Racismo

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Re: Racismo

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

RACISMO CONTRA BRANCO - EXPERIMENTO SOCIAL IMPRESSIONANTE!

youtu.be/hQ4SoYX2K-w
@araceliportoavilar5784
Eu sou branca, cabelo natural cacheado, minha avó paterna negra e avô português, meus avós maternos italianos, tenho primos de tudo oque é jeito. Até o ensino médio minhas melhores amigas eram negras, até chegar a pandemia e ser literalmente calada no grupo por não ter "lugar de fala" por ser branca e questionar a vacinação forçada!

@lufernandsantos1061
Ignorar ou minimizar o racismo contra pessoas não -negras é prova de quem se diz "contra o racismo" não está preocupado com causa e sim somente em hypar em cima desta.

@Lillygames32
É impressionante como nossa sociedade adoeceu com o movimento woke.

@suellenlimadasilva1243
Sou branca ,,loira fiz curso de cabeleireiro me especializei em cabelos cacheados e afro quando fui atender ,fui rejeitada várias vezes,muitas delas diziam: quero uma negra não quero ela mexendo no meu cabelo! Ela tem cabelo liso
Mesmo eu explicando q era minha especialidade não adiantou,era , " não quero esse branca tocando no meu cabelo e tudo bem, ninguém achou isso preconceito, imagina se eu branca,loira natural de olhos claros dizer: não quero essa negra mexendo no meu cabelo!! Ah meu amigo sairia dali presa com certeza
Desumanizar os chamados de "opressor" para não ter empatia.
A sociedade regrediu.

Re: Racismo

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Fernando Silva
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Tutu escreveu:
Sáb, 16 Agosto 2025 - 19:23 pm
Desumanizar os chamados de "opressor" para não ter empatia.
A sociedade regrediu.
A esquerda dividiu a sociedade em pequenos grupos rivais: ricos x pobres, brancos x negros, homem x mulher, hétero x LGBT, patrão x trabalhador.
Assim ela impede que a sociedade se una contra seu domínio.

Re: Racismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Fernando Silva escreveu:
Dom, 17 Agosto 2025 - 08:58 am
Tutu escreveu:
Sáb, 16 Agosto 2025 - 19:23 pm
Desumanizar os chamados de "opressor" para não ter empatia.
A sociedade regrediu.
A esquerda dividiu a sociedade em pequenos grupos rivais: ricos x pobres, brancos x negros, homem x mulher, hétero x LGBT, patrão x trabalhador.
Assim ela impede que a sociedade se una contra seu domínio.
A sociedade não precisaria da esquerda existir para fazer essa divisão. Por exemplo, a Ku Klux Klan tem identitarismo branco, identitarismo cristão, identitarismo heteronormativo e identitarismo nacionalista anti-imigração. Não fica restrito entre eles, pois só o racismo talvez não seja muito popular entre os populistas de direita dos EUA e do restante do mundo ocidental. E tem religião "secularista" cuja doutrina ainda postula que a prática de homossexualidade é imoral (isto é, para o homossexual não ser imoral, ele deve ser casto).

Populistas da direita atual e socialistas de cultura pós-moderna. Tão semelhantes entre si e se acham antípodas ideológicos um do outro. A Teoria da Ferradura é mesmo uma grande ironia.

Re: Racismo

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu:
Dom, 17 Agosto 2025 - 11:24 am
A sociedade não precisaria da esquerda existir para fazer essa divisão. Por exemplo, a Ku Klux Klan tem identitarismo branco, identitarismo cristão, identitarismo heteronormativo e identitarismo nacionalista anti-imigração. Não fica restrito entre eles, pois só o racismo talvez não seja muito popular entre os populistas de direita dos EUA e do restante do mundo ocidental. E tem religião "secularista" cuja doutrina ainda postula que a prática de homossexualidade é imoral (isto é, para o homossexual não ser imoral, ele deve ser casto).

Populistas da direita atual e socialistas de cultura pós-moderna. Tão semelhantes entre si e se acham antípodas ideológicos um do outro. A Teoria da Ferradura é mesmo uma grande ironia.
Esses grupos extremistas, como os supremacistas, são tão minoritários que são irrelevantes. Eles tem pode ínfimo em comparação com os identitários wokes.

Identitarismo nacionalista anti-imigração é uma reação natural da sociedade porque um país pertence a seus moradores.

Embora seja um direito, homossexualidade é sim imoral. Não é questão de religião. É um dever moral fazer educação por abstinência.

E o carro chefe dos populistas da direita atual é a oposição contra imigração e impostos altos.

