Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Re: Liberalismo

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Cinzu
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Mensagem por Cinzu »

JJ_JJ escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:56 pm
Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:49 pm
JJ_JJ escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:24 pm
1) Pode apontar 5 discursos e ações de liberais brazucas (não desconhecidos/que tem alguma relevância na mída) que claramente e enfaticamente tenham defendido maiores investimentos em pesquisas científicas ( de forma geral) por parte do Estado brasileiro e do governo brasileiro ?
E por que eu faria isso, se em momento algum eu afirmei isso?

Pelo visto não existem.
E por que deveriam?

O problema da pesquisa brasileira não é falta de investimentos do governo. E sim má alocação de recursos. Não atoa, nossa produtividade acadêmica é pífia.

Re: Liberalismo

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:49 pm
2) Na sua resposta parece que tem uma pegadinha neoliberal: "pesquisas científico-tecnológicas" , parece que você quer dizer que liberais apenas apoiam umas tais de pesquisas científico-tecnológicas. O significado de tal coisa seria que liberais só apoiam pesquisas científicas que possam claramente e visivelmente serem úteis para a produção de um novo produto (ou aperfeiçoamento de algum já existente) que possa ser vendido no mercado ?

É isso que liberais defendem ?
Não há pegadinha alguma, é apenas sua má intenção e desonestidade em tentar distorcer afirmações alheias. Mas já estamos todos batizados aqui no fórum.

Me refiro a pesquisas científicas E pesquisas tecnológicas.

Ficou nervosinho e apelou para injúria. Não precisa ficar nervosinho e apelar, basta responder algo do tipo: liberais brazucas defendem claramente e enfaticamente investimentos (públicos) em pesquisas científicas, seguem discursos de liberais brazucas defendendo explicitamente investimentos públicos em pesquisas científicas:

1)...

2)...



.

Re: Liberalismo

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:59 pm
JJ_JJ escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:56 pm
Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:49 pm
JJ_JJ escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 16:24 pm
1) Pode apontar 5 discursos e ações de liberais brazucas (não desconhecidos/que tem alguma relevância na mída) que claramente e enfaticamente tenham defendido maiores investimentos em pesquisas científicas ( de forma geral) por parte do Estado brasileiro e do governo brasileiro ?
E por que eu faria isso, se em momento algum eu afirmei isso?

Pelo visto não existem.
E por que deveriam?

O problema da pesquisa brasileira não é falta de investimentos do governo. E sim má alocação de recursos. Não atoa, nossa produtividade acadêmica é pífia.

Beleza. Não vou entrar na questão da conversinha neoliberaloide de má alocação de recursos. Você já confirmou minha proposição ao repetir essa propaganda neoliberal contra investimentos em ciência no Brasil.


.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Cinzu
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Mensagem por Cinzu »

JJ_JJ escreveu:Ficou nervosinho e apelou para injúria. Não precisa ficar nervosinho e apelar, basta responder algo do tipo: liberais brazucas defendem claramente e enfaticamente investimentos (públicos) em pesquisas científicas, seguem discursos de liberais brazucas defendendo explicitamente investimentos públicos em pesquisas científicas:
Então defina primeiramente o que você quer perguntar, porque agora a pergunta já é diferente.

Pois a primeira pergunta, foi se liberais brazucas defendem MAIS investimentos por parte do governo brasileiro em pesquisas.

Sendo que, em momento algum a minha afirmação dizia que o Brasil precisa de MAIS investimentos em pesquisas. Apenas refutei a falsa afirmação de que liberais não defendem NENHUMA participação do governo em pesquisas científicas E tecnológicas.

Aliás, sequer citei "liberais brasileiros que aparecem na mídia", e sim liberais de uma forma geral. Até porque muitos dos liberais brasileiros, sequer tem destaque na mídia.

Agora deixarei claro com letras maiúsculas para que não haja distorções ou interpretações falsas do que eu NÃO afirmei.

Re: Liberalismo

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Cinzu
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Mensagem por Cinzu »

JJ_JJ escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:09 pm
Beleza. Não vou entrar na questão da conversinha neoliberaloide de má alocação de recursos. Você já confirmou minha proposição ao repetir essa propaganda neoliberal contra investimentos em ciência no Brasil.
Poderia apontar em qual frase eu afirmei explicitamente ser "contra investimentos em ciência no Brasil" ? Ou é mais uma invenção da sua desonestidade intelectual?

E mais, você poderia mostrar que a produtividade brasileira é ALTA? Isto é, produz bastante comparado ao que é investido?

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Por que os mais ricos pagam menos imposto sobre a renda no Brasil


https://www.bbc.com/portuguese/brasil-54006822

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:11 pm
JJ_JJ escreveu:Ficou nervosinho e apelou para injúria. Não precisa ficar nervosinho e apelar, basta responder algo do tipo: liberais brazucas defendem claramente e enfaticamente investimentos (públicos) em pesquisas científicas, seguem discursos de liberais brazucas defendendo explicitamente investimentos públicos em pesquisas científicas:
Então defina primeiramente o que você quer perguntar, porque agora a pergunta já é diferente.

Pois a primeira pergunta, foi se liberais brazucas defendem MAIS investimentos por parte do governo brasileiro em pesquisas.

Sendo que, em momento algum a minha afirmação dizia que o Brasil precisa de MAIS investimentos em pesquisas. Apenas refutei a falsa afirmação de que liberais não defendem NENHUMA participação do governo em pesquisas científicas E tecnológicas.

Aliás, sequer citei "liberais brasileiros que aparecem na mídia", e sim liberais de uma forma geral. Até porque muitos dos liberais brasileiros, sequer tem destaque na mídia.

Agora deixarei claro com letras maiúsculas para que não haja distorções ou interpretações falsas do que eu NÃO afirmei.

Mas, a minha crítica é aos liberais brazucas , a questão que estou colocando é sobre liberais brazucas, a questão é sobre os liberais ou neoliberais brazucas (de preferência que não sejam insignificantes em termos de influência política) , pois estes neoliberais brazucas é que tem alguma possibilidade de influenciar efetivamente as políticas públicas aqui no Brasil ( eles existem até em exercício no executivo federal) . Um liberal estrangeiro, por exemplo um liberal americano, tem pouca possibilidade de influenciar efetivamente ações políticas atuais (no executivo federal ou no legislativo federal).



