Cristianismo crítico
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Nesse episódio do podcast mano a mano -- para quem tiver paciência de assistir, vale a pena -- Mano Brown recebe o pastor Henrique Vieira. Durante o debate ocorrem análises críticas da bíblia e do cristianismo, inserindo elementos sociais e antropológicos nas reflexões teológicas. Após ouvir esse episódio e unir com o conhecimento que eu tenho de antemão, gostaria de refletir com vocês as consequências das distorções do cristianismo nos dias de hoje. O que defendem aqueles cristãos conservadores que dizem "Deus acima de tudo, Brasil acima de todos", se na realidade não sabem o que fundamenta a própria crença. Seria uma dupla alienação?
Essa perspectiva bíblica que assume o lado dos oprimidos é contraditória visto o claro papel do Deus bíblico como opressor e vingativo. Mais contraditório ainda é usar isso como argumento e justificativa para uma nova igreja. Também é estranho que o Deus como "Impronunciável" não seja identificado no mundo dos negócios que é o âmbito da prosperidade perseguida por essas igrejas que banalizaram o nome de Deus na busca de interesses pessoais e comunitários.
A idéia que considera os egípcios como africanos de raça negra, e consequentemente imprimir aspectos raciais na formação do povo na região da Palestina à época de Jesus também é discutível. Zahi Hawass, um dos estudiosos dessa questão, afirma que os egípcios eram geograficamente africanos, de pele escura, mas não eram negros e sim uma mistura de povos da África e da Mesopotâmia. Isso afasta a possibilidade do duvidoso Jesus histórico ter sido negro.
A idéia que considera os egípcios como africanos de raça negra, e consequentemente imprimir aspectos raciais na formação do povo na região da Palestina à época de Jesus também é discutível. Zahi Hawass, um dos estudiosos dessa questão, afirma que os egípcios eram geograficamente africanos, de pele escura, mas não eram negros e sim uma mistura de povos da África e da Mesopotâmia. Isso afasta a possibilidade do duvidoso Jesus histórico ter sido negro.
No antigo testamento a 'persona' de Deus era autoritária: faça isso para mim, que vos libertarei da escravidão egípcia. Isso ocorre claramente no Êxodo. Mas deixa latente a ideia de libertação dos oprimidos e da desmoralização da arrogância e domínio imperialista dos poderosos. Do antigo testamento para o novo testamento existe uma mudança drástica nas narrativas, como o próprio pastor diz, a bíblia é formada por diversos tipos de texto. No cristianismo primitivo os sacerdotes acolhiam diante do império romano, depois o próprio império se apropriou do cristianismo. Mas de maneira hermenêutica não podemos saber com exatidão a validade dos textos que chegaram até nós, de incontáveis traduções e edições dos textos, e discutimos a partir desses. O que eu vejo nesse debate é justamente uma reciclagem do cristianismo com as demandas contemporâneas, uma atualização da fé, mas ainda com base na fé do messias Jesus e na onipotência divina, aceitando a diversidade. Evidentemente muitas igrejas fazem uso do cristianismo para fins comerciais, mas teologicamente não é esse o propósito dessa corrente teológica. Fazem uso da psicologia das massas e dos gatilhos mentais para adquirir adeptos, tal como um vendedor de um varejo, uma contradição nos próprios termos. Referente a aspectos raciais de Jesus, segundo as informações que temos seria de tom de pele pardo?!
- Fernando Silva
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Deus pune os pecadores entregando suas mulheres a outros como se elas fossem simples propriedade e sua opinião não contasse:
"Portanto darei suas mulheres a outros, e os seus campos a novos possuidores; porque desde o menor até ao maior, cada um deles se dá à avareza; desde o profeta até ao sacerdote, cada um deles usa de falsidade." (Jeremias 8:8-10)
O mesmo acontece quando Deus pune David prostituindo suas mulheres (e matando seu filho).
"Portanto darei suas mulheres a outros, e os seus campos a novos possuidores; porque desde o menor até ao maior, cada um deles se dá à avareza; desde o profeta até ao sacerdote, cada um deles usa de falsidade." (Jeremias 8:8-10)
O mesmo acontece quando Deus pune David prostituindo suas mulheres (e matando seu filho).
