Governo Lula - Alckmin

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Re: Governo Lula - Alckmin

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Fernando Silva
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Huxley escreveu:
Dom, 01 Fevereiro 2026 - 22:06 pm
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Fonte: https://x.com/mauad_joao/status/2017914047715307586
Versão texto:
O mundo sob as regras do PT

Celso Amorim está escandalizado com a subversão das regras internacionais pela força. Mas sua conivência com tiranias sugere que o real incômodo é com o uso da força contra seus ‘companheiros’

Por Notas & Informações 01/02/2026


Em artigo na revista The Economist, o chanceler de facto do governo Lula, Celso Amorim, lamenta a erosão das normas internacionais e pergunta, em tom dramático: como viver em um mundo sem regras?

Mas quais regras? As de ideólogos petistas como ele são peculiares. Conforme Luiz Inácio Lula da Silva, a democracia é “relativa” e tudo é uma questão de “narrativas”: princípios cedem lugar à conveniência ideológica, e o Direito Internacional é maleável como retórica de palanque. Segundo esses parâmetros, ditaduras que não sejam do “Sul Global” são sempre detestáveis, e as únicas violações intoleráveis são as dos países “ricos”. Nessa mitologia geopolítica, o verdadeiro problema não é a ausência de normas, mas a presença incômoda de princípios universais que limitam o arbítrio dos comissários que estão “do lado certo da História”.

A queda do ditador Nicolás Maduro ofereceu a Amorim um pretexto para defender o que realmente importa: não os direitos do povo venezuelano, mas a imunidade de um déspota aliado. O problema não é tanto o que Amorim diz, mas o que não diz. A abdução de Maduro pelos EUA é de fato questionável sob qualquer ótica jurídica. Mas as prisões de milhares de opositores venezuelanos pela cleptocracia chavista, o êxodo de 8 milhões de refugiados, as execuções, a censura, a fome, o colapso institucional e econômico seguem sem reparos por parte dos petistas, como acontece há anos. Como se vê, o que inquieta Amorim não é o uso arbitrário da força em si, mas seu uso contra aliados ideológicos.

Enquanto Amorim clama por diálogo e respeito ao Direito Internacional, seu governo se abstém de votar resoluções na ONU exigindo o retorno de crianças ucranianas sequestradas por Moscou ou condenando massacres e torturas de dissidentes e minorias no Irã. Enquanto rompe relações diplomáticas e lança acusações hiperbólicas contra a democrática Israel, prestigia a posse presidencial de um fantoche da teocracia dos aiatolás do Irã, a principal patrocinadora do terrorismo global – ao mesmo tempo em que seu partido celebra as inúmeras eleições fraudulentas na Rússia e na Venezuela como verdadeiras festas da democracia. Enquanto abraça entusiasticamente a conversão do Brics em um sindicato de autocracias revisionistas, sabota o ingresso do Brasil na OCDE, o fórum das democracias desenvolvidas que exige compromissos com transparência, pluralismo e racionalidade institucional – regras indisfarçavelmente inconvenientes para o lulopetismo.

Ao longo de suas gestões, o PT abastardou os padrões morais da diplomacia brasileira para acomodar regimes que partilham de seus rancores de grêmio estudantil e sua repulsa ao pluralismo liberal. O “mundo com regras” que Amorim se propõe a restaurar é o de um multilateralismo para ditadores de estimação, onde a “soberania” é escudo para abusos internos, o “diálogo” é sinônimo de inação e a cumplicidade é travestida de “neutralidade”.

Os mesmos que denunciam com fervor missionário o “imperialismo estadunidense” contemporizam o roubo de territórios ucranianos pela Rússia. Os que escrutinam com lupa quaisquer desvios de democracias liberais fazem vista grossa quando direitos fundamentais são ignorados em Pequim, Havana ou Manágua. Sob o comando de Amorim, a política externa brasileira tornou-se um exercício de cinismo metódico: o valor de uma norma depende de quem a viola.

Seu artigo ecoa o discurso lulista que se pretende voz moral da humanidade, mas sob os governos do PT o Brasil é menos vítima de um mundo em colapso do que cúmplice do caos – toda vez em que se omite, silencia e justifica atrocidades em nome de afinidades políticas. Amorim apenas disfarça com um luto performático pela ordem global o seu incômodo com o fato de que o uso arbitrário da força deixou de ser apanágio de ditadores “companheiros” para atingir um deles, o tirano Maduro.

Talvez o mundo esteja mesmo sem regras. Mas sabemos como o petismo joga o jogo das relações internacionais: relativismo para amigos, intolerância para críticos e silêncio para vítimas inconvenientes à sua “narrativa”. Amorim não quer um mundo com regras. Quer um mundo com as regras do PT.

Re: Governo Lula - Alckmin

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Na PEC da Blindagem, o destaque negativo foi o PL. No requerimento pela CPMI do Master, o destaque negativo foi o PT.
Absolutamente nenhum deputado do PT, PSOL,ou PCdoB assinou o requerimento pela CPMI do Master.

