A Internet e as Teorias da Conspiração

Área destinada as teorias de que o impeachment foi "golpe", o homem não foi a lua, a terra é plana e outras maluquices do tipo

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JJ_JJ
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O poder da internet nas teorias da conspiração


Edição 640

3 de Maio de 2011


Barack Obama é americano. Nasceu em Honolulu, no Havaí, em 1961. E quem tinha alguma dúvida pôde tirá-la de vez na semana passada, quando o presidente dos EUA pôs fim a duradouras especulações de que ele não teria nascido no país. Obama, eleito no fim de 2008, era vítima de uma teoria paranoica que ganhou espaço na internet e voz em expoentes da mídia americana e ultrapassou todos os limites do bom senso. Finalmente, o presidente parece ter cansado. Na semana passada, a Casa Branca divulgou sua certidão de nascimento. Em artigo publicado no New York Times [2/5/11], o editor da Bloomberg News Albert R. Hunt questionava se era preciso chegar a este ponto.

Em 2009, o então apresentador da CNN Lou Dobbscriou uma saia justa para a emissora ao insistir, em seu programa, que Obama deveria provar que não havia nascido na África. Ele acabou deixando a CNN meses depois. Em janeiro de 2011, o deputado republicano Eric Cantor, líder da maioria na Câmara, foi questionado em um programa de TV sobre a teoria. Respondeu que não considerava se tratar de uma questão relevante. Pressionado a citar as pessoas que estavam incitando a ideia de que Obama não era americano e falar sobre como a história toda era uma loucura, ficou contrariado e disse que não apontaria dedos. No último mês, o empresário e apresentador de TV Donald Trump – que estuda se candidatar à presidência dos EUA pelo partido republicano – transformou a cidadania do presidente no tema principal de suas aparições públicas e mostrou uma espantosa habilidade de chamar a atenção com ele.

Moinho

A controvérsia não dominou a cobertura política do país, como se queixou o próprio presidente há algumas semanas. De acordo com um estudo do Projeto para Excelência em Jornalismo, do Centro de Pesquisas Pew, ela chegou a representar no máximo 4% da cobertura, não desviando o foco de importantes questões econômicas e fiscais do período. Uma pesquisa nos dois jornais mais politicamente influentes dos EUA , o New York Times e o Washington Post, nos últimos dois meses encontrou dezenas de menções ao assunto – a maior parte em editoriais, colunas ou matérias denunciando a questão.

Ainda assim, pesquisas recentes sugerem que quase a metade dos republicanos e um número significativo de independentes acreditam que o presidente pode não ser “um cidadão legítimo”. Estudiosos de teorias da conspiração como esta dizem que este é um preço a se pagar por uma internet livre, sem filtros. Com todos os seus benefícios democráticos, a rede também funciona como um “grande moinho de boatos”, dizem os professores de ciência política Bruce Bimber, da Universidade da California em Santa Barbara, e Richard Davis, da Brigham Young University, em Utah.

Para Michael Barkun, professor da Universidade Syracuse, em Nova York, que estuda a cultura das conspirações, teorias como esta sobre Obama não teriam o mesmo poder há 25 ou 30 anos. Além da internet, a TV a cabo – com notícias 24 horas – alimenta este tipo de história. O curioso é que o canal de esquerda MSNBC foi, em determinados momentos, o que mais falou sobre a teoria. Ainda que com o intuito de desacreditá-la, a emissora acabava ajudando a manter o assunto em pauta. No canal conservador Fox News Channel, foram poucos os âncoras e comentaristas que consideraram a teoria como maluquice. A maioria, como o apresentador Sean Hannity, não cansava de perguntar no ar por que a Casa Branca simplesmente não mostrava logo a certidão e acabava com o assunto, dando a entender que não havia uma certidão americana a ser mostrada.

Em 2008, Obama divulgou um certificado resumido considerado legítimo pelo estado do Havaí. Os criadores e seguidores da teoria, ao que parece, não o consideraram válido. Recentemente, o presidente se deu ao trabalho de pedir ao Departamento de Saúde do Havaí que divulgasse cópias de sua certidão de nascimento completa. Donald Trump vangloriou-se de sua “vitória”. Agora, ele começou a questionar – em uma clara sugestão de preferência racial – como Obama teria entrado na Escola de Direito de Harvard. E a fila das teorias conspiratórias anda.



http://www.observatoriodaimprensa.com.b ... nspiracao/
Editado pela última vez por JJ_JJ em Dom, 19 19America/Sao_Paulo Julho 19America/Sao_Paulo 2020 - 14:28 pm, em um total de 1 vez.

