Diferenças entre grupos étnicos humanos ("raças")

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Re: Diferenças entre grupos étnicos humanos ("raças")

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eremita
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Mensagem por eremita »

Fernando Silva escreveu:
Sex, 16 Janeiro 2026 - 09:44 am
Os latinos eram um povo que vivia, há 2700 anos, na região em torno de Roma.
Hoje em dia, há bilhões de "latinos", mas o que eles herdaram foi a língua, não necessariamente o DNA.
Não havia romanos latinos o suficiente para povoar todo o território conquistado e se impor geneticamente aos povos locais.
Exato. O nome inclusive é por causa de uma regiãozinha relativamente pequena da Itália, o Lazio/Latium.
Nem mesmo os povos ao redor, na mesma península, eram latinos:
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Detalhe que o etrusco e o récio (Raetic, no mapa) não são nem línguas indo-europeias, mas geneticamente esses caras não eram tão diferentes dos indo-europeus ao redor deles.
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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

eremita escreveu:
Qui, 15 Janeiro 2026 - 22:19 pm
Outra coisa. Cor de cabelo varia um monte, mesmo dentro duma mesma população estável. Não dá pra generalizar; tem muito germânico de cabelo preto, latino de cabelo loiro, por aí vai. E o caso dos celtas é ainda mais complicado, já que havia falantes de línguas célticas na Ibéria (celtíbero), Turquia (galaico), França (gaulês), Áustria (nórico)... e mesmo se a gente foca apenas nas ilhas britânicas (irlandês, galês etc. são basicamente o que sobreviveu da expansão do latim e do germânico comum), não é todo mundo ruivinho não.
Os celtas "raiz" vieram da Áustria. Boa parte dos povos ditos celtas não era geneticamente celta, apenas adotaram a língua.
Os irlandeses, por exemplo, talvez fossem indo-europeus, mas o gaélico não era sua língua original. Eles o adotaram por influência das tribos britânicas.
De "Proto" (Laura Spinney):
How and when Celtic got to Ireland is in many ways more mysterious still. Whereas Britain received waves of immigration after the Beakers, that left traces in its gene pool, Ireland did not. The genetic make-up of its population has barely changed since the Bronze Age, meaning that modern Irish people trace almost all of their ancestry back to those four-thousand-year-old archers with their copper daggers, their big cups and their (possible) veneration of the sun. The dilemma in the Irish case is this: if foreigners didn’t bring Celtic to the Emerald Isle, how did it get there?

Rowan McLaughlin, an archaeologist at Queen’s University Belfast, thinks that Irish people might have gone to Britain and fetched it back. He has built a database of all archaeological traces of human occupation in Ireland from the Neolithic on, and used it to construct a timeline of population change. At 2500 BCE, he says, about a million people lived in Ireland, and that number remained relatively stable until 800 BCE. Around that date it fell drastically, but the decline was reversed three hundred years later. Since the genetic profile of the population remained the same, McLaughlin suspects that some disaster, perhaps related to a period of very wet weather that is known to have drenched north-western Europe around 800 BCE, triggered an Irish ‘brain drain’ to Britain. Three centuries later, the descendants of those émigrés returned to their roots speaking a new language: Celtic.

Others think that Celtic implanted itself in Ireland much later. The latest date of all is proposed by the Dutch linguist Peter Schrijver. He has argued that the Beaker language could have survived in Ireland right up until the first century CE, when a small group of British Celtic-speakers crossed the Irish Sea to escape the Roman invasion of Britain. Having enjoyed some measure of economic and social success in their new home, he suggests, they became role models there. Indigenous Irish people aspired to be like them, and the most aspirational of all learned their language. Over time, Celtic penetrated more and more domains of activity, from the political to the military, the mercantile to the religious, until eventually it found its way into ordinary people’s homes and everyday life. But ordinary people would have spoken that Celtic language with a strong ‘Beakerish’ accent, and so what came out of their mouths was something new – the language we call (Old) Irish.

