
Clube Ceticismo
trechos, poesia, letras de músicas etc.
Autor: criso | Categoria: Música, Arte e Cultura | Exibições: 25065 Comentários: 15

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Fernando_Silva
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JungF
E assim lamentava o poeta:
“... uma existência que se resume entre aquele hausto do nascer em lágrimas,
e o falaz consórcio das vidas sem sentido,
e o piedoso exalar de uma morte arrependida,
melhor seria jamais tê-la vivido”.
"Quem passou pela vida em brancas nuvens
Quem passou pela vida e não sofreu
Foi espectro de homem, não foi homem
Passou pela vida, não viveu"
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Data da postagem: 23/05/2024, 09:33

Apelido:
Cinzu
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The Sound of Silence
Hello, darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence
In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a streetlamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence
And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence
Fools, said I, you do not know?
Silence like a cancer grows
Hear my words, that I might teach you
Take my arms, that I might reach you
But my words like silent raindrops fell
And echoed in the wells of silence
And the people bowed and prayed
To the neon God they made
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming
And the sign said
The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls
And whisper'd in the sounds of silence
Cover de Disturbed
Hello, darkness, my old friend
I've come to talk with you again
Because a vision softly creeping
Left its seeds while I was sleeping
And the vision that was planted in my brain
Still remains
Within the sound of silence
In restless dreams I walked alone
Narrow streets of cobblestone
'Neath the halo of a streetlamp
I turned my collar to the cold and damp
When my eyes were stabbed by the flash of a neon light
That split the night
And touched the sound of silence
And in the naked light I saw
Ten thousand people, maybe more
People talking without speaking
People hearing without listening
People writing songs that voices never share
And no one dared
Disturb the sound of silence
Fools, said I, you do not know?
Silence like a cancer grows
Hear my words, that I might teach you
Take my arms, that I might reach you
But my words like silent raindrops fell
And echoed in the wells of silence
And the people bowed and prayed
To the neon God they made
And the sign flashed out its warning
In the words that it was forming
And the sign said
The words of the prophets are written on the subway walls
And tenement halls
And whisper'd in the sounds of silence
Cover de Disturbed
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Data da postagem: 24/07/2024, 15:46

Apelido:
Cinzu
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País:
O gênio da multidão
de Charles Bukowski
Existe suficiente má fé, ódio, violência e absurdo no ser humano médio para abastecer qualquer exército em qualquer dia
E os melhores no assassinato são aqueles que pregam contra ele
E os melhores no ódio são aqueles que pregam o amor
E os melhores na guerra - finalmente - são aqueles que pregam a paz
Aqueles que pregam deus, precisam de deus
Aqueles que pregam paz, não têm paz
Aqueles que pregam paz, não têm amor
Cuidado com os pregadores
Cuidado com os conhecedores
Cuidado com aqueles que sempre leem livros
Cuidado com aqueles que detestam a pobreza
Ou são orgulhosos dela
Cuidado com aqueles que são rápidos para louvar
Pois eles precisam de louvor em troca
Cuidado com aqueles que são rápidos para censurar
Eles temem aquilo que não sabem
Cuidado com aqueles que buscam multidões
Porque eles nada são sozinhos
Cuidado com o homem médio e a mulher média
Cuidado com o seu amor, seu amor é médio
Busca o mediano
Mas existe genialidade em seu ódio
Existe genialidade suficiente em seu ódio para matar você
Para matar qualquer um
Não desejando solidão
Não entendendo solidão
Eles tentarão destruir tudo
Que for diferente do que sabem
Não sendo capazes de criar arte
Eles não entenderão arte
Eles considerarão seu fracasso como criadores
Apenas como um fracasso do mundo
Não sendo capazes de amar plenamente
Eles acreditarão que seu amor é incompleto
E então eles terão ódio de você
E seu ódio será perfeito
Como um brilhante diamante
Como uma faca
Como uma montanha
Como um tigre
Como cicuta
Sua melhor arte
de Charles Bukowski
Existe suficiente má fé, ódio, violência e absurdo no ser humano médio para abastecer qualquer exército em qualquer dia
E os melhores no assassinato são aqueles que pregam contra ele
E os melhores no ódio são aqueles que pregam o amor
E os melhores na guerra - finalmente - são aqueles que pregam a paz
Aqueles que pregam deus, precisam de deus
Aqueles que pregam paz, não têm paz
Aqueles que pregam paz, não têm amor
Cuidado com os pregadores
Cuidado com os conhecedores
Cuidado com aqueles que sempre leem livros
Cuidado com aqueles que detestam a pobreza
Ou são orgulhosos dela
Cuidado com aqueles que são rápidos para louvar
Pois eles precisam de louvor em troca
Cuidado com aqueles que são rápidos para censurar
Eles temem aquilo que não sabem
Cuidado com aqueles que buscam multidões
Porque eles nada são sozinhos
Cuidado com o homem médio e a mulher média
Cuidado com o seu amor, seu amor é médio
Busca o mediano
Mas existe genialidade em seu ódio
Existe genialidade suficiente em seu ódio para matar você
Para matar qualquer um
Não desejando solidão
Não entendendo solidão
Eles tentarão destruir tudo
Que for diferente do que sabem
Não sendo capazes de criar arte
Eles não entenderão arte
Eles considerarão seu fracasso como criadores
Apenas como um fracasso do mundo
Não sendo capazes de amar plenamente
Eles acreditarão que seu amor é incompleto
E então eles terão ódio de você
E seu ódio será perfeito
Como um brilhante diamante
Como uma faca
Como uma montanha
Como um tigre
Como cicuta
Sua melhor arte
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Data da postagem: 02/08/2024, 10:20