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Pesquisadores culpam o YouTube por crescimento no número de Terraplanistas



Teorias da conspiração contidas em vídeos no YouTube persuadem pessoas à duvidar de uma Terra realmente redonda.

Por Maria Vitória Moura Cabrera - fev 19, 2019

Todos os entrevistados exceto um disseram que mudaram de opinião após assistir vídeos que promoviam teorias da conspiração no YouTube. Foto: Lionel Bonaventure / AFP / Getty Images.


Por Ian Sample

Publicado no The Guardian

Pesquisadores acreditam ter identificado o causador de um aumento exorbitante no número de pessoas que acreditam que a Terra é plana: o YouTube, plataforma de compartilhamento de vídeos do Google.


As suspeitas foram levantadas quando os pesquisadores compareceram à conferência anual do movimento em 2017 em Raleigh, Carolina do Norte, e em 2018, em Denver, Colorado. A conferência é considerada o maior encontro de Terraplanistas do globo.


Entrevistas com trinta pessoas que compareceram revela um padrão nas histórias que estas contam sobre como se convenceram de que a Terra não era uma rocha esférica gigante vagando no espaço, mas sim um disco chato que desempenha a mesma função.

De 30, 29 disseram que até aproximadamente dois anos atrás, nunca considerariam a Terra plana, mas que mudaram de ideia após assistir vídeos conspiratórios no YouTube. “A única pessoa dentre as 30 que não aderiu ao movimento através dos vídeos da plataforma, aderiu através de sua filha e seu enteado que haviam visto os vídeos no YouTube e contaram à ela,” contou Asheley Landrum, que liderou as pesquisas na Universidade Tecnológica do Texas.

As entrevistas revelaram que a maioria vêm assistindo vídeos sobre outras conspirações também, que se alternam entre o 11 de Setembro, o tiroteio da escola Sandy Hook e se a NASA foi ou não à lua; quando então o YouTube recomendou vídeos sobre a Terra Plana para assistirem em seguida.

Alguns disseram ainda que assistiram aos vídeos apenas para desbancar a teoria, mas logo se encontraram convencidos pelo material.

Landrum disse que um dos vídeos mais populares sobre a Terra Plana, “200 provas de que a Terra não é uma bola que gira”, parecer ser efetivo porque oferece embasamento que apela para várias áreas do conhecimento, desde fontes bíblicas e teorias da conspiração, chegando até fontes científicas.

De um jeito ou de outro, os entrevistados estão crentes nessa teoria e questionam há muito tempo: “Onde está a curva?”, “porque o horizonte está sempre ao nível do olho?”

A conferência da Terra Plana em Denver, Colorado, em Novembro de 2018. Foto: Josiah Hesse/The Guardian.

Landrum, a qual apresentou seus resultados na reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência em Washington DC, confessou que não acha o que o YouTube está fazendo errado, mas pensa que se o site quisesse ajudar, poderia alterar seu algoritmo para mostrar mais informação com procedência.

“Há muita informação útil no YouTube, mas também há muita desinformação,” disse Landrum. “Os algoritmos do site tornam fácil para uma pessoa acabar descendo a toca do coelho, ao apresentar uma informação à pessoas que serão mais suscetíveis à ela.”

Landrum convocou cientistas e outros colegas para criarem conteúdo no YouTube a fim de combater a proliferação de vídeos de conspiração. “Nós não queremos que o YouTube fique cheios de vídeos espalhando vários motivos para a Terra ser Plana. Nós precisamos de outros vídeos dizendo e mostrando que aqueles motivos não são reais e divulgando maneiras das pessoas descobrirem isso por elas mesmas.”

Porém, ela admitiu que alguns Terraplanistas não se curvariam perante palavras de um cientista. Quando o astrofísico americano Neil deGrasse Tyson explicou como partes pequenas de uma enorme superfície curva sempre pareceriam planas para pequenas criaturas rastejando sobre a mesma, sua mensagem foi vista como depreciativa e paternalista para alguns Terraplanistas, afirmou Landrum.

