Liberalismo Econômico

Área destinada à discussão sobre Laicismo e Política e a imparcialidade do tratamento do Estado às pessoas.
Discussões sobre economia e sistemas econômicos também se encontram aqui.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

O benefício "aos mais pobres" está aí… Subsidiam locadoras ricas que cobram um fortuna pelo aluguel mensal de um carrinho básico e sequer prometem baixar aluguel. Até o secretário do Ministério do Desenvolvimento do governo Lula sabe o que está acontecendo e concordou com os liberais no passado :lol: :
Locadoras poderão comprar carro com desconto nesta quarta-feira e acabar com dinheiro do programa
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/l ... -programa/
(CNN Brasil)

Fonte: https://twitter.com/CNNEconomia/status/ ... 0843982848
Eu até estou gostando da bolsa Anfavea.
Ela é tão equivocada que desmascara de vez como funciona a política industrial no Brasil
https://twitter.com/moreira_uallace/sta ... 4558263300

E então, secretário @moreira_uallace, que benefício social as locadoras oferecerão em troca do descontão?

O secretário apagou. Segue o print
Ht :
@ar1_oficiall

Imagem

Buemba! Nos 48 minutos do segundo tempo, prorrogaram a exclusividade para pessoas físicas por mais 15 dias.
Que política mais mal desenhada....
(Leonardo Monastério)

Fontes:
https://twitter.com/lmonasterio/status/ ... 1503965184
https://twitter.com/lmonasterio/status/ ... 9054840836
https://twitter.com/lmonasterio/status/ ... 2111453187

Re: Liberais Brasileiros

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Como o Liberalismo Ajuda os Mais Pobres

youtu.be/bsKI52smCwY
Conversa entre um direitista típico de internet (dono do canal) e um economista de verdade (Richard Rytenband).

O crescimento econômico depende de uma coordenação do Estado para ter crescimento de longo prazo. Para isso, tem que melhorar a produtividade e capacidade instalada. Isso é conseguido com a divisão do trabalho/conhecimento e melhorar os processos tecnológicos. Tem a importância da industrialização e diversificação da economia. O Estado mantém a liberdade econômica e favorece o empreendedorismo e inovação (tentar por tentativa e erro), sem sufocar empresas e mantendo a estabilidade econômica.

Países de primeiro mundo adotaram protecionismo (que neoliberais odeiam) no início, mas cortaram subsídios do que não funciona (algo que o Brasil não fez), e depois abriram a economia. Hoje exportam mais produto tecnológico do que matéria-prima. O país tem que inovar e ter patentes.

A crítica aos programas sociais é a falta de porta de saída. Inflação é o pior mecanismo de desigualdade.

País com instituições extrativistas (por que as nações fracassam), os ricos capturam o Estado para obter sobrevivência e manter-se o poder. O Estado não deve proteger quem está no topo. Os ricos "chutam a escada" criando burocracia para concorrente não crescer. Nos países desenvolvidos, os ricos caem quando tem produtos ruins.

A educação de ultra-qualificar não traz retorno. Não é fazer qualificação individual e sim a qualificação coletiva para as pessoas aprenderem a se coordenar e trabalhar em equipe. A produtividade individual depende do sistema.

O Estado tende a crescer com o tempo e deixar as pessoas mais dependentes. A culpa é da inveja humana por causa do sucesso dos outros. Há elitista diplomado que não gosta de quando um pobre empreendedor cresce.

O capital social são crenças e valores da sociedade e influencia o ambiente de negócios. No Brasil falta cooperação (todos são inimigos, desconfia do sistema), assim não faz conexão a cadeias de produção. O empresário não deve ser visto como malvado e sim como alguém que inova enfrentando riscos. Locais bons que atraem multinacionais. China aceitou multinacionais e exigiu não respeitar patente e compartilhar a tecnologia.


Joel Pinheiro: O liberalismo morreu?

youtu.be/GDe8K3j8h0A
Afirma que todo economista liberal defende a intervenção do Estado na pandemia.

Ideias liberais econômicas defendidas:
* Equilíbrio das contas públicas e estabilizar a dívida - Ele disse que o óbvio não deveria ser liberal
* Melhorar o ambiente de negócio - Ele menciona previsibilidade jurídica, impostos mais simples e regulamentações mais racionais
* Integração econômica com o resto do mundo
* Resolver a formação do capital humano entregando educação de qualidade

A segunda parte do vídeo é teoria da conspiração esquerdista contra a "extrema-direita" anti-democrática e defendendo a velha política. Só critica a censura imposta pela esquerda.

Liberalismo Econômico

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Huxley escreveu:
Ter, 18 Abril 2023 - 00:03 am
Huxley escreveu:
Sex, 24 Fevereiro 2023 - 01:02 am
“A culpa é dos especuladores”… Sobre a questão do mercado de futuros (também chamado de “especulação”) causar a inflação (lembrando que, em Economia, inflação não é choque inflacionário; é aumento persistente no nível geral de preços):
Quase nunca vi uma curta escassez não seguida por uma abundância.
Quase tudo o que parece ser a causa da "inflação" (digamos, madeira, cobre, imóveis) entrará em colapso - exceto o problemático mercado de trabalho.
(Nassim Nicholas Taleb - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/nntaleb/status/1417484289650876417
(MKM Abdul - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/MKM_Abdul/status/16 ... 7ew40tAAAA
A citação de Nassim Taleb está um pouco distorcida no segundo tweet abaixo (ver a de acima), mas...
As taxas globais de frete de contêineres (custo de contêineres de 40 pés) agora são mais baixas do que em fevereiro de 2020...

7 de fevereiro de 2020: $ 1.468 (taxa pré-covid)
10 de setembro de 2021: US$ 11.109 (taxa de pico)
14 de abril de 2023: US$ 1.406 (-87% do pico)

Simplesmente incrível.

Imagem
(Charlie Bilello - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/charliebilello/stat ... 0269150209
“Nunca vi uma escassez não seguida por uma abundância” está rapidamente se tornando as observações mais frequentemente demonstradas de @nntaleb de todos os tempos.
(MKM Abdul - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/MKM_Abdul/status/16 ... 6981116929


Essa especulação imobiliária é foda men

Eles compram imóveis e abrem mão de ganhar dinheiro com aluguel ou venda enquanto o ativo deprecia por anos

Eventualmente vão vender e obter lucros pornográficos

Como??! Ah, não sei explicar bem, vê aqui esse vídeo da Raquel Rolnik

Imagem


(Neoliberais Brasil)

Fonte: https://twitter.com/neoliberaisbr/statu ... 6766742532

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
Conselheiro
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Mensagem por Fernando Silva »

Huxley escreveu:
Dom, 16 Julho 2023 - 13:40 pm
Eles compram imóveis e abrem mão de ganhar dinheiro com aluguel ou venda enquanto o ativo deprecia por anos

Eventualmente vão vender e obter lucros pornográficos.
Off_topic:
A tradução de "eventually" é "mais cedo ou mais tarde". Certamente vai acontecer.
Já "eventualmente" significa "às vezes". Pode ser que aconteça.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

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Poucos países gastam efetivamente menos do que arrecadam. Dentre os que conseguiram tal façanha em 2017 podemos citar, dentre outros, Alemanha, Hong Kong, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e ... Suécia.

Sim, o país que boa parte da esquerda brasileira adota como modelo de bem-estar e que libertários juram que vão quebrar por seu seguro social robusto é muito mais responsável fiscalmente do que a esmagadora maioria do mundo. Mesmo neste ano tão difícil o déficit será de “apenas” pouco mais de 5% do PIB. Nem sempre foi assim. Menos de 30 anos atrás o déficit sueco ultrapassou 10% do PIB. A inflação chegou a passar dos dois dígitos em alguns anos das décadas de 70 e 80. A Coroa Sueca perdeu 60% do seu valor nos no mesmo período. O que fez o governo sueco chefiado pelo social-democrata Ingvar Carlsson? Dentre outras ações, uma que é fundamental para a manutenção de serviços públicos “gratuitos” e de qualidade: a adoção de um regime fiscal rígido, que determinava um superávit fiscal de 1%, infinitamente mais pesado que o que no Brasil teve gente chamando de “PEC da Morte”. Tal meta foi, como diria uma certa ex-presidente “dobrada” e os suecos economizaram 2% do PIB na maior parte dos anos 2000.

