Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Pesquisadora do Inpe é exonerada após dado de devastação desmentir governo


Demissão de Lubia Vinhas foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13/7)

SKSimone Kafruni - Correio Braziliense

postado em 13/07/2020 16:17 / atualizado em 13/07/2020 16:45


Na semana seguinte à divulgação de dados de desmatamento da Amazônia que contrariam o discurso do governo de Jair Bolsonaro, feito a empresários e fundos de investimento internacionais que exigem medidas eficientes de preservação do meio ambiente, a pesquisadora responsável pelo trabalho de monitoramento do devastação florestal no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Lubia Vinhas, foi exonerada nesta segunda-feira (13).


A demissão de Lubia, coordenadora-geral de Observação da Terra do Inpe, departamento responsável pelos sistemas Deter e Prodes, que acompanham o desmatamento da Amazônia, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (13/7), assinada pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Procurada pelo Blog, a pasta ainda não respondeu.

[...]


https://www.em.com.br/app/noticia/polit ... erno.shtml
Editado pela última vez por JJ_JJ em Dom, 19 19America/Sao_Paulo Julho 19America/Sao_Paulo 2020 - 20:57 pm, em um total de 1 vez.

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

Excelente resumo da situação com uma pergunta intrigante: Mas para que ele quer governar?

O inverno do capitão
Por Míriam Leitão

19/07/2020 • 04:30
O governo Bolsonaro fracassou. Um ano e meio depois, o Ministério da Educação recomeça pela terceira vez e agora fala em Estado laico, a Saúde está cercada de mortos de uma pandemia que não sabe enfrentar, na política externa o Brasil virou um país pária, a agricultura paga a conta dos crimes no meio ambiente. A ideia de governar com truques na mídia social terminou em páginas desativadas e uma investigação no Supremo. A economia não entregou o que prometeu e vive agora das promessas do ministro que declama as mesmas histórias sem relação com os fatos e números. E os militares? Ah, os militares são um caso à parte.

Oficiais generais se deixaram usar por um ex-militar, que nunca se destacou nas tropas, enfrentou a justiça militar por mau comportamento e teve uma carreira medíocre como deputado. Hoje estão no pior dos mundos: as tropas executam com denodo as missões recebidas, mas os comandos as colocaram como sócias de um desastre. As Forças Armadas jamais poderiam ter se misturado a um governo que fomenta o ódio e a divisão do país. Elas pertencem ao Estado, têm compromisso com a união, e recuperavam o prestígio perdido na ditadura. Hoje voltam a sofrer desgaste e deveriam ouvir as palavras fortes do ministro Gilmar Mendes como conselho para que batam em retirada.

Bolsonaro vendeu ilusões na campanha. Acreditou quem escolheu a cegueira deliberada. Falou em combater a corrupção, mas sabia o que acontecia em seu gabinete e no de seus filhos. Sendo falsa a promessa, o que restaria a Bolsonaro fazer? O que tem feito. Desidratou o pacote de Moro, tentou interferir na Polícia Federal, escolheu um procurador-geral com a missão de desmontar a Lava-Jato e fazer do Ministério Público um braço do executivo.

Os grotescos erros no meio ambiente levaram a economia a um enorme risco e o governo a um contorcionismo. O vice-presidente tem que consertar o que Ricardo Salles fez. Salles acabou com o Fundo Amazônia, Mourão tenta recriá-lo. Salles prestigiou madeireiros e grileiros, Mourão avisa que as tropas ficarão na Amazônia combatendo o desmatamento. Salles enfraqueceu Ibama e ICMbio, e Mourão disse que terá que fortalecer os órgãos. Salles é um papagaio, repete o que ouve sem entender o significado. Fala de bioeconomia, cujo sentido não captou. Fala em regularização fundiária, que está paralisada. O governo Bolsonaro entregou seis títulos de terra. Em 2014, a presidente Dilma entregou nove mil. Essa comparação é o exemplo mais claro do fiasco. Em setembro de 2019, o governo fez uma reunião com garimpeiros no Planalto. Presentes, Salles, Onyx e Heleno. A “Época”, pela Lei de Acesso à Informação, soube quem estava presente. Havia entre os garimpeiros alguns réus. Um deles por usar cianeto, produto altamento tóxico, e por receptação de ouro ilegal, outro por invasão na Terra Ianomami. Mourão, agora, diz que é difícil tirar os garimpeiros do território dos Ianomami.

O projeto na educação era brigar com o fantasma de Paulo Freire e outras alucinações. Paralisou o Ministério. O ministro Milton Ribeiro chegou prometendo respeitar o Estado laico. Se o fizer, estará seguindo a Constituição. Mas pode desagradar as tais alas do presidente.

Se Eduardo Pazuello sair do Ministério da Saúde trará alívio ao Exército. Mas esse é apenas o problema formal. Na saúde os brasileiros sofrem o resultado do mais trágico fracasso de Bolsonaro. Ele segue agarrado à sua cloroquina, enquanto o país chega a dois milhões de infectados e mais de 77 mil mortos. Não há uma política federal de saúde. Bolsonaro é o comandante da desinformação no meio da pandemia, e o general, seu fiel soldado.

