Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Área destinada à discussão sobre Laicismo e Política e a imparcialidade do tratamento do Estado às pessoas.
Discussões sobre economia e sistemas econômicos também se encontram aqui.

Que solução seria melhor pra lidar contra censura islâmica internacional?

Barrar ou expulsar islâmicos que relutarem se adaptar as leis dos países onde vivem? (No caso de islâmicos nativos não tenho idéia de como poderia resolver isso; citem se souberem).
4
40%
Cortar relações políticas e comerciais com países islâmicos que apoiem censura a liberdade de expressão. (No caso da Turquia, que tá fazendo isso atualmente como estado, através de Erdogan, poderia ter possibilidade de expulsão da UE e rompimento por tempo indeterminado).
5
50%
Deixar a coisa como tá até "poeira abaixar" ou "empurrando com a barriga"?
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Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
Mensagens: 6287
Registrado em: Sáb, 07 Março 2020 - 20:48 pm

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Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
Esqueceu que nesse caso é o abusador que está querendo ser polícia.
Os Estados Unidos nunca desempenharam o papel de “polícia internacional” no combate aos crimes políticos do Japão Imperial. O país norte-americano só recorreu à força militar contra o Japão após ter sido diretamente atacado. O contra-ataque e a exigência de rendição incondicional do Japão foram, essencialmente, uma resposta de autodefesa.

Os Estados Unidos não são um ente que age e pensa por si só. A sociedade americana é um conjunto heterogêneo de gostos, preferências e defeitos. Cada presidente deve ter sua responsabilidade avaliada individualmente, assim como cada geração de eleitores do país. Nesse contexto, a derrubada do regime político japonês em 1945 não merece condenação, dadas as circunstâncias históricas do caso.
Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
Quase tudo são ex-comunistas do leste Europeu.
A era comunista, apesar de impedir a economia, foi responsável por criar as bases do crescimento, colocando um bom sistema de educação,
"Quase tudo" = 57%. 43% dos 14 países que citei nunca foram comunistas nem adotaram esse sistema em sua educação. Além disso, dos mais de 40 países atualmente desenvolvidos, cerca de 80% nunca tiveram um passado comunista.
Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
construindo infraestrutura (países pequenos),
É uma piada dizer que a infraestrutura era um ponto forte do comunismo.

A Alemanha Oriental sofria com habitações padronizadas — construção em massa de prédios uniformes e de baixa qualidade — e com pouco investimento em saneamento moderno, com redes de esgoto e abastecimento de água insuficientes em várias cidades. Tudo muito diferente do que se via na Alemanha Ocidental.

Quanto à União Soviética, apesar de possuir uma rede ferroviária extensa, as estradas eram precárias e o transporte urbano sofria com superlotação. O país e seus aliados investiam pesadamente em siderurgia, mineração, energia nuclear e armamentos, relegando setores civis a segundo plano. O atraso em telecomunicações e eletrônicos, por exemplo, era evidente em comparação ao Ocidente.
Tutu escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 12:01 pm
protegendo contra o neocolonialismo capitalista e não endividando o país.
Mais um mito da propaganda comunista: o suposto não endividamento. Havia, sim, dívida pública externa elevada (em dólares) nos anos 1970 e 1980, especialmente em países como Polônia, Romênia e Hungria.

No plano doméstico, não existia uma “dívida pública” no sentido tradicional, já que o Estado era proprietário de praticamente tudo (bancos e empresas). No entanto, havia endividamento interempresarial, oculto sob a forma de subsídios a estatais.

Empresas estatais ineficientes acumulavam prejuízos que eram cobertos pelo banco central. Isso não gerava uma quebra financeira imediata, mas resultava em inflação reprimida — manifestada na escassez de produtos nas prateleiras —, já que o governo emitia moeda para manter empresas insolventes em funcionamento.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Registrado em: Qui, 09 Abril 2020 - 17:03 pm

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Huxley escreveu:
Sáb, 21 Março 2026 - 20:34 pm
Os Estados Unidos nunca desempenharam o papel de “polícia internacional” no combate aos crimes políticos do Japão Imperial. O país norte-americano só recorreu à força militar contra o Japão após ter sido diretamente atacado. O contra-ataque e a exigência de rendição incondicional do Japão foram, essencialmente, uma resposta de autodefesa.
Lembrando que o Havaí é um território roubado, que pertencia a uma etnia polinésia.
O Japão só atacou um território roubado. Na época tudo na região estava sob controle Ocidental: Filipinas, Malásia, Indonésia, Nova Zelândia, Hong Kong, Indochina, etc.

A fronteira entre Malásia e Indonésia não é natural e foi criada pela partilha do arquipélago entre os europeus. Não teriam se dividido sem os europeus.
Quanto à União Soviética, apesar de possuir uma rede ferroviária extensa, as estradas eram precárias e o transporte urbano sofria com superlotação. O país e seus aliados investiam pesadamente em siderurgia, mineração, energia nuclear e armamentos, relegando setores civis a segundo plano. O atraso em telecomunicações e eletrônicos, por exemplo, era evidente em comparação ao Ocidente.
Lembrando que a Sibéria é uma área gigante de baixa densidade demográfica. Manter infraestrutura boa custa muito caro em qualquer economia.
No plano doméstico, não existia uma “dívida pública” no sentido tradicional, já que o Estado era proprietário de praticamente tudo (bancos e empresas). No entanto, havia endividamento interempresarial, oculto sob a forma de subsídios a estatais.

