Não sei se o Dawkins ignora a diferença usada hoje em dia nos dois termos ou se ele coloca essa diferença em termos bem menos radicais que a militância trans faz. É verdade que os dois termos sempre foram intercambiáveis por um longo período e que essa diferenciação é algo moderno. De qualquer forma, aceitar essa diferença não é a mesma coisa que aceitar que gêneros são puramente construções sociais e/ou que sejam algo totalmente free style e fora do binarismo natural como a militância mais radical defendeu nos últimos anos. A sociedade precisa de critérios objetivos para funcionar, não tem como conviver com "hoje me sinto mulher, então vou usar o banheiro/vestiário feminino". Não é raro ver pessoas dentro desses movimentos indo ainda mais longe dizendo que homens héteros que recusam se relacionar com mulher trans devem ser punidos pelo crime de "transfobia".Huxley escreveu: ↑Ter, 22 Setembro 2026 - 15:08 pmTal como muitos ativistas da New Left, Richard Dawkins não sabe diferenciar sexo de gênero.
Não existem pessoas transgênero cuja identidade de gênero coincida com o sexo que lhes foi atribuído ao nascer. O termo transgênero carrega o prefixo "trans-", que vem do latim e significa "além de", "através de" ou "do outro lado". Quando esse prefixo é unido à palavra gênero, o termo passa a descrever uma pessoa cuja identidade de gênero está além ou em desacordo com aquela que lhe foi originalmente atribuída com base no sexo biológico ao nascer.
O conceito de sexo utiliza órgãos reprodutivos e cromossomos sexuais como critérios de categorização. Já gênero refere-se a características psicológicas, identitárias e/ou papéis sociais. Hoje, entende-se que esses traços são essencialmente determinados de forma interna e natural (genética), tanto em pessoas cisgênero quanto em pessoas transgênero.
Feminismo e ideologia de gênero
Vamos ver mais à frente se tem alguma justificativa para essa identidade.
Isso é uma baboseira equivalente a dizer: “o corporal é real, enquanto o mental é uma espécie de entidade separada ou não física”. Um estado mental consciente é um estado em que o cérebro se encontra. O cérebro faz parte do corpo e do mundo físico. E os hormônios fetais influenciam a identidade de gênero principalmente ao atuar no desenvolvimento e na diferenciação estrutural do cérebro durante a gestação.
O fato de uma identidade de gênero ter uma dimensão social ou institucional não implica que ela deixe de ser um fenômeno natural. Seus estados mentais constitutivos são realizados biologicamente no cérebro, assim como outros estados conscientes. Afinal, nem tudo que pertence ao mundo físico precisa ser um objeto material isolado: o centro de gravidade, por exemplo, é uma abstração, mas nem por isso deixa de ser uma questão inteiramente física. O fato de algo depender de uma determinada estrutura ou de uma forma de descrição não o torna, por isso, “não físico”.
Isso não tem nada a ver com provar a sua identidade “sexo = gênero”. Eu estou falando de fatos, não de moral ou de filosofia política. Eu estou falando sobre juízos de fatos, não sobre juízos de valor.
Editado pela última vez por Huxley em Ter, 22 Setembro 2026 - 22:18 pm, em um total de 2 vezes.
- eremita
- Mensagens: 119
- Registrado em: Ter, 17 Março 2020 - 20:47 pm
- Localização: Sob as folhas da erva-mate.
Scientific American: Estudo preliminar sugere que sexo e gênero são representados de formas diferentes no cérebro.Tutu escreveu: ↑Ter, 22 Setembro 2026 - 17:02 pmQuando a ideologia nega a ciência...
sexo = gênero
Se quiser usar os termos "sexo mental" e "gênero mental", terá mais credibilidade por ser muito mais preciso.
Mas o que vale no mundo físico e na sociedade é o gênero do corpo e não o gênero da mente.
Governo que força o uso do gênero da mente em vez do do corpo é o pior tipo de tirano que existe, superando na polícia do véu do talibã.