“Sempre haverá uma pequena porcentagem de pessoas que rejeitarão qualquer coisa dita por cientistas; mas talvez haja um pequeno grupo nesse meio que não fará o mesmo,” acrescentou ela. “A única arma que temos para combater a desinformação é confrontá-la com informações melhores”.

O Google, dono do YouTube, não forneceu um comentário quando questionado sobre isso.


https://universoracionalista.org/pesqui ... exUFVtxddg

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Bem-vindos à Era da Confusão

Tecnologia, fake news e viralização mudarão a democracia para sempre. Tentar voltar aos velhos tempos é arriscada ilusão

OLIVER STUENKEL

06 AGO 2018 - 11:30 BRT


Primeira eleição após Mugabe confirma braço direito do ditador no poder

WhatsApp limita o reenvio de mensagens para combater o ‘spam’ e as notícias falsas

Grupos direitistas difundem ‘fake news’ para criticar combate do Facebook às ‘fake news’

Na semana passada, uma eleição presidencial que deveria ter como marca a volta da democracia ao Zimbábue terminou em confusão quando contas falsas no Twitter, no Facebook e no WhatsApp disseminaram resultados contraditórios. O país inteiro chegou a presenciar comemorações espontâneas pela vitória dos dois candidatos, o que resultou em confrontos violentos. Em um clima geral de desconfiança, até observadores internacionais não sabiam onde obter informações confiáveis. Toda essa situação permite prever que o próximo governo enfrentará uma crise de legitimidade desde seu primeiro dia.


Na Índia, o governo empreende verdadeira batalha contra uma onda de linchamentos depois que rumores falsos viralizaram no WhatsApp sobre supostos sequestradores de crianças. Nacionalistas interessados em atiçar o ódio religioso usam a plataforma para aprofundar a polarização, que também tem resultado em linchamentos. Em resposta, o WhatsApp limitou a 20 pessoas por vez, o número de contatos para os quais cada usuário pode encaminhar mensagens, buscando, assim, atrasar a viralização das notícias. A medida é mero paliativo, uma vez que as pessoas tenderão a buscar outros aplicativos sem essa limitação.


Nos Estados Unidos, em vista das eleições legislativas de novembro, o Facebook tem se esforçado para reagir a um amplo ataque de fake news. Estima-se que 40% dos eleitores dos EUA foram expostos a notícias falsas durante a eleição presidencial de 2016. Em uma reviravolta inesperada, agora elas se voltam contra o presidente Donald Trump. O objetivo dos propagadores de fake news, muitos dos quais vivem na Rússia, não é apoiar um candidato ou outro, mas gerar confusão generalizada, polarização e desconfiança na própria democracia. Assim como muitos democratas questionam a legitimidade do presidente, muitos republicanos poderão vir a questionar a legitimidade do Congresso dos EUA - que, agravando ainda a mais a situação, poderia dar início a um processo de impeachment contra Trump. Nunca antes a democracia dos EUA enfrentou ameaça tão séria.

Na Grã-Bretanha, 52% dos eleitores votaram por deixar a União Europeia em 2016, atraídos por uma enxurrada de informações falsas disseminadas por nacionalistas oportunistas. Em uma pesquisa recente, uma porcentagem semelhante dos britânicos disse acreditar que os desembarques na Lua de 1969 a 1972 eram falsos. A triste ironia é que, pela primeira vez na história, a maioria dos cidadãos pode carregar no bolso todo o conhecimento do mundo, mas, ao mesmo tempo, nunca esteve tão vulnerável a informações falsas.

Engana-se quem pensa que algumas mudanças nas leis e ajustes técnicos podem resolver a situação e permitir que tudo volte a ser como antes. A humanidade testemunha os primeiros momentos de uma nova era em que todo o relacionamento com a informação - e a realidade como um todo - mudará de maneira hoje inimaginável. A democracia, tal como se concebe hoje, dificilmente sobreviverá a essa transformação.

Basta considerar duas grandes tendências. A primeira: apenas cerca de 50% da população mundial tem acesso à internet hoje. Nos próximos anos, a outra metade, potencialmente ainda mais vulnerável a notícias falsas, também poderá participar do debate online. Por exemplo, muitos aplicativos populares no mundo em desenvolvimento concentram-se apenas em mensagens de voz, já que parcela considerável de seus usuários não sabe ler nem escrever, dificultando ainda mais a identificação de informações falsas.