Foi doloroso: Centenas de milhares de empregos de uma população relativamente pequena foram perdidos com o aperto do crédito e a adoção do câmbio flutuante. As reformas mais duras nos serviços sociais foram na previdência e o valor nominal das aposentadorias chegou a cair em alguns anos (isto é, você poderia receber 1000 em um ano e 900 no outro), algo impensável nas terras tupiniquins. Mas o governo seguiu fazendo seu trabalho apesar dos protestos e, com isto, também conseguiu manter boa parte de sua exemplar cobertura social, e permitiu que a economia sueca crescesse ainda mais que a dos seus vizinhos na maior parte do período subsequente.

O governo sueco gastou mais do que arrecadou em apenas 7 dos últimos 20 anos, mantendo sua dívida há mais de 15 anos com uma nota de crédito AAA, feito superado apenas por Suíça, Noruega, Singapura, Dinamarca e Canadá. O modelo sueco de bem-estar é evidentemente inaplicável no Brasil por n motivos. Mas mostra que social-democracia, seguro social e serviços estatais de qualidade não dependem apenas de vontade política e para serem sustentáveis necessitam de equilíbrio fiscal.

Fontes:

An account of fiscal and monetary policy in the 1990s

Lessons for today from Sweden's crisis in the 1990s

Sweden - budget balance in relation to GDP 2026 | Statista
Fonte: https://neoliberais.com/2020/10/24/como ... o-colapso/

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Johnny
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Já não se faz mais isteitis como antes.

Mapa da fome do melhor país do cosmo
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55471446

Cada americano hoje nasce devendo 100.000 dólares.
https://www.dadosmundiais.com/america/usa/divida.php

Apesar de ter um sistema de saúde que penaliza quem não pode pagar, acham-se no direito de gastar trilhões de dólares em conflitos com legitimidade duvidosa.

Mas eles podem pois é o melhor país das galáxias. A população merece (SIM ACHO QUE MERECE MESMO).

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Johnny
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Mensagem por Johnny »


youtu.be/o0z2l2UeENEA periferia que só é mostrada em poucos filmes

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Johnny
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Mensagem por Johnny »

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Johnny
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Mensagem por Johnny »

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Johnny escreveu:
Sex, 21 Julho 2023 - 13:05 pm
Já não se faz mais isteitis como antes.

Mapa da fome do melhor país do cosmo
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-55471446
Não há a presença de um conceito médico ou técnico de “fome” nesse artigo.
Johnny escreveu:
Sex, 21 Julho 2023 - 13:05 pm
Apesar de ter um sistema de saúde que penaliza quem não pode pagar, acham-se no direito de gastar trilhões de dólares em conflitos com legitimidade duvidosa.
Pois é, imagine se a Rússia não tivesse sido a única responsável pelo início da Guerra da Ucrânia em 2022. Muitos bilhões de dólares de recursos públicos americanos teriam sido poupados e usados para algo mais produtivo de 2022 para cá.
Johnny escreveu:
Sex, 21 Julho 2023 - 13:05 pm
eles podem pois é o melhor país das galáxias. A população merece (SIM ACHO QUE MERECE MESMO).
Certamente não é o país mais desenvolvido do mundo, mas, comparado ao resto do mundo, o resto do mundo como um todo parece uma pocilga perto dele. O que disse agora do resto do mundo eu digo dos outros dois países que são superpotências militares - Rússia e China, dos quais vejo aqui um silêncio seletivo no que diz respeito ao histórico de pobreza, fome, autoritarismo e guerra dos mesmos.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Johnny
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Mensagem por Johnny »

Huxley escreveu:Não há a presença de um conceito médico ou técnico de “fome” nesse artigo.
ZzzzZZZzzz
Huxley escreveu:Pois é, imagine se a Rússia não tivesse sido a única responsável pelo início da Guerra da Ucrânia em 2022. Muitos bilhões de dólares de recursos públicos americanos teriam sido poupados e usados para algo mais produtivo de 2022 para cá.

youtu.be/KLmNogGeH14
Huxley escreveu:Certamente não é o país mais desenvolvido do mundo, mas, comparado ao resto do mundo, o resto do mundo como um todo é uma pocilga perto dele. O que disse agora do resto do mundo eu digo dos outros dois países que são superpotências militares - Rússia e China, dos quais vejo aqui um silêncio seletivo no que diz respeito ao histórico de pobreza, fome, autoritarismo e guerra dos mesmos.
ZzzzZZZzzzz

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Usando uma analogia, eu comparo essa situação ao cara no fórum começar fazer vários posts sobre os casos de misoginia e mau tratos contra mulheres nos Estados Unidos, resmungando e de forma implícita dizendo “Óóó… Que mundo cruel, vejam como eu sou tão preocupado com as injustiças misóginas do mundo” ao passo que seu histórico é de silêncio em relação à situação da mulher na Arábia Saudita e em outros países similares do Oriente Médio. Aham, sei, foco exclusivo na preocupação com o que critica, hein. Me engana que eu gosto. :D :roll: :D :roll:

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Gabarito
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Mensagem por Gabarito »

Johnny escreveu:
Sex, 21 Julho 2023 - 16:05 pm
A periferia que só é mostrada em poucos filmes
Off_topic:


Alô, Johnny.

Eu pediria que você criasse o hábito de colocar título nos vídeos do Youtube.


Com relação a reportagens e matérias jornalísticas, eu recomendo, sempre que possível, trazer o artigo citado para cá.
O motivo é que se página de origem sair do ar, por algum motivo, nós sempre teremos acesso ao conteúdo.

Esse também é um dos motivos que eu peço aos membros para destacaram o título de vídeos do Youtube.
Nesse caso, o problema ocorre com muito mais frequência, pois é comum um vídeo sair do ar e nós aqui ficamos sem saber do que se tratava, uma vez que a tela de vídeo indisponível não mostra o título que ele tinha.


O seu vídeo deveria ficar assim:

AS 20 CIDADES "FAVELAS" NOS EUA, QUE OS IMIGRANTES NAO MOSTRAM!


youtu.be/o0z2l2UeENE


Para mais explicações, dê uma olhada nessa postagem, onde eu exponho melhor o problema:


Sugestão a todos

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Johnny
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Mensagem por Johnny »

Pô Gabarito, desculpe, não me acostumei ainda ao detalhes do fórum. Obrigado pelo alerta.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Johnny
Mensagens: 93
Registrado em: Qui, 09 Abril 2020 - 17:27 pm

Mensagem por Johnny »

As cinco cidades mais violentas e piores para morar no melhor país livre do universo


youtu.be/C2CuT7FRdtE

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »


Impressionante como os irlandeses, com 17% de estrangeiros na população (e aumentando) , seguem apoiando a imigração

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(Leonardo Monasterio)

Fonte: https://twitter.com/lmonasterio/status/ ... 8971534337

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Huxley escreveu:
Dom, 16 Julho 2023 - 13:40 pm
Huxley escreveu:
Ter, 18 Abril 2023 - 00:03 am
Huxley escreveu:
Sex, 24 Fevereiro 2023 - 01:02 am
“A culpa é dos especuladores”… Sobre a questão do mercado de futuros (também chamado de “especulação”) causar a inflação (lembrando que, em Economia, inflação não é choque inflacionário; é aumento persistente no nível geral de preços):
Quase nunca vi uma curta escassez não seguida por uma abundância.
Quase tudo o que parece ser a causa da "inflação" (digamos, madeira, cobre, imóveis) entrará em colapso - exceto o problemático mercado de trabalho.
(Nassim Nicholas Taleb - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/nntaleb/status/1417484289650876417
(MKM Abdul - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/MKM_Abdul/status/16 ... 7ew40tAAAA
A citação de Nassim Taleb está um pouco distorcida no segundo tweet abaixo (ver a de acima), mas...
As taxas globais de frete de contêineres (custo de contêineres de 40 pés) agora são mais baixas do que em fevereiro de 2020...

7 de fevereiro de 2020: $ 1.468 (taxa pré-covid)
10 de setembro de 2021: US$ 11.109 (taxa de pico)
14 de abril de 2023: US$ 1.406 (-87% do pico)

Simplesmente incrível.

