Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Área destinada à discussão sobre Laicismo e Política e a imparcialidade do tratamento do Estado às pessoas.
Discussões sobre economia e sistemas econômicos também se encontram aqui.

Que solução seria melhor pra lidar contra censura islâmica internacional?

Barrar ou expulsar islâmicos que relutarem se adaptar as leis dos países onde vivem? (No caso de islâmicos nativos não tenho idéia de como poderia resolver isso; citem se souberem).
4
40%
Cortar relações políticas e comerciais com países islâmicos que apoiem censura a liberdade de expressão. (No caso da Turquia, que tá fazendo isso atualmente como estado, através de Erdogan, poderia ter possibilidade de expulsão da UE e rompimento por tempo indeterminado).
5
50%
Deixar a coisa como tá até "poeira abaixar" ou "empurrando com a barriga"?
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1
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Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
Esqueceu que nesse caso é o abusador que está querendo ser polícia.
Os Estados Unidos nunca desempenharam o papel de “polícia internacional” no combate aos crimes políticos do Japão Imperial. O país norte-americano só recorreu à força militar contra o Japão após ter sido diretamente atacado. O contra-ataque e a exigência de rendição incondicional do Japão foram, essencialmente, uma resposta de autodefesa.

Os Estados Unidos não são um ente que age e pensa por si só. A sociedade americana é um conjunto heterogêneo de gostos, preferências e defeitos. Cada presidente deve ter sua responsabilidade avaliada individualmente, assim como cada geração de eleitores do país. Nesse contexto, a derrubada do regime político japonês em 1945 não merece condenação, dadas as circunstâncias históricas do caso.
Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
Quase tudo são ex-comunistas do leste Europeu.
A era comunista, apesar de impedir a economia, foi responsável por criar as bases do crescimento, colocando um bom sistema de educação,
"Quase tudo" = 57%. 43% dos 14 países que citei nunca foram comunistas nem adotaram esse sistema em sua educação. Além disso, dos mais de 40 países atualmente desenvolvidos, cerca de 80% nunca tiveram um passado comunista.
Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
construindo infraestrutura (países pequenos),
É uma piada dizer que a infraestrutura era um ponto forte do comunismo.

A Alemanha Oriental sofria com habitações padronizadas — construção em massa de prédios uniformes e de baixa qualidade — e com pouco investimento em saneamento moderno, com redes de esgoto e abastecimento de água insuficientes em várias cidades. Tudo muito diferente do que se via na Alemanha Ocidental.

Quanto à União Soviética, apesar de possuir uma rede ferroviária extensa, as estradas eram precárias e o transporte urbano sofria com superlotação. O país e seus aliados investiam pesadamente em siderurgia, mineração, energia nuclear e armamentos, relegando setores civis a segundo plano. O atraso em telecomunicações e eletrônicos, por exemplo, era evidente em comparação ao Ocidente.
Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
protegendo contra o neocolonialismo capitalista e não endividando o país.
Mais um mito da propaganda comunista: o suposto não endividamento. Havia, sim, dívida pública externa elevada (em dólares) nos anos 1970 e 1980, especialmente em países como Polônia, Romênia e Hungria.

No plano doméstico, não existia uma “dívida pública” no sentido tradicional, já que o Estado era proprietário de praticamente tudo (bancos e empresas). No entanto, havia endividamento interempresarial, oculto sob a forma de subsídios a estatais.

Empresas estatais ineficientes acumulavam prejuízos que eram cobertos pelo banco central. Isso não gerava uma quebra financeira imediata, mas resultava em inflação reprimida — manifestada na escassez de produtos nas prateleiras —, já que o governo emitia moeda para manter empresas insolventes em funcionamento.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Huxley escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 20:34 pm
Os Estados Unidos nunca desempenharam o papel de “polícia internacional” no combate aos crimes políticos do Japão Imperial. O país norte-americano só recorreu à força militar contra o Japão após ter sido diretamente atacado. O contra-ataque e a exigência de rendição incondicional do Japão foram, essencialmente, uma resposta de autodefesa.
Lembrando que o Havaí é um território roubado, que pertencia a uma etnia polinésia.
O Japão só atacou um território roubado. Na época tudo na região estava sob controle Ocidental: Filipinas, Malásia, Indonésia, Nova Zelândia, Hong Kong, Indochina, etc.

