Um serial killer que,
— Matou a esposa grávida a pauladas;
— Asfixiou a enteada de 5 anos com uma sacola;
— Estuprou ao menos cinco mulheres;
— E confessou ter matado ao todo 9 mulheres;
Foi solto esta semana pela Justiça do DF.
Mesmo condenado a 54 anos de prisão, Adaylton Neiva — o Maníaco do Novo Gama — deve continuar seu tratamento psiquiátrico no CAPS e não precisará sequer usar tornozeleira.
Este é um caso que encapsula tudo o que há de errado no sistema criminal do Brasil
O primeiro crime atribuído a Adaylton ocorreu em 2000.
Sua ex-companheira estava grávida e havia fugido da violência do Maníaco.
Ele foi atrás dela e a matou com golpes de madeira. A filha da pobre mulher saia do banho, viu sua mãe ser morta, tentou fugir, mas foi asfixiada com uma sacola.
Ambas foram enterradas numa cova rasa.
Adaylton foi preso por esse crime. E solto! No mesmo ano!
Preso por sete meses, Adaylton foi solto porque o juiz entendeu que seu julgamento estava demorando demais e a prisão preventiva não tinha justificativa.
Em liberdade, Adaylton não perdeu tempo e estuprou três mulheres.
Preso por esses crimes no DF, ele foi condenado a 9 anos de prisão em 2001. E solto em setembro de 2009 por causa da progressão de pena. E adivinhem só o que Adaylton fez assim que solto?
Ele progrediu na violência dos seus crimes.
Agora já não apenas estuprava, mas também matava. Fez isso com uma dona de casa e uma adolescente.
No despacho que liberou Adaylton, o juiz da Vara de Execuções Penais afirma que o maniácio "demonstrava disciplina e responsabilidade [...] e recebeu elogios da direção do presídio".
Ora, mas essa teatralidade, o cumprimento das regras enquanto todo mundo está vendo, não é exatamente o que se espera de psicopatas? Isso parece não ter importado na época, mas fez com que duas mulheres fossem assassinadas.
Em 2010, o delegado que o prendeu PELA TERCEIRA VEZ afirmou que Adaylton era frio e descrevia os detalhes e, se retornasse à liberdade, iria comprometer a vida de muitas pessoas.
Essa era a opinião da família da adolescente morta.
E é a opinião de qualquer pessoa sensata. Um cidadão que confessa matar nove pessoas não pode ficar em liberdade. Mas o Judiciário brasileiro não está cheio de pessoas sensatas.
Está repleto, na verdade, de pessoas que, por pura ideologia, decidiram instituir a Política Antimanicomial do Poder Judiciário brasileiro por meio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Essa política ACABOU com todos os manicômicos judiciais do país e fez com que internar psicopatas como Adaylton — condenado a 54 anos de cadeia — só pudesse ocorrer em "hipóteses absolutamente excepcionais" (Art. 13 da Resolução Nº 487 do CNJ).
E, agora, vejam a situação em que estamos.
Um exame feito em 2023, constatou que,
"Apesar de apresentar estabilidade clínica, Adaylton demonstrava um discurso “sedutor”, “vitimizado” e “teatralizado”, buscando convencer os profissionais de que estava recuperado".
O último laudo psiquiátrico a respeito do Adaylton salientou que "não era possível garantir a cessação da periculosidade".
Entretanto, a resolução não fala nada sobre periculosidade. Ela fala apenas se o psicopata pode continuar seu tratamento no CAPS. E adivinha só? Psicopatas conseguem fingir isso muito bem.
Olhem a merda que estamos.
Por causa dessa resolução idiota, a porra do MANÍACO DA GAMA, depois de estuprar e matar um sem número dde mulheres (lembre-se, só sabemos as que ele foi pego/confessou), depois de ser preso três vezes, por fazer exatamente as mesmas coisas, depois de ser condenado a mais 50 anos de cadeia, está solto de novo!, porque o Luís Roberto Barroso, a Rosa Weber, e o Edson Fachin acham que manicômio judiciário fere os direitos humanos.
Meus caros Barroso, Rosa Weber, e Fachin, TENHAM A FIBRA MORAL DE COMPARECER AO ENTERRO DA PRÓXIMA VÍTIMA DO ADAYLTON E OLHAR NOS OLHOS DA FAMÍLIA. PORQUE ELE VAI ESTUPRAR E MATAR DE NOVO. E A CULPA É DE VOCÊS.