Apelido:
Huxley
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País:
O Deus abandona Antônio
Quando de repente, à meia-noite, você ouve
uma procissão invisível passando
com música requintada, vozes,
não lamente sua sorte que está falhando agora,
trabalho deu errado, seus planos
todos se mostrando enganosos – não os chore inutilmente.
Como alguém preparado há muito tempo e agraciado com coragem,
diga adeus a ela, a Alexandria que está partindo.
Acima de tudo, não se engane, não diga
foi um sonho, seus ouvidos te enganaram:
não se degrade com esperanças vazias como essas.
Como alguém preparado há muito tempo e agraciado com coragem,
como é certo para você que se mostrou digno deste tipo de cidade,
vá firmemente para a janela
e ouça com profunda emoção, mas não
com as lamentações, as súplicas de um covarde;
ouça - seu deleite final - as vozes,
à música requintada daquela estranha procissão,
e diga adeus a ela, à Alexandria que você está perdendo.
Reprinted from C. P. CAVAFY: Collected Poems Revised Edition, translated by Edmund Keeley and Philip Sherrard, edited by George Savvidis. Translation copyright © 1975, 1992 by Edmund Keeley and Philip Sherrard. Princeton University Press. For reuse of these translations, please contact Princeton University Press.
Fonte: https://www.onassis.org/initiatives/cavafy-archive/the-canon/the-god-abandons-antony (traduzido)
Quando de repente, à meia-noite, você ouve
uma procissão invisível passando
com música requintada, vozes,
não lamente sua sorte que está falhando agora,
trabalho deu errado, seus planos
todos se mostrando enganosos – não os chore inutilmente.
Como alguém preparado há muito tempo e agraciado com coragem,
diga adeus a ela, a Alexandria que está partindo.
Acima de tudo, não se engane, não diga
foi um sonho, seus ouvidos te enganaram:
não se degrade com esperanças vazias como essas.
Como alguém preparado há muito tempo e agraciado com coragem,
como é certo para você que se mostrou digno deste tipo de cidade,
vá firmemente para a janela
e ouça com profunda emoção, mas não
com as lamentações, as súplicas de um covarde;
ouça - seu deleite final - as vozes,
à música requintada daquela estranha procissão,
e diga adeus a ela, à Alexandria que você está perdendo.
Reprinted from C. P. CAVAFY: Collected Poems Revised Edition, translated by Edmund Keeley and Philip Sherrard, edited by George Savvidis. Translation copyright © 1975, 1992 by Edmund Keeley and Philip Sherrard. Princeton University Press. For reuse of these translations, please contact Princeton University Press.
Fonte: https://www.onassis.org/initiatives/cavafy-archive/the-canon/the-god-abandons-antony (traduzido)
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Data da postagem: 02/09/2024, 22:41

Apelido:
Fernando_Silva
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23/04/2005, 09:40
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País:
JOSÉ - Carlos Drummond de Andrade
E agora, José?
A festa acabou
A luz apagou
O povo sumiu
A noite esfriou
E agora, José?
E agora, você?
Você que é sem nome
Que zomba dos outros
Você que faz versos
Que ama, protesta?
E agora, José?
Está sem mulher
Está sem carinho
Está sem discurso
Já não pode beber
Já não pode fumar
Cuspir já não pode
A noite esfriou
O dia não veio
O bonde não veio
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou
E agora, José?
Sua doce palavra
Seu instante de febre
Sua gula e jejum
Sua biblioteca
Sua lavra de ouro
Seu terno de vidro
Sua incoerência
Seu ódio, e agora?
Com a chave na mão
Quer abrir a porta
Não existe porta
Quer morrer no mar
Mas o mar secou
Quer ir para Minas
Minas não há mais
José, e agora?
Se você gritasse
Se você gemesse
Se você tocasse
A valsa vienense
Se você dormisse
Se você cansasse
Se você morresse
Mas você não morre
Você é duro, José!
Sozinho no escuro
Qual bicho-do-mato
Sem teogonia
Sem parede nua
Para se encostar
Sem cavalo preto
Que fuja a galope
Você marcha, José!
José, para onde?
Você marcha, José, José, para onde?
Marcha José, José, para onde?
José, para onde?
Para onde?
E agora, José?
José, para onde?
E agora, José?
Para onde?
E agora, José?
José, para onde?
E agora, José?
Para onde?
E agora, José?
A festa acabou
A luz apagou
O povo sumiu
A noite esfriou
E agora, José?
E agora, você?
Você que é sem nome
Que zomba dos outros
Você que faz versos
Que ama, protesta?
E agora, José?
Está sem mulher
Está sem carinho
Está sem discurso
Já não pode beber
Já não pode fumar
Cuspir já não pode
A noite esfriou
O dia não veio
O bonde não veio
O riso não veio
Não veio a utopia
E tudo acabou
E tudo fugiu
E tudo mofou
E agora, José?
Sua doce palavra
Seu instante de febre
Sua gula e jejum
Sua biblioteca
Sua lavra de ouro
Seu terno de vidro
Sua incoerência
Seu ódio, e agora?
Com a chave na mão
Quer abrir a porta
Não existe porta
Quer morrer no mar
Mas o mar secou
Quer ir para Minas
Minas não há mais
José, e agora?
Se você gritasse
Se você gemesse
Se você tocasse
A valsa vienense
Se você dormisse
Se você cansasse
Se você morresse
Mas você não morre
Você é duro, José!
Sozinho no escuro
Qual bicho-do-mato
Sem teogonia
Sem parede nua
Para se encostar
Sem cavalo preto
Que fuja a galope
Você marcha, José!
José, para onde?
Você marcha, José, José, para onde?
Marcha José, José, para onde?
José, para onde?
Para onde?
E agora, José?
José, para onde?
E agora, José?
Para onde?
E agora, José?
José, para onde?
E agora, José?
Para onde?
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