Clube Ceticismo
Muro das Lamentações
Autor: eremita | Categoria: Papo Furado | Exibições: 1357 Comentários: 13
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Tópico para lamentar a unha encravada, choramingar sobre a morte da bezerra, reclamar do bolo que batumou, e tudo o mais.

Começo eu: não acho que minha gata de 18 anos tenha mais muitos anos de vida. Ainda tá saudável, mas tem todos os sinais de gato idoso. Fico preocupado com ela, sabem? A gente faz de tudo pelo bicho, até chlep no póps (ela adora tapinhas no traseiro), mas velhice não tem cura.
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Detesto dar carona

Conheço muita gente que adora dar carona. Gostam de ter alguém com quem conversar, gostam de saber que terão ajuda em caso de enguiço ou pneu furado. Só que nem todo mundo é assim. Eu, por exemplo.

Quando dirijo, principalmente se o caminho é bem conhecido, mergulho em meus pensamentos e me desligo do mundo, a ponto de nem me lembrar do trajeto mais tarde. Ou então vou ouvindo música.

Com um carona, entretanto, sou obrigado a dar atenção a alguém. Perco minha privacidade e não posso me desligar e relaxar.

O carona insiste em puxar papo, em geral sobre assuntos que não me interessam, ainda que eu responda apenas com monossílabos para ver se ele se manca.

Eu não me ofereço para dar carona, são eles que se impõem. E, pelo seu comportamento, parece até que estão me fazendo um grande favor:

-Nunca aparecem na hora marcada. Se o combinado é 07:00, aparecem na maior tranquilidade às 07:20, dizendo que havia um grande engarrafamento no caminho. Só que isto acontece todos os dias e eles já deveriam saber que era para sair de casa mais cedo.

-Pior ainda se é você que tem que passar pela casa deles: nunca estão a postos na hora combinada e você tem que esperar em lugares inseguros ou se arriscando a uma multa, além de ser xingado por atrapalhar o trânsito e bloquear portas de garagem. E aparecem calmamente, falando ao celular, fazendo você se sentir como se fosse o motorista deles.

-O mesmo acontece na hora de voltar para casa: quando todo mundo já foi embora e só resta você no estacionamento, lá vêm eles dizendo que tiveram que atender a uma ligação de última hora ou que o chefe os segurou até mais tarde.

-Querem descer nos lugares mais inconvenientes, obrigando você a sair de seu trajeto e esperar com ônibus acelerando atrás de você ou carros buzinando enquanto eles recolhem seus cacarecos sem pressa. E depois tem que fazer malabarismos para retornar à sua pista (de onde nunca deveria ter saído).

-Querem abrir a janela ("Não gosto de viajar de janela fechada", dizem, como se fosse o gosto deles que importasse).

-Chegam fedendo a suor ou cigarro e empesteiam tudo. Alguns ainda têm a cara de pau de perguntar se podem fumar.

-Tossem, espirram, pigarreiam, batucam, cantarolam. Parecem ter horror ao silêncio.

-Caronas me obrigam a tirar as coisas do banco do passageiro, onde estão à mão, e passar tudo para o banco de trás, onde vão se perder no meio de outras coisas.

-Caronas pesam. E seu peso reduz o desempenho do carro, desgasta a suspensão e os pneus e aumenta o consumo de combustível, mas nunca lhes ocorre ajudar quando você vai abastecer, mesmo que tenham sido um peso morto a bordo por semanas a fio.

-Querem que você ligue o som quando você está a fim de silêncio. Se você liga, reclamam do seu gosto ou começam a puxar assunto sobre o que você está ouvindo (impedindo-o de ouvir...). Se há mais de um chato, conversam entre si. Se você aumenta o volume para tentar ouvir alguma coisa, falam mais alto ainda para abafar (motivo pelo qual não ligo mais o som quando tenho caronas).

-Caronas insistem em mexer em tudo: na posição do banco, na regulagem da ventilação, abrem e fecham a janela, dão puxões violentos no cinto de segurança e acabam estragando alguma coisa. Claro que nunca se oferecem para lhe pagar: "Pô, foi mal, aí. Ih, lá vem meu ônibus, tchau!".