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Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Cinzu
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Mensagem por Cinzu »

Reduzir os ideais liberais de uma forma geral a movimentos anarcocapitalistas e minarquistas brasileiros (como é o caso do Mises Brasil) e que não possuem qualquer relevância acadêmica é uma generalização sem cabimento algum.

Re: Liberalismo

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JJ_JJ
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Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:14 pm
JJ_JJ escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:09 pm
Beleza. Não vou entrar na questão da conversinha neoliberaloide de má alocação de recursos. Você já confirmou minha proposição ao repetir essa propaganda neoliberal contra investimentos em ciência no Brasil.
Poderia apontar em qual frase eu afirmei explicitamente ser "contra investimentos em ciência no Brasil" ? Ou é mais uma invenção da sua desonestidade intelectual?

E mais, você poderia mostrar que a produtividade brasileira é ALTA? Isto é, produz bastante comparado ao que é investido?

Não vou para este outro ponto agora, pois basicamente você está tentando repetir uma desculpa neoliberal para querer dizer que o investimento público em ciência no Brasil é adequado. Esta já é outra questão. A princípio certamente que não, mas para responder isso bem seria necessário fazer pesquisas sobre pesquisas acadêmicas nesse sentido (textos de propaganda do Mi co ses ou semelhante não servem).


O meu ponto era o que você mesmo já confirmou, o que você está querendo agora é estabelecer um juízo de valor positivo para esta posição dos neoliberais brazucas do tipo : Por este motivo X os neoliberais brazucas estão corretos.


.
Editado pela última vez por JJ_JJ em Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:37 pm, em um total de 2 vezes.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:27 pm
Reduzir os ideais liberais de uma forma geral a movimentos anarcocapitalistas e minarquistas brasileiros (como é o caso do Mises Brasil) e que não possuem qualquer relevância acadêmica é uma generalização sem cabimento algum.

Não é uma generalização, bem pelo contrário, é uma especificação e delimitação do problema ( discursos e práticas neoliberais (em relação à investimentos públicos) em ciência, feitos por brazucas (como mínima relevância política) no Brasil ).

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Cinzu
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Mensagem por Cinzu »

JJ_JJ escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:34 pm
Cinzu escreveu:
Ter, 08 08America/Sao_Paulo Setembro 08America/Sao_Paulo 2020 - 17:27 pm
Reduzir os ideais liberais de uma forma geral a movimentos anarcocapitalistas e minarquistas brasileiros (como é o caso do Mises Brasil) e que não possuem qualquer relevância acadêmica é uma generalização sem cabimento algum.

Não é uma generalização, bem pelo contrário, é uma especificação e delimitação do problema ( discursos e práticas neoliberais (em relação à investimentos públiocos) em ciência) feitas por brazucas (como mínima relevância política) no Brasil ).
Ocorre que em momento algum a minha afirmação dizia respeito a "movimentos políticos neoliberais brazucas". Tratei explicitamente e especificamente do Liberalismo de uma forma geral. Então sua pergunta delimitadora não tem qualquer sentido e relevância para o que eu disse.


JJ_JJ escreveu:Não vou para este outro ponto agora, pois basicamente você está tentando repetir uma desculpa neoliberal para querer dizer que o investimento público em ciência no Brasil é adequado.
Na verdade é você quem está repetindo a desculpa de que o problema da pesquisa brasileira se resolve com mais investimentos públicos.

Não resolve. O problema tanto da pesquisa quanto da educação brasileira (e ambos estão intimamente relacionados, pois boa parte da pesquisa é desenvolvida por programas de pós-graduação financiados pelo MEC) vai muito além do montante que é investido. As publicações brasileiras possuem baixo fator de impacto e são pouco citadas por papers internacionais.

A mentalidade de aumentar recursos e ignorar desempenho, foi um dos fatores que levou ao desmonte da educação brasileira. Estamos entre os últimos colocados na avaliação do PISA, mesmo investindo cerca de 6% do PIB em educação, valor acima da média na América Latina. Desta porcentagem, boa parte é destinada ao ensino superior, onde desenvolve-se a maioria das pesquisas brasileiras.

Isto não se trata de nenhuma "propaganda neoliberal", e sim de uma realidade brasileira.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Inpe tem orçamento zerado para pesquisas em 2021


18 de agosto de 2020


O Projeto de Lei Orçamentária Anual prevê um corte de 33% do orçamento em relação ao orçamento deste ano

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a Agência Espacial Brasileira (AEB), decidiu cortar o orçamento de pesquisas, desenvolvimento e capital humano do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para 2021. O jornal teve acesso à planilha orçamentária que deve constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 que será apresentado ao Congresso Nacional no próximo dia 31.

O orçamento do Inpe é obtido através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Agência Espacial Brasileira (AEB). Na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2020 o Inpe recebeu R$ 118,2 milhões, para o próximo ano o PLOA prevê R$ 79,7 milhões, um corte de cerca de 33%. A dotação que vem do MCTI, sofreu um corte de 14%, de R$ 54,6 milhões em 2020 para R$ 46,9 milhões em 2021, por parte da AEB o corte foi 49%, de R$ 63,6 milhões em 2020 para R$ 32,7 milhões em 2021, o que provoca uma atenção especial para o desequilíbrio dos cortes.

Os recursos apresentados no orçamento como “Pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de capital humano para o setor espacial”, financiava a infraestrutura requerida: aquisição de materiais, equipamentos laboratoriais, acesso a publicações científicas e isso viabiliza a condução de pesquisas científicas e o desenvolvimento de inovações tecnológicas dentro do Inpe.

Essa divisão recebeu, em 2020, R$ 4,7 milhões. Os departamentos do Inpe haviam pedido R$ 5,7 milhões para o ano de 2021 e não irão receber nada. Outra divisão que teve o mesmo problemas foi o de desenvolvimento e lançamento de satélites científicos, que havia recebido R$ 1,3 milhão em 2020 e para o qual o instituto gostaria de ter, em 2021, R$ 29,4 milhões e que também não receberá nenhum valor.

