Sobre o encolhimento do raio do proton

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Sobre o encolhimento do raio do proton

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wlad
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Registrado em: Qua, 22 Dezembro 2021 - 20:36 pm

Mensagem por wlad »

:dance:


O resultado das experiencias do Projeto MUSE, que está medindo o raio do próton, já devia estar concluído até o final de 2025. O valor do raio do próton já deveria ter sido obtido.

Mas já estamos em meados de fevereiro 2026, e até agora nada.

Eu desconfio que o raio do próton dessas experiencias já foi obtido, e foi constatado que houve uma contração do raio do proton nestas experiencias, ou seja, o raio do próton obtido é inferior aos raios obtidos anteriormente por outras experiencias.

Se for isso que realmente está acontecendo, a situação deve estar da seguinte forma:

1- Primeiramente, se o resultado das experiencias do Projeto MUSE tiverem obtido valores do raio do proton abaixo do valor das outras experiencias, esse resultado vai resultar em uma catástrofe, pois invalidará a Eletrodinâmica Quântica, a atual física nuclear, o Modelo Padrão, a Física de Partículas, e o modelo vigente do próton.
Então, é óbvio que, antes de divulgarem esses resultados, os condutores das experiências preferem, antes de mais nada, verificarem cuidadosamente os resultados, para evitar que divulguem um resultado que posteriormente seja invalidado.

2- Divulgar esse resultado, que demonstra que o raio do próton sofre contração dependendo da experiencia sob a qual o proton é submetido, será uma tarefa árdua e constrangedora, pois admitir e divulgar que estão erradas estas teorias atuais (citadas acima) irá prejudicar a reputação dos físicos, por terem durante um século se empenhado em desenvolverem teorias erradas.


Essa contração do raio do próton já era sugerida por duas experiências:

(A) A experiencia que mediu o raio do próton através da interação entre o próton com um elétron.
(B) A experiencia que mediu o raio do próton através da interação entre o próton com um muon. Esta segunda experiencia acusou um raio do próton 4% inferior ao medido na experiencia com o elétron.

No meu artigo "Calculation of proton radius to be measured in the Project MUSE", publicado pelo jornal Physics Essays em 2018, é explicado o motivo pelo qual ocorre a diferença de 4%.
O artigo está nesse link:
https://physicsessays.org/browse-journa ... -muse.html

O que acontece é que a contração do raio do próton depende da energia com que ele interage com alguma partícula. A massa do elétron é 200 vezes inferior à massa do muon.
É por isso que, na experiencia com um muon orbitando um próton, o raio do proton é um pouco menor do que o raio do próton sendo orbitado por um elétron.

O processo de medição do raio do próton no Projeto MUSE difere desses dois processos citados anteriormente, porque o próton e o muon interagem se movendo em sentidos contrários, como se estivessem se movendo quase em rota de colisão.

Apesar das duas experiências (A) e (B), citadas acima, terem sugerido que o raio do próton se contrai em função da energia com que ele interage com algumas partículas, é óbvio que os físicos naquela época não podiam admitir que o raio do próton possa sofrer contração, porque pelo modelo atual de próton o raio dele não pode sofrer contração.
Admitir isso exigiria admitir que o modelo atual de próton está errado, assim como também a QED, o Modelo Padrão, e a física nuclear.
Situação difícil naquela época, né.
Mas situação muito mais difícil será se o Projeto MUSE comprovar que o raio do próton sofre contração.

Resumindo, agora é esperar pra ver o que vai dar.



:violin:
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