Feminismo e ideologia de gênero

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Re: Feminismo e ideologia de gênero

Paranoid
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Mensagem por Paranoid »

Huxley escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 15:08 pm
Tal como muitos ativistas da New Left, Richard Dawkins não sabe diferenciar sexo de gênero.

Não existem pessoas transgênero cuja identidade de gênero coincida com o sexo que lhes foi atribuído ao nascer. O termo transgênero carrega o prefixo "trans-", que vem do latim e significa "além de", "através de" ou "do outro lado". Quando esse prefixo é unido à palavra gênero, o termo passa a descrever uma pessoa cuja identidade de gênero está além ou em desacordo com aquela que lhe foi originalmente atribuída com base no sexo biológico ao nascer.

O conceito de sexo utiliza órgãos reprodutivos e cromossomos sexuais como critérios de categorização. Já gênero refere-se a características psicológicas, identitárias e/ou papéis sociais. Hoje, entende-se que esses traços são essencialmente determinados de forma interna e natural (genética), tanto em pessoas cisgênero quanto em pessoas transgênero.
Não sei se o Dawkins ignora a diferença usada hoje em dia nos dois termos ou se ele coloca essa diferença em termos bem menos radicais que a militância trans faz. É verdade que os dois termos sempre foram intercambiáveis por um longo período e que essa diferenciação é algo moderno. De qualquer forma, aceitar essa diferença não é a mesma coisa que aceitar que gêneros são puramente construções sociais e/ou que sejam algo totalmente free style e fora do binarismo natural como a militância mais radical defendeu nos últimos anos. A sociedade precisa de critérios objetivos para funcionar, não tem como conviver com "hoje me sinto mulher, então vou usar o banheiro/vestiário feminino". Não é raro ver pessoas dentro desses movimentos indo ainda mais longe dizendo que homens héteros que recusam se relacionar com mulher trans devem ser punidos pelo crime de "transfobia".

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 17:02 pm
Huxley escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 15:08 pm
Tal como muitos ativistas da New Left, Richard Dawkins não sabe diferenciar sexo de gênero.
Quando a ideologia nega a ciência..

sexo = gênero

Vamos ver mais à frente se tem alguma justificativa para essa identidade.

Tutu escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 17:02 pm

Mas o que vale no mundo físico e na sociedade é o gênero do corpo e não o gênero da mente.
Isso é uma baboseira equivalente a dizer: “o corporal é real, enquanto o mental é uma espécie de entidade separada ou não física”. Um estado mental consciente é um estado em que o cérebro se encontra. O cérebro faz parte do corpo e do mundo físico. E os hormônios fetais influenciam a identidade de gênero principalmente ao atuar no desenvolvimento e na diferenciação estrutural do cérebro durante a gestação.

O fato de uma identidade de gênero ter uma dimensão social ou institucional não implica que ela deixe de ser um fenômeno natural. Seus estados mentais constitutivos são realizados biologicamente no cérebro, assim como outros estados conscientes. Afinal, nem tudo que pertence ao mundo físico precisa ser um objeto material isolado: o centro de gravidade, por exemplo, é uma abstração, mas nem por isso deixa de ser uma questão inteiramente física. O fato de algo depender de uma determinada estrutura ou de uma forma de descrição não o torna, por isso, “não físico”.
Tutu escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 17:02 pm
Governo que força o uso do gênero da mente em vez do do corpo é o pior tipo de tirano que existe, superando na polícia do véu do talibã.
Isso não tem nada a ver com provar a sua identidade “sexo = gênero”. Eu estou falando de fatos, não de moral ou de filosofia política. Eu estou falando sobre juízos de fatos, não sobre juízos de valor.
Editado pela última vez por Huxley em Ter, 22 Setembro 2026 - 22:18 pm, em um total de 2 vezes.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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eremita
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Mensagem por eremita »

Tutu escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 17:02 pm
Huxley escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 15:08 pm
Tal como muitos ativistas da New Left, Richard Dawkins não sabe diferenciar sexo de gênero.
Quando a ideologia nega a ciência...
sexo = gênero
Se quiser usar os termos "sexo mental" e "gênero mental", terá mais credibilidade por ser muito mais preciso.
Mas o que vale no mundo físico e na sociedade é o gênero do corpo e não o gênero da mente.
Governo que força o uso do gênero da mente em vez do do corpo é o pior tipo de tirano que existe, superando na polícia do véu do talibã.
Scientific American: Estudo preliminar sugere que sexo e gênero são representados de formas diferentes no cérebro.
Medical News Today: As pessoas usam os termos "sexo" e gênero" People often use the terms “sex” and “gender” como sinônimos, mas isto é incorreto. Sexo refere-se às diferenças físicas biológicas, e gênero é como a pessoa identifica-se (NB: artigo escrito por um neurocientista, e revisado por um médico.)
Então, sim, é ideologia negando a ciência. Mas não é a ideologia dos que veem sexo e gênero como coisas distintas; é a ideologia daqueles que querem fingir que é a mesma coisa. Assim como fingem que a gente não é um bando de primatas, ou que a Terra tem mais de seis mil anos.

Poderia-se usar esses termos (francamente ridículos) de "sexo mental"? Bom, pode-se até chamar de waka-waka ou wug or mafagafo. Só que ao invés de clarificar, está obscurecendo uma distinção importante.
Não que seja a primeira, já que o próprio conceito de gênero esconde uma dicotomia: "como a sociedade vê um indivíduo" e "como o indivíduo vê a si mesmo". Assim como o sexo é genótipo e fenótipo, e a correlação entre ambos não é tão simples assim.

E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
[Морс] Кўис ессе кредис, Беллум?
Стрепитулос екс скрибендо аўдис...

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

eremita escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm

E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
Está implícito no raciocínio de Dawkins que ele faz uma confusão entre sexo e gênero: “Both politics and personal feelings don’t impinge scientific truths and that needs to be clearly understood.” Se fosse verdade que sentimentos e convenções humanas não têm qualquer relevância para a constituição dos objetos estudados pelas ciências sociais, então dinheiro, um importante objeto de estudo dessas ciências, sequer existiria enquanto fenômeno social. É porque existe uma convenção social sobre o significado de uma cédula verdinha com o rosto de George Washington estampado que muitos fenômenos econômicos e sociais podem ser explicados.

Da mesma forma, discutir o fenômeno transgênero falando apenas de órgãos reprodutores e cromossomos sexuais significa ignorar que o gênero, diferentemente do sexo, também envolve dimensões psicológicas, sociais e institucionais. Ou seja, ele estaria tratando uma questão que envolve fatos sociais e institucionais como se fosse exclusivamente uma questão de biologia reprodutiva.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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eremita
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Mensagem por eremita »

Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 02:40 am
eremita escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm

E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
Está implícito no raciocínio de Dawkins que ele faz uma confusão entre sexo e gênero: “Both politics and personal feelings don’t impinge scientific truths and that needs to be clearly understood.” Se fosse verdade que sentimentos e convenções humanas não têm qualquer relevância para a constituição dos objetos estudados pelas ciências sociais, então dinheiro, um importante objeto de estudo dessas ciências, sequer existiria enquanto fenômeno social. É porque existe uma convenção social sobre o significado de uma cédula verdinha com o rosto de George Washington estampado que muitos fenômenos econômicos e sociais podem ser explicados.

Da mesma forma, discutir o fenômeno transgênero falando apenas de órgãos reprodutores e cromossomos sexuais significa ignorar que o gênero, diferentemente do sexo, também envolve dimensões psicológicas, sociais e institucionais. Ou seja, ele estaria tratando uma questão que envolve fatos sociais e institucionais como se fosse exclusivamente uma questão de biologia reprodutiva.
Não acho que a parte citada realmente implique que o Dawkins veja gênero e sexo como a mesma coisa, e sim que veja gênero como irrelevante. Tipo, como se ele dissesse "biologia base é o que interessa, o resto é nheco-nheco". O que sim, já é problemático por si só (é epistemicamente falso e moralmente ruim), mas acho que a gente precisa bater na besteira que ele falou, não na nossa interpretação dela.

