Testes de Inteligência
Existe o conhecido teste de Q.I.
Mas o tópico pode abordar todo tipo de teste que avalie a inteligência das pessoas.
Mas o tópico pode abordar todo tipo de teste que avalie a inteligência das pessoas.
Teste de reflexão cognitiva (TRC)
Teste de inteligência com 3 perguntas tem apenas 17% de acertos; conheça
Ele teste avalia a capacidade das pessoas de rejeitar uma pergunta intuitiva
Por El Tiempo
10/05/2025 04h30 Atualizado há 4 horas
O teste de reflexão cognitiva (TRC) é um teste desenvolvido pelo psicólogo Shane Frederick, que avalia a capacidade de uma pessoa de rejeitar problemas com respostas intuitivas, mas incorretas. Este conhecido teste de inteligência desafia a mente humana desde sua criação em 2005, pois possui apenas três perguntas que nos permitem diferenciar entre a tendência humana à persuasão e à não reflexão.
Embora não pareça ser um teste particularmente difícil, suas afirmações estão relacionadas a questões matemáticas e soluções enganosas, demonstrando consistentemente que as pessoas são guiadas pela primeira opção que vem à mente, em vez de analisar minuciosamente uma sugestão.
Para testar essa teoria, Frederick decidiu aplicar o teste a mais de 3 mil indivíduos, incluindo estudantes de instituições educacionais como Harvard e Yale, mas, para sua surpresa, os resultados não contradiziam suas avaliações iniciais.
Ao longo dos anos, outras pessoas tentaram responder às perguntas, esperando respostas positivas, mas a taxa de sucesso raramente atingiu 17%, já que a tomada de decisão neste caso geralmente não é influenciada pela reflexão.
Perguntas do teste
De acordo com a Sociedade para Julgamento e Tomada de Decisão (SJDM), os exercícios são avaliados usando um sistema que classifica as soluções em rápidas e espontâneas, bem como aquelas baseadas no pensamento analítico.
- Um taco e uma bola custam 1,10 reais no total. O taco custa 1 real a mais que a bola. Quanto custa a bola?
- Se cinco máquinas levam cinco minutos para fabricar cinco itens, quanto tempo levariam 100 máquinas para fabricar 100 itens?
- Em um lago, há um canteiro de ninfeias. A cada dia o trecho dobra de tamanho. Se levar 48 dias para cobrir todo o lago, quantos dias serão necessários para cobrir metade do lago?
Respostas
Geralmente, algumas pessoas respondem a primeira pergunta dizendo que o preço da bola é 10 centavos, porém está errado. Se a bola custasse R$ 0,10, o taco custaria R$ 1,10 (R$ 1,00 a mais), e juntos dariam R$ 1,20. A resposta certa é 5 centavos. Neste caso, o taco custa R$ 1,05, e juntos somam R$ 1,10.
Quanto à segunda afirmação a resposta é cinco minutos. Se cada máquina faz 1 item em 5 minutos. Com 100 máquinas trabalhando ao mesmo tempo, elas produzem 100 itens também em 5 minutos — cada uma continua fazendo 1 item no mesmo tempo.
Para resolver o último quebra-cabeça, é importante saber que a mancha dobra de tamanho a cada dia, o que significa que até o dia 47 a mancha terá coberto metade do lago.
- Fernando Silva
- Conselheiro
- Mensagens: 7557
- Registrado em: Ter, 11 Fevereiro 2020 - 08:20 am
Lembrando que há vários tipos de inteligência e ser bom numa coisa não significa ser bom em tudo.
Outro problema com estes testes é que eles podem não ser "culture-fair".
O que significa isto? Significa que o desempenho no teste pode ser afetado por outras variaveis alem de pura e simples inteligencia. Por exemplo, poderia estar influenciado pelo grau de escolaridade/instrução e por familiaridade com o formato do teste, dentre varias outras coisas.
Em outras palavras, com fatores externos, não relacionados a genetica do individuo. O "nurture" do famoso "nature x nurture" debate,
Dizem que o matrizes progressivas de Raven é culture-fair. Mas há controversias ate a respeito mesmo a respeito desse teste e outros similares.
Para mim isso não é de se espantar e estaria relacionado ao fato já bem conhecido que inteligencia (ao menos a parcela dela que testes de QI medem) não é 100% herdada.
