conciencia e o problema do materialismo (nagel e chalmers)
olha eu sei que o dennett é gigante pra vcs e o cara era brilhante em mta coisa mas vamo fala a real nem ele conseguiu resolve o qualia ele tentou explica a conciencia falando que é tudo ilusao mas o nagel ja mostrou que essa saida nao faz sentido logico da pra admira o legado do dennett e msm assim admiti que o materialismo dele deixou um buraco enorme sem resposta fingir que o problema nao existe nao é ciencia é só teimosia na minha opiniao
- Fernando Silva
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Até prova em contrário, a consciência é resultado do funcionamento do cérebro.Ricardo escreveu: ↑Sex, 03 Abril 2026 - 10:20 amolha eu sei que o dennett é gigante pra vcs e o cara era brilhante em mta coisa mas vamo fala a real nem ele conseguiu resolve o qualia ele tentou explica a conciencia falando que é tudo ilusao mas o nagel ja mostrou que essa saida nao faz sentido logico da pra admira o legado do dennett e msm assim admiti que o materialismo dele deixou um buraco enorme sem resposta fingir que o problema nao existe nao é ciencia é só teimosia na minha opiniao
Resultado de algo material, que é tudo o que temos, não de entidades imateriais que serão imaginárias até surgirem evidências.
Aliás, qual é o problema do materialismo?
Quem tem problema é quem afirma a existência de coisas que não pode provar.
Até porque é muito + complicado supor 1 "coisa" flutuando sozinha n'algum tipo de "espaço" — eis que a priori não será nesse [x, y, z] no qual temos impressão de tarmos imersos — do que supor que seja dentro dos cérebros que sabemos existirem.
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O tal do "ghost in the machine".
olha fernando eu entendo seu ponto e pela lógica do materialismo clássico faz todo sentido manter os pés no que é físico até que se prove o contrário mas o ponto do nagel e do chalmers que a annaka harris traz de novo não é sobre afirmar entidades imateriais ou coisas imaginárias é sobre admitir que a nossa definição de matéria pode estar incompleta o problema do materialismo não é ser racional é achar que porque a gente mapeou o neurônio a gente explicou a experiência subjetiva o dennett era brilhante mas chamar o qualia de ilusão é só um jeito elegante de varrer o problema pra debaixo do tapete porque a ilusão ainda é um fato consciente que precisa de explicação o que o ricardo ta dizendo é que a ciência avança quando admite o que não sabe e hoje o materialismo reducionista tem um buraco enorme no meio dele que ninguém conseguiu fechar fingir que esse buraco não existe não é ser cético é ser dogmático e como o próprio kumar disse as vezes é melhor ficar na incerteza do que numa certeza absoluta que não explica a realidade do observadorFernando Silva escreveu: ↑Sáb, 04 Abril 2026 - 09:56 amAté prova em contrário, a consciência é resultado do funcionamento do cérebro.Ricardo escreveu: ↑Sex, 03 Abril 2026 - 10:20 amolha eu sei que o dennett é gigante pra vcs e o cara era brilhante em mta coisa mas vamo fala a real nem ele conseguiu resolve o qualia ele tentou explica a conciencia falando que é tudo ilusao mas o nagel ja mostrou que essa saida nao faz sentido logico da pra admira o legado do dennett e msm assim admiti que o materialismo dele deixou um buraco enorme sem resposta fingir que o problema nao existe nao é ciencia é só teimosia na minha opiniao
Resultado de algo material, que é tudo o que temos, não de entidades imateriais que serão imaginárias até surgirem evidências.
Aliás, qual é o problema do materialismo?
Quem tem problema é quem afirma a existência de coisas que não pode provar.