Re: Racismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Dom, 17 Agosto 2025 - 13:53 pm
Huxley escreveu:
Dom, 17 Agosto 2025 - 11:24 am
A sociedade não precisaria da esquerda existir para fazer essa divisão. Por exemplo, a Ku Klux Klan tem identitarismo branco, identitarismo cristão, identitarismo heteronormativo e identitarismo nacionalista anti-imigração. Não fica restrito entre eles, pois só o racismo talvez não seja muito popular entre os populistas de direita dos EUA e do restante do mundo ocidental. E tem religião "secularista" cuja doutrina ainda postula que a prática de homossexualidade é imoral (isto é, para o homossexual não ser imoral, ele deve ser casto).

Populistas da direita atual e socialistas de cultura pós-moderna. Tão semelhantes entre si e se acham antípodas ideológicos um do outro. A Teoria da Ferradura é mesmo uma grande ironia.
Esses grupos extremistas, como os supremacistas, são tão minoritários que são irrelevantes. Eles tem pode ínfimo em comparação com os identitários wokes.

Identitarismo nacionalista anti-imigração é uma reação natural da sociedade porque um país pertence a seus moradores.

Embora seja um direito, homossexualidade é sim imoral. Não é questão de religião. É um dever moral fazer educação por abstinência.

E o carro chefe dos populistas da direita atual é a oposição contra imigração e impostos altos.
Lixos do reacionarismo populista como Trump e trumpistas são sem poder por acaso? “Corrente minoritária irrelevante” só se for na tua imaginação, uma vez que essas duas entidades citadas tiveram colaboração massiva nas urnas. E não é uma estimativa arrojada dizer que pelo menos uns 47% dos eleitores de Trump é gado trumpista:

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Fonte: https://x.com/eleicoesempauta/status/19 ... 9338308035

“Um país pertence aos seus moradores” é tão cômico que se esquece que a população dos EUA foi formada principalmente por imigrantes europeus das mais diversas regiões do Velho Continente. Um brasileiro dizendo isso soa igualmente cômico, uma vez que a maior parte dos ancestrais dos brasileiros vieram da Europa, Ásia e África, não da América. Igualmente cômico um americano neto de alemães imigrantes, filho de escocesa imigrante e casado com uma imigrante eslovena sendo o ícone de um movimento político assim.

“Homossexualidade é imoral” é uma daquelas aberrações intelectuais que atualmente só existem quase exclusivamente por causa do fundamentalismo religioso. E defesa da abstinência sexual generalizada poderia entrar facilmente num manual de psiquiatria de doenças psicossociais. Sexualidade ativa da população é saúde. Vilanizar o prazer sexual da sociedade é que é o patológico.

Re: Racismo

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Fernando Silva
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Tutu escreveu:
Dom, 17 Agosto 2025 - 13:53 pm
Identitarismo nacionalista anti-imigração é uma reação natural da sociedade porque um país pertence a seus moradores.
Os ingleses, no início, só ocupavam uma pequena faixa da costa leste dos EUA. O meio pertencia quase todo aos franceses e o oeste e boa parte do meio eram mexicanos.
Os ingleses, que depois viraram americanos, é que são os imigrantes. E, ainda por cima, tomaram boa parte do território dos mexicanos à força.
Ah sim, e usaram o exército para exterminar os indígenas.

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Tutu escreveu:
Dom, 17 Agosto 2025 - 13:53 pm
Embora seja um direito, homossexualidade é sim imoral. Não é questão de religião. É um dever moral fazer educação por abstinência.
Homossexualidade só é imoral segundo leis morais idiotas que querem impor a todos com quem as pessoas podem ou não se relacionar.
Segundo essa gente, branco casar com negro também é imoral.
Mulher perder a virgindade antes do casamento, querer ter os mesmos direitos que os homens etc. eles também consideram imoral.

Se a pessoa não está fazendo mal a ninguém, os outros não têm nada a ver com a vida dela.

Re: Racismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

O criador da bandeira dos confederados, usada ainda hoje pelos sulistas, era declaradamente racista e usava a Bíblia para justificar a superioridade do homem branco:
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Re: Racismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Senadora paraguaia, com raiva da derrota na Copa do Mundo, revela seu racismo atacando Mbappé.
Depois de chamada de "mulher desprezível" pelo jogador, exige que ele peça desculpas ou vai processá-lo por "ofensa de gênero".
Mbappe conhece, da pior maneira, a arrogância da elite latina

Senadora do paraguai dispara ofensas racistas contra o craque da seleção francesa, que responde e dá uma lição de luta e coerência

Matheus Pichonelli | 07/07/2026


Kylian Mbappe acertou de novo. Desta vez, fora dos campos. Atacado por uma senadora do Paraguai após a França eliminar a seleção do país, o futuro maior artilheiro da história das Copas declarou que “Madame Celeste Amarilla é uma mulher desprezível e indigna de sua função”.