A economia não entregou a agenda liberal que Paulo Guedes ofereceu para preencher o programa vazio de Bolsonaro. A pandemia nos levou à pior recessão da história, e o ministro segue repetindo o discurso que decorou.

Sim, o governo fracassou até aqui. Em algumas áreas tenta recuar, em outras persiste no erro. Nesse inverno das nossas dores, o presidente passeia entre emas pensando em como sobreviver nos próximos dois anos e ser reeleito. Mas para que ele quer governar? Para favorecer seu clã, para espalhar armas, para demolir instituições, para agredir a imprensa que não o bajula, para resolver o recalque de uma pífia carreira militar mandando em generais.

Com Alvaro Gribel (de São Paulo)

Um comentário no Twitter:
Em resposta a @miriamleitao
Então, deixa ver:
Ambiente = fiasco
Educação = fiasco
Relações Exteriores = fiasco
Economia = fiasco
Saúde = fiasco
Cultura = fiasco
Percebo que há um padrão...
É um padrão para fazer chorar....

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Titoff
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Mensagem por Titoff »

Agnoscetico escreveu:
Dom, 19 19America/Sao_Paulo Julho 19America/Sao_Paulo 2020 - 14:51 pm
Titoff escreveu:
Dom, 19 19America/Sao_Paulo Julho 19America/Sao_Paulo 2020 - 14:46 pm
Que sujeitinho mais escroto, hein... e vejo pelas metáforas dele que ele não possui lá muita intimidade com o sexo oposto.
Por incrível que pareça, parece que tem. Só que ele não parece ser o machão que tenta parecer:



youtu.be/9K0HJkTQiUE
Éééé, sei não... já vi histórias incríveis de sujeitos casados que não sabiam quase nada sobre mulher. Num caso específico, a esposa era toda metida a pudica e o infeliz mal sabia o que estava fazendo nas poucas oportunidades.

Enfim, do jeito que esse chato aí do vídeo pronunciava "PUTA!" dava a impressão que ele tem é vontade de ser a própria... :roll:

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Cinzu
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Mensagem por Cinzu »

Casa Verde Amarela: novo programa do governo que vai substituir o "Minha Casa, Minha Vida"

Bolsa-família mudando para Renda Brasil e Minha Casa, Minha Vida mudando para Casa Verde Amarela.

Parece ser uma característica de governos populistas mudar o nome de programas já existentes para passar a ideia de que o programa foi criado pelo governo que "batizou o nome". O Bolsa-família do governo Lula, por exemplo, nada mais foi que uma junção do bolsa-escola + bolsa-alimentação.

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Titoff
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youtu.be/71gOHn0NCfA

Mandaram-me o vídeo acima. É isso mesmo? O bozo retirou o controle de munições e armas para que? Considerando que parece que foi justamente tal controle que permitiu se chegar ao comandante de batalhão que era chefe da milícia que havia matato a juíza Patrícia Alcioli, o objetivo pode ser dar aquela força para o crime organizado amigão.

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Pelos EUA, Brasil banca 'parceiro infiel' ao atacar China na OMC e perdas serão altas, diz analista


© AP Photo / Manuel Balce Ceneta
BRASIL

01:40 22.07.2020(atualizado 07:47 22.07.2020)


Como já se tornou rotina em organismos internacionais, o Brasil se alinhou aos EUA nesta semana em uma proposta para atingir a China na Organização Mundial do Comércio (OMC), o que pode gerar retaliações não só econômicas, mas diplomáticas em um futuro não muito distante, segundo um especialista ouvido pela Sputnik Brasil.

Pela proposta apresentada por Washington e Brasília na OMC, o princípio de economia de mercado deve valer para todos os membros da organização, a fim de garantir condições equitativas de competição econômica no comércio internacional. A China tem o status de país em desenvolvimento, o que os EUA não aceitam.

A iniciativa entre o Itamaraty e a Casa Branca mostra o fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países, porém isso não vem resultando em alguma mudança na balança comercial, conforme explicou o professor-visitante de Direito Internacional Público e de Relações Internacionais da Universidade de Relações Exteriores da China, Marcus Vinícius Freitas.

Em entrevista à Sputnik Brasil, o docente que mora em Pequim considerou a iniciativa conjunta contra os chineses equivocada, seja pela ascensão global da China mesmo em tempos de COVID-19, ou ainda pelo fato de que o governo do presidente Jair Bolsonaro está mais uma vez alvejando o seu principal parceiro comercial.

"O que me parece até agora, apesar de toda a movimentação do governo nesse sentido, eu não tenho notado algum momento em que a balança comercial do Brasil com os EUA tenha se alterado substancialmente. Então me parece complicado que nós estejamos tomando algumas medidas nesse sentido contra aquele que é o nosso maior parceiro comercial, sendo que inexiste no mercado internacional alguém que possa substituí-lo", declarou.
Freitas avaliou que é bem provável que o governo do presidente Xi Jinping deva mandar algum sinal de insatisfação ao Brasil, como já fez em polêmicas recentes iniciadas por ministros ou filhos de Bolsonaro. E, se isso ocorrer, os chineses terão muitos motivos para assim proceder. Já a chance de retaliação não é descartada pelo analista, mas pode não vir no curto prazo.