gorducho eu entendo que parece muito mais simples supor que tudo tá dentro do cérebro porque é o que a gente vê o tempo todo mas o ponto da annaka harris e do hoffman não é que existe uma coisa flutuando no espaço vazio o que eles argumentam é que o próprio espaço x y z que você citou é uma construção da nossa percepção e não a realidade fundamental em si o problema é que o materialismo clássico assume que a interface é a realidade total e ignora que até agora ninguém provou como a matéria morta gera a experiência de ser alguém o cérebro é a representação física dessa interface mas explicar o ícone não é explicar o código fonte por trás dele o que eu to trazendo é uma discussão sobre a base da realidade e não sobre entidades flutuando em lugar nenhum o materialismo é uma ferramenta ótima mas tratar ele como uma verdade absoluta que já resolveu o problema da consciência é fechar os olhos pro maior mistério da ciência atual
usar o termo ghost in the machine é um jeito clássico de tentar simplificar o debate mas o que a annaka harris e o chalmers propõem não tem nada a ver com um fantasma mágico dentro de uma máquina o ponto é que a própria definição de máquina do materialismo reducionista não consegue explicar por que a máquina sente alguma coisa em vez de ser apenas um processador de dados no escuro o dualismo do descartes ficou no passado o que a gente discute hoje na neurociência e na filosofia da mente é se a consciência é uma propriedade emergente que ninguém provou como emerge ou se ela é um componente fundamental da realidade como a própria física quântica sugere em vários experimentos se você chama de fantasma qualquer coisa que o materialismo clássico não explica então a gravidade e o tempo também seriam fantasmas até a gente entender a mecânica por trás o que eu tô trazendo é um questionamento sobre os limites do nosso modelo atual e não uma defesa de misticismo ou almas flutuando
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Não acho que o funcionamento da consciência tenha sido explicado. Acho apenas que é mais sensato aguardar que a ciência avance do que supor algo imaterial.
E acontece que a ciência já mapeou boa parte do cérebro.
Há pelo menos um século, um operário sofreu um acidente que destruiu a parte frontal de seu cérebro. Ele continuou sua vida normalmente, mas sua personalidade mudou.
Hoje em dia, há instrumentos bem mais precisos para localizar quais regiões são ativadas em quais situações.
Gerado por IA:
Phineas Gage (1823–1860) foi um operário ferroviário americano que,em 13 de setembro de 1848, sobreviveu a um acidente grave onde uma barra de ferro atravessou seu crânio, destruindo parte do lobo frontal. O caso é um marco na neurociência, pois, apesar de sobreviver e manter funções motoras e de fala, sua personalidade mudou drasticamente, tornando-se impulsivo e agressivo.
Detalhes do Acidente e Sobrevivência:
O Incidente: Aos 25 anos, Gage trabalhava na construção de uma ferrovia em Vermont. Uma faísca acidental detonou pólvora, lançando uma barra de ferro de 6 kg e mais de 1 metro de comprimento, que entrou por sua bochecha e saiu pelo topo da cabeça.
Recuperação: Contra as expectativas, Gage não morreu no momento. O Dr. John Harlow, médico que o acompanhou, relatou convulsões e delírios, mas em dois meses Gage começou a andar e se recuperar fisicamente.
Mudança de Personalidade: Antes do acidente, era descrito como responsável e trabalhador. Depois, tornou-se, segundo relatos, impaciente, grosseiro e incapaz de planejar o futuro, evidenciando o papel do lobo frontal na personalidade e controle de impulsos.
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Se ainda não conseguimos explicar, então vamos continuar pesquisando.Ricardo escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 09:27 amusar o termo ghost in the machine é um jeito clássico de tentar simplificar o debate mas o que a annaka harris e o chalmers propõem não tem nada a ver com um fantasma mágico dentro de uma máquina o ponto é que a própria definição de máquina do materialismo reducionista não consegue explicar por que a máquina sente alguma coisa em vez de ser apenas um processador de dados no escuro o dualismo do descartes ficou no passado o que a gente discute hoje na neurociência e na filosofia da mente é se a consciência é uma propriedade emergente que ninguém provou como emerge ou se ela é um componente fundamental da realidade como a própria física quântica sugere em vários experimentos se você chama de fantasma qualquer coisa que o materialismo clássico não explica então a gravidade e o tempo também seriam fantasmas até a gente entender a mecânica por trás o que eu tô trazendo é um questionamento sobre os limites do nosso modelo atual e não uma defesa de misticismo ou almas flutuando
Qualquer outra coisa é divagação.
Sim, a consciência é como no caso da gravidade. Não sabemos ainda como funciona. Talvez nunca saibamos, mas nada de inventar explicações fantásticas.
esse caso do phineas gage é um clássico da neurociência mas ele não prova o que você acha que prova o fato de uma lesão no lobo frontal mudar a personalidade só mostra que o cérebro é o rádio que sintoniza a consciência e se você quebra o rádio a música sai distorcida isso não quer dizer que o rádio criou a música mas sim que a interface física foi danificada a annaka harris fala exatamente disso o mapeamento cerebral que você citou mostra o onde e o quando as coisas acontecem mas não explica o como o disparo de um neurônio vira uma experiência subjetiva esperar a ciência avançar é importante mas a ciência de ponta hoje já admite que o materialismo reducionista não tem essa resposta e engraçado você colar um texto gerado por ia pra falar de cérebro sendo que o debate aqui é justamente sobre o que nos diferencia de um processamento de dados puro o ponto não é supor algo imaterial mas admitir que a nossa definição de matéria atual pode estar incompleta pra explicar o observadorFernando Silva escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 09:34 amNão acho que o funcionamento da consciência tenha sido explicado. Acho apenas que é mais sensato aguardar que a ciência avance do que supor algo imaterial.
