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Livre iniciativa, empreendedorismo, nichos de mercado

Enviado: Qui, 18 Julho 2024 - 10:49 am
por Fernando Silva
Tópico para acomodar postagens que saíram do tema no tópico de Citações.

Gabarito.
_________________


Postagem de Fernando Silva:
👇👇👇

Huxley escreveu:
Qua, 17 Julho 2024 - 20:36 pm
Eu aprendi com @nntaleb nunca iniciar um negócio que tenha um nicho óbvio e vazio – porque isso significa que outras pessoas tentaram e falharam. Se você iniciar um negócio não óbvio, pelo menos haverá uma chance de sucesso. E se tiver sucesso, você será o primeiro.

(Corleone The Slot)

Fonte: https://x.com/CorleoneTheOne/status/180930761728346563
Se ninguém está fazendo aquilo, é sinal de que não há mercado, não há interesse.

Não é uma regra absoluta porque pode ser que quem tentou antes fez algo errado.
Ou então ainda não era a época certa.

Re: Citações

Enviado: Qui, 18 Julho 2024 - 12:56 pm
por Cinzu
Fernando Silva escreveu:
Qui, 18 Julho 2024 - 10:49 am
Se ninguém está fazendo aquilo, é sinal de que não há mercado, não há interesse.
Não há mercado porque não há interesse ou não há interesse porque não há mercado?

Afinal, o que vem primeiro: a oferta, ou a demanda? É possível existir demanda sem que haja oferta?

Fernando Silva escreveu:
Qui, 18 Julho 2024 - 10:49 am
Não é uma regra absoluta porque pode ser que quem tentou antes fez algo errado.
Ou então ainda não era a época certa.
A exemplo dos carros elétricos.
Por volta da década de 1980 a Gurgel tentou fabricar carros elétricos aqui no Brasil e não deu certo.
Na época não tinha infraestrutura para viabilizá-los de forma eficiente, e a tecnologia das baterias era muito inferior às atuais.

Re: Citações

Enviado: Qui, 18 Julho 2024 - 16:07 pm
por Huxley
Fernando Silva escreveu:
Qui, 18 Julho 2024 - 10:49 am
Huxley escreveu:
Qua, 17 Julho 2024 - 20:36 pm
Eu aprendi com @nntaleb nunca iniciar um negócio que tenha um nicho óbvio e vazio – porque isso significa que outras pessoas tentaram e falharam. Se você iniciar um negócio não óbvio, pelo menos haverá uma chance de sucesso. E se tiver sucesso, você será o primeiro.

(Corleone The Slot)

Fonte: https://x.com/CorleoneTheOne/status/180930761728346563
Se ninguém está fazendo aquilo, é sinal de que não há mercado, não há interesse.

Não é uma regra absoluta porque pode ser que quem tentou antes fez algo errado.
Ou então ainda não era a época certa.
Se "ainda não era a época certa", então era um negócio pelo qual não valeria a pena arriscar o dinheiro.

E se “quem tentou antes fez algo errado”, então como saber realmente que ele fez algo errado? Lembremos da ilusão do viés retrospectivo - quando analisamos uma situação retrospectivamente acreditamos que podemos ver facilmente os sinais e os eventos que conduzem a determinado resultado. "Um erro não é algo que se determina depois do fato, mas à luz das informações que se tinha até então. " (Nassim Taleb). E por que seria prudente alguém arriscar dinheiro pensando que será um caso excepcionalíssimo e pioneiro num local onde todos falharam previamente?

Re: Citações

Enviado: Sex, 19 Julho 2024 - 10:06 am
por Fernando Silva
Huxley escreveu:
Qui, 18 Julho 2024 - 16:07 pm
Fernando Silva escreveu:
Qui, 18 Julho 2024 - 10:49 am
Huxley escreveu:
Qua, 17 Julho 2024 - 20:36 pm
Eu aprendi com @nntaleb nunca iniciar um negócio que tenha um nicho óbvio e vazio – porque isso significa que outras pessoas tentaram e falharam. Se você iniciar um negócio não óbvio, pelo menos haverá uma chance de sucesso. E se tiver sucesso, você será o primeiro.

(Corleone The Slot)

Fonte: https://x.com/CorleoneTheOne/status/180930761728346563
Se ninguém está fazendo aquilo, é sinal de que não há mercado, não há interesse.

Não é uma regra absoluta porque pode ser que quem tentou antes fez algo errado.
Ou então ainda não era a época certa.
Se "ainda não era a época certa", então era um negócio pelo qual não valeria a pena arriscar o dinheiro.