- Fernando Silva
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Lucas 6:29
Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica.
Ensine a seu filho que, se o valentão da escola bater nele, ele deve pedir para bater mais ainda.
Se o bandido roubar seu celular, avise a ele que você acabou de sacar dinheiro do banco.
Nota: Jesus não disse isso. Estas frases vêm da filosofia grega dos cínicos e estóicos.
Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica.
Ensine a seu filho que, se o valentão da escola bater nele, ele deve pedir para bater mais ainda.
Se o bandido roubar seu celular, avise a ele que você acabou de sacar dinheiro do banco.
Nota: Jesus não disse isso. Estas frases vêm da filosofia grega dos cínicos e estóicos.
Fernando Silva escreveu: ↑Qui, 08 Fevereiro 2024 - 14:41 pmLucas 6:29
Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica.
Ensine a seu filho que, se o valentão da escola bater nele, ele deve pedir para bater mais ainda.
Se o bandido roubar seu celular, avise a ele que você acabou de sacar dinheiro do banco.
Nota: Jesus não disse isso. Estas frases vêm da filosofia grega dos cínicos e estóicos.
Eu aproveito essa passagem para questionar outra, também interessante.
É comum ver os religiosos, principalmente, os católicos afirmarem com enorme convicção coisas assim, ao se referir a algum criminoso:
Se ele não for punido aqui na Terra, pela Lei dos Homens, não escapará da punição divina.
Aí eu pergunto a Fernando, profundo conhecedor da Bíblia: existe alguma passagem que dá a garantia dessa afirmação?
Algum trecho da Bíblia fala que os criminosos que não sofrerem o peso da Lei dos Homens aqui na Terra terá que enfrentar a Lei de Deus depois de morrer?
Eu vejo isso quase como uma apelação ao wishful thinking: eu quero que ele sofra, que seja punido. Então, na minha imaginação, se não for punido em vida, será depois de morrer. Mesmo que não exista NENHUMA prova disso.
- Fernando Silva
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No Antigo Testamento, pelo menos até a volta do exílio na Babilônia, morreu, acabou.Gabarito escreveu: ↑Sex, 09 Fevereiro 2024 - 08:50 amAí eu pergunto a Fernando, profundo conhecedor da Bíblia: existe alguma passagem que dá a garantia dessa afirmação?
Algum trecho da Bíblia fala que os criminosos que não sofrerem o peso da Lei dos Homens aqui na Terra terá que enfrentar a Lei de Deus depois de morrer?
Os mortos, ou suas almas, ficavam dormindo na Geena, justos e pecadores misturados.
O castigo ou a recompensa vinha neste mundo, não em outra vida, e não era necessariamente uma coisa pessoal e sim afetava os descendentes e o povo judeu em geral.
Ou seja, você tinha que ser bom e justo para que seu filhos não sofressem as consequências.
Foi a partir do contacto com o zoroastrismo persa que surgiu a crença em céu e inferno (os fariseus a adotaram, os saduceus, não), que foi se desenvolvendo e se definindo aos poucos.
Também surgiu o conceito de um lugar provisório, denominado Seio de Abraão, onde os justos esperavam pelo Juízo Final.
Jesus, na parábola do lázaro e do rico, menciona um castigo após a morte. E também fala do lugar onde "o fogo queima e nunca se apaga e o verme que rói nunca morre".
Pessoalmente, acho que um castigo eterno não faz sentido:
https://fernandosilvamultiply.blogspot. ... xiste.html
Fernando Silva escreveu: ↑Sex, 09 Fevereiro 2024 - 09:51 amNo Antigo Testamento, pelo menos até a volta do exílio na Babilônia, morreu, acabou.Gabarito escreveu: ↑Sex, 09 Fevereiro 2024 - 08:50 amAí eu pergunto a Fernando, profundo conhecedor da Bíblia: existe alguma passagem que dá a garantia dessa afirmação?
Algum trecho da Bíblia fala que os criminosos que não sofrerem o peso da Lei dos Homens aqui na Terra terá que enfrentar a Lei de Deus depois de morrer?
Os mortos, ou suas almas, ficavam dormindo na Geena, justos e pecadores misturados.