Medical News Today: As pessoas usam os termos "sexo" e gênero" People often use the terms “sex” and “gender” como sinônimos, mas isto é incorreto. Sexo refere-se às diferenças físicas biológicas, e gênero é como a pessoa identifica-se (NB: artigo escrito por um neurocientista, e revisado por um médico.)
Então, sim, é ideologia negando a ciência. Mas não é a ideologia dos que veem sexo e gênero como coisas distintas; é a ideologia daqueles que querem fingir que é a mesma coisa. Assim como fingem que a gente não é um bando de primatas, ou que a Terra tem mais de seis mil anos.
Poderia-se usar esses termos (francamente ridículos) de "sexo mental"? Bom, pode-se até chamar de waka-waka ou wug or mafagafo. Só que ao invés de clarificar, está obscurecendo uma distinção importante.
Não que seja a primeira, já que o próprio conceito de gênero esconde uma dicotomia: "como a sociedade vê um indivíduo" e "como o indivíduo vê a si mesmo". Assim como o sexo é genótipo e fenótipo, e a correlação entre ambos não é tão simples assim.
E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
[Морс] Кўис ессе кредис, Беллум?
Стрепитулос екс скрибендо аўдис...
Стрепитулос екс скрибендо аўдис...
Está implícito no raciocínio de Dawkins que ele faz uma confusão entre sexo e gênero: “Both politics and personal feelings don’t impinge scientific truths and that needs to be clearly understood.” Se fosse verdade que sentimentos e convenções humanas não têm qualquer relevância para a constituição dos objetos estudados pelas ciências sociais, então dinheiro, um importante objeto de estudo dessas ciências, sequer existiria enquanto fenômeno social. É porque existe uma convenção social sobre o significado de uma cédula verdinha com o rosto de George Washington estampado que muitos fenômenos econômicos e sociais podem ser explicados.eremita escreveu: ↑Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm
E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
Da mesma forma, discutir o fenômeno transgênero falando apenas de órgãos reprodutores e cromossomos sexuais significa ignorar que o gênero, diferentemente do sexo, também envolve dimensões psicológicas, sociais e institucionais. Ou seja, ele estaria tratando uma questão que envolve fatos sociais e institucionais como se fosse exclusivamente uma questão de biologia reprodutiva.
- eremita
- Mensagens: 119
- Registrado em: Ter, 17 Março 2020 - 20:47 pm
- Localização: Sob as folhas da erva-mate.
Não acho que a parte citada realmente implique que o Dawkins veja gênero e sexo como a mesma coisa, e sim que veja gênero como irrelevante. Tipo, como se ele dissesse "biologia base é o que interessa, o resto é nheco-nheco". O que sim, já é problemático por si só (é epistemicamente falso e moralmente ruim), mas acho que a gente precisa bater na besteira que ele falou, não na nossa interpretação dela.Huxley escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 02:40 amEstá implícito no raciocínio de Dawkins que ele faz uma confusão entre sexo e gênero: “Both politics and personal feelings don’t impinge scientific truths and that needs to be clearly understood.” Se fosse verdade que sentimentos e convenções humanas não têm qualquer relevância para a constituição dos objetos estudados pelas ciências sociais, então dinheiro, um importante objeto de estudo dessas ciências, sequer existiria enquanto fenômeno social. É porque existe uma convenção social sobre o significado de uma cédula verdinha com o rosto de George Washington estampado que muitos fenômenos econômicos e sociais podem ser explicados.eremita escreveu: ↑Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm
E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
Da mesma forma, discutir o fenômeno transgênero falando apenas de órgãos reprodutores e cromossomos sexuais significa ignorar que o gênero, diferentemente do sexo, também envolve dimensões psicológicas, sociais e institucionais. Ou seja, ele estaria tratando uma questão que envolve fatos sociais e institucionais como se fosse exclusivamente uma questão de biologia reprodutiva.