Sputnik Brasil · Entrevista com Marcus Vinícius Freitas

"Pelo que observei pelo tempo que moro na China e pelo que tenho conversado, os chineses têm aquele aspecto importante que é aquele pragmatismo que lhes é característico e ele faz com que tenham uma visão de longo prazo, e é ela que faz com que eles compreendam que o relacionamento não é entre governos, mas sim entre países", contou o professor.

"Então a administração atual eventualmente chegará ao fim, daqui a dois anos ou seis anos [em caso de reeleição], mas esse relacionamento é com o país. Entendo que os chineses efetivamente não modificarão muito a sua política em razão desse pragmatismo de longo prazo [...]. Então a retaliação pode acontecer, mas ela vai levar em consideração a transitoriedade dos governos e a compreensão que o relacionamento bilateral é mais importante do que a administração atual", acrescentou.
Eleição nos EUA, BRICS e ordem global: possíveis perdas para o Brasil
Questionado sobre a situação dos EUA em pleno ano de eleições presidenciais, Marcus Vinícius Freitas explicou que vê ligações entre o tema envolvendo Washington, Brasília e Pequim na OMC, indicando que Bolsonaro pode estar impulsionando uma briga contra os chineses em um movimento que o presidente Donald Trump quer: o de ter a China como inimigo número um.

"O elemento econômico é essencial para ele [Trump] neste momento, e também não podemos esquecer e não considerar que a criação de um inimigo externo faz com que as pessoas no geral se aproximem mais daquele que está à frente do Poder Executivo. A batalha com a China tem esse viés no sentido de buscar uma recuperação econômica e também fazer com que a China seja vista como o vilão da história, e este vilão precisa ser combatido e ele é a pessoa capaz de fazer isso", argumentou.

Entretanto, "em briga de cachorro grande, quem mete a mão sai mordido", recitou o docente da Universidade de Relações Exteriores da China, recordando-se de um ditado português. Assim, de acordo com ele, a presença do Brasil diante do confronto direto entre as duas potências mundiais não atende aos interesses nacionais. E podem trazer problemas.

Líderes dos países membros do BRICS em Brasília
© FOLHAPRESS / PEDRO LADEIRA


Freitas relembrou que a grande parcela das exportações brasileiras para Pequim é de produtos de natureza agropecuária. Aqui há o primeiro choque: "não podemos esquecer que 40% do acordo comercial entre China e EUA pós-guerra comercial está relacionado à parte agrícola", ponderou, complementando que a resistência da União Europeia (UE) aos produtos agrícolas do Brasil só aumenta a importância chinesa à balança comercial local.

"A China no atual momento é o grande comprador do Brasil, tem um interesse estratégico no Brasil, e também nós pertencemos ao BRICS, o que nos dá oportunidade de conversarmos com maior frequência com a China", disse Freitas que, ao citar o bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, apontou mais pontos que podem atingir o país.
"O fato do Brasil alinhar-se aos EUA sendo companheiro da China no BRICS me parece extremamente equivocado, porque aí nós também começamos a romper um laço de relacionamento importante. Afinal, nós começamos a ser vistos não como um parceiro, mas como um parceiro que não é muito fiel nas suas interações. Então isso prejudica muito até mesmo as atividades do BRICS porque vai se entender o Brasil ali como sendo alguém que está acendendo vela ao santo equivocado", analisou.

O especialista ouvido pela Sputnik Brasil ainda destacou que o Brasil vem se posicionamento "com o país que está em declínio", afirmando que o país deveria se focar mais em ser mais próximo da China, tanto para incrementar a área comercial quanto para se posicionar "do lado certo" de uma alteração da ordem global que vem aí.

"O mundo vem sendo igual há mais de 70 anos, isso vai ser necessário ocorrer e a China é o país que está promovendo isso. Então a proximidade do Brasil com a China poderia se refletir aí com o aumento da importância do Brasil no cenário global [...]. É importante entendermos que nas relações internacionais não existem nem amigos, nem inimigos perenes. O que são perenes são os interesses do país na ordem internacional e, ao que me consta, a partir dessa verificação e dessa situação nós estamos colocando a amizade acima do interesse do país no longo prazo. E nós sabemos que governos vão e vêm e os países ficam. O problema é qual é a imagem do Brasil que nós construímos internacionalmente no curto, médio e longo prazos", concluiu.

https://br.sputniknews.com/brasil/20200 ... -analista/

Re: Governo Bolsonaro

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Agnoscetico
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Esses seriam os heróis aclamados pelos reacionários?

Juiz condena militares por esquema com desvio de alimentos e prostitutas

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/u ... to.amp.htm
Um conluio entre oficiais e praças do Exército e empresários do ramo da alimentação, investigado pela Polícia Federal, começou a ser destrinchado pela Justiça após quase 15 anos.