O castigo ou a recompensa vinha neste mundo, não em outra vida, e não era necessariamente uma coisa pessoal e sim afetava os descendentes e o povo judeu em geral.
Ou seja, você tinha que ser bom e justo para que seu filhos não sofressem as consequências.
Foi a partir do contacto com o zoroastrismo persa que surgiu a crença em céu e inferno (os fariseus a adotaram, os saduceus, não), que foi se desenvolvendo e se definindo aos poucos.
Também surgiu o conceito de um lugar provisório, denominado Seio de Abraão, onde os justos esperavam pelo Juízo Final.
Jesus, na parábola do lázaro e do rico, menciona um castigo após a morte. E também fala do lugar onde "o fogo queima e nunca se apaga e o verme que rói nunca morre".
Pessoalmente, acho que um castigo eterno não faz sentido:
https://fernandosilvamultiply.blogspot. ... xiste.html
100% explicado.
Até melhor do que eu esperava.
Mas a questão não é bem sobre Céu e Inferno. É sobre essa tal de Lei dos Homens e Lei de Deus.
Acho que não tem nem no Novo Testamento e nem no Antigo algo que se refira a pagar pelo tal crime depois, ou seja, pela Lei de Deus.
Repetindo o que se ouve por aí: se escapar da Lei dos Homens, não escapará da de Deus.
Essa expressão é tão comum que se esperaria que fosse uma citação da Bíblia. Mas parece que NÃO é.
Confere?
Se sim, então tudo não passa de uma expressão da vontade.
O traficante, o bandido, o malfeitor que se dá bem nessa vida e morre em paz e cercado de conforto (Fidel Castro, por exemplo), escapou da Lei dos Homens.
E aquele que sempre quer que a Justiça seja feita apela, às pressas, para isso: - Ah, mas ele não escapa da Lei de Deus.
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Ao falar no castigo após a morte, entendo que a Bíblia fala em pagar pelos crimes, mesmo que, que eu saiba, não haja uma afirmação explícita.
E, sim, quem não acredita em um deus e uma outra vida, aceita que criminosos podem morrer sem punição.
E, sim, quem não acredita em um deus e uma outra vida, aceita que criminosos podem morrer sem punição.
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Mais um plágio descarado. Antes que algum crente reclame: não é uma profecia sobre Jesus.
Isaías 66
22 Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
23 E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.
24 E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne.
Marcos 09
43 E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga,
44 Onde o verme que rói não morre, e o fogo nunca se apaga.
Isaías 66
22 Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.
23 E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.
24 E sairão, e verão os cadáveres dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão um horror a toda a carne.
Marcos 09
43 E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga,
44 Onde o verme que rói não morre, e o fogo nunca se apaga.
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Deus - relacionamento abusivo
Somos condicionados a não confiar em nós mesmos, não pensar por nós mesmos, a ignorar nossas necessidades e reprimir desejos e sentimentos naturais.
Condicionados a pensar que não valemos nada, que somos defeituosos e pecadores.
Condicionados a acreditar em que precisamos ser salvos e que, para sermos salvos, temos que aceitar cegamente a vontade de Deus, não importa o que aconteça.
Ameaçados de sermos descartados se criticarmos esses abusos ou falarmos abertamente sobre nossas dúvidas.
E, apesar disto tudo, nos ensinam a acreditar que são os mandamentos de um deus amoroso.
Somos condicionados a não confiar em nós mesmos, não pensar por nós mesmos, a ignorar nossas necessidades e reprimir desejos e sentimentos naturais.
Condicionados a pensar que não valemos nada, que somos defeituosos e pecadores.
Condicionados a acreditar em que precisamos ser salvos e que, para sermos salvos, temos que aceitar cegamente a vontade de Deus, não importa o que aconteça.
Ameaçados de sermos descartados se criticarmos esses abusos ou falarmos abertamente sobre nossas dúvidas.
E, apesar disto tudo, nos ensinam a acreditar que são os mandamentos de um deus amoroso.
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As crianças aprendem que:
-Todos são igualmente insignificantes e sem merecimento diante de Deus.
-Você nasceu em pecado e é pecaminoso por natureza.
-Não pense, não pergunte. Acredite.
-Quem é você para questionar o padre, o pastor, o rabino?