Dos 68 deputados do PT nenhum assinou. Dos 12 deputados do PSOL nenhum assinou. Nem a Érika Hilton que é tão badalada por aí. Eu não sei quantos o PCdoB têm, mas também nenhuma assinatura.

Todos do NOVO e do PL assinaram. Deixa eu repetir, todos.

Eu queria que você martelasse essa informação na sua cabeça toda vez que alguém falar que o seu voto para deputado e senador não importa. ELES SÃO OS MAIS IMPORTANTES.

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(Ivanildo Terceiro)

Fonte: https://x.com/ivanildoiii/status/2018828443203342598

Re: Governo Lula - Alckmin

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Dados da economia estão fantasiados?
Pedro Fernando Nery

“Jessé Souza fez comentários antissemitas e justificou defendendo a própria ideia de teorias da conspiração: o mundo seria formado por conspirações e caberia aos intelectuais expô-las. Peguei sua licença para escrever uma coluna inteira com as teorias da conspiração em que acredito, mas fiquei com medo dos processos.

Vamos falar então apenas de teorias conspiratórias na economia. Alguns leitores demonstram grande incômodo com o recorde de desemprego baixo, com notícias de milhões de pessoas saindo da pobreza, com a inflação oficial. Acusam o IBGE de alguma manipulação. Não há conspiração, mas é possível aproximar suas percepções negativas sobre a economia de outros dados.

O desemprego, por exemplo. De fato, foi para 5%, mas há um monte de gente que não entra nessa conta. As pessoas que querem empregos, mas não procuram, ou as que têm empregos, mas trabalham pouco. No passado, isso era chamado de “taxa de desemprego oculto”. O IBGE chama de subutilização da força de trabalho e nos EUA é comum chamá-la de taxa de desemprego real ou verdadeira.

Essa taxa de desemprego real costuma ser mais que o dobro da taxa comum, está em 13% e conta 15 milhões de brasileiros.

E as taxas de pobreza? Estão caindo, mas o próprio IBGE calcula outro dado: as taxas sem os benefícios sociais, que ilustram como a redução da pobreza é “artificial”. Nunca as diferenças entre as taxas com e sem foram tão amplas. A extrema pobreza sem benefícios é quase 3 vezes maior e está no mesmo nível de 2016.

Pode-se dizer também que nossas linhas são baixas, e que a redução dos últimos anos não ocorre se usássemos padrões de vida mais elevados. Entre 21 e 25 a taxa de pobreza divulgada pelo IBGE despencou, mas ela cai bem menos se usássemos a linha de pobreza americana e quase nada na linha europeia. No Brasil, 80% das pessoas vivem na pobreza pelo limite europeu, 60% pelo americano e só 20% pelo que usamos — já fazendo os ajustes para poder de compra.

É como se milhões de pessoas tivessem subido acima das nossas linhas de pobreza apenas para um patamar um pouco acima delas, o que explica porque você desconfia do dado oficial.

Para a inflação, novamente podemos usar dados do próprio IBGE para validar suas impressões. A inflação de serviços ficou 30% maior que a inflação cheia nos últimos anos.

Você sente mais os serviços no custo de vida porque estão aí pagamentos recorrentes como boletos da escola e do condomínio. Serviços são baseados em salários e então não costumam cair depois que sobem, ao contrário de alimentos ou eletrodomésticos, que desinflam. Quanto às minhas teorias da conspiração, o jurídico orientou deixar para o 1º de abril. Bom carnaval!”

https://www.estadao.com.br/economia/ped ... ntasiados/

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(João Luiz Mauad)

Fonte: https://www.estadao.com.br/economia/ped ... ntasiados/

Re: Governo Lula - Alckmin

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Fernando Silva
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Re: Governo Lula - Alckmin

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Re: Governo Lula - Alckmin

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Huxley escreveu:
Sáb, 21 Fevereiro 2026 - 23:01 pm
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Fonte: https://x.com/leonardo1opes/status/2024986715564265598
Esse tipo de notícia já deixou de ser bombástica faz tempo ...

Re: Governo Lula - Alckmin

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Como diria Roberto Campos: “A burrice, no Brasil, tem um passado glorioso e um futuro promissor”. Vem aí a taxa das blusinhas versão computador:

Garantia de retrocesso e perda de produtividade!

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(Ecio Costa)

Fonte: https://x.com/eciocosta/status/2026318577037459861
Vamos recriar a COBRA COMPUTADORES logo, é melhor
(André Shalders)

Fonte: https://x.com/andreshalders/status/2026337324397695102
E tome mais imposto, isso é imposto de importação pra EMPRESAS que trazem esses produtos para revenda. Logo peças de PC ficarão mais caras.