A segunda: o desenvolvimento de ferramentas baseadas em inteligência artificial, capazes de manipular ou fabricar vídeos, arquivos de áudio e fotos falsas - as chamadas deep fakes - ampliará consideravelmente a dificuldade de separar fato de ficção, o que fará as fake news de hoje parecerem brincadeira de criança.

Daqui a alguns anos, um smartphone será suficiente para simular uma sequência de notícias, como as da CNN, por exemplo, na qual a perfeita imitação da voz de um apresentador famoso reportaria um golpe militar em Washington ou um anúncio da Casa Branca sobre uma guerra iminente, sem meio técnico para confirmar ou negar sua veracidade. Em uma futura eleição presidencial no Brasil, não será mais necessário atacar os concorrentes - pode-se simplesmente produzir um vídeo em que o rival promete que, se eleito, encerrar o programa Bolsa Família, eliminar a propriedade privada ou qualquer absurdo que o faça perder apoio. Confusos e desconfiados, os cidadãos se refugiarão ainda mais em suas bolhas aparentemente seguras, isolados em relação a qualquer tipo de debate público.


[...]




https://brasil.elpais.com/brasil/2018/0 ... 66402.html

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Martin Moore: “É mais fácil promover anarquia do que democracia nas redes”


Autor do livro 'Democracia hackeada' afirma que nas redes é mais fácil espalhar desarmonia do que promover coesão


Martin Moore é jornalista e professor Diretor do Centro de Estudos de Mídia, Comunicação e Energia da King’s College London

ETHEL RUDNITZKI (AGÊNCIA PÚBLICA)


23 OCT 2019 - 18:29 BRT


“A janela da mudança está fechando”, afirma o jornalista e professor da King’s College London, da universidade britânica Martin Moore, autor do recém-lançado livro Democracy hacked: how technology is destabilizing global politics (Democracia hackeada: como a tecnologia está desestabilizando a política mundial, em tradução livre), ainda inédito no Brasil.


Em entrevista à Agência Pública, Moore faz um chamado a seus leitores: é preciso agir agora para evitar que a democracia seja hackeada por completo. “O erro foi assumir que as plataformas estavam do lado somente da democracia”, avalia.



Moore prevê dois futuros distópicos caso o sistema democrático não se adapte à realidade tecnológica. Ou vamos viver no que ele chama de Estados de Vigilância, ou seja, em países cujos governos monitoram e controlam a vida dos cidadãos através de plataformas digitais; ou, no outro caso, as plataformas digitais, canalizadas em seis grandes empresas [Facebook, Twitter, Amazon, Google, Apple e Microsoft], dominarão todas as esferas públicas e substituirão os próprios governos.

O autor fala sobre como agentes disruptivos — plutocratas ou Estados estrangeiros — foram privilegiados pelas plataformas. “O sistema favoreceu aqueles que buscaram respostas imediatas, emocionais, não engajados no debate democrático”, explica. Para ele, um erro que muitos governos estão cometendo é pensar que existe uma “bala de prata de regulamentação e legislação” que vai resolver todos os problemas online.

Além de constatar esses problemas, Moore também sugere soluções de como podemos — e precisamos — “re-hackear” a democracia para além de legislações genéricas de regulação das redes. A seguir, a entrevista:

P. Anos atrás, as redes sociais pareciam ser ferramentas democráticas e participativas, como aconteceu durante a Primavera Árabe. Hoje, parece que o jogo virou e as plataformas estão sendo usadas para alavancar pessoas com ideias autoritárias. Na sua opinião, os democratas falharam em usar as ferramentas digitais?


R. Eu acho que eles [democratas] usam as ferramentas, mas o erro foi não entender que tanto as pessoas que promoviam ideias democráticas e respeitavam as normas eleitorais quanto as pessoas que queriam causar confusão e disrupção estavam online. E, para essas últimas, era mais fácil de se comunicar, devido à maneira como as plataformas funcionam. É mais fácil espalhar desarmonia e promover anarquia do que promover coesão e apoiar as convenções e princípios democráticos. O erro foi assumir que as plataformas estavam do lado somente da democracia. Quando, na verdade, eram ferramentas de transformação e disrupção, e não só os regimes autoritários poderiam ser ameaçados, mas também a democracia.



