
Clube Ceticismo
Pergunte a um Teísta
Autor: Humanista | Categoria: Ceticismo | Exibições: 14967 Comentários: 22

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Perfeito :!:
Na tradução de Sacy, na qual ele se baseou pra estruturar o ESE:
:-BD
Na tradução de Sacy, na qual ele se baseou pra estruturar o ESE:
juſqu'à un ſeul iota, & à un ſeul point.
:-BD
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Data da postagem: 03/05/2026, 17:16
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Até alguma prova em contrário, as coisas se sucedem dentro do... cérebro :-BD
O cérebro, enquanto objeto extenso e como parte do mundo objetivo, é construído "retroativamente" (numa observação retrospectiva lançada pela consciência), assim como os cadáveres. Sendo que esse observar, em si mesmo, antecede estruturalmente ambos cadáver/cérebros ("coisas aparecentes"). Dizer que esses objetos (cadáver/cérebro) são a raiz do aparecer, é atribuir ao condicionado a sua própria condição. A condição do visto é o ver, e não o contrário. Pois isso te obrigaria a derivar sensibilidade de agregados insensíveis. Se todo elo da cadeia inteira é pura insensibilidade, como seu encadeamento resultará no sensível? Eu concordo que, sim, há correspondência e correlação entre experiências fenomenais e estados cerebrais, mas, assim como os hormônios não são a experiência imediata das emoções que eles representam, do mesmo modo, os sentimentos não podem ser reduzidos a reações químicas. Existe uma irredutibilidade que cria uma dualidade intransponível: cadáveres-cérebros pertencem ao domínio do "visto" (podem ser quantificados, pesados e medidos), mas essa "ordem do visível" (na qual eles surgem) já é algo que só se passa dentro de um campo de experiência, ou seja, ela pressupõe já lá o aparecer do aparecer. O aparecido é interior à manifestação, não pode fundá-la. É encontrado no regime do "já-manifesto". A questão é a própria presença da manifestação enquanto manifestação, do sentir como tal. Nenhuma subjetividade é revelada em ressonâncias magnéticas ou exames bioquímicos. A imagem do neurônio só te dá mais e mais imagens (representações objetificadas). A exterioridade não penetra na interioridade, não revela nada do mundo interior. Só aponta para outros exteriores. A objetividade só te dá mais e mais objetividade. Mas essa mesma objetividade, enquanto tal, só se dá a conhecer no (e por meio do) sentir! Sentir esse que é invisível e subjetivo. Você pôs o aparecer dentro de uma coisa que só aparece depois que o aparecer em-si já está dado.
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Data da postagem: 03/05/2026, 21:03