Os Estados Unidos nunca desempenharam o papel de “polícia internacional” no combate aos crimes políticos do Japão Imperial. O país norte-americano só recorreu à força militar contra o Japão após ter sido diretamente atacado. O contra-ataque e a exigência de rendição incondicional do Japão foram, essencialmente, uma resposta de autodefesa.
Os Estados Unidos não são um ente que age e pensa por si só. A sociedade americana é um conjunto heterogêneo de gostos, preferências e defeitos. Cada presidente deve ter sua responsabilidade avaliada individualmente, assim como cada geração de eleitores do país. Nesse contexto, a derrubada do regime político japonês em 1945 não merece condenação, dadas as circunstâncias históricas do caso.
"Quase tudo" = 57%. 43% dos 14 países que citei nunca foram comunistas nem adotaram esse sistema em sua educação. Além disso, dos mais de 40 países atualmente desenvolvidos, cerca de 80% nunca tiveram um passado comunista.
É uma piada dizer que a infraestrutura era um ponto forte do comunismo.
A Alemanha Oriental sofria com habitações padronizadas — construção em massa de prédios uniformes e de baixa qualidade — e com pouco investimento em saneamento moderno, com redes de esgoto e abastecimento de água insuficientes em várias cidades. Tudo muito diferente do que se via na Alemanha Ocidental.
Quanto à União Soviética, apesar de possuir uma rede ferroviária extensa, as estradas eram precárias e o transporte urbano sofria com superlotação. O país e seus aliados investiam pesadamente em siderurgia, mineração, energia nuclear e armamentos, relegando setores civis a segundo plano. O atraso em telecomunicações e eletrônicos, por exemplo, era evidente em comparação ao Ocidente.
Mais um mito da propaganda comunista: o suposto não endividamento. Havia, sim, dívida pública externa elevada (em dólares) nos anos 1970 e 1980, especialmente em países como Polônia, Romênia e Hungria.
No plano doméstico, não existia uma “dívida pública” no sentido tradicional, já que o Estado era proprietário de praticamente tudo (bancos e empresas). No entanto, havia endividamento interempresarial, oculto sob a forma de subsídios a estatais.
Empresas estatais ineficientes acumulavam prejuízos que eram cobertos pelo banco central. Isso não gerava uma quebra financeira imediata, mas resultava em inflação reprimida — manifestada na escassez de produtos nas prateleiras —, já que o governo emitia moeda para manter empresas insolventes em funcionamento.