-Se você tem algum valor, não é por causa de alguma coisa que você fez ou fará, mas porque Deus te ama.
-Submissão ao que você não pode compreender é o fundamento da moralidade.
-Não tenha vontade própria. Autoafirmação é o pecado do orgulho.
-Nunca pense que você se pertence.
-Em caso de conflito entre sua opinião e a das autoridades religiosas, é nas autoridades que você deve acreditar.
Que autoestima elas terão? Que tipo de sociedade pode resultar disto?
Nathaniel Branden, "The Six Pillars of Self-Esteem", Bantam Books, (New York, 1994), p. 295-296
-Todos são igualmente insignificantes e sem merecimento diante de Deus.
-Você nasceu em pecado e é pecaminoso por natureza.
-Não pense, não pergunte. Acredite.
-Quem é você para questionar o padre, o pastor, o rabino?
-Se você tem algum valor, não é por causa de alguma coisa que você fez ou fará, mas porque Deus te ama.
-Submissão ao que você não pode compreender é o fundamento da moralidade.
-Não tenha vontade própria. Autoafirmação é o pecado do orgulho.
-Nunca pense que você se pertence.
-Em caso de conflito entre sua opinião e a das autoridades religiosas, é nas autoridades que você deve acreditar.
Que autoestima elas terão? Que tipo de sociedade pode resultar disto?
Nathaniel Branden, "The Six Pillars of Self-Esteem", Bantam Books, (New York, 1994), p. 295-296
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No passado remoto, houve uma guerra no céu.
O que impede que haja outra?
Se até no céu há guerras, o que se pode esperar de simples humanos na Terra?
O que impede que haja outra?
Se até no céu há guerras, o que se pode esperar de simples humanos na Terra?
- Fernando Silva
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O que Jesus teria dito não era o suficiente? Não era a verdade?
Por que passar 2 mil anos convocando concílios ou criando seitas para definir a colcha de retalhos ou monstro de Frankenstein que chamamos de "verdadeiro cristianismo"?
Se não fosse por Paulo, teríamos apenas mais uma seita judaica como os essênios, fariseus e saduceus.
Por que passar 2 mil anos convocando concílios ou criando seitas para definir a colcha de retalhos ou monstro de Frankenstein que chamamos de "verdadeiro cristianismo"?
Se não fosse por Paulo, teríamos apenas mais uma seita judaica como os essênios, fariseus e saduceus.
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Mais uma variação sobre o tema da série "O Segredo"...JungF escreveu: ↑Seg, 03 Novembro 2025 - 15:20 pmImpressionante e sugestivo:
https://www.instagram.com/reel/DQXSf0MA ... DM1MGJkZA
Quando alguém fala em "quântico" e não é um cientista, pode esquecer.
Principalmente quando se leva em conta a base e o esforço necessários para aprender Quantica... pergunte a qualquer um que fez Física.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 04 Novembro 2025 - 07:42 amMais uma variação sobre o tema da série "O Segredo"...JungF escreveu: ↑Seg, 03 Novembro 2025 - 15:20 pmImpressionante e sugestivo:
https://www.instagram.com/reel/DQXSf0MA ... DM1MGJkZA
Quando alguém fala em "quântico" e não é um cientista, pode esquecer.
Essa vulgarização de conceitos científicos deve ser realmente irritante, desrespeitosa, para quem passou pelas dores do aprendizado e o fez por paixão e dedicação.
Ai vem os zé-manés que não tendo passado por nada disso, não tendo a paixão de um fisico pelo assunto e não o conhecendo com um minimo de propriedade,
saem falando mundos e fundos como se fossem autoridades no mesmo e ainda por cima misturando-o com misticismo, religião e autoajuda rasteiros.
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O "Princípio da Incerteza", de Heisenberg, virou, nas mãos dos charlatães, "tudo é possível, é só imaginar que acontece".fenrir escreveu: ↑Qua, 05 Novembro 2025 - 11:08 amPrincipalmente quando se leva em conta a base e o esforço necessários para aprender Quantica... pergunte a qualquer um que fez Física.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 04 Novembro 2025 - 07:42 amMais uma variação sobre o tema da série "O Segredo"...JungF escreveu: ↑Seg, 03 Novembro 2025 - 15:20 pmImpressionante e sugestivo:
https://www.instagram.com/reel/DQXSf0MA ... DM1MGJkZA
Quando alguém fala em "quântico" e não é um cientista, pode esquecer.
