Ele mente, nós desmentimos.

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Pedro Reis
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Mensagem por Pedro Reis »

Tinha impressão que já havia um tópico assim. Se houver, peço à administração que mova os posts pra lá.

A História irá se referir a este governo como um período em que, com truques de internet, pretendeu-se substituir realidade por narrativas delirantes. Um presidente e um governo que não conheceram limites para a cara de pau.

O afirmado hoje ( e gravado, filmado, noticiado, registrado e testemunhado ) é negado amanhã, contradito, substituído pela afirmação contrária, como se ninguém fosse capaz de lembrar de nada que se passou além da última meia hora.

Moro herói, Moro bandido traidor. Roberto Jefferson bandido. Roberto Jefferson homem de valor.

Inimigos viram aliados. Aliados são inimigos. Depois voltam a ser aliados. Parece que estamos vivendo naquele mundo do pesadelo de George Orwell.

Este tópico é para registrar as "fake news" disseminadas pelos grupos de apoio ao governo e mentiras proferidas pelo próprio presidente da república.

Re: Ele mente, nós desmentimos.

Pedro Reis
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Grupos de WhatsApp usam desinformação para negar histórico antivacina e elogiar atuação de Bolsonaro

Por Bernardo Barbosa

7 de abril de 2021, 14h53

Após meses de propaganda antivacina, grupos bolsonaristas têm mudado o tom no WhatsApp e agora se concentram em elogiar as ações do governo federal na vacinação contra a Covid-19. Análise do Radar Aos Fatos em 87 grupos públicos de discussão política mostra que, embora críticas aos imunizantes ainda circulem, os usuários tentam negar o histórico contrário à vacinação do presidente Jair Bolsonaro e, com uso de desinformação, culpar adversários políticos por problemas no ritmo da imunização.

Com base no monitoramento sobre Covid-19 do Radar (entenda como a ferramenta funciona aqui), a reportagem encontrou 290 mensagens com elogios à atuação de Bolsonaro na vacinação publicadas entre os dias 22 de março e 5 de abril nos grupos analisados. Ao menos 159 delas (54%), compartilhadas um total de 210 vezes, usavam alegações falsas ou distorcidas ao defender o presidente.

O uso das vacinas como uma pauta positiva para o governo é novidade no WhatsApp bolsonarista. Até fevereiro, o discurso dominante nesse meio era justamente o de críticas aos imunizantes contra a Covid-19 — como o Radar mostrou, eram comuns, por exemplo, falsos relatos de mortes e efeitos colaterais extremos provocados pelas vacinas. Nesta nova análise, porém, o discurso antivacina passou a ser minoria e apareceu em 79 mensagens.

A guinada retórica segue a variação do discurso do próprio Bolsonaro e de sua base. Durante pronunciamento no último dia 23, o presidente disse que sempre afirmou que "adotaríamos qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa", omitindo que, na verdade, deu numerosas declarações contra os imunizantes. Da mesma forma, seus apoiadores no Congresso diminuíram o volume de publicações negativas sobre as vacinas no Twitter e passaram a comemorar anúncios do governo na área.

OMISSÕES E DISTORÇÕES

A imprecisão mais frequente nos grupos analisados, compartilhada em 24% dos posts com desinformação encontrados, é a de que o Brasil é um dos países que mais vacinou no mundo, ponto que vem sendo repetido por Bolsonaro.

“O Brasil é o 5º país que mais vacinou no mundo; (...). Já foram ministradas mais de 13 MILHÕES DE DOSES e, até o final do ano, já estão garantidas 500 MILHÕES”, diz um dos posts compartilhados na primeira semana do levantamento.

Embora seja o quinto país com o maior número absoluto de vacinados, o país está apenas na 70ª posição quando o critério utilizado é a proporção da população que já foi imunizada contra a Covid-19, de acordo com o site Our World In Data, que reúne dados de fontes oficiais de vários países (os números foram atualizados na terça, dia 6). Entre os 30 países com maior população, o Brasil era o sétimo colocado, com 10,3% da população tendo recebido pelo menos uma dose.