Re: Diferenças entre grupos étnicos humanos ("raças")

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eremita
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Mensagem por eremita »

Fernando Silva escreveu:
Sex, 16 Janeiro 2026 - 16:02 pm
De "Proto" (Laura Spinney):
Ah, a Spinney tá falando da cultura Hallstatt:
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O "miolo" dessa cultura é no que hoje é a Áustria e a Suíça, e os caras muito provavelmente eram os falantes iniciais de proto-celta.
Meu palpite sobre a chegada das línguas célticas nas ilhas britânicas é o seguinte:
  • Povo A subjuga povo B. O povo resultante, B', é culturalmente relacionado ao povo A; mas geneticamente, é 10% A, 90% B. (obs: esse "90%" é chutômetro, só pra dar uma ideia, foquem no processo.)
  • Povo B' subjuga povo C. O povo resultante, C', é culturalmente relacionado aos povos A e B'; mas geneticamente, é 1% A, 9% B, 90% C.
  • Povo C' subjuga povo D. O povo D' resultante é 0.1% A, 0.9% B, 9% C, 90% D.
Então, a cultura se espalhou como um vírus, mas o genoma se diluiu no meio do caminho. Quando chega na Irlanda, não tem quase nada (geneticamente falando) dos celtas originais; é 90% os pré-indo-europeus* da ilha, 9% os pré-indo-europeus da ilha vizinha, e mais um zé ninguém do continente.

Isto é parecido com o que a Spinney fala no terceiro parágrafo da citação. Só que eu acho que é muito anterior à conquista romana — o tratado de geografia do Ptolomeu (publicado lá pelo ano 150) já lista nomes claramente célticos para a ilha: Ἰούερνοι (Iouernoi / iveros~hibernos), Έρδινοι (Erdinoi / erdinos), etc. E algumas das tribos são claramente relacionadas a tribos do continente e das ilhas. Não acho que daria tempo disto acontecer se eles tivessem começado a migrar para a Irlanda na época da conquista romana (entre os anos 43 e 87).
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Re: Diferenças entre grupos étnicos humanos ("raças")

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

O "Livro das Invasões" é uma coleção de lendas, mitologia cristã e celta, e fatos históricos sobre a povoação da Irlanda por sucessivos povos,
O povo atual é os "filhos de Mil", protegido pela deusa Éire.
O anterior era os "tuatha dé Danann" (povo da deusa Dannan), que corresponde às fadas (elfos, duendes, pixies etc.). Ainda estão lá, mas escondidos dentro das colinas.
Antes deles, os Fir Bolg (homens das bolsas), que talvez tenham a ver com os Bolg (que deram nome à Bélgica).
Lebor Gabála Érenn (literally "The Book of Ireland's Taking"; Modern Irish spelling: Leabhar Gabhála Éireann, known in English as The Book of Invasions) is a collection of poems and prose narratives in the Irish language intended to be a history of Ireland and the Irish from the creation of the world to the Middle Ages. There are a number of versions, the earliest of which was compiled by an anonymous writer in the 11th century. It synthesised narratives that had been developing over the foregoing centuries. The Lebor Gabála tells of Ireland being "taken" (settled) by six groups of people: the people of Cessair, the people of Partholón, the people of Nemed, the Fir Bolg, the Tuatha Dé Danann, and the Milesians. The first four groups are wiped out or forced to abandon the island; the fifth group represents Ireland's pagan gods,[1] while the final group represents the Irish people (the Gaels).

The Lebor Gabála was highly influential[2] and was largely "accepted as conventional history by poets and scholars down until the 19th century".[3] Today, scholars regard the Lebor Gabála as primarily myth rather than history.[4] It appears to be mostly based on medieval Christian pseudo-histories,[4] but it also incorporates some of Ireland's native pagan mythology.[5] Scholars believe that the goal of its writers was to provide a history for Ireland that could compare to that of Rome or Israel, and which was compatible with Christian teaching.[4][6] The Lebor Gabála became one of the most popular and influential works of early Irish literature. Mark Williams says it was "written in order to bridge the chasm between Christian world-chronology and the prehistory of Ireland".[2]
https://en.wikipedia.org/wiki/Lebor_Gab ... %C3%89renn

Re: Diferenças entre grupos étnicos humanos ("raças")

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nuker
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Mensagem por nuker »