E acontece que a ciência já mapeou boa parte do cérebro.
Há pelo menos um século, um operário sofreu um acidente que destruiu a parte frontal de seu cérebro. Ele continuou sua vida normalmente, mas sua personalidade mudou.
Hoje em dia, há instrumentos bem mais precisos para localizar quais regiões são ativadas em quais situações.
Gerado por IA:Phineas Gage (1823–1860) foi um operário ferroviário americano que,em 13 de setembro de 1848, sobreviveu a um acidente grave onde uma barra de ferro atravessou seu crânio, destruindo parte do lobo frontal. O caso é um marco na neurociência, pois, apesar de sobreviver e manter funções motoras e de fala, sua personalidade mudou drasticamente, tornando-se impulsivo e agressivo.
Detalhes do Acidente e Sobrevivência:
O Incidente: Aos 25 anos, Gage trabalhava na construção de uma ferrovia em Vermont. Uma faísca acidental detonou pólvora, lançando uma barra de ferro de 6 kg e mais de 1 metro de comprimento, que entrou por sua bochecha e saiu pelo topo da cabeça.
Recuperação: Contra as expectativas, Gage não morreu no momento. O Dr. John Harlow, médico que o acompanhou, relatou convulsões e delírios, mas em dois meses Gage começou a andar e se recuperar fisicamente.
Mudança de Personalidade: Antes do acidente, era descrito como responsável e trabalhador. Depois, tornou-se, segundo relatos, impaciente, grosseiro e incapaz de planejar o futuro, evidenciando o papel do lobo frontal na personalidade e controle de impulsos.
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Sim, claro que está incompleta.
E a solução é continuar pesquisando.
Acontece que isto pressupõe que haja algo exterior ao cérebro e que este apenas seja um receptor dos comandos desse algo.Ricardo escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 09:48 amesse caso do phineas gage é um clássico da neurociência mas ele não prova o que você acha que prova o fato de uma lesão no lobo frontal mudar a personalidade só mostra que o cérebro é o rádio que sintoniza a consciência e se você quebra o rádio a música sai distorcida isso não quer dizer que o rádio criou a música mas sim que a interface física foi danificada.
Afirmar que a consciência é exterior ao cérebro material é inventar uma entidade desnecessária que só complica as coisas sem explicar nada.
https://www.youtube.com/watch?v=jinkGDp-CZ8&t=30s
pessoal esse vídeo da annaka harris é o xeque-mate no que a gente tava discutindo sobre o phineas gage e o materialismo clássico ela explica como mudou de ideia e passou a ver que a consciência ser fundamental faz muito mais sentido científico do que a ideia de que ela surge do nada quando o cérebro fica complexo assistam a partir dos dez minutos onde ela fala que a própria neurociência tá dando sinais de que o modelo reducionista não fecha a conta o ceticismo de verdade é ter coragem de mudar de ideia quando a lógica aponta pra um caminho novo e a annaka faz exatamente isso sem precisar de misticismo nenhum
pessoal esse vídeo da annaka harris é o xeque-mate no que a gente tava discutindo sobre o phineas gage e o materialismo clássico ela explica como mudou de ideia e passou a ver que a consciência ser fundamental faz muito mais sentido científico do que a ideia de que ela surge do nada quando o cérebro fica complexo assistam a partir dos dez minutos onde ela fala que a própria neurociência tá dando sinais de que o modelo reducionista não fecha a conta o ceticismo de verdade é ter coragem de mudar de ideia quando a lógica aponta pra um caminho novo e a annaka faz exatamente isso sem precisar de misticismo nenhum
a navalha de ockham serve pra descartar entidades desnecessárias mas ela não serve pra ignorar fatos que a teoria atual não explica o ponto não é inventar uma entidade mágica exterior ao cérebro mas sim questionar se a nossa definição de matéria já não deveria incluir a consciência como uma propriedade fundamental desde o início o erro do materialismo reducionista é achar que a simplicidade justifica ignorar o abismo que existe entre um neurônio disparando e a sensação de eu a annaka harris e o chalmers mostram que tratar a consciência como fundamental não complica as coisas mas sim resolve o paradoxo que o materialismo cria ao tentar fazer a consciência surgir do nada se a gente segue a sua lógica de que tudo o que não entendemos é inventar entidade então a própria gravidade ou o tempo seriam invenções desnecessárias até a gente ter a matemática pra eles o que eu tô propondo é uma ciência que não tenha medo de olhar pro observador sem tentar reduzir ele a um subproduto acidental da matériaFernando Silva escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 09:58 amSim, claro que está incompleta.