Outra alegação imprecisa usada para elogiar a atuação de Bolsonaro, presente em 9% dos posts, foi a de que o Brasil já tem 562 milhões de doses garantidas de vacinas contra a Covid-19 até o fim do ano. A declaração, no entanto, omite que alguns dos imunizantes incluídos nesta conta, como Sputnik V e Covaxin, ainda não receberam o obrigatório aval da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Além disso, os contratos para a compra de doses dos laboratórios Pfizer e Janssen deixam margem para possíveis atrasos na entrega das vacinas, como o próprio Ministério da Saúde informou.

Na mesma linha, outros posts com desinformação (8%) buscavam mostrar Bolsonaro como alguém que agiu na primeira hora para garantir vacinas para o país, ignorando que o presidente não só fez uma série de ataques às vacinas como chegou a desautorizar a compra da CoronaVac e a rejeitar ofertas da Pfizer em 2020.

Um destes posts, por exemplo, se valia da previsão de que a Fiocruz conseguiria produzir semanalmente seis milhões de doses da vacina de Oxford para afirmar que "essa notícia desmente todas as narrativas criadas contra o presidente Jair Bolsonaro, demonstrando que ele sempre teve preocupação com a questão da vacina contra a Covid-19 e trabalhou para que fosse viabilizada".

Esse discurso também apareceu em pronunciamento de Bolsonaro em março. Na ocasião, o presidente disse que “sempre” afirmou que o Brasil adotaria “qualquer vacina, desde que aprovada pela Anvisa”, o que não é verdade.

Além das distorções sobre a atuação do presidente, 13% dos posts traziam a alegação inventada ― e já checada pelo Aos Fatos ― de que o governo Bolsonaro deu um “golpe de mestre” ao iniciar secretamente a produção de uma vacina contra a Covid-19 com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e supervisão de cientistas israelenses. Segundo essas mensagens, Bolsonaro não teria anunciado a medida antes “para que não houvesse interferência dos esquerdopatas”.

OS CULPADOS

Uma parte do discurso sobre vacinas identificado nos grupos consiste em dizer que o governo federal é o único ou o principal responsável por tudo de positivo ligado à vacinação. A outra, em afirmar que há sempre um fator externo ou um adversário político impedindo o governo de avançar ainda mais.

Em 23% dos posts com desinformação encontrados, governadores e prefeitos foram tachados como os únicos culpados pela demora na vacinação no Brasil e acusados de não “acompanhar o ritmo” das doses enviadas pelo governo federal. Embora de fato haja gargalos de logística e distribuição na ponta, as publicações ignoram que o governo federal atrasou entregas de vacinas e que, até meados de março, o próprio Ministério da Saúde recomendava a estocagem de doses para a segunda aplicação dos imunizantes.

De novo, a tentativa de atribuir a responsabilidade por atrasos na vacinação só a governadores e prefeitos reproduz o discurso do próprio governo federal, que, em ofício ao STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que “os atrasos verificados na efetiva aplicação das doses, a cargo dos entes subnacionais, não podem ser imputados ao ente federal”.

Nos posts com uso de desinformação para enaltecer a atuação do governo frente às vacinas, ainda aparecem críticas à esquerda, alvo em 76 publicações, e à imprensa, em 66 mensagens. Os dois atores são tratados como adversários do governo federal que estariam agindo contra avanços na vacinação ou omitindo a divulgação de medidas em prol da imunização.

Referências:
1. Aos Fatos (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8)
2. Our World In Data (1, 2, 3)
3. UOL (1, 2, 3, 4)
4. G1 (1, 2, 3)
5. Ministério da Saúde
6. Folha de S. Paulo
7. Fiocruz

https://www.aosfatos.org/noticias/grupo ... bolsonaro/

Re: Ele mente, nós desmentimos.