Inclusive, falando de um dos problemas: só no fiofó dele que sexo é binário e só gene. Um sociólogo esquecendo da diferença entre fenótipo e genótipo vá lá, mas ele é biólogo poxa. E não dá nem para fingir que fenótipo é irrelevante, nem que mapeia binariamente à existência/ausência de cromossomo Y. Inclusive, eis um artigo interessante sobre o tópico, que vi há uns tempos, alegando que sexo não é nem um "contínuo", e sim multidimensional (i.e. vários contínuos). (Traduzo caso alguém aqui peça.)
[Морс] Кўис ессе кредис, Беллум?
Стрепитулос екс скрибендо аўдис...
Стрепитулос екс скрибендо аўдис...
Se Richard Dawkins é biólogo e foca apenas em biologia, por que ele debate, por exemplo, o direito de uso de vestiários femininos? Isso não diz respeito exclusivamente à biologia (dawkinsiana). Uma pessoa com síndrome de insensibilidade completa aos andrógenos pode frequentar um vestiário feminino sem causar alvoroço, embora produza gametas masculinos — o que, pelos critérios de Dawkins, a classifica como sendo do sexo masculino. Manter um status quo que gere menos conflitos sociais não violaria os direitos das mulheres baseados no sexo?eremita escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 04:14 amNão acho que a parte citada realmente implique que o Dawkins veja gênero e sexo como a mesma coisa, e sim que veja gênero como irrelevante. Tipo, como se ele dissesse "biologia base é o que interessa, o resto é nheco-nheco". O que sim, já é problemático por si só (é epistemicamente falso e moralmente ruim), mas acho que a gente precisa bater na besteira que ele falou, não na nossa interpretação dela.Huxley escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 02:40 amEstá implícito no raciocínio de Dawkins que ele faz uma confusão entre sexo e gênero: “Both politics and personal feelings don’t impinge scientific truths and that needs to be clearly understood.” Se fosse verdade que sentimentos e convenções humanas não têm qualquer relevância para a constituição dos objetos estudados pelas ciências sociais, então dinheiro, um importante objeto de estudo dessas ciências, sequer existiria enquanto fenômeno social. É porque existe uma convenção social sobre o significado de uma cédula verdinha com o rosto de George Washington estampado que muitos fenômenos econômicos e sociais podem ser explicados.eremita escreveu: ↑Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm
E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
Da mesma forma, discutir o fenômeno transgênero falando apenas de órgãos reprodutores e cromossomos sexuais significa ignorar que o gênero, diferentemente do sexo, também envolve dimensões psicológicas, sociais e institucionais. Ou seja, ele estaria tratando uma questão que envolve fatos sociais e institucionais como se fosse exclusivamente uma questão de biologia reprodutiva.
Inclusive, falando de um dos problemas: só no fiofó dele que sexo é binário e só gene. Um sociólogo esquecendo da diferença entre fenótipo e genótipo vá lá, mas ele é biólogo poxa. E não dá nem para fingir que fenótipo é irrelevante, nem que mapeia binariamente à existência/ausência de cromossomo Y. Inclusive, eis um artigo interessante sobre o tópico, que vi há uns tempos, alegando que sexo não é nem um "contínuo", e sim multidimensional (i.e. vários contínuos). (Traduzo caso alguém aqui peça.)
- Fernando Silva
- Conselheiro
- Mensagens: 8430
- Registrado em: Ter, 11 Fevereiro 2020 - 08:20 am
Se o cara é branco, não importa seu DNA majoritariamente de negro: ele será tratado como branco.
Se o cara é XY, mas tem corpo de mulher, será tratado como mulher.
O fenótipo prevalece.
Se o cara é XY, mas tem corpo de mulher, será tratado como mulher.
O fenótipo prevalece.
Vamos falar com calma.eremita escreveu: ↑Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pmScientific American: Estudo preliminar sugere que sexo e gênero são representados de formas diferentes no cérebro.
Medical News Today: As pessoas usam os termos "sexo" e gênero" People often use the terms “sex” and “gender” como sinônimos, mas isto é incorreto. Sexo refere-se às diferenças físicas biológicas, e gênero é como a pessoa identifica-se (NB: artigo escrito por um neurocientista, e revisado por um médico.)