Imagem
(Charlie Bilello - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/charliebilello/stat ... 0269150209
“Nunca vi uma escassez não seguida por uma abundância” está rapidamente se tornando as observações mais frequentemente demonstradas de @nntaleb de todos os tempos.
(MKM Abdul - traduzido)

Fonte: https://twitter.com/MKM_Abdul/status/16 ... 6981116929


Essa especulação imobiliária é foda men

Eles compram imóveis e abrem mão de ganhar dinheiro com aluguel ou venda enquanto o ativo deprecia por anos

Eventualmente vão vender e obter lucros pornográficos

Como??! Ah, não sei explicar bem, vê aqui esse vídeo da Raquel Rolnik

Imagem


(Neoliberais Brasil)

Fonte: https://twitter.com/neoliberaisbr/statu ... 6766742532
Em uma certa capital brasileira, a taxa de queda do preço dos imóveis foi próxima de -45% em relação ao pico ocorrido em 2014:
A despeito do que se fale sobre especulação imobiliária, quando corrigido pela inflação, o preço dos imóveis está perto da mínima histórica dos últimos 10 anos

A máxima da série histórica ocorreu antes da crise de 2014-2015. A maior queda foi registrada no Rio de Janeiro

Imagem
(Neoliberais Brasil)

Fonte: https://twitter.com/neoliberaisbr/statu ... 6192355328

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Alguém entendido em anarcocapitalismo de forma mais profunda pode dizer de onde esse vídeo tem erro na parte destacada abaixo na citação?

Ele menciona também sobre Lei Glass–Steagall
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Glass ... 93Steagall

" Como você pode relacionar o surgimento do capitalismo com livre mercado se historicamente o Capitalismo surge e se desenvolve e se intensifica quanto mais aumenta regulação do mercado... Ah, não? Quando o mercado foi mais plenamente livre? Foi quando mercado pôde comercializar qualquer coisa! Anarcocapitalista dizem isso! Não é apenas materiais por qualquer valor, independente da procedência, de cumprir determinado requisitos do que ta sendo produzido ou vendidos. Você pode comercializar seres vivos, pessoas, escravos, crianças, orgãos, qualquer coisa
(+ Barbie) Capitalismo X Livre Mercado - Vídeo 568


youtu.be/D4_8-LPMJf8

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Agnoscetico escreveu:
Ter, 01 Agosto 2023 - 22:55 pm
Alguém entendido em anarcocapitalismo de forma mais profunda pode dizer de onde esse vídeo tem erro na parte destacada abaixo na citação?

Ele menciona também sobre Lei Glass–Steagall
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Glass ... 93Steagall

" Como você pode relacionar o surgimento do capitalismo com livre mercado se historicamente o Capitalismo surge e se desenvolve e se intensifica quanto mais aumenta regulação do mercado... Ah, não? Quando o mercado foi mais plenamente livre? Foi quando mercado pôde comercializar qualquer coisa! Anarcocapitalista dizem isso! Não é apenas materiais por qualquer valor, independente da procedência, de cumprir determinado requisitos do que ta sendo produzido ou vendidos. Você pode comercializar seres vivos, pessoas, escravos, crianças, orgãos, qualquer coisa
(+ Barbie) Capitalismo X Livre Mercado - Vídeo 568


youtu.be/D4_8-LPMJf8
O mercado realmente já existia muito antes do surgimento do capitalismo. Porém, não se pode dizer que o comércio de escravos é compatível com o livre mercado. Se for implantado uma lei de livre mercado onde antes existia um sistema econômico de escravismo, então os escravos teriam liberdade e assim eles teriam a opção de venderem sua mão-de-obra, invés de trabalharem sob ameaça de violência. Os escravos estão na situação de mercado obstruído, não de livre mercado. Abolição da escravidão não é abolição da liberdade de mercado. Sem livre mercado para os inimigos do livre mercado, sem direito de propriedade para os inimigos do direito de propriedade são apenas versões do “sem tolerância para os inimigos da tolerância” (paradoxo da tolerância de Karl Popper).

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Spoiler:
Huxley escreveu:
Ter, 01 Agosto 2023 - 23:22 pm
Agnoscetico escreveu:
Ter, 01 Agosto 2023 - 22:55 pm
Alguém entendido em anarcocapitalismo de forma mais profunda pode dizer de onde esse vídeo tem erro na parte destacada abaixo na citação?

Ele menciona também sobre Lei Glass–Steagall
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Glass ... 93Steagall

" Como você pode relacionar o surgimento do capitalismo com livre mercado se historicamente o Capitalismo surge e se desenvolve e se intensifica quanto mais aumenta regulação do mercado... Ah, não? Quando o mercado foi mais plenamente livre? Foi quando mercado pôde comercializar qualquer coisa! Anarcocapitalista dizem isso! Não é apenas materiais por qualquer valor, independente da procedência, de cumprir determinado requisitos do que ta sendo produzido ou vendidos. Você pode comercializar seres vivos, pessoas, escravos, crianças, orgãos, qualquer coisa
(+ Barbie) Capitalismo X Livre Mercado - Vídeo 568


youtu.be/D4_8-LPMJf8
O mercado realmente já existia muito antes do surgimento do capitalismo. Porém, não se pode dizer que o comércio de escravos é compatível com o livre mercado. Se for implantado uma lei de livre mercado onde antes existia um sistema econômico de escravismo, então os escravos teriam liberdade e assim eles teriam a opção de venderem sua mão-de-obra, invés de trabalharem sob ameaça de violência. Os escravos estão na situação de mercado obstruído, não de livre mercado. Abolição da escravidão não é abolição da liberdade de mercado. Sem livre mercado para os inimigos do livre mercado, sem direito de propriedade para os inimigos do direito de propriedade são apenas versões do “sem tolerância para os inimigos da tolerância” (paradoxo da tolerância de Karl Popper).
Eu ouvi alguma coisa, de uns que se dizem ancaps que, sendo uma pessoa propriedade privada de si, não deveria ser vendido como mercadoria, como escravo. Não lembro agora fonte que citaram pra essa referência.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

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Muitos pensam que os Estados de bem-estar social, em especial os europeus, são exemplos últimos de um modelo que, através de uma ampla redistribuição de renda e uma rede de benefícios sociais, promove políticas públicas que priorizam os setores mais carentes da sociedade em detrimento dos mais ricos. Mas será que essa suposição é verdadeira? Um bom ponto de partida para a discussão está na análise da tabela abaixo:

Base 2 3 4 Topo Total
Austrália 1981 42.8 22.2 13.3 12.5 9.2 100.0
Austrália 1985 40.1 24.6 14.4 12.9 8.0 100.0
Bélgica 1985 22.9 22.5 21.9 16.6 16.1 100.0
Bélgica 1988 21.5 23.6 20.1 16.1 18.7 100.0
Suíça 1982 38.5 19.2 15.6 13.3 13.3 100.0
Canadá 1981 33.0 22.9 17.9 14.1 12.1 100.0
Canadá 1987 29.5 24.2 19.2 15.0 12.1 100.0
França 1979 19.7 21.2 18.8 17.7 22.6 100.0
França 1984 17.5 21.8 18.4 17.7 24.7 100.0
Alemanha 1984 21.8 22.2 16.7 21.0 18.3 100.0
Irlanda 1987 32.0 21.9 21.3 15.2 9.6 100.0
Itália 1986 15.6 16.4 19.7 20.7 27.6 100.0
Luxemburgo 1985 17.3 18.3 19.5 22.5 22.4 100.0
Holanda 1983 21.8 21.8 18.4 20.4 17.6 100.0
Holanda 1987 24.9 21.3 16.9 17.7 19.2 100.0
Noruega 1979 34.0 20.9 16.4 13.6 15.1 100.0
Noruega 1986 21.5 16.6 14.2 12.2 11.0 100.0
Suécia 1981 18.0 23.9 19.8 19.5 18.7 100.0
Suécia 1987 15.2 25.8 21.7 19.9 17.4 100.0
Reino Unido 1979 30.6 20.0 17.4 17.0 15.0 100.0
Reino Unido 1986 26.7 25.9 19.4 16.1 11.9 100.0
Estados Unidos 1979 29.7 21.1 17.4 14.7 17.1 100.0
Estados Unidos 1986 29.2 21.2 17.1 17.5 15.1
Finlândia 1987 25.9 22.6 18.2 15.8 17.6 100.0
(Atkinson, Rainwater, and Smeeding, 1995, Table 7.5, p. 107. Você pode encontrar a tabela original na p. 63 do excelente livro Public Choice III aqui).

Antes de adentrar na análise da tabela propriamente dita, deixe-me explicá-la rapidamente: ela faz parte de um estudo que envolveu as nações da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e determinou o percentual da verba pública que vai para cada “quintil” socioeconômico da sociedade por meio do aparato do bem-estar social existente.

