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Venezuela
Autor: JJ_JJ | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 291208 Comentários: 249

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Depois da operação de captura de Nicolás Maduro, o regime do chavismo continua no poder e estima-se que 99% dos presos políticos venezuelanos continuam presos. Não acredito que esse 1% seja a proporção de presos que Marco Rubio sonhava soltar… Título traduzido de matéria da AP News…
“Após a Venezuela libertar 1% dos presos, famílias e ativistas se esforçam para manter a esperança”:
https://apnews.com/article/venezuela-political-prisoners-maduro-902c2fbe9e08b95a73585b2a83afc492
A vice-presidente, que assumiu, foi criticada por usar um vestido que custa 127 salários mínimos.
Corrigindo: 147 salários mínimos (quase 15 mil USD).

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Data da postagem: 13/01/2026, 08:06
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Como o país que já foi o mais rico da América do Sul ficou pobre
Trump vai administrar a Venezuela durante a ausência de Maduro. Não tirou Maduro para o Venezuelano cuidar. Então não tem por que comemorar a saída dele.
Maior PIB per cápita da América Latina e superando alguns europeus, mas com indústria e agricultura estagnados. É insustentável a longo prazo.
@professordehistoria1096
A Venezuela errou ao ficar dependente exclusivamente do petróleo. Erro mortal.
Precisamos aprender com a China.
@visaoholistica205
FATO - Na maioria das vezes, riqueza mineral se torna uma maldição (Doença Holandesa). Poucos países têm capacidade para gerir os recursos corretamente (Noruega e Emirados Árabes Unidos estão entre as poucas exceções). O que realmente enriquece um país é o capital humano de alta qualidade, o capital intelectual, a tecnologia, a complexidade industrial. Na era digital, riqueza surge em lugares como no Vale do Silício, da mente de algum indivíduo excêntrico, em universidades bem integradas ao setor produtivo e sistemas financeiros, de pesquisa e desenvolvimento. Não é coincidência que uma das máquinas mais caras e cobiçadas hoje seja uma máquina de litografia holandesa que custa milhões de dólares, essencial para a produção de chips. Outro exemplo é a exploração de terras raras, onde a China domina praticamente sozinha a técnica de refino. Investir em capital humano é sempre a melhor estratégia, Singapura que o diga.
Trump vai administrar a Venezuela durante a ausência de Maduro. Não tirou Maduro para o Venezuelano cuidar. Então não tem por que comemorar a saída dele.
Maior PIB per cápita da América Latina e superando alguns europeus, mas com indústria e agricultura estagnados. É insustentável a longo prazo.
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Data da postagem: 16/01/2026, 16:17

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Huxley
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Huxley
Depois da operação de captura de Nicolás Maduro, o regime do chavismo continua no poder e estima-se que 99% dos presos políticos venezuelanos continuam presos. Não acredito que esse 1% seja a proporção de presos que Marco Rubio sonhava soltar… Título traduzido de matéria da AP News…
“Após a Venezuela libertar 1% dos presos, famílias e ativistas se esforçam para manter a esperança”:
https://apnews.com/article/venezuela-political-prisoners-maduro-902c2fbe9e08b95a73585b2a83afc492
Desde que eu publiquei essa notícia acima, andaram libertando mais presos políticos venezuelanos. Porém, a ditadura chavista apoiada por Trump já começou a reverter as libertações:
Opositor venezuelano é preso novamente horas após ser libertado
Juan Pablo Guanipa, ex-deputado e um dos opositores mais antigos do regime de Maduro, foi sequestrado por 'homens fortemente armados, vestidos à paisana' logo após ser solto, no domingo (8). Ministério Público afirmou que opositor foi detido novamente por violar termos de sua libertação.
Fonte: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/09/politico-sequestrado-depois-de-ser-libertado-venezuela.ghtml
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Data da postagem: 09/02/2026, 15:43