A fronteira entre Malásia e Indonésia não é natural e foi criada pela partilha do arquipélago entre os europeus. Não teriam se dividido sem os europeus.
Quanto à União Soviética, apesar de possuir uma rede ferroviária extensa, as estradas eram precárias e o transporte urbano sofria com superlotação. O país e seus aliados investiam pesadamente em siderurgia, mineração, energia nuclear e armamentos, relegando setores civis a segundo plano. O atraso em telecomunicações e eletrônicos, por exemplo, era evidente em comparação ao Ocidente.
Lembrando que a Sibéria é uma área gigante de baixa densidade demográfica. Manter infraestrutura boa custa muito caro em qualquer economia.
No plano doméstico, não existia uma “dívida pública” no sentido tradicional, já que o Estado era proprietário de praticamente tudo (bancos e empresas). No entanto, havia endividamento interempresarial, oculto sob a forma de subsídios a estatais.

Empresas estatais ineficientes acumulavam prejuízos que eram cobertos pelo banco central. Isso não gerava uma quebra financeira imediata, mas resultava em inflação reprimida — manifestada na escassez de produtos nas prateleiras —, já que o governo emitia moeda para manter empresas insolventes em funcionamento.
Os credores predeu o dinheiro para a inflação.

O fato é que os países quebrados eram muito mais fácil de reparar do que os de terceiro mundo, mesmo que esteja em situação mais precária. Não existia proteção de privilégios de credores, grandes proprietários e burguesia estrangeira. O outro fato é que nenhum desses países foi vítima de colonialismo do Ocidente.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Sáb, 11 Abril 2026 - 22:41 pm
Lembrando que o Havaí é um território roubado, que pertencia a uma etnia polinésia.
O Japão só atacou um território roubado. Na época tudo na região estava sob controle Ocidental: Filipinas, Malásia, Indonésia, Nova Zelândia, Hong Kong, Indochina, etc.

A fronteira entre Malásia e Indonésia não é natural e foi criada pela partilha do arquipélago entre os europeus. Não teriam se dividido sem os europeus.
A ideia de usar a história para fundamentar reivindicações territoriais é um tiro que pode sair pela culatra, pois o próprio Havaí seria vítima dessa lógica. A fundação do Reino do Havaí em 1795 resultou de uma conquista militar interna, liderada por Kamehameha I. Ele recorreu a alianças estratégicas, ao uso de armas de fogo obtidas de comerciantes europeus e ao apoio de conselheiros estrangeiros para derrotar chefes rivais e unificar as ilhas sob um único governo.

Você trata os povos não eurodescendentes como se fossem “ursinhos carinhosos” oprimidos, sem histórico de opressão ou expansionismo territorial.

Além disso, se os Estados Unidos invadissem o Brasil para anexá-lo, você não afirmaria que eles apenas atacaram um território previamente roubado dos povos indígenas. O revanchismo territorial só é justificado por você quando lhe convém.
Tutu escreveu:
Sáb, 11 Abril 2026 - 22:41 pm
Lembrando que a Sibéria é uma área gigante de baixa densidade demográfica. Manter infraestrutura boa custa muito caro em qualquer economia.
Deve ser por isso que as infraestruturas dos gigantes Canadá, Estados Unidos e Austrália, na mesma época da finada União Soviética, eram tão absurdamente precárias, não é mesmo?
Tutu escreveu:
Sáb, 11 Abril 2026 - 22:41 pm
Os credores predeu o dinheiro para a inflação.