Mas será que não há no mundo alguém que você gostaria de ter a seu lado? Claro que sim, só que:

-Já tem carona.

-Já tem carro.

-Mora em outro bairro ou o horário é diferente.

Pode ser que um dia, finalmente, aquela pessoa especial precise da sua carona. Instantaneamente, algum chato se materializa do nada, dizendo: "Aí, hoje eu vou com você!".

Note que ele não pergunta se pode ir, ele afirma que vai, confortável na intimidade que julga ter conquistado com as outras vezes em que estragou sua viagem.

E vai tratar de exibir esta intimidade ao longo do trajeto, se metendo na conversa, se comportando como se seu carro fosse a casa dele.

Não adianta reclamar, não adianta dizer, explicitamente, o que você pensa dele. Chatos são imunes a críticas. Vão rir na sua cara e responder, sorridentes: "Eu sei que você não está falando de coração! Você sente a minha falta!"

Aaaarrghh!!
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Fernando Silva-Nunca aparecem na hora marcada. Se o combinado é 07:00, aparecem na maior tranquilidade às 07:20, dizendo que havia um grande engarrafamento no caminho. Só que isto acontece todos os dias e eles já deveriam saber que era para sair de casa mais cedo.

Isso me enche de raiva. Não dou carona (nem tenho carro — a visão não permite), mas odeio esse povo que sempre chega atrasado.

7:00 é 7:00. Se há chance razoável de pegar engarrafamento, sai um pouco mais cedo.

"Não tem como sair mais cedo" — então combina às 7:20 cazzo.

"Ah mas ia gastar muito do meu tempo" — ah tá, o tempo da belezoca vale ouro, mas o dos outros é lixo imundo, né???

"Ah, mas foi um imprevisto de verdade" — então avisa que vai atrasar-se, e pede desculpas. Outra coisa, 5min de atraso é tolerável, passou disso e tá chamando o outro de otário.
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Data da postagem: 17/09/2026, 15:11
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Lamento ter que lidar com gente cujas ações demonstram terem outras prioridades do que alegam.
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Data da postagem: 18/09/2026, 19:55
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Por que prefiro viajar sozinho

Sei que há muita gente gregária, que precisa ter alguém a seu lado a maior parte do tempo, gente que tem horror a ficar só consigo mesma, diante de seus próprios pensamentos.

Para estes, viajar tem que ser em grupo, comentando tudo o que vê com os outros. Sua viagem só tem valor se alguém mais estiver lá para testemunhar o fato. Suponho até que alguns fiquem desorientados ao se ver sós numa cidade estranha, sem ninguém para tomar a iniciativa de ir a algum lugar, fazer alguma coisa. Provavelmente correrão para o primeiro telefone que encontrarem e ligarão para casa.

Minhas melhores viagens foram aquelas que eu fiz sozinho. Eu fui aonde quis, na hora em que quis, para ver ou fazer o que quis, pelo tempo que quis. Foram as MINHAS viagens, não as viagens dos outros em que, por acaso, eu estava presente.

Quando tive que viajar acompanhado, meus interesses eram sempre considerados "uma chatice, não sei que graça você acha nisto, vamos embora!". E lá ia eu ver o que os outros queriam, em geral alguma bobagem tipo "armadilha para turista" ou comprar bugigangas ou "recuerdos" cafonas.

Se você está com pressa, os outros são moles, se você quer fazer as coisas com calma, os outros são uns apressadinhos que enjoam de qualquer coisa após 2 minutos.

Se você acorda na hora marcada, os outros só aparecem uma hora depois, na maior cara de pau. Se você quer dormir mais um pouco e acordar sem pressa, os outros se levantam de madrugada e lhe chamam de preguiçoso.

Na hora do café da manhã, eles insistem em que todos devem ficar juntos: se você come pouco, tem que esperar que os outros acabem de se empanturrar com tudo o que há no buffet. Se você quer saborear com calma, provar um pouco de cada coisa, os outros ficam lhe apressando.

E sorte sua se os quartos forem separados, porque seu companheiro de quarto necessariamente ronca. Se você gosta de dormir cedo, ele vai assistir a tudo o que é besteira na TV até de madrugada. Ou vai chegar tarde da noite, acender todas as luzes e fazer o máximo de barulho antes de se deitar - e começar a roncar.