E a solução é continuar pesquisando.Acontece que isto pressupõe que haja algo exterior ao cérebro e que este apenas seja um receptor dos comandos desse algo.Ricardo escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 09:48 amo problema é que continuar pesquisando dentro de um modelo que já se provou insuficiente pra explicar a subjetividade é o mesmo que tentar medir a temperatura com uma régua a gente pode pesquisar pra sempre mas a ferramenta tá errada pro objeto de estudo o que a annaka harris e o chalmers propõem não é parar a ciência mas expandir o que a gente entende por matéria porque se a consciência é uma propriedade fundamental e não algo que brota da complexidade então toda a nossa pesquisa atual tá olhando pro lado errado mapear o cérebro é essencial mas achar que isso vai explicar o sentimento de ser alguém é um salto de fé que o materialismo dá sem nenhuma prova lógica admitir que a definição de matéria está incompleta exige que a gente mude as perguntas e não apenas que a gente espere por respostas que o modelo atual nem consegue formular
esse caso do phineas gage é um clássico da neurociência mas ele não prova o que você acha que prova o fato de uma lesão no lobo frontal mudar a personalidade só mostra que o cérebro é o rádio que sintoniza a consciência e se você quebra o rádio a música sai distorcida isso não quer dizer que o rádio criou a música mas sim que a interface física foi danificada.
Afirmar que a consciência é exterior ao cérebro material é inventar uma entidade desnecessária que só complica as coisas sem explicar nada.
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Não resolve nada, apenas cria uma nova hipótese para aquilo que não sabemos.
No fim, continuamos sem saber.
Não sabemos explicar a gravidade, mas ela existe. É um fato e não uma invenção desnecessária.Ricardo escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 10:17 amse a gente segue a sua lógica de que tudo o que não entendemos é inventar entidade então a própria gravidade ou o tempo seriam invenções desnecessárias até a gente ter a matemática pra eles o que eu tô propondo é uma ciência que não tenha medo de olhar pro observador sem tentar reduzir ele a um subproduto acidental da matéria
Sim, podemos supor que a consciência seja algo imaterial, mas continuará sendo uma hipótese entre tantas.
Se é para a ciência não ter medo, então vamos começar por aceitar que a magia existe, por exemplo.
Este é um tópico cujo autor se perde em uma confusão conceitual. Primeiro, começa criticando a teoria da mente de Daniel Dennett. Depois, critica o suposto materialismo “é tudo ilusão” dele. Em seguida, endossa a teoria da mente de David Chalmers e, por fim, volta a criticar o materialismo reducionista — sem deixar claro que está tratando de posições distintas ao longo do percurso.
A vertente de pensamento de Dennett sobre a mente não corresponde ao materialismo reducionista tradicional. Tampouco é adequado classificá-la simplesmente como materialismo eliminativista no sentido clássico (como em Paul e Patricia Churchland). Dennett rejeita a noção robusta de qualia como entidades intrínsecas, privadas e inefáveis, mas não nega a existência de estados mentais em geral; sua posição é melhor caracterizada como um tipo de funcionalismo ou interpretativismo, no qual os estados mentais são entendidos em termos de seus papéis funcionais e de sua interpretação em contextos explicativos.
Já a teoria da mente de Chalmers não endossa o não materialismo no sentido de um dualismo de substâncias, mas sim o chamado dualismo de propriedades. Segundo essa visão, a realidade fundamental possui propriedades físicas e propriedades fenomenais (ou mentais), sendo estas últimas irredutíveis às primeiras. Ainda assim, isso não implica a existência de duas substâncias distintas (como no dualismo cartesiano), mas apenas de dois tipos de propriedades que coexistem no mesmo substrato.
