Fonte: https://x.com/caioblinder/status/2021961101580415245
Guerra Israel contra seus inimigos
- Fernando Silva
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- Registrado em: Ter, 11 Fevereiro 2020 - 08:20 am
https://www.terra.com.br/noticias/mundo ... sulcd.htmlCom estoque de defesa antimíssil em baixa, Israel enfrenta riscos maiores em novo conflito com Irã
Estoque do arsenal americano de mísseis antibalísticos terrestres e marítimos também enfrenta problemas similares
28 fev 2026
O novo conflito entre Israel, Estados Unidos e o Irã aumenta a pressão sobre o estoque de interceptores de mísseis balísticos israelenses, que foi significativamente reduzido em 2025 após a chamada guerra dos 12 dias entre os dois países, que colocou sob estresse o sofisticado sistema de defesa antimíssil israelense.
Em paralelo, o arsenal americano de mísseis antibalísticos terrestres e marítimos, que forneceu uma proteção adicional vital para Israel durante a guerra, também enfrenta um problema similar.
A questão é preocupante: com novos ataques iranianos, as forças israelenses e americanas conseguirão localizar os lançadores inimigos com rapidez suficiente e destruir mísseis suficientes em solo antes que suas próprias defesas aéreas fiquem sem interceptores?
"Tenho ouvido generais, jornalistas e ministros dizendo: 'Não, estamos bem'", disse Ran Kochav, ex-comandante das forças de defesa aérea e antimíssil de Israel, referindo-se aos comentários otimistas generalizados na televisão israelense recentemente. "É uma falsa sensação de segurança."
“Plantão JN: Irã confirma morte do líder supremo Ali Khomenei em ataque conjunto de EUA e Israel”:
youtu.be/cjRTPtPnC_U
youtu.be/cjRTPtPnC_U
- Fernando Silva
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(Trita Parsi - traduzido)As semelhanças entre o bombardeio israelense de Gaza e Teerã estão se tornando mais fortes.
Em ambos os casos, parece que Israel está usando IA sem qualquer supervisão humana.
Por exemplo, Israel bombardeou um parque em Teerã chamado "Parque da Polícia". Não tem nada a ver com a polícia.
Mas parece que a IA identificou como alvo, já que Israel está bombardeando todos os prédios relacionados ao governo.
Ninguém em Israel se apressou a verificar e descobrir que é apenas um parque.
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Fonte: https://x.com/tparsi/status/2029555364262228454
(Kim Ghattas - traduzido)O novo Oriente Médio, visto por Netanyahu, está surgindo.
"Resumindo a posição do governo israelense, Citrinowicz disse: "Se pudermos ter um golpe, ótimo. Se pudermos ter gente nas ruas, ótimo. Se conseguirmos uma guerra civil, ótimo. Israel não se importa nem um pouco com o futuro... [ou] a estabilidade do Irã."
https://www.ft.com/content/dd070ee7-702 ... 0fe6aa34e6
Fonte: https://x.com/KimGhattas/status/2029296991214477498
(Guga Chacra)
A história do conflito Israel-Hezbollah - trecho da minha newsletter diária "de Beirute a NY" no Globo
A história do conflito Israel-Hezbollah
Antes de começar a newsletter, gostaria de deixar meu repúdio ao bombardeio dos EUA que matou 175 pessoas, em sua maioria crianças, na cidade de Minab no Irã. Não há justificativa para a morte de crianças inocentes. Deplorável o presidente Donald Trump seguir negando o ataque mesmo depois de as Forças Armadas dos EUA terem assumido que foram responsáveis, apesar de, segundo eles, a ação ter sido um erro. Além disso, foi o presidente dos EUA que autorizou o ataque. Caso não tivesse levado adiante esta guerra, as crianças estariam vivas. Mas vamos para a questão Israel versus Hezbollah.
Invasão contra a OLP – Israel invadiu o Líbano em 1978 e voltou a invadir o Líbano em 1982. Naquele ano, chegou até Beirute. O objetivo era combater a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) ao lado de milícias cristãs libanesas como a Falange. Houve uma campanha de bombardeios à parte oeste da cidade, com forte presença de palestinos e grupos libaneses aliados a Yasser Arafat.