Se é você que quer ficar até tarde vendo alguma coisa boa na TV, vai se sentir mal por estar incomodando o outro. Se você toma banho primeiro, ele vai ficar batendo na porta, impaciente. Se ele vai primeiro, você encontrará um banheiro alagado, com toalhas encharcadas no chão.

Você leva uma bagagem mínima e espalha o mínimo possível suas coisas pelo quarto. Ele leva malas e mais malas e ocupa todos os espaços disponíveis. Na hora de ir embora, sua mala fica pronta em minutos, enquanto ele perde um tempão para guardar tudo e procurar as coisas que esqueceu onde deixou.

Falando em malas, sua experiência lhe mostra que não é necessário levar muita coisa e que malas são difíceis de carregar em aeroportos, para dentro e fora de trens que estão sempre na outra plataforma e prestes a partir, para dentro e fora de táxis e hotéis. Mas vai acabar carregando as malas dos outros - ou fazer papel de antipático. E não apenas as malas, mas a cacarecada que os outros insistem em comprar, em geral coisas que existem pelo mesmo preço e até com melhor qualidade em casa (mas não são "importadas"...).

Se não conseguir se desvencilhar dos outros, vai passar a maior parte da viagem dentro de lojas, aguardando que eles se decidam entre várias coisas igualmente idiotas e desnecessárias, que eles estão comprando para eles e também por encomenda de toda a família e dos amigos. Aliás, nunca divulgue suas viagens, ou vai ter que perder seu tempo com encomendas em geral dificílimas de achar (e ai de você se comprar errado) ou, novamente, bancar o antipático.

Menos mal se você viaja com gente experiente, ainda que chata, caso contrário, prepare-se para micos e vexames, ainda mais se você tiver que bancar o tradutor a cada instante e não puder deixar a pessoa sozinha. Já viajei com gente que falava alto demais (tudo bem se for na Itália), que insistia em fotografar outras pessoas dentro de restaurantes ou na rua, gostassem elas ou não, que parava em saídas de Metrô, deslumbrada com a vista, e começava a filmar tudo, ignorando o incômodo que causava à multidão que mantinha retida atrás de si.

Ou insistia em mostrar ao mundo "a incrível musicalidade do povo brasileiro", como diz o João Ubaldo Ribeiro, e queria se enturmar onde quer que chegasse, confiante em que sua condição de brasileiro o tornaria automaticamente simpático e bem-vindo.

Dica: se você é um destes chatos, dê preferência a gente idosa. São solitários em qualquer lugar do mundo e tendem a receber bem quem quer que lhes dê atenção.

Resultado: em vez de se divertir, você acabará trabalhando como babá de adultos, tradutor e carregador de malas dos outros, além de alvo de reclamações por suas "manias" e antipatizado por não se mostrar sempre feliz e radiante e tentar se afastar dos outros.

E, ao voltar para casa, os outros contarão histórias incríveis sobre as trapalhadas que você teria feito, suas esquisitices e seu mau humor. Ou, como já me aconteceu, anunciarão a todos que, graças a eles, aquela foi a melhor viagem que você já fez.
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Por que prefiro viajar sozinho


Tudo isso e mais, sou um sujeito de poucos amigos porque gosto de ficar sozinho, odeio programa em que precise estar no lugar X na hora Y o que inclui quase tudo que eu lembre, mais o inferno de pegar fila na porta de entrada, na hora de comprar algo para comer, para usar o WC de algum evento cheio de gente e uma coisa particularmente irritante é a proximidade de crianças com menos de dez anos de idade, chego ao ponto de sair do trem (Trabalho em estações de trens todo dia, uso a trabalho no caminho de casa) quando há mais que uma no mesmo espaço em que estou. Sério, eu saio do trem e espero o próximo mesmo que ela esteja quieta.