E se “quem tentou antes fez algo errado”, então como saber realmente que ele fez algo errado? Lembremos da ilusão do viés retrospectivo - quando analisamos uma situação retrospectivamente acreditamos que podemos ver facilmente os sinais e os eventos que conduzem a determinado resultado. "Um erro não é algo que se determina depois do fato, mas à luz das informações que se tinha até então. " (Nassim Taleb). E por que seria prudente alguém arriscar dinheiro pensando que será um caso excepcionalíssimo e pioneiro num local onde todos falharam previamente?
Todo novo negócio é uma aposta. Pode dar certo ou errado independente de outros terem se dado bem ou mal antes.

Às vezes, uma nova ideia é rejeitada porque as pessoas não estão acostumadas com aquilo, mas dá certo quando alguém tenta depois porque, nesse meio tempo, o conceito foi discutido, analisado e já não parece tão estranho.

Em suma, não há garantia de sucesso.

Re: Citações

Enviado: Sex, 19 Julho 2024 - 10:50 am
por Fernando Silva
Segundo Hannah Arendt em "As origens do totalitarismo", mentir o tempo todo não tem o objetivo de enganar o povo e convencê-lo de uma mentira, mas garantir que ninguém mais acredite em nada e se torne incapaz de distinguir entre o certo e o errado e de ter opiniões.

Isto deixa o povo, sem perceber ou querer, totalmente sujeito aos tiranos, que então poderão fazer o que quiserem.

Re: Citações

Enviado: Sex, 19 Julho 2024 - 20:01 pm
por Huxley
Fernando Silva escreveu:
Sex, 19 Julho 2024 - 10:06 am
Huxley escreveu:
Qui, 18 Julho 2024 - 16:07 pm
Fernando Silva escreveu:
Qui, 18 Julho 2024 - 10:49 am
Huxley escreveu:
Qua, 17 Julho 2024 - 20:36 pm
Eu aprendi com @nntaleb nunca iniciar um negócio que tenha um nicho óbvio e vazio – porque isso significa que outras pessoas tentaram e falharam. Se você iniciar um negócio não óbvio, pelo menos haverá uma chance de sucesso. E se tiver sucesso, você será o primeiro.

(Corleone The Slot)

Fonte: https://x.com/CorleoneTheOne/status/180930761728346563
Se ninguém está fazendo aquilo, é sinal de que não há mercado, não há interesse.

Não é uma regra absoluta porque pode ser que quem tentou antes fez algo errado.
Ou então ainda não era a época certa.
Se "ainda não era a época certa", então era um negócio pelo qual não valeria a pena arriscar o dinheiro.

E se “quem tentou antes fez algo errado”, então como saber realmente que ele fez algo errado? Lembremos da ilusão do viés retrospectivo - quando analisamos uma situação retrospectivamente acreditamos que podemos ver facilmente os sinais e os eventos que conduzem a determinado resultado. "Um erro não é algo que se determina depois do fato, mas à luz das informações que se tinha até então. " (Nassim Taleb). E por que seria prudente alguém arriscar dinheiro pensando que será um caso excepcionalíssimo e pioneiro num local onde todos falharam previamente?
Todo novo negócio é uma aposta. Pode dar certo ou errado independente de outros terem se dado bem ou mal antes.

Às vezes, uma nova ideia é rejeitada porque as pessoas não estão acostumadas com aquilo, mas dá certo quando alguém tenta depois porque, nesse meio tempo, o conceito foi discutido, analisado e já não parece tão estranho.

Em suma, não há garantia de sucesso.
Todo novo negócio é aposta, mas algumas apostas tem mais certeza de insucesso do que outras. Compare: “Serei pioneiro num local onde muitos e todos falharam previamente” com “Serei pioneiro num nicho não óbvio onde ninguém pensou em entrar no mesmo”. Na primeira estratégia, temos as probabilidades apontando desfavoravelmente. Na segunda estratégia, temos incerteza, o que incluiu incerteza de sucesso e de fracasso.

Re: Livre iniciativa, empreendedorismo, nichos de mercado

Enviado: Sáb, 20 Julho 2024 - 11:22 am
por Tutu
Como elevadores mudaram o mundo

youtu.be/1uzZAdy00ao

Em cidades grande é mais fácil abrir um negócio de nicho porque como a densidade populacional é maior, é mais fácil que uma ideia de nicho tenha clientes suficientes para sustentar. Se abrir um clube de tênis na cidade de Sebastião Laranjeiras, terá no máximo 10 clientes por semana, enquanto uma capital tem cliente o tempo todo.

O exemplo principal é São Paulo, onde tem todo tipo de mercado. Pode encontrar todo tipo de culinária, de cazaquistanesa a angolana, além de show de música, de havaiana a estoniana. Tem até mercado de vinil.

A renda baixa de uma região é outro fator que pode reprimir a demanda.