Então, sim, é ideologia negando a ciência. Mas não é a ideologia dos que veem sexo e gênero como coisas distintas; é a ideologia daqueles que querem fingir que é a mesma coisa. Assim como fingem que a gente não é um bando de primatas, ou que a Terra tem mais de seis mil anos.
Poderia-se usar esses termos (francamente ridículos) de "sexo mental"? Bom, pode-se até chamar de waka-waka ou wug or mafagafo. Só que ao invés de clarificar, está obscurecendo uma distinção importante.
Primeiro, existe o gênero mental?
Ok, não vou discutir.
Segundo, vamos para o fator linguístico. As palavras "sexo" e gênero" sempre foram sinônimos nesse contexto. De repente, resolveram pegar uma das duas e dar significado diferente. O ideal seria inventar outro termo para não usar um termo existente com significado consolidado, porque cria muita confusão.
Terceiro, o que isso importa na prática e na sociedade? O que importa na prática é o gênero do corpo.
Mulher pode engravidar, mulher é dispensada de serviço militar, mulheres e crianças tem prioridade em resgate, mulher menstrua, mulher tem doenças próprias como câncer de mama e útero, etc. Todas essas características dependem do gênero do corpo. Por isso, é o gênero do corpo que importa para a gestão pública e o sistema de saúde. Um transexual não tem essas características.
Para a sociedade, o que ela vê também é o gênero do corpo. Quando vemos um transexual, não vemos uma mulher e sim um homem maquiado com roupa de mulher e com voz tentando imitar uma mulher. Uma mulher não verá o transexual como uma igual e ficará incomodada com a presença dele no banheiro feminino, e vai excluí-lo de grupos femininos. Um homem nem vai pensar em paquerar o transexual.
Vale lembrar que há casos de transexual cometendo estupros de crianças. Eles usaram o órgão do corpo que o gênero da mente não reconheceria.
Quarto, falando de preconceito, um transexual sempre causará repulsa às pessoas porque ele sempre estará no vale da estranheza:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_da_estranheza
Um liberal ou woke pode até tratá-lo muito bem e até idolatrá-lo, mas jamais vai conseguir ser amigo dele por causa dessa sensação. Eles vão querer terceirizar essa função fazendo o Estado forçar alguém a fazer o que eles mesmos não querem.
Por isso, é melhor para o transexual aceitar o gênero do corpo do que forçar os outros a fingir que o gênero do corpo dele é outro.
Quinto, ter o gênero mental diferente do do corpo é doença?Não que seja a primeira, já que o próprio conceito de gênero esconde uma dicotomia: "como a sociedade vê um indivíduo" e "como o indivíduo vê a si mesmo". Assim como o sexo é genótipo e fenótipo, e a correlação entre ambos não é tão simples assim.
É uma polêmica, mas a resposta é sim. Deveria viver como um deficiente se adaptando à sociedade e não o oposto.
Não, não é doença. A patologia é Disforia de Gênero. Mas existem transgêneros que não têm Disforia de Gênero.
Deficientes físicos não apenas se adaptam à sociedade. A sociedade se adapta a eles e até criam leis próprias para eles (no Brasil, por exemplo, as rampas de acessibilidade são obrigatórias em edifícios públicos e privados destinados ao uso coletivo ou comercial que apresentem desníveis no piso ou múltiplos pavimentos e não possuam outro meio mecânico de transporte vertical). Os únicos locais onde não existem (ou não existiram) coisas desse tipo são países de bárbaros incivilizados de cultura inferior, como a Alemanha Nazista.
Mesmo que duas palavras tenham sido usadas como sinônimas durante determinado período, isso não impede que uma delas adquira posteriormente um sentido técnico diferente.
Esse é um fenômeno linguístico absolutamente normal. Termos comuns frequentemente recebem significados especializados em determinadas disciplinas.
Por exemplo, “trabalho”, “energia”, “força” e “massa” possuem significados cotidianos e significados técnicos na física. Não faria sentido argumentar que, porque energia tinha determinado uso na linguagem comum, os físicos não poderiam atribuir-lhe um significado técnico mais preciso.
