Projeto Magnus (ficção científica)

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Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Mensagem por nuker »

Estou bolando um livro de ficção científica já faz um bom tempo. Já escrevi uma parte dele, chamado Projeto Magnus. Atualmente estou construindo o sistema planetário usando o Space Engine, mas já fiz um esboço em como seria a vida em vários mundos do sistema em questão. Trata-se de um livro dividido em unidades (no mesmo livro), cada uma com um capítulo. Começa com uma espécie de capítulo zero, que é uma introdução sobre várias coisas. A primeira unidade trata sobre as características do sistema planetário e sobre cada planeta e suas luas (a maior parte da vida no sistema está nas luas que orbitam gigantes gasosos). A segunda unidade será a descrição sobre as biosferas em cada mundo. A terceira unidade será uma história que envolve o passado e presente de vários mundos, muitos deles colonizados por uma espécie vinda de outro sistema e que criou várias espécies inteligentes naqueles mundos. A quarta unidade pretendo que se trate de, para cada mundo principal, uma pequena história que mostraria um pouco da realidade em cada um deles. Neste livro teria um pouco de tudo. Descrição de planetas, da vida neles, breve história das civilizações e breves histórias narradas. Vou ver se amanhã posto mais sobre isso.

Então por enquanto é isso. Agora sabem que não estou aqui só para falar de política! Vou revelar um outro aspecto meu aqui... em breve... aguardem! ;)

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

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Gabarito
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Mensagem por Gabarito »

Olá, nuker.

Parabéns pela iniciativa!

Esse é um assunto que sempre me interessa.
Não falo da ficção científica ou das histórias relacionadas à ela, mas da concepção e visualização de outros mundos.

Hollywood e as séries de televisão nos acostumaram muito mal e somos sempre tentados a imaginar civilizações fora do planeta Terra como se fossem idênticas às que temos aqui.

Ou seja, a tentação de imaginar a ação da gravidade igual à da Terra é enorme.
A tentação de imaginar uma atmosfera idêntica à da Terra é irresistível.
O descuido de pensar que a vida vegetal e animal se desenvolveria exatamente como temos aqui é quase uma constante.

E lá vamos acabar criando uma imagem igual à vida na Terra, apenas com variações de roupa e maquiagem.
Isso é um reducionismo gigante!

Outros planetas, mesmo na zona habitável, possuem volumes bem diferentes do da Terra. Qualquer pequena variação de volume causa uma perceptível diferença na força da gravidade.
Para se ter uma atmosfera semelhante à nossa, é necessário uma boa força na barra.

Portanto, para que seu livro não fique apenas nas historinhas e tramas dos personagens, tente criar mundos reais, possibilidades plausíveis para um universo rico e diferenciado no qual vivemos.

Eu sempre me incomodo com filmes e séries de ficção científica em que todo mundo pisa no chão igualzinho como pisamos aqui, existem as mesmas florestas e o ar é o mesmo para respirar.
É uma barra muito forçada e falta de imaginação (ou orçamento, para se ter como gravar em cenários não terrestres ou uso intenso de CGI).

O mais irritante são as pessoas dentro das espaçonaves andando como aqui e sujeitas a 9,8 m/s².
😡 🤬 🤯

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

Fiquei aqui imaginando, por exemplo, que tipo de estória poderia surgir de uma "conversa" entre seres alienígenas pastosos, extremamente inteligentes, que se "comunicam" através de um processo de "bioestabilização" de moléculas de metano sem recorrer a referências, comparações ou analogias que são do conhecimento humano.
Hollywood e as séries de televisão nos acostumaram muito mal e somos sempre tentados a imaginar civilizações fora do planeta Terra como se fossem idênticas às que temos aqui.
Hollywood e as séries de televisão nos acostumaram muito mal a deixar os livros e a imaginação de lado para aceitarmos conteúdos visuais produzidos em estúdios, normalmente com orçamentos bem limitados. Ainda assim muitas produções tiveram enorme valor porque motivaram o interesse de gerações pela Ciência.
Ou seja, a tentação de imaginar a ação da gravidade igual à da Terra é enorme.
A tentação de imaginar uma atmosfera idêntica à da Terra é irresistível.
O descuido de pensar que a vida vegetal e animal se desenvolveria exatamente como temos aqui é quase uma constante.
Nem existe imaginação quando já se recebe uma proposta visual pronta, o que não impede imaginar outras coisas não propostas. Nos livros, é o leitor quem imagina.
E lá vamos acabar criando uma imagem igual à vida na Terra, apenas com variações de roupa e maquiagem.
Isso é um reducionismo gigante!
Vamos quem? E qual é o problema disso? Afinal... é ficção. O reducionismo é querer contar com a Ciência onde ela não precisa estar.

Também é preciso não confundir "science fiction" com "fantasy fiction (que ainda pode incluir "fantastical fiction"). Segundo Isaac Asimov, "Science fiction can be defined as that branch of literature which deals with the reaction of human beings to changes in science and technology." "Fantasy fiction" é ficção especulativa num universo fictício que não possui necessariamente relação com a Ciência e/ou tecnologia humanas.
Outros planetas, mesmo na zona habitável, possuem volumes bem diferentes do da Terra. Qualquer pequena variação de volume causa uma perceptível diferença na força da gravidade.
Para se ter uma atmosfera semelhante à nossa, é necessário uma boa força na barra.
Da mesma forma, é muita forçação de barra imaginar viagens no tempo, dimensões paralelas, civilizações extraterrestres, naves em velocidade superiores à da luz, etc.

De novo, a ficção só depende da imaginação e mundos distantes semelhantes ou idênticos ao nosso é um exercício válido de imaginação.
Portanto, para que seu livro não fique apenas nas historinhas e tramas dos personagens, tente criar mundos reais, possibilidades plausíveis para um universo rico e diferenciado no qual vivemos.
Mundos reais? Possibilidades plausíveis? Que chatice... Isso sim é falta de imaginação.
Eu sempre me incomodo com filmes e séries de ficção científica em que todo mundo pisa no chão igualzinho como pisamos aqui, existem as mesmas florestas e o ar é o mesmo para respirar.
Você se incomoda com "mundos reais"? Então porque sugeriu acima a criação de "mundos reais"?
É uma barra muito forçada e falta de imaginação (ou orçamento, para se ter como gravar em cenários não terrestres ou uso intenso de CGI).
Ué...você queria mais imaginação para que? Para criar um mundo irreal onde todo mundo pisa num chão completamente diferente? Com coisas que sugerem florestas mas que não são florestas e que vão necessitar de uma explicação enorme ou uma imagem que ninguém vai compreender?
O mais irritante são as pessoas dentro das espaçonaves andando como aqui e sujeitas a 9,8 m/s².
Isso é até cientificamente possível. Lembra da física básica? Ficou irritado à toa.... :lol:


youtu.be/4-iu2ce6KCw

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

fenrir
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Registrado em: Qui, 19 19America/Sao_Paulo Março 19America/Sao_Paulo 2020 - 21:59 pm

Mensagem por fenrir »

Eu sempre me incomodo com filmes e séries de ficção científica em que todo mundo pisa no chão igualzinho como pisamos aqui, existem as mesmas florestas e o ar é o mesmo para respirar.
Eu chutaria que a dificuldade de criar um outro mundo nas telas é proporcional ao numero e grau das diferenças desse mundo para o nosso...
Tem que ter um puta orçamento, criatividade e competência. Mesmo nos dias de hoje, aposto

Eu me incomodava porque a maioria dos ETs do StarTrek pareciam todos humanos, com poucas difrenças aparentes.
Depois deixei de lado, porque simplesmente não temos meios de afirmar com 100% de certeza se seriam ou não tão diferentes...
Nossa amostra estatística tem um item só, então não vale quase nada....
Só podemos saber depois de ter conhecido vários e ter uma amostra decente. E não conhecemos nenhum ainda!

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

fenrir escreveu:
Qui, 18 18America/Sao_Paulo Novembro 18America/Sao_Paulo 2021 - 13:06 pm

Depois deixei de lado, porque simplesmente não temos meios de afirmar com 100% de certeza se seriam ou não tão diferentes...
A mente humana sempre tentando encaixar o estranho no conforto de uma explicação palatável...Difícil esquecer que a ficção não tem compromisso com a Ciência além de tentar deixar tudo aparentemente mais real com a ajuda dela na medida do possível.

O problema dessas propostas visuais fictícias é o realismo mergulhar no Vale da Estranheza.


youtu.be/o3ZSuxFYZe4

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

Pedro Reis
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Registrado em: Ter, 24 24America/Sao_Paulo Março 24America/Sao_Paulo 2020 - 11:28 am

Mensagem por Pedro Reis »

Gabarito escreveu:
Qui, 18 18America/Sao_Paulo Novembro 18America/Sao_Paulo 2021 - 09:09 am

Hollywood e as séries de televisão nos acostumaram muito mal e somos sempre tentados a imaginar civilizações fora do planeta Terra como se fossem idênticas às que temos aqui.
Isso quando os roteiristas se esforçam para ser criativos.

Na maioria das produções americanas encontramos alienígenas nos confins do universo falando inglês fluente, vivendo em castelos, sendo governados por reis e rainhas e usando roupas medievais.

O famoso Star Wars mesmo - que eu nunca assisti - acho bem ridículo. Os caras constroem androides e viajam mais rápido que a luz mas montam em animais nos campos de batalha.

Aliás, chega a ser quase um clichê conceber estas civilizações avançadas utilzando um padrão estético e sócio-político que remete à era medieval europeia.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

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Gigaview
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Registrado em: Seg, 02 02America/Sao_Paulo Março 02America/Sao_Paulo 2020 - 13:48 pm

Mensagem por Gigaview »

Pedro Reis escreveu:
Qui, 18 18America/Sao_Paulo Novembro 18America/Sao_Paulo 2021 - 19:16 pm
Gabarito escreveu:
Qui, 18 18America/Sao_Paulo Novembro 18America/Sao_Paulo 2021 - 09:09 am

Hollywood e as séries de televisão nos acostumaram muito mal e somos sempre tentados a imaginar civilizações fora do planeta Terra como se fossem idênticas às que temos aqui.
Isso quando os roteiristas se esforçam para ser criativos.

Na maioria das produções americanas encontramos alienígenas nos confins do universo falando inglês fluente, vivendo em castelos, sendo governados por reis e rainhas e usando roupas medievais.

O famoso Star Wars mesmo - que eu nunca assisti - acho bem ridículo. Os caras constroem androides e viajam mais rápido que a luz mas montam em animais nos campos de batalha.

Aliás, chega a ser quase um clichê conceber estas civilizações avançadas utilzando um padrão estético e sócio-político que remete à era medieval europeia.
Ok...mas a rigor não considero isso ficção científica, como já expliquei acima. Acho que Star Wars é "Science fantasy".

Science fantasy is a hybrid genre within speculative fiction that simultaneously draws upon or combines tropes and elements from both science fiction and fantasy. In a conventional science fiction story, the world is presented as being scientifically logical; while a conventional fantasy story contains mostly supernatural and artistic elements that disregard the scientific laws of the real world. The world of science fantasy, however, is laid out to be scientifically logical and often supplied with hard science-like explanations of any supernatural elements.

...