Pedro Reis
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Não é verdade que idosa foi enterrada viva em São Paulo

Por Luiz Fernando Menezes

7 de abril de 2021, 16h21

É falso que uma idosa foi enterrada viva em São Paulo após o hospital registrar que ela teria morrido em decorrência da Covid-19, como alegam postagens nas redes sociais (veja aqui). O vídeo que circula com essa alegação mostra o momento em que familiares abrem o caixão de Maria Aparecida Ribeiro durante o enterro, mas os posts checados omitem que, depois, os próprios parentes admitiram o engano e disseram que ela estava de fato morta. Além disso, o exame para detectar o novo coronavírus na idosa deu negativo e consta no atestado de óbito que ela faleceu por “derrame pleural, insuficiência cardíaca e septicemia”.

Publicações enganosas reuniam ao menos 11 mil compartilhamentos no Facebook nesta quarta-feira (7) e foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (veja como funciona). O conteúdo também circula no WhatsApp, mas, devido à natureza do aplicativo, não é possível estimar com precisão seu alcance.



Deram a mulher como morta por COVID em um hospital. Abriram o caixão e a MULHER ESTAVA VIVA! Tem muita coisa estranha acontecendo! Tá na hora do pessoal da saúde botar a boca no trombone!


Um vídeo em que familiares violam um caixão e filmam o corpo de uma idosa durante seu enterro vem sendo compartilhado nas redes sociais para insinuar que pessoas vivas estariam sendo sepultadas para inflar os óbitos pela Covid-19 em São Paulo - o que é falso.

Embora o vídeo seja verdadeiro, a alegação é enganosa: há comprovação oficial de que ela estava morta ao ser enterrada. Além disso, no atestado de óbito consta que a causa da morte teria sido “derrame pleural, insuficiência cardíaca e septicemia”. Quando faleceu, Maria Aparecida Ribeiro tinha suspeita de Covid-19, mas os exames divulgados posteriormente deram negativo, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo.

Horas depois da gravação em que violam o caixão, familiares da idosa fizeram outro vídeo em que admitiram que se enganaram ao alegar que ela estaria viva. O depoimento, disponível na página do Facebook Portal Jaraguá, mostra o neto de Ribeiro afirmando que achou que ela pudesse estar viva após ver sangue no rosto da avó. Um depoimento de outro familiar que corrobora essa versão foi veiculado pela página Jornal O Peruense.

No vídeo do Foco Jaraguá há ainda o depoimento de um dos filhos da idosa. Ele explica que a mãe sofreu um acidente doméstico no dia 14 de março, foi internada no Hospital Geral de Taipas, diagnosticada com um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e morreu no dia 23 de março. Essas informações foram confirmadas ao Aos Fatos pela Subprefeitura de Perus (bairro da capital paulista onde a idosa foi sepultada).

O órgão municipal afirmou ainda que a contratação da funerária por parte da família ocorreu no dia 25, com agendamento do sepultamento para o dia seguinte, 26.

Estatísticas. A confirmação de morte por Covid-19 e a inclusão nas estatísticas estaduais e nacionais dependem do resultado de teste laboratorial que atesta a presença do vírus. Dessa maneira, mesmo que a idosa tenha sido sepultada como caso suspeito da infecção, sua morte só seria incluída nos dados do Ministério da Saúde caso o vírus fosse detectado, o que não ocorreu.

Referências:

1. Facebook (Portal Jaraguá)
2. Facebook (Jornal O Peruense)
3. Aos Fatos

Re: Ele mente, nós desmentimos.

Pedro Reis
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Tabela promove 'tratamento precoce' com base em site de metodologia duvidosa

Por Priscila Pacheco

7 de abril de 2021, 19h01

Uma tabela que circula em postagens nas redes sociais (veja aqui) promove drogas sem eficácia comprovada contra a Covid-19 com base em informações de um site que apresenta graves problemas metodológicos e resultados enviesados a favor de medicamentos como a ivermectina e a hidroxicloroquina. Até o momento, nenhum estudo sólido comprovou a ação contra o novo coronavírus desses remédios, que integram o chamado "tratamento precoce" defendido pelo governo Bolsonaro e seus aliados.

