Política brasileira

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Re: Política brasileira

Huxley
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Registrado em: Sáb, 07 Março 2020 - 20:48 pm

Mensagem por Huxley »

“Sob Paulo Gonet, a Procuradoria-Geral da República parece ter virado puxadinho do STF. Ou melhor, dos gabinetes de alguns ministros do STF. É uma mancha para a instituição que deveria primar pela independência em relação a todos os poderes.

No caso das barbaridades estreladas por Daniel Vorcaro, Gonet se comporta como um nadador que não vê problema em dar braçadas em um mar de lama. A sua atuação seria cômica, não fosse trágica para a democracia brasileira.

Descobriu-se que o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes assinou um contrato de inacreditáveis R$ 129 milhões de reais com o Banco Master, em troca do qual não fez absolutamente nada de relevante, e o PGR não viu motivo nenhum para abrir uma investigação.

Veio à tona que Dias Toffoli é sócio oculto dos irmãos em uma empresa suspeita de lavagem de dinheiro, que negociou a venda de um resort no Paraná com um fundo de investimento cujo único cotista era o cunhado de Vorcaro, e Gonet já tinha achado que a ligação comercial não era motivo para apontar a suspeição do
ministro na relatoria do caso Master.

A última do PGR fez André Mendonça perder a paciência. Como novo relator do caso, depois que o STF inventou a desistência de relatoria por não suspeição, uma jabuticaba para livrar a cara de Toffoli, o ministro terrivelmente evangélico indignou-se porque Gonet deu parecer contrário à necessidade de prender novamente Vorcaro, como pedia a representação da PF.

O PGR considerou que o tempo era curto para analisar a representação e achou que as provas apresentadas pela polícia não eram robustas o suficiente.

O diligente Gonet não viu “perigo iminente” na liberdade de um criminoso que mantinha uma milícia privada, encomendou uma surra em um jornalista, invadiu os sistemas da Justiça, da PF, da própria PGR, do FBI e da Interpol — e que continuava a operar para ocultar a dinheirama que roubou. Tudo devidamente documentado pela polícia na representação que o PGR menosprezou.

Ao decretar a prisão e demais cautelares contra Vorcaro, o ministro Mendonça deu uma bronca pública em Gonet:

“Diante desse robusto quadro fático-probatório, lamenta-se que a PGR diga que ‘não se entrevê no pedido, nem no encaminhamento dos autos [..] a indicação de perigo iminente, imediato, que induza a extraordinária necessidade de tão rápida e necessariamente sucinta análise do pleito’, razão pela qual conclui que ‘não pode ser favorável aos pedidos cautelares, não podendo aboná-los’ antes que sua manifestação seja apresentada “no mais breve tempo possível”. Lamenta-se (i) porque, as evidências dos ilícitos e a urgência para adoção das medidas requeridas estão fartamente reveladas na representação.”

O jornalista Caio Junqueira apurou que investigadores dizem que a amizade entre Gonet e o ministro Moraes, cuja relação com Vorcaro parece ser mais estreita do que se imaginava, é um dos principais obstáculos para que tudo seja passado a limpo no caso do Banco Master.

Não se esqueça também que Gonet é amigo e ex-sócio de Gilmar Mendes, que hoje está na posição estrategicamente confortável, na balança de poder no interior do Supremo, de fiador dos ministros diretamente atingidos pelo mar de lama de Vorcaro.

A esperança é que Mendonça esteja mesmo tomado de espírito messiânico para limpar toda essa imundície e não apenas varrê-la para debaixo do tapetão do STF.”


Imagem
(João Luiz Mauad)

Fonte: https://x.com/mauad_joao/status/2029579708279456104

Re: Política brasileira

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Um golpe do STF contra Mendonça?
André Marsiglia
@Poder360


Há algo de estranho acontecendo no Supremo Tribunal Federal. Não se trata apenas de decisões excessivas, abusivas ou ilegais. O que se observa agora é a criação de relatorias paralelas capazes de esvaziar, na prática, a autoridade do relator natural dos casos.

O ministro André Mendonça foi sorteado para relatar dois dos temas mais espinhosos do país neste momento: a investigação que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master e empresas associadas, entre elas a Maridt, e os desdobramentos da CPMI do INSS, que determinou a quebra de sigilo de pessoas ligadas a “Lulinha”, filho do presidente da República.

Em qualquer tribunal sério, a autoridade do relator sorteado não seria objeto de disputa. Mas o STF deixou de ser sério faz tempo e o que pode estar em curso é a criação artificial de relatorias alternativas para contornar Mendonça, permitindo que ministros políticos, como Flávio Dino e Gilmar Mendes, assumam nesses processos as decisões mais sensíveis aos poderosos.