O esquema, segundo as denúncias do Ministério Público Militar, tinha como base pagamentos de propina dos empresários a militares a fim de receber vantagens nos processos de licitação do Exército para compra de alimentos, além de fraudes nos editais e superfaturamentos de compras.

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Sem parque industrial, analistas preveem Brasil prejudicado por guerra comercial entre China e EUA



© AP Photo / Andy Wong
ANÁLISE

01:40 24.07.2020(atualizado 07:57 24.07.2020)


A escalada da tensão entre as duas maiores economias do mundo deve prejudicar todo o comércio global e o Brasil não tem espaço para aproveitar a crise, avaliam especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil.

Nesta semana, os Estados Unidos decidiram que a China deve fechar o Consulado-Geral chinês em Houston e acusaram hackers chineses tentarem roubar informações sobre projetos de vacinas contra a COVID-19. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também afirmou que o fechamento de outras missões diplomáticas da China é uma possibilidade.

Pequim, por sua vez, prometeu "reagir com contramedidas firmes" caso Estados Unidos não voltem atrás em sua "decisão errônea" de fechar o consulado chinês em Houston. Nesta sexta-feira (26), a China ordenou que os Estados Unidos devem fechar seu consulado na cidade de Chengdu.

Em entrevista à Sputnik Brasil, a professora de economia do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) Juliana Inhasz avalia que com uma pauta de exportações dominada por produtos de baixo valor agregado, o Brasil tem pouco a ganhar com a disputa entre os dois países.

"As pautas de importação e exportação entre China e Estados Unidos são muito focadas em produtos industrializados e de alta tecnologia. Quando a gente olha o que eles comercializam entre si, desde aviões, instrumentos médicos, aparelhos eletrônicos, carros e até máquinas, equipamentos, celulares, televisores, enfim, eles geralmente trocam entre si produtos de alto valor agregado, existem, óbvio, dentro dessas pautas um pouco de produtos que são mais agro, mas a parcela é, de fato, muito pequena. O Brasil poderia entrar dentro dessa comercialização se tivesse produtos de alto valor agregado, produtos industrializados", diz Inhasz.


Um possível ganho poderia acontecer caso o Mercosul estivesse melhor articulado, afirma a professora do Insper. Ainda assim, ressalta Inhasz, a disputa entre os dois gigantes gera uma desaceleração do comércio global.


Pandemia já é suficiente para cenário pessimista, diz analista


O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, também destaca o impacto negativo global que a escalada de tensão entre China e Estados Unidos deve gerar e relembra que a Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê uma retração de 18,5% no comércio mundial no 2º trimestre na comparação com o mesmo período de 2019.

"O ideal é que essa guerra comercial não se expandisse, ficasse apenas nas ameaças e não passasse disso porque, além da pandemia que nós estamos vivendo hoje, ter uma guerra comercial nesse momento significaria como se fosse uma nova pandemia e o mundo não está preparado, muito menos o Brasil, para que isso ocorra", diz Castro à Sputnik Brasil.
Este cenário não é otimista para o Brasil, avalia o presidente da AEB, porque a retração na economia global deve gerar uma queda no preço das commodities, que são os itens mais importantes das exportações nacionais.


https://br.sputniknews.com/opiniao/2020 ... ina-e-eua/

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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O golpe de internet que mobilizou o gabinete presidencial


Brasil 10.07.20 13:54



Reportagem de André Spigariol, na edição desta semana da Crusoé, mostra como o gabinete presidencial mobilizou tempo e energia de técnicos para concluir que o Planalto havia sido alvo de um golpe conhecido na internet. No caso, a promessa era de meio trilhão de dólares para o Brasil.

Leia um trecho:

“Não é segredo para ninguém que a pandemia abriu um rombo nos cofres públicos. Em meio à crise, o Ministério da Economia teve de envidar esforços para analisar o que seria uma doação generosa de fundos ao governo brasileiro: 500 bilhões de dólares. A oferta chegou por meio de várias cartas enviadas para o presidente Jair Bolsonaro. A história estava toda contada lá. O dinheiro, em poder de fundações internacionais, teria origem em polpudas heranças esquecidas nos Estados Unidos. O gabinete do presidente não só acreditou como mandou que técnicos do governo avaliassem a proposta.