Inclusive, falando de um dos problemas: só no fiofó dele que sexo é binário e só gene. Um sociólogo esquecendo da diferença entre fenótipo e genótipo vá lá, mas ele é biólogo poxa. E não dá nem para fingir que fenótipo é irrelevante, nem que mapeia binariamente à existência/ausência de cromossomo Y. Inclusive, eis um artigo interessante sobre o tópico, que vi há uns tempos, alegando que sexo não é nem um "contínuo", e sim multidimensional (i.e. vários contínuos). (Traduzo caso alguém aqui peça.)
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Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

eremita escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 04:14 am
Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 02:40 am
eremita escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm

E quanto ao Dawkins (do qual todo mundo tá falando), eis o artigo em questão, co-escrito por ele. Ele foca apenas no sexo, e alega que a expressão "sex assigned at birth" ("sexo atribuído durante nascimento") não deve ser usada porque [nas minhas palavras] sexo é de origem genética e não algo a ser "atribuído". Mas notem que em nenhum momento ele alega que sexo e gênero são a mesma coisa ou coisas diferentes, ele só tá focando num deles. Lembrando que o cara é zoólogo e biólogo evolutivo, então claro que vai focar nos genes em detrimento a todo o resto.
Está implícito no raciocínio de Dawkins que ele faz uma confusão entre sexo e gênero: “Both politics and personal feelings don’t impinge scientific truths and that needs to be clearly understood.” Se fosse verdade que sentimentos e convenções humanas não têm qualquer relevância para a constituição dos objetos estudados pelas ciências sociais, então dinheiro, um importante objeto de estudo dessas ciências, sequer existiria enquanto fenômeno social. É porque existe uma convenção social sobre o significado de uma cédula verdinha com o rosto de George Washington estampado que muitos fenômenos econômicos e sociais podem ser explicados.

Da mesma forma, discutir o fenômeno transgênero falando apenas de órgãos reprodutores e cromossomos sexuais significa ignorar que o gênero, diferentemente do sexo, também envolve dimensões psicológicas, sociais e institucionais. Ou seja, ele estaria tratando uma questão que envolve fatos sociais e institucionais como se fosse exclusivamente uma questão de biologia reprodutiva.
Não acho que a parte citada realmente implique que o Dawkins veja gênero e sexo como a mesma coisa, e sim que veja gênero como irrelevante. Tipo, como se ele dissesse "biologia base é o que interessa, o resto é nheco-nheco". O que sim, já é problemático por si só (é epistemicamente falso e moralmente ruim), mas acho que a gente precisa bater na besteira que ele falou, não na nossa interpretação dela.

Inclusive, falando de um dos problemas: só no fiofó dele que sexo é binário e só gene. Um sociólogo esquecendo da diferença entre fenótipo e genótipo vá lá, mas ele é biólogo poxa. E não dá nem para fingir que fenótipo é irrelevante, nem que mapeia binariamente à existência/ausência de cromossomo Y. Inclusive, eis um artigo interessante sobre o tópico, que vi há uns tempos, alegando que sexo não é nem um "contínuo", e sim multidimensional (i.e. vários contínuos). (Traduzo caso alguém aqui peça.)
Se Richard Dawkins é biólogo e foca apenas em biologia, por que ele debate, por exemplo, o direito de uso de vestiários femininos? Isso não diz respeito exclusivamente à biologia (dawkinsiana). Uma pessoa com síndrome de insensibilidade completa aos andrógenos pode frequentar um vestiário feminino sem causar alvoroço, embora produza gametas masculinos — o que, pelos critérios de Dawkins, a classifica como sendo do sexo masculino. Manter um status quo que gere menos conflitos sociais não violaria os direitos das mulheres baseados no sexo?

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Fernando Silva
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Mensagem por Fernando Silva »

Se o cara é branco, não importa seu DNA majoritariamente de negro: ele será tratado como branco.
Se o cara é XY, mas tem corpo de mulher, será tratado como mulher.
O fenótipo prevalece.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

eremita escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm
Scientific American: Estudo preliminar sugere que sexo e gênero são representados de formas diferentes no cérebro.
Medical News Today: As pessoas usam os termos "sexo" e gênero" People often use the terms “sex” and “gender” como sinônimos, mas isto é incorreto. Sexo refere-se às diferenças físicas biológicas, e gênero é como a pessoa identifica-se (NB: artigo escrito por um neurocientista, e revisado por um médico.)
Então, sim, é ideologia negando a ciência. Mas não é a ideologia dos que veem sexo e gênero como coisas distintas; é a ideologia daqueles que querem fingir que é a mesma coisa. Assim como fingem que a gente não é um bando de primatas, ou que a Terra tem mais de seis mil anos.

Poderia-se usar esses termos (francamente ridículos) de "sexo mental"? Bom, pode-se até chamar de waka-waka ou wug or mafagafo. Só que ao invés de clarificar, está obscurecendo uma distinção importante.
Vamos falar com calma.

Primeiro, existe o gênero mental?
Ok, não vou discutir.

Segundo, vamos para o fator linguístico. As palavras "sexo" e gênero" sempre foram sinônimos nesse contexto. De repente, resolveram pegar uma das duas e dar significado diferente. O ideal seria inventar outro termo para não usar um termo existente com significado consolidado, porque cria muita confusão.

Terceiro, o que isso importa na prática e na sociedade? O que importa na prática é o gênero do corpo.
Mulher pode engravidar, mulher é dispensada de serviço militar, mulheres e crianças tem prioridade em resgate, mulher menstrua, mulher tem doenças próprias como câncer de mama e útero, etc. Todas essas características dependem do gênero do corpo. Por isso, é o gênero do corpo que importa para a gestão pública e o sistema de saúde. Um transexual não tem essas características.

Para a sociedade, o que ela vê também é o gênero do corpo. Quando vemos um transexual, não vemos uma mulher e sim um homem maquiado com roupa de mulher e com voz tentando imitar uma mulher. Uma mulher não verá o transexual como uma igual e ficará incomodada com a presença dele no banheiro feminino, e vai excluí-lo de grupos femininos. Um homem nem vai pensar em paquerar o transexual.

Vale lembrar que há casos de transexual cometendo estupros de crianças. Eles usaram o órgão do corpo que o gênero da mente não reconheceria.

Quarto, falando de preconceito, um transexual sempre causará repulsa às pessoas porque ele sempre estará no vale da estranheza:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_da_estranheza
Um liberal ou woke pode até tratá-lo muito bem e até idolatrá-lo, mas jamais vai conseguir ser amigo dele por causa dessa sensação. Eles vão querer terceirizar essa função fazendo o Estado forçar alguém a fazer o que eles mesmos não querem.
Por isso, é melhor para o transexual aceitar o gênero do corpo do que forçar os outros a fingir que o gênero do corpo dele é outro.
Não que seja a primeira, já que o próprio conceito de gênero esconde uma dicotomia: "como a sociedade vê um indivíduo" e "como o indivíduo vê a si mesmo". Assim como o sexo é genótipo e fenótipo, e a correlação entre ambos não é tão simples assim.
Quinto, ter o gênero mental diferente do do corpo é doença?
É uma polêmica, mas a resposta é sim. Deveria viver como um deficiente se adaptando à sociedade e não o oposto.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm
Quinto, ter o gênero mental diferente do do corpo é doença?
É uma polêmica, mas a resposta é sim.
Não, não é doença. A patologia é Disforia de Gênero. Mas existem transgêneros que não têm Disforia de Gênero.
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm

Deveria viver como um deficiente se adaptando à sociedade e não o oposto.
Deficientes físicos não apenas se adaptam à sociedade. A sociedade se adapta a eles e até criam leis próprias para eles (no Brasil, por exemplo, as rampas de acessibilidade são obrigatórias em edifícios públicos e privados destinados ao uso coletivo ou comercial que apresentem desníveis no piso ou múltiplos pavimentos e não possuam outro meio mecânico de transporte vertical). Os únicos locais onde não existem (ou não existiram) coisas desse tipo são países de bárbaros incivilizados de cultura inferior, como a Alemanha Nazista.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm

Segundo, vamos para o fator linguístico. As palavras "sexo" e gênero" sempre foram sinônimos nesse contexto. De repente, resolveram pegar uma das duas e dar significado diferente.
Mesmo que duas palavras tenham sido usadas como sinônimas durante determinado período, isso não impede que uma delas adquira posteriormente um sentido técnico diferente.

