
Clube Ceticismo
Reflexões antimaterialistas
Autor: criso | Categoria: Origens e Evolução | Exibições: 48050 Comentários: 15

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Cinzué tudo corpóreo também. Som é basicamente energia; energia cinética que agita as moléculas de ar com determinada frequência e intensidade até atingir o tímpano, que vibra com a mesma frequência, onde o cérebro transforma essa energia mecânica em elétrica, e a interpreta por meio de sinais eletroquímicos. As sensações que sentimos são interpretações de nosso cérebro sobre esse som, e só fazem sentido para nós humanos. Geralmente os ruídos, são sons desordenados (escapes de motos, roncos de motores e barulhos aleatórios no geral), e nossa mente durante a percepção de barulhos precisa adaptar-se aos sons que são emitidos, por isso variações bruscas de intensidades e frequências causam desconforto, simplesmente porque nós não conseguimos nos adaptar aos padrões e prever a continuidade do barulho.A ciência revela os mecanismos envolvidos em nosso contacto com a realidade principalmente através dos cinco sentidos. Procede de forma geral com outros fenômenos correlatos como o cansaço, a dor, o sono, a fome, etc.
Sempre uma causa física que se irradia numa série de processos eletro-químicos alcançando o cérebro ou partindo dele.
No caso do som, bem explicado acima, alcançamos o ponto em que o cérebro através daqueles processos interpreta os impulsos nervosos como um som.
Mas daí em diante há um hiato pois afirma que cérebro cria a emoção que o som (uma música por exemplo) é capaz de produzir.
O mesmo ocorre com a decodificação de processos luminosos formando imagens que em seguida nos fazem recordar fatos do passado, ou causam tristeza, ou admiração, etc.
O cérebro, como um transdutor, lida com os impulsos nervosos que recebe e os decodifica, mas a mente, essa entidade abstrata, misteriosa, é quem faz o trabalho de transformar as informações eletro-químicas em diferentes emoções.
A pergunta seria: o que é a mente, afinal?
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Data da postagem: 18/04/2020, 00:54

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Cinzu
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A mente humana é de fato muito complexa. E é incrível que na tentativa de respondermos tantos questionamentos acerca do mundo, a resposta muitas vezes está dentro de nós, isto é, na nossa mente. Entendê-la nos ajuda a compreender questões como "por que uma sinfomia de Bethoven nos inspira, enquanto as batidas de martelo do vizinho nos causam angústias". E o mesmo vale para imagens, cheiros paladares, gostos, preferências. É como se tivéssemos um universo ainda inexplorado dentro de nós.
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Data da postagem: 18/04/2020, 01:41

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criso
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Cinzu
A mente humana é de fato muito complexa. E é incrível que na tentativa de respondermos tantos questionamentos acerca do mundo, a resposta muitas vezes está dentro de nós, isto é, na nossa mente. Entendê-la nos ajuda a compreender questões como "por que uma sinfomia de Bethoven nos inspira, enquanto as batidas de martelo do vizinho nos causam angústias". E o mesmo vale para imagens, cheiros paladares, gostos, preferências. É como se tivéssemos um universo ainda inexplorado dentro de nós.
Boa reflexão, Cinzu.
Para mim, a resposta sobre a sinfonia é autoevidente.
Nós muito intuitivamente, ao ouvir, reconhecemos os padrões da harmonia
que são, em última instância, matemáticos.
Como também o fazemos quando contemplamos uma bela
escultura, arquitetura ou quadro.
É porque temos princípios análogos.
Nós reconhecemos ali uma causa ativa e inteligente
que imprimiu sua "perfeição", sua "ordem" sobre a matéria caótica.
Não muito diferente da maneira como intuímos um Grande Arquiteto do Universo.
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Data da postagem: 18/04/2020, 17:58
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Frencisco Toucinho
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Sobre o ponto 1:
Criso está certo, do ponto de vista materialista não há livre-arbítrio, mesmo. A extensão do argumento está errada, entretanto. Não podemos imputar à liberdade de escolha o caráter moral de um comportamento. Não há escolha entre a estupidez e a inteligência, como já disse em outro tópico. Tudo que fazemos busca ser correto, embora nem sempre tenhamos encontrado a solução para a situação.
Desde o passado evolutivo da humanidade tudo mudou, incluindo nossos conceitos morais. A pedra lascada foi substituída pela espada, esta pelo arco, o arco pela pólvora e chegamos até os mísseis intercontinentais. Da mesma forma, em termos morais, tivemos algumas lições de comportamento social adequado. Saímos da selvageria para a lei de Talião, desta para o contrato social, até alcançarmos a tolerância liberal moderna.
A Moral, como qualquer campo de estudo, teve suas descobertas e desenvolvimentos. Quando tiver a oportunidade vou tentar abrir um tópico aproximando a ética da ciência, dum ponto de vista laico. Assim vocês me ajudam, caso tenha alguma ideia obscura.
Criso está certo, do ponto de vista materialista não há livre-arbítrio, mesmo. A extensão do argumento está errada, entretanto. Não podemos imputar à liberdade de escolha o caráter moral de um comportamento. Não há escolha entre a estupidez e a inteligência, como já disse em outro tópico. Tudo que fazemos busca ser correto, embora nem sempre tenhamos encontrado a solução para a situação.
Desde o passado evolutivo da humanidade tudo mudou, incluindo nossos conceitos morais. A pedra lascada foi substituída pela espada, esta pelo arco, o arco pela pólvora e chegamos até os mísseis intercontinentais. Da mesma forma, em termos morais, tivemos algumas lições de comportamento social adequado. Saímos da selvageria para a lei de Talião, desta para o contrato social, até alcançarmos a tolerância liberal moderna.
A Moral, como qualquer campo de estudo, teve suas descobertas e desenvolvimentos. Quando tiver a oportunidade vou tentar abrir um tópico aproximando a ética da ciência, dum ponto de vista laico. Assim vocês me ajudam, caso tenha alguma ideia obscura.
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Data da postagem: 21/06/2020, 14:19
Apelido:
Frencisco Toucinho
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criso
3.em um universo completamente darwinista, determinista, materialista e cujo grande fim amoral não passe da preservação genética, como se explica a magnitude de atos como uma renúncia abnegada, um perdão autêntico, amor genuíno, ou a morte por um ideal/valor como o martírio dos revolucionários e dos primeiros cristãos?
Você já bateu o carro? Eu já. Obviamente não bati de propósito. Na hora parecia a direção sensata a tomar. Mesmo assim, ocorreu o acidente. Da mesma forma os mártires tomam posições políticas radicais, que acabam levando ao descontentamento do governante. Este muitas vezes não vê outra possibilidade senão encarar o ideólogo como um criminoso comum. Houve um acidente. Acho que a grande questão de fundo nesse contexto seria:
É possível uma moral sem sacrifício?
Acho que sim. Aliás, acho que boa parte da moral consiste em EVITAR a morte, o luto, e o sacrifício.
Já que levantou a tumba da reflexão poderia responder a questão:
O sacrifício é necessário? Sob quais circunstâncias?
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Data da postagem: 21/06/2020, 14:31