O coordenador-geral de Ciências Espaciais e Atmosféricas, Clezio Marcos De Nardin, apresentou moção de apoio à direção para esse esforço: “a Agência Espacial Brasileira (AEB) decidiu, unilateralmente, zerar o orçamento destinado aos Planos Orçamentários de Pesquisa e Desenvolvimento Científicos realizados neste instituto. Isto (…) significa dizer que Pesquisa Espacial não tem importância nenhuma em um instituto que leva em seu nome a palavra ‘Pesquisas’, subordinado a um Ministério que tem por ofício realizar e fomentar ‘Ciências’, o MCTI.”

De Nardin, enfatiza que diante do enfrentamento da pandemia, entende a necessidade de cortes, mas que zerar as verbas é inaceitável. “Aceitaremos reduzir nossos recursos na mesma proporção que o MCTI impôs a todas as Ups [unidades de pesquisa] para que o país se recupere o mais breve possível, mas não podemos trabalhar com ZERO de recursos!”

Fonte: Amazônia.org.br


https://amazonia.org.br/2020/08/inpe-te ... s-em-2021/

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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JJ_JJ
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Governo zera orçamento para pesquisa do INPE em 2021


INPE orçamento pesquisa

A área de pesquisa, desenvolvimento e capital humano do INPE, crucial para o monitoramento dos biomas brasileiros, não terá um único real em seu orçamento para 2021. É isso mesmo: R$ 0,00.

A Folha revelou ontem (17/8) dados de uma planilha de orçamento da Agência Espacial Brasileira (AEB), que deve constar na proposta de orçamento para 2021 que o governo federal apresentará ao Congresso Nacional no final deste mês. No total, a previsão é de que o INPE – que depende de repasses do ministério de ciência, tecnologia e inovação (MCTI) e da AEB para se manter – receberá R$ 79,7 milhões no próximo ano, valor cerca de 33% inferior ao previsto para 2020. Desse corte, o MCTI diminuiu seu repasse para o órgão em 14%; já a AEB cortou seu repasse pela metade.

Com o orçamento minguado, o INPE ficaria praticamente sem verba para a pesquisa científica. O dinheiro garantiria apenas a manutenção dos servidores, mas sem condições de realizar seu trabalho. A situação piora ainda mais o ambiente dentro do Instituto, que vive um processo de reestruturação imposto pelo governo federal por meio de seu diretor interino, o coronel da Aeronáutica Darcton Policarpo Damião. No começo do mês, destacamos aqui a insegurança sofrida por muitos funcionários nos últimos tempos, com o temor de que essas mudanças resultem em um controle absoluto da gestão dos dados sobre desmatamento gerados pelo INPE por parte do governo federal.



ClimaInfo, 18 de agosto de 2020.


https://climainfo.org.br/2020/08/18/gov ... e-em-2021/

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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JJ_JJ
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Cortes de verbas desmontam ciência brasileira e restringem pesquisa a mais ricos


Comunidade científica teme paralisação de pesquisas relevantes e perda de governança nas agências de fomento com rumores de fusão entre Capes e CNPq
Pesquisador Lucas Pinheiro Dias, no laboratório da Universidade Federal do Ceará.


Pesquisador Lucas Pinheiro Dias, no laboratório da Universidade Federal do Ceará.HENRIQUE CARDOZO

BEATRIZ JUCÁ
São Paulo - 09 SEP 2019 - 06:37 BRT
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“Cortar recursos da ciência é permitir que o futuro de crianças pobres, como eu fui, fique para trás”

Cortes e ataques às universidades públicas catalisam mobilização contra Bolsonaro

Opinião | Um Governo que dissemina pânico entre quem produz pesquisa no Brasil

Há dois anos, o pesquisador Lucas Pinheiro Dias estuda alternativas para o tratamento de infecções causadas por bactérias já resistentes aos antibióticos existentes no mercado. A pesquisa que ele desenvolve no pós-doutorado em Bioquímica que cursa na Universidade Federal do Ceará (UFC) têm relevância global: um levantamento da ONU estima que, até 2050, 10 milhões de pessoas no mundo poderão morrer anualmente por conta de doenças resistentes a medicamentos, e a Organização Mundial da Saúde considera este problema uma das dez maiores ameaças à saúde pública mundial.


Com dedicação exclusiva ao estudo e recebendo uma bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) de 4.100 reais nos últimos dois anos, Lucas Pinheiro conta ter avançado bastante nos experimentos. Conseguiu desenvolver seis peptídios — material criado com parte de moléculas naturais e proteínas de plantas — que têm dado boas respostas para combater dois tipos de bactérias. Mas esta é uma pesquisa longa e que exige muito trabalho e testes até que os cientistas consigam efetivamente desenvolver uma nova droga para a população. O problema é que o estudo está ameaçado em meio à crise da ciência brasileira, provocada pelos cortes orçamentários na Educação pelo Governo e que há meses vêm afetando o financiamento dos pesquisadores.

Na última segunda-feira, a Capes anunciou o corte de 5.200 bolsas, que deixariam de ser renovadas (ou seja, redistribuídas para novos alunos) para conseguir manter as que estavam ativas. No total, a agência já cortou 11.800 bolsas neste ano. Já o CNPq afirmou nesta semana que não teria como garantir o pagamento de seus 84.000 bolsistas a partir do mês de setembro por falta de verbas. Na tarde da última terça-feira, o ministro Marcos Pontes prometeu um remanejamento interno no orçamento do órgão para conseguir pagar os 82 milhões de reais necessários para parar as bolsas de pesquisa previstas para setembro. Mas ainda não há qualquer garantia de continuidade dessas bolsas até o fim do ano. A proposta orçamentária para o ano que vem também não é animadora: o Governo prevê um aumento de 22% em relação ao orçamento deste ano ao CNPq. No entanto, o valor para 2020, de 962 milhões de reais, não cobre os 1 bilhão de reais da folha de pagamento das bolsas da agência. Por enquanto, entidades ligadas à produção científica brasileira tentam chamar a atenção do Congresso para os prejuízos à pesquisa brasileira, caso a previsão orçamentária não seja corrigida pelos parlamentares.

Por conta do contingenciamento de recursos, Lucas Pinheiro — que é o responsável pela maior parte do trabalho no laboratório — não teve a bolsa renovada no último mês, como acontecia a cada semestre. "Se fosse só pelo dinheiro, a pesquisa teria parado total porque, embora o projeto tenha outro bolsista que está regular, todas as análises são feitas por mim", explica o pesquisador, que continua trabalhando, se mantendo no último mês graças às economias que começou a fazer quando começaram os rumores do corte. Esses recursos pessoais, porém, não devem durar muito, e ele estuda formas de conseguir continuar seu estudo. "Mesmo com o cenário desanimador e sem receber, continuo frequentando o laboratório e desenvolvendo algumas atividades. Vou completar um mês sem bolsa pra não perder a minha pesquisa", conta.