The Star Trek franchise created by Gene Roddenberry is sometimes cited as an example of science fantasy. Writer James F. Broderick describes Star Trek as science fantasy because it includes semi-futuristic as well as supernatural/fantasy elements such as The Q.[7] According to the late iconic science fiction author, Arthur C. Clarke, many purists argue that Star Trek is science fantasy rather than science fiction because of its scientifically improbable elements, which he partially agreed with.[8]

The Star Wars franchise has been debated as science fantasy. In 2015, George Lucas stated that "Star Wars isn't a science-fiction film, it's a fantasy film and a space opera".
wiki


Todos têm o direito de manifestar suas preferências independentemente da abordagem simplista que coloca tudo num mesmo saco sem distinção. Apesar do esforço que faço para reconhecer e apreciar as diferenças entre esses gêneros literários, confesso que também não sou muito fã da "fantasy fiction" e que os exageros também não me agradam. Aprecio as linhas mais clássicas sci-fi tipo Asimov/ Clark.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Registrado em: Sáb, 23 23America/Sao_Paulo Outubro 23America/Sao_Paulo 2021 - 17:19 pm

Mensagem por nuker »

Vamos aos poucos, porque tem muita coisa nessa história... Comecemos sobre o sistema planetário e estelar, sobre o cenário da história primeiro.

O cenário não está totalmente pronto, portanto a quantidade total de planetas ainda não está definida e falta terminar vários detalhes. Mas muita coisa já está pronta. Farei um resumo.

Trata-se de um sistema planetário que orbita um buraco negro com 100 vezes a massa do Sol, que se formou pela colisão de duas estrelas azuis massivas que se orbitavam entre si muito próximas. Essa colisão resultou uma hipernova intensamente incomum, mas como logo após a explosão se formou um buraco negro extremamente massivo, o material da hipernova não foi para muito distante no espaço e contraiu, formando apenas um sistema planetário, que é este em que trato. Esse sistema tem basicamente um buraco negro no centro, chamado Magnus, uma anã amarela similar ao nosso sol (Medios) e uma anã vermelha (Mínios) como duas estrelas vizinhas que orbitam próximo do buraco negro. Estas estrelas no começo foram bem mais massivas, mas o disco de acreção de Magnus sugou a maior parte do material delas, e continuará sugando até ambas perderem ainda mais massa. Ambas estrelas estão lentamente se afastando, o que com o tempo fará diminuir a intensidade do disco de acreção que é o que realmente ilumina e aquece os planetas. São estas estrelas que mantém o disco de acreção ao redor do buraco negro e é esse disco de acreção o principal sol do sistema. Além do buraco negro e ambas estrelas próximas, há no centro do sistema planetário três anãs marrons, Daimon (alaranjada), Ulona (vermelha) e Nelúrio (não emite luz), que se formaram por ter sido esta região muito rica em hidrogênio, da mesma forma que no passado em nosso sistema solar formou Júpiter e Saturno.

Este sistema planetário tem cerca de 4 bilhões de anos e é mais jovem que nosso sistema solar. Mas a vida neste sistema durará por muito mais tempo que em nosso sistema solar e não haverá nenhum sol virando gigante vermelha para engolir planetas. Pelo contrário, esse sistema planetário tende a esfriar cada vez mais com o tempo ao contrário do nosso. Mas a atmosfera em várias luas com vida complexa tenderá a ficar cada vez mais densa e assim tenderá a reter mais calor com o tempo, compensando de certa forma o esfriamento gradual das estrelas e do disco de acreção de Magnus. Nenhuma das estrelas que orbitam Magnus vai virar gigante vermelha porque todas elas estão perdendo massa com o tempo e num futuro distante vão virar pequenas anãs vermelhas incapazes de fundir o hélio. O disco de acreção continuará sendo alimentado por vários bilhões de anos e mesmo após a vida na Terra ficar extinta daqui a mais de 1 bilhão de anos. As biosferas são mais jovens que a da Terra, mas por causa da grande quantidade de radiação ultravioleta e raios-x produzidos pelo disco de acreção, fora condições mais favoráveis de habitabilidade em vários daqueles mundos, tais biosferas sofreram mutações numa taxa muito maior que aqui, portanto a vida complexa se desenvolveu mais rápido e antes de começar na Terra. Um fato curioso que é a maioria das espécies inteligentes não são naturais e foram criadas por uma espécie avançada que já colonizava a galáxia desde o passado distante.

Para terem uma ideia, a temperatura do disco de acreção de Magnus é em torno de 1.000.000°C e tem jatos brilhantes e quentes que saem pelos pólos do buraco negro. Mas estes jatos não estão alinhados com as órbitas planetárias, estando sempre perpendiculares em relação a elas. Caso contrário, tais jatos destruiriam a atmosfera de vários mundos, junto com a vida neles. Medios e Mínios que orbitam o buraco negro mantém a estabilidade do eixo de rotação do buraco negro, que nem nossa lua mantém a estabilidade do eixo de rotação da Terra. Isso impede que os jatos de plasma fiquem na direção dos planetas. Esse sistema planetário é bem diferente da maioria daqueles de filmes e livros que orbitam uma estrela normal em circunstâncias normais. É um tipo bem raro de sistema formado por planetas-blanetas (já que orbitam tanto um buraco negro quanto os dois sóis próximos). É diferente do filme Interstellar por ser um buraco negro menos massivo e que tem dois sóis mais três anãs marrons. E sem aqueles erros de filme de umas horas num planeta se equivaler a anos na Terra, nuvens sólidas, ou mesmo a respeito do interior do buraco negro ser uma espécie de matriz multidimensional que te conecta à Terra. Esqueci de dizer que esse sistema fica na galáxia de Andrômeda, não na Via Láctea. Isso me dá mais espaço para fantasiar um pouco as coisas. Afinal ficção científica sem alguma fantasia não tem muita graça.

Esqueci de dizer que Medios é uma G2V e Mínios uma M2V.

No momento há 21 planetas. Toda essa quantidade de planetas só foi possível por causa do massivo disco planetário que se formou pela contração da hipernova em função do buraco negro massivo. Há quatro regiões:

Sistema interno: formado por 10 planetas, sendo 3 rochosos e 7 gigantes gasosos massivos.

Mórtol: Rochoso, tão quente que chove ferro e vidro e tem uma cor azul cristalino forte. O planeta tem o manto exposto por ser tão quente, um imenso oceano de magma. Já foi um netuno quente, mas pela proximidade a Magnus perdeu toda a sua atmosfera de hidrogênio, sendo então Mórtol o núcleo exposto com uma atmosfera. Visto de longe parece uma pequena estrela azulada, por sua alta refletividade. Massa: 5x terra; Diâmetro: 20150 km; Densidade: 7,06 g/cm³; Insolação: 2845x; Gravidade: 2 g; Temperatura: 1750°C; Pressão: 75 atm; Distância: 37.500.000 km; Translação: 4,5 dias; Rotação: travada. Sem vida. Sem luas.

Sanguine: Gigante gasoso vermelho escuro com anéis de mesma cor, de aspecto sombrio. É um planeta escuro pois sua atmosfera é rica em uma espécie de fumaça escura que obscurece o planeta. Massa: 1,01x Júpiter; Diâmetro: 188337 km; Densidade: 0,55 g/cm³; Insolação: 107x; Gravidade: 1,47g; Temperatura: 600°C; Distância: 187.500.000 km; Translação: 50 dias; Rotação: 10 horas. 6 luas, 2 grandes com vida inorgânica e 1 com mares de sal derretido. Ashvran tem vida feita de poeira metálica e Hélion tem vida baseada em cristais que usam cloreto de sódio como solvente e metabolizam por oxidação e redução de metais.

Clambern: Gigante gasoso amarelo com anéis de mesma cor. Massa: 1,51x Júpiter; Diâmetro: 175000 km; Densidade: 1,02 g/cm³; Insolação: 20x; Gravidade: 2,54 g; Temperatura: 220°C; Distância: 450.000.000 km; Translação: 200 dias; Rotação: 18 horas. 9 luas, 3 grandes, 2 com vida inorgânica e 2 com mares de enxofre derretido. Taularos é similar a Vênus e seco sem vida. Verena e Mikgron têm vida baseada em polímeros de ferro e enxofre que vive em mares de enxofre e estas são capazes de usar eletricidade como fonte de energia (enxofre derretido a partir de 300°C se torna um semi-condutor elétrico).

Blenvênida: Gigante gasoso amarelo-esverdeado com anéis de mesma cor. Massa: 2,01x Júpiter; Diâmetro: 180000 km; Densidade: 1,26 g/cm³; Insolação: 5x; Gravidade: 3,23 g; Temperatura: 75°C; Distância: 900.000.000 km; Translação: 1,5 anos; Rotação: 16 horas. 14 luas, 4 grandes, 3 com vida semi-orgânica e estas com mares de ácido sulfúrico. Ninkdara é vulcânio sem vida. Wankvran, Ikpela e Meruna têm vida baseada em silicones e silicatos que vive em mares de ácido sulfúrico e respiram oxigênio como nós, mas em elevadas temperaturas e também usam eletricidade como energia (ácido sulfúrico é um ótimo condutor elétrico, melhor que a água).

Quírion: Gigante gasoso esverdeado com anéis de mesma cor. Massa: 3,02x Júpiter; Diâmetro: 170000 km; Densidade: 2,2 g/cm³; Insolação: 1,7x; Gravidade: 5,45 g; Temperatura: -5°C; Distância: 1.500.000.000 km; Translação: 3 anos; Rotação: 14 horas. 17 luas, 5 grandes, 3 com vida orgânica e estas com mares de água e ácido. Layrena é vulcânico sem vida. Narshad, Jarinta e Taranis têm vida orgânica incorporada a metais como ferro, cobre e alumínio, o que aumenta a resistência de enzimas contra a desnaturação devido ao elevado calor e tolera ácido sulfúrico dissolvido na água. Animais e plantas incorporam cobre e alumínio em seus fluidos para dissipar o calor e muitos acabam por isso tendo coloração azulada, incluindo os alimentos. Para nós a comida teria gosto de cobre e metal e certos frutos nos teriam um gosto doce metálico. Danxida é similar à nossa Lua.

Áquaron: Gigante gasoso azul com anéis de mesma cor. Massa: 10x Júpiter; Diâmetro: 152000 km; Densidade: 10,3 g/cm³; Insolação: 0,675x; Gravidade: 22,4 g; Temperatura: -60°C; Distância: 2.400.000.000 km; Translação: 6,4 anos; Rotação: 10 horas. 32 luas, 7 grandes e 5 com vida orgânica. 3 destas luas são parecidas com a Terra, então esperem nelas um ambiente similar, estas tendo mares de água. Rásteron é vulcânico sem vida. Nimbus, Teran e Ozínera têm uma bioquímica bem similar à da Terra assim como o ambiente, sendo Nimbus mais aquático, Teran similar à Terra e Ozínera mais árido. Lumerin e Mondasca também têm vida aquática mas debaixo de uma fina camada de gelo permanente, por serem mundos gelados e a vida na superfície é bem primitiva. Mas a bioquímica em todos eles é bem similar à terrena. Teran é um dos principais mundos a serem tratados neste livro. Mas mesmo sendo muito parecido há certas coisas bem diferentes... Por exemplo, lá existe uma fruta parecida com a banana mas que é laranja e tem gosto de mamão.

Parnávoran: Gigante gasoso ciano com anéis de mesma cor. Massa: 7,04x Júpiter; Diâmetro: 150000 km; Densidade: 7,51 g/cm³; Insolação: 0,35x; Gravidade: 16 g; Temperatura: -75°C; Distância: 3.300.000.000 km; Translação: 10 anos; Rotação: 12 horas. 25 luas, 6 grandes e 4 com vida orgânica. 2 destas luas são parecidas com a Terra, mas numa eterna era do gelo com mares de água. Vítrernon e Enxefron são vulcânicos sem vida. Luston, Benje e Logromo têm vida orgânica adaptada a ambientes altamente frios e muito salinos, em que animais e plantas usam álcool (sangue de vodka ou tequila) e sais para evitar congelamento e metabolizam oxigênio e eletricidade. Luanem é similar à nossa Lua. A bioquímica nestes mundos é um pouco diferente da terrena naquelas luas, incorporando alguns elementos tóxicos para nós. Também metabolizam sulfeto de hidrogênio. Há inclusive organismos que aproveitam a amônia como forma de evitar congelamento e fonte de energia.