Ate mesmo as estimativas mais conservadoras no sentido de ser herdada concedem que pelo menos 20% dela se deve a influencias ambientais. No outro lado do debate a relação se inverte.
Outra coisa: Alto QI não é garantia de imunidade a comportamento / atitudes / crenças equivocadas ou mesmo muito estupidas.
Quem pensa o contrario devia ler esse livro: What Intelligence Tests Miss: The Psychology of Rational Thought, de Keith Stanovich.
Por exemplo, sei de pessoas que se dedicam a Astrologia e em sociedade ainda mais exclusivas que a Mensa em termos de admissão (que seleciona so o topo 2% da população em geral)
Na epoca que descobri isso fiquei impressionado pois não esperava esse tipo de atitude em pessoas que supostamente seriam genios.
Hoje não me espantaria nem se achasse terraplanistas naquele meio. Na verdade eu quase espero que haja pelo menos um desses lá.
E agora tem a ajuda de IA.
Esse pessoal que coloca testes online vai ter que pensar numa forma de dar a volta nisso.
O que significa isto? Significa que o desempenho no teste pode ser afetado por outras variaveis alem de pura e simples inteligencia. Por exemplo, poderia estar influenciado pelo grau de escolaridade/instrução e por familiaridade com o formato do teste, dentre varias outras coisas.
Em outras palavras, com fatores externos, não relacionados a genetica do individuo. O "nurture" do famoso "nature x nurture" debate,
Dizem que o matrizes progressivas de Raven é culture-fair. Mas há controversias ate a respeito mesmo a respeito desse teste e outros similares.
Para mim isso não é de se espantar e estaria relacionado ao fato já bem conhecido que inteligencia (ao menos a parcela dela que testes de QI medem) não é 100% herdada.
Ate mesmo as estimativas mais conservadoras no sentido de ser herdada concedem que pelo menos 20% dela se deve a influencias ambientais. No outro lado do debate a relação se inverte.
Outra coisa: Alto QI não é garantia de imunidade a comportamento / atitudes / crenças equivocadas ou mesmo muito estupidas.
Quem pensa o contrario devia ler esse livro: What Intelligence Tests Miss: The Psychology of Rational Thought, de Keith Stanovich.
Por exemplo, sei de pessoas que se dedicam a Astrologia e em sociedade ainda mais exclusivas que a Mensa em termos de admissão (que seleciona so o topo 2% da população em geral)
Na epoca que descobri isso fiquei impressionado pois não esperava esse tipo de atitude em pessoas que supostamente seriam genios.
Hoje não me espantaria nem se achasse terraplanistas naquele meio. Na verdade eu quase espero que haja pelo menos um desses lá.
E agora tem a ajuda de IA.
Esse pessoal que coloca testes online vai ter que pensar numa forma de dar a volta nisso.
Huxley escreveu: ↑Qua, 22 Janeiro 2025 - 00:09 amFonte: https://x.com/kareem_carr/status/1881356984047530455Nassim Taleb escreveu uma crítica devastadoramente forte do QI, mas como ele escreve em um nível tão técnico, seus insights mais poderosos estão sendo perdidos.
Deixe-me explicar apenas um deles.
Taleb levanta uma questão intrigante: e se o QI não estiver medindo a inteligência, mas apenas detectando as muitas maneiras pelas quais as coisas podem dar errado com o cérebro?
Imagine uma situação como essa, onde não há diferença real entre ter um QI de 100-160 em termos de resultados no mundo real, mas um QI de 40-100 sugere que algo deu muito errado na vida de uma pessoa: qualquer coisa, desde envenenamento por chumbo até pobreza extrema.
Agora, considere que há uma quantidade razoável de ruído na forma como medimos o QI — testar a mesma pessoa duas vezes produz pontuações que se correlacionam apenas 80% — e também que há muita sorte e acaso envolvidos em como a vida das pessoas se desenvolve.
A imagem geral confusa que temos faz parecer que o QI faz diferença em toda a escala, mas talvez não faça.
Se você calcular ingenuamente a correlação entre QI e resultados da vida real em uma situação como essa, isso vai lhe dizer que eles estão correlacionados.
Presumimos que a correlação se aplica a toda a faixa de QI, mas vem principalmente de contribuições na extremidade inferior da escala.
Taleb dá o exemplo desses dados sobre taxas de mortalidade para pessoas de diferentes QIs. Observe como o número de mortes aumenta para QIs baixos, mas não parece importar muito acima de 100.