O “quintil” é um conjunto de 20% da população. Por exemplo, o “quintil” da base são os 20% mais pobres, com renda menor que as das pessoas de quaisquer outros “quintiles”, e o “quintil” do topo são os 20% mais ricos, com renda maior do que as das pessoas de quaisquer outros “quintiles”.

Seguem alguns fatos curiosos sobre a tabela:

1 – Nos seguintes países, França, Itália, Luxemburgo e Suécia, as transferências fiscais destinadas aos 20% mais ricos (topo) superam aquelas destinadas aos 20% mais pobres (base). Por exemplo, na Itália, para o ano de 1986, os 20% mais pobres receberam 15,6% das transferências, enquanto os 20% mais ricos receberam 27,6%.

2 – Em dois desses países mencionados acima, França e Itália, a transferência fiscal para os 20% mais ricos supera aquelas destinadas para quaisquer outras faixas de renda da sociedade. Por exemplo, na França, em 1984, enquanto os 20% mais ricos (quintil do topo) receberam 24,7% das transferências fiscais, todos os demais “quintiles” receberam menos, sendo que o 2º quintil (os 20% de pessoas que ganham menos do que todos os outros quintiles, com exceção do quintil da base) foi o 2º a ter recebido mais transferências, no importe de 21,8%.

3 – Em todos os países estudados, com exceção da Noruega no ano de 1986 (mas não a Noruega no ano de 1979), a Austrália no ano de 1981 (mas não no anexo de 1985) e a Suíça, mais de 50% da transferência fiscal foram para os “quintiles” intermediários (o 2º, o 3º e o 4º). Por exemplo, mesmo na Austrália no ano de 1985, onde a transferência destinada para os 20% mais pobres foi particularmente alta (40,1%), as transferências destinadas aos 2º, 3º e 4º quintiles somadas totalizam 51,9%. Ou seja, na maioria dos países estudados mais da metade da transferência fiscal vai para a classe média.

4 – Apenas um país destinou mais de 40% de suas transferências aos 20% mais pobres: Austrália.

5 – Suíça, Austrália e Irlanda destinaram mais de 30% de suas transferências aos 20% mais pobres, e Canadá, Noruega, Estados Unidos e Reino Unido fizeram isso em um dos dois anos estudados para cada um desses, mas não no outro ano estudado. Todos os demais países destinaram menos de 30% das transferências aos 20% mais pobres.

6 – Todos os países fazem transferência para os 20% mais ricos (topo). Contudo, apenas Austrália e Irlanda destinam menos de 10% das transferências para o topo, e, além dos dois anteriores, apenas Canadá, Suíça, Noruega em 1986 (mas não em 1979) e Reino Unido em 1986 (mas não em 1979), destinam menos de 15% das transferências para os 20% mais ricos.

O que poderia explicar esse intrigante resultado? Por que o Estado de Bem-Estar social, historicamente, não têm priorizado os mais pobres, mas sim a classe média? A razão está na chamada “Lei de Director” (Director’s Law), proposta pelo economista Aaron Director, pela qual os gastos públicos são feitos em benefício primário da classe média e financiados por meio de tributos extraídos em considerável parcela dos pobres e dos ricos.

George Stigler ofereceu uma explicação para sua ocorrência: a parcela da sociedade que pode assegurar controle sobre o aparato estatal o empregará para melhorar sua própria posição, e, sob determinadas condições de coalizão eleitoral, este beneficiário será a classe média. Exemplos disso estariam desde a legislação de salário mínimo até a seguridade social e isenções tributárias.

Milton Friedman observa que, em uma democracia, geralmente 51% dos votos são requeridos para vencer 49%, para fazer aprovar determinada lei. Se você pensar em termos de uma escala que vá dos mais pobres (na extremidade inferior) até os mais ricos (na extremidade superior), nada exige que os 51% estejam localizados abaixo, abarcando os mais pobres. Ao contrário, pelas razões que Friedman expõe, faz mais sentido que os 51% estejam posicionados no meio dessa escala, conforme Stigler sugeriu.

Como a Lei de Director depende do design das instituições, devemos optar por aquelas instituições políticas que limitem a capacidade de usar o aparato estatal para prover redistribuição em relação às classes médias. Na prática, limitar o poder redistributivo do Estado é limitar a incidência da Lei de Director.

Um bem-estar melhor seria muito mais pautado em um liberalismo suficientariano, sendo possível diminuir o tamanho do Estado e sua capacidade redistributiva e, ainda assim, melhorar a ajuda pública aos mais pobres, desde que os diversos programas governamentais sejam substituídos por transferências diretas de renda focadas nos mais desfavorecidos, como o próprio Bolsa-Família ou o Imposto de Renda Negativo (ou mesmo subsídios salariais, como proposto por Edmund Phelps), ao invés de serviços e benefícios oferecidos pelo Estado a todos. É por isso que o filósofo Loren Lomasky argumenta que, se John Rawls tivesse desenvolvido sua concepção de justiça focando nos aspectos potencialmente mais libertários dela, ele acabaria apoiando outro sistema político-econômico, com um livre mercado associado a uma rede de segurança focada nos setores mais pobres da sociedade.

E, como eu já defendi em uma apresentação para o EPL, é muito importante recuperar a concepção ética subjacente ao livre mercado: não impor os seus próprios custos aos outros. James Buchanan fala mesmo em recuperar a “religião cívica” do liberalismo clássico pela qual um indivíduo auto-confiante permanece zeloso de sua própria liberdade e seguro de sua própria habilidade em assegurar seu próprio bem-estar sob um Estado constitucionalmente limitado.

Portanto, ser crítico em relação ao Estado de Bem-Estar Social tradicional não é ser contrário aos pobres, uma vez que esse modelo tende a beneficiar a classe média de forma desproporcional. Um liberalismo suficientariano é um modelo melhor àquele cuja preocupação principal é com os mais pobres de uma sociedade. E, como Edmund Phelps bem concluiu, a América Latina (incluindo o Brasil) deve resistir à ideia de que deveria adotar o aparato de bem-estar social europeu, caso queira o renascimento de um vibrante capitalismo inclusivo.

Publicado originalmente aqui.

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Fonte: https://neoliberais.com/2020/10/28/quan ... is-pobres/

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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O ganhador do Prêmio Nobel de 1970 Paul Samulson foi um dos maiores economistas da segunda metade do século XX. Conhecido pelo público geral especialmente por sua coluna na revista americana Newsweek, onde contrapunha com ninguém menos que Milton Friedman, Samuelson também foi o autor de Economics, que contando todas as suas edições desde os anos 1940 até hoje, é o manual de economia mais vendido de todos os tempos, mesmo tendo perdido espaço recentemete. Embora sua figura seja frequentemente ligada à esquerda, (sem dúvidas, há alguns erros importantes nas versões mais antigas de Economics, como suas frustradas previsões acerca do crescimento do PIB soviético, o que fez o livro inclusive ser alvo dos Macarthistas), a produção acadêmica de Samuelson não se desviou do mainstream que ele ajudou a construir.

A edição mais recente de Economics foi publicada em 2009, ano da morte de Samuelson, e tem como coautor outro gigante, William Nordhaus, também vencedor do Nobel, em 2018. Tal versão começa com uma “proclamação centrista” escrita pelo próprio Samuelson, o que nos permite ao menos pensar se sua fama de esquerdista não seria, na melhor das hipóteses, superestimada. A edição de 2009 de Economics também tem como exemplo em sua crítica ao protecionismo o caso da indústria brasileira de computadores nos anos 80. Segue abaixo uma tradução da história contada pelos autores:

O Brasil oferece um exemplo notável das armadilhas do protecionismo. Em 1984, o Brasil aprovou uma lei proibindo a importação da maioria dos computadores estrangeiros. A ideia era fornecer um ambiente protegido no qual a própria indústria nascente de computadores do Brasil pudesse se desenvolver. A lei foi rigorosamente aplicada através de uma “polícia de informática” especial, que revistava escritórios e salas de aula em busca de computadores importados ilegalmente.