Portanto, seria necessário demonstrar algo mais forte: que a distinção contemporânea entre sexo e gênero é conceitualmente incoerente ou linguisticamente ilegítima. A mera existência histórica de sobreposição entre os termos não demonstra isso.
Muitos transgêneros MF que sofreram intervenção hormonal e cirurgia na adolescência não tem algumas dessas características que você se referiu. Esses transgêneros MF não têm força e resistência de homem, então jamais deveriam ir para a linha de frente em uma guerra, por exemplo. Então, seu “critério de demarcação infalível” de “gênero de corpo” é bastante falho.Tutu escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm
Terceiro, o que isso importa na prática e na sociedade? O que importa na prática é o gênero do corpo.
Mulher pode engravidar, mulher é dispensada de serviço militar, mulheres e crianças tem prioridade em resgate, mulher menstrua, mulher tem doenças próprias como câncer de mama e útero, etc. Todas essas características dependem do gênero do corpo. Por isso, é o gênero do corpo que importa para a gestão pública e o sistema de saúde. Um transexual não tem essas características.
Cada um tem que se esforçar para superar os obstáculos.Huxley escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 16:21 pmDeficientes físicos não apenas se adaptam à sociedade. A sociedade se adapta a eles e até criam leis próprias para eles (no Brasil, por exemplo, as rampas de acessibilidade são obrigatórias em edifícios públicos e privados destinados ao uso coletivo ou comercial que apresentem desníveis no piso ou múltiplos pavimentos e não possuam outro meio mecânico de transporte vertical). Os únicos locais onde não existem (ou não existiram) coisas desse tipo são países de bárbaros incivilizados de cultura inferior, como a Alemanha Nazista.
Um cadeirante não vai criar pernas do nada, então precisa de rampa. Uma rampa não incomoda ninguém.
Por outro lado, um transexual pode se esforçar para aceitar a realidade.
O significado de uma palavra depende da maioria dos falantes da língua e atualmente a maioria das pessoas não sabem dessa diferença de vocabulário. Significado de palavras precisam de muitas décadas para mudar. Esse novo significado de "gênero" é usado só por elite progressista e está sendo imposto de cima para baixo, mas ainda não está no público geral.Huxley escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 16:27 pmMesmo que duas palavras tenham sido usadas como sinônimas durante determinado período, isso não impede que uma delas adquira posteriormente um sentido técnico diferente.
Esse é um fenômeno linguístico absolutamente normal. Termos comuns frequentemente recebem significados especializados em determinadas disciplinas.
O mesmo vale para inúmeros homens héteros. Muitos homens héteros são fisicamente fracos ou psicologicamente medrosos e são tão inúteis na linha de frente quanto um transexual. Mas ainda assim, é melhor colocar um travesti na linha de frente do que uma mulher de verdade.Muitos transgêneros MF que sofreram intervenção hormonal e cirurgia na adolescência não tem algumas dessas características que você se referiu. Esses transgêneros MF não têm força e resistência de homem, então jamais deveriam ir para linha de frente em uma guerra, por exemplo. Então, seu “critério de demarcação infalível” de “gênero de corpo” é bastante falho.
Uma observação é que "gênero mental" seria algo mais claro, mas o critério "como o indivíduo se identifica" é completamente ridículo. Uma pessoa pode se identificar como qualquer coisa, até como animal. Mas uma pessoa não é capaz de "se sentir" com algo que ela nunca foi porque ela não sabe como é se sentir assim.eremita escreveu: ↑Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pmMedical News Today: As pessoas usam os termos "sexo" e gênero" People often use the terms “sex” and “gender” como sinônimos, mas isto é incorreto. Sexo refere-se às diferenças físicas biológicas, e gênero é como a pessoa identifica-se (NB: artigo escrito por um neurocientista, e revisado por um médico.)
Não que seja a primeira, já que o próprio conceito de gênero esconde uma dicotomia: "como a sociedade vê um indivíduo" e "como o indivíduo vê a si mesmo".