Re: Livre iniciativa, empreendedorismo, nichos de mercado

Enviado: Sáb, 20 Julho 2024 - 20:21 pm
por Cinzu
Tutu escreveu:
Sáb, 20 Julho 2024 - 11:22 am
Em cidades grande é mais fácil abrir um negócio de nicho porque como a densidade populacional é maior, é mais fácil que uma ideia de nicho tenha clientes suficientes para sustentar. Se abrir um clube de tênis na cidade de Sebastião Laranjeiras, terá no máximo 10 clientes por semana, enquanto uma capital tem cliente o tempo todo.
Por outro lado, a concorrência também é maior.

Às vezes, iniciar um negócio de nicho em cidades menores pode vir a ser um bom negócio devido ao fator ineditismo. Enquanto que na cidade grande provavelmente já existirão outros com a mesma ideia, em uma cidade menor aquele negócio pode ser visto como novidade.

Re: Livre iniciativa, empreendedorismo, nichos de mercado

Enviado: Seg, 14 Setembro 2026 - 21:22 pm
por Huxley
Eu:

No livro Rápido e Devagar, Daniel Kahneman diz: “De modo mais geral, os benefícios do autoemprego são medíocres: consideradas as mesmas qualificações, as pessoas conquistam retornos médios mais elevados antes vendendo suas capacidades para empregadores do que trabalhando por conta própria.”. O que as evidências empíricas dizem sobre esse enunciado de Kahneman citado no livro dele?

IA Consensus:

# Sim, o enunciado de **Kahneman** é **majoritariamente compatível** com a evidência, com exceções importantes

A evidência empírica indica que, em média e para a maioria dos trabalhadores, o **autoemprego rende menos** do que o emprego assalariado comparável, mesmo após controles para qualificação, horas e seleção; a principal ressalva é que os retornos são muito heterogêneos e podem ser altos no topo da distribuição (Hamilton, 2000; Pantea, 2020; Garcia-Cabo & Madera, 2024).

## Retornos do Autoemprego

| Evidence Strength | Claim |
|---|---|
| Evidence strength: Strong (9/10) | O achado mais replicado é um **prêmio médio negativo** do autoemprego: nos EUA, a mediana de ganhos no negócio após 10 anos implicava diferencial de **35% menor** que no emprego assalariado, e isso não foi explicado por seleção de baixa habilidade (Hamilton, 2000)|
| Evidence strength: Strong (8/10) | Na Europa, o autoemprego paga mais que o emprego regular **apenas no topo** da distribuição; abaixo da mediana paga consideravelmente menos, e isso é robusto a impostos, horas trabalhadas e heterogeneidade não observada (Pantea, 2020)|
| Evidence strength: Moderate (7/10) | A desvantagem média convive com **forte heterogeneidade**: empregadores, profissionais técnicos e alguns autônomos muito qualificados podem ganhar mais, enquanto autônomos solo, own-account workers, mulheres e pobres tendem a ganhar menos (Daly, 2015; Earle & Sakova, 2000; Sorgner et al., 2017; Halvorsen et al., 2025; Fisher et al., 2024)|

**Figure 1:** Força da evidência sobre retornos médios do autoemprego

## Onde Kahneman Acerta

Os estudos mais influentes convergem em que o **retorno monetário médio** do autoemprego é inferior ao do emprego assalariado para grande parte da distribuição de trabalhadores (Hamilton, 2000; Garcia-Cabo & Madera, 2024; Pantea, 2020). Em dados espanhóis, os rendimentos do autoemprego são menores que os do emprego estável e crescem menos ao longo do ciclo de vida, inclusive entre quem depois retorna ao trabalho assalariado (Garcia-Cabo & Madera, 2024).

Esse padrão também aparece em grupos vulneráveis e em fases tardias da carreira: entre os pobres nos EUA, a penalidade de ganhos variou de **12% a 43%** (Fisher et al., 2024), e em registros suecos o autoemprego em 2014 previu menor renda do trabalho e menor renda domiciliar ajustada em 2019, com maior vulnerabilidade entre **mulheres** e proprietários individuais (Halvorsen et al., 2025).

## Qualificações e Heterogeneidade

- A frase “consideradas as mesmas qualificações” é **aproximadamente correta**, mas a literatura mostra que correções por seleção importam muito (Garcia-Cabo & Madera, 2024; Rees & Shah, 1986; Gill, 1988).
- Parte da diferença bruta reflete **seleção negativa** para certos autônomos e entradas empurradas pela falta de vagas assalariadas (Hyytinen & Rouvinen, 2008; Earle & Sakova, 2000).
- Em outros contextos, trabalhadores entram atraídos por **ganhos esperados** e independência, não apenas por necessidade (Taylor, 2009).
- As diferenças entre setores nem sempre vêm de retornos distintos às características: na Hungria, os determinantes de ganhos nos dois setores não diferiram significativamente após correções de seleção (Co et al., 2005).