Essa vulgarização de conceitos científicos deve ser realmente irritante, desrespeitosa, para quem passou pelas dores do aprendizado e o fez por paixão e dedicação.
Ai vem os zé-manés que não tendo passado por nada disso, não tendo a paixão de um fisico pelo assunto e não o conhecendo com um minimo de propriedade,
saem falando mundos e fundos como se fossem autoridades no mesmo e ainda por cima misturando-o com misticismo, religião e autoajuda rasteiros.
Pois é. Por isso a quantica é uma das partes mais devassadas na fisica e na ciencia.Fernando Silva escreveu: ↑Qui, 06 Novembro 2025 - 10:55 amO "Princípio da Incerteza", de Heisenberg, virou, nas mãos dos charlatães, "tudo é possível, é só imaginar que acontece".fenrir escreveu: ↑Qua, 05 Novembro 2025 - 11:08 amPrincipalmente quando se leva em conta a base e o esforço necessários para aprender Quantica... pergunte a qualquer um que fez Física.Fernando Silva escreveu: ↑Ter, 04 Novembro 2025 - 07:42 amMais uma variação sobre o tema da série "O Segredo"...JungF escreveu: ↑Seg, 03 Novembro 2025 - 15:20 pmImpressionante e sugestivo:
https://www.instagram.com/reel/DQXSf0MA ... DM1MGJkZA
Quando alguém fala em "quântico" e não é um cientista, pode esquecer.
Essa vulgarização de conceitos científicos deve ser realmente irritante, desrespeitosa, para quem passou pelas dores do aprendizado e o fez por paixão e dedicação.
Ai vem os zé-manés que não tendo passado por nada disso, não tendo a paixão de um fisico pelo assunto e não o conhecendo com um minimo de propriedade,
saem falando mundos e fundos como se fossem autoridades no mesmo e ainda por cima misturando-o com misticismo, religião e autoajuda rasteiros.
Sim, devassadas.
Não demonstram respeito algum pela matéria, só a usam as estranhezas da quântica como pretexto para justificar alguma crença pessoal
como a do "universo conspira a seu favor", "tudo é possível", e segue o barco.
Caçam-níqueis na estupidez alheia. Vendem livros, cursos, palestras que no fundo são mais do mesmo: autoajuda.
A parte realmente util e razoável da autoajuda é algo simples, que da pra resumir numa dúzia de paginas.
Mas para garantir um amplo estoque de material para mais livros, cursos e palestras e o dinheiro continuar entrando, há que engorda-la com
outras noções, de preferencia das do tipo que chamam a atenção do publico.
Pergunto: esse pessoal leu de capa-a-capa e compreendeu livros com os do Griffiths, do Sakurai e outros nessa linha?
Duvido que leram. Duvido que sequer os conheçam.
No máximo leram algum material de divulgação cientifica.
Chamem de elitismo essa minha posição. Nao me importo.
A questão é que essas pessoas querem falar como se fossem especialistas no assunto sem fazer o esforço necessário para se tornarem tais.
No fundo sequer se importam de verdade com o assunto. Daí o devassar.
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O que o cristianismo criou de novo?
Ideias de dignidade humana: Estoicos (século III a.C.)
Escrita e escolas: Sumérios (cerca de 2600 a.C.)
Instituições médicas (hospitais): Índia (cerca do século VI a.C.)
Caridade: Budismo (cerca do século V a.C.)
Ciência: Babilônios c. 2000 a.C.
Ideias de dignidade humana: Estoicos (século III a.C.)
Escrita e escolas: Sumérios (cerca de 2600 a.C.)
Instituições médicas (hospitais): Índia (cerca do século VI a.C.)
Caridade: Budismo (cerca do século V a.C.)
Ciência: Babilônios c. 2000 a.C.
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Por que Deus criou Adão com pênis, escroto, bico do peito e tudo o mais se ele iria ficar sozinho no mundo e Eva foi uma ideia que ele só teve depois?
Aliás, por que Deus é homem, com corpo de homem?