A vertente de pensamento de Dennett sobre a mente não corresponde ao materialismo reducionista tradicional. Tampouco é adequado classificá-la simplesmente como materialismo eliminativista no sentido clássico (como em Paul e Patricia Churchland). Dennett rejeita a noção robusta de qualia como entidades intrínsecas, privadas e inefáveis, mas não nega a existência de estados mentais em geral; sua posição é melhor caracterizada como um tipo de funcionalismo ou interpretativismo, no qual os estados mentais são entendidos em termos de seus papéis funcionais e de sua interpretação em contextos explicativos.
Já a teoria da mente de Chalmers não endossa o não materialismo no sentido de um dualismo de substâncias, mas sim o chamado dualismo de propriedades. Segundo essa visão, a realidade fundamental possui propriedades físicas e propriedades fenomenais (ou mentais), sendo estas últimas irredutíveis às primeiras. Ainda assim, isso não implica a existência de duas substâncias distintas (como no dualismo cartesiano), mas apenas de dois tipos de propriedades que coexistem no mesmo substrato.
PerfeitoSr. Huxley escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 16:48 pmdois tipos de propriedades que coexistem no mesmo substrato.
Podemos tratar como "fundamental" no sentido de serem conceitos primitivos análogos e.g. aos de ponto; amor; n°; ...Sr. Ricardo escreveu:tratar a consciência como fundamental
O que não quer dizer que não precise de meio material pra existir de fato explicitamente, e não se extinga cada individuação do fenômeno quando tal meio material deixe de ser funcional.
dizer que a gravidade existe sem explicação completa é justamente o argumento a favor da consciência fundamental fernando pois a gravidade é uma propriedade intrínseca da matéria que aceitamos sem saber a causa última assim como o panpsiquismo propõe para a mente comparar o maior debate da filosofia da mente moderna com magia é um espantalho grosseiro e um sinal de preguiça intelectual a ciência não lida com magia mas com modelos de realidade e o materialismo falhou em explicar o observador tratar a consciência como um campo ou propriedade não é misticismo é parcimônia lógica para evitar o milagre biológico de algo físico criar algo subjetivo se você aceita a gravidade como propriedade fundamental da matéria por que rejeita a consciência como propriedade fundamental da existência o heliocentrismo também parecia magia para quem só confiava nos próprios sentidos mas a matemática provou o contrário a consciência como rádio resolve anomalias que o seu materialismo simplesmente finge que não existem por falta de coragem de atualizar o paradigma o materialismo é a única crença que tenta provar que quem prova não existeFernando Silva escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 10:31 amNão resolve nada, apenas cria uma nova hipótese para aquilo que não sabemos.
No fim, continuamos sem saber. dizer que continuamos sem saber é um truísmo mas a ciência não avança esperando a onisciência ela avança escolhendo o modelo com maior poder explicativo o materialismo tem o que chamamos de hard problem problema difícil não existe nenhuma lei física que explique como matéria morta e inconsciente ao ser batida no liquidificador da evolução subitamente acende a luz da experiência subjetiva no materialismo a consciência é um milagre biológico ela surge do nada ao tratar a consciência como fundamental como propõe o panpsiquismo de goff ou a teoria da transmissão de annaka harris nós não estamos inventando uma hipótese vazia estamos aplicando a navalha de occam no materialismo você tem que explicar a matéria mais o surgimento milagroso da mente no panpsiquismo transmissão você tem a consciência como propriedade intrínseca da matéria um sistema unificado se o cérebro for um transmissor filtro as anomalias que o materialismo ignora como eqms estados alterados e a unidade do eu passam a fazer sentido matemático e biológico chamar isso de apenas uma nova hipótese é como um astrônomo do século xvi dizer que o heliocentrismo era apenas uma hipótese porque ele ainda não conseguia ver a gravidade a hipótese que resolve o paradoxo é por definição superior à que o mantém o materialismo não é um fato é uma crença metafísica que faliu ao tentar explicar o observadorNão sabemos explicar a gravidade, mas ela existe. É um fato e não uma invenção desnecessária.Ricardo escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 10:17 amse a gente segue a sua lógica de que tudo o que não entendemos é inventar entidade então a própria gravidade ou o tempo seriam invenções desnecessárias até a gente ter a matemática pra eles o que eu tô propondo é uma ciência que não tenha medo de olhar pro observador sem tentar reduzir ele a um subproduto acidental da matéria
Sim, podemos supor que a consciência seja algo imaterial, mas continuará sendo uma hipótese entre tantas.