Se por um lado os cortes preocupam pela paralisação de pesquisas importantes no curto prazo, pesquisadores temem que a crise desemboque em uma conjuntura ainda mais grave: o desmonte da produção científica brasileira. A Capes e o CNPq são as duas principais agências de fomento à pesquisa no Brasil. A primeira, vinculada ao Ministério da Educação, é focada no apoio às pós-graduações das Instituições de Ensino Superior. Já o CNPq, agência ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, atua prioritariamente no apoio aos pesquisadores individualmente em todos os níveis, incluindo estudantes de ensino médio e de graduação. Ambas vêm sofrendo com os cortes de verbas.


No total, a agência já cortou 11,8 mil bolsas neste ano.HENRIQUE CARDOZO

A pesquisadora Anna Venturini terminou recentemente o doutorado em Ciências Políticas, no qual estudou a criação de ações afirmativas pelos programas de pós-graduação de universidades públicas em todo o Brasil. Para isso, analisou os editais de 2.763 programas de pós-graduação em publicados até janeiro de 2018, inclusive alguns programas específicos para garantir não só o acesso, mas a permanência de minorias nas universidades. Com base nesta pesquisa, ela analisa que o corte das bolsas fará com que apenas pessoas com mais recursos financeiros devem conseguir fazer um mestrado ou doutorado sem bolsa, já que as instituições de ensino exigem dedicação exclusiva.


"Enquanto o mercado não valorizar a pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado), será difícil falar em conciliação. E entre um emprego remunerado e um não remunerado, as pessoas farão escolhas a depender de suas capacidades financeiras", argumenta. Para ela, outra alternativa para viabilizar a permanência dos pesquisadores na universidade é acabar com a dedicação exclusiva. "Mas isso afetaria fortemente a qualidade das pesquisas", emenda.

Anna Venturini lamenta os cortes das bolsas em uma conjuntura cujos valores já estavam defasados. Um mestrando ganha, em média, 1.500 reais mensais, por exemplo. "Lamento esses cortes em um momento em que os programas estavam se estruturando para tornar a pós-graduação mais inclusiva e representativa da sociedade em termos sociais e raciais, como constatei na minha pesquisa", finaliza.

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Ildeu de Castro Moreira, diz que é difícil contabilizar o impacto dos cortes, mas pondera que sem garantir a presença de bolsistas de iniciação científica, mestrandos e doutorandos nos laboratórios, é difícil conseguir avançar nas pesquisas desenvolvidas nas mais diversas áreas — de saúde e meio ambiente. "Esses cortes afetam imediatamente uma série de pesquisas, mas o fundamental é que desmonta um sistema de ciência e tecnologia que vinha crescendo nas últimas décadas", completa ele. Moreira se preocupa com o impacto global da paralisia da pesquisa brasileira.

A comunidade científica também vem se manifestando contra uma ideia que ronda os bastidores do Governo no sentido de fundir a Capes e o CNPq, duas instituições que atuam de forma complementar, para fomentar a pesquisa. "Esta é uma péssima ideia. São duas agências que existem desde os anos 1950 e que atuam de forma complementar, mas têm praticas diferentes", explica Ildeu de Castro. Além das diferentes funções exercidas por cada agência, o temor é de que a fusão enfraqueça ainda mais a governança, a importância e o orçamento delas. Para Ildeu de Castro, os cortes sucessivos que vêm ocorrendo já ameaçam a imagem da ciência brasileira no exterior. Ele teme que, caso os cortes não sejam revertidos, haja uma saída mais rápida de pesquisadores das universidades brasileiras, o que enfraquece o desenvolvimento do país.


https://brasil.elpais.com/brasil/2019/0 ... 18545.html
Editado pela última vez por JJ_JJ em Qua, 09 09America/Sao_Paulo Setembro 09America/Sao_Paulo 2020 - 17:29 pm, em um total de 1 vez.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Mensagem por JJ_JJ »

Um viva para liberloides brazucas. Um viva para o liberloidismo brazuca.

Liberalismo brazuca avante ! Ciência nacional , morra.


8-)

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

O artigo que segue desmonta algumas mentiradas e/ou crenças liberais puxa saquistas sobre a Space do Moska , que tem se propagado como crenças da religião neoliberal no Brasil, como por ex. a crença de que o MosKA seria o grande herói da iniciativa privada que valentemente criou a Space X independentemente do super malvadão Estadão :



SpaceX, a mão bem visível do Estado


REVISTA IHU ON-LINE


MAIS LIDOS




16 Março 2018

"Ao contrário da fantasia metafísica neoliberal, não há 'liberdade de movimento do capital independente' do Estado, é justo ao contrário. Quanto mais tecnologia embarcada, rubrica de conhecimento sensível e proteção sob segredo de Estado, maior será a interferência e complementação entre empresa e governo, ou complexos industriais e Estado profundo. ", escrevem Ricardo Camera, estudante de relações internacionais, e Bruno Lima Rocha, professor de relações internacionais.

Eis o artigo.

A empresa privada de exploração espacial SpaceX, que invadiu os noticiários no dia 6 de fevereiro de 2018, lançou o foguete mais potente em operação, o Falcon Heavy [1]. Imediatamente os jornalistas e economistas liberais ovacionaram a SpaceX [2], a qual, supostamente, simboliza como o setor privado desponta sem as ingerências estatais. Mais uma vez, os neoliberais, o liberalismo vulgar que circula por internet e tem como fonte de financiamento mais que suspeitas fundações e lobbies dos EUA, afirmam uma mentira como meia verdade. Simplesmente não é verdade que o complexo aeroespacial ou o complexo tecnológico-industrial-militar possa sequer existir sem uma forte articulação entre a oligarquia política, tomadores de decisão do Estado profundo e os eleitos do empresariado para fechar os contratos das indústrias sensíveis. Este pequeno artigo objetiva desmentir as falácias e simplismos em torno dessa questão.