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Fernando_Silva
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Veias abertas da Venezuela: Eduardo Galeano descreveu país antes do chavismo
Reportagem de 1971 mostra que petróleo e pobreza convivem há décadas no país
Por Bernardo Mello Franco 15/02/2026
“Este país é um dos mais ricos do mundo. Também é um dos mais pobres e mais violentos.” Assim começa a reportagem “A civilização do ouro negro”, de Eduardo Galeano. Publicada em 1971, descrevia uma Venezuela que já passava por agruras muito antes do chavismo.
O texto retrata um país que produzia 3 milhões de barris de petróleo ao dia, mas negava serviços básicos à população. “A metade dos venezuelanos tem menos de 18 anos de idade. E mais da metade das crianças e dos adolescentes não recebe nenhum tipo de educação”, anotou o jornalista e escritor uruguaio.
“Desde que o primeiro poço rebentou aos borbotões, o orçamento nacional foi multiplicado por 100, mas a maioria da população continua tão pobre como na época em que o país dependia do cacau e do café”, resumiu.
Galeano narrou as mudanças na geografia do país, aceleradas pelo êxodo rural. Na capital, os petrodólares faziam subir arranha-céus e viadutos, enquanto favelas se multiplicavam pelas encostas. “As vastas zonas pobres de Caracas são chamadas bairros. As zonas ricas, urbanizações. As altitudes dos pobres são cerros, as dos ricos, colinas”, observou.
O repórter se espantou com a ostentação da elite caraquenha, que desfilava em carrões importados, vestia-se com grifes de luxo e tentava imitar o modo de vida americano. “O rum nacional é estupendo, mas não dá status, bebe-se uísque da Escócia, com água da Escócia que a Venezuela importa, acredite ou não, em saquinhos plásticos que chegam pelo oceano”, escreveu.
Sem política industrial ou agrícola, o país abria mão de investir a renda do petróleo em seu próprio desenvolvimento. “Nas vastas terras virgens deste país desabitado poderia caber, inteira, a população da Alemanha ou a da Inglaterra. No entanto, a Venezuela importa alface e milho dos Estados Unidos e feijão do México”, constatou Galeano.
Dos 135 mil jovens que chegavam ao mercado de trabalho por ano, só 50 mil conseguiam emprego. Sem estudo e sem renda, a garotada virava mão de obra fácil para o crime. “Caracas, ela toda, é uma cidade violenta. A cidade se transforma em uma estrutura da repressão: é preciso pôr a salvo a minoria integrada, frente a uma maioria crescente de excluídos com o impulso cego de assaltar”, anotou o futuro autor de “Veias abertas da América Latina”.
A anos-luz da era das bets, o povão juntava trocados para apostar em cavalos. Aos domingos, o rádio transmitia os páreos do Hipódromo de La Rinconada, território de bacanas. “Aposta-se desesperadamente, para ‘sair de baixo’. Todos apostam, mas os que ‘saem de baixo’ são contados nos dedos da mão”, escreveu Galeano. A canção da moda, “que os caraquenhos cantarolavam o tempo todo”, clamava ao Senhor. Era “Jesus Cristo”, na versão de Roberto Carlos para o espanhol.
O texto sobre a Venezuela faz parte de “Nós dizemos não: crônicas 1963-1988”, que chega às livrarias brasileiras em março. A coletânea também inclui uma reportagem sobre a religiosidade popular no Rio, escrita em 1969, e entrevistas com mitos latino-americanos como Perón, Guevara e Pelé. Aos 23 anos, o Rei já havia vencido duas Copas, mas ainda recusava a majestade: “Não sou mascarado. O melhor jogador do mundo ainda não nasceu”.
https://oglobo.globo.com/blogs/bernardo-mello-franco/coluna/2026/02/veias-abertas-da-venezuela-eduardo-galeano-descreveu-pais-antes-do-chavismo.ghtml
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Data da postagem: 15/02/2026, 10:29