Posts com a tabela enganosa reuniam ao menos 1.486 compartilhamentos nesta quarta-feira (7) e foram marcados com o selo FALSO na ferramenta de verificação da plataforma ‌(‌saiba‌ ‌como‌ ‌funciona‌).



Protocolo de tratamento para Covid-19 (Março/2021)


Não é verdade que ivermectina, vitamina D, hidroxicloroquina, azitromicina e zinco são eficazes para prevenir ou tratar a Covid-19, como sugerem posts com uma tabela que vem circulando nas redes sociais. As peças de desinformação usam a lista com nomes das substâncias, números de estudos, pacientes envolvidos e taxas de eficácia para promover um “tratamento precoce” que, na realidade, não existe.

O site c19study, que aparece como a fonte oficial dos dados, é uma plataforma que agrega resultados de estudos duvidosos e apresenta problemas metodológicos, conforme o Aos Fatos mostrou em uma publicação de fevereiro.

Alguns dos estudos citados na plataforma são apenas “preprints”, ou seja, pesquisas que carecem de requisitos básicos da comunidade científica, como avaliação de outros cientistas independentes (a chamada revisão por pares). Outro fator que já levou a plataforma ao descrédito foi a identificação de distorções de informações para tornar resultados mais favoráveis aos medicamentos analisados, como cita em publicação o Fundo de Pesquisa em Saúde de Quebec, do Canadá.

Uma análise crítica de aspectos metodológicos sobre o site publicada por pesquisadores do Centro Universitário São Camilo, Universidade Metropolitana de Santos e UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo), destacou ainda problemas na plataforma como o anonimato dos autores, a ausência de declaração de conflito de interesses, a omissão do risco de viés dos estudos incluídos e a falta de critérios para a seleção de pesquisas.

A plataforma c19study foi criada em 2020 com destaque para a hidroxicloroquina, mas faz parte de uma rede que possui páginas com estudos dos outros medicamentos sem eficácia atestada contra a Covid-19. Hoje, não existe nenhuma pesquisa sólida que comprove a existência de drogas eficazes para prevenir ou tratar a infecção pelo vírus Sars-Cov-2.

Remédios.

O Aos Fatos já destacou os medicamentos citados nos posts em outras checagens e em reportagem. Inclusive, uma metanálise (compilação de resultados de pesquisas científicas), publicada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em março deste ano, concluiu que a hidroxicloroquina não deve ser usada para prevenção e que seu consumo não diminuiu a hospitalização ou a mortalidade de pessoas infectadas. Segundo a instituição, essa droga não deve ser mais prioridade em suas pesquisas.

A OMS também ressaltou, no dia 31 de março, que a ivermectina deve ser usada somente para pesquisas, não para uso clínico, até apresentar mais dados de eventual potencial contra a Covid-19. No momento, uma análise de 16 estudos concluiu que a evidência do vermífugo ainda é muito baixa para determinar se ele reduz o tempo de recuperação do paciente, a necessidade de hospitalização ou de ventilação mecânica e a mortalidade.

Referências:

1. Aos Fatos (Fontes 1, 2 e 3)
2. Fundo de Pesquisa em Saúde de Quebec
3. Journals Bahiana
4. BMJ
5. OMS

Re: Ele mente, nós desmentimos.

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Em depoimento, vizinha de Doria muda versão sobre suposta festa

Contradiz vídeo e defesa

Na Deic, vizinha de Doria pede desculpas e muda versão sobre suposta festa na casa do filho do governador

GABRIELA OLIVA

11.mar.2021 (quinta-feira) - 22h38

A vizinha que gravou um vídeo em que dizia que um dos filhos do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), dava uma festa em sua casa, no Jardim Europa, na 6ª (5.mar), mudou a versão da história divulgada por ela, e também por sua defesa.

