
Clube Ceticismo
Religião e Racismo
Autor: Gigaview | Categoria: Religiões, Crenças e Mitos | Exibições: 590297 Comentários: 371

Uma coleção de textos racistas de Allan Kardec pinçados de suas obras e escritos.
(Allan Kardec, A Gênese, ed. LAKE p. 187).
“Os negros, pois, como organização física, serão sempre os mesmos; como Espíritos, sem dúvida, são uma raça inferior, quer dizer, primitiva; são verdadeiras crianças às quais pode-se ensinar muita coisa;"(Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)
“Sob o mesmo envoltório, quer dizer, com os mesmos instrumentos de manifestação do pensamento, as raças não são perfectíveis senão em limites estreitos, pelas razões que desenvolvemos. Eis por que a raça negra, enquanto raça negra, corporeamente falando, jamais alcançará o nível das raças caucásicas; mas, enquanto Espíritos, é outra coisa; ela pode se tornar, e se tornará, o que somos; somente ser-lhe-á preciso tempo e melhores instrumentos. Eis porque as raças selvagens, mesmo em contato com a civilização, permanecem sempre selvagens; mas, à medida que as raças civilizadas se ampliam, as raças selvagens diminuem, até que desapareçam completamente, como desapareceram as raças dos Caraíbas, dos Guanches, e outras. Os corpos desapareceram, mas em se tornaram os Espíritos? Mais de um, talvez, esteja entre nós”. (Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)
"O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados"
(Allan Kardec, A Gênese, ed. LAKE p. 187).
"Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?"(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
"Esses Espíritos dos selvagens, entretanto pertencem à humanidade; atingirão um dia o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante, até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados"(Revue Spirite, abril de 1863, pág. 97: Perfectibilidade da raça negra, in Allan Kardec, A Gênese, Lake _ Livraria Allan Kardec editora, São Paulo, p. 187).
“Mas, então, porque nós, civilizados, esclarecidos, nascemos na Europa antes que na Oceania? Em corpos brancos antes que em corpos negros? Por que um ponto de partida tão diferente, se não se progride senão como Espírito? Por que Deus nos isentou do longo caminho que o selvagem deve percorrer? Nossas almas seriam de uma outra natureza que a sua? Por que, então, procurar fazê-lo cristão? Se o fazeis cristão, é que o olhais como vosso igual diante de Deus; se é vosso igual diante de Deus, porque Deus vos concede privilégios? Agiríeis inutilmente, não chegaríeis a nenhuma solução senão admitindo, para nós um progresso anterior, para o selvagem um progresso ulterior; se a alma do selvagem deve progredir ulteriormente, é que ela nos alcançará; se progredimos anteriormente, é que fomos selvagens, porque, se o ponto de partida for diferente, não há mais justiça, e se Deus não é justo, não é Deus. Eis, pois, forçosamente, duas existências extremas: a do selvagem e a do homem mais civilizado.”(Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)
O exame frenológico dos povos pouco inteligentes constata a predominância das faculdades instintivas, e a atrofia dos órgãos da inteligência. O que é excepcional nos povos avançados, é a regra em certas raças. Por que isto? É um injusta preferência? Não, é a sabedoria. A natureza é sempre previdente; nada faz de inútil; ora, seria uma coisa inútil dar um instrumento completo a quem não tem meios de se servir dele. Os Espíritos selvagens são Espíritos de crianças, podendo assim se exprimir; entre eles, muitas faculdades ainda estão latentes. Que faria, pois, o Espírito de um Hotentote no corpo de um Arago? Seria como aquele que não sabe a música diante de um excelente piano. Por um razão inversa, que faria o Espírito de Arago no corpo de um Hotentote? Seria como Liszt diante de um piano que não teria senão algumas más cordas falsas, às quais seu talento jamais chegaria a dar sons harmoniosos.”(Allan Kardec, “Perfectibilidade da raça negra” Revue Spirite, Abril de 1862)
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Data da postagem: 03/03/2020, 13:57

Alguns espíritas alegam que este era o pensamento aceito até mesmo entre os cientistas na época de Kardec, mas que já foi abandonado. O problema é que, se foi transmitido por espíritos, supõe-se que, apesar de suas limitações, tinham muito mais visão das coisas que aquele povo e não deveriam ter incentivado tais ideias.
Outros acham que as coisas são assim mesmo e que é preciso aceitar. Afinal, se um dia os negros reencarnarão no corpo de europeus, então não há injustiça.
Outros acham que as coisas são assim mesmo e que é preciso aceitar. Afinal, se um dia os negros reencarnarão no corpo de europeus, então não há injustiça.
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Data da postagem: 03/03/2020, 14:28