## Exceções e Mecanismos

Kahneman simplifica demais ao tratar os “benefícios” como medíocres em geral, porque muitos trabalhadores parecem aceitar menor renda em troca de **benefícios não pecuniários** substanciais, como autonomia e menor sujeição gerencial (Hamilton, 2000; Taylor, 2009; Stenard, 2019). Em cientistas e engenheiros, a transição ao autoemprego melhorou desfechos não pecuniários, mas não os pecuniários em média (Stenard, 2019).

As exceções monetárias são reais, mas concentradas. Empregadores têm prêmios maiores que trabalhadores por conta própria sem empregados (Earle & Sakova, 2000; Sorgner et al., 2017), o autoemprego sustentado e altamente escolarizado pode render mais que o emprego tradicional em alguns casos (Hussein et al., 2024), e em Gana os retornos aos atributos produtivos no autoemprego aumentaram ao longo do tempo, contrariando a visão de “ocupação de último recurso” (Falco & Haywood, 2013).

## Interpretação Correta

A melhor leitura do enunciado de Kahneman é: **em média**, o autoemprego costuma pagar menos que vender trabalho a empregadores, mas isso não descreve bem todo o mercado (Hamilton, 2000; Pantea, 2020; Sorgner et al., 2017). A evidência também mostra que o cálculo muda quando se consideram valor de experimentar e depois voltar ao assalariamento, pois tentar o autoemprego não gera punição salarial clara no longo prazo e pode elevar renda total para alguns grupos (Daly, 2015; Dillon et al., 2017).

Em suma, as evidências empíricas dizem que o enunciado de Kahneman é **substancialmente correto para retornos médios monetários**, mas incompleto sobre heterogeneidade, seleção, risco e benefícios não monetários.

_These search results were found and analyzed using Consensus, an AI-powered search engine for research. Try it at https://consensus.app. © 2026 Consensus NLP, Inc. Personal, non-commercial use only; redistribution requires copyright holders’ consent._

## References

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Earle, J. S., & Sakova, Z. (2000). Business start-ups or disguised unemployment? Evidence on the character of self-employment from transition economies. *Labour Economics, 7*, 575-601. https://doi.org/10.1016/s0927-5371(00)00014-2

Falco, P., & Haywood, L. (2013). Entrepreneurship Versus Joblessness: Explaining the Rise in Self-Employment. *Journal of Development Economics, 118*, 245-265. https://doi.org/10.1016/j.jdeveco.2015.07.010

Fisher, M., Lewin, P. A., & Wornell, E. J. (2024). Self-Employment Among the Poor: Does It Pay Off?. *Journal of Poverty, 29*, 92 - 109. https://doi.org/10.1080/10875549.2023.2301614

Garcia-Cabo, J., & Madera, R. (2024). Does Self‐employment Pay? The Role of Unemployment and Earnings Risk. *Oxford Bulletin of Economics and Statistics*. https://doi.org/10.1111/obes.12608

Gill, A. (1988). CHOICE OF EMPLOYMENT STATUS AND THE WAGES OF EMPLOYEES AND THE SELF-EMPLOYED: SOME FURTHER EVIDENCE. *Journal of Applied Econometrics, 3*, 229-234. https://doi.org/10.1002/jae.3950030306

Halvorsen, C. J., Almroth, M., Pan, K.-Y., Nevriana, A., Gevaert, J., & Falkstedt, D. (2025). How Self-Employment Influences Three Forms of Income in Later Life: A Swedish Registry Data Study. *Innovation in Aging, 9*. https://doi.org/10.1093/geroni/igaf122.443

Hamilton, B. (2000). Does Entrepreneurship Pay? An Empirical Analysis of the Returns to Self‐Employment. *Journal of Political Economy, 108*, 604 - 631. https://doi.org/10.1086/262131

Hussein, H., Youssef, M. S. H., & Nolan, S. (2024). Dabbled vs sustained self-employment: exploring educational returns within dynamic employment groups. *Higher Education, Skills and Work-Based Learning*. https://doi.org/10.1108/heswbl-12-2023-0349

Hyytinen, A., & Rouvinen, P. (2008). The Labour Market Consequences of Self-Employment Spells: European Evidence. *Labour Economics, 15*, 246-271. https://doi.org/10.2139/ssrn.888407

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Rees, H., & Shah, A. (1986). An empirical analysis of self‐employment in the U.K.. *Journal of Applied Econometrics, 1*, 95-108. https://doi.org/10.1002/jae.3950010107

Sorgner, A., Fritsch, M., & Kritikos, A. (2017). Do entrepreneurs really earn less?. *Small Business Economics, 49*, 251 - 272. https://doi.org/10.1007/s11187-017-9874-6

Stenard, B. (2019). Are transitions to self-employment beneficial?. *Journal of Business Venturing Insights*. https://doi.org/10.1016/j.jbvi.2019.e00131

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