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Mais crime organizado mais forte, menos violência nas estatísticas?
Queda na violência pode estar vinculada (relação de causalidade) com maior poder do crime organizado?
The Economist desta semana sugere q, no caso do Brasil, sim.
Argumento similar no caso da Suécia.
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No El País de domingo um político sueco argumenta:
"As organizações criminosas fortes não se interessam pela violência. Muita gente argumenta que menos tiroteios significa menos crime organizado. Isso não é necessariamente verdade"
Mais crime organizado mais forte, menos violência nas estatísticas?
Queda na violência pode estar vinculada (relação de causalidade) com maior poder do crime organizado?
The Economist desta semana sugere q, no caso do Brasil, sim.
Argumento similar no caso da Suécia.
É violência se a pessoa é obrigada a comprar gás, internet etc. dos bandidos, pagando mais por um produto inferior, em vez de escolher livremente outro fornecedor.
É violência se a pessoa tem que pagar taxa para não sofrer violência.
Crentelhas, a pretexto de evangelizar criminosos presos, serviam na verdade como mensageiras entre os integrantes de facções.
OPERAÇÃO FARISEUS
Relatório revela ponte entre cúpula presa do CV, foragidos e dinheiro
Investigação aponta que projeto de evangelização teria permitido contato com detentos de diferentes raios da PCE; mulheres são acusadas de intermediar comunicação enquanto núcleo familiar teria sido usado para movimentar recursos atribuídos à facção
MARIA CLARA SILVA Terça-feira, 15 de Setembro de 2026
Uma rede que começava dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), passava por mulheres que tinham acesso aos presos por meio de um projeto de evangelização e alcançava integrantes do Comando Vermelho (CV) em liberdade e foragidos. Paralelamente, dinheiro atribuído a integrantes da organização teria circulado por familiares, contas bancárias e terceiros.
Esse é o desenho que emerge dos documentos da Operação Fariseus e da denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) contra seis pessoas. Mais do que os relacionamentos pessoais revelados pela investigação, o material aponta para uma estrutura que teria funcionado como ponte entre lideranças encarceradas e o lado de fora dos presídios.
INFO operação fariseus
No centro da apuração está a missionária Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida. Segundo a acusação, ela e a mãe, Orminda Carlos de Barcelos Almeida, utilizavam a atuação na “Equipe de Evangelismo Resgatando Vidas” para visitar unidades prisionais.
A condição de integrantes do projeto permitia acesso a vários presos, de diferentes raios, uma forma considerada mais eficiente do que tentar entrar nas unidades como familiar ou companheira de um único detento.
Para o Ministério Público, a atividade religiosa teria sido desvirtuada e facilitado a comunicação entre integrantes da facção que estavam presos, membros em liberdade e foragidos, além do transporte de objetos e mensagens. Rhavenna teria atuado no atendimento a pedidos de detentos e também na movimentação de recursos.
Mais crime organizado mais forte, menos violência nas estatísticas?
Queda na violência pode estar vinculada (relação de causalidade) com maior poder do crime organizado?
The Economist desta semana sugere q, no caso do Brasil, sim.
Argumento similar no caso da Suécia.
É violência se a pessoa é obrigada a comprar gás, internet etc. dos bandidos, pagando mais por um produto inferior, em vez de escolher livremente outro fornecedor.
É violência se a pessoa tem que pagar taxa para não sofrer violência.
Isso não impede de provocar uma queda na violência nas estatísticas (mesmo para o crime específico citado). Quanto mais crime organizado, menor o número necessário de crimes de ameaça grave de violência para manter certo controle da população. E mais subnotificação de denúncias de tal crime, o que aprofunda ainda mais o problema da evidência silenciosa.