[...]


https://brasil.elpais.com/brasil/2019/1 ... 5179804882

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Algumas Teorias da Conspiração populares na internet:

1. Nikola Tesla inventou a eletricidade wireless, mas a indústria não permite que ela seja produzida;

2. O moto perpétuo é possível, mas a indústria não permite que ele seja produzido;

3. Um brasileiro inventou o carro movido a água, mas a indústria não permite que ele seja fabricado;

4. A indústria farmacêutica inventa doenças novas apenas para vender remédio.

Até algum tempo atrás, quando os carros elétricos não eram financeiramente viáveis, tinha a da indústria petrolífera que não permitia os carros elétricos. Mas acho que agora ela já caiu por água abaixo.

É curioso que essas teorias da conspiração sempre envolvem um complô entre empresas e governos de todo o mundo trabalhando juntos para esconder a verdade, como se fossem todos amiguinhos. Sendo que o que ocorre na prática é o completo oposto: as empresas e países são extremamente competitivos e pensam acima de tudo em si mesmos. O que cada um mais almeja é justamente ter acesso a uma tecnologia inovadora e revolucionária para lucrarem em cima disso.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Tem um monte...Terra plana, Ufos, Alienígenas do passado e do presente, coisas nazistas desde Hitler até bases na Lua, Terra ôca, Illuminati e sociedades secretas, projetos Pegasus/Camelot/Philadelphia/MKUltra, Operação Paper Clip, Bob Lazar e Área S4, JFK, John Titor, WTC, etc...De tudo para todos os gostos.

Certas pessoas precisam de estórias e pontos de vista diferentes para se destacarem de outras pessoas e parecem mais sabidas, inteligentes e interessantes ou justificar estilos de vida comprometidos com uma realidade distorcida, pessoal ou compartilhada com outras pessoas que pensam parecido. A internet facilitou a comunicação entre essas pessoas em escala mundial.

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Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Mensagem por Gigaview »

Copiado de um fórum da internet:
Opinion A: "UFOs are real, they are not made by humans, maybe interplanetary or interdimensional"
Opinion B: "Prove it"

Opinion A: "Here, look at this, read that"
Opinion B: "fake"

Opinion A: "What proof do you have that it's fake?"
Opinion B: "Slow down tiger - the onus is on you to prove to me its real"

[cue spongebob voiceover]..............17 years later..........

Trump has a time machine and the planet is littered with racist nazis and Russian election meddlers.

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Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Cinzu escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 11:40 am
É curioso que essas teorias da conspiração sempre envolvem um complô entre empresas e governos de todo o mundo trabalhando juntos para esconder a verdade, como se fossem todos amiguinhos. Sendo que o que ocorre na prática é o completo oposto: as empresas e países são extremamente competitivos e pensam acima de tudo em si mesmos. O que cada um mais almeja é justamente ter acesso a uma tecnologia inovadora e revolucionária para lucrarem em cima disso.
Mas há alguns casos de se aliarem para atacar inimigo em comum com desinformação. A industria do tabaco é um exemplo. E na mesma linha de atuação, temos o tal instituto Heartland

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Titoff escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 15:19 pm
Cinzu escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 11:40 am
É curioso que essas teorias da conspiração sempre envolvem um complô entre empresas e governos de todo o mundo trabalhando juntos para esconder a verdade, como se fossem todos amiguinhos. Sendo que o que ocorre na prática é o completo oposto: as empresas e países são extremamente competitivos e pensam acima de tudo em si mesmos. O que cada um mais almeja é justamente ter acesso a uma tecnologia inovadora e revolucionária para lucrarem em cima disso.
Mas há alguns casos de se aliarem para atacar inimigo em comum com desinformação. A industria do tabaco é um exemplo. E na mesma linha de atuação, temos o tal instituto Heartland
Neste caso, geralmente são conglomerados de empresas, ou empresas com pautas em comum. No entanto, são facilmente desmentidas por empresas de outras áreas de atuação, mídia, governos, etc.

No mundo de hoje, dá pra dizer que é impossível qualquer complô a nível mundial envolvendo governos, multinacionais, mídias e tudo mais, simplesmente para esconder alguma verdade da população.