Falando de pessoas normais. Não sei de nenhuma mulher que se sente mulher e nenhum homem que se sente homem. O gênero não é uma coisa que a pessoa sente. Uma pessoa pode querer fazer algumas coisas associadas ao sexo oposto, mas isso é muito mais gostos pessoais sem relação com o gênero. Um homem hétero pode gostar de cor de rosa, ser delicado, gostar de brincar de boneca, gostar de moda e gostar da estética de vestido, mas isso está muito mais associado a gostos pessoais do que ao desejo de virar mulher. Do mesmo modo, uma mulher pode gostar de lutar e participar de corrida de moto, mas continuar feminina.
Mais de 90% dos homossexuais não se consideram do sexo oposto, embora desejam ter nascido sendo do sexo oposto. Eles são realistas com o próprio corpo.
Gostar de coisas do sexo oposto não significa ser do sexo oposto. "Ser" é diferente de "identificar-se como", que é diferente de "sentir-se como". Quase ninguém "se sente como". E quem vive na realidade "identificar-se" como a definição do conceito: sabe o conceito de homem e mulher, vê como os outros tratam, vê o próprio corpo, então sabe como "identificar-se" e os gostos por coisas do sexo oposto não entram na conta.
“Rampa não incomoda ninguém”. É claro que incomoda. Se incomodasse ninguém, não haveria necessidade de obrigatoriedade legal. Rampa tem custo econômico para proprietários de estabelecimentos comerciais e nem todo mundo gosta disso. Segundo essas pessoas, imagino que elas também pensem que “deficiente físico pode se esforçar para aceitar a realidade”.
Meu Deus, quanto baboseira. “Imposto de cima para baixo” só acontece quando há coerção. Acadêmicos e cientistas não usam esse termo por motivo coercitivo, mas sim porque há razões para isso, como já expliquei nesse tópico. No mais, só chavão vazio, como dizer: “ Esse novo significado de "gênero" é usado só por elite progressista”. Paródia: “Esse novo significado de "gênero" é negado só por elite reacionária anti-iluminista”.Tutu escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 16:43 pm
O significado de uma palavra depende da maioria dos falantes da língua e atualmente a maioria das pessoas não sabem dessa diferença de vocabulário. Significado de palavras precisam de muitas décadas para mudar. Esse novo significado de "gênero" é usado só por elite progressista e está sendo imposto de cima para baixo, mas ainda não está no público geral.
O estatuto da pessoa com deficiência contém vários exageros e ignora completamente os custos e a logística, mas vamos supor que o estatuto é perfeito.Huxley escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 16:48 pm“Rampa não incomoda ninguém”. É claro que incomoda. Se incomodasse ninguém, não haveria necessidade de obrigatoriedade legal. Rampa tem custo econômico para proprietários de estabelecimentos comerciais e nem todo mundo gosta disso. Segundo essas pessoas, imagino que elas também pensem que “deficiente físico pode se esforçar para aceitar a realidade”.
Esse argumento mesmo assim é muito falho, porque é óbvio que cadeirante é incapaz de subir escada.
O que faltou foi explicar como um transexual é incapaz de fazer sua parte. Não apresentou nem exemplos concretos.
Apelou e resolveu partir para ad hominem?
É assim que a esquerda sempre vence os debates.
Contra os fatos não há argumentos.
Presa por estupro e morte de menino, Suzy tentou reduzir pena duas vezes
https://veja.abril.com.br/brasil/presa- ... uas-vezes/
Mulher trans pode pegar até 70 anos de prisão após estupro de criança em banheiro
https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/m ... 3t1io954z/
E é exatamente por isso que Stephen Hawking não iria para a linha de frente se o Reuno Unido entrasse em uma guerra em 2017. E daí?
Ninguém de uma elite verdadeiramente intelectual levaria você a sério numa tomada de decisão assim. A lutadora de MMA Gabi Garcia, uma mulher com hormônios muito diferentes das típicas mulheres que literalmente já esmagou várias competidoras por causa desse diferencial, seria mais muito útil na linha de frente de uma guerra do que um típico transgênero MF que sofreu intervenção hormonal desde o início da puberdade.