Nôrgamon: Gigante gasoso marrom com anéis de mesma cor. Massa: 5,03x Júpiter; Diâmetro: 153000 km; Densidade: 5,07 g/cm³; Insolação: 0,22x; Gravidade: 11 g; Temperatura: -100°C; Distância: 4.200.000.000 km; Translação: 15 anos; Rotação: 14 horas. 18 luas, 5 grandes e 4 com vida orgânica-exótica. Solfena tem mares de sulfeto de hidrogênio e dióxido de enxofre. Radáxian tem mares de água e amônia. Alcônira e Xanadu têm mares de metanol/etanol e metilamina/etilamina em diferentes proporções cada. A vida em todas estas luas apesar de orgânica têm uma bioquímica acentuadamente distinta da terrena, adaptada aos solventes incomuns daquelas luas e às baixas temperaturas, além de usarem eletricidade como fonte de energia também. Imagine estar num mundo que cheira a álcool, peixe ou ovo podre... Estas luas com vida são tóxicas mesmo para espécies de luas de outros planetas deste sistema. Já Cráteron é similar à nossa Lua.

Ozeânia: Um mundo aquático e pressurizado com atmosfera rica em hidrogênio. Possui vários arquipélagos. Possui anéis brancos e cinzas. Pertence a um novo tipo de planeta chamado "hiceânico". Há tanto vida terrestre quanto aquática e várias espécies aéreas que ficam flutuando no ar como balões. Apesar de extremo, possui vida complexa orgânica mas adaptada a altas temperaturas, pressão e que respira hidrogênio ao invés de oxigênio. Massa: 10,25x Terra; Diâmetro: 32203 km; Densidade: 3,5 g/cm³; Insolação: 0,1x; Gravidade: 1,6 g; Temperatura: 100°C; Pressão: 60 atm; Distância: 6.000.000.000 km; Translação: 25 anos; Rotação: 15 horas. Possui 11 luas, 3 delas grandes e que potencialmente poderiam ter abaixo delas algum oceano com vida, como pode ocorrer em Europa.

Sevéria: Um sistema binário de planetas formado por Sevéria, Savorin e mais 10 pequenas luas distantes. Massa: 1,04x Terra; Diâmetro: 13308 km; Densidade: 5,03 g/cm³; Insolação: 0,06x; Gravidade: 0,95 g; Temperatura: -125°C; Distância: 7.500.000.000 km; Translação: 35 anos; Rotação: 20 horas. Um mundo interessante, pois mostra o que acontece quando neste sistema um planeta como a Terra em formação não é capturado por um gigante gasoso. O intenso vento solar e radiação varrem a maior parte da atmosfera, tornando-o um mundo extremamente hostil para a vida, apesar de haver vários nichos de vida complexa no subterrâneo, onde há proteção, fonte de calor e nutrientes o suficiente para manter a vida em tais nichos. Sua lua, Savorin, também tem condições similares mas a vida lá no subterrâneo apesar de complexa é mais primitiva.

Entre Sevéria e Daimon existe uma região formada por planetas anões e asteroides.

Sistema médio: formado pelas 3 anãs marrons. Em todas estas estrelas, os planetas são de carbono, ao invés de silicatos como os rochosos de nosso sistema solar.

Daimon: A primeira e do tipo L5V que tem 60x massa de Júpiter e temperatura de 1455°C. Está mais para estrela que planeta. No momento tem 8 planetas e 2 com vida complexa. Mashtar e Anshtar são 2 planetas em que a vida se baseia em carbono, mas numa configuração totalmente diferente, pois vive em mares de hidrocarbonetos ao invés de água, respiram acetileno e outros compostos orgânicos. Mashtar é uma superterra com 5x a massa da Terra e tem temperatura de 25°C com mares de gasolina, enquanto Anshtar é menos massivo e tem temperatura média de -75°C e mares de propano. Por exemplo, em tais mundos aminoácidos têm papel genético enquanto lipídios agem como os blocos de construção celular, já as bases nitrogenadas armazenam energia. Lá a membrana celular não é feita de uma bicamada fosfolipidica, mas de algo similar à acrilonitrila. E a combustão em tais mundos é inversa, onde óxidos pegam fogo em contato com a atmosfera, pois lá não ocorre oxidação, mas redução. É tudo invertido! O sistema ainda está incompleto.

Ulona: A segunda e do tipo T5V que tem 40x massa de Júpiter e temperatura de 777°C. Bem no limbo entre ser planeta e estrela. Ao menos há um planeta chamado Jáperon, que tem características bastante similares à Titã, lua de Saturno, tendo mares de etano e vida complexa só que mais limitada nos mares, rios e próximo deles. Além desse planeta existem alguns outros pequenos e gelados sem vida, assemelhando-se em aparência bastante com várias daquelas luas de Saturno. O sistema ainda está bastante incompleto. Essa estrela emite uma fraca luz vermelha e a maior parte da radiação no infravermelho, sendo que a quantidade emitida no geral é muito pouca e insuficiente para permitir a fotossíntese, apesar de talvez ainda permitir processos de aproveitamento do infravermelho como fonte de energia. É mais provável que qualquer biosfera neste mini sistema planetário acabe aproveitando mais a energia geotérmica dos planetas do que da própria estrela. O lado dos planetas quando iluminado somente por Ulona fica bastante vermelho, parecendo aqueles cenários de filmes de terror em que o céu fica vermelho e a "estrela" com um aspecto sinistro.

Nelúrio: A terceira e do tipo Y7V que tem 20x massa de Júpiter e temperatura de -200ªC, sendo frio demais para emitir luz própria. Está mais para planeta que estrela. Estranhamente quando está noite em seus planetas e estando no hemisfério voltado a Nelúrio, há um fraco brilho vermelho na atmosfera e solo segundo o Space Engine nos planetas. Pode ser que essa luz venha bem do interior dessa estrela, onde é bem mais quente. Não há ainda planetas definidos, portanto o sistema está em maior parte incompleto, havendo só alguns planetas provisórios. Por praticamente não emitir radiação, qualquer planeta ao redor dessa "estrela" vai acabar tendo que usar fontes de energia geotérmicas dos próprios planetas, pela quase total ausência de radiação emitida por esse astro. Afinal, trata-se de uma estrela gelada e astros gelados não são quentes o suficiente para emitir luz visível.

Sistema externo: formado por 5 planetas, sendo 1 gasoso, um oceânico e 3 rochosos. São mundos extremamente distantes e frios.

Pofufan: Muito similar a Urano e gira deitado, tendo anéis azulados. Sua densidade é ainda menor que a de Saturno e é o planeta menos denso de todos. Significa que uma imensa parte de sua massa é formada por sua própria atmosfera, em que haveria nela uma biosfera aquática debaixo de uma camada de gelo. Massa: 50x Terra; Diâmetro: 104272 km; Densidade: 0,5 g/cm³; Insolação: 0,002x; Gravidade: 0,74 g; Temperatura: -222°C; Distância: 45.000.000.000 km; Translação: 530 anos; Rotação: 12 horas. Ainda não tem nenhuma lua, portanto incompleto. Ainda pretendo criar uma lua com clima estranho pelo fato de ser deitada como o planeta.

Pozeynoma: Outro mundo hiceânico, mas com sua superfície totalmente coberta por um oceano bastante profundo. Ao contrário de Ozeânia mesmo tendo muita água, a fonte de energia fica coberta por uma camada de gelo no fundo do oceano, impedindo assim a vida. Para a distância em que se encontra de Magnus é bastante quente, por causa de sua densa atmosfera. Massa: 15,75x Terra; Diâmetro: 41234 km; Densidade: 2,56 g/cm³; Insolação: 0,0013x; Gravidade: 1,5 g; Temperatura: 340°C; Pressão: 1500 atm; Distância: 52.500.000.000 km; Translação: 654 anos; Rotação: 15 horas. Sem vida. Ainda não tem nenhuma lua, portanto incompleto.

Glázia; Mundo de rocha e gelo, que tem uma densa atmosfera e possui mares de nitrogênio líquido e metano. Há vida complexa neste planeta apesar da baixíssima temperatura do planeta. A vida aqui se baseia em silanos e pequenas moléculas orgânicas, substâncias exóticas que na Terra seriam altamente instáveis e explosivas mas que em Glázia são ativas o suficiente para permitir seres complexos. Aqui a química é diferente, em que vários elementos permitem ligações covalentes, duplas ou triplas impossíveis na Terra, em função da baixa temperatura. A principal fonte de energia é a eletricidade e reações químicas impossíveis na Terra. Fora que em ambientes criogênicos há o fenômeno da supercondutividade, coisa da qual a vida aqui depende bastante. Aqui não há fotossíntese e nem respiração, mas eletrossíntese. Em baixíssima temperatura a respiração como na Terra é talvez impossível. Massa: 7,53x Terra; Diâmetro: 32385 km; Densidade: 2,53 g/cm³; Insolação: 0,001x; Gravidade: 1,16 g; Temperatura: -175°C; Pressão: 150 atm; Distância: 60.000.000.000 km; Translação: 800 anos; Rotação: 20 horas. Ainda não tem nenhuma lua, portanto incompleto.

Plunion: Um sistema planetário binário, formado por Plunion e Careônida. Assim como Glázia possui mares de nitrogênio com metano que aqui está mais para um "sal". Se em Glázia a biosfera era extrema, em Plunion é ainda pior. Mas como a temperatura é muito mais baixa, isso acabou impossibilitando o surgimento de organismos muito complexos, assim sendo a vida aqui apesar de multicelular é bastante primitiva. Massa: 1,03x Terra; Diâmetro: 23354 km; Densidade: 3,51 g/cm³; Insolação: 0,0008x; Gravidade: 0,75 g; Temperatura: -220°C; Pressão: 5,03 atm; Distância: 67.500.000.000 km; Translação: 954 anos; Rotação: 10 dias. Careônida, lua de Plunion tem metade da massa do planeta e há indícios de atividade biológica que pode estar vindo do subsolo.

Dezolânea: Planeta mais distante do sistema externo e não possui nenhuma lua companheira. Está sozinho numa região escura e distante, na vastidão do espaço. Não há vida. Massa: 0,254x Terra; Diâmetro: 10450 km; Densidade: 2,54 g/cm³; Insolação: 0,0006x; Gravidade: 0,37 g; Temperatura: -225°C; Pressão: 0,0025 atm; Distância: 75.000.000.000 km; Translação: 1117 anos; Rotação: 24 horas.

Sistema lonjínquo: Formado por 3 planetas, sendo 1 gasoso e 2 rochosos. São planetas que vagavam pelo espaço e foram capturados, estando no limite externo do sistema. É uma região muito fria e escura por sinal.

Tanzaren: Um gigante gasoso que se originou de outro sistema planetário e que foi ejetado. Pouco mais massivo que Júpiter, possui um estranho sistema lunar. Sua primeira lua, Lumis, com metade da massa da Terra, está próxima o suficiente do planeta para que seja vulcânica o suficiente de forma que sua superfície é quente o suficiente para brilhar como um pequeno sol, a quase 1400°C. As demais luas, Hídron, Jelinos, Tromen e Pequoris são iluminadas e aquecidas por Lumis, sendo que Hídron tem massa similar à Terra e é a única com vida nativa, com uma biosfera orgânica-exótica de baixa temperatura em mares de propano e etano. Massa: 1,02x Júpiter; Diâmetro: 123500 km; Densidade: 2 g/cm³; Insolação: insignificante; Gravidade: 3,5 g; Temperatura: -150°C; Distância: 75.000.000.000 km; Translação: 1117 anos; Rotação: 24 horas.