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Huxley
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Fernando Silva
Veias abertas da Venezuela: Eduardo Galeano descreveu país antes do chavismo
Reportagem de 1971 mostra que petróleo e pobreza convivem há décadas no país
Por Bernardo Mello Franco 15/02/2026
“Este país é um dos mais ricos do mundo. Também é um dos mais pobres e mais violentos.” Assim começa a reportagem “A civilização do ouro negro”, de Eduardo Galeano. Publicada em 1971
“Este país é um dos mais ricos do mundo. Também é um dos mais pobres..." A Venezuela de 1971 não estava entre os países mais pobres do mundo, mas sim entre os menos pobres. Em 1992, ano em que Hugo Chávez tentou seu primeiro golpe de Estado, a taxa de pobreza extrema na Venezuela era de 6,88%, contra 42,43% no mundo (fonte: Our World in Data). E isso considerando um período em que a Venezuela estava em pior posição no ranking mundial de PIB per capita em comparação ao início da década de 1970:
Huxley
O desempenho econômico relativo de todos os países do mundo, de 1800 até 2020
por Lucas Favaro 22 de janeiro de 2025
Eu criei um algoritmo (através do R) que calcula o percentil do PIB per capita (em PPC) de qualquer país desde o ano 1800 até 2020 1. Com base nesses dados, é possível criar um gráfico mostrando o desempenho econômico de qualquer país, relativamente aos demais países do mundo. Gráficos desse tipo são bem esclarecedores pois eles mostram o desempenho de um país comparado com os demais.
(...)
Você deve ler os gráficos da seguinte forma: se um país está no percentil 90 em determinado ano, quer dizer que aquele país possuía um PIB per capita maior do que 90% dos demais países da época (ou, equivalentemente, menor do que 10% dos demais países).
(...)
6. O colapso venezuelano
(...)
Fonte: https://economiamainstream.com.br/artigo/o-desempenho-economico-relativo-de-todos-os-paises-do-mundo-de-1800-ate-2020/
(…)
“Desde que o primeiro poço rebentou aos borbotões, o orçamento nacional foi multiplicado por 100, mas a maioria da população continua tão pobre como na época em que o país dependia do cacau e do café”, resumiu.
(…)
Faltou mostrar os dados que corroborem essa visão. A expectativa de vida média da Venezuela em 1971 era de 65,2 anos, enquanto a de Portugal era de 66,8 anos e o do mundo era de 56 anos (fonte: Our World in Data). O fato de a Venezuela não estar tão bem posicionada no ranking de menor taxa de pobreza em 1971 não significa necessariamente que ela não evoluiu significativamente desde a época em que dependia do cacau e do café.
Isso me faz lembrar a situação atual da Guiana, que é um país não desenvolvido que enriqueceu recentemente através do petróleo. Uma pessoa poderia dizer: "Nossa, o FMI diz que a Guiana tem o nono maior PIB per capita do mundo, mas seu IDH está abaixo do Brasil e do Equador". Acontece que o IDH da Guiana cresceu mais até do que o da China no período 2010-2023 (fonte: Wikipédia). Apesar de continuar um país não desenvolvido, isso não significa que a maioria da população continua tão pobre quanto antes.
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Data da postagem: 15/02/2026, 19:49