A exceção é o fliperama que ainda frequento sempre que tem evento público, de resto só vou a lugar que não tenha fila, muita gente, horário para chegar e começar.
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Tudo isso e mais, sou um sujeito de poucos amigos porque gosto de ficar sozinho, odeio programa em que precise estar no lugar X na hora Y o que inclui quase tudo que eu lembre, mais o inferno de pegar fila na porta de entrada, na hora de comprar algo para comer, para usar o WC de algum evento cheio de gente e uma coisa particularmente irritante é a proximidade de crianças com menos de dez anos de idade, chego ao ponto de sair do trem (Trabalho em estações de trens todo dia, uso a trabalho no caminho de casa) quando há mais que uma no mesmo espaço em que estou. Sério, eu saio do trem e espero o próximo mesmo que ela esteja quieta.

A exceção é o fliperama que ainda frequento sempre que tem evento público, de resto só vou a lugar que não tenha fila, muita gente, horário para chegar e começar.

Por isso também não vou ao cinema. Não gosto de horários fixos, de não poder interromper no meio, não gosto de ter que sair de casa para ir até o cinema nem de fila para comprar ingresso..

E não gosto de gente que fica o filme todo no celular, ou conversando ou comendo sem parar. Tem sempre um chato que chega com comida para uma semana, mas ela acaba no meio da sessão, daí ele levanta (atrapalhando todo mundo que quer ver o filme) e depois volta com outro carregamento.
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Sei lá, moro em São Paulo e o tipo de vida que tive nos meus quase 58 anos nesse inferno amaldiçoado me fez evitar contato com outras pessoas a qualquer custo, eu peguei aversão a lugar cheio de gente.

Faltam uns poucos anos para me aposentar, meu projeto de vida é comprar um Fusca para reformar se tiver tempo livre de sobra e tudo sair nos conformes, ou talvez comprar uma Taito e só.

O fim do velho Lúcifer é esse.
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Sei lá, moro em São Paulo e o tipo de vida que tive nos meus quase 58 anos nesse inferno amaldiçoado me fez evitar contato com outras pessoas a qualquer custo, eu peguei aversão a lugar cheio de gente.

Faltam uns poucos anos para me aposentar, meu projeto de vida é comprar um Fusca para reformar se tiver tempo livre de sobra e tudo sair nos conformes, ou talvez comprar uma Taito e só.

O fim do velho Lúcifer é esse.
Tô com 40 e não muito diferente disto. Trabalho em casa, meus passatempos maiores são cozinhar e assistir anime, desisti de relacionamentos românticos (depois de 9001 que não deram certo, incluindo dois noivados)... troca o Fusca por LPAJ (luz para agradar jacu) no computador, São Paulo por Curitiba, e eis minha vida.
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Outra coisa pela qual peguei aversão, ficar atrelado a outra pessoa.
Nunca fui casado, não tenho filhos porque não passaria duas semanas casado com alguém e a partir daí é só pensão e problemas.

Sou anti social mesmo e não estou nem aí.
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Detesto fila de supermercado

Filas de supermercado são um bom lugar para se observar a estupidez humana em ação.
Espertinhos, egoístas, retardados, esclerosados, tem de tudo.
Eis algumas das coisas que me irritam profundamente:

- O cara chega e entra na fila com um carrinho vazio. Enquanto isto, um parente vai pegando as mercadorias e trazendo até ele. A outra opção é botar um parente em cada fila e, quando um chegar ao caixa, os outros vão para lá com as (muitas) compras. Aquela fila que você escolheu porque as pessoas na frente tinham pouca coisa agora vai demorar muito.

- O cara larga o carrinho na fila e diz "Estou atrás de você". Daí some e, enquanto não volta com as compras, quem chegou depois tem que empurrar o carrinho dele também.

- Idem acima, só que nem carrinho ele deixa. Quando o "esperto" retorna, você é constrangido a confirmar que ele "estava lá". Torço sempre para chegar logo no caixa e ele não ter como furar a fila ao voltar.

- O cara enche o carrinho de porcarias. Simplesmente vai vendo e pegando. Quando se aproxima dos caixas, percebe que não terá como pagar e larga os supérfluos pelas gôndolas, sem se preocupar em devolver cada item ao lugar original. E tome de carne moída estragando no meio do material de limpeza ou o sorvete derretendo na prateleira do feijão. Alguns FDP, ainda por cima, escondem a mercadoria no fundo da prateleira, por trás de outras coisas, e o resultado é que os funcionários talvez só descubram no dia seguinte.