Oscúrion: Planeta rochoso originado de um sistema planetário distante que foi ejetado. Trata-se de uma megaterra. Há enorme quantidade de amônia e compostos de boro. Há mares de amônia e neles há seres com uma bioquímica totalmente distinta... Nela átomos de boro estão ancorados a átomos de ferro, nitrogênio, carbono e fósforo na maioria das vezes, formando polímeros impossíveis de se formarem naturalmente na Terra, como anéis de boro-nitrogênio-fósforo. Há vida complexa e inclusive plantas que fazem eletrossíntese através de fontes hidrotermais usando infravermelho. Sua densa atmosfera rica em gases de efeito estufa faz com que este planeta apesar de muito frio seja quente em relação à região em que se encontra. Massa: 15,15x Terra; Diâmetro: 34882 km; Densidade: 4,07 g/cm³; Insolação: insignificante; Gravidade: 2 g; Temperatura: -100°C; Pressão: 60 atm; Distância: 450.000.000.000 km; Translação: 16420 anos; Rotação: 16 horas. Possui um sistema lunar que ajuda a manter o interior de Oscúrion ativo, desta forma preservando a vida naquele mundo, mas não há vida em tais luas.

Lonjino: O planeta mais distante até o momento. É um caso especial porque este pequeno planeta não se originou de um sistema planetário, ele se formou diretamente de uma nuvem de gás e poeira numa região distante de qualquer estrela, e desde sua formação se manteve vagando pela galáxia até ser atraído pela gravidade de Magnus e passar a fazer parte deste sistema. Por ser muito distante, é extremamente frio, além de escuro. Massa: 0,505x Terra; Diâmetro: 13203 km; Densidade: 2,5 g/cm³; Insolação: insignificante; Gravidade: 0,47 g; Temperatura: -240°C; Pressão: 0,000025 atm; Distância: 750.000.000.000 km; Translação: 35330 anos; Rotação: 12 horas. Possui uma lua massiva que ajuda a manter o interior de Oscúrion ativo, desta forma preservando a vida naquele mundo. Não possui luas, está sozinho próximo ao espaço interestelar.

Como ainda não terminei o cenário, ainda há possibilidade de que algumas coisas que escrevi aqui sejam modificadas futuramente. Mas em maior parte se manterá assim.

Pelo o que eu descrevi até agora a respeito do cenário, seria isso mesmo sci-fi ou sci-fantasy? Acho que tem muito de Isaac Asimov, com relação à descrição química dos mundos e biosferas!

Num próximo post farei uma breve descrição sobre as biosferas que fiz até agora.

Se quiserem eu poderia postar algumas imagens através do Space Engine, que é onde crio os mundos.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

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Gabarito
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Registrado em: Seg, 02 02America/Sao_Paulo Março 02America/Sao_Paulo 2020 - 06:49 am

Mensagem por Gabarito »

Santa imaginação, Batman❗️❗️❗️


Parabéns, nucker.
Sim, traga também as imagens.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Registrado em: Sáb, 23 23America/Sao_Paulo Outubro 23America/Sao_Paulo 2021 - 17:19 pm

Mensagem por nuker »

Ok, então trarei, mas vai levar um tempo. Depois disso vou descrever um resumo sobre as biosferas, espécies inteligentes e suas civilizações.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
Mensagens: 92
Registrado em: Sáb, 23 23America/Sao_Paulo Outubro 23America/Sao_Paulo 2021 - 17:19 pm

Mensagem por nuker »

Aqui mostrarei uma compilação de imagens do que fiz até agora. Clique nas imagens para ampliá-las! As imagens tiradas do Space Engine foram modificadas com Photoshop.

Imagem
1: Magnus, Medios e Mínios vistos de cima; 2: Magnus visto de frente; 3: Magnus visto de frente com Medios e Mínios; 4: Magnus e Medios vistos a partir de Mínios; 5: Disco de acreção de Magnus; 6: Magnus visto bem de pertinho; 7: Passando pelo horizonte de eventos; 8: As duas estrelas que originaram Magnus; 9: Daimon; 10: Ulona; 11: Nelúrio; 12: Formação de Medios e Mínios ao redor de Magnus.

Imagem
As órbitas planetárias. As menores são as do sistema interno. As azuis do sistema médio. As a seguir do sistema externo e as maiores do sistema longínquo. Sobre os sistemas, em nosso sistema solar temos o sistema interno, formado por Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. E o sistema externo, formado por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Por mim eu dividiria em... Sistema interno: Mercúrio a Marte. Sistema médio: Júpiter e Saturno. Sistema externo: Urano e Netuno. Sistema Longínquo: Plutão em diante. E não vejo problema em mundos como Plutão serem planetas, desde que tenham massa o suficiente. Se Plutão não pode ser planeta por cruzar com Netuno, então Netuno não poderia ser planeta, por cruzar com Plutão! O mesmo para Júpiter que tem asteroides em pontos lagrangianos. :lol:

Imagem
Os planetas acima estão em ordem numerada. São os planetas e suas respectivas luas. A maioria destes mundos está pronta e alguns precisam de ajustes. Os mundos que faltam é porque não estão prontos. Obs: É necessário baixar a imagem para ver com mais detalhes, porque a resolução da imagem é bem alta. Note que a imagem dos gigantes gasosos parece pequena comparada com a dos planetas rochosos porque tive que incluir os grandes anéis deles, então tive que afastar a câmera.

1: Mórtol.
2: Sanguine, Ashvran, Hélion.
3: Clambern, Taularos, Verena, Mikgron.
4: Blenvênida, Ninkdara, Wankvran, Ikpela, Meruna.
5: Quírion, Layrena, Narshad, Jarinta, Taranis, Danxida.
6: Áquaron, Selenis, Rásteron, Nimbus, Teran, Ozínera, Lumerin, Mondasca.
7: Parnávoran, Vitrenon, Enxefron, Luston, Benje, Logromo, Luanem.
8: Nôrgamon, Solfena, Radáxian, Alcônira, Xanadu, Cráteron.
9: Ozeânia, Nevária, Nérgdon, Nereider.
10: Sevéria, Savorin
11: Daimon, Mashtar, Anshtar
12: Ulona, Jáperon
13: Nelúrio, Bilharga
14: Pofufan
15: Pozeynoma
16: Glázia
17: Plunion, Careônida
18: Dezolânea
19: Tanzaren, Lumis, Hídron
20: Oscúrion
21: Lonjino.

A maior parte do sistema interno já está terminada. Ainda falta um tanto para terminar o sistema médio. O sistema externo ainda está bem incompleto. O sistema longínquo ainda faltam algumas coisas.

A medida que eu colocar mais mundos interessantes neste sistema, poderei postar mais imagens. Mas o que temos já é a maior parte do sistema como um todo até agora.

Agora que postei as imagens, os próximos posts serão sobre as biosferas, espécies inteligentes e suas civilizações.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

Tutu
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Registrado em: Qui, 09 09America/Sao_Paulo Abril 09America/Sao_Paulo 2020 - 17:03 pm

Mensagem por Tutu »

Não sabia que existia brasileiros que criam mundos. Mas existem muitos gringos que fazem isso.
https://www.reddit.com/r/worldbuilding/
https://conworld.fandom.com/wiki/Welcome_to_Conworlds

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Registrado em: Sáb, 23 23America/Sao_Paulo Outubro 23America/Sao_Paulo 2021 - 17:19 pm

Mensagem por nuker »

A verdade é que apesar de eu ter nascido no Brasil, nunca me identifiquei muito bem com a mentalidade deste povo. Tanto que tenho mais afinidade com a mentalidade dos europeus. Sou brasileiro de corpo, mas não de espírito!

Sempre tive a sensação de ter nascido no país errado!

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
Mensagens: 92
Registrado em: Sáb, 23 23America/Sao_Paulo Outubro 23America/Sao_Paulo 2021 - 17:19 pm

Mensagem por nuker »

Antes de postar sobre as biosferas, é tanta coisa que vou ter que dividir em três partes, e isso só para os mundos do sistema interno! Daqui a pouco começo a postar.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
Mensagens: 92
Registrado em: Sáb, 23 23America/Sao_Paulo Outubro 23America/Sao_Paulo 2021 - 17:19 pm

Mensagem por nuker »

Antes de tratar sobre as biosferas, gostaria de deixar claro que isso é fruto de anos de imaginação desde a adolescência, não é uma coisa feita só recentemente.

Resumo das biosferas do sistema interno (parte 1):

Ashvran (lua de Sanguine): Biosfera exótica, feita de poeira metálica ionizada. A atmosfera possui muita poeira metálica tanto pelo solo ser rico e pelo material que sai dos vulcões como pelo intenso calor que facilita o movimento destas partículas pelo ar. Estas partículas tendem a se organizar em formas complexas e estas formas se replicam, como nanocélulas. Ashvran é uma prisão espiritual, um mundo para onde são encaminhados espíritos perigosos e aqueles que causaram grandes males a um povo, como tiranos, assassinos em série, coisas do tipo. Às vezes quando uma sonda passa pelo terreno de Ashvran, surgem formas estranhas que lembram animais mas com um aspecto gasoso, como se fossem seres gasosos. Na verdade são espíritos que ficam vagando por aquele mundo, sem rumo e que através desta poeira iônica conseguem criar uma forma temporariamente visível. Através de manipular formas eles tentam se comunicar com as sondas, como se estivessem fazendo um pedido de socorro. Na maioria das vezes em que isso ocorreu os observadores ficaram atônitos, sem entender o ocorrido.

Hélion (lua de Sanguine): Biosfera exótica, baseada em silicatos compostos por silício, oxigênio, sódio, cloro, alumínio, ferro, enxofre e outros materiais pesados. As formas de vida se parecem com cristais móveis ou imóveis. Não cristais como na terra, rígidos, mas algo mais parecido com cristal líquido, cristais maleáveis, que metabolizam através de oxidação e redução de metais. Usam cloreto de sódio como solvente e vivem a temperaturas em torno de 1000°C. Esta substância em forma líquida poderia dar um bom solvente, por ser iônica e como o sal é um bom condutor de eletricidade, então as formas de vida poderiam também aproveitar a eletricidade para fazer as reações químicas necessárias. Não só cloreto de sódio como há também cloreto de potássio e metais dissolvidos. As plantas usam luz ultravioleta e azul para fazer fotossíntese e eletrossíntese, assim como várias bactérias e os animais também aproveitam essa radiação para produzir certas substâncias, assim como nossa pele faz para produzir vitamina D, no caso deles, silicomina D.

A espécie inteligente é denominada "Metálguia". É um animal voador que possui penas com aparência de finos cristais maleáveis e tem tempo de vida médio de 50 anos, com cerca de 1 metro de largura e 50 cm de comprimento com as asas abertas. São altamente sociáveis, em que até completar 25 anos são trabalhadores braçais e depois disso se tornam mentores, cientistas, administradores, etc. Como Hélion não é um mundo muito grande e a baixa gravidade e alta pressão do ar facilita bastante o vôo, isso facilitou o estabelecimento de uma única civilização global e atualmente estão a colonizar Ashvran, que para eles é um deserto gelado e seco, apesar de derreter alumínio. Suas cidades se parecem com imensos emaranhados de belos cristais que por causa do elevado calor emitem luz vermelha ou outras dependendo do material, além de refletirem várias cores quando diretamente expostos à luz solar. Apesar desta espécie ter dominado muita coisa em tecnologia, ela ainda está começando a exploração espacial. O que mais limita isso é a intensa radiação vinda de Magnus na região.