É lógico que mulher fortona e homem deficiente ou idoso são exceções.Huxley escreveu: ↑Qua, 23 Setembro 2026 - 17:11 pmE é exatamente por isso que Stephen Hawking não iria para a linha de frente se o Reuno Unido entrasse em uma guerra em 2017. E daí?
Ninguém de uma elite verdadeiramente intelectual levaria você a sério numa tomada de decisão assim. A lutadora de MMA Gabi Garcia, uma mulher com hormônios muito diferentes das típicas mulheres que literalmente já esmagou várias competidoras por causa desse diferencial, seria mais muito útil na linha de frente de uma guerra do que um típico transgênero MF que sofreu intervenção hormonal desde o início da puberdade.
Além disso, guerra tem muita morte. Ter mais mulheres vivas do que homens é importante para poder recuperar a população, já que transexual não procria.
Gemini
Essa falácia é conhecida popularmente como o **Argumento do Espantalho** (quando distorce o argumento genérico ou focando em casos extremos de forma desonesta) ou, mais especificamente, o uso de uma **exceção irrelevante para refutar uma regra geral**.
* **A Regra Geral:** A afirmação "pássaro voa" é uma **generalização válida** sobre a classe biológica das aves. Na lógica cotidiana, generalizações não exigem 100% de universalidade absoluta sem exceções físicas para serem verdadeiras (exceções como filhotes, aves feridas ou espécies não voadoras, como pinguins, não invalidam a regra de que a *classe* voa).
* **A Falácia:** A Pessoa B usa uma **exceção óbvia e irônica** (um pássaro com asa quebrada) para tentar invalidar a regra geral como um todo, como se a existência de uma anomalia fizesse a afirmação original perder completamente o sentido.
> **Nota:** Na argumentação crítica, esse tipo de manobra retórica desvia o foco do debate real (as características biológicas gerais das aves) para um caso patológico específico, apenas com o intuito de ridicularizar o oponente.
Para não discutir o sexo dos anjos, vou sumarizar o que realmente importa num ponto de vista mais liberal (no sentido de liberdade) possível.
Para o Estado:
O que importa é o gênero do corpo, porque a diferença está no corpo de cada gênero: gravidez, serviço militar, prioridade em resgate, proteção contra estupro, política de saúde, etc.
Claro que há exceções (por exemplo, cadeirantes e idosos não vão para a guerra e a existência de mulheres estéreis), mas fora da regra geral, cada caso é um caso e depende mais de uma característica específica do que de um rótulo de "identidade".
Para o sistema de saúde:
O que importa é o gênero do corpo, porque cuida direto do corpo. No caso da mulher: menstruação, útero, mama, etc. No caso do homem: próstata, testículo, etc.
Há exceções, como hermafroditas, mas são menos de 1% e entram num caso a parte.
Para empresas:
A decisão de tratar transexual como mulher ou homem é da empresa e não do Estado.
Exemplo: spa ou excursão só para mulheres e festas do 8 de março têm o direito de recusar transexual.
Estado que força tratar transexual como mulher é um regime extremamente autoritário (eleições não garantem liberdade).
Para pessoa física:
A decisão de tratar transexual como mulher ou homem é do indivíduo e não do Estado. Não significa ofensa.
Se o transexual não gostar, é só não manter contato com a pessoa.
Se trabalharem na mesma empresa e tiverem que conviver, qualquer solução colocaria uma obrigação em alguém. Então, é o transexual quem deve aceitar a ser tratado pelo sexo do corpo porque é ele que começou a desavença por frescura.
Prender, demitir ou arrancar dinheiro de quem trata transexual conforme o gênero do corpo é ato de totalitarismo.
No caso de esportes:
Se é uma empresa organizando, entra as regras da empresa.
Se são indivíduos organizando, eles criam as próprias regras.