Propostas mirabolantes como essa são conhecidas de quase todos que têm uma caixa de e-mail. Elas chegam de várias partes do mundo e variam de personagens, mas o enredo de fundo é quase sempre o mesmo: supostos príncipes africanos, xeiques, filhos de multimilionários e altos executivos de grandes empresas se apresentam oferecendo verdadeiras fortunas ao destinatário. Alguns dos generosos ‘doadores’ exigem contrapartidas. Para outros, basta que o destinatário responda dizendo que topa a empreitada. O dinheiro, por óbvio, jamais vai aparecer na conta dos interessados – tudo não passa de uma fraude.”


https://www.oantagonista.com/brasil/o-g ... sidencial/

Re: Governo Bolsonaro

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Titoff
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Documento de comitê do MS traz orientação para omitir dados sobre escassez de medicamentos contra Covid-19

Reunião discutiu falta de insumos para combate à pandemia


BRASÍLIA — Ata de uma reunião do Comitê de Operações de Emergência (COE) do Ministério da Saúde mostra uma orientação para não divulgar informações sobre escassez de insumos e medicamentos. A omissão desses dados foi discutida e recomendada em um encontro no dia 29 de maio, quando o general Eduardo Pazuello já estava no comando da pasta, e cinco dias antes do estopim da crise envolvendo a falta de transparência do ministério em relação ao número de casos e óbitos por Covid-19.

O documento aponta que, na época, havia 267 insumos com risco de desabastecimento, dos quais muitos tinham origem fora do país. O Comitê mostra, então, a necessidade de fazer um chamamento junto às empresas para que relatem quais produtos estariam em falta. A ata sobre a reunião traz ainda a orientação: "IMPRTANTE(sic): Não fazer divulgação dos dados".

[...]

https://oglobo.globo.com/sociedade/docu ... 9-24547637
De novo, general Eduardo Pazuello, Especialista em Logística... :lol:

Ou seja, não se planeja, e ainda quer segurar informação! Mesma grande "estratégia" dos milicos da ditadura: se censurar, então o problema deixa de existir. Que nem quando tentaram censurar a epidemia de meningite.

E lembrando que uma das primeiras medidas do "especialista em logística" foi parar de divulgar o número diário de mortos.

Re: Governo Bolsonaro

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

Ainda bem que essas coisas estão vazando. Mostra que são incompetentes até para esconder a incompetência.

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Ministério da Justiça cria dossiê que mira professores e policiais antifascistas


Os servidores listados são monitorados por uma unidade do ministério pouco conhecida, a Seopi (Secretaria de Operações Integradas), uma das cinco secretarias subordinadas ao ministro André Mendonça

24 de julho de 2020, 15:39 h Atualizado em 24 de julho de 2020, 17:44


Ministro da Justiça, André Mendonça (Foto: Isac Nóbrega/PR)


247 - O Ministério da Justiça deu início a uma caça às bruxas e sigilosamente desde junho criou um dossiê com nomes de 579 servidores federais e estaduais de segurança identificados como integrantes do "movimento antifascismo" e três professores universitários, um dos quais ex-secretário nacional de direitos humanos e atual relator da ONU sobre direitos humanos na Síria, todos críticos do governo de Jair Bolsonaro.

A informação consta num dossiê do ministério obtido pelo site UOL que inclui nomes e, em alguns casos, fotografias e endereços de redes sociais das pessoas monitoradas.

De acordo com a reportagem, o monitoramento é realizada por uma unidade do ministério pouco conhecida, a Seopi (Secretaria de Operações Integradas), uma das cinco secretarias subordinadas ao ministro André Mendonça.

A secretaria é dirigida por um delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e tem uma Diretoria de Inteligência chefiada por um servidor com formação militar - ambos foram nomeados em maio por Mendonça.

A Seopi não submete todos os seus relatórios a um acompanhamento judicial por conta de um decreto de Jair Bolsonaro. O órgão age nos mesmos moldes dos outros órgãos que realizam normalmente há anos o trabalho de inteligência no governo, como o CIE (Centro de Inteligência do Exército) e o GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Entre os nomes incluídos no dossiê estão o de servidores que assinaram manifestos em defesa da democracia e com críticas ao governo. Inclui até nomes que assenaram manifesto contra o impeachmente da presidenta Dilma, em 2016.

Uma tabela de arquivo Excel foi montada com uma "relação de servidores da área de segurança pública identificados como mais atuantes". Os 579 nomes foram divididos por estado da federação.

Além desse anexo, a Seopi incluiu os dois manifestos, de 2016 e 2020, uma série de "notícias relacionadas a policiais antifascismo" e cópias em PDF do livro "Antifa - o manual antifascista", do professor de história Mark Bray, e de um certo "manual de terrorismo BR".


https://www.brasil247.com/brasil/minist ... ifascistas

Re: Governo Bolsonaro

Huxley
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Mensagem por Huxley »

https://www.oantagonista.com/brasil/os- ... bolsonaro/

Vejam o artigo de O Antagonista de 01/07/2020 acima, que trata de uma pesquisa de opinião. Os mais pobres correspondem a 52% dos apoiadores de Bolsonaro. Em dezembro de 2019, esse número era de 32%. Eu só consigo ver um motivo notável para essa mudança: auxílio emergencial. Com o recente aumento de número de casos diários de COVID-19 no Brasil, com a bomba-relógio fiscal para dívida pública que está sendo a prolongação desse auxílio emergencial (que é muito mais caro que o Bolsa Família), com o aumento do desemprego aumentando a insatisfação política de muitos, vamos ver se o otimismo da canalha bovina do jornalismo com o recente pequeno aumento da popularidade de Bolsonaro vai durar muito.