Verena (lua de Clambern): Biosfera exótica, baseada em silicatos e complexos de enxofre misturado com metais. As formas de vida tendem a ter um aspecto rígido, mas não tanto quanto os seres de Hélion, pois são feitas de materiais mais pesados que os seres da Terra. Usam enxofre preto derretido a 400°C como solvente, e esse misturado a outras substâncias. Esse solvente a elevadas temperaturas age como um semicondutor e isso favoreceu os organismos a aproveitar a eletricidade de forma mais controlada, assim eles desenvolveram tecidos capazes de agir como transistores. Por causa disso além de serem inorgânicos são digitais. Entenda-os como computadores naturais, e não artificiais, computadores feitos de células como nós, por exemplo. Há desde organismos aquáticos (enxofráticos) até voadores. Existem até animais que se movem usando rodas, como verdadeiros carros! As plantas têm uma coloração roxo-verde escuro e usam luz ultravioleta e azul para fazer fotossíntese e eletrossíntese. Desenvolveram visão no infravermelho próximo para poderem enxergar através do líquido que bloqueia luz visível e ultravioleta.

A espécie inteligente é denominada "Belhone". São criaturas que se parecem com abelhas de um tamanho avantajado e assim como as abelhas, agem como uma colmeia. São coloridas, tendo tons que variam entre o roxo e azul. Vivem pouco tempo, em até cerca de 25 anos, mas em compensação se reproduzem rapidamente e existem em grande número. São altamente organizados, apesar de tecnologicamente inferiores às metálguias, mas ainda assim por conta da natureza de seu ambiente dominaram a eletricidade muito cedo desde a pré-história. O que mais limita eles é o pequeno tamanho e o curto tempo de vida, apesar disso não ter impedido o surgimento de civilizações relativamente avançadas em tecnologia e elementos culturais. Se não fosse por tais limitações, eles já poderiam ter superado seus vizinhos cristalinos. Vivem em estruturas que se parecem com colmeias e estas ficam tanto presas em árvores quando ficam no solo ao redor de rios e lagos de enxofre. Usam peças metálicas ligadas a cabos com enxofre derretido dentro deles.

Mikgron (lua de Clambern): Biosfera exótica, similar a de Verena. As formas de vida são similares em composição e natureza, por conta do ambiente ser bem parecido. Mas esta biosfera vive num ambiente de mais baixa temperatura e isso apesar de não ter impedido a vida complexa, de certa forma limita um pouco a complexidade dos organismos, já que são feitos de substâncias mais pesadas que necessitam de um ambiente mais quente para que possam realizar reações químicas adequadas, da mesma forma que num ambiente gelado para nós as reações químicas ficam muito lentas, impossibilitando várias funções enzimáticas. Para a vida local é o suficiente, mas não se compara com o potencial de reação química em Verena, já que o ambiente em Mikgron é em média de 300°C. O ambiente é também mais árido e isso acabou dificultando mais o desenvolvimento de formas de vida mais avançadas. Aqui as plantas têm função similar mas são azuladas ao invés de roxas. Estas plantas captam o enxofre na atmosfera em ambientes que ficam distantes dos mares, lagos ou rios. Por conta das limitações químicas e ambientais, não existem espécies altamente inteligentes.

Wankvran (lua de Blenvênida): Biosfera exótica, baseada em silicones e sílica. Esta biosfera usa ácido sulfúrico como solvente a 150°C. Apesar do ácido sulfúrico dissolver uma quantidade muito grande de substâncias, a natureza lá fez surgir formas de vida baseadas em substâncias que não se destroem no ácido e que formam estruturas mais complexas, incluindo esqueletos feitos de quartzo ou sílica. Como o ácido é também um excelente condutor elétrico, os organismos são capazes de aproveitar eletricidade. Os organismos que possuem esqueletos de quartzo que vivem em ambientes de alta pressão no fundo dos mares de ácido conseguem aproveitar essa pressão para fazer o quartzo gerar eletricidade, já que em tais profundidades a ocorrência da eletricidade é menor do que na superfície (por conta dos relâmpagos, por exemplo). A vida aqui é primitiva apesar de complexa, principalmente por conta do ambiente ser mais árido e pela atmosfera não bloquear bem radiações ionizantes mais nocivas. Por conta dos mares serem rasos e pequenos, a salinidade deles é bastante elevada, tanto que tais mares têm uma cor vermelho bem forte, por conta dos metais dissolvidos em alta concentração.

Ikpela (lua de Blenvênida): Biosfera exótica, baseada em silicones e sílica. Usa ácido sulfúrico como solvente a 200°C. Assim como em Wankvran, a natureza achou uma forma de permitir a existência de substâncias complexas mesmo em meio muito ácido, o que permitiu a vida. Os ossos são também feitos de quartzo e sílica. Ikpela tem os organismos mais avançados para esse tipo de biosfera no sistema, assim sendo é o que tem maior quantidade de espécies e ecossistemas para seu tipo, um clima que favorece melhor as reações químicas para substâncias mais pesadas e uma atmosfera que protege melhor contra radiações do espaço. A vegetação é num tom verde-amarelado e usa ultravioleta e luz azul. Os animais terrestres e voadores são descendentes de ancestrais que eram como uma junção de equinodermo com artrópode, assim sendo a maioria das espécies atuais têm esta configuração, incluindo vários olhos na cabeça, como ocorre nas aranhas. Os animais também têm vários poros pelo corpo, vindo do ancestral comum, que serve para ajudar no controle térmico, além da respiração. Imagine como seria se os equinodermos tivessem conquistado a terra no lugar dos peixes...

Há uma espécie inteligente denominada "Ledjospon". É a espécie inteligente e esta tem um corpo que lembra muito o de um artrópode agigantado. Esta possui 4 pernas e 2 braços e tem uma forma ereta. Sua cabeça possui 4 olhos negros como os de uma aranha, 2 para visão periférica e 2 para visão central, sendo que os olhos da visão central são maiores. Têm cor verde e pelos negros, incluindo cabelos longos e lisos. Apesar de se parecerem com artrópodes, como a maioria dos animais atuais, têm endoesqueleto de sílica misturado com titânio. São tropicais e não gostam de temperaturas abaixo de 175°C. Vivem em cidades muito bem elaboradas e circulares, em que no centro ficam os prédios mais importantes, nos arredores ficam as residências e na periferia as fazendas e fábricas. Estas cidades são cercadas por muros pois esta espécie é herbívora e uma presa para espécies carnívoras. Não existem países, cada cidade é independente e existe uma organização mundial que permite uma dinâmica benéfica entre estas cidades. São seres que foram mais como nós no passado, mas hoje adotam uma conduta mais pacífica. Já exploraram bem as demais luas de Blenvênida.

Meruna (lua de Blenvênida): Biosfera exótica, bem similar à de Ikpela. Biosfera feita de substâncias similares às de Ikpela, mas que funcionam a temperaturas mais baixas, de 100°C. Como a maior parte do terreno é coberta de mares de ácido sulfúrico, a maior parte da vida á aquática, apesar de nas ilhas e continentes costumar existir uma grande densidade de organismos terrestres e aéreos. A vegetação é verde-azulada. Apesar da distância entre os continentes ser grande, a gravidade mais baixa e maior pressão do ar facilita o vôo de grande distância, permitindo que as aves fiquem dias voando sem parar. A vida é quase tão complexa quanto a de Ikpela, mas com um aspecto mais primitivo, já que as formas de vida mais avançadas são as aquáticas e há inclusive uma espécie com inteligência entre a de um humano e golfinho, capaz de criar e usar ferramentas primitivas. Meruna foi colonizado pelos ledjospons de Ikpela, mas o ambiente mais frio fez com que estas colônias ficassem no subsolo ou em cavernas aquecidas artificialmente.

Narshad (lua de Quírion): Biosfera orgânica, baseada em compostos orgânicos misturados a metais como ferro, alumínio e cobre. Essa combinação faz com que várias substâncias como enzimas não se desnaturem nas temperaturas daquela lua, em torno de 75°C em média. Os mares são uma combinação de água, sais e um pouco de ácido sulfúrico, dando a eles uma cor levemente esverdeada. Os alimentos (plantas, frutos e sementes) por terem maior concentração de metais acabam tendo um sabor metálico para nós. É como se você comesse uma planta com sabor de cobre ou algum fruto com um sabor metálico doce, por exemplo. As plantas têm uma cor amarelada e existem várias espécies de árvores cuja parte inferior fica debaixo da água e a superior acima dela nas costas de várias praias (árvores anfíbias) cujas folhas são algas. O cobre e alumínio está presente nos fluidos da maioria das espécies e esses fazem com que haja uma dissipação eficiente de calor. É que nesta biosfera é mais importante dissipar do que reter calor, como nosso corpo faz, já que o ambiente é bem quente. Os animais mais avançados são anfíbios capazes de respirar tanto no ar quanto na água.

A espécie inteligente é denominada "Pirâmey". Esta tem forma humanoide e uma aparência que parece uma espécie de "homem-piranha". Possuem um cabelo que varia do loiro ao ruivo de aspecto caracolado. Possuem um grande olho na frente que permite ver detalhes com visão tridimensional e dois olhos menores mais para o lado que dão visão periférica. Suas orelhas são como pequenas barbatanas, originadas de um ancestral que tinha barbatanas na cabeça. São altos e magros, tendo cerca de 3 metros de altura, e isso por causa da baixa gravidade que é pouco mais da metade da Terra. Não possuem narizes, respiram por meio de guelras no pescoço e é através delas que eles cheiram, apesar de também poderem "cheirar" o alimento através da língua e células no céu da boca. Suas brânquias são capazes de extrair oxigênio da água e do ar. O ar entra por orifícios no pescoço e sai por orifícios no tórax, já que estas brânquias são internas como nossos pulmões. A civilização deles é medianamente avançada e suas cidades ficam em terra e debaixo da água. Pouco exploraram o espaço, mas estão a um passo de conseguirem isso. O estilo deles é como o da época dos anos 30 a 50 de nossa civilização.

Jarinta (lua de Quírion): Biosfera orgânica, baseada em compostos orgânicos misturados a metais como em Narshad e para o mesmo fim. A temperatura em Jarinta é mais alta, em torno dos 100°C. A água lá só não evapora por causa da elevada pressão do ar, que a faz evaporar a mais de 150°C. Por conta da elevada temperatura e grande quantidade de mares, a atmosfera é bem úmida e isso fez com que várias espécies anfíbias pudessem se desenvolver melhor que os anfíbios da Terra. A temperatura mais alta também favorece uma melhor combinação de substâncias orgânicas com silicones de diversos tipos. A vegetação tem cor de tons entre o verde e azul. Assim como em Narshad, os mares têm um pouco de ácido sulfúrico, o que força a bioquímica destes mundos ser um tanto diferente da terrena. É o mundo com vida mais desenvolvida e avançada das luas de Quírion. As espécies mais avançadas nem são anfíbios, mas espécies muito similares a répteis ou dinossauros de médio porte, incluindo répteis voadores que têm penas. Não existem mamíferos como os da Terra. O ambiente é demasiado quente para organismos preferirem reter calor ao invés de dissipar isso.

A espécie inteligente é denominada "Noâni". São humanoides que lembram aqueles greys, só que estes têm longos cabelos negros e lisos, além das fêmeas terem seios, pois existem espécies de répteis mais evoluídas que ao invés de botar ovos engravidam e amamentam, o que permite um desenvolvimento mais avançado do filhote em relação às espécies que botam ovos. É como uma transição entre réptil e mamífero apesar de não ser completamente mamífero. A pele é branca (literalmente) e os olhos têm uma película negra que age como um protetor ocular contra o excesso de radiação ultravioleta e dá visão polarizada também que permite discernir melhor os detalhes e as cores no ambiente. A pele branca tem um pigmento metálico que faz refletir a maior parte da radiação ultravioleta, ao contrário da nossa melanina que absorve esta radiação. São predominantemente carnívoros, mas podem comer plantas, frutos e sementes. Formam sociedades pacíficas e são uma das espécies mais avançadas em tecnologia, apesar da relativa pobreza cultural. Exploraram todas as luas de Quírion e algumas de outros planetas. Até o momento é uma das espécies mais bem sucedidas.