Os resultados foram estarrecedores. Tecnologicamente, os computadores de fabricação brasileira estavam anos atrás de um mercado global em rápida evolução, e os consumidores pagavam 2 ou 3 vezes o preço internacional - quando podiam comprá-los. Ao mesmo tempo, como os computadores brasileiros eram muito caros, eles não conseguiam competir no mercado internacional, de modo que as empresas brasileiras de computadores não podiam aproveitar as economias de escala vendendo para outros países. O alto preço dos computadores também prejudicou a competitividade do restante da economia. “Estamos efetivamente muito atrasados ​​por causa desse nacionalismo sem sentido”, disse Zélia Cardoso de Mello, ministra da Economia do Brasil em 1990. “O problema do computador bloqueou efetivamente a modernização da indústria brasileira”.

A combinação da pressão dos consumidores e empresas brasileiras com as demandas dos EUA por mercados abertos forçou o Brasil a abandonar a proibição de computadores importados em 1992. Em um ano, as lojas de eletrônicos em São Paulo e no Rio de Janeiro estavam cheias de laptops importados, impressoras a laser, e telefones celulares, e as empresas brasileiras poderiam começar a explorar a revolução do computador. Cada país e cada geração aprende novamente as lições da vantagem comparativa.

N.T.: há uma versão oficial de Economics lançada no Brasil pela McGraw-Hill. A tradução dessa versão pode ser diferente da deste texto.
Fonte: https://neoliberais.com/2020/12/07/trad ... -nordhaus/

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Os carros não podiam ter injeção e ignição eletrônicas porque usavam microprocessadores, portanto eram uma ameaça à indústria eletrônica nacional.
O Collor fez um monte de besteiras, mas acertou ao permitir importações.
No começo, vinha tudo pronto de fora, mas, com o tempo, os fabricantes estrangeiros montaram fábricas aqui.

Lembro do início dos anos 90, com um monte de empresinhas familiares (leia-se "muambeiros") trazendo computadores de Miami, de forma mais ou menos legal, para vender aqui.

E lembro da Cora Rónai dizendo que deveria haver uma estátua em homenagem ao contrabandista desconhecido no aeroporto do Galeão. Sem eles, as coisas teriam sido muito piores.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

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A teoria de máxima eficiência na alocação de recursos pelo livre-mercado poderia ser refutada por um (cada vez menos) hipotético supercomputador movido pela Inteligência Artificial? Um computador que saberia alocar recursos melhor que o próprio mercado?

E, mesmo nesse cenário, teria ainda motivos para defendermos uma alocação via livre-mercado, ainda que menos eficiente?
Imaginem os seguintes experimentos mentais:

Matrix: você pode escolher duas pílulas – uma vermelha e uma azul. A vermelha fará com que você continue vivendo sua vida, nada além disso.

A azul fará com que você seja conectado àquilo que chamaremos de Máquina de Experiência. Nela, seu cérebro será retirado do seu corpo e será acoplado a uma máquina que te dará a experiência que quiser. Você poderá ter as experiências de um bilionário; de alguém que escreveu um grande romance, como “Vinhas da Ira”; de um grande instrumentista, como Eddie Van Halen; ou seja, a experiência que quiser. Você aceitaria ser conectado nessa máquina? (argumento inspirado em NOZICK, 1974).

O ditador e seu computador onisciente: a teoria epistemológica de Hayek seria refutada* pela existência de um ditador e seu supercomputador, um computador que sabe alocar recursos melhor que o próprio mercado. O processo de descoberta capitalista se torna, então, ineficiente e obsoleto perto dos conhecimentos do computador, que sabe dizer onde qualquer recurso terá seu valor de mercado mais elevado. Nessa sociedade, o ditador usa de seu computador como fiel guia de alocação de recursos, e nada além disso é permitido, configurando-se como uma ditadura em que a liberdade econômica é negada. Uma sociedade sob este tipo de ditadura será, portanto, mais próspera do que sociedades baseadas numa economia de livre mercado; todavia, o indivíduo não terá mais a liberdade de escolher como utilizar seus talentos e bens. Tal liberdade é deveras ineficiente perto da onisciência do computador do ditador. Se você trabalhar e investir seus bens conforme ele exigir, a sociedade não só será mais rica, como também menos pobre e desigual. Você gostaria de viver nesse tipo de sociedade?

Antes de responder diretamente o que esses dois casos têm a ver com livre mercado e liberdade, devemos responder o que você perderá caso responda afirmativamente as duas questões. No caso da Matrix, você somente será um receptáculo de experiências – isto é, você não é um agente. Você comete, de certa forma, suicídio, pois você, num sentido rigoroso, não é você. Você apenas recebe experiências prazerosas, não realizando nenhuma atividade. Você não é um grande instrumentista, apenas tem as experiências de um. Você poderia ter uma vida muito mais prazerosa do que a vida que teria se tivesse aceitado a pílula vermelha, mas sacrificaria sua autonomia e sua agência. É uma vida prazerosa (infinitamente prazerosa, se quiser), mas ausente de agência, já que você não realiza nenhuma ação.

No segundo caso, você poderia viver numa sociedade muito mais próspera e justa (no sentido de existir menos pobreza) do que a atual, mas também sacrificaria sua agência. Nela, você não é o criador de sua própria riqueza. Não se empreende, não se investe, não se trabalha, não se troca como bem entender. E no caso de impossibilidade de se empreender, também se torna impossível inovar e, com isso, criar e satisfazer novos gostos. Ou seja, por mais que essa seja uma sociedade mais justa e rica, é uma sociedade que negligencia a liberdade das pessoas de agir mediante suas próprias vontades, escolhendo onde trabalhar, o que produzir, e o que consumir. Nesse ponto, não significa dizer que devemos dar prioridade absoluta às liberdades econômicas, desprezando suas consequências, apenas significa dizer que a visão meramente instrumental do livre mercado ignora, ao desconsiderar o valor da escolha individual, o que torna a vida dos indivíduos valiosa e digna de ser vivida: o fato daquela vida, com todos os sucessos e fracassos, ser sua vida.

Já o mérito do sistema de mercado não reside apenas em sua capacidade de gerar resultados mais eficientes, mas também na forma com que confere aos indivíduos a liberdade de criar suas próprias vidas. Isso é uma reflexão que une pessoas como Robert Nozick, Adam Smith, e Amartya Sen (SEN, 2010). Sen, vale dizer, compreendeu que é um erro apreciar o mercado apenas em seus efeitos ou em termos derivativos, e reconheceu, junto com Smith, que a liberdade de troca e transação faz parte de um conjunto de liberdades que as pessoas têm razão intrínseca para valorizar. É claro que certos libertários e anarcocapitalistas podem levar essas liberdades a consequências esdrúxulas e contraintuitivas, mas, no mínimo, também compreendem que essas liberdades também têm função intrínseca, não apena instrumental. Então, sim, faz sentido viver numa sociedade menos próspera e mais injusta (talvez muito mais injusta) do mesmo jeito que faz sentido viver uma vida menos prazerosa, não conectada à Matrix e à máquina de experiência, pois essas são vidas mais completas do que as vidas alternativas.

Pode-se argumentar que os dois experimentos não são iguais. No primeiro, há a liberdade de escolher qual tipo de experiência a pessoa receberá; no segundo, nem isso existe. De fato, está correto, mas devemos ressaltar que o fato de um ditador e seu computador onisciente conseguirem alocar recursos – inclusive sua própria força de trabalho - de forma mais eficiente que o livre mercado pouco importa se o que você quer – e é racional que queira – é viver sua vida com a capacidade de trabalhar, trocar, produzir, e consumir o que bem entender. Da mesma forma, pouco importa a liberdade de escolha de quais experiências receber se o que você quer é fazer as coisas e, com essa realização, receber experiências.

*Não é nosso intuito discutir se a teoria de Hayek realmente pode ser refutada por um megacomputador. Tratemos apenas como um exemplo.

Referências
NOZICK, R. Anarchy, State, and Utopia. Basic Books, 1974.

SEN, A. Desenvolvimento como liberdade. Edição: Edição de bolso ed. São Paulo
(SP): Companhia de Bolso, 2010.

(...)
Fonte: https://neoliberais.com/2021/01/05/sobr ... e-mercado/

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Elegem políticos que fazem leis ruins que regulamentam os espaços privados nas cidades brasileiras e depois se vitimizam tentando concentrar a culpa do preço dos imóveis na "ganância dos especuladores imobiliários":
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Menos jardins, mais arranha-céus. Esse deveria ser o lema dos neoliberais em seu ativismo pelas cidades. O lobby de moradores residentes em áreas privilegiadas acaba sendo um dos principais entraves para a livre atuação das forças de mercado na expansão da cidade.