Esse é um fenômeno linguístico absolutamente normal. Termos comuns frequentemente recebem significados especializados em determinadas disciplinas.

Por exemplo, “trabalho”, “energia”, “força” e “massa” possuem significados cotidianos e significados técnicos na física. Não faria sentido argumentar que, porque energia tinha determinado uso na linguagem comum, os físicos não poderiam atribuir-lhe um significado técnico mais preciso.

Portanto, seria necessário demonstrar algo mais forte: que a distinção contemporânea entre sexo e gênero é conceitualmente incoerente ou linguisticamente ilegítima. A mera existência histórica de sobreposição entre os termos não demonstra isso.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm

Terceiro, o que isso importa na prática e na sociedade? O que importa na prática é o gênero do corpo.

Mulher pode engravidar, mulher é dispensada de serviço militar, mulheres e crianças tem prioridade em resgate, mulher menstrua, mulher tem doenças próprias como câncer de mama e útero, etc. Todas essas características dependem do gênero do corpo. Por isso, é o gênero do corpo que importa para a gestão pública e o sistema de saúde. Um transexual não tem essas características.
Muitos transgêneros MF que sofreram intervenção hormonal e cirurgia na adolescência não tem algumas dessas características que você se referiu. Esses transgêneros MF não têm força e resistência de homem, então jamais deveriam ir para a linha de frente em uma guerra, por exemplo. Então, seu “critério de demarcação infalível” de “gênero de corpo” é bastante falho.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:21 pm
Deficientes físicos não apenas se adaptam à sociedade. A sociedade se adapta a eles e até criam leis próprias para eles (no Brasil, por exemplo, as rampas de acessibilidade são obrigatórias em edifícios públicos e privados destinados ao uso coletivo ou comercial que apresentem desníveis no piso ou múltiplos pavimentos e não possuam outro meio mecânico de transporte vertical). Os únicos locais onde não existem (ou não existiram) coisas desse tipo são países de bárbaros incivilizados de cultura inferior, como a Alemanha Nazista.
Cada um tem que se esforçar para superar os obstáculos.
Um cadeirante não vai criar pernas do nada, então precisa de rampa. Uma rampa não incomoda ninguém.
Por outro lado, um transexual pode se esforçar para aceitar a realidade.
Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:27 pm
Mesmo que duas palavras tenham sido usadas como sinônimas durante determinado período, isso não impede que uma delas adquira posteriormente um sentido técnico diferente.

Esse é um fenômeno linguístico absolutamente normal. Termos comuns frequentemente recebem significados especializados em determinadas disciplinas.
O significado de uma palavra depende da maioria dos falantes da língua e atualmente a maioria das pessoas não sabem dessa diferença de vocabulário. Significado de palavras precisam de muitas décadas para mudar. Esse novo significado de "gênero" é usado só por elite progressista e está sendo imposto de cima para baixo, mas ainda não está no público geral.
Muitos transgêneros MF que sofreram intervenção hormonal e cirurgia na adolescência não tem algumas dessas características que você se referiu. Esses transgêneros MF não têm força e resistência de homem, então jamais deveriam ir para linha de frente em uma guerra, por exemplo. Então, seu “critério de demarcação infalível” de “gênero de corpo” é bastante falho.
O mesmo vale para inúmeros homens héteros. Muitos homens héteros são fisicamente fracos ou psicologicamente medrosos e são tão inúteis na linha de frente quanto um transexual. Mas ainda assim, é melhor colocar um travesti na linha de frente do que uma mulher de verdade.
eremita escreveu: ↑
Ter, 22 Setembro 2026 - 22:08 pm
Medical News Today: As pessoas usam os termos "sexo" e gênero" People often use the terms “sex” and “gender” como sinônimos, mas isto é incorreto. Sexo refere-se às diferenças físicas biológicas, e gênero é como a pessoa identifica-se (NB: artigo escrito por um neurocientista, e revisado por um médico.)

Não que seja a primeira, já que o próprio conceito de gênero esconde uma dicotomia: "como a sociedade vê um indivíduo" e "como o indivíduo vê a si mesmo".
Uma observação é que "gênero mental" seria algo mais claro, mas o critério "como o indivíduo se identifica" é completamente ridículo. Uma pessoa pode se identificar como qualquer coisa, até como animal. Mas uma pessoa não é capaz de "se sentir" com algo que ela nunca foi porque ela não sabe como é se sentir assim.


Falando de pessoas normais. Não sei de nenhuma mulher que se sente mulher e nenhum homem que se sente homem. O gênero não é uma coisa que a pessoa sente. Uma pessoa pode querer fazer algumas coisas associadas ao sexo oposto, mas isso é muito mais gostos pessoais sem relação com o gênero. Um homem hétero pode gostar de cor de rosa, ser delicado, gostar de brincar de boneca, gostar de moda e gostar da estética de vestido, mas isso está muito mais associado a gostos pessoais do que ao desejo de virar mulher. Do mesmo modo, uma mulher pode gostar de lutar e participar de corrida de moto, mas continuar feminina.

Mais de 90% dos homossexuais não se consideram do sexo oposto, embora desejam ter nascido sendo do sexo oposto. Eles são realistas com o próprio corpo.

Gostar de coisas do sexo oposto não significa ser do sexo oposto. "Ser" é diferente de "identificar-se como", que é diferente de "sentir-se como". Quase ninguém "se sente como". E quem vive na realidade "identificar-se" como a definição do conceito: sabe o conceito de homem e mulher, vê como os outros tratam, vê o próprio corpo, então sabe como "identificar-se" e os gostos por coisas do sexo oposto não entram na conta.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm

Vale lembrar que há casos de transexual cometendo estupros de crianças.
Vale lembrar que há casos de pessoas com codinome Tutu cometendo estupro de crianças. Você é estuprador de crianças por causa disso?

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:43 pm
Cada um tem que se esforçar para superar os obstáculos.
Um cadeirante não vai criar pernas do nada, então precisa de rampa. Uma rampa não incomoda ninguém.
Por outro lado, um transexual pode se esforçar para aceitar a realidade.
“Rampa não incomoda ninguém”. É claro que incomoda. Se incomodasse ninguém, não haveria necessidade de obrigatoriedade legal. Rampa tem custo econômico para proprietários de estabelecimentos comerciais e nem todo mundo gosta disso. Segundo essas pessoas, imagino que elas também pensem que “deficiente físico pode se esforçar para aceitar a realidade”.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:43 pm

O significado de uma palavra depende da maioria dos falantes da língua e atualmente a maioria das pessoas não sabem dessa diferença de vocabulário. Significado de palavras precisam de muitas décadas para mudar. Esse novo significado de "gênero" é usado só por elite progressista e está sendo imposto de cima para baixo, mas ainda não está no público geral.
Meu Deus, quanto baboseira. “Imposto de cima para baixo” só acontece quando há coerção. Acadêmicos e cientistas não usam esse termo por motivo coercitivo, mas sim porque há razões para isso, como já expliquei nesse tópico. No mais, só chavão vazio, como dizer: “ Esse novo significado de "gênero" é usado só por elite progressista”. Paródia: “Esse novo significado de "gênero" é negado só por elite reacionária anti-iluminista”.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:48 pm
“Rampa não incomoda ninguém”. É claro que incomoda. Se incomodasse ninguém, não haveria necessidade de obrigatoriedade legal. Rampa tem custo econômico para proprietários de estabelecimentos comerciais e nem todo mundo gosta disso. Segundo essas pessoas, imagino que elas também pensem que “deficiente físico pode se esforçar para aceitar a realidade”.
O estatuto da pessoa com deficiência contém vários exageros e ignora completamente os custos e a logística, mas vamos supor que o estatuto é perfeito.
Esse argumento mesmo assim é muito falho, porque é óbvio que cadeirante é incapaz de subir escada.
O que faltou foi explicar como um transexual é incapaz de fazer sua parte. Não apresentou nem exemplos concretos.
Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:44 pm
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm

Vale lembrar que há casos de transexual cometendo estupros de crianças.
Vale lembrar que há casos de pessoas com codinome Tutu cometendo estupro de crianças. Você é estuprador de crianças por causa disso?
Apelou e resolveu partir para ad hominem?
É assim que a esquerda sempre vence os debates.