É essencial conhecer o Henry Ford do século XXI, ou talvez, o Tony Stark da vida real. Elon Musk, fundador e CEO da SpaceX, visionário da colonização de Marte e uso das energias renováveis, nasceu na África do Sul. Desde novo escrevia códigos de programação, e, aos 17 anos, mudou-se para o Canadá, onde estudou na Queen’s University. Dois anos mais tarde, com ideais empreendedores, mudou-se para os Estados Unidos. Cursou Física e Negócios na University of Penssylvania. Logo depois, deixou o doutorado em Stanford para desenvolver startups do mundo digital. Seguindo o modelo de outros empreendedores do mundo virtual, a educação formal pode ficar em segundo plano em se tratando de indústrias nascentes.

No final dos anos ’90, Musk embolsou 307 milhões de dólares na venda de sua primeira empresa, de modo a criar a X.com, uma empresa de pagamentos online, que se fundiu com a Confinity, originando a PayPal. Em 2002, Elon Musk vende a PayPal à Ebay por 1,5 bilhões de dólares (SEEDHOUSE, 2013). Neste momento, com capacidade própria de investimento, crédito bancário a juros de 1,75% ao ano [3], venture capital abundante, acúmulo nacional de tecnologias e a organização e financiamento direta do governo dos Estados Unidos, eis o escopo de surgimento da SpaceX. Ou seja, estamos falando de juros subsidiados, política de incentivo do governo central estadunidense e contratos de privilégios junto à administração direta da superpotência. Á época, o Estado escolhe quais empresas cresceriam com base no mundo ponto com e quais não. Mais uma vez a regra de acesso seletivo através da barreira político-institucional é observada. Com ou sem tecnologia do século 21, as bases da economia política ainda descritiva opera e define o fenômeno.

Haja vista que esta discussão ocorre no âmbito do capitalismo, e portanto, sujeita às disputas de interpretação ideológica/teórica da economia política (GILPIN, 2002), a reação instintiva dos meios de comunicação de massa e dos politólogos liberais (mainstream) apontam para a “liberdade econômica” como princípio e motivo do sucesso da SpaceX. Por que “liberdade”, nesses termos - quase determinista - reduzem a totalidade das relações sociais às leis do mercado e seu individualismo metodológico, de modo que a interferência do Estado Nacional é desnecessária, ou, deve ser feita o mínimo possível, como afirmava Hayek (SAYAD, 2015), (PRZEWORSKI, 1993). Dito isso, a primeira parte do artigo abordará, resumidamente, a questão histórica dessa matéria. Logo em seguida, retorna-se a elucidação do caso SpaceX.

A longa manus do Estado
Consequentemente, nos artigos anteriores - A Sonda Voyager -1 invalida o discurso neoliberal de Meirelles, e, Governança Global e Hegemonia dos Estados Unidos - elucidou-se sobre o histórico do desenvolvimento Americano moderno (eixo anglo-saxão), o qual está atrelado às decisões de Estado, tomadas no âmbito da 1ª e 2ª Guerra Mundial, bem como a geopolítica praticada ao longo e após a Guerra Fria. Com efeito, a competição interestatal na geopolítica internacional soldou os interesses do capital privados dos Estados Unidos com suas estratégias de disputa por poder, por mercados e por territórios abundantes em matéria prima. Não é à toa que a institucionalidade estadunidense é postulada na triangulação entre a intenção direta dos governos de fomentar parques industriais privados (mission oriented) - protegidos por patentes e embargos nacionais - os institutos públicos e privados de pesquisa, e universidades; estes, por sua vez, combinados com as encomendas governamentais - NASA, DARPA, NSA, Departamento de Defesa - (Whallen, 2014, CGEE, 2013). Dessa forma (resumidamente) originaram-se as grandes tecnologias do século XX e XXI, como produto e subproduto dessa intrincada teia. (GUIMARÃES, 1999).

É este arranjo que estrutura o complexo industrial-militar e dá agilidade para acompanhar a revolução tecno-científica do século 20 (as duas) para o avanço da telemática e o controle sobre a infraestrutura instalada correspondente ao controle da comunicação de sinais. A analogia consagrada da Triple Hélice – Estado, Mercado e Universidade – opera como eixo estruturante do avanço militar dos EUA na área da tecnologia e, ao mesmo tempo, o financiamento praticamente ilimitado desta vantagem estratégica aumenta o rombo permanente de mais de U$d 12 trilhões de dólares no segundo ano do governo de Trump.

Contudo, no setor aeroespacial, dominado pelos oligopólios estadunidenses da Boeing, Loockheed Martins e Raytheon (grandes fornecedoras do governo e protegidas pelas políticas industriais), entre outras do ramo, historicamente competem com o poderio russo, chinês e europeu; de modo que se tornou financeiramente mais conveniente lançar os satélites dos EUA por meio dos lançadores da Rússia, por exemplo. Além disso, desde 2004, o governo Bush decidiu segurar seu programa espacial até 2010, principalmente após o acidente do ônibus espacial Columbia, em 2003. Procurou-se, do mesmo modo, atualizar as diretrizes e tecnologias, em vista de revisar o papel que a NASA cumpriria no século XXI, e reerguer a hegemonia aeroespacial da Superpotência. Todavia, devido a atrasos, questões orçamentárias e afins, os Estados Unidos vem dependendo da Roscosmos, agência espacial Russa, para fazer o translado de seus astronautas entre a Estação Espacial Internacional e a Terra (NASA.GOV, 2012).

O governo Obama, por outro lado, percebendo que o investimento neste setor é capaz de gerar grande desenvolvimento, crescimento econômico e empregos, e que a independência e poderio dos EUA deve ser assegurado nesse setor, reverteu, portanto, a morosidade anterior por meio de mudanças estruturais no portfólio da NASA. Só o programa Apollo, por exemplo, custou em valores atualizados 150 bilhões de dólares, e empregou 300 mil pessoas, daí a importância do investimento neste complexo. (SEEDHOUSE, 2013).

Trump vai pelo mesmo caminho, mas radicalizando. Aposta em “guerra comercial”, opera na diplomacia presidencial, desestabilizando ainda mais regiões muito instáveis e vendendo armamento sofisticado sem ofertar parceria e transferência de tecnologia e códigos-fonte. Ao contrário da fantasia metafísica neoliberal, não há “liberdade de movimento do capital independente” do Estado, é justo ao contrário. Quanto mais tecnologia embarcada, rubrica de conhecimento sensível e proteção sob segredo de Estado, maior será a interferência e complementação entre empresa e governo, ou complexos industriais e Estado profundo. A trajetória é a melhor comprovação, para além da histeria coletiva que opera na internet reacionária e colonizada brasileira.

