A lei do mais forte
Enviado: Sex, 28 Novembro 2025 - 12:08 pm
Essa lei diz que o mais forte tem o direito de fazer o que lhe apetece, quer seja bom ou ruim, inclusive exterminar o mais fraco.
O fato de ser o mais forte lhes da esse direito, ou até mesmo, dever.
Costuma ser propagandeada por grupos extremistas/supremacistas ou pseudofilosofias com aquela que a Ayn Rand tirou do cu.
Na antiguidade era defendida por sofistas como Trasímaco e foi atacada por Socrates e Platão.
Porem há um fato curioso nela.
Os que a propagandeiam veem a si mesmos como os mais fortes, óbvio.
Mas se a vida lhes mostrar que há quem ou o que seja mais forte (individuos, governos, organizações) e esse ultimo lhes cai em cima, a coisa dá uma guinada de 180 graus: aqueles mesmos defensores do direito do mais forte tornam-se vitimas injustiçadas.
Ora, pela lei ou principio que eles mesmo advogam, quem os oprime tem o direito de fazer o que quiser posto que é, evidentemente, mais forte.
Dai segue que quem a defende é mesmo uma besta ou no minimo hipocrita (= a lei é boa e certa só quando me beneficia).
Mas e se quem a defender puder ser mesmo mais forte?
Duvido muito. Quem é verdadeiramente mais forte não precisa cantar isso aos quatro ventos elevando tal superioridade ao pretenso status de lei ou principio. Força real e genuina, se extrema, de qualquer tipo, em qualquer esfera, é evidente sem que nada precise ser dito ou feito.
Mas ainda que calhasse, por um baita infortunio, que tal besta em algum momento fosse o mais forte, não conseguira manter tal situação indefinidamente.
Ser absolutamente e indefinidamente mais forte seria atribuição de uma divindade, não de um ser humano e nem de nenhuma coletividade humana de qualquer espécie.
O fato de ser o mais forte lhes da esse direito, ou até mesmo, dever.
Costuma ser propagandeada por grupos extremistas/supremacistas ou pseudofilosofias com aquela que a Ayn Rand tirou do cu.
Na antiguidade era defendida por sofistas como Trasímaco e foi atacada por Socrates e Platão.
Porem há um fato curioso nela.
Os que a propagandeiam veem a si mesmos como os mais fortes, óbvio.
Mas se a vida lhes mostrar que há quem ou o que seja mais forte (individuos, governos, organizações) e esse ultimo lhes cai em cima, a coisa dá uma guinada de 180 graus: aqueles mesmos defensores do direito do mais forte tornam-se vitimas injustiçadas.
Ora, pela lei ou principio que eles mesmo advogam, quem os oprime tem o direito de fazer o que quiser posto que é, evidentemente, mais forte.
Dai segue que quem a defende é mesmo uma besta ou no minimo hipocrita (= a lei é boa e certa só quando me beneficia).
Mas e se quem a defender puder ser mesmo mais forte?
Duvido muito. Quem é verdadeiramente mais forte não precisa cantar isso aos quatro ventos elevando tal superioridade ao pretenso status de lei ou principio. Força real e genuina, se extrema, de qualquer tipo, em qualquer esfera, é evidente sem que nada precise ser dito ou feito.
Mas ainda que calhasse, por um baita infortunio, que tal besta em algum momento fosse o mais forte, não conseguira manter tal situação indefinidamente.
Ser absolutamente e indefinidamente mais forte seria atribuição de uma divindade, não de um ser humano e nem de nenhuma coletividade humana de qualquer espécie.