Taranis (lua de Quírion): Biosfera orgânica similar à de Jarinta e Narshad. A maior diferença desta biosfera para as demais é esta vive num ambiente mais "frio", em torno de 50°C e a atmosfera por ser mais rarefeita que a das demais luas bloqueia menos radiação ultravioleta, o que acabou limitando bastante o desenvolvimento de espécies em terra. E por ser um mundo mais árido há menos espaço para o desenvolvimento de vida aquática. Assim sendo no geral apesar de existir vida complexa e inclusive espécies de animais e plantas terrestres, a vida aqui é mais primitiva. Além disso os mares por serem menores são mais salgados e isso acabou influenciando na bioquímica, que é mais tolerante a elevadas concentrações de sal e ácido na água, mas isso também limitou um pouco a evolução. Aqui as plantas captam a água da atmosfera em regiões mais desérticas. Taranis foi extensivamente colonizada pelos noânis de Jarinta, mas como é um ambiente mais frio e mais exposto à radiação ultravioleta, as colônias tendem a ficar no subsolo ou em cavernas, sendo raras as que ficam expostas. Os noânis estão conquistando a colonização interlunar.
Editado pela última vez por nuker em Qui, 25 25America/Sao_Paulo Novembro 25America/Sao_Paulo 2021 - 01:37 am, em um total de 12 vezes.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Resumo das biosferas do sistema interno (parte 2):

Nimbus (lua de Áquaron): Biosfera orgânica baseada em compostos orgânicos similares aos da Terra. Por haver poucas terras, a maior parte da vida é aquática e como as terras são limitadas, as formas de vida mais avançadas aqui são aquáticas. Vivem num ambiente tórrido e úmido a 50°C. Como a umidade do ar é alta, e devido à alta temperatura, o céu é quase todo coberto de nuvens. Isso faz com que a luz solar fique difusa e haja ocorrência de muita neblina. Isso fez com que várias espécies, sobretudo as aéreas, desenvolvessem visão mais voltada ao infravermelho próximo, que as permitem enxergar através da densa neblina, apesar de também enxergarem luz visível. As espécies mais avançadas são artrópodes agigantados, répteis e peixes. As espécies terrestres se adaptaram à relativa pouca quantidade de terreno disponível e por isso tendem a serem pequenas no geral, não passando muito de 1 metro de altura. As árvores também não são tão grandes assim por conta do pequeno espaço. Existem espécies de árvores que, como em Narshad, têm raízes debaixo da água e folhas acima dela.

Existem 3 espécies diferentes. O "Fádon" é um insetoide que se parecem muito com fadas, mas com cara e corpo de inseto ao invés da forma humana. São belos em aparência, quando a luz bate diretamente nas asas elas refletem uma série de cores e parecem brilhar. São espécies com uma organização social mais pacífica e suas pequenas cidades ficam dentro das florestas, no alto das árvores e dentro delas. O "Dino" é um pequeno dinossauroide que vive próximo das praias, onde praticam a pesca e podem caçar animais nas florestas. Se organizam em tribos e é a mais atrasada. Já o "Tritóide" se parece com sereias e apesar de ser peixe tem certas características que lembram a dos humanos, como o rosto e cabelo, mas o resto é diferente. É a espécie mais avançada culturalmente e tecnologicamente, apesar de viver em ambiente aquático e isso limitar tal desenvolvimento, eles conseguiram em parte superar isso através de diversas técnicas. Suas cidades ficam próximas de recifes de corais ou das praias. Nenhuma até agora explorou o espaço.

Teran (lua de Áquaron): Biosfera orgânica baseada em compostos orgânicos similares aos da Terra. É a biosfera mais parecida com a de nosso planeta, mas adaptada a um ambiente de maior pressão atmosférica, calor e gravidade. Apesar de várias semelhanças com nossa bioquímica, a de Nimbus e Ozínera, por causa da maior exposição à radiação ultravioleta e a metais radioativos, a bioquímica aqui usa outras substâncias orgânicas, como bases nitrogenadas com 3 a 6 pontes de hidrogênio, assim a timina e alanina estão mais voltadas ao metabolismo. Apesar das grandes similaridades das espécies aquáticas, terrestres e aéreas, por se tratar de outro mundo, é claro que haverão diferenças, que as coisas não serão 100% iguais como na Terra. A flora também é bastante similar mas tem suas diferenças. Por exemplo, uma fruta que se parece com uma banana alaranjada e tem gosto de mamão, ou uma planta azul que tem um gosto bem doce, assim como existe uma fruta que tem gosto de carne e outra muito similar ao chocolate. Acredito que mundos com condições bem similares à Terra, apesar de ter bioquímica similar, certamente terá diferenças notáveis.

É o mundo com maior quantidade de espécies diferentes e são tantas que isso renderá mais parágrafos. Começarei com o "Primatoide", que é a espécie mais parecida ao ser humano em todos os aspectos, com a diferença de ser mais baixinha, musculosa, ter olhos maiores e além das orelhas o rosto se parece um pouco com aqueles dos elfos. A tonalidade da pele varia de negra a albina, mas a aparência é a mesma, só mudando a cor da pele, cabelo e olhos mesmo. Vivem em cidades como nós mas estas mais se parecem com florestas artificiais, em que os prédios tendem a serem arborizados, junto às ruas. O "Reptodraco" é um humanoide réptil similar aos chamados reptilianos. São esverdeados e têm sentido de calor, como as cobras, pois são de hábitos mais noturnos de caça. É uma espécie guerreira e já escravizou os primatoides no passado. Gostam de viver em cavernas profundas e no subsolo e construíram suas cidades em tais ambientes dentro das florestas, mas atualmente construíram cidades expostas na superfície e parecem querer voltar a dominar as demais espécies, por isso as demais já estão se preparando para isso.

Sempre houve uma rixa entre reptodracos e primatoides, apesar das tentativas de paz e integração. O "Ferazoide" é um humanoide parecido a um leopardo. Esta espécie é obviamente carnívora e prefere viver mais nas regiões das savanas. Apesar de ser bípede consegue correr mais rápido que um atleta humano, sendo capaz de caçar animais mais lentos que tal. Suas pernas têm um formato que permite esta rápida corrida. São muito belos e a beleza deles pode ser uma atração mortal para outras espécies. A forma bela deles tem algo que faz atrair certas espécies que acabam caindo neste truque de sedução e quando caem, são caçadas e devoradas. Quando bem equipado consegue enfrentar outros predadores perigosos. Vive em tribos e pode ser comparado aos povos indígenas da Terra, só que um pouco mais avançados e existem algumas poucas cidades mais avançadas criadas por eles. Costumam ter boa relação com os reptodracos e são bem aceitos nas cidades deles. O "Sentoreano" é um humanoide similar ao centauro, mas ao invés de ter um corpo comprido o tronco fica acima de 4 pernas e é bem musculoso.

É o melhor para caçada de corrida e também costuma viver próximos das savanas, sendo uma espécie de competidor com os ferazoides (assim como leões competem com hienas). Esta espécie é uma das mais atrasadas, mais até que os ferazoides e por comparação é como o homem das cavernas. Isso pode ser por conta de seus próprios corpos serem o suficiente para conseguirem o que necessitam e por isso não necessitaram tanto desenvolver ferramentas, apesar de terem um cérebro massivo o suficiente para que isso aconteça. Têm rixa com os reptodracos e são amigáveis aos primatoides, sendo aceitos nas cidades deles. O "Pegazóide" é bem similar ao "Sentoreano" mas este tem corpo comprido e tem bem cara de cavalo, apesar do rosto ser mais gracioso e desta forma, "belo". Outra diferença é que este no lugar de braços têm asas. São menores em tamanho e mais leves. Apesar de se parecerem com cavalos, são carnívoros aviários. Conseguem voar em alta velocidade e caçam abocanhando suas presas durante o vôo e quando pousam, suas pernas permitem um pouso seguro. Podem usar as patas dianteiras para golpear a presa.

Por conta da forma de seu corpo e estilo de vida, é a espécie mais atrasada, apesar de ser capaz de formar grupos sociais e ter linguagem complexa. São amigáveis tanto aos primatoides quanto aos sentoreanos. O "Ravino" é uma espécie humanoide capaz de voar, descendente de um ancestral hexápode que desenvolveu asas, como os pegazoides. A maior diferença é o formato do corpo humanoide em relação ao equinoide do outro. Esta espécie prefere viver em regiões mais elevadas como as montanhosas ou mesmo nas partes altas das árvores nas densas florestas. Porém as cidades dos ravinos tendem a ficar entre as montanhas. Há cidades inteiras que ficam dentro das paredes das montanhas íngremes e vistas de fora é como se fossem várias janelas. Apesar de voarem necessitaram desenvolver veículos aéreos para carregar objetos pesados e em massa e de fato foi a primeira espécie a desenvolver veículos aéreos, sendo também a primeira que desenvolveu a exploração espacial, mas isso mais por razões culturais deles, de crença religiosa.

Os ravinos se dão bem com espécies rivais aos reptodracos e ferazoides. O "Artroreano" é um insetoide humanoide que ao contrário das demais espécies prefere viver mais isolado das demais, dentro de florestas densas ou em regiões de mais difícil acesso para as demais. São isolacionistas por natureza e preferem isso a se envolverem nos dramas das demais outras. Apesar desse isolacionismo é uma das espécies mais avançadas, senão a mais em certos aspectos. Isso porque os artroreanos foram a primeira espécie inteligente criada pelos "Ânjius", que é a espécie colonizadora que criou várias espécies inteligentes em vários mundos. Os artroreanos por sua natureza pacífica e como agiram de acordo com os interesses dos ânjius, tiveram o privilégio em poder ter parte da tecnologia e conhecimento deles e isso os permitiram em vários aspectos estarem a frente das outras espécies, que ainda eram tribais quando os ânjius foram embora após uma guerra entre grupos deles mesmos. Vez ou outra os artroreanos ajudam os reptodracos e seus aliados ou os rivais deles. São neutros. A tecnologia deles é baseada em tecidos vivos manufaturados através da tecnologia dada pelos ânjius.

Ozínera (lua de Áquaron): Biosfera similar a de Teran e em vários aspectos à da Terra em composição molecular. Não há muito o que dizer, uma vez que muito se parece com as formas de vida em Teran, mas com suas diferenças. O clima é mais parecido ao da Terra, mas há muito mais terra que água, onde os mares são isolados e não existem oceanos. Assim sendo isso já é algo que prejudicou o desenvolvimento da vida em geral, apesar do ar tender a ser úmido. A vegetação aqui é resiliente, bastante adaptada ao ambiente árido. As plantas que vivem nas áreas mais desérticas têm um mecanismo capaz de absorver água da atmosfera e por isso não necessitam de água no solo ou subsolo e esta capacidade permite a existência de extensas florestas nas partes mais distantes dos mares, lagos e rios. Não fosse por este mecanismo, seriam imensos desertos! Se estas espécies estivessem no Saara, pouco a pouco este deserto ficaria cheio destas plantas. O clima é continental e por isso tende a ser mais frio.

Há uma espécie inteligente denominada "Mácon". São bastante similares aos nossos primatas, especialmente aos chimpanzés mas a diferença é que o rosto tem um aspecto mais humano, apesar de ser todo peludo e musculoso, ter uma cauda. Isso de deve ao fato desta espécie apesar de ser capaz de andar ereta, ela ainda prefere viver entre as árvores para se proteger de predadores e o ambiente em quer vivem é farto o suficiente para não necessitarem muito fazer migrações. Por causa disso a maioria dos grupos são primitivos enquanto apenas um deu o passo para a civilização. Há apenas um grupo que foi capaz de desenvolver a agricultura e uma civilização sedentária e este grupo até hoje foi capaz de sobreviver e poderá ser capaz de expandir em número e território, podendo vir a povoar aquele mundo todo. Ozínera foi parcialmente colonizada pelos ravinos e ocorreram alguns poucos encontros amistosos entre revinos e mácons. Esta é uma das poucas parcerias entre espécies de mundos distintos. Os ravinos têm interesse no desenvolvimento dos mácons. Essa aliança entre ravinos e mácons vai favorecer bastante o adiantamento deles.