[...]

A briga começou quando a parlamentar foi às redes chamar o atacante de "camaronês colonizado que finge ser francês”. Ela classificou o atleta como “ressentido, novo-rico, arrogante e feio". E lamentou que os compatriotas não tenham dado um tapa nele ao fim do jogo da fase de 16 avos de final do Mundial. “Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés”, escreveu ela em mensagem pública ao goleiro Orlando Gill.

[...]

A explicação dela para a pose é uma aula de cafonice e afetação. Para evocar autoridade, Celeste citou a sua “forte ligação cultural com a Europa”, resumida ao período em que estudou em um colégio francês, dos dois aos 17 anos. Citou também fluência no idioma do país europeu, para onde viaja recorrentemente.

A carteirada não deixa mentir: a ascendência europeia dá a ela a ilusão de que pode dizer, de cima para baixo, quem ocupa a posição hegemônica nesta partida fora de campo. Uma escravizadora do século 19 não seria tão petulante.

Celeste Amarilla conseguiu o que queria ao ver as buscas pelo nome dela no Google dispararem. Ficou tão feio que o governo paraguaio, o chefe do Congresso e diversos parlamentares emitiram notas públicas de repúdio contra a colega racistinha.
https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas ... atina.html

Re: Racismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Curiosamente, a maior parte dos tiroteios em escolas e lanchonetes ns EUA foi cometida por jovens brancos, mas ninguém os associa a estereótipos de violência.
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Re: Racismo

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Fernando Silva
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Re: Racismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Não sei se dá para comparar o número de casos, mas um é institucionalizado e aceito, enquanto que o outro é criminalizado.
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Re: Racismo

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Wokes tratam negros como coitados ou intelectualmente inferior, como crianças, em vez de tratar como pessoa normal.
Estudo mostra que os democratas usam linguagem diferente, mais simples e estereotipada, ao falar com negros.

A MENTE RAClSTA DO ESQUERDISTA BEM-INTENCIONADO...

youtu.be/5VGUzXadM1I
@tickermanzitus
Eu sou negro e o tanto de vezes que eu vi um esquerdista sendo racista, é brincadeira kkkkkk os caras são basicamente a senhorita Morello. Eu nem tô falando de estudo, é só experiência própria mesmo... piora quando descobrem que você é de direita kkkkkkk é meio engraçado

@MooT_Null
Senhorita Morello é uma personagem de um seriado de 2005
E ainda assim ninguém aprendeu nada com ela

Re: Racismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Tutu escreveu:
Sex, 04 Setembro 2026 - 00:05 am
Wokes tratam negros como coitados ou intelectualmente inferior, como crianças, em vez de tratar como pessoa normal.
Estudo mostra que os democratas usam linguagem diferente, mais simples e estereotipada, ao falar com negros.
A extrema direita é racista. Julga-se superior e pronto. Danem-se os inferiores.

Já a esquerda se acha muito superior àqueles a quem diz querer ajudar e proteger.
Como se fossem pobres coitados incapazes que precisam ser amparados e guiados por uma elite.

Re: Racismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

A esquerdalha proíbe que se mude a narrativa de que toda a mestiçagem no Brasil é fruto de estupro.
Não aceita a ideia de que casais de brancos e negros tenham se formado sem violência porque isto esvazia sua causa antirracista.
Mary del Priore comenta ataques por livro sobre mestiçagem: 'É gravíssimo. Meus colegas se queixam disso o tempo todo'

Historiadora foi escoltada na Bienal Internacional do Livro de São Paulo; acadêmicos relatam medo de agressões nas redes: 'Há muito assédio moral'

Por Ruan de Sousa Gabriel — São Paulo 16/09/2026


Os ataques começaram no fim de agosto, quando a historiadora Mary Del Priore anunciou o lançamento de “Histórias das mestiçagens no Brasil”, que ela organizou ao lado de Gian Melo, professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), para a editora da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Eram xingamentos (alguns de caráter misógino), “uma torrente de palavrões” e até ameaças de violência física que chegavam pelas redes sociais, relata a autora. As mensagens davam a entender que a obra não deveria ter vindo à luz, que a mestiçagem não se prestaria mais a ser objeto de pesquisas acadêmicas e que os autores estariam protegidos pelo “pacto da branquitude”.