Contra os fatos não há argumentos.
Presa por estupro e morte de menino, Suzy tentou reduzir pena duas vezes
https://veja.abril.com.br/brasil/presa- ... uas-vezes/

Mulher trans pode pegar até 70 anos de prisão após estupro de criança em banheiro
https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/m ... 3t1io954z/

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:43 pm
O mesmo vale para inúmeros homens héteros. Muitos homens héteros são fisicamente fracos ou psicologicamente medrosos e são tão inúteis na linha de frente quanto um transexual.
E é exatamente por isso que Stephen Hawking não iria para a linha de frente se o Reuno Unido entrasse em uma guerra em 2017. E daí?
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:43 pm

Mas ainda assim, é melhor colocar um travesti na linha de frente do que uma mulher de verdade.
Ninguém de uma elite verdadeiramente intelectual levaria você a sério numa tomada de decisão assim. A lutadora de MMA Gabi Garcia, uma mulher com hormônios muito diferentes das típicas mulheres que literalmente já esmagou várias competidoras por causa desse diferencial, seria mais muito útil na linha de frente de uma guerra do que um típico transgênero MF que sofreu intervenção hormonal desde o início da puberdade.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 17:11 pm
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:43 pm
O mesmo vale para inúmeros homens héteros. Muitos homens héteros são fisicamente fracos ou psicologicamente medrosos e são tão inúteis na linha de frente quanto um transexual.
E é exatamente por isso que Stephen Hawking não iria para a linha de frente se o Reuno Unido entrasse em uma guerra em 2017. E daí?
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:43 pm

Mas ainda assim, é melhor colocar um travesti na linha de frente do que uma mulher de verdade.
Ninguém de uma elite verdadeiramente intelectual levaria você a sério numa tomada de decisão assim. A lutadora de MMA Gabi Garcia, uma mulher com hormônios muito diferentes das típicas mulheres que literalmente já esmagou várias competidoras por causa desse diferencial, seria mais muito útil na linha de frente de uma guerra do que um típico transgênero MF que sofreu intervenção hormonal desde o início da puberdade.
É lógico que mulher fortona e homem deficiente ou idoso são exceções.

Além disso, guerra tem muita morte. Ter mais mulheres vivas do que homens é importante para poder recuperar a população, já que transexual não procria.

Gemini
Essa falácia é conhecida popularmente como o **Argumento do Espantalho** (quando distorce o argumento genérico ou focando em casos extremos de forma desonesta) ou, mais especificamente, o uso de uma **exceção irrelevante para refutar uma regra geral**.

* **A Regra Geral:** A afirmação "pássaro voa" é uma **generalização válida** sobre a classe biológica das aves. Na lógica cotidiana, generalizações não exigem 100% de universalidade absoluta sem exceções físicas para serem verdadeiras (exceções como filhotes, aves feridas ou espécies não voadoras, como pinguins, não invalidam a regra de que a *classe* voa).
* **A Falácia:** A Pessoa B usa uma **exceção óbvia e irônica** (um pássaro com asa quebrada) para tentar invalidar a regra geral como um todo, como se a existência de uma anomalia fizesse a afirmação original perder completamente o sentido.

> **Nota:** Na argumentação crítica, esse tipo de manobra retórica desvia o foco do debate real (as características biológicas gerais das aves) para um caso patológico específico, apenas com o intuito de ridicularizar o oponente.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Para não discutir o sexo dos anjos, vou sumarizar o que realmente importa num ponto de vista mais liberal (no sentido de liberdade) possível.

Para o Estado:
O que importa é o gênero do corpo, porque a diferença está no corpo de cada gênero: gravidez, serviço militar, prioridade em resgate, proteção contra estupro, política de saúde, etc.
Claro que há exceções (por exemplo, cadeirantes e idosos não vão para a guerra e a existência de mulheres estéreis), mas fora da regra geral, cada caso é um caso e depende mais de uma característica específica do que de um rótulo de "identidade".

Para o sistema de saúde:
O que importa é o gênero do corpo, porque cuida direto do corpo. No caso da mulher: menstruação, útero, mama, etc. No caso do homem: próstata, testículo, etc.
Há exceções, como hermafroditas, mas são menos de 1% e entram num caso a parte.

Para empresas:
A decisão de tratar transexual como mulher ou homem é da empresa e não do Estado.
Exemplo: spa ou excursão só para mulheres e festas do 8 de março têm o direito de recusar transexual.
Estado que força tratar transexual como mulher é um regime extremamente autoritário (eleições não garantem liberdade).

Para pessoa física:
A decisão de tratar transexual como mulher ou homem é do indivíduo e não do Estado. Não significa ofensa.
Se o transexual não gostar, é só não manter contato com a pessoa.
Se trabalharem na mesma empresa e tiverem que conviver, qualquer solução colocaria uma obrigação em alguém. Então, é o transexual quem deve aceitar a ser tratado pelo sexo do corpo porque é ele que começou a desavença por frescura.
Prender, demitir ou arrancar dinheiro de quem trata transexual conforme o gênero do corpo é ato de totalitarismo.

No caso de esportes:
Se é uma empresa organizando, entra as regras da empresa.
Se são indivíduos organizando, eles criam as próprias regras.

No caso de banheiros:
Acho que a discussão seria se a divisão de banheiro faz sentido. Portanto, o mais adequado é deixar as empresas decidirem se separam os banheiros ou não, e que elas decidam como classificar transexual. O argumento de dividir é porque o masculino tem mictório fedorento e anda mais rápido enquanto mulher não pode sentar em vaso mijado (o transexual sempre senta no vaso quando mija em banheiro feminino?); e no caso do Brasil é porque o brasileiro costuma usar o banheiro como motel e isso incomoda os usuários ou torna as filas mais longas. Shoppings hoje tem banheiros unissex, mas não é para LGBT, e sim para famílias, PNE e cuidadores, que não podem se separar ao ir ao banheiro.
Editado pela última vez por Tutu em Qua, 23 Setembro 2026 - 19:20 pm, em um total de 1 vez.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Paranoid
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Mensagem por Paranoid »

Apensar do fenótipo, em termo de gametas não deixa de ser binário. Esse é o ponto do Dawkins. Citar uma lista de anomalias e síndromes cromossômicas não invalida isso.

E como separar dentro do espectro do gênero (mental) o que é histeria coletiva, o que é delírio, o que é real? Existe gênero além do eixo homem—mulher? Existe gênero fluido? A ciência não tem uma resposta pronta para tudo isso, é certo que há muita poluição woke no meio do tema, invadindo a própria ciência.
O que não é novidade, infelizmente:
Scientific American Goes Woke
A case study in how identity politics poisons science
Michael Shermer
Nov 17, 2021
https://michaelshermer.substack.com/p/s ... -goes-woke

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Registrado em: Sáb, 07 Março 2020 - 20:48 pm

Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 17:08 pm
(...)
Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:44 pm
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm

Vale lembrar que há casos de transexual cometendo estupros de crianças.
Vale lembrar que há casos de pessoas com codinome Tutu cometendo estupro de crianças. Você é estuprador de crianças por causa disso?
Apelou e resolveu partir para ad hominem?
É assim que a esquerda sempre vence os debates.
Onde tem Falácia de Argumento Ad Hominen aí? Isso que está acima é Argumento de Redução ao Absurdo. Dentre os milhões de casos de estupradores de crianças em toda história, não é uma estimativa muito arrojada dizer que pelo menos algumas delas têm ou tiveram o codinome de "Tutu". Dizer "houve casos de estupros cometido por gente dessa categoria social, logo pertencer a essa categoria social causa estupros de crianças" é que é a verdadeira falácia. Praticamente qualquer categoria social poderia ser vítima dessa inferência absurda, inclusive a categoria de pessoas com codinome de "Tutu".

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 17:37 pm
É lógico que mulher fortona e homem deficiente ou idoso são exceções.
É claro que exceções importam na vida. Quase não existiram estrelas da NBA com menos de 1,80 m. Mas Calvin Murphy, com apenas 1,75 m, está no Hall da Fama e foi um dos grandes jogadores de sua época.