O papo aqui está ficando bem interessante... Discussão de verdade, sem imposição de politicamente correto. Por falar nisso...
O problema hoje de fazer pesquisa séria é o politicamente correto. As pesquisas antigas sofrem de limitações e preconceitos do passado. Em teste de inteligência, pessoas que tiveram uma infância com nutrição ruim tendem a desenvolver menos a inteligência. No caso dos esportes, países com muita pobreza dificultam que as melhores pessoas desejem se dedicar a esportes e tenham recursos para isso. A coisa está difícil. Já conversei com sociólogo e ele defende o politicamente correto com os mesmos argumentos que um militante leigo em sociologia. Como não sou das áreas de humanas, eu não tenho como mostrar os equívocos. Algo que não faz sentido é falar de racismo e eles acrescentarem o resto da trindade deles (machismo e homofobia) e ignorarem que idosos, prostitutas, catador de lixo, índios e mendigos sofrem preconceito e tem uma vida pior do que homossexuais. A militância atrapalha a causa por se desviar da origem do problema. A militância diz que violência doméstica é culpa do "patriarcado", o erro é que o problema não está na cultura e sim na psicologia humana, que é violenta e gosta de dominar. Se eles querem criar uma cultura feminista para o homem ser submisso e não cometer violência, eles estarão criando um problema para resolver outro.
Sou contra uma sociedade gerida por sociólogos, porque eles sempre tendem partir para militância. Essas militâncias pra mim é coisa de retardado ou gente fracassada sem autoestima e que por isso querem impor suas inferioridades psíquicas internas nos outros. Eu mesmo já pensei assim como fracassado antes e sei como é (até porque já estou com quase 40 anos no meio da cara). Hoje não mais! São pessoas medíocres e que só servem para atrapalhar o progresso humano, além de só servirem para causar confusão. Não são pessoas inferiores em essência, elas é que escolheram se ver desta maneira e querem impor isso ao próximo. Nosso governo tem um sociólogo como ministro da fazenda, o que é um erro crasso, já que deveria ter sido um economista. Por isso que o Brasil está uma bosta na economia e a inflação a mil! Sociólogos não servem para gerir economia, pois eles se preocupam com utopias como justiça social, algo que NUNCA vai acontecer através de governos, ministros, partidos ou sei lá mais o quê. Sociologia é socialismo acadêmico. Essas ideologias de segunda e terceira posição são todas ruins e só servem para trazer sofrimento e destruição (como fascismo e leninismo).