O fato é que os países quebrados eram muito mais fácil de reparar do que os de terceiro mundo, mesmo que esteja em situação mais precária. Não existia proteção de privilégios de credores, grandes proprietários e burguesia estrangeira. O outro fato é que nenhum desses países foi vítima de colonialismo do Ocidente.
Zzzzz… Propaganda econômica de livro de história de comunista dá sono.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Huxley escreveu:
Dom, 12 Abril 2026 - 00:08 am
A ideia de usar a história para fundamentar reivindicações territoriais é um tiro que pode sair pela culatra, pois o próprio Havaí seria vítima dessa lógica. A fundação do Reino do Havaí em 1795 resultou de uma conquista militar interna, liderada por Kamehameha I. Ele recorreu a alianças estratégicas, ao uso de armas de fogo obtidas de comerciantes europeus e ao apoio de conselheiros estrangeiros para derrotar chefes rivais e unificar as ilhas sob um único governo.
Todo país em todo lugar no mundo teve que passar por conflito para poder se unificar. Se isso nunca tivesse ocorrido, todo mundo estaria no feudalismo.
Além disso, se os Estados Unidos invadissem o Brasil para anexá-lo, você não afirmaria que eles apenas atacaram um território previamente roubado dos povos indígenas. O revanchismo territorial só é justificado por você quando lhe convém.
Seria bom um Brasil invadido e totalmente reformulado por gringo, porque não deu certo e nem tem identidade própria. Entretanto, os EUA não tem moral nenhuma para fazer isso e só traria caos e exploração colonialista.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Tutu escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 10:57 am
Todo país em todo lugar no mundo teve que passar por conflito para poder se unificar. Se isso nunca tivesse ocorrido, todo mundo estaria no feudalismo.
Falso. Microestados cuja formação não resultou diretamente de guerras de conquista existem até hoje, como Liechtenstein, Andorra e San Marino — embora todos tenham se consolidado em contextos históricos complexos, que não excluem completamente conflitos em seu entorno.

Além disso, a formação da Suíça tem origem no chamado Pacto Federal de 1291, quando os três cantões alpinos iniciais (Uri, Schwyz e Unterwalden) estabeleceram uma aliança defensiva. Esse processo pode ser entendido como uma associação relativamente consensual entre comunidades políticas locais, embora posteriormente tenha envolvido conflitos, como as guerras contra os Habsburgo.

Todos esses países são hoje economias capitalistas, e não sociedades feudais. Da mesma forma que essas pequenas nações têm o direito de existir atualmente, os pequenos reinos do Havaí unificados por Kamehameha I também possuíam legitimidade política em seu contexto histórico.
Tutu escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 10:57 am
Seria bom um Brasil invadido e totalmente reformulado por gringo, porque não deu certo e nem tem identidade própria. Entretanto, os EUA não tem moral nenhuma para fazer isso e só traria caos e exploração colonialista.
Tutu escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 10:57 am
Lembrando que o Havaí é um território roubado, que pertencia a uma etnia polinésia.
O Japão atacou um território roubado.

Entendi. O Japão Imperial — responsável por estupros em massa, escravidão sexual (as chamadas “mulheres de conforto”), massacres e devastação econômica em grande parte da Ásia Oriental — teria legitimidade para “libertar” o Havaí dos Estados Unidos. Já os Estados Unidos, cuja anexação do arquipélago ocorreu por meio de um golpe apoiado por interesses locais e com resistência armada limitada, mas que posteriormente integrou o território ao seu sistema político e econômico, deveriam simplesmente aceitar passivamente um ataque militar surpresa em Pearl Harbor.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 12:54 pm
Falso. Microestados cuja formação não resultou diretamente de guerras de conquista existem até hoje, como Liechtenstein, Andorra e San Marino — embora todos tenham se consolidado em contextos históricos complexos, que não excluem completamente conflitos em seu entorno.
Os exemplos são só microestados e estados pequenos multi-éticos são casos específicos.
Huxley escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 12:54 pm
Entendi. O Japão Imperial — responsável por estupros em massa, escravidão sexual (as chamadas “mulheres de conforto”), massacres e devastação econômica em grande parte da Ásia Oriental — teria legitimidade para “libertar” o Havaí dos Estados Unidos.
Nada diferente das potências Ocidentais.
Os que os japas fizeram foi pouco perto das bombas atômicas.
Já os Estados Unidos, cuja anexação do arquipélago ocorreu por meio de um golpe apoiado por interesses locais e com resistência armada limitada, mas que posteriormente integrou o território ao seu sistema político e econômico, deveriam simplesmente aceitar passivamente um ataque militar surpresa em Pearl Harbor.
Não é Estado soberano e a capital está a dezenas de milhares de quilômetros.
A língua do Havaí é inglês e não havaiano. A religião e vestimentas do povo havaiano foi perdida. A identidade havaiana, se ainda existe, é só uma dancinha boba como a dos Maoris.
Virou uma região de turismo a serviço dos americanos.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 18:04 pm
Os exemplos são só microestados e estados pequenos multi-éticos são casos específicos.
Os exemplos citados são microestados tais como os pequenos reinos que o Kamehameha I unificou à força de forma ilegítima. Deixaram em paz Liechtenstein, Andorra e San Marino. Deviam ter feito o mesmo com os pequenos reinos do Havaí.
Tutu escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 18:04 pm
Nada diferente das potências Ocidentais.
Os que os japas fizeram foi pouco perto das bombas atômicas.
"O que os japas fizeram foi pouco". É mesmo? Eles foram responsáveis pela morte de mais de 20 milhões de pessoas na 2ª Guerra Sino-Japonesa (1937-1945), já que essa foi uma guerra iniciada pelo Japão.