Re: Ele mente, nós desmentimos.

Pedro Reis
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É falso que 'tratamento precoce' zerou internações por Covid-19 em Cascavel

Por Priscila Pacheco

6 de abril de 2021, 17h31

Não é verdade que Cascavel (PR) ofereceu "tratamento precoce" contra a Covid-19 a 2.000 pacientes e que ninguém foi internado, como alegam postagens nas redes sociais (veja aqui). No dia em que a publicação foi veiculada, 30 de março, a cidade paranaense registrou 135 internações, sendo 110 delas em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A situação permanece estável atualmente: nesta segunda (5), eram 130 internados.

A peça de desinformação provavelmente tem origem em uma nota da Associação Médica de Cascavel, que recrutou voluntários para promover e distribuir medicamentos sem eficácia comprovada contra a doença. Os resultados desta ação, que durou um mês, porém, não foram apresentados. Procurada por Aos Fatos, a entidade não se pronunciou.

Nas redes sociais, posts com a alegação enganosa reuniam ao menos 22.242 compartilhamentos nesta terça-feira (6) e foram marcados com o selo FALSO na ferramenta de verificação da plataforma ‌(‌saiba‌ ‌como‌ ‌funciona‌).



Parabéns aos médicos de Cascavel, que estão trabalhando de graça e oferecendo o tratamento precoce. Mais de 2.000 atendimentos e nenhum internamento


É enganosa a alegação que circula nas redes de que Cascavel (PR) receitou "tratamento precoce" a mais de 2.000 pacientes com Covid-19 e que ninguém foi internado. No dia 30 de março, data das publicações, o município paranaense contava com 135 leitos ocupados. Desse total, 110 eram em UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Conforme os boletins epidemiológicos publicados pela Secretaria Municipal de Saúde, Cascavel tem apresentado superlotação hospitalar com frequência neste ano. No dia 3 de março, por exemplo, o governo do estado anunciou a abertura de novos leitos de enfermaria e UTI na cidade, que havia alcançado 100% de ocupação. Dados publicados nesta segunda-feira (5) mostram que 130 leitos permanecem ocupados.

Além de haver internações, as publicações também são enganosas já que estudos científicos realizados desde o começo da pandemia não atestaram a eficácia de nenhum medicamento para tratar precocemente a Covid-19. Outro fator já explicado por Aos Fatos é que o potencial de um tratamento não é validado por especulações ou observações superficiais, mas por pesquisas que seguem critérios rígidos.

Associação Médica. A peça de desinformação parece ter origem em uma nota sobre o encerramento das atividades voluntárias de um grupo de profissionais da Associação de Médicos de Cascavel. Segundo o texto, ao longo de março, 3.000 pacientes com sintoma da doença foram orientados a tomar hidroxicloroquina, azitromicina, ivermectina, vitamina D, rivaroxabana e dexametadona no CAC (Centro de Atendimento a Covid), espaço montado pela entidade. Os medicamentos foram doados por um grupo de empresários.

Segundo a associação, o trabalho feito no mês passado deve gerar um documento científico, pois existiria uma equipe de médicos e voluntários que monitoram os pacientes. Procurada por Aos Fatos nesta terça-feira (6) para verificar se nenhum dos atendidos chegou a ser posteriormente internado, a entidade não respondeu.

Em nota enviada por e-mail ao Aos Fatos, a Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel afirmou que pacientes sintomáticos na cidade passam por avaliação médica e que remédios são receitados de acordo com os sintomas apresentados. Segundo a pasta, a indicação de "kit Covid" era feita pelo CAC, que é privado, não pelas unidades públicas.

O Aos Fatos já checou outras peças de desinformação similares com referências a Porto Feliz (SP), São Lourenço (MG), Búzios (RJ), Rancho Queimado (SC) e Chapecó (SC). Uma lista com 15 cidades, que incluía Cascavel, também foi desmentida no mês passado.