Se é para a ciência não ter medo, então vamos começar por aceitar que a magia existe, por exemplo.
sua tentativa de salvar dennett através do funcionalismo não muda o fato de que para ele a consciência qualitativa é uma ilusão de usuário o que é apenas um reducionismo com nome mais bonito não importa se ele chama de papel funcional ou interpretação se no fim do dia ele nega a realidade intrínseca do que é ser algo ele está fugindo do problema difícil a distinção que você faz sobre chalmers entre dualismo de substância e de propriedades apenas reforça o meu ponto pois se as propriedades fenomenais são irredutíveis às físicas como o próprio chalmers defende então o materialismo tradicional que afirma que tudo emerge da física está incompleto ou errado aceitar o dualismo de propriedades é admitir que a física não é a história toda da realidade o que abre as portas exatamente para o panpsiquismo de goff e para a ideia de annaka harris de que a consciência é um elemento fundamental e não um subproduto funcional de processamento de dados você se apega a classificações de dicionário para ignorar que tanto no eliminativismo quanto no seu funcionalismo interpretativo o observador continua sendo tratado como um fantasma na máquina ou uma falha de lógica enquanto nós estamos buscando a ontologia real do fenômeno a ciência avança quebrando esses seus rótulos acadêmicos que não explicam por que eu sinto e não apenas processo informações o funcionalismo é apenas um materialismo que trocou de roupa mas continua cego para a luz da consciênciaHuxley escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 16:48 pmEste é um tópico cujo autor se perde em uma confusão conceitual. Primeiro, começa criticando a teoria da mente de Daniel Dennett. Depois, critica o suposto materialismo “é tudo ilusão” dele. Em seguida, endossa a teoria da mente de David Chalmers e, por fim, volta a criticar o materialismo reducionista — sem deixar claro que está tratando de posições distintas ao longo do percurso.
A vertente de pensamento de Dennett sobre a mente não corresponde ao materialismo reducionista tradicional. Tampouco é adequado classificá-la simplesmente como materialismo eliminativista no sentido clássico (como em Paul e Patricia Churchland). Dennett rejeita a noção robusta de qualia como entidades intrínsecas, privadas e inefáveis, mas não nega a existência de estados mentais em geral; sua posição é melhor caracterizada como um tipo de funcionalismo ou interpretativismo, no qual os estados mentais são entendidos em termos de seus papéis funcionais e de sua interpretação em contextos explicativos.
Já a teoria da mente de Chalmers não endossa o não materialismo no sentido de um dualismo de substâncias, mas sim o chamado dualismo de propriedades. Segundo essa visão, a realidade fundamental possui propriedades físicas e propriedades fenomenais (ou mentais), sendo estas últimas irredutíveis às primeiras. Ainda assim, isso não implica a existência de duas substâncias distintas (como no dualismo cartesiano), mas apenas de dois tipos de propriedades que coexistem no mesmo substrato.
sua analogia com pontos ou números é um erro de categoria gritante pois pontos e números são abstrações matemáticas sem experiência subjetiva enquanto a consciência é o único fato imediato do qual não se pode duvidar tratar a mente como um conceito primitivo que morre com o corpo é apenas um materialismo envergonhado que usa palavras bonitas para esconder o velho reducionismo se a consciência fosse apenas um subproduto da funcionalidade material as anomalias de lucidez terminal e experiências fora do corpo em cérebros sem atividade elétrica seriam impossíveis mas elas ocorrem e desafiam seu modelo de extinção individual o modelo do rádio de annaka harris e o panpsiquismo mostram que a funcionalidade material explica a transmissão e não a geração do fenômeno dizer que a consciência precisa do meio para existir é como dizer que a música deixa de existir só porque o rádio quebrou você confunde o instrumento com o músico e a manifestação com a essência seu conceito de fundamental é vazio porque retira da consciência a única coisa que a torna especial que é a sua irredutibilidade e permanência ontológica diante da matéria mutável o que você chama de extinção é apenas o fim da sintonização biológica de um princípio que por definição não pode ser criado nem destruído pela física fragmentada que você defendeGorducho escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 19:59 pmPerfeitoSr. Huxley escreveu: ↑Dom, 05 Abril 2026 - 16:48 pmdois tipos de propriedades que coexistem no mesmo substrato.
Podemos tratar como "fundamental" no sentido de serem conceitos primitivos análogos e.g. aos de ponto; amor; n°; ...Sr. Ricardo escreveu:tratar a consciência como fundamental
O que não quer dizer que não precise de meio material pra existir de fato explicitamente, e não se extinga cada individuação do fenômeno quando tal meio material deixe de ser funcional.