Massacre de Sabra e Chatila – Em setembro de 1982, o recém-eleito presidente do Líbano Bashir Gemayel foi morto em atentado terrorista. Cristão maronita, ele era aliado de Israel. A ação foi a atribuída a facções palestinas, embora anos depois tenha sido comprovado que os autores eram de um grupo cristão pró-Síria – coisas da surreal complexidade libanesa. Os seguidores do carismático e jovem Bashir, conhecidos como falangistas, decidiram se vingar e cometeram o massacre de palestinos nos campos de Sabra e Shatila. Calcula-se que mais de mil palestinos foram mortos, incluindo mulheres e crianças. A ação dos milicianos cristãos contou com amparo de Israel, que tinha o controle militar sobre os campos.
Recuo para o Sul – O massacre gerou enorme repúdio internacional e Israel desocupou Beirute, se retirando para o Sul do Líbano. Esta região fica entre a fronteira israelense e o rio Litani, a cerca de 30 km. Inclui uma série de vilarejos de diferentes religiões. O objetivo de Israel naquele momento era combater milícias palestinas. Não existia o Hezbollah em 1982. Uma milícia cristã com alguns membros xiitas, com o nome de Lubnan Jeysh al Jnub (Exército do Sul do Líbano, ou ESL), foi formada para lutar ao lado de Israel.
Empoderamento xiita e formação do Hezbollah – Três fatores contribuíram para a formação do Hezbollah no sul do Líbano, de maioria xiita. Primeiro, a resistência à ocupação israelense. Em segundo lugar, havia ocorrido, anos antes, a Revolução Iraniana. O novo regime em Teerã buscou aliados no Oriente Médio e os xiitas do Líbano acabaram sendo escolhidos. Por último, a marginalização dos xiitas na sociedade libanesa, historicamente controlada por cristãos e sunitas.
Retirada israelense – Em 2000, o desgaste dos 18 anos de ocupação levou Israel a retirar suas tropas do território. A milícia ESL foi desfeita, alguns se mudaram para Israel, outros imigraram para o Brasil e EUA e os que ficaram receberam anistia. O Hezbollah celebrou a retirada como uma vitória. Como o Exército libanês ficou ausente nestas quase duas décadas, não tinha como forçar a organização a se desarmar.
Fazendas de Shebaa – Todas as milícias envolvidas na guerra civil libanesa se desarmaram quando o conflito de 15 anos chegou ao fim em 1990. A única exceção foi Hezbollah. No ano 2000, havia um forte controle da ditadura síria sobre a política em Beirute e os sírios eram aliados do grupo. O argumento formal para o Hezbollah manter as armas depois da retirada israelense era o de que Israel mantinha a ocupação das Fazendas de Shebaa. É uma área pequena historicamente disputada por Líbano e Síria que Israel anexou em 1967 como parte das Colinas do Golã.
“Bomba Atômica do Irã” – Na realidade, o Hezbollah, a partir de 2000, passou a ser usado tanto para defender os interesses do ditador sírio Bashar al Assad no Líbano como também para dissuadir Israel de atacar o Irã. Afinal, com seus milhares de mísseis próximos à fronteira, o Hezbollah poderia alvejar com facilidade o território israelense.
Guerra de 2006 – Naquele ano, o Hezbollah realizou uma operação na fronteira contra forças israelenses. Israel respondeu com força. Bombardeios atingiram não apenas alvos do Hezbollah como também da infraestrutura civil libanesa como aeroporto e estradas, apesar de o governo em Beirute ser de uma coalizão adversária do Hezbollah. Centenas morreram no lado libanês e dezenas no lado israelense naquele verão do hemisfério norte 20 anos atrás.
As regras do jogo – Após o conflito, o Hezbollah e Israel passaram a atuar dentro do que ficou conhecido como as regras do jogo. Basicamente, toda a ação visava não escalar para uma nova guerra, dando espaço para uma reação comunicada e calibrada. Ao longo de 18 anos, funcionou. No período, o Hezbollah ampliou seu arsenal e Israel conseguiu ampliar a penetração de inteligência dentro do grupo.