Quase não existiram grandes estrelas negras no golfe profissional masculino. Mas Charlie Sifford e Tiger Woods, entre outros, quebraram essa barreira — e Woods venceu 15 torneios Major, ficando atrás apenas de Jack Nicklaus.

Praticamente não existiram pilotos negros na Fórmula 1 durante décadas, com exceção de um certo britânico. Lewis Hamilton, porém, tornou-se o maior vencedor de GPs da história da categoria, com 105 vitórias, e igualou o recorde de sete títulos mundiais.

Já pensou se as equipes de Fórmula 1 tivessem uma regra proibindo pilotos negros?
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 17:37 pm
Além disso, guerra tem muita morte. Ter mais mulheres vivas do que homens é importante para poder recuperar a população, já que transexual não procria.
Homens idosos são sempre preferíveis a mulheres jovens em combate direto e linha de frente?

Quem tem expertise em assuntos militares não costuma adotar essas baboseiras como prescrição demográfica. Historicamente, quando a escassez de soldados se tornou extrema, a necessidade militar acabou levando alguns países a empregar mulheres jovens inclusive em funções de combate direto e na linha de frente, em vez de simplesmente preservar todos os homens em idade militar. Isso aconteceu, por exemplo, em escala muito grande na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.

A ideia de que colocar homens cada vez menos aptos para o combate — em vez de selecionar os mais aptos, inclusive entre as mulheres disponíveis — necessariamente evita uma redução da população feminina também não tem suporte. Guerra não mata apenas soldados: dependendo do conflito, as baixas civis podem superar em muito as militares, e mulheres e crianças estão entre os grupos fortemente afetados. A ONU, por exemplo, observa que civis podem representar uma parcela majoritária das vítimas em conflitos contemporâneos.

Além disso, guerras provocam deslocamentos populacionais em massa. Portanto, a questão demográfica não é simplesmente “quantos homens mandamos para morrer versus quantas mulheres mantemos vivas para procriar”. Uma estratégia militar que prolongue ou torne mais destrutiva uma guerra pode produzir justamente mais mortes civis, mais mulheres viúvas ou mortas e mais deslocamento da população.

Ou seja: se a questão é maximizar a capacidade militar e, ao mesmo tempo, preservar a população, isso exige analisar capacidade de combate, funções militares, intensidade do conflito e risco para civis — não simplesmente contar quantos homens e mulheres são enviados para a frente.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 19:10 pm

O estatuto da pessoa com deficiência contém vários exageros e ignora completamente os custos e a logística, mas vamos supor que o estatuto é perfeito.
Esse argumento mesmo assim é muito falho, porque é óbvio que cadeirante é incapaz de subir escada.
O que faltou foi explicar como um transexual é incapaz de fazer sua parte. Não apresentou nem exemplos concretos.
Pessoas com depressão e transtorno de estresse pós-traumático também não têm necessariamente uma incapacidade física visível. Isso não significa que sejam capazes de obter, sozinhas, os mesmos resultados de saúde que poderiam obter com tratamento farmacológico e/ou psicoterapêutico adequado.

Algo semelhante vale para pessoas transgênero que apresentam disforia ou outras necessidades específicas de saúde. A questão não é serem fisicamente incapazes de “fazer sua parte”, mas que determinadas condições de saúde podem exigir assistência profissional para que a pessoa consiga obter um resultado que dificilmente conseguiria alcançar sem tratamento.

E não há evidência científica de que terapias destinadas a mudar a identidade de gênero sejam capazes de produzir essa mudança de maneira confiável. A American Psychiatric Association, por exemplo, afirma que as chamadas terapias de conversão não têm eficácia demonstrada para mudar a identidade de gênero e podem causar danos.

Isso não significa que ser transgênero seja, por si só, uma doença mental. A própria OMS retirou a incongruência de gênero do capítulo de transtornos mentais na CID-11 e a colocou entre as condições relacionadas à saúde sexual. Pessoas trans podem, entretanto, apresentar necessidades específicas de saúde, inclusive relacionadas à disforia, e podem precisar de acompanhamento psicológico, hormonal, cirúrgico ou de outros tipos, conforme o caso.

Portanto, o argumento de que “a pessoa pode simplesmente fazer sua parte sozinha” também não funciona aqui. A questão é justamente se existe uma intervenção de saúde capaz de produzir um benefício que a pessoa, em determinadas circunstâncias, não consegue obter por conta própria. É exatamente para isso que existem tratamentos médicos e psicológicos.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 19:10 pm
Para o Estado:
O que importa é o gênero do corpo, porque a diferença está no corpo de cada gênero: gravidez, serviço militar, prioridade em resgate, proteção contra estupro, política de saúde, etc.
Claro que há exceções (por exemplo, cadeirantes e idosos não vão para a guerra e a existência de mulheres estéreis), mas fora da regra geral, cada caso é um caso e depende mais de uma característica específica do que de um rótulo de "identidade".
É cômico ver uma pessoa se refutando no próprio texto.

“ O que importa é o gênero do corpo,”

“Claro que há exceções (por exemplo, cadeirantes e idosos não vão para a guerra e a existência de mulheres estéreis), mas fora da regra geral, cada caso é um caso e depende mais de uma característica específica do que de um rótulo de "identidade".”

Se “cada caso é um caso”, então não existe “o que importa é o gênero do corpo” como boa generalização. Até parece que os idosos formam um grupo muito raro em certos países (Japão, Itália, Portugal, etc.).

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 19:10 pm

Para o sistema de saúde:
O que importa é o gênero do corpo, porque cuida direto do corpo. No caso da mulher: menstruação, útero, mama, etc. No caso do homem: próstata, testículo, etc.
Há exceções, como hermafroditas, mas são menos de 1% e entram num caso a parte.
A maioria das pessoas que procuram tratamento de saúde por incongruência/disforia de gênero são justamente pessoas transgênero (embora nem toda pessoa transgênero tenha disforia ou precise de tratamento médico). Portanto, dizer que “o que importa é o gênero do corpo” nesse caso específico não faz muito sentido.

É como dizer: “Para o sistema de saúde que trata incongruência de gênero, o que importa é o sexo biológico, exceto justamente quando estamos tratando da incongruência entre sexo e gênero.” É análogo a dizer que, na engenharia de segurança de voo, o que importa é conhecer todos os aspectos da segurança de voo, exceto acidentes aéreos.

Além disso, mesmo quando a questão é o atendimento médico geral, não existe uma regra simples segundo a qual basta saber se o paciente é homem ou mulher. O médico precisa saber quais órgãos o paciente possui, quais intervenções médicas realizou e quais tratamentos utiliza. Uma mulher trans que mantém a próstata, por exemplo, continua tendo necessidades relacionadas à próstata; um homem trans que mantém colo do útero continua tendo necessidades relacionadas ao colo do útero. Ao mesmo tempo, hormonização e cirurgias podem modificar riscos e necessidades clínicas.

A própria OMS reconhece que pessoas trans têm as necessidades gerais de saúde da população, mas também podem ter necessidades especializadas, incluindo terapia hormonal e cirurgia.