Aliás, por que Deus é homem, com corpo de homem?
Tem ainda os egípcios, hermetismo, ascetismo, confucionismo e as antigas tradições chinesas/hindus.Fernando Silva escreveu: ↑Qua, 31 Dezembro 2025 - 16:51 pmO que o cristianismo criou de novo?
Ideias de dignidade humana: Estoicos (século III a.C.)
Escrita e escolas: Sumérios (cerca de 2600 a.C.)
Instituições médicas (hospitais): Índia (cerca do século VI a.C.)
Caridade: Budismo (cerca do século V a.C.)
Ciência: Babilônios c. 2000 a.C.
No fim das contas, as filosofias e religiões antigas são um emaranhado de coisas emprestadas e reinventadas uma das outras.
De "novo" é que ele foi didático sintetizando:
ESE I - 3 escreveu:ele combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e das falsas interpretações, e não poderia submetê-las a una reforma mais radical que reduzindo-as a estas palabras:
“Amar Deus sobre todas as coisas e seu próximo como a si mesmo”, e dizendo: aí está toda a Lei e os Profetas.
Mais ou menos.Fernando Silva escreveu: ↑Qua, 31 Dezembro 2025 - 16:51 pmO que o cristianismo criou de novo?
Ideias de dignidade humana: Estoicos (século III a.C.)
Escrita e escolas: Sumérios (cerca de 2600 a.C.)
Instituições médicas (hospitais): Índia (cerca do século VI a.C.)
Caridade: Budismo (cerca do século V a.C.)
Ciência: Babilônios c. 2000 a.C.
Ciencia, pelo menos no sentido moderno do termo, só depois de 1543, com a revolução Copernicana, Galileu, Kepler... Antes disso estava num estágio pré ou proto-cientifico, ainda em grante parte qualitativo (sem matematica) e dependente de noções metafísicas, animistas e mágicas.
Caridade, eu diria que foi bem, beeem antes do Budismo, ainda na idade da pedra: ha indicios fortes de que o homem primitivo cuidava de doentes, feridos e até de deficientes.
Escrita pode preceder a Sumeria em bem mais de um milenio (Jiahu, Vinca)
Como falei: ele sintetizou o que importa.
Atividade de Professor, ou quiçá + pomposamente "Mestre"... = Ensinar. Didaticamente, sintetizando o que interessa.
Então na essência até concordo c/o Kardec: "Sr. Jesus" terá sido 1 Rabino no nonsense.
Atividade de Professor, ou quiçá + pomposamente "Mestre"... = Ensinar. Didaticamente, sintetizando o que interessa.
Então na essência até concordo c/o Kardec: "Sr. Jesus" terá sido 1 Rabino no nonsense.
Editado pela última vez por Gorducho em Seg, 05 Janeiro 2026 - 15:33 pm, em um total de 1 vez.
Didático ou não, eu teria perguntado como ficaria esse amai-vos em relação aqueles os quais esse Deus repugnaria ( * ) ou ignoraria ( ** ) ?Gorducho escreveu: ↑Seg, 05 Janeiro 2026 - 15:12 pmDe "novo" é que ele foi didático sintetizando:ESE I - 3 escreveu:ele combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e das falsas interpretações, e não poderia submetê-las a una reforma mais radical que reduzindo-as a estas palabras:
“Amar Deus sobre todas as coisas e seu próximo como a si mesmo”, e dizendo: aí está toda a Lei e os Profetas.
Porque se o amar a Deus esta acima de todas as coisas, isso implica que esta tambem acima de amar ao proximo.
* gentios, ateus, des-graçados, os predestinados a arder pela eternidade no inferno..
** qualquer povo que não tem noção da existencia dele - até hoje os Sentineleses e outros povos isolados não "o conhecem" - e é melhor para eles que continuem assim.
O proprio JC parece ter ajudado - muita a contragosto - a uma gentia que lhe pediu socorro.
Sr. Gorducho: Os essênios, do professor de retidão, não nutriam muita simpatia por outros grupos judaicos e muito menos por gentios/goyim.
Portanto, se esse fosse o Sr. Jesus, eu não esperaria que ele seguisse a risca esse amar ao proximo.