Somando militares e civis, o número de mortos em solo japonês antes dos bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki ultrapassou 1 milhão. Ninguém sabe quantos milhares — ou até milhões — de pessoas teriam morrido a mais se a guerra com armas convencionais tivesse se prolongado. Isso aconteceu porque os japoneses iniciaram a guerra na Ásia e aparentemente estiveram dispostos temporariamente a lutar até o último militar (sacrificando uma multidão de civis japoneses no processo), tanto que não se renderam após a detonação da primeira bomba nuclear.

Ah, mas, claro, a culpa é toda dos Estados Unidos.
Tutu escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 18:04 pm
Não é Estado soberano e a capital está a dezenas de milhares de quilômetros.
A língua do Havaí é inglês e não havaiano. A religião e vestimentas do povo havaiano foi perdida. A identidade havaiana, se ainda existe, é só uma dancinha boba como a dos Maoris.
Virou uma região de turismo a serviço dos americanos.
Ainda assim, diferentemente do Japão Imperial atuando em regiões próximas, foi colonização sem estupro em massa, escravidão sexual de "mulheres de conforto", morticínio e devastação econômica.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 19:35 pm
"O que os japas fizeram foi pouco". É mesmo? Eles foram responsáveis pela morte de mais de 20 milhões de pessoas na 2ª Guerra Sino-Japonesa (1937-1945), já que essa foi uma guerra iniciada pelo Japão.

Somando militares e civis, o número de mortos em solo japonês antes dos bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki ultrapassou 1 milhão. Ninguém sabe quantos milhares — ou até milhões — de pessoas teriam morrido a mais se a guerra com armas convencionais tivesse se prolongado. Isso aconteceu porque os japoneses iniciaram a guerra na Ásia e aparentemente estiveram dispostos temporariamente a lutar até o último militar (sacrificando uma multidão de civis japoneses no processo), tanto que não se renderam após a detonação da primeira bomba nuclear.
O Japão é amador perto de seus professores Ocidentais.

How British colonialism killed 100 million Indians in 40 years
Between 1880 to 1920, British colonial policies in India claimed more lives than all famines in the Soviet Union, Maoist China and North Korea combined.
https://www.aljazeera.com/opinions/2022 ... on-indians
Ah, mas, claro, a culpa é toda dos Estados Unidos.
Sim. Foi os EUA que começaram tudo em 1853.
Ainda assim, diferentemente do Japão Imperial atuando em regiões próximas, foi colonização sem estupro em massa, escravidão sexual de "mulheres de conforto", morticínio e devastação econômica.
Os índios e índias das Américas mandam lembranças.
devastação econômica.
Coreia e Taiwan se recuperaram da devastação econômica.
América Latina e África estão muito longe disso.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Tutu escreveu:
Qua, 15 Abril 2026 - 11:45 am
Huxley escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 19:35 pm
Ainda assim, diferentemente do Japão Imperial atuando em regiões próximas, foi colonização sem estupro em massa, escravidão sexual de "mulheres de conforto", morticínio e devastação econômica.
Os índios e índias das Américas mandam lembranças.
Se for assim, vamos recuar até Adão e Eva para ver de quem é a culpa?

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Qua, 15 Abril 2026 - 11:45 am
O Japão é amador perto de seus professores Ocidentais.