A primeira posição (liberalismo/capitalismo) continua sendo a melhor indiscutivelmente. Não tem justiça social, mas funciona.
Primeiro raça e grupo étnico são conceitos diferentes. Raça é o conjunto de características biológicas enquanto etnia já é a cultura, incluindo tradições, o idioma e a religião do grupo.
Sim, são. Raça é algo mais biológico, enquanto que etnia é algo mais cultural relacionado à raça.
Vou dizer o que sei sobre Orientais (japas e chineses), Caucasianos e Afros sem me importar com o politicamente correto. :lol:
Orientais tem pouca propensão a engordar.
Orientais são os mais baixinhos e afros são os mais altos tanto em estatura quanto em tamanho do bilau.
Mulheres orientais são tábuas, enquanto as mulheres e homens afros são mais popozudos e as mulheres nórdicas são as mais peitudas.
Afros tem mais glândulas de transpiração enquanto orientais transpiram tão pouco que muitos nem usam desodorante.
Orientais tem pouco pêlo no rosto.
Afros são os melhores em força física e velocidade enquanto orientais são os piores.
Afros são mais sociais enquanto orientais são mais reservados.
Afros tem mais testosterona enquanto orientais são mais enrustidos.
Agora a maior polêmica, orientais são mais inteligentes, em termos de raciocínio lógico, do que caucasianos. Porém, se não for por causa da má nutrição, caucasianos são mais inteligentes do que afros.
Por fim, a cor da pele é uma consequência da zona climática, antes da globalização. Quanto mais perto do equador, mais escura é a cor da pele. A cor da pele influencia a facilidade de se adaptar ao clima.
Existem também a raça Ameríndio, de que li pouco a respeito e que é descendente dos orientais, e várias outras minoritárias espalhadas pelo mundo, como aborígenes australianos.
Os caucasianos ainda se subdividem em mediterrâneos, nórdicos, árabes e vários outros, e muitas diferenças são perdidas com a miscigenação. Existia a raça céltica e os cabelos ruivos foram a herança que deixaram. Também percebo um padrão em homens eslávicos que não sei explicar bem.
Orientais demoraram mais tempo para ter uma aparência de velho enquanto os nórdicos tem a aparência envelhecida mais cedo.
Os mais altos hoje são os países germânicos e eslavos (Holanda, Bósnia, etc) e os menores são os orientais tropicais (Indonésia, etc). Considerando que na idade média, a maioria dos humanos eram pequenos, hoje a estatura é por causa de boa alimentação? Existe tanto o fator raça quanto o fator alimentação.
Na medicina, tem doenças que são mais comuns em algumas raças. Por exemplo, negros tem mais propensão a desenvolverem glaucoma. Pelo menos nesta parte o politicamente correto não atrapalhou.
Vejo muitos quenianos indo bem em maratonas.
Negro: Adaptado a clima quente. A melanina protege contra raios ultravioleta, com pele resistindo a sol e envelhecimento. Dentre o grupo, aqueles com resistência a parasitas, como malária, tendem a desenvolver anemia falciforme. Ossos mais densos, que são mais resistentes e tem menos osteoporose.
Leste asiático (japas): O corpo perde menos calor e fede menos. Tem sistema imunológico melhor. Tem um corpo mais balanceando e com menos impulso. Por isso, é fisicamente menor. O corpo também tem rejeição ao álcool, sendo um defesa contra o alcoolismo.
Nativo americano: Tem corpo eficiente no consumo de energia. Entretanto, hoje com o excesso de calorias, engorda mais e tem mais chances de diabetes.
Brancos: Brancura tem mais capacidade de vitamina D. É adaptado e climas frios. Desenvolveu tolerância a lactose, permitindo ter cálcio e proteína durante o inverno.
Por que o cara disse que o branco é melhor? É melhor para os ambientes urbanos industriais modernos, já que foram eles que construíram a civilização moderna e o resto do mundo copiou.
Sim, você pegou em pontos importantes. Cada raça tem suas próprias características físicas e mentais. Não são espécies diferentes, pois todas as raças tiveram origens comuns, teriam partido de uma mesma espécie. Não são superiores e inferiores num sentido absoluto. Essas nuances são resultado de onde surgiram cada raça e dependendo do clima e condições ambientais. Cada ambiente que fez surgir uma nova raça, dentro da espécie humana, tem características diferentes e essas características moldaram várias coisas como cor de pele, metabolismo, estrutura muscular e óssea e até mesmo a psique. Ainda que eu esteja falando de psique e inteligência (depende do tipo de inteligência e não só raciocínio matemático), cada indivíduo se difere. Portanto não podemos, por exemplo, falar que um negro nunca vai poder ser físico ou que um japa nunca vai poder ser atleta. Porque isso já seria preconceito.

Mas o que não podemos ignorar são diferenças biológicas óbvias, internas e externas. Ignorar isso é uma atitude idiota de gente que não se aceita como é.

A tendência, ao longo do tempo, é em as populações se miscigenarem cada vez mais. Certos traços mais recessivos vão tender a desaparecer nas populações humanas (o que eu acho uma pena, pois existem vários traços recessivos em relação à aparência que eu acho muito mais atraentes, a maioria deles europeus, do que a maioria dos dominantes, que tendem a ter um padrão mais afro). A não ser que haja uma guerra mundial e isso resulte no fim da globalização, surjam governos ultraconservadores e que isso acabe preservando vários grupos raciais por mais tempo, especialmente na Europa e Japão. Países étnicos como Israel, Letônia e Japão são excelentes em relação à preservação de uma identidade étnico-racial, pois são países feitos para determinados grupos humanos, não para outros. Claro que pecam em vários aspectos, mas ao menos nisso são eficientes. Tenho minhas dúvidas quanto à miscigenação ser boa ou ruim ao longo prazo.

Acho que depende com quem as pessoas se misturam para ter filhos. Acredito existir raças mais compatíveis entre si do que outras.