Os países mal conseguem estabelecer acordos comerciais sem que haja conflitos (EUA x China ou empresas americanas x Huaweii, por exemplo). Quem dirá trabalharem juntos em prol de alguma conspiração.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Fernando Silva
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Cinzu escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 11:40 am
Algumas Teorias da Conspiração populares na internet:

1. Nikola Tesla inventou a eletricidade wireless, mas a indústria não permite que ela seja produzida;
Ele realmente propôs usar uma antena gigante para transmitir energia na forma de ondas eletromagnéticas que seriam captadas em qualquer lugar.
Só que isto é idiota. Teoricamente funcionaria, só que a eficiência seria baixíssima e a radiação mataria tudo o que estivesse em volta, além de interferir com tudo o que fosse elétrico ou eletrônico. Qualquer objeto de metal daria choque. Algo como botar talheres no micro-ondas.
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A internet superestima demais o Tesla. Ele era inventor e não cientista; não teve contribuições para a ciência. E mesmo as invenções dele, na prática eram difíceis de serem viabilizadas. Ele não tinha uma visão empreendedora e prática das coisas como o Edison, por exemplo.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Fernando Silva escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 16:31 pm
Cinzu escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 11:40 am
Algumas Teorias da Conspiração populares na internet:

1. Nikola Tesla inventou a eletricidade wireless, mas a indústria não permite que ela seja produzida;
Ele realmente propôs usar uma antena gigante para transmitir energia na forma de ondas eletromagnéticas que seriam captadas em qualquer lugar.
Só que isto é idiota. Teoricamente funcionaria, só que a eficiência seria baixíssima e a radiação mataria tudo o que estivesse em volta, além de interferir com tudo o que fosse elétrico ou eletrônico. Qualquer objeto de metal daria choque. Algo como botar talheres no micro-ondas.
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Me lembrei agora de quando eu jogava command & conquer. Tinha a tesla coil, defesa do exercito do mal, não lembro o nome.

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Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Mensagem por Titoff »

Cinzu escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 16:16 pm
Titoff escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 15:19 pm
Cinzu escreveu:
Ter, 21 21America/Sao_Paulo Julho 21America/Sao_Paulo 2020 - 11:40 am
É curioso que essas teorias da conspiração sempre envolvem um complô entre empresas e governos de todo o mundo trabalhando juntos para esconder a verdade, como se fossem todos amiguinhos. Sendo que o que ocorre na prática é o completo oposto: as empresas e países são extremamente competitivos e pensam acima de tudo em si mesmos. O que cada um mais almeja é justamente ter acesso a uma tecnologia inovadora e revolucionária para lucrarem em cima disso.
Mas há alguns casos de se aliarem para atacar inimigo em comum com desinformação. A industria do tabaco é um exemplo. E na mesma linha de atuação, temos o tal instituto Heartland
Neste caso, geralmente são conglomerados de empresas, ou empresas com pautas em comum. No entanto, são facilmente desmentidas por empresas de outras áreas de atuação, mídia, governos, etc.

No mundo de hoje, dá pra dizer que é impossível qualquer complô a nível mundial envolvendo governos, multinacionais, mídias e tudo mais, simplesmente para esconder alguma verdade da população.

Os países mal conseguem estabelecer acordos comerciais sem que haja conflitos (EUA x China ou empresas americanas x Huaweii, por exemplo). Quem dirá trabalharem juntos em prol de alguma conspiração.
Sempre vai ter gente que acredita (ou quer acreditar) nessas coisas.

Mas sim, não há essa competencia e comprometimento todo para manter uma conspiração secreta entre países, empresas, universidades pelo mundo e ao longo das décadas, mas mesmo assim alguns defendem criacionismo e conspirações relativas ao estudos sobre o clima, por ex.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Gigaview escreveu:
Qua, 22 22America/Sao_Paulo Julho 22America/Sao_Paulo 2020 - 01:19 am
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Esqueceram do governo secreto reptiliano.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Recentemente, deparei-me com um filme sugerido nesses grupos de WhatsApp.
Ah, tudo bem, mais um filme de ficção científica, alguma exploração de planeta de zona habitável, sei lá.
Fui ver o filme sem nenhuma informação prévia, a não ser de que parecia ser de ficção científica.

O tal filme é um festival dos grandes de Teorias da Conspiração!
Eita!
É de não acreditar que aquilo seja possível de existir.
E é passado no estilo de documentário. :o

Quem ainda não viu Above Majestic precisa ver.
E corra!
O link do WeTransfer vai expirar em 2 dias.
Podem baixar o filme daqui.

Lá tem de tudo!
Eu já sabia que existia gente que acredita piamente que existem reptilianos entre nós.
Mas nunca tinha visto gente passando ar de seriedade falando nessas coisas na maior cara-de-pau do mundo!