Se historicamente, desde 1950 a NASA tem parceria sólida com o complexo industrial privado - cuja formação se deu justamente por causa dela (NASA, 2012), e cuja estratégia governamental operava essas grandes empresas privadas como instrumento de projeção nacional (FURTADO, 1978); contemporaneamente, esse modo político e econômico opera de modo semelhante. Eis que a Boeing, ou a SpaceX, entram no tabuleiro.

O xadrez espacial
A reestruturação da NASA, desde 2006, previu projetos como o Commercial Crew Program - Programa de Tripulação Comercial, por meio do qual o foguete Falcon Heavy, da SpaceX, foi desenvolvido. O Commercial Orbital Transportation Services program - Programa de Serviço de Transporte Orbital Comercial - Commercial Crew & Cargo Program Office - Escritório de Tripulação Comercial e Programa de Cargueiro - Commercial Crew Integrated Capability - Capacidade integrada de Tribulação Comercial - Certification Products Contract - Contrato de Certificação de Produto.

Engenheiros da NASA e especialistas aeroespaciais trabalham junto às companhias para desenvolver sistemas de transporte de tripulação que podem, de modo seguro, confiável e de custo compatível, levar humanos a órbita baixa, incluindo a Estação Espacial Internacional, e retornar com segurança para a Terra [...] (NASA, 2012).

Companhias interessadas estão livre para desenvolver os sistemas de transporte que eles pensam ser melhor para o serviço. Para as fases de contrato de desenvolvimento e certificação, cada companhia deve cumprir com o pré-requisitos da NASA [...] (NASA, 2012).

A parceria permite aos engenheiros da NASA acompanhar o processo de desenvolvimento da companhia enquanto a expertise técnica da agência e recursos estão acessíveis a companhia [...] (NASA, 2012).

A SpaceX é integrante do CCDev2, CCiCap, CPC e CCtCap, ou seja, as principais fases dos projetos, orçando, no caso desta empresa, 3.144 bilhões de dólares (NASA, 2012). Além disso, a SpaceX obteve valores superiores a 5,5 bilhões de dólares em contratos com as Forças Armadas e NASA, (totalizando $12 bilhões); bem como 4,9 bilhões de dólares somente em subsídios governamentais (NASA, 2012). Mark Spiegel, gerente do fundo de investimento Stanphyl Capital Patners, foi categórico: o suporte do governo é o escopo das empresas, de modo que sem ele, nada disso seria possível [4].

Num dos contratos de licitação entre a NASA e a SpaceX, visto aqui, não apenas as cláusulas secretas são flagrantes, mas as leis de segredo e embargo comercial da tecnológica e avionics estão dispostas, o que significa que a SpaceX não pode vender os segredos tecnológicos Americanos às empresas e países estrangeiros. Mas, reiteramos, não há espanto nisso e menos ainda “novidade”. O espanto é saber que centenas de brasileiros e milhares de estadunidenses reproduzem noções absurdas de “livre movimentação de capitais”, como se fosse uma iniciativa semelhante abrir um pequeno negócio de serviços ou alimentação a implantar uma indústria nascente e de cadeia de valor agregada complexa! Tamanha sandice se reproduz como praga nos “debates políticos” que não passam de pregação doutrinária vulgar.

Voltando ao contrato está previsto que as empresas terão acesso a todo o histórico e acúmulo tecnológicos da NASA, bem como à sua equipe técnica e gerencial. O Governo Federal (dos EUA), por seu turno, não apenas terá acesso aos projetos e instalações da empresa, como também arbitrará prazos, diretrizes, requisitos e objetivos que os projetos seguirão (NASA, 2012). Para constar, essas questões de embargos significam na prática que os Estados Unidos podem barrar o intercâmbio comercial de produtos que tenham componentes tecnológicos de patente Americana, por meio do Arms Export Control Act e Export Administration Act [5]. Para exemplificar, observa-se o caso da Força Aérea Brasileira quando, em 2006, teve sua venda de 36 caças Super Tucanos para a Venezuela embargada pelos Estados Unidos, haja vista a tecnologia aviônica que os aviões utilizam, sobre a qual o Brasil é dependente [6.]. Ou seja, o poder de arbítrio estadunidense transcende suas fronteiras.

A nova abordagem da NASA para a aquisição de serviços de transporte é uma extensão das políticas do governo dos Estados Unidos, o qual desencoraja a competição direta do governo com a indústria de manufatura ou prestadores de serviço do setor privado. Todavia, é claro que essa abordagem é possível apenas por causa dos investimentos anteriores feitos pela NASA e Departamento de Defesa, realizados ao longo de décadas de desenvolvimentos de sistemas de veículos de lançamento, processamento, tecnologias afins e componente […] (NASA, 2012)

Conclusão
Essas informações são públicas. Elas estão presentes tanto nas bibliografias especializadas, como nos arquivos oficiais de governos. Ao elucidar e sistematizar os detalhes, é perceptível como as decisões de Estado, referentes ao poder nacional, sua administração pública e a competição geopolítica e econômica internacional, está, por sua vez, organicamente atrelada aos capitais privados nacionais. É como se o Estado instrumentalizasse a empresa privada em detrimento de seus objetivos, na medida em que o complexo industrial não apenas lucra nesse processo, mas tem seus agentes permeando as decisões de governo, e vice-versa. Vai além. Trata-se de um acórdão de “governo de fato”, onde a oligarquia política, a alta tecnocracia de carreira vai ao encontro das indústrias complexas ligadas ao Departamento de Defesa (DoD, o Pentágono) do Império e têm nos seus gestores futuros tomadores de decisão da Superpotência e vice-versa.

Como se constatou neste artigo, a SpaceX é um exemplo concreto de como funciona o capitalismo dos países desenvolvidos, em especial, o modus operandi da governança dos Estados Unidos. A SpaceX não é fruto (apenas e tão somente) da mente “genial” de Elon Musk, mas também da histórica estrutura política, tecnológica e econômica que o rodeia. Resta saber se os folhetins grosseiros e simplificados de liberalismo que vem se espalhando pelo Brasil continuarão ignorando os fatos apresentados.