Assustada, Del Priore recorreu à Unesp, que contratou seguranças para escoltá-la durante a sessão de autógrafos na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, encerrada no último domingo (13). Tirando um ou outro olhar torto, o evento ocorreu sem intercorrências. Em carta aberta ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), Del Priore afirmou que, ao contar aos colegas da Academia Brasileira de Letras que estava organizando um livro sobre mestiçagem no Brasil, um deles a parabenizou “pela coragem”. Depois dos ataques ao livro, ela entendeu por quê.

— É gravíssimo: grupos de poder dentro das universidades querem controlar ideologicamente o que pode ser pesquisado e discutido. Meus colegas, em faculdades Brasil afora, se queixam disso o tempo todo. Muitos acadêmicos ficam em silêncio por medo dos alunos e das redes sociais — diz ela, que deixou a docência na Universidade de São Paulo em 2001 e vem se dedicando a escrever livros de História para o grande público, como biografias de José Bonifácio e de Dona Leopoldina, a primeira imperatriz do Brasil. — Me impressionou o silêncio da Universidade a respeito desse episódio de intolerância. Somos historiadores como quaisquer outros, só queremos entender melhor a nossa cultura, a nossa gente. A resposta que tivemos foi de uma violência desproporcional.

Para evitar o simplismo

Em nota, a Fundação Editora Unesp repudiou “qualquer tentativa de silenciamento, especialmente por meio de ameaças” e expressou “seu desagravo e sua solidariedade a Mary Del Priore, reafirmando seu compromisso com a liberdade intelectual, o respeito à pluralidade de perspectivas e o direito de pesquisadores e autores exercerem plenamente seu trabalho”. “A divergência e o debate são elementos indispensáveis à vida intelectual e a uma sociedade democrática. Nenhuma discordância, contudo, pode servir de justificativa para ameaças, intimidações ou qualquer forma de violência dirigida a autores, pesquisadores e demais participantes do debate público”, afirma a editora. Procurada pelo GLOBO, a Bienal do Livro de São Paulo afirmou que não iria comentar o caso.

“História das mestiçagens no Brasil” é uma obra de quase 500 páginas, voltada a leitores especializados, que reúne 17 ensaios de pesquisadores que há décadas se dedicam ao tema. “Sem explicações simplistas”, os ensaios investigam a miscigenação no país, um assunto “complexo”, “marcado por conflitos, trocas e resistências que vão muito além da genética”, informa o texto de divulgação da obra.

[...]

Del Priore acredita que o livro tenha causado incômodo ao afirmar que a mestiçagem não resulta unicamente do estupro sistemático de mulheres escravizadas por seus senhores, mas também de encontros entre pessoas pobres, das mais diversas origens, que formaram “famílias plurais”, preocupadas com a ascensão social e a libertação dos filhos que nasciam no cativeiro.

— É importante deixar claro que nós não celebramos o branqueamento nem o mestiço em detrimento do preto — afirma a autora de “Uma história da velhice no Brasil” (Autêntica). — Só queremos mostrar, através de documentos, que, desde o primeiro censo do Império, em 1872, o pardo já parece como maioria da população brasileira.

Coorganizador do livro, Gian Melo insiste que “ninguém quer recriar o mito da democracia racial” e é preciso distinguir entre a “ideologia da mestiçagem” e a mestiçagem como fenômeno popular. A primeira foi uma ideologia de Estado que realmente visava a embranquecer a população brasileira. A outra é um fenômeno popular indissociável da cultura nacional.
https://oglobo.globo.com/cultura/livros ... todo.ghtml

Re: Racismo

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eremita
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Localização: Sob as folhas da erva-mate.

Mensagem por eremita »

Fernando Silva escreveu:
Sex, 04 Setembro 2026 - 10:31 am
Já a esquerda se acha muito superior àqueles a quem diz querer ajudar e proteger.
Como se fossem pobres coitados incapazes que precisam ser amparados e guiados por uma elite.
Não é toda a esquerda que faz isto; é mais aqueles militantes de cadeira, que não fazem porríssima nenhuma para empoderar os grupos dos quais mentem (sim) ser aliados, mas ainda assim querem ganhar pontinhos nas redes sociais. "Sou aliado lol, me ouve!" Em compensação há uma boa parte da esquerda que tem nojo deste tipo de coisa.

Assim como — devo ser justo aqui — boa parte da direita não tem muito preconceito contra esses grupos marginalizados. É mais coisa da "direita alternativa": "topei meu dedão do pé no móvel, a culpa é das mulheres/dos gays/dos trans/dos negros/etc."
[Морс] Кўис ессе кредис, Беллум?
Стрепитулос екс скрибендо аўдис...
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