Tem saurianos, dracos, reptilianos, submarinos enviados ao espaço para outras galáxias (um projeto derivado da Área 51 que usou técnica eletrogravítica!), Kenney foi assassinado porque ia revelar tudo, as Elites são imortais e se transfiguram de corpos, rituais, sacrifícios,...
E tudo no maior sigilo e segredo do mundo. Só os despertos sabem dessas coisas.
Sociedades Secretas, Papas, entidades sombrias, UFOs, avistamentos, abduções, pirâmides, crânios alongados, raças superiores, raças muitíssimo mais inteligentes...

Tem de tudo.
E é gente falando na maior seriedade do mundo, até penalizada por somente poucos saberem de tudo aquilo.

Impressionante!
Eu não sabia que o nível de alienação tinha chegado tão longe.



Se alguém chegar depois e o link já tiver expirado, informe aqui que eu dou um jeito de enviar o filme.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Gabarito
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Mensagem por Gabarito »

Gabarito escreveu:
Qua, 27 27America/Sao_Paulo Janeiro 27America/Sao_Paulo 2021 - 14:57 pm

Quem ainda não viu Above Majestic precisa ver.
E corra!
O link do WeTransfer vai expirar em 2 dias.
Podem baixar o filme daqui.

Descobri agora que o filme também está no Daily Motion.
Lá não vai expirar.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Gabarito
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Mensagem por Gabarito »

Peguei o texto de apresentação do vídeo no Daily Motion:
Above Majestic: The implications of a secret space program (Legendado PT-BR)
Multiviews TV
“Above Majestic” (Acima/Além de Majestoso) é uma Produção que Revela Divulgações Iminentes do Programa Espacial Secreto e Revelação de Documentos.

ESCRITO PELO DR. MICHAEL SALLA EM 18 DE NOVEMBRO DE 2018. FONTE.

Corey Goode, produtor do documentário best-seller “Above Majestic”, divulgou uma grande atualização em 17 de Novembro sobre uma nova fonte que ele conheceu e analisou em particular. O insider é um cirurgião aposentado com 30 anos de experiência em um grande ramo das forças armadas dos EUA, e usou o pseudônimo “Bones” depois de revelar sua verdadeira identidade. Goode diz que depois que conheceu Bones cerca de um ano atrás, ele posteriormente colocou Bones em contato com suas outras fontes internas, incluindo “Sigmund”, outro pseudônimo usado por um ex-oficial sênior de um programa espacial secreto da USAF.

Sigmund conheceu Goode no início de 2016, quando liderava interrogatórios sobre informações de Goode, que incluíam informações secretas sobre o programa da USAF, que Goode chama de Programa Espacial Secreto do Complexo Industrial Militar (MIC-SSP). Sigmund teve que fugir da Cabala/Governo Secreto depois de confirmar as alegações de Goode de um programa espacial da Marinha muito mais tecnologicamente avançado, o Solar Warden. Sigmund finalmente começou a trabalhar com a Aliança do Programa Espacial Secreto (SSP) – uma ampla aliança de desertores de programas espaciais rivais rivais e do Solar Warden – que o resgataram.

De acordo com Goode, Bones passou dois discos rígidos com numerosos arquivos digitais para Sigmund revelando detalhes da “Dark Fleet” (Frota Escura), que é um programa espacial secreto alemão originado de suas bases ocultas da Antártida e aliança com um grupo de reptilianos chamado Dracos.

Após acordos entre os alemães e a administração de Eisenhower, nos anos 50, os alemães conseguiram se infiltrar em todos os aspectos do complexo industrial militar americano, como Goode explicou anteriormente.

Depois que o tratado foi assinado e os Programas Espaciais Secretos conjuntos começaram verdadeiramente, as coisas rapidamente saíram do controle e o grupo Nazi Break Away (Fugitivos Nazistas) venceu a corrida para se infiltrar e assumir o outro lado. Eles logo controlaram todos os aspectos dos EUA do Sistema Financeiro, do Complexo Industrial Militar e, logo depois, dos três ramos do próprio governo.

Goode resumiu o que Bones lhe disse sobre o nome secreto da Dark Fleet que ainda não foi revelado publicamente:

Quando perguntei em qual programa estava envolvido, ele me olhou diretamente nos olhos e me disse o nome do programa secreto. Ele então disse: “Eu acho que você tem se referido a este programa como ‘FROTA ESCURA’.” Fiquei chocado ao ouvir o nome real ser dito tão livremente.