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Fernando_Silva
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De joia industrial a ruína: cidade revela a decadência da Venezuela ao longo de 27 anos de chavismo
Cumaná já foi um polo econômico, produzindo Toyota Land Cruisers e exportando alimentos para toda a América do Sul; agora, está à beira do desastre com o colapso dos serviços públicos
Por Simon Romero , Em The New York Times — Cumaná, Venezuela 15/06/2026
[...]
Os edifícios vandalizados da Universidade do Oriente, outrora um dos mais importantes centros de pesquisa marinha da América Latina, em Cumaná, Venezuela — Foto: Adriana Loureiro Fernandez/The New York Times
Quando Hugo Chávez chegou ao poder há 27 anos, Cumaná figurava entre outros polos industriais como Ciudad Guayana e Valência, ajudando a tornar a Venezuela uma potência regional. Era um epicentro da indústria pesqueira e de conservas para toda a bacia do Caribe, processando uma quantidade impressionante de atum e sardinha consumidos em toda a América do Sul.
Os estaleiros que construíam embarcações de pesca comercial prosperavam. O principal motivo de orgulho da cidade era uma fábrica da Toyota que produzia Land Cruisers, os lendários veículos com tração nas quatro rodas que se tornaram um ícone na Venezuela.
Então Chávez embarcou em uma onda de estatizações de empresas privadas, um pilar fundamental em seu plano de construir uma economia socialista sob seu controle. Cumaná e o estado vizinho de Sucre, um bastião chavista, tornaram-se um laboratório para esses esforços.
As expropriações, inicialmente destinadas a garantir a segurança alimentar interna, privaram a indústria de conservas de Cumaná de capital privado. O colapso da produção em outras empresas estatais em outras partes da Venezuela privou as fábricas de conservas do que elas mais precisavam: latas de metal.
Muitas fábricas de conservas agora operam com dificuldades, estão temporariamente fechadas ou completamente abandonadas, como uma no bairro de Caigüire, contribuindo para a paisagem de ruínas de Cumaná.
A fábrica de montagem da Toyota, paralisada repetidamente por greves apoiadas pelo governo e impasses sindicais, reduziu suas operações em fases. A espiral da economia rumo à hiperinflação, há uma década, finalmente a forçou a fechar, juntamente com todo o seu ecossistema de fornecedores locais.
Com seu setor manufatureiro devastado, Cumaná agora depende, como grande parte do país, do governo da Venezuela para suas necessidades básicas. Este novo capítulo não está indo bem.
Um deslizamento de rochas em fevereiro, dentro de um túnel no reservatório que abastece Cumaná, provocou um colapso em todo o sistema. Incapazes de resolver o problema, as autoridades ordenaram um severo programa de racionamento com o objetivo de preservar a água que pudesse ser transportada por caminhão.
Cenas de caos agora acompanham a chegada desses caminhões, com moradores implorando, às vezes gritando, para que lhes seja permitido encher galões de plástico. Soldados empunhando fuzis semiautomáticos estão de prontidão para evitar confrontos.
[...]
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/06/15/de-joia-industrial-a-ruina-cidade-revela-a-decadencia-da-venezuela-ao-longo-de-27-anos-de-chavismo.ghtml
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Data da postagem: 15/06/2026, 08:19

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Arcanjo Lúcifer
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Lá como cá...
Tudo que acaba nas mãos dos piolhentos da biqueira esquerdista invariavelmente chega ao nível do esgoto em que eles vivem, são baratas que estragam tudo em que tocam.
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Data da postagem: 15/06/2026, 12:29

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Arcanjo Lúcifer
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Houve um terremoto que pode ter mais de 100 mil vítimas, não bastava viver naquela miséria patrocinada pelo Foro de São Paulo e ainda vem essa sobre a população.
Parece que pelo menos agora a ditadura acaba de vez porque não morreu só gente boa naquele inferno.
A propósito, nosso ilustre cachaceiro sempre tão disposto a perdoar dívidas de amiguinhos e mandar ajuda para os Castro já falou em mandar ajuda humanitária ou fará como nas enchentes do Sul?
Parece que pelo menos agora a ditadura acaba de vez porque não morreu só gente boa naquele inferno.
A propósito, nosso ilustre cachaceiro sempre tão disposto a perdoar dívidas de amiguinhos e mandar ajuda para os Castro já falou em mandar ajuda humanitária ou fará como nas enchentes do Sul?
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Data da postagem: 26/06/2026, 05:22

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Fernando_Silva
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https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/09/20/america-latina-desponta-como-novo-polo-global-de-exportacao-de-petroleo.ghtml
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Data da postagem: 21/09/2026, 09:18

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