Empresas estatais ineficientes acumulavam prejuízos que eram cobertos pelo banco central. Isso não gerava uma quebra financeira imediata, mas resultava em inflação reprimida — manifestada na escassez de produtos nas prateleiras —, já que o governo emitia moeda para manter empresas insolventes em funcionamento.
Os credores predeu o dinheiro para a inflação.

O fato é que os países quebrados eram muito mais fácil de reparar do que os de terceiro mundo, mesmo que esteja em situação mais precária. Não existia proteção de privilégios de credores, grandes proprietários e burguesia estrangeira. O outro fato é que nenhum desses países foi vítima de colonialismo do Ocidente.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Registrado em: Sáb, 07 Março 2020 - 20:48 pm

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Tutu escreveu:
Sáb, 11 Abril 2026 - 22:41 pm
Lembrando que o Havaí é um território roubado, que pertencia a uma etnia polinésia.
O Japão só atacou um território roubado. Na época tudo na região estava sob controle Ocidental: Filipinas, Malásia, Indonésia, Nova Zelândia, Hong Kong, Indochina, etc.

A fronteira entre Malásia e Indonésia não é natural e foi criada pela partilha do arquipélago entre os europeus. Não teriam se dividido sem os europeus.
A ideia de usar a história para fundamentar reivindicações territoriais é um tiro que pode sair pela culatra, pois o próprio Havaí seria vítima dessa lógica. A fundação do Reino do Havaí em 1795 resultou de uma conquista militar interna, liderada por Kamehameha I. Ele recorreu a alianças estratégicas, ao uso de armas de fogo obtidas de comerciantes europeus e ao apoio de conselheiros estrangeiros para derrotar chefes rivais e unificar as ilhas sob um único governo.

Você trata os povos não eurodescendentes como se fossem “ursinhos carinhosos” oprimidos, sem histórico de opressão ou expansionismo territorial.

Além disso, se os Estados Unidos invadissem o Brasil para anexá-lo, você não afirmaria que eles apenas atacaram um território previamente roubado dos povos indígenas. O revanchismo territorial só é justificado por você quando lhe convém.
Tutu escreveu:
Sáb, 11 Abril 2026 - 22:41 pm
Lembrando que a Sibéria é uma área gigante de baixa densidade demográfica. Manter infraestrutura boa custa muito caro em qualquer economia.
Deve ser por isso que as infraestruturas dos gigantes Canadá, Estados Unidos e Austrália, na mesma época da finada União Soviética, eram tão absurdamente precárias, não é mesmo?
Tutu escreveu:
Sáb, 11 Abril 2026 - 22:41 pm
Os credores predeu o dinheiro para a inflação.

O fato é que os países quebrados eram muito mais fácil de reparar do que os de terceiro mundo, mesmo que esteja em situação mais precária. Não existia proteção de privilégios de credores, grandes proprietários e burguesia estrangeira. O outro fato é que nenhum desses países foi vítima de colonialismo do Ocidente.
Zzzzz… Propaganda econômica de livro de história de comunista dá sono.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Huxley escreveu:
Dom, 12 Abril 2026 - 00:08 am
A ideia de usar a história para fundamentar reivindicações territoriais é um tiro que pode sair pela culatra, pois o próprio Havaí seria vítima dessa lógica. A fundação do Reino do Havaí em 1795 resultou de uma conquista militar interna, liderada por Kamehameha I. Ele recorreu a alianças estratégicas, ao uso de armas de fogo obtidas de comerciantes europeus e ao apoio de conselheiros estrangeiros para derrotar chefes rivais e unificar as ilhas sob um único governo.
Todo país em todo lugar no mundo teve que passar por conflito para poder se unificar. Se isso nunca tivesse ocorrido, todo mundo estaria no feudalismo.
Além disso, se os Estados Unidos invadissem o Brasil para anexá-lo, você não afirmaria que eles apenas atacaram um território previamente roubado dos povos indígenas. O revanchismo territorial só é justificado por você quando lhe convém.
Seria bom um Brasil invadido e totalmente reformulado por gringo, porque não deu certo e nem tem identidade própria. Entretanto, os EUA não tem moral nenhuma para fazer isso e só traria caos e exploração colonialista.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Registrado em: Sáb, 07 Março 2020 - 20:48 pm

Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 10:57 am
Todo país em todo lugar no mundo teve que passar por conflito para poder se unificar. Se isso nunca tivesse ocorrido, todo mundo estaria no feudalismo.
Falso. Microestados cuja formação não resultou diretamente de guerras de conquista existem até hoje, como Liechtenstein, Andorra e San Marino — embora todos tenham se consolidado em contextos históricos complexos, que não excluem completamente conflitos em seu entorno.