Por exemplo, a Europa têm vários fenótipos distintos, mas acredito que ter filho entre eles (por exemplo, entre nórdico e mediterrâneo) seja mais compatível do que com asiáticos ou africanos. O mesmo para africanos, acredito haver maior compatibilidade entre grupos africanos terem filhos do que de descendentes de outras partes do planeta. Assim como para orientais e outros grupos. Essa invasão de africanos e asiáticos na Europa está sendo péssima, pois isso sim pode causar problemas em futuras gerações, em relação à maneira como os genes entre tais grupos são mais ou menos compatíveis. Problemas que podem surgir são potenciais deformações faciais, neurológicas, etc. Por exemplo, pessoas que têm problemas bucais e necessitam usar aparelho ou mesmo míopes, incluindo feiura (beleza não é subjetiva, mas objetiva e mensurável na régua, como proporção facial).

Problemas desta natureza. Isso é uma coisa que costumo ver muito entre miscigenados. Ou será que é só impressão minha?

No meu caso é assim... Da parte da minha mãe, tem descendentes de espanhóis e italianos. Nenhum negro ou indígena. Da parte do meu pai, minha bisavó teria sido descendente de alguém da Suíça e talvez a maioria tenham sido de origem portuguesa. Mas como vieram lá do Pará, é bem provável que sim, tenha tido algum gene indígena misturado em gerações anteriores. Mas ainda assim o grosso é de descendentes europeus, portanto o que vale é a maioria dos genes, que são de descendência de povos europeus, a maioria do mediterrâneo. Mas há um problema... Ainda assim sou míope e tive que usar aparelho bucal. Pode ser que esses defeitos específicos talvez não dependam muito do fator racial. Talvez sejam só mutações aleatórias mesmo. Azar.

Por outro lado, quando pequenas populações se isolam e famílias próximas começam a terem filhos umas com as outras, isso acaba gerando problemas genéticos estruturais, como correu com os Habsburgos. Isso é uma coisa da qual pequenos países devem tomar cuidado. Eles deveriam estar mais abertos à imigração de pessoas de países vizinhos, com populações mais parecidas, e não com gente que vem de longe e que cujo fenótipo é bem diferente, fora a cultura islâmica que é totalmente incompatível com o padrão de pensamento e comportamento europeu. Migrações desse tipo só servem para gerar o caos social e econômico. Ainda assim existem doentes mentais sem autoestima que acreditam em utopias que permitem esse tipo de coisa, essa gente que rege a UE. Gente como Macron e Merkel.

Já o Brasil... acredito que parte do problema do Brasil seja a própria genética mesmo, de forma geral. Não em toda a população, mas em grande parte dela, principalmente nas regiões mais miscigenadas (onde ocorre maior mistura de branco, negro e indígena). Essas são as menos desenvolvidas e mais dependentes e programas sociais. Curiosamente, dizem que o Paraná é o estado mais miscigenado. Mas não sei como (se seria entre estrangeiros ou entre brancos com índios, já que há poucos negros lá). Se entre estrangeiros de mesma origem europeia, é menos mal, por causa da compatibilidade genética.

Veja, por exemplo, que a Região Sul tende a ser mais desenvolvida em vários aspectos. Não é só cultura não. Para ser sincero, os portugueses que vieram para cá no passado a maioria eram delinquentes, bandidos, pessoas de baixo nível mesmo. Eles trouxeram essa genética de delinquente e isso acabou misturando com indígenas e negros. A maioria dos negros que vieram para cá eram criminosos capturados por outros grupos africanos, vendidos aos colonizadores portugueses. Enquanto que os indígenas, em parte, acabaram pegando esses genes de delinquência também, trazidos de fora das Américas.

E o que resultou? Um país fracassado em sua essência, em mente e corpo, associado a uma colonização extrativista! Porquê que os EUA deram certo? Porque foi colônia de desenvolvimento, não extrativista, fora que lá quase não há miscigenação, há diversos grupos raciais isolados geneticamente mas convivendo juntos. Os EUA é de fato um dos países mais segregados racialmente (e isso é um problema, não solução). Nisso como país falhou, mas no resto, talvez pelo fato de a base da cultura americana ser de origem britânica e em a maioria da elite americana ser de descendentes europeus, isso tenha permitido que aquele país tivesse dado, ao menos economicamente, muito mais certo do que nós aqui, apesar de culturalmente ter sérios problemas.

Brasil é uma colcha de retalhos cultural. Já os EUA é uma colcha de retalhos racial.