Outro texto, lembrado pelo Anorax no tópico "Espiritismo - Temas genéricos"
(Allan Kardec, Obras Póstumas)
O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.
(Allan Kardec, Obras Póstumas)
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Data da postagem: 05/03/2020, 21:55

Cal KestisGigaviewCal KestisaronaxAllan Kardec, Obras Póstumas
"Dessas observações judiciosas, resulta que a forma dos corpos se modificam num sentido determinado, e segundo uma lei, à medida que o ser moral se desenvolve; que a forma exterior está em relação constante com o instinto e os apetites do ser moral; que quanto mais os seus instintos se aproximam da animalidade, mais a forma, igualmente, dela se aproxima; enfim, que à medida que os instintos materiais se depuram e dão lugar aos sentimentos morais, o envoltório exterior, que não está mais destinado à satisfação das necessidades grosseiras, reveste formas cada vez menos pesadas, mais delicadas, em harmonia com a elevação e a delicadeza dos pensamentos. A perfeição da forma é, assim, a
conseqüência da perfeição do Espírito: de onde se pode concluir que o ideal da forma deve ser aquela que reveste os Espíritos no estado de pureza, a que reveste os poetas e os verdadeiros artistas, porque eles penetram, pelo pensamento, nos mundos superiores.
Há muito tempo se diz que o rosto é o espelho da alma. Esta verdade, tornada axiomática, explica esse fato vulgar, que certas fealdades desaparecem sob o reflexo das qualidades morais do Espírito, e que, muito frequentemente, prefere-se uma pessoa feia dotada de eminentes qualidades, àquela que não tem senão a beleza plástica. É que essa fealdade não consiste senão nas irregularidades da forma, mas não exclui a finura dos traços necessários à expressão dos sentimentos
delicados.
Do que precede se pode concluir que a beleza real consiste na forma que mais se distancia da animalidade, e reflete melhor a superioridade intelectual e moral do Espírito, que é o ser principal. O moral influindo sobre o físico, que apropria às suas necessidades físicas e morais, segue-se: 1º que o tipo da beleza consiste na forma mais própria à expressão das mais altas qualidades morais e intelectuais; 2º que, à medida que o homem se eleva moralmente, seu envoltório se aproxima do ideal da beleza, que é a beleza angélica.
O negro pode ser belo para o negro, como um gato é belo para um gato; mas não é belo no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, seus lábios espessos acusam a materialidade dos instintos; podem bem exprimir as paixões violentas, mas não saberiam se prestar às nuanças delicadas dos sentimentos e às modulações de um espírito fino.
Eis porque podemos, sem fatuidade, eu creio, nos dizer mais belos do que os negros e os Hotentotes; mas talvez também seremos, para as gerações futuras, o que os Hotentotes são em relação a nós; e quem sabe se, quando encontrarem os nossos fósseis, não os tomarão pelos de alguma variedade de animais"
Parece-me que isto é o fino do racismo.
Esse texto é atribuído a Kardec mas não há nenhuma garantia de que tenha sido de fato ele quem escreveu. Foi encontrado junto de vários escritos de kardec onde foi feita uma compilação e lançado pelos dirigentes da Sociedade Espíritra de Paris como Obras Póstumas.
Nem os Espíritas dão muita credibilidade para essa obra.
Pode ser que não esteja assinado por Kardec, mas foi encontrado dentre seus papéis e combina muito bem com o pensamento racista encontrado em textos assinados por ele e publicados na Revue Spirite. Não adianta tampar o sol com a peneira.
Veja mais aqui: https://clubeceticismo.com.br/viewtopic.php?f=22&t=23
Primeiro que é o contrário. Esse texto vai totalmente contra o pensamento de Kardec sobre os negros em toda a obra Espírita. Em toda a obra ele combate a escravidão e o tratamento que era dado aos negros naquela época.
Segundo que alguns textos publicados na revista espírita são os mesmos que estão nessa obra. Eles só aparecem nas ultimas edições da Revista Espírita, das quais já não estavam sob o comando de Kardec.
E se não há comprovação total de que esse texto realmente pertence à kardec, definitivamente não podemos atribuir a ele.
O engraçado é que são os mesmos ateus, que pedem provas científicas e fatos comprovados de fenômenos espíritas, que costumam usar esses textos sem comprovação nenhuma contra Kardec.
Editado pela última vez por Cal Kestis em Qui Abr 09, 2020 8:01 pm, em um total de 2 vezes.
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Data da postagem: 09/04/2020, 19:59
Gigaview
Uma coleção de textos racistas de Allan Kardec pinçados de suas obras e escritos."Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?"(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
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Coleção de textos racistas de Allan Kardec ou coleção de textos mal interpretados atribuídos a Kardec?
"Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?"
(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
As outras questões são apenas kardec defendendo a raça negra contra o pensamento de época do qual classificava a raça negra como sendo eternamente destinada a inferioridade, como mostra no início do próprio texto sobre a perfectibilidade da raça negra:
"A raça negra é perfectível? Segundo alguns, a questão é julgada e resolvida negativamente. Se assim é, se essa raça é votada por Deus a uma eterna inferioridade, a consequência é que será inútil preocuparmo-nos com ela e que devemos limitar-nos a fazer do negro uma espécie de animal doméstico dedicado à cultura do açúcar e do algodão."
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Data da postagem: 09/04/2020, 20:21

