Religião afasta as pessoas de Deus

Área destinada à discussão sobre Ateísmo e Agnosticismo e a falta de crença em Deus (ou deuses)

Re: Religião afasta as pessoas de Deus

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Gorducho
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Mensagem por Gorducho »

Sr. fenrir escreveu:sustentar que há um substrato comum em todas ou pelo menos na maioria das religiões,
Tentar induzir o comportamento das respectivas Sociedades. Se lembra do Numa Pompilius :?:
E ai também 1 substrato comum = natureza humana. Daí decorre conveniência de cooperação gradualizada entre intra grupo ou externa; &c.
Como e.g. obrigação de Sacrificar no Templo ou a Cæsar mostravam a necessidade de se submeter ao Estado...
Editado pela última vez por Gorducho em Qui, 16 Julho 2026 - 10:32 am, em um total de 1 vez.

Re: Religião afasta as pessoas de Deus

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Gorducho
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Mensagem por Gorducho »

DELETADO
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Re: Religião afasta as pessoas de Deus

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Fernando Silva
Conselheiro
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Mensagem por Fernando Silva »

Gorducho escreveu:
Qui, 16 Julho 2026 - 09:24 am
Bien sûr. No caso específico DE é essa so to speak "conta à ordem c/facilidade de descoberto" sem prazo pra quitação e sem limite.
ESE - XXVII, 21. escreveu:[...]
“Desde que o culpado peça misericórdia, Deus o ouve e envia-lhe a esperança. Mas o simples arrependimento do mal não basta: é necessária a reparação da falta. É por isso que o culpado é submetido a novas provas, nas quais pode, sempre pela sua própria vontade, fazer o bem para a reparação do mal anteriormente praticado.”
“O homem é, assim, o árbitro constante de seu próprio destino. Ele pode abreviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. [...]
Por que "suplício" ?
Faz sentido que um criminoso tenha que fazer boas ações para tentar compensar o mal que causou, mas ... suplício?
Em que o sofrimento contribui para sua recuperação? Em que beneficia a sociedade torturá-lo regularmente? Torna-se apenas vingança.
A única utilidade é assustar os candidatos a pecador ou criminoso.

Várias religiões acham os pecadores leves devem passar um período sofrendo nas chamas de algum inferno para que se purifiquem antes de ir para o Céu, embora seja óbvio que, a essas alturas, já perceberam que estavam errados.

Re: Religião afasta as pessoas de Deus

CaveCanem
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Registrado em: Sáb, 18 Abril 2026 - 10:09 am

Mensagem por CaveCanem »

Fernando Silva escreveu:
Qui, 16 Julho 2026 - 10:27 am
Gorducho escreveu:
Qui, 16 Julho 2026 - 09:24 am
Bien sûr. No caso específico DE é essa so to speak "conta à ordem c/facilidade de descoberto" sem prazo pra quitação e sem limite.
ESE - XXVII, 21. escreveu:[...]
“Desde que o culpado peça misericórdia, Deus o ouve e envia-lhe a esperança. Mas o simples arrependimento do mal não basta: é necessária a reparação da falta. É por isso que o culpado é submetido a novas provas, nas quais pode, sempre pela sua própria vontade, fazer o bem para a reparação do mal anteriormente praticado.”
“O homem é, assim, o árbitro constante de seu próprio destino. Ele pode abreviar o seu suplício ou prolongá-lo indefinidamente. [...]
Por que "suplício" ?
Faz sentido que um criminoso tenha que fazer boas ações para tentar compensar o mal que causou, mas ... suplício?
Em que o sofrimento contribui para sua recuperação? Em que beneficia a sociedade torturá-lo regularmente? Torna-se apenas vingança.
A única utilidade é assustar os candidatos a pecador ou criminoso.

Várias religiões acham os pecadores leves devem passar um período sofrendo nas chamas de algum inferno para que se purifiquem antes de ir para o Céu, embora seja óbvio que, a essas alturas, já perceberam que estavam errados.
Um publico-alvo que é mau e/ou ignorante só vai fazer algo se empurrado, se for na marra. Dai a ameaçar.
Mas isso é só um remendo.
Em vez disso, porque não se perguntam, em primeiro lugar, porque esse publico é assim mau e ignorante e tentam pensar em algo que mude isso?

Re: Religião afasta as pessoas de Deus

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JungF
Mensagens: 1036
Registrado em: Sáb, 07 Março 2020 - 19:58 pm

Mensagem por JungF »

A História, a Razão e a Hipótese Espírita

Desde as formas mais elementares da vida, representadas pelos organismos unicelulares, passando pela extraordinária diversidade dos seres aquáticos, pela conquista do ambiente terrestre e culminando, até onde conhecemos, na consciência reflexiva do Homo sapiens, observa-se um longo processo evolutivo marcado por crescente organização, complexidade e inteligência.

A teoria da evolução descreve, com admirável consistência, os mecanismos pelos quais as espécies se transformam ao longo do tempo. Entretanto, permanece aberta uma questão que pertence ao campo da Filosofia e da Metafísica: qual a origem das leis naturais que tornam possível esse processo?

As leis da Natureza descrevem regularidades, mas não explicam sua própria existência. A evolução explica como a vida se desenvolve; não responde, porém, por que o Universo possui leis tão precisas, constantes e inteligíveis que tornam esse desenvolvimento possível. Para a concepção espiritualista, essa ordem racional do cosmos aponta para a existência de uma Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas.