Guerra da Síria – um dos motivos para talvez não ter havido guerra naquele período, além das regras do jogo, foi o envolvimento do Hezbollah na Guerra da Síria. O grupo atuou ao lado do regime para lutar contra milícias da oposição como o Estado Islâmico e o Hayet Tahiri al Sham, com origem na Al Qaeda, que viria a assumir o poder anos depois. Com o foco na defesa de Assad, deixou Israel de lado.
Atentado do Hamas – No dia 7 de outubro de 2023, o Hamas cometeu um atentado que matou cerca de 1.200 pessoas em Israel. Outros 240 foram levados como reféns para Gaza. Israel iniciou uma forte resposta. Em solidariedade ao Hamas, o Hezbollah passou a lançar ataques contra Israel. Os israelenses responderam. Dezenas de milhares precisaram deixar suas casas no norte israelense e outras dezenas de milhares no sul libanês. Ainda assim, o conflito ficava concentrada na região e as ações militares eram calibradas para evitar uma escalada.
Morte de Nasrallah – a partir de agosto de 2024, Israel pegou o Hezbollah de surpresa (lembram do ataque dos pagers?), escalou o conflito, matou Hassan Nasrallah, líder da organização, e outras lideranças. Levou adiante fortes bombardeios a Dahieh, uma região de maioria xiita em Beirute, e realizou uma operação por terra no sul. Os israelenses saíram vitoriosos e um cessar-fogo foi implementado.
Cessar-fogo de 2024 – O cessar-fogo previa que os ataques fossem suspensos tanto por Israel como pelo Hezbollah. O grupo deveria ser desarmado pelo Exército do Líbano, que assumiria a soberania sobre o Sul libanês, de onde os israelenses deveriam se retirar. Até março deste ano, o Hezbollah não tinha realizado ataques a Israel desde 2024. Já os israelenses violaram o cessar-fogo milhares de vezes, de acordo com a UNIFIL, como são as forças de paz da ONU, e não desocuparem cinco pontos na fronteira, dentro do Líbano.
O novo governo libanês – Em 2025, oentão comandante das Forças Armadas Joseph Aoun foi eleito presidente. Cristão maronita, como manda a consenso libanês. Já Nawaf Salam, então presidente da Corte Internacional de Haia, assumiu o posto de primeiro-ministro. Muçulmano sunita, como manda o consenso libanês. O presidente do Parlamento seguiu sendo Nabi Berri, um xiita, como manda o consenso libanês. Há décadas no cargo, ele integra a Amal, um partido xiita mais laico que mantém aliança com o braço político do Hezbollah.
Desarmamento – Essa nova administração libanesa tentou desarmar o Hezbollah por meio de negociação e tropas do Exército assumiram posições no sul. Israel considerou a operação insuficiente e seguia pressionando os libaneses para agirem com mais dureza contra o grupo. Na minha coluna desta quinta, explico o motivo da dificuldade.
Ataque ao Irã – Depois do ataque de Israel e EUA ao Irã, o Hezbollah quebrou o cessar-fogo e atacou Israel. Os israelenses intensificaram os bombardeios ao Líbano no sul e também em Dahieh. O governo libanês tenta negociar sucesso um novo cessar-fogo. Mas Israel e Hezbollah não parecem dispostos a encerrar os combates.
Líbano – a imensa maioria da sociedade libanesa, assim como o governo, condena as ações militares do Hezbollah e também os bombardeios israelenses. A visão é de que se trata de uma guerra entre Israel e Irã que acabou sugando o Líbano depois do envolvimento de um grupo armado aliado dos iranianos.
https://oglobo.globo.com/blogs/guga-cha ... ollah.html
Fonte: https://x.com/gugachacra/status/2032436637318238486
Spoiler:
(André Lajst)Excelente resumo do @gugachacra sobre Israel x Hezbollah. Acrescentaria um ponto importante: no dia 28 de julho de 2024 um foguete do Hezbollah caiu um campo de futebol em Majdal Shams, uma aldeia Druza no Golan, e matou 12 crianças. Depois desse evento, o governo de Israel recebeu enorme pressão popular para atacar de forma mais intensa o Hezbollah, culminando na operação dos pagers e morte de Nassralah.
Fonte: https://x.com/AndreLajst/status/2032441204244128099