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Terraplanismo - Em busca da borda

Por Marcello Serpa 22/02/2021

Um farmacêutico de Wisconsin foi preso pelo FBI por destruir 500 doses de vacina. Depois de horas de interrogatório, ele confessou justificando que estaria protegendo as pessoas de ter seu DNA modificado e de se tornar inférteis. Durante o depoimento, ele listou as teorias em que também acredita: o céu não é real, e sim uma película que evita que enxerguemos Deus, o fim está próximo, e a Terra é plana.

Anderson Cooper, jornalista e âncora da CNN, entrevistou um dissidente do QAnon que se desculpou ao vivo por ter acreditado que o apresentador comia bebês.

Uma deputada recém-eleita, também seguidora do QAnon, apareceu nas redes sociais questionando a autoria do 11 de Setembro e as chacinas em várias escolas americanas, que teriam sido encenadas para provocar a restrição ao porte de armas. Para ela, os incêndios na Califórnia foram provocados por raios laser vindos do espaço e controlados por banqueiros judeus. Apesar do apoio de Trump e da tolerância do Partido Republicano, foi expulsa da Comissão de... Educação.

Parece normal para o país onde a cientologia é levada a sério. Onde as seitas de Jim Jones e Marshal Applegate convenceram seus seguidores a se suicidar ou porque o fim estava próximo, ou porque um cometa faria uma parada na Terra para levá-los a outros planetas.

QAnon é uma comunidade on-line com milhões de seguidores. Nascida da compulsão dos conservadores de duvidar da realidade se ela for dissonante de seus conceitos de moral.

Crenças cristãs, profecias de fim dos tempos e preconceitos raciais profundos se misturam perigosamente com política. Vivem uma nostalgia de um tempo quando os homens brancos americanos eram a maioria dominante e não precisavam lidar com questões raciais ou com a emancipação feminina. Com um medo profundo de uma inevitável mudança demográfica e social provocada por uma conspiração de democratas pedófilos adoradores de satã, liberais, judeus, chineses, mexicanos, Black Lives Matter e comedores de bebês. Em resumo, comunistas.
https://blogs.oglobo.globo.com/opiniao/ ... borda.html

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

O artigo é longo. Esta é só a introdução:
"Minha mãe me põe em risco": famílias destruídas por teorias da conspiração

Milhares de lares nos EUA e Canadá enfrentam crises familiares com adeptos fervorosos do QAnon, que prega a falsa ideia de que o Estado está dominado por uma cabala de satânicos pedófilos que inventaram a Covid-19

Mariana Sanches - Da BBC News Brasil em Washington | 22/02/2021 10:41

As crises familiares adeptos do QAnon são o ápice de um processo que vem se desenrolando em outros países ocidentais.
[...]
Como nasce um devoto do QAnon?

Ao mesmo tempo em que a covid-19 se espalhava pelo mundo, a mãe de Louise começou a duvidar da gravidade da doença: se rebelou contra o uso de máscaras e o lockdown e passou a procurar por fontes na internet que reforçassem suas crenças. Contava orgulhosa gastar entre 5 e 10 horas diárias nessa busca.

Submergiu em fóruns de teorias conspiratórias, como QAnon — que propala a tese extremista e sem fundamento de que Donald Trump estaria travando uma guerra secreta contra pedófilos adoradores de Satanás do alto escalão do governo, do mundo empresarial e da imprensa. E passou a inundar a caixa de e-mail de amigos, conhecidos e mesmos clientes com suas mensagens com esse tipo de teor. "Ela acredita que Trump estava defendendo a liberdade e salvando as pessoas, que elas estavam sendo oprimidas pela covid, uma farsa transformada em arma pelos chineses", relata Louise.
https://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2 ... racao.html

Re: A Internet e as Teorias da Conspiração

fenrir
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Mensagem por fenrir »

...guerra secreta contra pedófilos adoradores de Satanás...
Acho que já estamos numa distopia. Bem bizarra, dadaísta.
A proposta do Dadaísmo é que a arte ficasse solta das amarras racionalistas e fosse apenas o resultado do automatismo psíquico, selecionado e combinando elementos por acaso. O Dadaísmo foi um movimento de negação. Tratava de negar totalmente a cultura, defendia o absurdo, a incoerência, a desordem, o caos.
(grifo meu)
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