Cal KestisPrimeiro que é o contrário. Esse texto vai totalmente contra o pensamento de Kardec sobre os negros em toda a obra Espírita.
Os textos publicados não evidenciam isso pois são claramente racistas.
Em toda a obra ele combate a escravidão e o tratamento que era dado aos negros naquela época.
Ainda assim ele demonstrou seu racismo, apesar da sua afirmação de que era contra a escravidão. Uma coisa não tem necessariamente nada a ver com a outra.
Segundo que alguns textos publicados na revista espírita são os mesmos que estão nessa obra. Eles só aparecem nas ultimas edições da Revista Espírita, das quais já não estavam sob o comando de Kardec.
O importa é que eles foram publicados e agora servem de evidências de racismo.
E se não há comprovação total de que esse texto realmente pertence à kardec, definitivamente não podemos atribuir a ele.
A comprovação nem é necessária para a confirmação do racismo que é evidente em outros textos, mas constava dentre seus papéis e está em sintonia com os demais textos.
O engraçado é que são os mesmos ateus, que pedem provas científicas e fatos comprovados de fenômenos espíritas, que costumam usar esses textos sem comprovação nenhuma contra Kardec.
Aqui não estamos tratando das evidências científicas de um fenômeno espírita, estamos discutindo a ideologia racista presente no espiritismo, portanto uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se tivessemos dados e evidências documentais da época talvez fosse um caso para a ciência forense. Todavia, a documentação existente é suficientemente robusta para atestar indubitavelmente que existe ideologia racista nas obras espíritas.
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Data da postagem: 09/04/2020, 20:24
GigaviewCal KestisPrimeiro que é o contrário. Esse texto vai totalmente contra o pensamento de Kardec sobre os negros em toda a obra Espírita.
Os textos publicados não evidenciam isso pois são claramente racistas.Em toda a obra ele combate a escravidão e o tratamento que era dado aos negros naquela época.
Ainda assim ele demonstrou seu racismo, apesar da sua afirmação de que era contra a escravidão. Uma coisa não tem necessariamente nada a ver com a outra.Segundo que alguns textos publicados na revista espírita são os mesmos que estão nessa obra. Eles só aparecem nas ultimas edições da Revista Espírita, das quais já não estavam sob o comando de Kardec.
O importa é que eles foram publicados e agora servem de evidências de racismo.E se não há comprovação total de que esse texto realmente pertence à kardec, definitivamente não podemos atribuir a ele.
A comprovação nem é necessária para a confirmação do racismo que é evidente em outros textos, mas constava dentre seus papéis e está em sintonia com os demais textos.O engraçado é que são os mesmos ateus, que pedem provas científicas e fatos comprovados de fenômenos espíritas, que costumam usar esses textos sem comprovação nenhuma contra Kardec.
Aqui não estamos tratando das evidências científicas de um fenômeno espírita, estamos discutindo a ideologia racista presente no espiritismo, portanto uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se tivessemos dados e evidências documentais da época talvez fosse um caso para a ciência forense. Todavia, a documentação existente é suficientemente robusta para atestar indubitavelmente que existe ideologia racista nas obras espíritas.
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Data da postagem: 09/04/2020, 20:27