How British colonialism killed 100 million Indians in 40 years
Between 1880 to 1920, British colonial policies in India claimed more lives than all famines in the Soviet Union, Maoist China and North Korea combined.
https://www.aljazeera.com/opinions/2022 ... on-indians
O discurso inicial era de que “o que os japoneses fizeram foi pouco perto das bombas atômicas”. Depois que o desvalor dessa proposição foi demonstrado, o foco mudou do que os Estados Unidos fizeram para um “E o Reino Unido, hein?”.

Apesar disso, vale comentar que não existe evidência confiável de que o colonialismo britânico tenha matado 100 milhões de indianos.

Dizer “não sabemos ao certo qual era a taxa de mortalidade pré-colonial da Índia, mas, se assumirmos que era semelhante à da Inglaterra nos séculos XVI e XVII (27,18 mortes por 1.000 pessoas)” é admitir que se está partindo de um pressuposto que não foi verificado empiricamente. Comparar a Índia colonial com a Inglaterra dos séculos XVI–XVII é uma escolha discutível, porque: (1) as estruturas demográficas e epidemiológicas eram diferentes; (2) fatores como clima, doenças tropicais e densidade populacional importam; (3) a própria Inglaterra também tinha mortalidade elevada — não sendo, portanto, um “padrão neutro”.

Além disso, “mortes em excesso” incluem tudo o que está acima de um cenário hipotético. Isso mistura: (1) políticas coloniais; (2) secas naturais (por exemplo, eventos de El Niño); (3) doenças endêmicas; (4) crescimento populacional. Por isso, críticos argumentam que o número final pode superestimar a causalidade política direta.

Pelo método de compilação historiográfica — em vez do modelo contrafactual — utilizado pela World Peace Foundation (WPF) e pelo Our World in Data, conclui-se que o número de mortes por fome na Índia foi claramente inferior aos registrados na União Soviética/Rússia e na China:

Imagem

Fonte: https://x.com/OurWorldInData/status/1912826465499889936

Imagem

Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File ... regime.png
Tutu escreveu:
Qua, 15 Abril 2026 - 11:45 am
Sim. Foi os EUA que começaram tudo em 1853.
O que aconteceu em 1853 foi uma ameaça americana pela abertura dos portos — uma questão comercial, e não territorial — que acabou se concretizando com o Tratado de Kanagawa em 1854.

Historiadores não consideram que o fascismo japonês tenha sido uma consequência direta e inevitável da chamada “diplomacia das canoas” (1853). A abertura forçada do Japão pelos navios do comodoro Matthew Perry foi um marco que encerrou o isolamento Tokugawa, mas o fascismo japonês (ou estatismo Shōwa) emergiu apenas décadas depois, moldado por fatores internos e externos muito mais complexos. A “diplomacia das canoas” funcionou como um gatilho para a modernização japonesa, mas não como causa direta do fascismo. O estatismo Shōwa nasceu de uma combinação de pressões internas, crises econômicas e influências externas. Sem Matthew Perry, o Japão provavelmente teria se aberto ao mundo de outra forma, e o fascismo poderia ainda emergir — embora talvez em um ritmo ou forma diferente.
Tutu escreveu:
Qua, 15 Abril 2026 - 11:45 am
Os índios e índias das Américas mandam lembranças.
No contexto da discussão sobre a disputa nipo-americana pelo Havaí, esse ponto é irrelevante, pois os indígenas americanos já estavam legalmente protegidos havia bastante tempo. O Indian Citizenship Act concedeu cidadania norte-americana aos povos indígenas. O Indian Reorganization Act interrompeu a política de divisão de terras e reconheceu certa autonomia tribal. Além disso, as Guerras Indígenas nos Estados Unidos já haviam terminado há mais de meio século. Ademais, o número de mortos nas Guerras Indígenas (1609–1890) não se aproxima, nem de longe, daquele registrado na Guerra Sino-Japonesa (1937-1945). Sendo assim, não é possível usar o que ocorreu com os indígenas americanos para afirmar que os euro-americanos representavam uma ameaça maior ao Havaí do que os japoneses.
Tutu escreveu:
Qua, 15 Abril 2026 - 11:45 am
Coreia e Taiwan se recuperaram da devastação econômica.
América Latina e África estão muito longe disso.
Estávamos discutindo sobre o que deveria ser feito com o Havaí na época da Segunda Guerra Mundial. O Japão Imperial já havia devastado algumas de suas colônias por meio de políticas externas agressivas. Já os Estados Unidos nunca tiveram colônias na América, na África ou na Oceania (Havaí, Porto Rico e Ilhas Virgens Americanas foram ou são territórios). A Guerra Hispano-Americana (1898) não causou devastação em Porto Rico, diferentemente do que ocorreu nas colônias japonesas na Ásia. Os EUA nunca provocaram devastação significativa em qualquer um de seus territórios, razão suficiente para defender que o Havaí deveria permanecer sob sua soberania e não sob a do Japão.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu:
Qua, 15 Abril 2026 - 23:01 pm
O discurso inicial era de que “o que os japoneses fizeram foi pouco perto das bombas atômicas”. Depois que o desvalor dessa proposição foi demonstrado, o foco mudou do que os Estados Unidos fizeram para um “E o Reino Unido, hein?”.
Falei do RU porque o Japão estava praticando o que os europeus (amiguinhos dos EUA) estavam fazendo.
Se for comparar com os EUA, então podemos considerar várias guerras que os EUA se envolveu durante a guerra fria e continua envolvendo até hoje, além dos inúmeros golpes de estado articulados e fome gerada por exploração econômica.
Pelo método de compilação historiográfica — em vez do modelo contrafactual — utilizado pela World Peace Foundation (WPF) e pelo Our World in Data, conclui-se que o número de mortes por fome na Índia foi claramente inferior aos registrados na União Soviética/Rússia e na China:
Instituições anglófonas naturalmente acobertarão as atrocidades do próprio país.
O que aconteceu em 1853 foi uma ameaça americana pela abertura dos portos — uma questão comercial, e não territorial — que acabou se concretizando com o Tratado de Kanagawa em 1854.