(…)
(Fiaspo)

Fonte: https://x.com/Fiaspo/status/2026293371434607013

Alguém deveria perguntar pro secretário qual o impacto de você aumentar o custo de componentes de computador sobre qualquer startup brasileira que treine sua própria IA e pedir pra ele justificar a resposta.
(Carlos Góes)

Fonte: https://x.com/goescarlos/status/2026397373841195044

Re: Governo Lula - Alckmin

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Atenção 🚨

Virgílio Filho e André Fidelis estão avançando no processo de delação premiada

Os dois foram presos na Sem Desconto em 11/2025

Já mencionaram Lulinha, Flávia Arruda, e diversos outros políticos do Centrão

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(André Shalders)

Fonte: https://x.com/andreshalders/status/2026611298721468569

Re: Governo Lula - Alckmin

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Spoiler:
Huxley escreveu:
Ter, 24 Fevereiro 2026 - 22:03 pm
Como diria Roberto Campos: “A burrice, no Brasil, tem um passado glorioso e um futuro promissor”. Vem aí a taxa das blusinhas versão computador:

Garantia de retrocesso e perda de produtividade!

Imagem
(Ecio Costa)

Fonte: https://x.com/eciocosta/status/2026318577037459861
Vamos recriar a COBRA COMPUTADORES logo, é melhor
(André Shalders)

Fonte: https://x.com/andreshalders/status/2026337324397695102
E tome mais imposto, isso é imposto de importação pra EMPRESAS que trazem esses produtos para revenda. Logo peças de PC ficarão mais caras.

(…)
(Fiaspo)

Fonte: https://x.com/Fiaspo/status/2026293371434607013

Alguém deveria perguntar pro secretário qual o impacto de você aumentar o custo de componentes de computador sobre qualquer startup brasileira que treine sua própria IA e pedir pra ele justificar a resposta.
(Carlos Góes)

Fonte: https://x.com/goescarlos/status/2026397373841195044
Taxar bens de capital talvez seja exatamente o pior tipo de protecionismo exatamente pq reverbera em toda a cadeia produtiva. Quer argumentar que existe interesse geoestratégico e de segurança nacional? Ok, então é melhor subsidiar diretamente — com custo econômico transparente.
(Carlos Góes)

Fonte: https://x.com/goescarlos/status/2026399712949981557
Um alerta aos jornalistas que estão cobrindo a questão comercial atual (e curiosos em geral). Desconfie muito de quem fala da "tarifa efetiva" ou diz algo como "entre os produtos mais importados pelo Brasil dos EUA, 8 têm tarifa zero". O motivo é que a tarifa em si influencia quais produtos a gente compra.

Deixa eu te dar um exemplo. Suponha que só existam dois produtos: maçã e banana. Suponha também que você tem R$100 para gastar livremente entre os dois. No começo, não há impostos. Então, como você gosta igualmente de maçã e banana, você gasta R$50 em cada.

Agora imagine que o governo imponha uma tarifa sobre a venda de banana. Você tem que gastar mais com cada unidade. À medida que o imposto aumenta, você passa a alocar uma maior parte do seu orçamento em maçãs (que não pagam imposto) do que em bananas. Se o imposto se tornar proibitivo (ficar muito, muito alto), em algum momento você vai deixar de comprar bananas e gastar R$100 em maçãs.

Esse é o pulo do gato. A "tarifa efetiva" naquele momento seria... zero! Por quê? Porque a tarifa efetiva é a tarifa de cada bem ponderada por quanto você gasta em cada bem. Nesse caso, como você gasta 100% do seu orçamento em maçãs (e não há imposto sobre maçãs), o "imposto efetivo" é zero.

Aí a pessoa descuidada vai dizer: tá vendo, você nem gosta de bananas - não precisamos nos importar com os impostos altos que se cobra sobre elas! Na verdade, você não compra bananas PORQUE os impostos são altos.

Em economês, dizemos que essas compras são "endógenas" (acontecem em resposta a outras variáveis). O que você vê é como as pessoas reagem às políticas públicas. O que você não vê é como elas agiriam e como poderiam estar melhores em políticas alternativas.

Por isso, muito cuidado para não ser enganado. Há ampla evidência de que o Brasil ainda é um dos países mais fechados do mundo, particularmente em bens manufaturados.

Se alguém defende que a gente se mova ainda mais nesse sentido ao sobretaxar bens de capital, precisa explicar porque devemos arcar com esses custos de aquisição tecnológica. Vai beneficiar um setor, sem dúvida. Mas vai prejudicar todas as empresas que usam esses bens como insumo.

A economia do comércio não diz que sempre a tarifa ótima é zero. Isso depende de muitos fatores, em particular a capacidade do Brasil em influenciar preços internacionais e de uma análise de custo benefício.

Quem ganha: produtores de bens taxados e o governo que agora tem receitas de imposto de importação. Quem perde: consumidores de bens taxados. Sem nem entrar em questões mais complexas, o mínimo que quem defende isso precisa demonstrar é que (a) os ganhos de governo e produtores são maiores do que a perda dos consumidores; e (b) é adequado em termos distributivos tirar desses consumidores específicos para dar para esses produtores específicos.

Por isso, por favor pressione quem faz discurso simplista com perguntas adequadas. Tente entender os termos que estão sendo ditos. Tente extrair a lógica da política (pra ver se não é só lobismo) e tente ver se ela se sustenta. Afinal, quem faz política pública deve defender os interesses da sociedade.
(Carlos Góes)

Fonte: https://x.com/goescarlos/status/2026700441359204684
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