: "Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo.") nas aulas de Sociologia.CaveCanem escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 03:33 am
Visão de mundo favorita? O motor dessa opinião é mais a outra: se opor aquela ao qual tenho ojeriza.
É mais o caso de torcer contra um X que a favor de um Y, Z ou W.
No frigir dos ovos isso muda o que em termos do precedente haver proselitismo numa e na outra não?
E ainda que houvesse tal proselitismo, seria muito mais favoravel ao do Machado que a da Biblia.
Será que no seu ensino, eles mostrarão alguma daquelas inumeras passagens esquisitas do livro ou só a parte joinha? Tem que ser a joinha, porque pro resto tem que ter mais de 18 anos. Devia ter aquele selo do "Parental Advisory" no livro, pelo menos no VT.
Não me refiro a notoria frase do Sr Jesus sobre trazer a espada ou amaldiçoar uma figueira. Isso é metafórico. Peanuts. 100% safe e da para abordar pedagogicamente numa boa.
Tem coisa muito pior ali. Coisa realmente X-rated, que nenhuma metafora, interpretação, hermeneutica ou contexto conseguem salvar.
Com o Machado, esse problema em primeiro lugar (assim como o proselitismo) sequer existe.
Por essas e por muitas outras, tenha certeza de que terei esse viés. Tenho plena ciẽncia dele e é para mim bastante dificil não te-lo.
Isso não significa que um ensino confessional ou ideológico não possa existir. Pode acontecer com a Bíblia, com Marx, com as Eddas ou com qualquer outro autor. A questão não é o texto em si, mas a forma como ele é ensinado.
Por exemplo, se uma escola lê a Parábola do Bom Samaritano para discutir sua influência na literatura, na linguagem ou na cultura ocidental, isso pode perfeitamente ser um uso secular e educacional.
Agora, se um professor ensina que essa parábola demonstra a verdade do cristianismo ou incentiva os alunos a aderirem à fé cristã, aí o ensino passa a ter caráter confessional, o que levanta sérias questões constitucionais nos Estados Unidos.
Por fim, dizer que não existe conteúdo normativo nas obras dos grandes literatos não religiosos é simplesmente fantasia. Grandes escritores frequentemente apresentam visões de mundo, juízos morais e concepções sobre a natureza humana. O fato de essas ideias serem transmitidas de maneira mais sutil do que em um texto religioso não significa que deixem de existir.
A ideia de que existe absoluta imparcialidade na seleção de listas de leitura escolar é um mito. Todo currículo envolve escolhas sobre quais obras merecem ser estudadas e quais podem ficar de fora. Em geral, os responsáveis por essas listas dão preferência às obras que exerceram maior influência sobre a história, a literatura e a cultura do próprio país.CaveCanem escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 03:33 am
E porque a existencia desses outros livros haveriam de abonar a adoção da biblia? Podiam ser até 20 ou 2000 em lugar de 200.
Tem outro texto religioso que não a biblia? Talvez o livro de mormon. Esse é culturalmente relevante para os EUA.
Se bem que bons principios éticos devessem ser ensinados a todos independentes desses terem vindo duma palestina do sec I ou duma ilha perdida na Indonésia. Tais coisas são universais e atemporais, "culture-fair", diriam.
Se tiver livros de outras religiões, retiro o que disse. Caso contrario, mantenho minha opinião.
O que vale para livros não religiosos também vale para livros religiosos. Não há nada de extraordinário nisso. A discussão relevante não é se houve uma escolha — porque sempre há —, mas quais critérios justificam essa escolha e se ela respeita os limites constitucionais.
As escolas públicas americanas têm liberdade para incluir textos religiosos não cristãos em suas leituras, desde que isso seja feito com finalidade educacional e não confessional. Portanto, se grupos fundamentalistas cristãos conseguissem impedir ou censurar esse tipo de iniciativa, aí sim haveria um argumento muito mais forte para falar em uma ameaça ao princípio da laicidade.Fernando Silva escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 09:16 amGaranto que os que impuseram ler a Bíblia ficariam indignados se alguém propusesse também o Corão ou os Vedas.CaveCanem escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 03:33 amTem outro texto religioso que não a biblia? Talvez o livro de mormon. Esse é culturalmente relevante para os EUA.
Se bem que bons principios éticos devessem ser ensinados a todos independentes desses terem vindo duma palestina do sec I ou duma ilha perdida na Indonésia. Tais coisas são universais e atemporais, "culture-fair", diriam.
Se tiver livros de outras religiões, retiro o que disse. Caso contrario, mantenho minha opinião.
Além disso, nos Estados Unidos existe amplo ensino confessional não cristão, mas ele ocorre principalmente em escolas privadas religiosas, e não nas escolas públicas. Judeus, muçulmanos, hindus e membros de outras religiões já dispõem de instituições próprias para transmitir sua fé às novas gerações. A formação religiosa dessas comunidades não depende do sistema público de ensino.
- Fernando Silva
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Considerando o contexto onde decidiram isto, fica difícil pressupor neutralidade, ainda mais no sul dos EUA.Huxley escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 12:19 pmO que vale para livros não religiosos também vale para livros religiosos. Não há nada de extraordinário nisso. A discussão relevante não é se houve uma escolha — porque sempre há —, mas quais critérios justificam essa escolha e se ela respeita os limites constitucionais.
Não é função do Judiciário americano julgar as intenções não declaradas dos administradores do ensino público que selecionam a lista de leitura. O que realmente interessa é se o comportamento verificado em sala de aula — especificamente a forma como o conteúdo é apresentado — é constitucional. No Judiciário, julga-se ações, e não simples introspecções.Fernando Silva escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 14:18 pmConsiderando o contexto onde decidiram isto, fica difícil pressupor neutralidade, ainda mais no sul dos EUA.Huxley escreveu: ↑Seg, 06 Julho 2026 - 12:19 pmO que vale para livros não religiosos também vale para livros religiosos. Não há nada de extraordinário nisso. A discussão relevante não é se houve uma escolha — porque sempre há —, mas quais critérios justificam essa escolha e se ela respeita os limites constitucionais.