Não são apenas os magnatas do mercado imobiliário que perdem com isso, como alguma crítica simplista poderia levar a crer. Perdem todos que habitam a cidade, com maiores congestionamentos, desperdício de recursos e, principalmente, desperdício de tempo - o tempo livre, talvez mais produtivo que muito do tempo supostamente produtivo.

Perde seu tempo livre a mãe negra da periferia que precisa tomar 3 conduções e gasta 3 horas no trânsito apenas para chegar ao trabalho e depois não tem nem tempo nem espaço mental para orientar seus filhos nas lições escolares. Como no exemplo acima o dano é diluído, então é de difícil mensuração. Mas ele está lá, corroendo o tempo e a qualidade de vida dos moradores das grandes cidades.

***

A seguir, explicamos de modo bastante resumido alguns conceitos e leis que regulamentam os espaços privados nas cidades brasileiras e o que deve ser feito para criarmos cidades melhores e gerar mais prosperidade.

Trata-se basicamente de um resumo, acrescido de alguns apontamentos, do Guia de Gestão Urbana elaborado por Anthony Ling, criador do site Caos Planejado.

Considere depois ler o Guia na íntegra. E considere falar com vereadores, prefeito e demais autoridades de sua cidade sobre como tornar sua cidade mais densa, mais vertical e, acima de tudo, mais livre e amigável para todos.

***

Uso do Solo

Um dos mecanismos legais de controle do uso do solo urbano é o índice ou coeficiente de aproveitamento (IA ou CA a depender do município). Funciona da seguinte maneira: a área total do lote multiplicada pelo índice é o máximo de área construída permitida para aquele terreno. Por exemplo, para um terreno de 300 m² e CA = 2 , a área máxima que um edifício construído nesse terreno pode ter é de 600 m².

O CA é um dos mecanismos utilizados pelas prefeituras para guiar a expansão urbana. Um bairro onde se pretende conter a expansão urbana recebe um coeficiente baixo (menor que 1 no extremo sul de São Paulo, por exemplo), e um bairro onde se pretende estimular a ocupação recebe um coeficiente mais alto.

Há ainda o instrumento complementar de outorga onerosa. Estipula-se um CA Básico e um CA Máximo, mais elevado que o primeiro. O incorporador imobiliário que desejar construir um empreendimento com área total maior do que o que seria permitido pelo CA básico deve então pagar um valor à prefeitura pelo direito de construir e deverá obedecer a um novo limite, estipulado pelo poder público, e obedecendo ao CA Máximo.

Há aqui dois problemas: o primeiro é uma restrição de oferta por força de lei, o que pressiona o preço do solo urbano, e o segundo é de fragilidade institucional, já que grupos organizados podem pressionar o poder público pela mudança do CA com fins pouco republicanos.

Há também alguns problemas de distorção de incentivos, vide que nem toda a área construída é contabilizada para o cálculo da área total. A grande profusão de “fachadas gourmet” como tendência recente do mercado imobiliário é um exemplo disso.

Pelo que devemos pressionar aqui?

Como resposta, deve-se propor um marco legal isonômico e transparente. Fica estabelecido para todo o solo urbano um CA Básico = 1. Incorporadores que queiram construir acima desse total poderão pagar proporcionalmente pela área acrescida sem o limite do CA Máximo. Ou seja, nesse modelo extingue-se o limite de ocupação do terreno, desde que o incorporador esteja disposto a pagar pelo direito de construir. Consequentemente, os incentivos para a expansão urbana serão ditados pela demanda por imóveis e não por uma definição arbitrária do poder público.

Bairros com maior cobertura de infraestrutura urbana, acesso a equipamentos públicos, presença de comércio e outros fatores subjetivos da preferência dos compradores terão maior demanda por edificações e, portanto, maior viabilidade para que incorporadores paguem pelo direito de construir.

Contudo, talvez valha manter o CA Básico mais baixo por questões principalmente ambientais, tal como em zonas de mananciais como o Extremo Sul de São Paulo, por exemplo. A expansão urbana contida em áreas de mananciais, Áreas de Proteção Permanente, e encontas estará em muito compensada pela expansão vertical dos centros urbanos.

Por fim, pressionar pela vinculação, ainda que parcial, dos valores arrecadados pela prefeitura na melhoria da infraestrutura do próprio bairro sendo adensado, de modo que eventuais problemas urbanos decorrentes do adensamento sejam compensados.

Zoneamento
O segundo grande instrumento da política urbana é o Zoneamento. De maneira geral, o zoneamento rege sobre a natureza das atividades permitidas em dada porção do solo urbano, atuando, entre outras coisas, sobre a liberação de alvarás.

Uma Zona Estritamente Residencial, por exemplo, não admite nenhum estabelecimento de comércio. Via de regra, a restrição mais comum do Zoneamento Funcional é segregar uso residencial e comercial. Novamente encontramos um problema do ponto de vista técnico e um problema de captura de regulação.

Em primeiro lugar, segregar residências de comércio causa um esvaziamento do espaço público, seja no caso dos bairros dormitório ou dos centros estritamente comerciais. Além de causar sensação de insegurança e engessar os empreendimentos comerciais e de serviços, o zoneamento funcional aumenta distâncias e agrava problemas de movimento pendular.

Em segundo lugar, o zoneamento cria incentivos para o comportamento oportunista, por exemplo, por parte de associações de moradores que desejem manter a característica de subúrbio residencial dos seus bairros. O caso dos Jardins em São Paulo é um exemplo emblemático desse tipo de atuação deletéria, mas está longe de ser o único.

Pelo que devemos pressionar aqui?

Para retomar a dinâmica do espaço público, portanto, devemos eliminar o zoneamento que segrega as atividades comerciais das atividades residenciais.

Faz sentido, contudo, manter a segregação das atividades industriais, principalmente pelo seu impacto na saúde. De todo modo, nos grandes centros urbanos a própria dinâmica do mercado imobiliário tende a expulsar atividades industriais ou de logística para a periferia urbana. Pressionados pelo custo do solo, tais atividades tendem a se mover em direção à periferia urbana ou mesmo à periferia das regiões metropolitanas.

Afastamentos obrigatórios
Afastamentos e recuos obrigatórios são exigências comuns da legislação urbana criados sob a justificativa de melhorar a ventilação do espaço urbano. Os autores argumentam, no entanto, que não há evidências significativas do efeito da medida sobre a qualidade do ar e a proliferação de doenças.

Há, porém, evidências significativas do impacto dos afastamentos e recuos obrigatórios sobre a economia urbana. Por efeito dos recuos e afastamentos obrigatórios, aumenta-se a distância entre a fachada dos edifícios e a calçada e a distância entre edificações. Consequentemente, aumenta-se a percepção de isolamento entre edificação e espaço público, reduzindo a atividade nas calçadas, o que gera impacto também sobre a viabilidade de comércio e serviço nestes edifícios. Isso por sua vez pode tornar tais ruas mais vazias e assim ter impacto na segurança pública, tal como vimos com o zoneamento.

Há ainda um efeito de restrição de oferta, ainda que indireta. Os afastamentos exigem um terreno maior do que a área ocupada pelo edifício e, em regra, aumentam em dimensão de acordo com a altura do edifício. Com efeito há uma redução do potencial construtivo do terreno e menos oferta de imóveis.

Pelo que devemos pressionar aqui?

Que os planos diretores não tenham regras de afastamentos obrigatórios.

Fachada ativa
Fachada Ativa é um termo utilizado para classificar edificações com uso comercial, de serviços ou outros equipamentos abertos ao público no andar térreo. Apesar de haver incentivos a esse tipo de uso em alguns planos diretores (o de São Paulo, por exemplo), há uma série de outros mecanismos que atuam no sentido contrário.

Como vimos acima, os recuos obrigatórios que afastam os edifícios do espaço público e o zoneamento funcional, que esvazia as calçadas, são alguns exemplos de mecanismos diretos; há outros que funcionam de maneira indireta. Ao calcular a área total edificada para o cálculo do Coeficiente de Aproveitamento, é comum que espaços de uso comum aos moradores ou vagas de estacionamento sejam excluídas da contabilização. Esse tipo de instrumento regulatório cria desincentivos aos incorporadores imobiliários para a criação de edifícios com fachadas ativas.

Pelo que devemos pressionar aqui?

Que os espaços de estacionamento e de uso comum aos moradores sejam contabilizados na área total edificada.