Notas:

[1] Ver aqui.

[2] Ver aqui.

[3] Ver aqui.

[4] Ver aqui.

[5] Ver aqui.

[6] Geopolítica Brasileira e Relações Internacionais, Thiago Bonfada de Carvalho, 2010, FUNAG. Pg.58

Referências:

CARVALHO, Thiago Bonfada de. Geopolítica Brasileira e Relações Internacionais, FUNAG, Brasília, 2010.

CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS. Dimensões Estratégicas do Desenvolvimento Brasileiro: As Fronteiras do conhecimento e da inovação: oportunidades, restrições e alternativas estratégicas para o Brasil. v.2, Brasília, DF, 2013.

FURTADO, Celso. A Hegemonia dos Estados Unidos e o Subdesenvolvimento da América Latina. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1978.

GILPIN, Robert. A Economia Política das Relações Internacionais. 1ª ed. Brasília. Universidade de Brasília. 2002.

GUIMARÃES, Samuel Pinheiro. 500 anos de Periferia – Uma contribuição ao estudo da política internacional. Porto Alegre: Ed. da Universidade, 1999.

HIRSCH, Jerry. Elon Musk's growing empire is fueled by $4.9 billion in government subsidies, Los Angeles, 2015.

NASA. Commercial Orbital Transportation Services - A New Era in Spaceflight, Rebecca Hackler, National Aeronautics and Space Administration Washington, DC, 2014.

NASA. NASA’s Strategic Direction and the Need for a National Consensus. THE NATIONAL ACADEMIES PRESS, Washington, D.C. 2012.

GUIMARÃES, Samuel Pinheiro. 500 anos de Periferia – Uma contribuição ao estudo da política internacional. Porto Alegre: Ed. da Universidade, 1999.

SAYAD, João. Dinheiro, dinheiro: inflação, desemprego, crises financeiras e bancos / João Sayad. 1a ed. São Paulo: Porfolio Penguin, 2015

SEEDHOUSE, E. SpaceX: Making Commercial Spaceflight a Reality, Springer, New York, 2013.

SPACEX Commercial Crew Transportation Capability Contract (CCtCap) NNK14MA74C

TAVARES, M.C. e Fiori, J.L. (1997) Poder e dinheiro, uma economia política da globalização. Petrópolis, Editora Vozes

WHALEN, David J. The Origins of Satellite Communications, 1945-1965 (Smithsonian History of Aviation and Spaceflight Series), 2014.
Editado pela última vez por JJ_JJ em Sex, 11 11America/Sao_Paulo Setembro 11America/Sao_Paulo 2020 - 12:17 pm, em um total de 4 vezes.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

A ideologia neoliberal propagada no Brasil por muitos propagandistas liberloides brazucas é um grande e profundo poço de mentiras podres. Ou ainda muito pior, um poço com lixo radioativo.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

JJ_JJ escreveu:
Sex, 11 11America/Sao_Paulo Setembro 11America/Sao_Paulo 2020 - 12:13 pm
A ideologia neoliberal propagada no Brasil por muitos propagandistas liberloides brazucas é um grande e profundo poço de mentiras podres. Ou ainda muito pior, um poço com lixo radioativo.
"A ideologia XYZ propagada no Brasil por muitos propagandistas XYZ brazucas é um grande e profundo poço de mentiras podres. Ou ainda muito pior, um poço com lixo radioativo."

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Zero
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Mensagem por Zero »

Mais direto ao assunto em 2'10''.

youtu.be/reNW8f3AZlI

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Tutu
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Mensagem por Tutu »

Princípio da não agressão é uma lei, mas não existe lei sem o monopólio da violência.
A melhor definição para anarcocapitalismo é neofeudalismo. A propriedade privada já é uma lei e precisa de alguém para garantir, ou é o estado ou o proprietário cria seu próprio micro-estado, com sério risco de entrar em guerra contra outros micro-estados.
E quando os ancaps são questionados, eles acabam criando um estado informal.
O conceito mais ilógico que já ouvi é tribunal privado. Não consegui achar o vídeo de um cara que diz que "juiz sem o monopólio da violência é um palhaço de toga".
É muito humor.
Como o Ancapistão resolveria o Coronavírus?
O ideia radicais tem que inventar qualquer coisa para confortar os seguidores, cuja grande maioria são adolescentes.

-------------------------------------------
Agora entrando num tema mais sério e filosófico.

O que acham da obrigatoriedade do cinto de segurança? É uma escolha do passageiro correr perigo? O estado deve ter gastos com guardas para fiscalizar o uso?
Diferente da vacina, deixar de usar o cinto não prejudica os outros, só a si mesmo.

youtu.be/cXwArbmP8Qo

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Tutu escreveu:
Sáb, 24 24America/Sao_Paulo Outubro 24America/Sao_Paulo 2020 - 16:29 pm
O que acham da obrigatoriedade do cinto de segurança? É uma escolha do passageiro correr perigo? O estado deve ter gastos com guardas para fiscalizar o uso?
Diferente da vacina, deixar de usar o cinto não prejudica os outros, só a si mesmo.
Uma pessoa que morre ou fica ferida por não usar o cinto prejudica a si mesma e a todos os que dependem dela.
Se ficar incapacitada ou requerer tratamento, vai consumir recursos que poderiam ser usados para coisas mais importantes.

Um militar já me disse: "Na guerra, não atire para matar. O corpo vai ficar lá, esquecido. Atire para incapacitar. Assim, você vai tirar do combate não só aquele inimigo, mas todos os outros que vão parar de lutar para cuidar do ferido.

Essa "escolha de correr perigo" só se aplica a alguém vivendo isolado no meio do mato, sem nenhum contacto com a sociedade.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Tem muito libertário anti-intermediador entre empregados e patrões (como é designado pra fazer sindicatos e estado), mas como resolver problema como esse deixando tudo na conta do Mercado por si?

Trabalhadoras de fábricas indianas que produzem para grandes marcas alegam exploração e abusos


youtu.be/iNbMw6As1fk

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Agnoscetico escreveu:
Dom, 22 22America/Sao_Paulo Novembro 22America/Sao_Paulo 2020 - 00:45 am
Tem muito libertário anti-intermediador entre empregados e patrões (como é designado pra fazer sindicatos e estado), mas como resolver problema como esse deixando tudo na conta do Mercado por si?