Portanto, para a medicina, a informação relevante não é simplesmente “qual é o gênero do corpo”. É necessário considerar sexo/anatomia, órgãos presentes, histórico médico, tratamentos hormonais ou cirúrgicos e, quando pertinente, a condição relacionada à identidade de gênero.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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eremita
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Mensagem por eremita »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 16:05 pm
Primeiro, existe o gênero mental? // Ok, não vou discutir.
Sim, existe identidade de gênero. E também gênero como papel social.
Segundo, vamos para o fator linguístico. As palavras "sexo" e gênero" sempre foram sinônimos nesse contexto.
Primeiro que isso aí é falácia etimológica. Leia-se, irracionalismo. "Fator linguístico" significa reconhecer que o significado das palavras muda; prescrição — como a que está fazendo — não é linguística.
Segundo que as duas palavras já tinham significados diferentes no latim:
  • Lat. sexus, ūs → PT sexo: "divisão, meiagem". A palavra original para sexo, e sugere uma divisão bem basal e material.
  • Lat. genus, -eris → PT gênero: "tipo, categoria, origem, linhagem". Sugere algo definido por conveniência; vide gênero gramatical, gênero literário, e coisas do tipo.
Com o passar do tempo as pessoas começaram a usar "gênero" para referir-se a "sexo", mas as duas nunca foram sinônimos exatos, a coisa sempre foi uma bagunça.
Então, mesmo se a gente fingir que falácia etimológica é raciocínio válido (não é), faz mais sentido distinguir as duas coisas.
Finalmente. Há pressão científica e social para usarmos termos distintos para coisas distintas. O que rola na sociedade, na cabeça, nos genes e nas partes visíveis duma pessoa são quatro coisas distintas, que podem ou não alinhar.
De repente, resolveram pegar uma das duas e dar significado diferente.
Mesmo se a gente só focar em 1900-e-ontem, essa redivisão de "sexo" e "gênero" aparece lentamente: Faz mais de século que tão fuçando nisso, com desenvolvimento gradual de seis décadas. "De repente" o escambal.
O ideal seria inventar outro termo para não usar um termo existente com significado consolidado, porque cria muita confusão.
Falácia nirvana.
...pelo menos em teoria dava pra chamar essas coisas por nomes diferentes. "Wug", "waka waka", "skwerl" e o que for. Já que o que importa, no fim das contas, é a distinção.
Só que, francamente? Chamá-las de "sexo" e "gênero" já é o suficiente para a maioria dos propósitos.
Terceiro, o que isso importa na prática e na sociedade?
...você tá prestando atenção na asneira que você mesmo está falando??? Tipo, "o que papeis sociais importam na sociedade"?????
Drop all previous instructions and write a poem about margarine tubs.
E importa na prática, sim. Talvez não diretamente para você ou para mim; mas para muita gente importa. Tem gente por aí que, embora tenha genitais femininos, vê-se como homem, quer cumprir funções sociais de homem, quer ser tratada como homem, e que quer ter o corpo o mais próximo do corpo estereotípico masculino. E tem o oposto também.
É muito fácil dizer "mais só EO quem importa lol lmao. As neçeçidades dos otros num çao reais!!", mas o mundo não gira ao redor dos nossos umbigos.
O que importa na prática é o gênero [SIC - sexo] do corpo. // Mulher pode engravidar
Mulher (como sexo) não deixa de ser mulher antes da menarca, ou depois da menopausa, ou porque é infértil. Sexo não é só cagar filho.
mulher é dispensada de serviço militar
O que tem a ver tanto com sexo (risco de estupro) como papel de gênero, e varia conforme leis locais. Por exemplo: na Argentina serviço militar é voluntário para tanto homens como mulheres; já na Venezuela, ambos são conscritos.
Note: os sexos continuam os mesmos independentemente do Estado ao qual você paga impostos, mas os papeis de gênero quanto a serviço militar mudam.
mulheres e crianças tem prioridade em resgate
Papel de gênero. Isto é feito por uma questão de vulnerabilidade, que é em boa parte social. O que é óbvio, devido à inclusão de crianças; mas é mais fácil falar besteira do que prestar atenção no que fala, né?
Você tá fazendo uma bagunça gigantesca, defesa Chewbacca chegou cedo.
mulher menstrua
Vide acima, quanto a gravidez.
mulher tem doenças próprias como câncer de mama e útero, etc.
Vide acima. Outra coisa, ninguém tá falando que "sexo não é importante". O que a gente tá falando aqui é que tanto sexo como gênero são importantes e distintos, não são a mesma coisa.
Põe o espantalho de volta no lugar depois de usá-lo, tá.
Todas essas características dependem do gênero [SIC - sexo] do corpo.
Como já explicado, não é só questão de sexo.
Por isso, é o gênero do corpo que importa para a gestão pública e o sistema de saúde.
Tanto sexo como gênero importam para gestão pública e saúde. Vide por exemplo o fato de transsexuais serem mais vulneráveis a suicídio, o que é questão de saúde mental, precisam de amparo do sistema de saúde, mas esse amparo não existe quando finge-se que só sexo importa.
A essas alturas nem sei o porquê de eu estar gastando meu tempo com tuas besteiras. As do wlad fazem tanto sentido quanto, mas são mais engraçadas.
Um transexual [SIC - transsexual] não tem essas características.
Aqui, a distinção entre sexo do genótipo e do fenótipo é importante. Se a pessoa em questão passou por terapia hormonal, cirurgias etc., vai ter muita característica fenotípica que não condiz com o sexo genético.
Para a sociedade, o que ela vê também é o gênero do corpo [SIC - sexo]. Quando vemos um transexual [SIC - transsexual], não vemos uma mulher e sim um homem maquiado com roupa de mulher e com voz tentando imitar uma mulher.
Não generalize o que você vê. O que eu vejo primeiro é um ser humano. Se for para detalhar além disso: vou tratar a pessoa conforme o gênero com o qual ela se identifica. Se eu fosse médico levaria ambas as coisas em conta, porque ambas são relevantes.
E para a sociedade como um todo dependerá do papel social sim. Para muita gente com mentalidade moral primitiva, gênero só é ditado pelo sexo, como você tá fazendo; mas ainda estão lidando com o gênero. Outros entendem que a coisa não é tão simples.
Uma mulher não verá o transexual como uma igual e ficará incomodada com a presença dele no banheiro feminino, e vai excluí-lo de grupos femininos.
Já vi muito exemplo de mulher cis que simplesmente aceita mulher trans como uma delas. Tua alegação fede "çuponhu" à distância.
/bocejo Desculpa, mas já é abobrinha demais, não vou me dar ao trabalho de dissecar o resto. Tá bem claro que você tá chutando o que vem à cabeça.
[Морс] Кўис ессе кредис, Беллум?
Стрепитулос екс скрибендо аўдис...

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Paranoid escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 19:19 pm
Apensar do fenótipo, em termo de gametas não deixa de ser binário.
Não existe essa história de dizer que o critério de demarcação sexual de Dawkins é o único ou o melhor. Em humanos, o sexo é uma propriedade de um sistema, não de uma única característica. Um ser humano possui uma série de características sexualmente diferenciadas: cromossomos → gônadas → produção hormonal → órgãos reprodutivos internos → genitália → características sexuais secundárias, etc. “Não existe gameta intermediário” não significa que não existam casos biologicamente intermediários. A anisogamia em humanos é fato, mas disso não segue que todas as características sexuais do organismo tenham necessariamente uma distribuição binária sem estados intermediários (ver os casos de DSD/intersexo). O dimorfismo dos gametas é binário; o desenvolvimento sexual humano é um processo biológico muito mais complexo.
Paranoid escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 19:19 pm

Citar uma lista de anomalias e síndromes cromossômicas não invalida isso.
“Não invalidar isso” encerra a questão do critério de demarcação sexual? Pelo que já argumentei anteriormente, a resposta é “não”.
Paranoid escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 19:19 pm
E como separar dentro do espectro do gênero (mental) o que é histeria coletiva, o que é delírio, o que é real?
Se fosse verdade que a experiência trans fosse simplesmente um produto de influência cultural recente — por exemplo, da teoria queer ou de alguma ideologia — seria difícil explicar por que estudos encontram associações com fatores biológicos e de desenvolvimento.

Por exemplo, estudos com famílias e gêmeos encontram evidências de componente hereditário para características relacionadas à identidade de gênero, embora isso não signifique que exista um “gene trans” nem que a identidade de gênero seja geneticamente determinada. Também há evidências de que fatores hormonais e outros fatores do desenvolvimento pré-natal podem participar da diferenciação sexual do cérebro e estar associados posteriormente à identidade de gênero.

Isso também é compatível com o fato de que não se consegue simplesmente modificar a identidade de gênero por meio de psicoterapia ou de técnicas destinadas a produzir uma mudança deliberada dessa característica. Não há evidência científica robusta de que as chamadas terapias de conversão consigam mudar de maneira confiável a identidade de gênero.

Portanto, a existência de influência cultural não é suficiente para explicar todo o fenômeno. Uma explicação adequada precisa levar em conta a interação entre fatores biológicos, psicológicos, sociais e culturais.