Historiadores não consideram que o fascismo japonês tenha sido uma consequência direta e inevitável da chamada “diplomacia das canoas” (1853). A abertura forçada do Japão pelos navios do comodoro Matthew Perry foi um marco que encerrou o isolamento Tokugawa, mas o fascismo japonês (ou estatismo Shōwa) emergiu apenas décadas depois, moldado por fatores internos e externos muito mais complexos. A “diplomacia das canoas” funcionou como um gatilho para a modernização japonesa, mas não como causa direta do fascismo. O estatismo Shōwa nasceu de uma combinação de pressões internas, crises econômicas e influências externas. Sem Matthew Perry, o Japão provavelmente teria se aberto ao mundo de outra forma, e o fascismo poderia ainda emergir — embora talvez em um ritmo ou forma diferente.
A queda do regime Tokugawa e o expansionismo japonês é consequência desse ataque, que gerou grande temor do país ser invadido. Para se proteger, o governo começou a imitar tudo que as potências ocidentais estavam fazendo, inclusive o colonialismo. O impacto foi tanto que queriam mudar a alimentação, fazendo o povo beber leite mesmo tendo intolerância à lactose. Quando resolveram procurar recursos naturais, o expansionismo começou.

Historiadores de potências ocidentais são parciais.
No contexto da discussão sobre a disputa nipo-americana pelo Havaí, esse ponto é irrelevante, pois os indígenas americanos já estavam legalmente protegidos havia bastante tempo. O Indian Citizenship Act concedeu cidadania norte-americana aos povos indígenas. O Indian Reorganization Act interrompeu a política de divisão de terras e reconheceu certa autonomia tribal.
Colocar essa proteção a indígenas depois que o genocídio geral ocorreu e as terras foram roubadas não apaga as atrocidades do passado. A cultura deles já estava completamente destruída. Nenhuma tribo recebeu um território soberano de volta e nem tinha população suficiente para isso.
Além disso, as Guerras Indígenas nos Estados Unidos já haviam terminado há mais de meio século.
A economia dos EUA cresceu muito com isso.
Não tem moral para falar de quem estava fazendo o mesmo.
A única diferença é que o Japão saiu do feudalismo 50 anos depois e a China 100 anos depois.