- O cara enche o carrinho de porcarias e, depois de registrar tudo e descobrir que não tem como pagar (obrigando o caixa a chamar a supervisora para cancelar a porcaria da compra), começa a negociar o que vai levar, por tentativas, até caber no que ele tem no bolso. Se estiver com crianças, pior ainda, pois elas vão gritar e chorar à medida em que biscoitos, yogurtes com nomes idiotas e salgadinhos gordurosos forem descartados: "Uáááá, eu queeero! Uáááá!"

- O cara, por acidente, destrói uma mercadoria. Em vez de botá-la no carrinho para pagar por ela, sai de fininho.

- O cara fica parado, de braços cruzados, enquanto a caixa registra trocentos itens. Só então ele se mexe para embalar tudo, cuidadosamente (e lentamente) separando legumes numa sacola, frutas em outra, laticínios em mais outra etc.. Claro que ele insiste em enfiar uma sacola dentro de outra e, como se atrapalha todo para fazer isto, leva um tempão.

- O cara já pagou, mas, em vez de sair fora para dar lugar ao próximo ou, pelo menos, se afastar um pouco, fica lá parado embalando suas porcarias ou guardando o troco, o cartão e a notinha, segurando a fila toda porque a caixa não pode atender ao próximo.

- O cara primeiro embala tudo, demorando bastante, enquanto a caixa fica lá parada esperando. Só então ele pergunta quanto foi e começa a procurar o cartão ou o dinheiro, que está sempre dentro de algum envelope, guardado dentro de uma bolsa, no fundo de outra bolsa, em vez de já ter tudo pronto na mão.

- O cara paga uma merreca com nota de 100 reais. A caixa nunca tem troco e a fila tem que esperar até que, finalmente, apareça um funcionário. Em geral, o próximo da fila faz a mesma coisa.

- O cara é desmemoriado e tem que catar na bolsa ou na carteira um papelzinho com a senha. Já vi caso de a pessoa telefonar para alguém para perguntar qual era. Claro que esse alguém também não sabia e teve que procurar em algum lugar, demorando bastante.

- O cara se atrapalha e digita errado várias vezes. Já vi uma senhora idosa olhando o papel com a senha, digitando um algarismo, olhando o papel de novo, digitando mais um algarismo, olhando o papel de novo etc.
Não funcionou, a caixa apagou, ela começou de novo, não funcionou. Fiquei estressado, mudei de fila e, quando fui embora, ela ainda estava lá, tentando.

- O cara divide as compras em lotes e paga um em dinheiro, outro em vale alimentação, outro em cartão etc., fazendo a caixa recomeçar todo o processo várias vezes.

- O chato vai ao supermercado para pagar as contas de água, luz e gás. Ou para carregar o cartão pré-pago do celular, em geral apenas 10 ou 15 reais. Às vezes, mais de um cartão.

- Só vi isto uma vez, mas acredito que aconteça mais vezes: o cara ficou de braços cruzados enquanto a caixa passava as compras, pagou e ficou de novo de braços cruzados até que perguntou: "Não tem embalador?". A caixa fez cara feia, mas embalou tudo para ele.

- Tem gente que vai TODOS os dias ao supermercado comprar DOIS pães franceses para o café da manhã. DOIS. Enfrenta a fila do setor de padaria (às vezes, o pão ainda não está pronto) e depois atravanca a fila do caixa. E isto apesar de haver duas padarias quase ao lado do supermercado.

Ah, sim, detesto gente que compra carne pingando sangue e emporcalha a bancada. A caixa limpa, mas ainda fica nojento.

Nota 1: atualmente existe o autoatendimento, que ajuda muito se as filas estiverem longas.
Nota 2: agora inventaram o pagamento com PIX. Claro que o imbecil deixa para ligar o celular, abrir o aplicativo, se logar, localizar o menu etc. depois que já embalou tudo. E é claro que vai se atrapalhar, bater a senha errado e assim por diante.
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Data da postagem: 03/10/2026, 10:10