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Os erros do ceticismo científico
Autor: Ricardo | Categoria: Ceticismo | Exibições: 11756 Comentários: 14

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Gabarito
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Gorducho
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:o :-BD [/Off_topic]
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Caso deseje, use a Área de Testes para experimentar e praticar o uso de Latex lá, da forma como eu descrevi na postagem anterior.
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Data da postagem: 11/11/2024, 10:29

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Huxley
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CinzuDr. Gorducho
Mas eu entendo que os citados Newton, Einstein, Darwin, Bohr seguiram sim essa sequência científica metodologicamente.
Os citados seguiam processos investigativos que antecedem o método científico moderno. O rigor atualmente exigido pela academia ao qual me refiro vai muito além do padrão genérico Observação > Formulação de hipótese > Testes. Esse processo pode ser seguido até mesmo por invenções tecnológicas informais de fora da academia.
O que destaco aqui, é que apesar das descobertas científicas poderem envolver intuição e especulação, para ser considerado científico deve ser publicado em periódicos especializados seguindo normas específicas da revista, onde será revisado por pares. Neste processo, o artigo deve ser apresentado de forma sistemática, precisa e rigorosa.
Por exemplo: o escrito deve estar estruturado em introdução, metodologia, resultados, discussão e conclusão, além de ser detalhado de modo a garantir a reprodutibilidade. Cada afirmação deve ser devidamente justificada ou referenciada com base em outros estudos. E se for um estudo amostral, deve ainda atender a critérios como randomização¹, método duplo-cego² e controle de viés³.
Esse padrão de normatização e formalismo não existia no passado. As descobertas científicas geralmente eram publicadas em forma de livros ou manuscritos. Era um processo mais informal, onde as explicações estavam mais sujeitas a subjetividades.
¹Estudo randomizado: é um tipo de estudo experimental que utiliza um método aleatório para distribuir os participantes em grupos de comparação.
²Método duplo-cego: é um método de pesquisa que oculta informações sobre o produto ou intervenção do participante e do avaliador. Ele é usado em ensaios clínicos e avaliações por pares.
³Controle de viés de seleção: envolve métodos para garantir que a escolha dos participantes ou das amostras não influencia os resultados, como por exemplo, o uso de critérios de inclusão e exclusão claramente definidos.
Muitas pessoas aparentemente não sabem que diversas conclusões científicas não são sustentadas por tais métodos até hoje…
Huxley:
Existem experimentos científicos de controle (em que as variáveis devem ser separadas) que demonstrem que paraquedas funcionam para salvar vidas de pessoas que saltam de muito alto?
ChatGPT:
Se estivermos falando de “experimentos científicos de controle” no sentido estrito — como ensaios clínicos randomizados, com grupo de tratamento (paraquedas) e grupo de controle (sem paraquedas) — a resposta é basicamente não… pelo menos não em situações de grande altura e risco real.
Isso é por motivos óbvios de ética e segurança: ninguém autorizaria um estudo controlado em que pessoas saltassem de grandes altitudes sem paraquedas para “testar” se o equipamento salva vidas.
Mas existe um caso curioso que ficou famoso na literatura científica:
Smith & Pell (2003) publicaram no BMJ um artigo satírico intitulado “Parachute use to prevent death and major trauma related to gravitational challenge: systematic review of randomised controlled trials”.
Eles observaram que não existiam ensaios clínicos randomizados provando a eficácia de paraquedas, apenas evidências observacionais e consenso lógico.
A brincadeira era criticar o excesso de rigidez metodológica em medicina, mostrando que para alguns fenômenos, a plausibilidade física e a observação empírica são suficientes.
Mais tarde, em 2018, pesquisadores realmente fizeram um ensaio clínico randomizado com paraquedas (Yeh et al., BMJ), mas:
Os voluntários saltaram de aviões e helicópteros parados no solo ou voando muito baixo (poucos metros).
Resultado: não houve diferença entre os grupos, porque a altura não oferecia risco.
O estudo serviu de sátira para mostrar que extrapolar resultados de experimentos mal desenhados é perigoso.
Então, em resumo:
Não existem experimentos controlados reais em altura perigosa.
A eficácia de paraquedas é sustentada por física básica, registros históricos e observação empírica de milhões de saltos — não por ensaios randomizados de alto risco.
Se quiser, posso te mostrar alguns casos históricos e análises físicas que sustentam essa conclusão mesmo sem experimento formal. Quer que eu faça isso?
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Data da postagem: 10/08/2025, 22:50

Apelido:
Cinzu
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País:
Huxley
Existem experimentos científicos de controle (em que as variáveis devem ser separadas) que demonstrem que paraquedas funcionam para salvar vidas de pessoas que saltam de muito alto?
99.9% dos prédios e pontes também não passam por testes experimentais antes de serem carregados e utilizados.
O mais curioso disso tudo é que não existe uma fórmula mágica universal de se fazer ciência. Há, claro, as tentativas de padronização e normatização de conceitos gerais. Mas no fim das contas, cada área e especialidades fazem ciência do seu jeito.
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Data da postagem: 16/09/2025, 23:13
Apelido:
Tutu
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Quer dizer ceticismo radical, porque assim não acredita em nada, nem no oposto.
3 (Falácias lógicas) e 4 (Viés de confirmação) não são ceticismo.
3 (Falácias lógicas) e 4 (Viés de confirmação) não são ceticismo.
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Data da postagem: 19/09/2025, 20:44