Na verdade, acho que religião nunca teve amor ao proximo como prioridade e sim jogos de poder.
A Revolução Científica está mais para uma Sistematização Científica.fenrir escreveu: ↑Seg, 05 Janeiro 2026 - 15:20 pmMais ou menos.Fernando Silva escreveu: ↑Qua, 31 Dezembro 2025 - 16:51 pmO que o cristianismo criou de novo?
Ideias de dignidade humana: Estoicos (século III a.C.)
Escrita e escolas: Sumérios (cerca de 2600 a.C.)
Instituições médicas (hospitais): Índia (cerca do século VI a.C.)
Caridade: Budismo (cerca do século V a.C.)
Ciência: Babilônios c. 2000 a.C.
Ciencia, pelo menos no sentido moderno do termo, só depois de 1543, com a revolução Copernicana, Galileu, Kepler... Antes disso estava num estágio pré ou proto-cientifico, ainda em grante parte qualitativo (sem matematica) e dependente de noções metafísicas, animistas e mágicas.
Muitos dos conceitos já existiam. O que faltava era organizar tudo.
Heliocentrismo: proposta por Aristarco de Samos no séc. II a.C.; ideia foi deixada de lado após o abandono da biblioteca de Alexandria e a Idade Média.
Astronomia: Chineses já previam eclipses com precisão.
Matemática: culturas islâmicas e indiana já dominavam álgebra, trigonometria e séries.
Espero que perceba S/faláciaSr. fenrir escreveu: ↑Seg, 05 Janeiro 2026 - 15:32 pmOs essênios, do professor de retidão, não nutriam muita simpatia por outros grupos judaicos e muito menos por gentios/goyim.
O Sr. axiomatiza Sr. Jesus ∈ Essênios e daí prossegue lépido
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Jejuar por 40 dias no deserto ao atingir 30 anos era coisa dos essênios.Gorducho escreveu: ↑Seg, 05 Janeiro 2026 - 20:45 pmEspero que perceba S/faláciaSr. fenrir escreveu: ↑Seg, 05 Janeiro 2026 - 15:32 pmOs essênios, do professor de retidão, não nutriam muita simpatia por outros grupos judaicos e muito menos por gentios/goyim.![]()
O Sr. axiomatiza Sr. Jesus ∈ Essênios e daí prossegue lépido![]()
Mas pode ser que algum evangelista simplesmente quis associar Jesus a esta seita.
Tem um se nesse trecho que escrevi, Sr. Gorducho: "Portanto, se esse fosse o Sr. Jesus, eu não esperaria que ele seguisse a risca esse amar ao proximo."Gorducho escreveu: ↑Seg, 05 Janeiro 2026 - 20:45 pmEspero que perceba S/faláciaSr. fenrir escreveu: ↑Seg, 05 Janeiro 2026 - 15:32 pmOs essênios, do professor de retidão, não nutriam muita simpatia por outros grupos judaicos e muito menos por gentios/goyim.![]()
O Sr. axiomatiza Sr. Jesus ∈ Essênios e daí prossegue lépido![]()
Acha que é falacioso mesmo assim? Se sim, indique. Estara me ajudando.
☐ Oui
☑ Presque
☐ Non
Quem era esse 'professor de retidão", que pode ou não ter sido o "Sr. Jesus"
Perdi o fio da meada 
☑ Presque
☐ Non
Quem era esse 'professor de retidão", que pode ou não ter sido o "Sr. Jesus"
- Fernando Silva
- Conselheiro
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- Registrado em: Ter, 11 Fevereiro 2020 - 08:20 am
Os manuscritos dos essênios, encontrados no Mar Morto, falam de um "Mestre da Justiça", que seria Jesus, e também de um inimigo ou dissidente, que seria Paulo, segundo algumas interpretações.
Voce tinha me perguntado, num outro topico: "Mas então qual seria a + antiga referência que os Srs. têm pra tais dissidências do Judaísmo que resultariam na construção do mito d'1 Messias que já houve e posteriormente consolidado em Jesus Cristo
Então pensei nos candidatos mais antigos ao seu rabi no-nonsense.
E respondi que a figura mais antiga que tenho conhecimento é o Professor de retidão/justiça (Teacher of righteousness), dos essenios e que pode ter vivido em 159–152 BCE.