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Exemplo de fachada ativa

Exigências de Estacionamento
Outro erro comum aos códigos de obras de diversas cidades é a exigência de um certo montante de vagas de estacionamento em função do tipo de uso e do porte do projeto. O primeiro impacto óbvio da medida é o implícito incentivo ao uso de automóveis.

O segundo é sobre os custos da edificação. Não só o incorporador imobiliário terá um custo extra com estacionamento que será embutido no valor do imóvel independentemente de haver ou não demanda por parte dos compradores, como também a exigência pode forçar uma reconfiguração do empreendimento; o incorporador imobiliário pode se ver obrigado a adaptar o edifício ao número de vagas exigido. No fim das contas, a consequência é uma restrição de oferta, o que pressiona o preço dos imóveis.

Por fim há um impacto sobre a paisagem urbana. Como foi comentado previamente, é comum que o estacionamento não seja computado na contabilização da área total edificada. Isso, quando combinado ao desincentivo à ocupação do andar térreo com uso público cria as condicionantes para sua ocupação com estacionamentos privativos.

Pelo que devemos pressionar aqui?

Alterações em duas frentes: em primeiro lugar, é necessário extinguir a exigência de vagas de estacionamento para novas edificações. Esta deve ser uma decisão dos incorporadores imobiliários condicionada pela demanda dos compradores e a viabilidade econômica do empreendimento. Em segundo lugar, que o estacionamento seja contabilizado da mesma forma que a área privativa, tal como propomos acima, removendo os incentivos implícitos à ocupação do terreno com estacionamento.

Limites de Altura
É comum também que os códigos de obras imponham limites à altura máxima e ao número de pavimentos de edifícios. Tal medida, em conjunto com as restrições de índice de aproveitamento e recuos obrigatórios, discutidas anteriormente, atuam como restrições de oferta de imóveis no solo urbano.

Além de efeitos sobre os custos, a restrição implica que a expansão urbana se dê por espraiamento ao invés de por verticalização.

Pelo que devemos pressionar aqui?

Que as limitações de altura e gabarito sejam extintas para novas construções.

Aprovação de Projetos
Para além de todos os itens discutidos anteriormente, a administração municipal e estadual conta com diversas normas legais e infralegais para a aprovação de projetos. A complexidade, e por vezes contradições, do marco regulatório das edificações urbanas dificulta e aumenta os custos dos empreendimentos imobiliários e, por vezes, os inviabiliza totalmente.

Pelo que devemos pressionar aqui?

Para além das propostas já apresentadas, que a legislação seja revisada com vistas à sua simplificação. Parâmetros de qualidade e segurança são regidos por normativas técnicas de domínio dos profissionais que atuam na construção civil. Ao invés de manter um aparato extenso de fiscalização prévia, é mais eficiente responsabilizar juridicamente os responsáveis pela obra quando a não observância das normas técnicas gerar danos ou prejuízos.

Regularização Fundiária
A experiência realizada no Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro, mostra uma série de benefícios ao poder público e à comunidade resultantes da regularização fundiária dos imóveis. A formalização permite acesso ao mercado de crédito, facilita o empreendedorismo e garante segurança jurídica aos moradores de aglomerados subnormais. Na outra ponta, o processo gera ganhos de arrecadação e facilita a atuação e provisão de serviços ao poder público.

A regularização exige um trabalho detalhista e extenso junto à associação de moradores bem como a determinação de um intervalo temporal específico para a medida com vistas a evitar comportamento oportunista, no entanto, a experiência realizada no Rio de Janeiro garante os benefícios a longo prazo de um trabalho meticuloso.

Elaborado por Gabriel Nunes e Fernando Moreno.
Fonte: https://neoliberais.com/2021/03/17/pres ... is-livres/

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Há vantagens na verticalização: facilita o fornecimento de energia elétrica, água, gás, esgoto etc.
Ou serviços como comércio ou hospitais.
Reduz as distâncias e necessidade de transporte.

Por outro lado, há que criar jardins, parques e outras opções que impeçam as cidades de se tornarem selvas de pedra.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Fernando Silva escreveu:
Qua, 30 Agosto 2023 - 10:52 am

Por outro lado, há que criar jardins, parques e outras opções que impeçam as cidades de se tornarem selvas de pedra.
As leis que restrigem a verticalização fazem justamente o contrário disso. Quanto menos uso intensivo do espaço privado urbano for liberado, menos metros quadrados para área verde urbana sobram.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Deve ser raro achar alguém que se denomine de uma ideologia ser fiel a essa ideologia.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Agnoscetico escreveu:
Ter, 12 Setembro 2023 - 23:54 pm
Deve ser raro achar alguém que se denomine de uma ideologia ser fiel a essa ideologia.
Cada um adapta a ideologia às suas conveniências pessoais.
Cada um decide o que é importante e que pode ser ignorado.
O mesmo ocorre com as crendices.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Troféu Econômico Jumento de Ouro para quem comandou a iniciativa descrita na notícia abaixo:
Juiz determinou que a Uber contrate todos os cerca de 500 mil motoristas cadastrados, além de pagar uma multa de R$ 1 BILHÃO por danos morais coletivos. Além disso, mais R$ 10 mil de multa POR DIA POR MOTORISTA não registrado. Se isso aí não for revertido nos tribunais superiores, é o fim da Uber no Brasil, e os 500 mil motoristas que supostamente seriam protegidos pela justiça do trabalho vão todos ficar desempregados. A insegurança justiça no Brasil é bizarra.
(MBL)

Fonte: perfil do Twitter do MBL.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

“Projeto quer proibir 'carne' feita em laboratório para proteger ruralistas… - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/re ... listas.htm

Um destaque para dois trechos dessa matéria curta do UOL, que cita Tião Medeiros, Presidente da Comissão de Agricultura na Câmara e membro da Frente Parlamentar da Agricultura:

Na justificativa, Medeiros escreve que a medida "é necessária para proteger a indústria pecuária nacional", e que a pesquisa realizada sobre carne feita em laboratório oferece uma ameaça ao Brasil de várias maneiras. (…)

O parlamentar ressalta que o desenvolvimento do mercado de carnes de laboratório baixaria o preço da carne animal, pela "concorrência desleal" do novo produto, cujos produtores "não enfrentam os mesmos desafios e custos que os pecuaristas tradicionais.
Esse é um recado muito revelador para desnudar os baba-ovos da bancada do Agro, como o MBL:
https://www.youtube.com/shorts/56qdA7mqyoQ

Reivindicação de protecionismo e reserva de mercado, como os capitalistas industriais de compadrio do Brasil já fazem há tempos. Tsc, tsc, tsc.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Huxley escreveu:
Sex, 29 Setembro 2023 - 23:45 pm
“Projeto quer proibir 'carne' feita em laboratório para proteger ruralistas… - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/re ... listas.htm

Um destaque para dois trechos dessa matéria curta do UOL, que cita Tião Medeiros, Presidente da Comissão de Agricultura na Câmara e membro da Frente Parlamentar da Agricultura:
Na justificativa, Medeiros escreve que a medida "é necessária para proteger a indústria pecuária nacional", e que a pesquisa realizada sobre carne feita em laboratório oferece uma ameaça ao Brasil de várias maneiras. (…)

O parlamentar ressalta que o desenvolvimento do mercado de carnes de laboratório baixaria o preço da carne animal, pela "concorrência desleal" do novo produto, cujos produtores "não enfrentam os mesmos desafios e custos que os pecuaristas tradicionais.
Esse é um recado muito revelador para desnudar os baba-ovos da bancada do Agro, como o MBL:
https://www.youtube.com/shorts/56qdA7mqyoQ
Reivindicação de protecionismo e reserva de mercado, como os capitalistas industriais de compadrio do Brasil já fazem há tempos. Tsc, tsc, tsc.
Temos que proibir os computadores pessoais para proteger os fabricantes de máquinas de escrever.
Temos que proibir as máquinas de escrever para não desempregar os escrivães.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Agnoscetico
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Mensagem por Agnoscetico »

Huxley escreveu:
Sex, 29 Setembro 2023 - 23:45 pm
“Projeto quer proibir 'carne' feita em laboratório para proteger ruralistas… - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/re ... listas.htm

Um destaque para dois trechos dessa matéria curta do UOL, que cita Tião Medeiros, Presidente da Comissão de Agricultura na Câmara e membro da Frente Parlamentar da Agricultura:

Na justificativa, Medeiros escreve que a medida "é necessária para proteger a indústria pecuária nacional", e que a pesquisa realizada sobre carne feita em laboratório oferece uma ameaça ao Brasil de várias maneiras. (…)

O parlamentar ressalta que o desenvolvimento do mercado de carnes de laboratório baixaria o preço da carne animal, pela "concorrência desleal" do novo produto, cujos produtores "não enfrentam os mesmos desafios e custos que os pecuaristas tradicionais.
Esse é um recado muito revelador para desnudar os baba-ovos da bancada do Agro, como o MBL:
https://www.youtube.com/shorts/56qdA7mqyoQ

Reivindicação de protecionismo e reserva de mercado, como os capitalistas industriais de compadrio do Brasil já fazem há tempos. Tsc, tsc, tsc.
Isso nem é tão surpresa assim.
Que tem de caso de gente que ta disposta ir contra algum progresso pra manter pessoas dependentes de oligarquia e monopólios. Tem muitos que se dizem liberal e libertário mas na prática não passa de neoliberal fisiológico.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

No começo da ditadura chilena, as tarifas de importação chegavam a 65%. Os Chicago boys derrubaram a tarifa média para 10% em 1980.
Com a democracia, o país continuou se abrindo e a tarifa média alcançou 3% em 2003. É uma história impressionante.
(Leonardo Monastério)

Fonte: https://twitter.com/lmonasterio/status/ ... 5174343946

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Huxley escreveu:
Seg, 02 Outubro 2023 - 23:38 pm
No começo da ditadura chilena, as tarifas de importação chegavam a 65%. Os Chicago boys derrubaram a tarifa média para 10% em 1980.
Com a democracia, o país continuou se abrindo e a tarifa média alcançou 3% em 2003. É uma história impressionante.
(Leonardo Monastério)

Fonte: https://twitter.com/lmonasterio/status/ ... 5174343946
Allende quebrou o país. Expropriou e nacionalizou tudo arbitrariamente, imprimiu dinheiro adoidado etc.
No fim, só a extrema esquerda o apoiava.
Se os militares não tivessem barbarizado, hoje, em vez de mártir, ele seria apenas uma nota de rodapé nos livros de história.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Fernando Silva escreveu:
Ter, 03 Outubro 2023 - 09:23 am
Huxley escreveu:
Seg, 02 Outubro 2023 - 23:38 pm
No começo da ditadura chilena, as tarifas de importação chegavam a 65%. Os Chicago boys derrubaram a tarifa média para 10% em 1980.
Com a democracia, o país continuou se abrindo e a tarifa média alcançou 3% em 2003. É uma história impressionante.
(Leonardo Monastério)

Fonte: https://twitter.com/lmonasterio/status/ ... 5174343946
Allende quebrou o país. Expropriou e nacionalizou tudo arbitrariamente, imprimiu dinheiro adoidado etc.
No fim, só a extrema esquerda o apoiava.
Se os militares não tivessem barbarizado, hoje, em vez de mártir, ele seria apenas uma nota de rodapé nos livros de história.
Francisco Franco também neutralizou o risco de que comunistas chegassem ao poder político na Espanha. E nem por isso deixou de ser um bosta. Idem para Pinochet no Chile.

Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

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Re: Liberalismo e Anarcocapitalismo

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Fernando Silva escreveu:
Qua, 04 Outubro 2023 - 08:25 am
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Isso acima só foi parte da história. Depois disso, foram 17 anos de “modelo de exceção” do que era para ser transitório. Tem gente que acreditou em Papai Noel Justiceiro Anticomunista Chileno. Alguns desses papais noéis recentemente foram condenados pela justiça chilena a décadas de cadeia por sequestro, tortura e assassinato. A lição que ficou é que adianta nada criticar ditaduras comunistas e acreditar em “tortura do bem” e “ditadura de 17 anos do bem”.

Re: Liberalismo Econômico

Huxley
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Re: Liberalismo Econômico

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Re: Liberalismo Econômico

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

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Re: Liberalismo Econômico

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Re: Liberalismo Econômico

Huxley
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Re: Liberalismo Econômico

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Re: Liberalismo Econômico

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Demorar 10 anos para implantar o IVA é uma grande incompetência.
O certo seria taxar somente a renda e o IVA somente para o imposto seletivo, como coisas que prejudicam a saúde ou o meio ambiente.

Alíquota diferenciada é bandidagem porque precisaria de um "juiz" para decidir o que deve ter isenção, e políticos e lobistas são os piores para decidir isso. Por isso, é melhor manter zerado ou isentar apenas alimentos e medicamentos.

Re: Liberalismo Econômico

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Porque funcionou super bem na Turquia (e em todos os países que tentaram também)…
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(Alexandre Schwartsman)

Fonte: https://twitter.com/AlexSchwartsman/sta ... 8515918259

Re: Liberalismo Econômico

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

O ideal é que o governo nunca tenha dívidas, por isso o certo é minimizar a Selic com ou sem inflação.
Aumentar a Selic pode reduzir a inflação no curto prazo, mas aumentará os juros que o governo tem que pagar e, tendo mais dificuldade, acabará tendo que imprimir dinheiro. Juros altos também faz os investidores preferir emprestar para o governo do que investir em negócios e dificulta a vida de empreendedores que precisam de empréstimo. Sufoca a economia impedindo o aumento na produção de produtos e serviços para equilibrar com a oferta monetária.

Re: Liberalismo Econômico

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Seg, 25 Dezembro 2023 - 12:47 pm
O ideal é que o governo nunca tenha dívidas, por isso o certo é minimizar a Selic com ou sem inflação.
Aumentar a Selic pode reduzir a inflação no curto prazo, mas aumentará os juros que o governo tem que pagar e, tendo mais dificuldade, acabará tendo que imprimir dinheiro. Juros altos também faz os investidores preferir emprestar para o governo do que investir em negócios e dificulta a vida de empreendedores que precisam de empréstimo. Sufoca a economia impedindo o aumento na produção de produtos e serviços para equilibrar com a oferta monetária.
A Turquia também pensava assim...

Re: Liberalismo Econômico

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Tutu
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Huxley escreveu:
Seg, 25 Dezembro 2023 - 13:13 pm
A Turquia também pensava assim...
A Turquia depende muito de importação e, por isso, a moeda está desvalorizada. Não é vantagem aumentar os juros da dívida pública para atrair dólares de investidores estrangeiros. Seria mais eficaz aproveitar a moeda desvalorizada para investidores estrangeiros investir no setor privado. O melhor caminho é desenvolver a indústria nacional que conseguirá competir melhor com a estrangeira enquanto a moeda estiver desvalorizada, sem protecionismo alfandegário.

Se a inflação está contínua, ultrapassando a proporção das crises econômicas, incluindo crise energética e pandemia, que são coisas temporárias, então significa que o governo está imprimindo dinheiro. Inflação natural tem limite e dura enquanto o custo de produção estiver alto e isso significa escassez e assim não tem como criar produção magicamente. Se a inflação passa do limite é porque o governo imprime dinheiro. Atrair investidor estrangeiro aumentando os juros está criando uma dívida que será paga no futuro.

Re: Liberalismo Econômico

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu:
Seg, 25 Dezembro 2023 - 22:33 pm
Huxley escreveu:
Seg, 25 Dezembro 2023 - 13:13 pm
A Turquia também pensava assim...
A Turquia depende muito de importação e, por isso, a moeda está desvalorizada. Não é vantagem aumentar os juros da dívida pública para atrair dólares de investidores estrangeiros. Seria mais eficaz aproveitar a moeda desvalorizada para investidores estrangeiros investir no setor privado. O melhor caminho é desenvolver a indústria nacional que conseguirá competir melhor com a estrangeira enquanto a moeda estiver desvalorizada, sem protecionismo alfandegário.

Se a inflação está contínua, ultrapassando a proporção das crises econômicas, incluindo crise energética e pandemia, que são coisas temporárias, então significa que o governo está imprimindo dinheiro. Inflação natural tem limite e dura enquanto o custo de produção estiver alto e isso significa escassez e assim não tem como criar produção magicamente. Se a inflação passa do limite é porque o governo imprime dinheiro. Atrair investidor estrangeiro aumentando os juros está criando uma dívida que será paga no futuro.
A Turquia tentou controlar a inflação baixando os juros… E fracassou…

Isso é o que dá em acreditar que o sintoma é a doença. A Turquia quebrou o termômetro para tentar acabar com a febre.
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