Ironicamente, os primeiros testes de QI foram projetados para identificar crianças com deficiências de aprendizagem, não para serem medidas gerais de inteligência.
Então a visão de Taleb está mais próxima da compreensão original de QI.
Fonte: Artigo de QI do Taleb no Medium
https://medium.com/incerto/iq-is-largel ... 31c101ba39
Vou deixar vocês com esse pedaço de anedota. Richard Feynman tinha apenas um QI de 124, e ainda assim quase todos os físicos concordam que ele foi um dos físicos mais brilhantes que já existiram.
Siga-me (@kareem_carr) para mais tópicos que decompõem ideias complexas.
(Kareem Carr, Statistics Person - traduzido)
(Sean Kelly - traduzido)
4 em cada 5 médicos de Harvard são reprovados em uma questão introdutória de estatística
A expertise é real, mas a maioria dos "especialistas" é surpreendentemente ignorante em números
Nunca obtive uma explicação satisfatória sobre por que as escolas de ensino médio fazem com que os alunos passem um ano estudando cálculo (o que será inútil para quase todos eles) em vez de um ano estudando estatística, o que melhorará muito TODAS as suas vidas.
Fonte: https://x.com/skenzyme/status/1963210333658464525
Conhecia este artigo
Creio que essa imagem resume tudo:

E se se divide o grafico em 4 partes com a linha vermelha e a linha no QI 100 dividindo as partes, pode-se tambem ocultar as duas da esquerda e verificar, pela distribuicao dos pontos, que acima de 100 (ou mesmo 95), o QI tem poder preditivo praticamente nulo no rendimento do sujeito.
O mesmo se da para rendas acima de uns 45000, como ele mesmo evidenciou na imagem.
Creio que essa imagem resume tudo:

E se se divide o grafico em 4 partes com a linha vermelha e a linha no QI 100 dividindo as partes, pode-se tambem ocultar as duas da esquerda e verificar, pela distribuicao dos pontos, que acima de 100 (ou mesmo 95), o QI tem poder preditivo praticamente nulo no rendimento do sujeito.
O mesmo se da para rendas acima de uns 45000, como ele mesmo evidenciou na imagem.
- Fernando Silva
- Conselheiro
- Mensagens: 7557
- Registrado em: Ter, 11 Fevereiro 2020 - 08:20 am
O nível de QI vem caindo, prejudicando o pensamento crítico e dedutivo.
Fonte: FacebookFátima S R Cirne · 04/02/2026
"O QI médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até ao final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos. É a inversão do efeito Flynn.
Parece que o nível de inteligência, medido pelos testes, diminui nos países mais desenvolvidos. Pode haver muitas causas para este fenómeno. Um deles pode ser o empobrecimento da linguagem.
Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as subtilezas linguísticas que permitem elaborar e formular pensamentos complexos.
O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado) dá origem a um pensamento quase sempre no presente, limitado ao momento: incapaz de projeções no tempo.
A simplificação dos tutoriais, o desaparecimento das letras maiúsculas e da pontuação são exemplos de "golpes mortais" na precisão e variedade de expressão.
Apenas um exemplo: eliminar a palavra "signorina/senhorita/mademoiselle" (agora obsoleta) não significa apenas abrir mão da estética de uma palavra, mas também promover involuntariamente a ideia de que entre uma menina e uma mulher não existem fases intermediárias.
Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos capacidade de processar um pensamento. Estudos têm mostrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de descrever as emoções em palavras.
Sem palavras para construir um argumento, o pensamento complexo torna-se impossível.
Quanto mais pobre a linguagem, mais o pensamento desaparece.
A história está cheia de exemplos e muitos livros (George Orwell - "1984"; Ray Bradbury - "Fahrenheit 451") contam como todos os regimes totalitários sempre atrapalharam o pensamento, reduzindo o número e o significado das palavras.
Se não houver pensamentos, não há pensamentos críticos. E não há pensamento sem palavras. Como construir um pensamento hipotético-dedutivo sem o condicional? Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro? Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e a sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?
Caros pais e professores: Façamos com que os nossos filhos, os nossos alunos falem, leiam e escrevam. Ensinemos e pratiquemos o idioma nas suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado. Porque nesse esforço existe liberdade.
Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem dos seus "defeitos", abolir géneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana.
Não há liberdade sem necessidade. Não há beleza sem o pensamento da beleza."