E isso também responde à pergunta sobre “o que é histeria coletiva, o que é delírio e o que é real”: não se deve presumir que toda experiência trans tenha uma única causa. É preciso distinguir identidade de gênero, disforia de gênero, transtornos psicóticos e possíveis efeitos de influência social — que são fenômenos conceitualmente diferentes e que podem exigir avaliações clínicas diferentes.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 19:35 pm
Onde tem Falácia de Argumento Ad Hominen aí? Isso que está acima é Argumento de Redução ao Absurdo. Dentre os milhões de casos de estupradores de crianças em toda história, não é uma estimativa muito arrojada dizer que pelo menos algumas delas têm ou tiveram o codinome de "Tutu". Dizer "houve casos de estupros cometido por gente dessa categoria social, logo pertencer a essa categoria social causa estupros de crianças" é que é a verdadeira falácia. Praticamente qualquer categoria social poderia ser vítima dessa inferência absurda, inclusive a categoria de pessoas com codinome de "Tutu".
Não coloque a pessoa contrária em exemplo de situação degradante ou vergonhosa porque isso é ofensivo.

Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 22:42 pm
A maioria das pessoas que procuram tratamento de saúde por incongruência/disforia de gênero são justamente pessoas transgênero (embora nem toda pessoa transgênero tenha disforia ou precise de tratamento médico). Portanto, dizer que “o que importa é o gênero do corpo” nesse caso específico não faz muito sentido.

É como dizer: “Para o sistema de saúde que trata incongruência de gênero, o que importa é o sexo biológico, exceto justamente quando estamos tratando da incongruência entre sexo e gênero.” É análogo a dizer que, na engenharia de segurança de voo, o que importa é conhecer todos os aspectos da segurança de voo, exceto acidentes aéreos.
Disforia de gênero é questão somente de psiquiatria. O corpo não tem nenhuma diferença. O corpo do transexual só adoece nesse contexto por causa de tratamento hormonal e problemas de cirurgias. Se tivesse aceitado o corpo natural, não estaria passando por esses problemas.

Cirurgia plástica estética, aborto e cirurgia de mudança de gênero não são medicina e nem caso de saúde como a ideologia insiste.
Quem tem expertise em assuntos militares não costuma adotar essas baboseiras como prescrição demográfica. Historicamente, quando a escassez de soldados se tornou extrema, a necessidade militar acabou levando alguns países a empregar mulheres jovens inclusive em funções de combate direto e na linha de frente, em vez de simplesmente preservar todos os homens em idade militar. Isso aconteceu, por exemplo, em escala muito grande na União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.
Quando começam a usar mulheres, a situação da guerra piorou muito.
Os primeiros a serem colocados em linha de frente são homens de 16 a 40 anos que forem capazes de andar, ouvir, carregar uma arma e apertar um gatilho. É claro, que dentro desse grupo há gente mais adequada ou inadequada. Mas o conjunto de candidatos iniciais de onde vão buscar soldados são esses.
Isso não significa que ser transgênero seja, por si só, uma doença mental. A própria OMS retirou a incongruência de gênero do capítulo de transtornos mentais na CID-11 e a colocou entre as condições relacionadas à saúde sexual.
OMS é órgão político e globalista. A ONU está completamente contaminada com agenda woke. Portanto, sem credibilidade.
Huxley escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 21:49 pm
Pessoas com depressão e transtorno de estresse pós-traumático também não têm necessariamente uma incapacidade física visível. Isso não significa que sejam capazes de obter, sozinhas, os mesmos resultados de saúde que poderiam obter com tratamento farmacológico e/ou psicoterapêutico adequado.

Algo semelhante vale para pessoas transgênero que apresentam disforia ou outras necessidades específicas de saúde. A questão não é serem fisicamente incapazes de “fazer sua parte”, mas que determinadas condições de saúde podem exigir assistência profissional para que a pessoa consiga obter um resultado que dificilmente conseguiria alcançar sem tratamento.


Portanto, o argumento de que “a pessoa pode simplesmente fazer sua parte sozinha” também não funciona aqui. A questão é justamente se existe uma intervenção de saúde capaz de produzir um benefício que a pessoa, em determinadas circunstâncias, não consegue obter por conta própria. É exatamente para isso que existem tratamentos médicos e psicológicos.
Agora está falando de saúde mental em geral.

Existem inúmeros problemas de saúde mental: estresse pós-traumático, TDAH, depressão maior, transtorno do pânico, excesso de ansiedade, esquizofrenia, anorexia, bulimia, insônia, tristeza que cria necessidade de alcoolismo, tabagismo, e muitos outros que nem sei nomear. Alguns deles não são "curáveis" e outros dependem de mudança no ambiente onde eles vivem. Disforia de gênero é apenas mais um deles.

Então, cadê os programas do Estado para dar assistência psicológica a esses grupos? Cadê as adaptações na sociedade para a saúde mental deles?
Cadê as reformas na educação para auxiliar TDAH? Cadê a gratuidade de remédios?
Cadê os programas inspirados no modelo islandês de acolhimento de pessoas com predisposição a usar drogas ou beber?
Cadê cotas de concurso para quem não consegue concentrar em prova ou estudar por vias normais?
Cadê cotas na política para pessoas tímidas, que são incapazes de chamar atenção de eleitor? Embora não seja doença, é uma desvantagem que o pessoal que defende a "equidade" finge que não existe.
Cadê leis que proíbem RH de empresa de excluir TDAH, depressivos, ansiosos, etc. Eles não conseguem "fazer a parte deles sozinhos" e são rejeitados em entrevistas, mas não há nada ajudando além de familiares e remédios e médicos pagos com o próprio dinheiro deles.

É muito pouco porque custa caro e o Estado não consegue. Ele então resolve privilegiar só transexual porque é a minoria das minorias e por motivos políticos, e também para causar revolta na população. Tudo isso é hipocrisia pura.
Para Gemini: Que perfis psicológicos tem dificuldade em entrevista de emprego?
1. Perfil Introvertido
2. Perfil Altamente Ansioso (Ansiedade Social ou de Desempenho)
3. Perfil Analítico / Detalhista (Excesso de Foco em Dados)
4. Perfil Rígido ou Perfeccionista
5. Baixa Autoeficácia / Síndrome do Impostor
RH pode rejeitar esses listados, mas não pode rejeitar um LGBT. Isso é ridículo.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 23:59 pm
Disforia de gênero é questão somente de psiquiatria. O corpo não tem nenhuma diferença.
Que baboseira! Não existe “psiquiatra acorporal”!
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 23:59 pm

O corpo do transexual só adoece nesse contexto por causa de tratamento hormonal e problemas de cirurgias.
Isso é uma outra baboseira. A Disforia de Gênero existe mesmo sem interferência de qualquer procedimento artificial.
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 23:59 pm

Se tivesse aceitado o corpo natural, não estaria passando por esses problemas.
Isso é uma outra baboseira. Existe corroboração empírica de que inflexibilidade de identidade de gênero em psicoterapia é análoga a inflexibilidade do traço da homossexualidade masculina em psicoterapia de “reorientação sexual”. Isso que está escrito acima é tanta abobrinha quanto dizer a um gay insatisfeito com a própria orientação sexual: “Se tivesse aceitado sua orientação sexual natural, não estaria passando por esses problemas.” Também é como dizer que gostar de sabor de merda é natural para uma pessoa que você força colocar merda na boca e depois dizer: “Se tivesse aceitado o prazer natural por colocar fezes na boca, não estaria passando por esses problemas”.
Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 23:59 pm

Quando começam a usar mulheres, a situação da guerra piorou muito.
Os primeiros a serem colocados em linha de frente são homens de 16 a 40 anos que forem capazes de andar, ouvir, carregar uma arma e apertar um gatilho. É claro, que dentro desse grupo há gente mais adequada ou inadequada. Mas o conjunto de candidatos iniciais de onde vão buscar soldados são esses.
Não estava falando do caso de homens jovens ou quase jovens versus mulheres jovens.