Além disso, a formação da Suíça tem origem no chamado Pacto Federal de 1291, quando os três cantões alpinos iniciais (Uri, Schwyz e Unterwalden) estabeleceram uma aliança defensiva. Esse processo pode ser entendido como uma associação relativamente consensual entre comunidades políticas locais, embora posteriormente tenha envolvido conflitos, como as guerras contra os Habsburgo.

Todos esses países são hoje economias capitalistas, e não sociedades feudais. Da mesma forma que essas pequenas nações têm o direito de existir atualmente, os pequenos reinos do Havaí unificados por Kamehameha I também possuíam legitimidade política em seu contexto histórico.
Tutu escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 10:57 am
Seria bom um Brasil invadido e totalmente reformulado por gringo, porque não deu certo e nem tem identidade própria. Entretanto, os EUA não tem moral nenhuma para fazer isso e só traria caos e exploração colonialista.
Tutu escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 10:57 am
Lembrando que o Havaí é um território roubado, que pertencia a uma etnia polinésia.
O Japão atacou um território roubado.

Entendi. O Japão Imperial — responsável por estupros em massa, escravidão sexual (as chamadas “mulheres de conforto”), massacres e devastação econômica em grande parte da Ásia Oriental — teria legitimidade para “libertar” o Havaí dos Estados Unidos. Já os Estados Unidos, cuja anexação do arquipélago ocorreu por meio de um golpe apoiado por interesses locais e com resistência armada limitada, mas que posteriormente integrou o território ao seu sistema político e econômico, deveriam simplesmente aceitar passivamente um ataque militar surpresa em Pearl Harbor.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

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Tutu
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Registrado em: Qui, 09 Abril 2020 - 17:03 pm

Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 12:54 pm
Falso. Microestados cuja formação não resultou diretamente de guerras de conquista existem até hoje, como Liechtenstein, Andorra e San Marino — embora todos tenham se consolidado em contextos históricos complexos, que não excluem completamente conflitos em seu entorno.
Os exemplos são só microestados e estados pequenos multi-éticos são casos específicos.
Huxley escreveu:
Seg, 13 Abril 2026 - 12:54 pm
Entendi. O Japão Imperial — responsável por estupros em massa, escravidão sexual (as chamadas “mulheres de conforto”), massacres e devastação econômica em grande parte da Ásia Oriental — teria legitimidade para “libertar” o Havaí dos Estados Unidos.
Nada diferente das potências Ocidentais.
Os que os japas fizeram foi pouco perto das bombas atômicas.
Já os Estados Unidos, cuja anexação do arquipélago ocorreu por meio de um golpe apoiado por interesses locais e com resistência armada limitada, mas que posteriormente integrou o território ao seu sistema político e econômico, deveriam simplesmente aceitar passivamente um ataque militar surpresa em Pearl Harbor.
Não é Estado soberano e a capital está a dezenas de milhares de quilômetros.
A língua do Havaí é inglês e não havaiano. A religião e vestimentas do povo havaiano foi perdida. A identidade havaiana, se ainda existe, é só uma dancinha boba como a dos Maoris.
Virou uma região de turismo a serviço dos americanos.

Re: Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges

Huxley
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Registrado em: Sáb, 07 Março 2020 - 20:48 pm

Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 18:04 pm
Os exemplos são só microestados e estados pequenos multi-éticos são casos específicos.
Os exemplos citados são microestados tais como os pequenos reinos que o Kamehameha I unificou à força de forma ilegítima. Deixaram em paz Liechtenstein, Andorra e San Marino. Deviam ter feito o mesmo com os pequenos reinos do Havaí.
Tutu escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 18:04 pm
Nada diferente das potências Ocidentais.
Os que os japas fizeram foi pouco perto das bombas atômicas.
"O que os japas fizeram foi pouco". É mesmo? Eles foram responsáveis pela morte de mais de 20 milhões de pessoas na 2ª Guerra Sino-Japonesa (1937-1945), já que essa foi uma guerra iniciada pelo Japão.

Somando militares e civis, o número de mortos em solo japonês antes dos bombardeios nucleares de Hiroshima e Nagasaki ultrapassou 1 milhão. Ninguém sabe quantos milhares — ou até milhões — de pessoas teriam morrido a mais se a guerra com armas convencionais tivesse se prolongado. Isso aconteceu porque os japoneses iniciaram a guerra na Ásia e aparentemente estiveram dispostos temporariamente a lutar até o último militar (sacrificando uma multidão de civis japoneses no processo), tanto que não se renderam após a detonação da primeira bomba nuclear.

Ah, mas, claro, a culpa é toda dos Estados Unidos.
Tutu escreveu:
Ter, 14 Abril 2026 - 18:04 pm
Não é Estado soberano e a capital está a dezenas de milhares de quilômetros.
A língua do Havaí é inglês e não havaiano. A religião e vestimentas do povo havaiano foi perdida. A identidade havaiana, se ainda existe, é só uma dancinha boba como a dos Maoris.
Virou uma região de turismo a serviço dos americanos.
Ainda assim, diferentemente do Japão Imperial atuando em regiões próximas, foi colonização sem estupro em massa, escravidão sexual de "mulheres de conforto", morticínio e devastação econômica.
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