(Christophe Clavé)
O tipo de cidadão que é o sonho de consumo de todo totalitarismo é o sujeito que.Fernando Silva escreveu: ↑Qui, 05 Fevereiro 2026 - 10:16 amO nível de QI vem caindo, prejudicando o pensamento crítico e dedutivo.Fonte: FacebookFátima S R Cirne · 04/02/2026
"O QI médio da população mundial, que sempre aumentou desde o pós-guerra até ao final dos anos 90, diminuiu nos últimos vinte anos. É a inversão do efeito Flynn.
Parece que o nível de inteligência, medido pelos testes, diminui nos países mais desenvolvidos. Pode haver muitas causas para este fenómeno. Um deles pode ser o empobrecimento da linguagem.
Na verdade, vários estudos mostram a diminuição do conhecimento lexical e o empobrecimento da linguagem: não é apenas a redução do vocabulário utilizado, mas também as subtilezas linguísticas que permitem elaborar e formular pensamentos complexos.
O desaparecimento gradual dos tempos (subjuntivo, imperfeito, formas compostas do futuro, particípio passado) dá origem a um pensamento quase sempre no presente, limitado ao momento: incapaz de projeções no tempo.
A simplificação dos tutoriais, o desaparecimento das letras maiúsculas e da pontuação são exemplos de "golpes mortais" na precisão e variedade de expressão.
Apenas um exemplo: eliminar a palavra "signorina/senhorita/mademoiselle" (agora obsoleta) não significa apenas abrir mão da estética de uma palavra, mas também promover involuntariamente a ideia de que entre uma menina e uma mulher não existem fases intermediárias.
Menos palavras e menos verbos conjugados significam menos capacidade de expressar emoções e menos capacidade de processar um pensamento. Estudos têm mostrado que parte da violência nas esferas pública e privada decorre diretamente da incapacidade de descrever as emoções em palavras.
Sem palavras para construir um argumento, o pensamento complexo torna-se impossível.
Quanto mais pobre a linguagem, mais o pensamento desaparece.
A história está cheia de exemplos e muitos livros (George Orwell - "1984"; Ray Bradbury - "Fahrenheit 451") contam como todos os regimes totalitários sempre atrapalharam o pensamento, reduzindo o número e o significado das palavras.
Se não houver pensamentos, não há pensamentos críticos. E não há pensamento sem palavras. Como construir um pensamento hipotético-dedutivo sem o condicional? Como pensar o futuro sem uma conjugação com o futuro? Como é possível captar uma temporalidade, uma sucessão de elementos no tempo, passado ou futuro, e a sua duração relativa, sem uma linguagem que distinga entre o que poderia ter sido, o que foi, o que é, o que poderia ser, e o que será depois do que pode ter acontecido, realmente aconteceu?
Caros pais e professores: Façamos com que os nossos filhos, os nossos alunos falem, leiam e escrevam. Ensinemos e pratiquemos o idioma nas suas mais diversas formas. Mesmo que pareça complicado. Principalmente se for complicado. Porque nesse esforço existe liberdade.
Aqueles que afirmam a necessidade de simplificar a grafia, descartar a linguagem dos seus "defeitos", abolir géneros, tempos, nuances, tudo que cria complexidade, são os verdadeiros arquitetos do empobrecimento da mente humana.
Não há liberdade sem necessidade. Não há beleza sem o pensamento da beleza."
(Christophe Clavé)
a) Nao pensa, não questiona, não duvida, não reflete, não debate, não quer nada para si.
b) Acata prontamente qualquer ordem ou demanda nao importando se estupida, inutil, ilogica, infantil, tosca, ambigua ou se ameaça a integridade fisica e mental do cidadao.
c) Aceita qualquer merda que jogarem para ele, sem reclamar. Indo ainda mais alem, se fosse possivel trocar o trabalho e a servidão do cidadão por nada, faze-la absolutamente "de grátis", isso seria o suprasumo do ideal.
d) Contra toda sensatez e dignidade ainda venera e admira quem faz dele não mais que um zumbi ou marionete e não tem por ele mais consideração que por um cascalho qualquer no chão.
Logo, quaisquer medidas que facilitem aproximar desse sonho estão valendo e muito.
A começar pelo emburrecimento geral. Ele é criterio essencial para todos os 4 itens acima.
Antes preferiria cometer suicidio que viver nessas condições.