Re: Governo Bolsonaro

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

Huxley escreveu:
Sáb, 25 25America/Sao_Paulo Julho 25America/Sao_Paulo 2020 - 19:46 pm
https://www.oantagonista.com/brasil/os- ... bolsonaro/

Vejam o artigo de O Antagonista de 01/07/2020 acima, que trata de uma pesquisa de opinião. Os mais pobres correspondem a 52% dos apoiadores de Bolsonaro. Em dezembro de 2019, esse número era de 32%. Eu só consigo ver um motivo notável para essa mudança: auxílio emergencial. Com o recente aumento de número de casos diários de COVID-19 no Brasil, com a bomba-relógio fiscal para dívida pública que está sendo a prolongação desse auxílio emergencial (que é muito mais caro que o Bolsa Família), com o aumento do desemprego aumentando a insatisfação política de muitos, vamos ver se o otimismo da canalha bovina do jornalismo com o recente pequeno aumento da popularidade de Bolsonaro vai durar muito.
Ninguém contou para eles que a idéia inicial era oferecer R$ 200 e que só aumentou porque o Congresso bateu o pé.

Re: Governo Bolsonaro

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Mensagem por Gigaview »

Bolsonaro é denunciado no tribunal de Haia.

https://noticias.uol.com.br/colunas/jam ... nidade.htm

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Gigaview escreveu:
Sáb, 25 25America/Sao_Paulo Julho 25America/Sao_Paulo 2020 - 21:50 pm

Ninguém contou para eles que a idéia inicial era oferecer R$ 200 e que só aumentou porque o Congresso bateu o pé.

O Congresso Nacional não tem um sistema de comunicação Mega Super WhatsApp News e Redes Sociais News que o B tem. Isto faz muita diferença na atualidade. O Congresso triplicou o valor e o tornou bem melhor, mas quem levou a fama foi o B.

Re: Governo Bolsonaro

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

Depois da CPI das Fake News e dos atos do ministro Alexandre de Morais tudo será diferente.

Re: Governo Bolsonaro

Pedro Reis
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Mensagem por Pedro Reis »

Breve vídeo para entender porque Bolsonaro ainda mantém uma boa base de apoiadores.


youtu.be/-84buH7bKbM

Todo esse pessoal aí votou no Bolsonaro. Com exceção de uns 10 por cento que preferiram cabo Daciolo.

Re: Governo Bolsonaro

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Pedro Reis escreveu:
Seg, 27 27America/Sao_Paulo Julho 27America/Sao_Paulo 2020 - 23:12 pm
Breve vídeo para entender porque Bolsonaro ainda mantém uma boa base de apoiadores.


youtu.be/-84buH7bKbM

Todo esse pessoal aí votou no Bolsonaro. Com exceção de uns 10 por cento que preferiram cabo Daciolo.
Sempre com a cara de quem está fazendo força no troninho.

Re: Governo Bolsonaro

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Re: Governo Bolsonaro

Fulano
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Mensagem por Fulano »

Não existe esperança para o Brasil.

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Bolsonaro aumenta vencimento de militares em até R$ 1600

Com o aumento, 'penduricalho' de general quatro estrelas pode ganhar até R$ 5600 por cursos feitos ao longo da carreira

Por ESTADÃO CONTEÚDO

30/06/20 - 09h38



Bolsonaro aumentou vencimentos de militares em até R$ 1600

Foto: Isac Nóbrega/PR


Com salários brutos que podem chegar aos R$ 50 mil, um grupo de militares terá a partir do mês que vem um aumento de até R$ 1.600 nos rendimentos. O reajuste ocorrerá em um dos penduricalhos que elevam o soldo e beneficiará, principalmente, o oficialato das Forças Armadas.


A medida ocorre no momento em que a economia sofre com o impacto do novo coronavírus. Milhões de trabalhadores da iniciativa privada perdem empregos ou são atingidos por suspensão e corte de salários e o governo enfrenta dificuldades para manter um auxílio emergencial de R$ 600 aos informais. Ao mesmo tempo, o presidente Jair Bolsonaro está envolto em crises e busca reforçar sua base de apoio, composta por militares, policiais, evangélicos, ruralistas e, agora, políticos do Centrão.



Chamada de “adicional de habilitação”, a benesse foi criada ainda na gestão de Fernando Henrique Cardoso e é dada para quem fez cursos ao longo da carreira. O valor era o mesmo desde 2001. No ano passado, Bolsonaro autorizou o reajuste para até 73% sobre o soldo, em quatro etapas. Na primeira delas, o penduricalho para quem fez “curso de altos estudos”, por exemplo, subirá a partir de julho de 30% para até 42% sobre o valor do soldo. O aumento vale para militares da ativa e da reserva.


Com isso, um general de quatro estrelas, topo hierárquico das três Forças, passará a somar R$ 5.600 por mês ao soldo de R$ 13.400. Até então, o adicional era de cerca de R$ 4.000 mensais. Eles ainda acumulam outros adicionais que elevam o salário para, pelo menos, R$ 29.700 – a remuneração pode subir, a depender da formação, permanência em serviço, atividades e local de trabalho.