Cal KestisGigaview
Uma coleção de textos racistas de Allan Kardec pinçados de suas obras e escritos."Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?"(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
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Coleção de textos racistas de Allan Kardec ou coleção de textos mal interpretados atribuídos a Kardec?"Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?"
(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
As outras questões são apenas kardec defendendo a raça negra contra o pensamento de época do qual classificava a raça negra como sendo eternamente destinada a inferioridade, como mostra no início do próprio texto sobre a perfectibilidade da raça negra:
"A raça negra é perfectível? Segundo alguns, a questão é julgada e resolvida negativamente. Se assim é, se essa raça é votada por Deus a uma eterna inferioridade, a consequência é que será inútil preocuparmo-nos com ela e que devemos limitar-nos a fazer do negro uma espécie de animal doméstico dedicado à cultura do açúcar e do algodão."
Está mais do que claro que isso é racismo em qualquer época. Qualquer tentativa de provar o contrário é mero exercício de malabarismo intelectual.
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Data da postagem: 09/04/2020, 20:28
GigaviewCal KestisGigaview
Uma coleção de textos racistas de Allan Kardec pinçados de suas obras e escritos."Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?"(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
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Coleção de textos racistas de Allan Kardec ou coleção de textos mal interpretados atribuídos a Kardec?"Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica? Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão ?"
(Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 127).
As outras questões são apenas kardec defendendo a raça negra contra o pensamento de época do qual classificava a raça negra como sendo eternamente destinada a inferioridade, como mostra no início do próprio texto sobre a perfectibilidade da raça negra:
"A raça negra é perfectível? Segundo alguns, a questão é julgada e resolvida negativamente. Se assim é, se essa raça é votada por Deus a uma eterna inferioridade, a consequência é que será inútil preocuparmo-nos com ela e que devemos limitar-nos a fazer do negro uma espécie de animal doméstico dedicado à cultura do açúcar e do algodão."
Está mais do que claro que isso é racismo em qualquer época. Qualquer tentativa de provar o contrário é mero exercício de malabarismo intelectual.
Cara, seu desejo é muito forte de atribuir esse suposto racismo a kardec. Vai tratar isso.
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Data da postagem: 09/04/2020, 20:30

Cal KestisGigaviewCal KestisPrimeiro que é o contrário. Esse texto vai totalmente contra o pensamento de Kardec sobre os negros em toda a obra Espírita.
Os textos publicados não evidenciam isso pois são claramente racistas.Em toda a obra ele combate a escravidão e o tratamento que era dado aos negros naquela época.
Ainda assim ele demonstrou seu racismo, apesar da sua afirmação de que era contra a escravidão. Uma coisa não tem necessariamente nada a ver com a outra.Segundo que alguns textos publicados na revista espírita são os mesmos que estão nessa obra. Eles só aparecem nas ultimas edições da Revista Espírita, das quais já não estavam sob o comando de Kardec.
O importa é que eles foram publicados e agora servem de evidências de racismo.E se não há comprovação total de que esse texto realmente pertence à kardec, definitivamente não podemos atribuir a ele.
A comprovação nem é necessária para a confirmação do racismo que é evidente em outros textos, mas constava dentre seus papéis e está em sintonia com os demais textos.O engraçado é que são os mesmos ateus, que pedem provas científicas e fatos comprovados de fenômenos espíritas, que costumam usar esses textos sem comprovação nenhuma contra Kardec.
Aqui não estamos tratando das evidências científicas de um fenômeno espírita, estamos discutindo a ideologia racista presente no espiritismo, portanto uma coisa não tem nada a ver com a outra. Se tivessemos dados e evidências documentais da época talvez fosse um caso para a ciência forense. Todavia, a documentação existente é suficientemente robusta para atestar indubitavelmente que existe ideologia racista nas obras espíritas.
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O que especificamente?
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Data da postagem: 09/04/2020, 20:30

Cal KestisCara, seu desejo é muito forte de atribuir esse suposto racismo a kardec. Vai tratar isso.
Os meus desejos não estão em discussão.
Os textos são claros, não deixam dúvida.
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Data da postagem: 09/04/2020, 20:33