Na sexta-feira, a empresa Maridt conseguiu suspender a quebra de sigilo determinada pela CPI do Crime Organizado. A decisão foi concedida pelo ministro Gilmar Mendes dentro de um mandado de segurança ressuscitado de um processo antigo e já encerrado, relativo à CPI da Covid. Alegando suposta similitude entre os casos, a empresa direcionou o pedido ao ministro, que acolheu a tese e ainda concedeu habeas corpus de ofício para impedir a quebra de sigilo.

Nesta quarta-feira, episódio semelhante ocorreu no caso da CPMI do INSS. Utilizando uma porta processual igualmente lateral, o ministro Flávio Dino suspendeu a quebra de sigilo determinada pela comissão parlamentar por meio de outro mandado de segurança.

O movimento de contornar Mendonça torna-se evidente. Ele permanece como relator formal dos casos, mas as decisões acabam sendo tomadas em processos paralelos conduzidos por outros ministros. Temos, assim, um relator que mantém o título, enquanto o conteúdo decisório escorre por outros caminhos.

Mendonça pode estar sendo transformado em peça de uma engenharia institucional sórdida: ocupa a cadeira de relator, simbolizando uma suposta retomada de normalidade após a saída de Toffoli da relatoria do caso Master, mas sem controle efetivo sobre as decisões mais relevantes. Um relator sem processo, um tronco sem galhos, um caroço sem fruta.

Se essa dinâmica estiver realmente em curso, trata-se de algo muito grave. É uma afronta ao princípio do juiz natural, criado justamente para impedir julgamentos de exceção e manipulação de competência. É preciso interromper essa deriva institucional. Cabe às CPIs, às partes interessadas e ao próprio Mendonça provocar o colegiado para esclarecer quem é, de fato, o juiz natural desses processos, e garantir que seja ele, e apenas ele, a decidir os casos.

Se o STF deseja preservar algum pingo de credibilidade, precisa reafirmar um princípio elementar: processos têm relator, e relator não pode ser escolhido nem esvaziado por manobras. Do contrário, o que teremos assistido nestes últimos dias poderá ser descrito como um golpe contra Mendonça, promovido dentro da Corte por seus próprios pares.
(André Marsiglia)

Fonte: https://x.com/marsiglia_andre/status/20 ... 3401269616

Re: Política brasileira

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Spoiler:
Huxley escreveu:
Qui, 05 Março 2026 - 12:24 pm
Por alguma razão estranha, Vorcaro se sentiu confiante ao ameaçar incluir o DCM no Inquérito das Fake News, mesmo não sendo ministro do STF nem relator dessa investigação.
Agora sabemos por que Dias Toffoli tentou esconder todo o material do Banco Master em absoluto sigilo, e também sabemos mais sobre por que a @dcm_noticias
-- um dos blogs petistas mais sujos e desprezíveis do Brasil -- estava atacando @MaluGaspar

Imagem

Imagem

https://x.com/dcm_noticias/status/2005977286013763615
(Glenn Greenwald)

Fonte: https://x.com/ggreenwald/status/2029540051928191225
A postagem de Glenn Greenwald expõe trocas vazadas no WhatsApp do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sugerindo pagamentos mensais de R$75.000 ao DCM e outros veículos para cobertura pró-banco, explicando os ataques do DCM ao jornalista Malu Gaspar, que revelou ligações judiciais com o escândalo.

O escândalo gira em torno da suposta fraude do Banco Master em portfólios de crédito vendidos para o BRB, com a ordem de sigilo do juiz da STF Dias Toffoli sobre documentos levantando suspeitas de proteção de conexões, incluindo contratos entre o banco e a esposa do juiz Alexandre de Moraes.

As ameaças de Vorcaro de envolver a DCM no inquérito de fake news de Moraes destacam a vulnerabilidade da mídia à influência financeira, ampliando os debates sobre corrupção no judiciário e na imprensa brasileira em meio a investigações contínuas da PF.
(Grok - traduzido)
No post acima, eu disse: "Por alguma razão estranha, Vorcaro se sentiu confiante ao ameaçar incluir o DCM no Inquérito das Fake News, mesmo não sendo ministro do STF nem relator dessa investigação.". Algumas teorias para explicar isso:
🚨MALU GASPAR DOBRA a
aposta contra VORCARO e MORAES:

"VORCARO ameaçou colocar site no inquérito das fake news, como se fosse dono do inquérito aberto por MORAES, cuja esposa tem contrato com o MASTER. Havia coisa muito mais grave do que o investigado no inquérito das fake news"

(vídeo)
(Henrique)

Fonte: https://x.com/henriolliveira_/status/20 ... 4221429910
Resumindo:

1) Vorcaro disse que se encontrou com Moraes.

2) BM deu à esposa de Moraes um contrato para pagar R$ 130mi.

3) Moraes falou com o BC sobre o BM (Malu Gaspar).

4) Vorcaro falou como se controlasse o braço tirânico de censura de Moraes: a "Inquérito das Fake News."
(Glenn Greenwald)

Fonte: https://x.com/ggreenwald/status/2029543057293509097
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