Atualmente, recebem o adicional basicamente oficiais e, no caso do Exército, alguns praças. Militares de baixa patente da Aeronáutica e da Marinha também pressionam para receber. Questionado pelo Estadão, o Ministério da Defesa não informou quantos militares recebem o benefício e qual será o impacto total na folha de pagamento da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Os penduricalhos acabam camuflando reajustes salariais, vetados pelo governo por causa da crise econômica. Desde que assumiu, em janeiro de 2019, Bolsonaro já fez outros agrados aos militares. Empregou 2.900 no seu governo e promoveu uma reforma previdenciária mais amena.

‘Ajuda de custo’

Com a passagem para a reserva a partir de 2020, eles ainda fazem jus a outro benefício ampliado na reforma, a chamada “ajuda de custo” na passagem para a inatividade. O pagamento dobrou e passou a ser oito vezes a remuneração - o almirante Bento Albuquerque, ministro das Minas e Energia, teve direito a cerca de R$ 300 mil de uma só vez em maio.

Hoje, os maiores salários brutos entre os 381 mil militares em geral são do general Luiz Eduardo Ramos (ministro-chefe da Secretaria de Governo) e de Bento Albuquerque. Em março, pagamento mais recente publicado pelo governo, eles receberam, respectivamente, R$ 51.026,06 e R$ 50.756,51, conforme o Portal da Transparência. Os valores, contudo, caíram para R$ 24.861,18 e R$ 28.140,46, pela regra do abate-teto. O redutor é aplicado porque servidores não podem acumular vencimentos além de R$ 39,2 mil, valor do salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O que pode mudar em breve também por uma medida do governo Bolsonaro.

Em abril, a Advocacia-Geral da União emitiu parecer no qual considera que, para os militares, a regra do abate-teto incidirá sobre cada um dos vencimentos que acumulam e não mais sobre a somatória deles. Ou seja, se um militar recebe R$ 20 mil das Forças e R$ 39,2 mil do Executivo, ele poderá embolsar R$ 59,2 mil por mês, uma vez que cada uma das rendas não ultrapassa o teto. A manobra, revelada pela revista Época, por enquanto, não é aplicada devido à pandemia.

Oficiais das Forças Armadas comandam dez ministérios e são maioria no Palácio do Planalto, de onde atuam nos bastidores na articulação com o Legislativo e o Judiciário, além dos órgãos de controle. Os generais da ativa e da reserva no governo serão beneficiados com o reajuste no penduricalho, mas o valor deve ser engolido pelo abate-teto, pois também recebem parte do salário dos cargos civis que ocupam.

O reajuste no penduricalho é o primeiro de uma série de quatro que ocorrerão até 2023. Terá direito não apenas quem fez o “curso de altos estudos”. Também serão beneficiados, em menor porcentual, os militares que fizeram cursos de formação, especialização e aperfeiçoamento.

O aumento é aguardado nos quartéis desde a aprovação da reforma da Previdência, no ano passado. A lei proposta pelo governo mudou o sistema de proteção social dos militares, mas veio acompanhada de uma reestruturação nas carreiras, com a criação de adicionais e reajuste de alguns já existentes. Somente os militares, carreira de origem do presidente, que é capitão, tiveram direito a aumentos durante as mudanças nas regras de aposentadoria.

Para entender: cursos têm classificação

O reajuste no adicional de habilitação (por cursos concluídos, semelhante a títulos das carreiras civis) é o maior previsto na reforma dos militares. Em 2023, os militares poderão receber 73% a mais no soldo-base, conforme o escalonamento dos reajustes anuais que começa em 1.º de julho. Isso representa 43% a mais.

Esses cursos são classificados pelo comando de cada Força. O que dá direito à maior faixa de remuneração é o qualificado como “Altos Estudos I”, equivalente a um doutorado, como o Curso de Comando e Estado-Maior, para oficiais superiores (majores de Exército e Aeronáutica e capitães de corveta na Marinha). Para os graduados, podem ser cursos mais simples, que foram equiparados para fins de remuneração.

O que diz a Defesa

O Ministério da Defesa não respondeu qual será o impacto do aumento do adicional na remuneração nem quantos militares da ativa e da reserva terão direito a receber a mais. A pasta confirmou apenas que o pagamento será feito a partir de julho. Em vez de chamar de aumento, a Defesa dá ao reajuste o nome de “reescalonamento”.

Segundo a pasta, as despesas previstas com a reestruturação das carreiras militares são “autossustentáveis”. Isso porque foram feitas mudanças no sistema de proteção social, com aumento da contribuição para custeio da pensão militar e universalização da cobrança. A economia é de R$ 800 milhões aos cofres públicos, disse o ministério.


https://www.otempo.com.br/politica/bols ... -1.2354865





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Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Nova modalidade de liberalismo: Liberal Corporativismo .