Se quiser que esses países sejam menos violentos, espere de 50 a 100 anos para a economia melhorar.
Se quiser fazer isso agora, então abra mão de territórios e de toda riqueza construída com atrocidade e reconstrua as culturas destruídas.
Desejar paz quando se enriqueceu com violência é a maior hipocrisia que existe.
Ademais, o número de mortos nas Guerras Indígenas (1609–1890) não se aproxima, nem de longe, daquele registrado na Guerra Sino-Japonesa (1937-1945). Sendo assim, não é possível usar o que ocorreu com os indígenas americanos para afirmar que os euro-americanos representavam uma ameaça maior ao Havaí do que os japoneses.
China tem densidade populacional alta e a América do Norte tem densidade baixa. Então a diferença existe.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Qui, 16 Abril 2026 - 13:37 pm
Falei do RU porque o Japão estava praticando o que os europeus (amiguinhos dos EUA) estavam fazendo.
Se for comparar com os EUA, então podemos considerar várias guerras que os EUA se envolveu durante a guerra fria e continua envolvendo até hoje, além dos inúmeros golpes de estado articulados e fome gerada por exploração econômica.
E tudo isso descrito acima demonstra que a decisão americana de declarar guerra ao Japão em 1941 e intervir politicamente nele depois do fim da guerra foi errada? Não, né? O "E o Reino Unido, hein?" é apenas uma tentativa de desviar a discussão usando a falácia tu quoque e a falácia olha o avião.
Tutu escreveu:
Qui, 16 Abril 2026 - 13:37 pm
Instituições anglófonas naturalmente acobertarão as atrocidades do próprio país.
Não são os países anglófonos do Ocidente que bloqueiam a internet em seus territórios. Quem faz isso são países moldados por revoluções comunistas, como Rússia, China e Coreia do Norte. Esses, sim, são os mestres supremos da falta de transparência histórica. E nem isso os salvou da constatação de que seus sistemas administrativos mataram mais do que qualquer outro.
Tutu escreveu:
Qui, 16 Abril 2026 - 13:37 pm
A queda do regime Tokugawa e o expansionismo japonês é consequência desse ataque, que gerou grande temor do país ser invadido. Para se proteger, o governo começou a imitar tudo que as potências ocidentais estavam fazendo, inclusive o colonialismo. O impacto foi tanto que queriam mudar a alimentação, fazendo o povo beber leite mesmo tendo intolerância à lactose. Quando resolveram procurar recursos naturais, o expansionismo começou.

Historiadores de potências ocidentais são parciais.
Dizer que "o expansionismo japonês é consequência desse ataque" é uma afirmação baseada em fé pessoal, não em fatos. Você não tem acesso a um universo paralelo em que a "diplomacia das canoas" não ocorreu e em que não houve a ascensão de regimes fascistas no Japão logo depois. A globalização e a fascistização da política japonesa poderiam ter acontecido com ou sem Matthew Perry.
Tutu escreveu:
Qui, 16 Abril 2026 - 13:37 pm
A economia dos EUA cresceu muito com isso.
Não tem moral para falar de quem estava fazendo o mesmo.
A única diferença é que o Japão saiu do feudalismo 50 anos depois e a China 100 anos depois.

Se quiser que esses países sejam menos violentos, espere de 50 a 100 anos para a economia melhorar.
Se quiser fazer isso agora, então abra mão de territórios e de toda riqueza construída com atrocidade e reconstrua as culturas destruídas.
Desejar paz quando se enriqueceu com violência é a maior hipocrisia que existe.
O que está acima já foi respondido no primeiro parágrafo deste post. Não vou mais alimentar desvios de discussão para falácia tu quoque e a falácia olha o avião.
Tutu escreveu:
Qui, 16 Abril 2026 - 13:37 pm
Colocar essa proteção a indígenas depois que o genocídio geral ocorreu e as terras foram roubadas não apaga as atrocidades do passado. A cultura deles já estava completamente destruída. Nenhuma tribo recebeu um território soberano de volta e nem tinha população suficiente para isso.
Idem ao que falei no parágrafo anterior.
Tutu escreveu:
Qui, 16 Abril 2026 - 13:37 pm
China tem densidade populacional alta e a América do Norte tem densidade baixa. Então a diferença existe.
Isso é irrelevante. As ações políticas devem ser avaliadas pelos seus resultados, não pelas intenções. É apenas uma desculpa esfarrapada dizer: "Não tive a intenção de matar dezenas de milhões de pessoas, mas como a área em que travei guerra era densamente povoada, tive que seguir adiante mesmo assim."
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