Lumerin e Mondasca (luas de Áquaron): São as duas grandes luas mais distantes de Áquaron. A superfície é gelada, em torno de -50°C e -75°C respectivamente. Mas isso não impediu o surgimento da vida, não quando a atmosfera ainda era mais densa e quando haviam oceanos, que mais tardiamente congelaram e hoje a vida se encontra totalmente abaixo de uma fina camada de gelo na superfície. Esta camada de gelo em Lumerin é fina o suficiente para permitir que um pouco de luz chegue ao oceano, de forma a permitir fotossíntese e algas, coisa que não é possível em Mondasca porque lá essa camada é bem mais espessa, impedindo que a luz chegue ao oceano. A vida aquática em Lumerin é mais avançada que em Mondasca, tanto porque em Lumerin a camada de gelo é mais fina quanto há mais atividade geotérmica lá, o que torna o gelo mais fino e aquece mais o oceano. Não existem espécies inteligentes em ambas as luas, mas a vida aquática é bem distinta das demais luas de Áquaron, e há inclusive vários organismos que usam bioluminescência, um verdadeiro espetáculo subaquático! Imagine nadar num ambiente escuro e de repente ver um clarão que parece vir de uma cidade, formado por vários organismos próximos!

Luston (lua de Parnávoran): Biosfera orgânica adaptada a ambiente de baixa temperatura. A biosfera não é muito diferente da nossa e usa substâncias como álcool, sais e amônia como mecanismo de anticongelamento, já que a temperatura média em Luston é de -25°C. Luston é um ambiente que vive uma eterna era do gelo e assim a vida se adaptou a esse tipo de ambiente frio, quando fazia mais calor antigamente. Respiram oxigênio como na Terra, Nimbus, Teran e Ozínera mas também usam eletricidade em função da mais alta concentração de sais em seus corpos (necessário para o anticongelamento). A vida aqui incorpora algumas substâncias que nos seriam tóxicas, como certos compostos de enxofre como o sulfeto de hidrogênio usado no metabolismo junto ao oxigênio assim como a amônia usada para o mesmo fim. Grande parte dos animais terrestres têm pelos e têm maior porte, o que ajuda a manter o calor corporal. A temperatura média dos organismos é em torno de 15°C a 0°C. Várias espécies se parecem com aquelas estátuas de carrancas. Dá medo de olhar para a face de vários animais. As árvores têm folhas que se parecem com longos cabelos ondulados.

Existem 5 espécies inteligentes. O "Diaber" lembra muito aquela imagem do diabo nas pinturas católicas, pele vermelha, olhos amarelos, pelos pelo corpo, pernas de bode, rabo pontiagudo, chifres e cabelo negro. É descendente de um ancestral similar ao carneiro mas bípede. Raça guerreira, escravocrata e bélica, é a espécie mais agressiva e perigosa ao lidar com as demais. São altamente hierárquicos. Machos e fêmeas têm papéis totalmente distintos na sociedade. É quase tudo o que há de ruim no ser humano projetado numa espécie alienígena. Já escravizou outra espécie inteligente (Ráton). O "Drácon" é uma grande ave com pelos e penas que se parece com um dragão que cospe ácido ao invés de fogo. Assim como o diaber, é agressivo, guerreiro e também já escravizou outros de mesma espécie incluindo os rátons. Também são bastante hierárquicos. A diferença social entre os diabers e drácons é que os diabers têm estilo gótico-diabólico enquanto os drácons têm estilo parecido com as culturas orientais terrenas.

O "Ráton" é a maior vítima, pois foi a espécie mais escravizada não por uma mas por duas espécies diferentes! Foram usados para mão-de-obra escrava por milênios, mas atualmente a maioria vive em liberdade em cidades no subsolo. Essa liberdade foi conquistada com muito derramamento de sangue. São seres pacíficos que vivem num mundo liderado por demônios carrancudos. Mesmo sendo a mais pacífica por questão de sobrevivência teve que largar mão do pacifismo e adotar para si o militarismo. Atualmente esta espécie tem sido melhor respeitada pelas demais por conta das conquistas científicas obtidas por ela mesma e que beneficiaram as demais. Muitos deles atualmente são contratados como cientistas e engenheiros pelos diabers e drácons. Cada vez mais aquele estigma de escravo está sendo desfeito. O "Golfer" é uma espécie aquática agressiva e militarizada por natureza como as orcas e esta espécie é neutra em relação às demais. Se organizam em tribos e vivem próximos de recifes de corais.

Os diabers chegaram a explorar o espaço e mais recentemente os drácons, junto aos rátons que permitiram o aceleramento tecnológico. Benje e Logromo foram explorados e pouco colonizados.

Benje (lua de Parnávoran): Bastante similar a Luston em composição química da biosfera, mas esta vive num ambiente muito mais árido, frio e salino, num ambiente de temperatura média de -50°C. Por incrível que pareça a vida complexa surgiu aqui, não na superfície gelada, mas do fundo dos mares rasos altamente salinos, em regiões mais quentes próximas de fossas hidrotermais e que se espalhou por tais mares e acabou migrando até a superfície. A superfície é cheia de crateras que acabaram sendo preenchidas com água, mas a maioria destas não têm fontes de calor internas, sendo portanto pouco habitadas e grande parte delas até desertas. Existem espécies terrestres, todas elas cujo corpo tem temperaturas abaixo de 0°C e que usam eletricidade como principal fonte de energia além dos nutrientes no lugar da respiração aeróbica, que é mais ineficiente em ambientes tão frios. A vegetação tem cor lilás similar às coníferas. As plantas fazem fotossíntese produzindo oxigênio, mas são poucas as espécies de animais que aproveitam esse oxigênio, sendo que esta produção é mais baixa que na Terra.

Existe uma espécie inteligente, porém ela não é nativa desta lua. São os ânjius que tiveram permissão em permanecer neste mundo. Os ânjius foram no passado colonizadores vindos de outros sistemas planetários conquistados por eles que criaram raízes em várias das luas no sistema Magnus. A missão que eles mesmos deram para si é a de criar espécies inteligentes pela galáxia em vários mundos e no futuro estas espécies inteligentes serem como a marca que eles deixaram no universo. Eles são governados por um grupo espiritual de um plano superior e são estes espíritos que dão as diretrizes a eles. Mas nem sempre eles concordam com estas diretrizes e os grupos que discordam delas sempre são os que começam os conflitos com os grupos que concordam. Há pouco menos de 1 milhão de anos houve uma guerra que envolveu conflito entre tais grupos e que envolveram também suas criações. Os que perderam foram obrigados a se retirar do planeta colonizado e partir a outro sistema, enquanto os que venceram permaneceram por mais um tempo.

Existem alguns poucos grupo de ânjius que ainda permanecem nos mundos colonizados, mas em que eles apenas podem agir como salvaguardas das suas espécies criadas, em que eles apenas podem intervir em caso de um conflito que ameaçasse suas próprias criações. Exceto em Luston em que um grupo rebelde vingou e se manteve até hoje, governando aquela lua através dos diabers e drácons. A maioria dos que foram embora mas permaneceram no sistema migraram para Benje que, para eles, tem um ambiente adequado aos seus corpos artificiais metamorfos que gostam mais de ambientes frios e salinos. Desde então Benje é como uma espécie de refúgio para os ânjius que lá vivem. Em Benje eles criaram uma nova espécie artificial a partir deles mesmos, como uma versão mais sofisticada de sua própria espécie, apesar disso não ser permitido pelos mentores espirituais. Também são rebeldes, mas do tipo que preferiram trazer a liberdade para suas criações e deixar que elas se desenvolvessem sozinhas sem a interferência deles.

Logromo (lua de Parnávoran): Biosfera orgânica com elementos exóticos que vive em ambiente extremamente frio e salino, de temperatura em torno de -75°C. Logromo é uma lua extremamente árida com alguns pequenos mares isolados extremamente salinos. Por conta do ambiente ser tão extremo para a vida baseada em carbono e água, só existem microrganismos, similar a certos extremófilos da Terra, mas que sobrevivem num ambiente bem mais exótico. Não há muito o que dizer pois se trata de uma biosfera extremamente primitiva e limitada. Logromo também foi colonizado pelos ânjius por ser um mundo em que eles não chegaram a criar espécies a partir de nativos, como fizeram em Luston, Ozínera, Teran, Nimbus, etc. Logromo tem algo interessante que só existe em algumas poucas luas pelo sistema... Artefatos que existem desde antes da chegada dos ânjius! Ou seja, outra espécie teria chegado ao Sistema Magnus antes deles mas por algum motivo esta espécie misteriosa desapareceu ou abandonou o sistema. Mistérios...
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Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Resumo das biosferas do sistema interno (parte 3):

Solfena (lua de Nôrgamon): Biosfera orgânica-exótica. A vida aqui vive em mares de sulfeto de hidrogênio misturado com dióxido de enxofre com traços de amônia, água e sais. Vive num ambiente gelado a -75°C. Por mais frio que pareça é a temperatura ideal para esse tipo de biosfera rara, por ser o sulfeto de hidrogênio bem volátil. O dióxido de enxofre, amônia e água em menor concentração permitem maior dinamismo molecular do que o sulfeto sozinho, portanto esta combinação de diferentes substâncias é vital em tal meio, uma substância compensa a deficiência da outra. Os organismos são animais que se parecem com plantas. Há espécies destes que fazem eletrossíntese, que são as plantas de lá, enquanto outros se alimentam dos nutrientes e eletricidade armazenada nos animais, plantas e frutos, que são mais como animais. Todos fazem eletrossíntese, mas uns se especializaram mais nisso do que outros. As células possuem organelas que armazenam eletricidade, como microbaterias. Os animais em geral são como plantas carnívoras mas com um aspecto mais animal. Aqui a evolução favoreceu esse tipo de organismo meio animal meio planta.

A espécie inteligente é denominada "Plântey". Os plânteys têm uma forma um tanto humanoide mas se parecem muito com plantas carnívoras. Apesar de possuírem uma cabeça, eles não se alimentam através dela, mas através de bocas que ficam nas extremidades dos membros superiores, que também servem como mãos que os permitem criar ferramentas. Estas mãos possuem substâncias que atraem organismos similares a insetos, que são a principal fonte de alimento deles, assim como fazem as plantas carnívoras. Não respiram como nós inspirando um gás, já que fazem eletrossíntese através da pele e das folhas ao redor da cabeça. São em maior parte verdes, mas suas pétalas são vermelhas, assim como suas mãos que é por onde se alimentam. São pacíficos e agem em sociedade. Não raciocinam da mesma forma que nós, eles fazem isso por meio de outros mecanismos diferente do nosso pensamento lógico e por isso eles nos parecem irracionais, mas na verdade eles são racionais da própria maneira deles. Por serem sensíveis como plantas, tendem a agir por impulso. A arte que eles produzem é interessante e bela. Esta espécie em si é bela, afinal de contas é uma planta-animal sofisticada.