Re: Governo Bolsonaro

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JungF
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Mensagem por JungF »

Contrariamente ao que a razão propõe, o governo, passo a passo, está criando uma super-classe social: a dos Militares. Nem mesmo o Judiciário, em privilégios, se equipara.

Re: Governo Bolsonaro

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André Luiz
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Mensagem por André Luiz »

Talvez a gente vire algo parecido com a Turquia

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

André Luiz escreveu:
Ter, 04 04America/Sao_Paulo Agosto 04America/Sao_Paulo 2020 - 20:21 pm
Talvez a gente vire algo parecido com a Turquia

O Erdogam me parece ser bem mais inteligente do que o b. Na verdade, eu diria que muito mais.

Re: Governo Bolsonaro

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

André Luiz escreveu:
Ter, 04 04America/Sao_Paulo Agosto 04America/Sao_Paulo 2020 - 20:21 pm
Talvez a gente vire algo parecido com a Turquia
Ou dum estado estilo Duterte.

Re: Governo Bolsonaro

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Titoff
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Mensagem por Titoff »

Fabrício Queiroz depositou na conta de Michelle Bolsonaro 21 cheques que somam R$ 72 mil

Extratos bancários divergem da versão do presidente Jair Bolsonaro de que o ex-assessor estava pagando um empréstimo. O Planalto não se pronunciou.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/ ... -mil.ghtml
Parece que há hábito de usar a patroa da vez como laranja. Uma das ex-esposas, quando estavam casados, comprou 14 imóveis (e não tinha um p antes), sendo ao menos cinco com dinheiro vivo. Ah sim, e através de um cara que lavava dinheiro por meio de transações imobiliárias. Ela vendeu esses imóveis depois com um booom lucro.

Re: Governo Bolsonaro

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Titoff escreveu:
Sex, 07 07America/Sao_Paulo Agosto 07America/Sao_Paulo 2020 - 15:09 pm
Fabrício Queiroz depositou na conta de Michelle Bolsonaro 21 cheques que somam R$ 72 mil

Extratos bancários divergem da versão do presidente Jair Bolsonaro de que o ex-assessor estava pagando um empréstimo. O Planalto não se pronunciou.

https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/ ... -mil.ghtml
Parece que há hábito de usar a patroa da vez como laranja. Uma das ex-esposas, quando estavam casados, comprou 14 imóveis (e não tinha um p antes), sendo ao menos cinco com dinheiro vivo. Ah sim, e através de um cara que lavava dinheiro por meio de transações imobiliárias. Ela vendeu esses imóveis depois com um booom lucro.
Se isso for verdade, então o tão aclamado político honesto que nunca teria sido corrupto, não é tão honesto quanto pensam.
Me pergunto porque muitos casos assim só costumar aparecer muito tempo depois quando ele já tá estabelecido no poder.

Re: Governo Bolsonaro

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JJ_JJ
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Mensagem por JJ_JJ »

Deputado bolsonarista é condenado a indenizar mulher por dossiê

Brasil 09.08.20 15:53



Deputado bolsonarista é condenado a indenizar mulher por dossiê

O deputado bolsonarista Douglas Garcia terá de pagar R$ 20 mil por danos morais a uma mulher citada no tal dossiê que listava supostos opositores “antifascistas”.

Em sua sentença, o juiz Guilherme Ferreira da Cruz, da 45ª Vara Cível de São Paulo, escreveu que a elaboração de dossiês não faz parte do exercício do mandato de deputado estadual. Além disso, segundo o magistrado, o parlamentar acusou diversas pessoas de crimes, sem a existência de provas.

Em seu pedido, a mulher afirmou que teve seus dados pessoais expostos no documento e se sentiu ofendida pela ação do deputado.

No começo de junho, o parlamentar bolsonarista pediu que seus apoiadores enviassem ao seu e-mail dados sobre os opositores do governo.

Dias depois, o dossiê com 999 páginas vazou fotos, números de CPF, endereços e telefones dos manifestantes. O deputado nega que o vazamento tenha ocorrido por sua iniciativa.

https://www.oantagonista.com/brasil/dep ... ssie/?desk

Re: Governo Bolsonaro

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André Luiz
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Mensagem por André Luiz »

Para a nossa sorte apesar de serem obcurantistas autoritarios os membros desse governo são idiotas, até a Gestapo deles é atrapalhada

Re: Governo Bolsonaro

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

André Luiz escreveu:
Ter, 11 11America/Sao_Paulo Agosto 11America/Sao_Paulo 2020 - 11:53 am
Para a nossa sorte apesar de serem obcurantistas autoritarios os membros desse governo são idiotas, até a Gestapo deles é atrapalhada
A burrice é mais contagiosa que qualquer vírus. Todos lá estão contaminados.

Veja o caso do Paulo Guedes. Um cara bem formado, inteligente, bem sucedido no mercado financeiro e milionário pagando micos injustificáveis porque foi contaminado pela burrice palaciana. E isso não tem nada a ver com a ideologia ou com se você concorda; discorda, gosta ou simplesmente não vai com a cara dele. O cara emburreceu e isso é notório.
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