O meu ponto é que não existem evidências históricas robustas de que colocar homens idosos no lugar de mulheres jovens no combate direto/linha de frente melhore o desempenho militar. É óbvio que a capacidade física de mulheres jovens nesse contexto de comparação é, em média, melhor.
Editado pela última vez por Huxley em Qui, 24 Setembro 2026 - 00:50 am, em um total de 1 vez.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 23:59 pm

É muito pouco porque custa caro e o Estado não consegue. Ele então resolve privilegiar só transexual porque é a minoria das minorias e por motivos políticos, e também para causar revolta na população. Tudo isso é hipocrisia tpura.
Eu não sei que país é esse em que a disponibilidade de tratamentos médicos para disforia de gênero de pessoas transgêneros é um paraíso escandinavo e a disponibilidade para tratamento de outras patologias mentais é moçambicana. O Brasil é que não é.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 23:59 pm
Para Gemini: Que perfis psicológicos tem dificuldade em entrevista de emprego?
1. Perfil Introvertido
2. Perfil Altamente Ansioso (Ansiedade Social ou de Desempenho)
3. Perfil Analítico / Detalhista (Excesso de Foco em Dados)
4. Perfil Rígido ou Perfeccionista
5. Baixa Autoeficácia / Síndrome do Impostor
RH pode rejeitar esses listados, mas não pode rejeitar um LGBT. Isso é ridículo.
É claro que legalmente pode rejeitar. Basta ser um RH mentiroso e dar uma desculpa dissimulada explicativa na hora da rejeição. Muitos fazem isso.

Mas a orientação sexual é um traço neutro para a aptidão intelectual profissional.
Editado pela última vez por Huxley em Qui, 24 Setembro 2026 - 00:56 am, em um total de 1 vez.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

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Tutu
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Mensagem por Tutu »

eremita escreveu: ↑
Qua, 23 Setembro 2026 - 23:49 pm
Mesmo se a gente só focar em 1900-e-ontem, essa redivisão de "sexo" e "gênero" aparece lentamente: Faz mais de século que tão fuçando nisso, com desenvolvimento gradual de seis décadas. "De repente" o escambal.
Tudo isso é literatura de nicho, que ficou nas mãos do mundinho feminista nesse tempo todo até explodir recentemente.

Se olhar no Direito, há muitas palavras que desviam do significado linguístico, mas tem significado diferente no Direito há anos. A população geral nem usa esses significados.
Não generalize o que você vê. O que eu vejo primeiro é um ser humano. Se for para detalhar além disso: vou tratar a pessoa conforme o gênero com o qual ela se identifica.
Sempre quando se vê um ser humano, automaticamente sempre vemos o gênero do corpo e a faixa etária também. Não é separável. Se é criança ou idoso, chamamos de menino/menina ou senhor/senhora e não de ser humano. Usamos substantivos específicos e não significa tratar como não humano.
Se você quer participar da fantasia do transexual, é um direito teu. Quem não quiser participar, também tem direito a isso.

Nota: Transexual é com um S só.
https://www.dicio.com.br/transexual/
Se eu fosse médico levaria ambas as coisas em conta, porque ambas são relevantes.
Não é que o gênero mental seja importante para a saúde física (não psicológica). É que essa informação pode revelar coisas a respeito do histórico de saúde do paciente, rotina, pelo que ele passou e o que ele faz com o corpo.
E importa na prática, sim. Talvez não diretamente para você ou para mim; mas para muita gente importa. Tem gente por aí que, embora tenha genitais femininos, vê-se como homem, quer cumprir funções sociais de homem, quer ser tratada como homem, e que quer ter o corpo o mais próximo do corpo estereotípico masculino. E tem o oposto também.
É muito fácil dizer "mais só EO quem importa lol lmao. As neçeçidades dos otros num çao reais!!", mas o mundo não gira ao redor dos nossos umbigos.
Como falei, pode cumprir profissões e hobbies do sexo oposto, mas isso não mudará a natureza do indivíduo. A maioria dos que fazem isso não querem mudar de gênero.
Entretanto, um transexual jamais poderá engravidar ou amamentar.

Falou, falou, mas não provou a importância do gênero mental para a sociedade.
Huxley escreveu: ↑
Qui, 24 Setembro 2026 - 00:26 am
Também é como dizer que gostar de sabor de merda é natural para uma pessoa que você força colocar merda na boca e depois dizer: “Se tivesse aceitado o prazer natural por colocar fezes na boca, não estaria passando por esses problemas”.
Existe diferença aí.
Colocar merda na boca é um ataque vindo dos outros.
Aceitar a realidade desvantajosa é adaptação.
O meu ponto é que não existem evidências históricas robustas de que colocar homens idosos no lugar de mulheres jovens no combate direto/linha de frente melhore o desempenho militar. É óbvio que a capacidade física de mulheres jovens nesse contexto de comparação é, em média, melhor.
Eu nunca neguei isso.
Percebi que você interpreta "generalização" (que pode ter exceções) como "totalidade absoluta sem exceções".
Expliquei aqui: viewtopic.php?p=49492#p49492

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qui, 24 Setembro 2026 - 00:55 am
Existe diferença aí.
Colocar merda na boca é um ataque vindo dos outros.
Aceitar a realidade desvantajosa é adaptação.
Você não entendeu meu ponto. Você tem flexibilidade para modificar o desprazer que sente em colocar merda na boca? Não, né? Querer não é poder. Da mesma forma, uma pessoa insatisfeita com sua condição de gay puro não tem flexibilidade para se transformar em heterossexual em psicoterapia de “reorientação sexual”. A mesma coisa acontece com o traço de identidade de gênero, que é um traço altamente biológico, inato e inflexível.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Tutu escreveu: ↑
Qui, 24 Setembro 2026 - 00:55 am
Eu nunca neguei isso.
Percebi que você interpreta "generalização" (que pode ter exceções) como "totalidade absoluta sem exceções".
Expliquei aqui: viewtopic.php?p=49492#p49492
“O que importa é o gênero do corpo”. Se homens idosos são muito numerosos em países como o Japão (30% da população masculina), então eles têm alguns privilégios (que não dependem do sexo) em relação a mulheres jovens. Você chamaria um grupo que representa 30% da população masculina apenas como outliers?

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Huxley
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Mensagem por Huxley »

Huxley escreveu: ↑
Qui, 24 Setembro 2026 - 01:02 am
Tutu escreveu: ↑
Qui, 24 Setembro 2026 - 00:55 am
Existe diferença aí.
Colocar merda na boca é um ataque vindo dos outros.
Aceitar a realidade desvantajosa é adaptação.
Você não entendeu meu ponto. Você tem flexibilidade para modificar o desprazer que sente em colocar merda na boca? Não, né? Querer não é poder. Da mesma forma, uma pessoa insatisfeita com sua condição de gay puro não tem flexibilidade para se transformar em heterossexual em psicoterapia de “reorientação sexual”. A mesma coisa acontece com o traço de identidade de gênero, que é um traço altamente biológico, inato e inflexível.
Um complemento.

Assim como não há flexibilidade para alguém modificar sua identidade de gênero, também não há, em geral, flexibilidade para alguém se curar instantaneamente da disforia de gênero apenas ouvindo: "Basta aceitar logo a sua realidade desvantajosa". Da mesma forma, há inflexibilidade para uma pessoa viúva se curar instantaneamente da depressão apenas ouvindo: "Basta aceitar logo a sua realidade desvantajosa". Do mesmo modo, há inflexibilidade para uma vítima de crimes hediondos se curar instantaneamente do transtorno do estresse pós-traumático apenas ouvindo: "Basta aceitar logo a sua realidade desvantajosa". Em todos esses casos, a pessoa precisa de assistência externa (profissional), além de intervenção farmacológica e/ou psicoterapêutica.

Re: Feminismo e ideologia de gênero

Paranoid
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Mensagem por Paranoid »

Huxley, os dados não mostram uma "epidemia" atual de disforia de gênero?

Entendo que há hipóteses biológicas para a explicação, minha dúvida é o quanto isso explica os casos atuais. 100%?
A diferença é que a orientação sexual é definida antes, enquanto a transsexualidade seja uma descoberta na adolescência, início da fase adulta, ou em alguns casos mais raros na infância, podendo assim sofrer influência do meio. Afinal gênero não é aqui definido em partes também como o papel social do sexo? Como isso não gera uma influência?
Por isso eu separaria completamente a questão ou hipótese de ex-trans com a alegação extremamente duvidosa de "ex-gays" ou "cura gay".
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