Referências:

1. Aos Fatos (Fontes 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)
2. Secretaria Municipal de Saúde de Cascavel (Fontes 1 e 2)
3. Governo Estadual do Paraná
4. Associação Médica de Cascavel (Fontes 1 e 2)

https://www.aosfatos.org/noticias/e-fal ... -cascavel/

Re: Ele mente, nós desmentimos.

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Fernando Silva
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Bolsonaro desinforma sobre o ‘tratamento precoce’ contra Covid

Por Editorial 08/04/2021

Ontem — um dia depois de o país bater o vergonhoso recorde de 4.211 mortes diárias —, Bolsonaro desembarcou em Chapecó (SC) para visitar o prefeito João Rodrigues (PSD), que, diz o presidente, faz “um trabalho excepcional” com o tal “tratamento precoce”. “Vamos buscar alternativas, não vamos aceitar a política do fique em casa, feche tudo, lockdown”, disse Bolsonaro.

Bolsonaro já publicara numa rede social um vídeo em que Rodrigues diz que, graças ao “tratamento precoce”, Chapecó conseguiu zerar internações e reduzir drasticamente o número de mortes. Só que a fábula da cloroquina encantada não tem final feliz.

Entre 1º de janeiro e ontem, o número de mortes por Covid-19 em Chapecó subiu 342% (de 123 para 544). A taxa de mortalidade se mantém acima da média do estado e do país. As internações foram zeradas apenas numa unidade. As demais continuam lotadas. Na quarta-feira, havia 179 pessoas hospitalizadas. Rodrigues omitiu também que Chapecó passou por duas semanas de lockdown — palavra que causa urticária em Bolsonaro — , com provável desaceleração da pandemia.
https://blogs.oglobo.globo.com/opiniao/ ... covid.html

Re: Ele mente, nós desmentimos.

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Titoff
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Mensagem por Titoff »

Pedro Reis escreveu:
Qua, 07 07America/Sao_Paulo Abril 07America/Sao_Paulo 2021 - 23:35 pm
Grupos de WhatsApp usam desinformação para negar histórico antivacina e elogiar atuação de Bolsonaro

[...]
É o ministério da verdade orwelliano.

Essa quadrilha produz desinformação em massa, misturando milicianos com os evangélicos com mais propensão a al-qaeda. É a prova de que nada é tão ruim que não possa piorar.

Re: Ele mente, nós desmentimos.

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Titoff
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Mensagem por Titoff »

Ramagem: "Relatório da Abin sobre Flávio Bolsonaro é falso"
Em vídeo publicado no Twitter na noite de terça-feira, diretor da agência disse que o relatório não foi produzido nas dependências do órgão

[...]

https://www.terra.com.br/noticias/brasi ... yu0pm.html
Ah, o ramagem, amigo do flavinho, que o papi fez questão de colocar na pf antes de ir para a abin, falou, foi? Ah tá...
General diz que reunião com GSI, presidente e advogados de Flávio foi 'informal'

https://www.conjur.com.br/2020-out-23/g ... dos-flavio
Então essa reunião fora da agenda com o ramagem, o patriarca da familícia, advogados do filhote e o gal. heleno (milico muito sério, tem horror ao centrão e é aliado do mesmo), não tem nada a ver uma coisa com a outra. Certo.

Além disso:
Época: Abin fez relatórios pra defender Flávio Bolsonaro sobre 'rachadinha'

O Ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), General Augusto Heleno, já afirmou publicamente que nunca houve atuação da Abin no caso do senador Flávio Bolsonaro. Por isso o GSI foi procurado pela revista, mas novamente negou a existência dos documentos. Porém, a defesa de Flávio Bolsonaro confirmou a autenticidade dos relatórios. E informou que não se envolveu com o tema.

https://noticias.uol.com.br/politica/ul ... adinha.htm
A defesa do flavio deve ser comunista. Por isso destaquei em vermelho. :roll:
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