O Espiritismo não se opõe à evolução. Ao contrário, reconhece-a como expressão das leis divinas, entendendo que o progresso biológico constitui um dos instrumentos através dos quais se manifesta o progresso da vida, até o surgimento do ser consciente e responsável por seus próprios atos.

Por que, então, tantas pessoas rejeitam não apenas determinadas religiões, mas a própria ideia de Deus?

Uma possível resposta pode ser encontrada na História das Religiões.

Ao longo dos séculos, instituições religiosas, muitas vezes distanciando-se dos princípios de amor, liberdade e fraternidade ensinados por seus próprios fundadores, impuseram dogmas, perseguiram o livre pensamento e recorreram, não raramente, à violência contra seus opositores. As fogueiras da Inquisição, as guerras religiosas e inúmeras manifestações de intolerância deixaram profundas cicatrizes na memória coletiva da humanidade.

Quando Alexandre Herculano publicou sua monumental História da Origem e do Estabelecimento da Inquisição em Portugal (1854–1859), realizou um estudo histórico rigoroso que expôs muitos dos excessos praticados pelo Tribunal do Santo Ofício, fortalecendo a crítica às instituições religiosas que haviam confundido a autoridade espiritual com o poder temporal.

Sob a ótica da Doutrina Espírita, é possível admitir que experiências tão traumáticas não se apaguem completamente com a morte do corpo. Espíritos que, em existências pretéritas, sofreram perseguições em nome da religião podem renascer conservando, nas profundezas da memória espiritual, uma aversão inconsciente a tudo quanto lhes recorde o fanatismo e a intolerância.

Essa hipótese reencarnacionista talvez ajude a compreender por que algumas inteligências respeitáveis sinceramente comprometidas com a razão recusam, por vezes sem exame mais detido, qualquer proposta espiritualista, identificando-a, ainda que inconscientemente, com os antigos dogmatismos que tanto sofrimento produziram.

Naturalmente, isso não significa que todo ateu ou todo cético tenha vivido semelhante experiência. O ceticismo pode decorrer de legítimas razões filosóficas, científicas ou existenciais, merecendo sempre respeito quando nasce da investigação honesta e da busca sincera da verdade. A hipótese aqui apresentada pretende apenas oferecer uma perspectiva adicional de reflexão à luz da reencarnação.

Também convém distinguir religião de espiritualidade. Os abusos praticados por homens em nome de uma crença jamais constituem prova contra a existência de Deus, da mesma forma que os erros cometidos por alguns cientistas não invalidam a ciência. A falibilidade pertence aos homens; não aos princípios que afirmam representar.

Paradoxalmente, se em outras épocas muitos foram condenados por ousarem pensar livremente, hoje não são poucos os que rejeitam toda possibilidade de transcendência em razão dos crimes cometidos por determinadas instituições religiosas. Em ambos os casos, perde-se a oportunidade do livre exame, substituído pela intolerância ou pela generalização.

A Doutrina Espírita propõe um caminho diverso. Não convida à fé cega, mas à fé raciocinada; não exige submissão da inteligência, mas incentiva a investigação; não teme o progresso científico, porque considera que a verdade não pode contradizer a verdade.

Se a ciência esclarece os mecanismos da vida, a filosofia interroga sobre seu fundamento, e a espiritualidade procura oferecer-lhe significado. Longe de se excluírem, essas três formas de conhecimento podem completar-se mutuamente na busca da compreensão da realidade.

Talvez seja esse o convite mais importante do Espiritismo: não o de acreditar sem pensar, nem o de negar sem examinar, mas o de investigar com liberdade, raciocinar com serenidade e permanecer sempre disposto a rever as próprias conclusões diante de novos elementos de convicção.

Re: Religião afasta as pessoas de Deus

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Fernando Silva
Conselheiro
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Mensagem por Fernando Silva »

JungF escreveu:
Dom, 19 Julho 2026 - 15:53 pm
A Doutrina Espírita propõe um caminho diverso. Não convida à fé cega, mas à fé raciocinada; não exige submissão da inteligência, mas incentiva a investigação; não teme o progresso científico, porque considera que a verdade não pode contradizer a verdade.

Se a ciência esclarece os mecanismos da vida, a filosofia interroga sobre seu fundamento, e a espiritualidade procura oferecer-lhe significado. Longe de se excluírem, essas três formas de conhecimento podem completar-se mutuamente na busca da compreensão da realidade.

Talvez seja esse o convite mais importante do Espiritismo: não o de acreditar sem pensar, nem o de negar sem examinar, mas o de investigar com liberdade, raciocinar com serenidade e permanecer sempre disposto a rever as próprias conclusões diante de novos elementos de convicção.
Não questionar a existência de um deus ou sua natureza é fé cega.

Re: Religião afasta as pessoas de Deus

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Gorducho
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Registrado em: Sex, 20 Março 2020 - 08:55 am

Mensagem por Gorducho »

Destaques meus.
AG - II escreveu:19. Deus é, pois, a inteligência suprema e soberana, é único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições, e não pode ser diverso disso.
[...]
Em filosofia, em psicologia, em moral, em religião, só há de verdadeiro o que não se afaste nem um iota das qualidades essenciais da Divindade.
Dogma.
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