E outra, o clima conta muito. Pessoas que vivem em climas muito quentes são mais atrasadas, tendendo mais à barbárie do que pessoas que vivem em regiões de clima temperado. Climas muito frios também tendem a causar barbárie em povos (como os russos e escandinavos no passado). A temperatura do ambiente conta muito no comportamento de uma sociedade inteira. Sociedades que vivem em lugares muito quentes tendem a serem mais impulsivas, já aquelas que vivem em climas mais agradáveis ao organismo humano tendem a serem mais equilibradas e comedidas. Perceba que cidades serranas ou em lugares de clima mais ameno tendem a serem mais bonitas, organizadas e com menor criminalidade. A mente humana é bastante moldada pelo clima sim.

No fim das contas, não é só genética e cultura, mas clima também!

Aqui no Rio então é o inferno... Clima muito quente e ainda extremamente úmido. Isso atiça potenciais assaltantes... :lol:

Re: Diferenças entre grupos étnicos humanos ("raças")

fenrir
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Mensagem por fenrir »

Há que se ter mais cautela. Mesmo as diferencas mencionadas aqui são questionaveis ou tem mais nuances que se pensa.

Pegue por exemplo a civilização, mencionada pelo Eremita.
Ela não foi e nem é caracteristica/invenção de uma raça em particular, a não ser talvez que voce se restrinja a um periodo e lugares especificos da historia e ignore todo o resto.
Tambem ela não sugiu pronta feito um coelho da cartola, como algo totalmente novo e inédito, sem nenhuma progressão, nenhum gradiente nem nada.

Eu não me limito assim.
Tento ver toda a existencia de humanidade: a relatada pelos historiadores, a dos arqueologos e a dos paleontologos (a pré-historia)
Tambem o mundo como um todo e não só uma parte dele, o assim chamado mundo/sociedade/civilização ocidentais.
Por isso sustento que nenhuma diferença atual ou recente na vida material média entre raças é prova de vantagem ou desvantagem de uma em relação a outra.
A mim parece mero acidente histórico, zeitgeist, característica de uma época e lugar.

Como tambem não há como se prever o futuro com exatidão e imaginar que uma situação X da atualidade e de um lugar vai se perpertuar ad aeternum.
A China esta pegando na batuta hoje. Pode ser que amanha sejam os nigerianos, ou indianos, ou brasileiros, ou ___________

Não há ideologia alguma aqui, só a constatação de fatos que a mim parecem, no dizer de um Nélson Rodrigues, óbvios ululantes.

Diferenças biologicas tambem tem mais nuances e incertezas que o que se mencionou aqui:

Por exemplo, QI.
Primeiro, mesmo os adeptos mais empedernidos do lado nature (nature x nurture) do debate admitem que o famigerado QI se deve boa parte ao fenótipo (nurture).
Então não tem como dizer que uma ou outra raça sejam mais ou menos privilegiadas, porque não dispõem todas elas do mesmo "nurture" para inicio de conversa.
Sustento não dispõe do mesmo "nurture" por razões de uma época e lugar particulares (guerras, colonização, etc, etc), que vai de enconto ao fator historico mencionado no inicio.
Finalmente, desprezar os efeitos de uma variavel relevante, em ciencia, é puro amadorismo.

Segundo, QI não é garantia de inteligência. Quem duvidar, procure ler o que escrevem a galera dos clubinhos de alto QI. É lixo em quase sua totalidade.
Ou se informe do estudo de Lewis Terman (não saiu nenhum nobel, nem medalha fields, nem nengum genio daquele bolo) ou leia sobre o conceito de racionalidade, do Kahneman.

Outro exemplo: força.
Não há uma diferença tão bem-definida em termos de força entre raças.
No strong man há competidores brancos, negros e orientais. O Hafthor (branco) detem o recode mundial no deadlift. O Maddox (negro) no supino.
O que parece haver é um ligeiro maior numero em fibras musculares rápidas nos negros e de lentas nos brancos.
Quaisquer pequenas diferenças são excerbadas quando se pensa na elite do atleticismo, onde 1 milesimo de segundo ou um kg a mais contam.
Vem dai o porque os 100 metros rasos sao dominados pelos negros e a maratona pelos brancos.
Para o individuo médio isso conta pouco ou nada.
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