Radáxian (lua de Nôrgamon): Biosfera orgânica-exótica. A bioquímica usa substâncias orgânicas associadas a polímeros baseados em fósforo e nitrogênio. Vivem em mares feitos em maior parte de amônia com um pouco de água, sulfeto de hidrogênio e sais, sendo estes mares bem salinos. As substâncias baseadas em carbono são usadas mais para o metabolismo, enquanto as baseadas em fósforo e nitrogênio são mais voltadas para a estrutura celular tendo papel similar aos aminoácidos assim como para a estrutura do material genético. Estes polímeros de fósforo e nitrogênio por estarem em amônia são bem mais estáveis nela do que se fosse na água. Aqui a bioquímica radaxiana se desenvolveu baseada num meio bastante alcalino. Os açúcares não têm oxigênio, mas nitrogênio. Ao invés de hidroxilas há aminas, etc, entre vários outros exemplos de análogos às substâncias da Terra. Aqui há inclusive complexos orgânicos e inorgânicos que seriam altamente instáveis na água pura. Os animais são tão estranhos que é difícil explicá-los, tendo um aspecto que em grande parte se difere do padrão terreno, sendo a maioria deles parecidos com fungos. Usam eletricidade como principal fonte de energia.

A espécie inteligente é denominada Fosforeno. Esse termo se dá por conta de sua composição química baseada em fósforo e nitrogênio como na maioria dos organismos aqui. Esse organismo é um fongoide. Trata-se de um bípede que tem uma cabeça similar a um cogumelo e um corpo aparentemente musculoso e de baixa estatura. Possui olhos em todas as direções na parte abaixo da "cúpula" (que é onde fica o cérebro), assim como a boca fica nesta parte mais abaixo, sendo ela vertical parecendo-se com um lábio genital feminino. Esse organismo se alimenta de bactérias que ficam pairando na atmosfera, mas também se alimenta de outros animais fungoides. As plantas fixam nitrogênio e oxigênio transformando-os em NO2 e N2O, e este organismo como os demais respira esses gases, exalando nitrogênio e oxigênio. Vivem em cidades feitas de tecidos orgânicos manufaturados, sendo que os prédios destas cidades parecem ser vivos e emitem sons estranhos. A tecnologia deles se baseia em organismos vivos modificados, assim como suas naves espaciais "vivas". As cidades deles são magníficas, verdadeiros prédios vivos que emitem luz própria através de bioluminescência. Chegaram a explorar as luas mais próximas.

Alcônira e Xanadu (luas de Nôrgamon): As biosferas destas luas são bem parecidas entre elas. A de Alcônira vive em mares de metanol/etanol misturado com uma parte de metilamina/etilamina, enquanto a de Xanadu é o contrário, em mares de metilamina/etilamina com uma parte de metanol/etanol. A bioquímica aqui apesar de orgânica possui elementos exóticos que permitem uma biosfera viver em meio de mais baixa polaridade, em que há uma alternância entre compostos orgânicos e inorgânicos. Estes organismos cheiram a álcool e peixe. Os de Alcônira vivem a -50°C e os de Xanadu vivem a -100°C. Apesar da baixa temperatura, várias substâncias que formam tais organismos permitem a eles reações rápidas ao que ocorre no ambiente, permitindo desta forma organismos móveis e ágeis. Se em Luston há organismos que usam álcool para evitar congelamento, em Alcônira e Xanadu isso é bem mais extremo, pois os fluidos destes organismos são de álcool. Os organismos fazem eletrossíntese e a maioria têm aspecto distinto dos organismos da Terra, para dizer a verdade até que se parecem mais com monstros do que como animais, pelo aspecto horrendo deles. Não há espécies inteligentes.

A espécie inteligente de Alcônira é denominada "Bêbron" e a de Xanadu "Aracnande". Não há muita informação sobre ambas. Os bêbrons têm esse termo porque possuem sangue de álcool e apesar disso se referir a bêbado, por estarem adaptados a um solvente alcoólico, jamais ficam bêbados, porém existe outra substância que podem torná-los bêbados. A pele deles é cinza e lembram um pouco aqueles monstros do jogo Silent Hill. Formam uma civilização até que avançada, mas menos que a dos fosforenos, ainda assim possuem elementos muito sofisticados para uma civilização. Já a tecnologia é um tanto atrasada e para eles o espaço ainda é como um ambiente celeste e divino, fora de alcance. O mesmo vale para os aracnandes. Os aracnandes são como imensas aranhas de cor azul escuro que possuem qualidades similares aos bêbrons, mas são ainda mais primitivos, beirando os macacos da Terra, com a diferença de ao menos poderem formar tribos organizadas, confeccionarem algumas ferramentas de caça e defesa e em terem desenvolvido uma linguagem escrita simples. Os aracnandes têm comportamento mais pacífico do que os bêbrons.

Ozeânya: Esta biosfera vive num ambiente extremo de elevado calor a 100°C e elevada pressão de 60 atm. Por ter uma atmosfera feita primariamente de hidrogênio, os organismos respiram este gás ao invés de oxigênio. O hidrogênio aqui faz o papel do oxigênio na respiração deles. Por viverem num ambiente muito pressurizado, existem várias espécies de grande porte que ficam flutuando na alta atmosfera, a maioria delas plantas. Mas há também vários organismos voadores que se alimentam delas ou até as usam para fazer uma simbiose. Como a maior parte da superfície é coberta de água e as terras estão bem fragmentadas e distantes entre elas, os ecossistemas terrestres além de bem isolados entre eles são muito diversos, por causa do isolamento. As plantas têm uma coloração que varia em tons de rosa, verde e marrom. A vida aquática é bastante diversificada em parte porque grande parte das plataformas continentais estão debaixo da água (permitindo vários recifes de corais) e em vários lugares nelas há fontes de calor que permitem um aproveitamento tecnológico. Por sinal este mundo tem certo paralelo com Narshad e Nimbus, por serem também mundos predominantemente aquáticos.

Há uma espécie denominada "Polver". Esta espécie se parece bastante com o polvo, mas ao invés do polvo que tende a um comportamento isolacionista, esta se organiza em sociedade e por sinal estas sociedades até que são complexas como a dos golfinhos ou orcas. Na verdade o corpo deles é como uma junção de lula com polvo. São um tanto agressivos e egoístas, mas isso não impediu a formação de civilizações sofisticadas entre eles próximos aos recifes das plataformas continentais. Aliás, o comportamento competitivo entre eles foi uma das causas do avanço tecnológico e civilizacional entre várias tribos no passado. Eles criaram fazendas químicas e até conquistaram uma pseudo metalurgia em que eles derretem certos metais através de fontes de calor submersas, usando ferramentas que os fazem ficar afastados do calor destas fontes. Como também são capazes de viver parcialmente em terra isso permitiu eles desenvolverem aparelhos que permitiram um melhor controle de substâncias e coisas que não poderiam ter desenvolvido dentro da água. Cada vez mais estão conquistando a terra e através disso criando novas tecnologias. Ainda não colonizaram o espaço, mas um dia num futuro distante poderão vir a conseguir isso.

Sevéria e Savorin: A vida neste sistema binário está bastante restrita ao subsolo, uma vez que o ambiente da superfície é muito frio e estéril, exposto a radiações letais. No subterrâneo há uma biosfera que usa amônia como solvente misturada a sais que evitam o congelamento. Como estes organismos vivem somente no subsolo, eles desenvolveram mais outros sentidos do que a visão. Por exemplo, grande parte dos animais se guiam através de vibrações e ecolocalização. A maioria deles são como toupeiras e vermes que vivem em profundas cavernas e cavando túneis, mas também existem animais de aspecto que não existe na Terra, assim como organismos que mais se assemelham a plantas mas que fazem quimiossíntese e eletrossíntese usando os sais misturados na amônia. Apesar do ambiente escuro, vários organismos de aspecto estranho emitem luz, que acabam ajudando outros organismos a se localizarem em tais ambientes e de forma indireta acabam contribuindo no ciclo de vida destes que emitem luz, através dos animais que acabam transportando esporos. Não existem espécies inteligentes em ambos os mundos. Pode ser que Marte tenha uma biosfera assim no subterrâneo...
Editado pela última vez por nuker em Qui, 25 25America/Sao_Paulo Novembro 25America/Sao_Paulo 2021 - 01:12 am, em um total de 7 vezes.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

O organoléptico
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Mensagem por O organoléptico »

Queria fazer uma pergunta. Fiquei curioso quanto ao macro desse sistema no que remete a distâncias de cada corpo celeste que sejam verossímeis com as leis encontradas na astronomia. Por exemplo, no sistema solar cada planeta esta onde está determinado por uma ordem estabelecida que pode ser explicada matematicamente, a Terra por exemplo, não poderia estar nem um milímetro além ou aqem do Sol, o mesmo em relação a lua e a Terra, etc,. Se pode contar com esse nivel de imersão nesse mundo Magnus? Seria uma grandeza calcular tudo isso. E obviamente também quebraria paradigmas!

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Mensagem por nuker »

O organoléptico escreveu:
Qui, 25 25America/Sao_Paulo Novembro 25America/Sao_Paulo 2021 - 01:06 am
Queria fazer uma pergunta. Fiquei curioso quanto ao macro desse sistema no que remete a distâncias de cada corpo celeste que sejam verossímeis com as leis encontradas na astronomia. Por exemplo, no sistema solar cada planeta esta onde está determinado por uma ordem estabelecida que pode ser explicada matematicamente, a Terra por exemplo, não poderia estar nem um milímetro além ou aqem do Sol, o mesmo em relação a lua e a Terra, etc,. Se pode contar com esse nivel de imersão nesse mundo Magnus? Seria uma grandeza calcular tudo isso. E obviamente também quebraria paradigmas!
Bem... eu construí o sistema de forma que pudesse ter vários planetas em órbitas mais ou menos equidistantes. Esse sistema tem vários planetas massivos relativamente próximos porque o buraco negro massivo permite isso com órbitas mais estáveis. Se fosse ao redor do nosso sol, por sua gravidade ser bem menor, tais planetas poderiam vir a colidir entre eles ou acabar ejetados e isso ficaria pior numa anã vermelha. Os planetas internos estão em média entre 5 a 10 UA de distância entre eles, enquanto as anãs marrons ficam a 50 UA entre elas, pois por serem muito mais massivas que os planetas, o espaço entre elas necessita ser maior para suas órbitas ficarem estáveis.

Quanto a tal imersão eu não sei, mas eu já testei as órbitas no Universe Sandbox e elas ficaram bem estáveis. Portanto pelo que testei o sistema funciona, tirando alguns bugs causados por limitações de cálculo do programa. Os planetas de nosso sistema solar estão onde estão pela maneira como eles se interagiram enquanto ainda estavam se formando e pela composição do disco que os formou, até onde eu sei. Afinal sou só um fã de astronomia, e não um astrofísico! Quem dera se eu fosse! ;) :lol:

Mas pelas distâncias que dei a eles, talvez esse cálculo seja possível. Só não me pergunte como fazer isso... :roll:

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

O organoléptico
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Mensagem por O organoléptico »

Tá ok. Era só pra esclarecer.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

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Gigaview
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Mensagem por Gigaview »

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

O organoléptico
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Mensagem por O organoléptico »

Gigaview escreveu:
Qui, 25 25America/Sao_Paulo Novembro 25America/Sao_Paulo 2021 - 07:33 am
Tente aplicar a Lei de Titius-Bode.
https://en.m.wikipedia.org/wiki/Titius%E2%80%93Bode_law
É disso que eu estou falando.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Mensagem por nuker »

Mas esta fórmula não se aplica a todos os sistemas planetários já descobertos, como Trappist-1 por exemplo, em que as órbitas estão quase equidistantes uma da outra. Ela parece apenas estar baseada na configuração de nosso próprio sistema. Mas acontece que existem várias configurações de sistemas e não só uma. No caso de Magnus esse sistema se formou de uma forma diferente em circunstâncias diferentes do nosso.

Re: Projeto Magnus (ficção científica)

nuker
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Mensagem por nuker »

O que acharam das biosferas e dos seres inteligentes?

Depois quando terminar os sistemas das anãs marrons eu posto sobre as biosferas neles.
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