Trabalhadoras de fábricas indianas que produzem para grandes marcas alegam exploração e abusos
E se essas fábricas fecharem porque não têm como se sustentar pagando salários maiores? A vida dos trabalhadores vai melhorar?

Essas fábricas causam a pobreza ou são consequência da pobreza?

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Fernando Silva escreveu:
Dom, 22 22America/Sao_Paulo Novembro 22America/Sao_Paulo 2020 - 08:30 am
Agnoscetico escreveu:
Dom, 22 22America/Sao_Paulo Novembro 22America/Sao_Paulo 2020 - 00:45 am
Tem muito libertário anti-intermediador entre empregados e patrões (como é designado pra fazer sindicatos e estado), mas como resolver problema como esse deixando tudo na conta do Mercado por si?

Trabalhadoras de fábricas indianas que produzem para grandes marcas alegam exploração e abusos
E se essas fábricas fecharem porque não têm como se sustentar pagando salários maiores? A vida dos trabalhadores vai melhorar?

Essas fábricas causam a pobreza ou são consequência da pobreza?
O Paradoxo da Exploração x Desemprego

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Tutu
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Mensagem por Tutu »

Queria perguntar aos liberais econômicos quais são as piores leis trabalhistas?

Ruins:
* Salário mínimo (no Brasil é desastroso por ser unificado nacionalmente)
* Décimo terceiro
* Regras de limitando horários, duração, número de vezes por semana
* Proibir acúmulo de funções
* Exigir encargos para trainee e estagiário

Fundamentais
* Limite de x horas semanais (não vou dizer um número, mas passar de 50 horas é muito)
* Férias
* Previdência
* Licença à maternidade paga pelo estado
* Segurança no trabalho
* Direito de sindicalizar (proibir vínculo com partidos e governo)(No Brasil tem muita corrupção, mas não é motivo para acabar com sindicato)
* Licença médica
* Proibição de terceirização
* Alimentação
* Cobertura dos custos operacionais se existirem (transporte, refeição, ferramentas)
* Cumprir contrato
* Acordo coletivo para reduzir salários
* Aviso prévio

Precisa ser revisado:
* FGTS
* Multa de demissão

O caso jornada e salário mínimo, os números deveriam ser só padrão de referência para os trabalhadores consultarem, sem ter força de lei.

No caso de Uber e Ifood, não é bom simular a CLT, porque o próprio trabalhador escolhe quando trabalhar e quando tirar férias. Quando a empresa entregar o dinheiro ao trabalhador, uma parte deveria ser enviada para a previdência. Para os entregadores de comida, o trabalhador (ou empresa) deveria ser obrigado a contratar um seguro para o caso de acidente, doença ou dano na bicicleta. Para carro, o seguro do carro deveria ser opcional.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Qualquer lei que desencoraje a contratação de mais funcionários devido aos encargos trabalhistas excessivos é ruim.

É ineficiente impor multas de demissão tão altas que os empregadores acabam tendo que manter um empregado ruim porque não terão como arcar com as despesas. Ou então, vão pensar duas vezes antes de contratar funcionários que depois terão problemas para demitir.

E vão evitar conceder benefícios aos funcionários porque depois esses benefícios serão contados como salário e aumentarão a multa da demissão.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Tutu
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Mensagem por Tutu »

Tutu escreveu:
Sáb, 24 24America/Sao_Paulo Outubro 24America/Sao_Paulo 2020 - 16:29 pm
O conceito mais ilógico que já ouvi é tribunal privado. Não consegui achar o vídeo de um cara que diz que "juiz sem o monopólio da violência é um palhaço de toga".
Só achei hoje.

youtu.be/F9MdmHNQiNA

É perda de tempo, porque o assunto é explicar lógica para ancaps. :lol:

Um cara de extrema esquerda se torna lógico ao falar de ancap. Neofeudalismo é a melhor definição.

youtu.be/V4k2nP1FGsY

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Esse assunto me lembrou outra questão:

Sendo a lógica ancap o mercado deve ser deixado livre pra que empresas possam pagar salários de acordo com Lei da oferta e procura, os direitistas pseudo-liberais dos EUA como os trumpistas, por exemplo, não deveriam se opôr ao Dumping social praticado na China, onde salários seriam baixos e vendas com valor quase a preço de custo, se não me engano. Eles só mostram que são uma direita estatista nacionalista com nada de libertária na economia, querendo defender subsídios agrícolas e protecionismo (uma prática anti-liberal). Os EUA deveriam praticar o mesmo baixando salários pra reduzir custos e se tornarem competitivos. Mas será que os "super-capitalistas" iriam querer redução de salários? Isso eu queria saber. No Brasil também que se diz liberal na economia, mas acho que na hora apertar iam apelar pra sindicatos, protecionismo, etc.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Mensagem por Agnoscetico »

Por acaso eu tava vendo uma entrevista de Paulo Francis, um anti-esquerdista, pró privatização (apesar de se mostrar favorável a investimento estatal de ), e, pelo que deu a parecer, negacionista da ditadura e crítico da democracia (brasileira) e do peso da votação de estados (ele usou um estado do Nordeste como exemplo), etc.
Nãos sei se foi ironia, mas pareceu que ele elogiou Alberto Fujimori, dizendo que se Itamar Franco tivesse gabarito seria igual a ele. O Fujimori que foi um golpista condenado corrupção e violação de direitos humanos.

Spoiler:

Paulo Francis: Se o Itamar tivesse algum gabarito, ele já seria o Fujimori brasileiro

[Alberto Fujimori, presidente do Peru por 10 anos, entre 1990 e 2000, e que em 1992 deu um golpe no próprio governo para adquirir poderes ditatoriais; em 2007, foi preso e submetido a julgamento por crime de corrupção e violação de direitos humanos ]
Sei que há muitos anti-lulistas aqui, mas o tanto de inverdades e fatos que não ocorreram que ele falou, mostra que muita coisa que ele diz foi só por antipatia a esquerda. Mas muitos comentários que há

Olha a entrevista transcrita:

http://www.rodaviva.fapesp.br/imprimir.php?id=35



youtu.be/a-4ZiAMyMa0
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