Ja li em algum lugar - mas nao tenho referencia no momento - de que ja especularam se o Jesus histórico nao teria sido esse prof (ou se o 1o foi inspiracao para o 2o, ou ...). Ha quem diga que ele foi o suposto irmao de JC, James.
Tambem li que os essenios formavam uma comunidade fechada, eram um tanto radicais e não diferiam de demais coletividades judaicas quanto a ideias/atitudes anti-gentios, predileções da divindade, etc.
Falaram aqui de amor ao proximo e etc. Acho que a atitude dos Judeus conflitua com o que as pessoas em geral pensam quando leem essa exortação: não me parece que por 'proximo' eles entendessem qualquer ser humano.
Francamente acho isso questionavel ate em relação ao JC no NT: ele dá indicios disso em pelo menos uma passagem (a da mulher Canaanita), a despeito da sua mensagem mais inclusiva que a dos Judeus.
E dai o resto que escrevi.
☐ Oui
☐ Presque
☑ Non
Honte à moi
☐ Presque
☑ Non
Honte à moi
Talvez não. Nao me considero um debatedor dos melhores.
Então, se tivesse mais conhecimento que tenho das coisas que palpito e se fosse usar de logica rigorosa e impecavel, tenho duvidas se
seria de fato correto ter feito as afirmações e os encadeamentos de raciocinio que fiz.
- Fernando Silva
- Conselheiro
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- Registrado em: Ter, 11 Fevereiro 2020 - 08:20 am
Mas Deus é amor!


- Fernando Silva
- Conselheiro
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- Registrado em: Ter, 11 Fevereiro 2020 - 08:20 am
A religião:
1. Diz que já nascemos corrompidos antes de adquirir consciência e culpados sem termos feito nada.
2. Diz que o perdão divino necessitou sofrimento e sangue. Que Deus só nos perdoa depois de nos torturar. E que isto mostra seu amor por nós.
3. Manda obedecer sem questionar ou seremos punidos por toda a eternidade. Quer que anulemos nossa personalidade para ser aceitos entre os salvos.
4. Diz que, se as coisas dão errado, é porque não tivemos fé. Se sofremos, é por nossos pecados.
5. Nos ensina que discordar é perigoso, que a curiosidade é imoral e obedecer é a única opção. O medo do inferno se torna a base de nossa moral. A ética se transforma em luta pela sobrevivência.
6. Divide a humanidade entre fiéis e infiéis, entre salvos e condenados. A empatia para com o próximo depende de sua crença.
7. Condena a razão como sendo orgulho, como ameaça ao sistema. Duvidar é pecado. Submeter-se sem discutir vira virtude, humildade, santidade.
8. Diz que o desejo é criminoso, o corpo é fonte de pecado, o prazer é suspeito.
Uma teologia que não consegue sobreviver ao livre exame, ao questionamento, ao pensamento racional sem aterrorizar as crianças não merece nosso respeito.
1. Diz que já nascemos corrompidos antes de adquirir consciência e culpados sem termos feito nada.
2. Diz que o perdão divino necessitou sofrimento e sangue. Que Deus só nos perdoa depois de nos torturar. E que isto mostra seu amor por nós.
3. Manda obedecer sem questionar ou seremos punidos por toda a eternidade. Quer que anulemos nossa personalidade para ser aceitos entre os salvos.
4. Diz que, se as coisas dão errado, é porque não tivemos fé. Se sofremos, é por nossos pecados.
5. Nos ensina que discordar é perigoso, que a curiosidade é imoral e obedecer é a única opção. O medo do inferno se torna a base de nossa moral. A ética se transforma em luta pela sobrevivência.
6. Divide a humanidade entre fiéis e infiéis, entre salvos e condenados. A empatia para com o próximo depende de sua crença.
7. Condena a razão como sendo orgulho, como ameaça ao sistema. Duvidar é pecado. Submeter-se sem discutir vira virtude, humildade, santidade.
8. Diz que o desejo é criminoso, o corpo é fonte de pecado, o prazer é suspeito.
Uma teologia que não consegue sobreviver ao livre exame, ao questionamento, ao pensamento racional sem aterrorizar as crianças não merece nosso respeito.