No caso de banheiros:
Acho que a discussão seria se a divisão de banheiro faz sentido. Portanto, o mais adequado é deixar as empresas decidirem se separam os banheiros ou não, e que elas decidam como classificar transexual. O argumento de dividir é porque o masculino tem mictório fedorento e anda mais rápido enquanto mulher não pode sentar em vaso mijado (o transexual sempre senta no vaso quando mija em banheiro feminino?); e no caso do Brasil é porque o brasileiro costuma usar o banheiro como motel e isso incomoda os usuários ou torna as filas mais longas. Shoppings hoje tem banheiros unissex, mas não é para LGBT, e sim para famílias, PNE e cuidadores, que não podem se separar ao ir ao banheiro.
Para o Estado:
O que importa é o gênero do corpo, porque a diferença está no corpo de cada gênero: gravidez, serviço militar, prioridade em resgate, proteção contra estupro, política de saúde, etc.
Claro que há exceções (por exemplo, cadeirantes e idosos não vão para a guerra e a existência de mulheres estéreis), mas fora da regra geral, cada caso é um caso e depende mais de uma característica específica do que de um rótulo de "identidade".
Para o sistema de saúde:
O que importa é o gênero do corpo, porque cuida direto do corpo. No caso da mulher: menstruação, útero, mama, etc. No caso do homem: próstata, testículo, etc.
Há exceções, como hermafroditas, mas são menos de 1% e entram num caso a parte.
Para empresas:
A decisão de tratar transexual como mulher ou homem é da empresa e não do Estado.
Exemplo: spa ou excursão só para mulheres e festas do 8 de março têm o direito de recusar transexual.
Estado que força tratar transexual como mulher é um regime extremamente autoritário (eleições não garantem liberdade).
Para pessoa física:
A decisão de tratar transexual como mulher ou homem é do indivíduo e não do Estado. Não significa ofensa.
Se o transexual não gostar, é só não manter contato com a pessoa.
Se trabalharem na mesma empresa e tiverem que conviver, qualquer solução colocaria uma obrigação em alguém. Então, é o transexual quem deve aceitar a ser tratado pelo sexo do corpo porque é ele que começou a desavença por frescura.
Prender, demitir ou arrancar dinheiro de quem trata transexual conforme o gênero do corpo é ato de totalitarismo.
No caso de esportes:
Se é uma empresa organizando, entra as regras da empresa.
Se são indivíduos organizando, eles criam as próprias regras.
No caso de banheiros:
Acho que a discussão seria se a divisão de banheiro faz sentido. Portanto, o mais adequado é deixar as empresas decidirem se separam os banheiros ou não, e que elas decidam como classificar transexual. O argumento de dividir é porque o masculino tem mictório fedorento e anda mais rápido enquanto mulher não pode sentar em vaso mijado (o transexual sempre senta no vaso quando mija em banheiro feminino?); e no caso do Brasil é porque o brasileiro costuma usar o banheiro como motel e isso incomoda os usuários ou torna as filas mais longas. Shoppings hoje tem banheiros unissex, mas não é para LGBT, e sim para famílias, PNE e cuidadores, que não podem se separar ao ir ao banheiro.
Editado pela última vez por Tutu em Qua, 23 Setembro 2026 - 19:20 pm, em um total de 1 vez.
Apensar do fenótipo, em termo de gametas não deixa de ser binário. Esse é o ponto do Dawkins. Citar uma lista de anomalias e síndromes cromossômicas não invalida isso.
E como separar dentro do espectro do gênero (mental) o que é histeria coletiva, o que é delírio, o que é real? Existe gênero além do eixo homem—mulher? Existe gênero fluido? A ciência não tem uma resposta pronta para tudo isso, é certo que há muita poluição woke no meio do tema, invadindo a própria ciência.
O que não é novidade, infelizmente:
E como separar dentro do espectro do gênero (mental) o que é histeria coletiva, o que é delírio, o que é real? Existe gênero além do eixo homem—mulher? Existe gênero fluido? A ciência não tem uma resposta pronta para tudo isso, é certo que há muita poluição woke no meio do tema, invadindo a própria ciência.
O que não é novidade, infelizmente:
https://michaelshermer.substack.com/p/s ... -goes-wokeScientific American Goes Woke
A case study in how identity politics poisons science
Michael Shermer
Nov 17, 2021