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Mudança no sistema educacional brasileiro
Autor: Agnoscetico | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 202655 Comentários: 145
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Não achei um tópico genérico sobre Educação, então crio esse.

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Linhas Cruzadas | A educação como ela é | 21/10/2021

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Decidi criar um tópico especialmente voltado para a discussão sobre mudar o sistema educacional brasileiro, para não desvirtuar o outro (Ciência no Brasil).

A minha proposta tem dois aspectos principais: Mudança na Licenciatura e Tempo de Ensino.

Mudança na Licenciatura:

O que seria isso? Seria a mudança na maneira como se ensinam as várias disciplinas, inclusive na criação de profissionais que atuem em novas disciplinas gerais não vinculada a uma área de formação específica. O sistema de ensino brasileiro deixa muito a desejar, principalmente nas escolas públicas, onde a educação é tão precária que você passa de ano mesmo com notas baixas. Nas escolas particulares a situação não é muito desejável... Na maioria das vezes aprendemos as coisas na base da decoreba e do "porque é assim e pronto", além de conhecimentos que mais servem para nos fazer passar no vestibular do que para coisas práticas na vida. Não que estes conhecimentos não sejam importantes em suas devidas áreas de atuação, mas é que acredito que a educação básica brasileira deveria se focar mais em formar pessoas preparadas para a vida, além de pessoas mais capazes de fazer coisas práticas e além disso em até mesmo atrair pessoas para áreas que de outra forma não seria possível através do método de ensino tradicional.

O vestibular deveria acabar e ser algo mais similar ao sistema norte americano. Ou simplesmente incluir nas particulares áreas que só são lecionadas na pública como Medicina, fazendo com que a pública neste caso dê mais prioridade para pessoas de famílias de baixa renda, ao invés das cotas raciais. Sim, haveriam provas para entrar nestas faculdades e universidades, mas acredito que as provas das universidades públicas não deveriam ser tão complicadas e compensar isso com um sistema de preferência aos pobres, como disse. Afinal de contas, se escolas públicas são voltadas para alunos de famílias carentes, então porque raios o mesmo não acontece com as universidades públicas? E as particulares serem as que mais exigiriam do aluno, porque afinal o aluno está pagando para se formar neste caso, então teoricamente a qualidade do ensino deveria ser superior. Se você está gastando seu dinheiro para se formar numa área, logicamente você deveria ter uma vantagem sobre aquele que está se formando de graça.

Mas não, muitas vezes o que está se formando de graça tem um currículo melhor que o seu só porque passou numa prova mais difícil. Acho injusto! Dinheiro gasto é investimento afinal de contas!

Quanto às disciplinas, poderiam ser como está na lista:

Português (incluindo fonética e alfabeto internacional ou algo que facilite a compreensão causal do idioma);

Inglês e Espanhol (um pouco mais avançado do que em "the book is on the table");

Matemática (começando na fatoração e geometria analítica, além de algo mais voltado à vida prática);

História (mais focada na brasileira e a mundial como compreensão ao surgimento do Brasil e mundo atual, a esse último num foco menor);

Geografia (geologia, climatologia, cartografia e identificação em mapas);

Trabalho (relação de trabalho, administração, empreendedorismo e matemática financeira);

Biologia (mais prática e voltada ao mundo atual, microbiologia, ecologia e botânica associada à agricultura);

Química (mais prática e voltada à produção e transformação manual de substâncias);

Física (física teórica, cosmologia e astronomia básica);

Técnica (informática, eletrônica e noção básica de engenharia);

Humanas (noções básicas de direito, organização do estado e sistema político);

Filosofia (pensamento lógico e abstrato básicos, epistemologia, história da ciência e estímulo da reflexão);

Moral e Cívica (virtudes, patriotismo e civismo);

Artística (desenho e pintura, design gráfico básico, cultura brasileira, música e literatura);

Educação Física (esportes, socioesportes, exercícios e dança).

Em Português, essa disciplina teria que incluir algo que nos faça entender porque temos que usar, por exemplo, Ç ou CH em certas palavras, incluindo a parte verbal.

Em Inglês e Espanhol, seria interessante um ensino um pouco mais avançado. Isso até facilitaria ao aprender tais idiomas em cursos.

Matemática para ser bem ensinada ela tem que começar no básico desde o primário, que é a fatoração e geometria analítica. Assim teremos menos "discalculias" e mais potenciais empreendedores no futuro.

História tem que ter maior foco no país em que vivemos. O mundo é resto e mero detalhe. A maior serventia disso é em aprendermos com os erros do passado e a causa do mundo em que vivemos.

Geografia é importante para não sairmos dizendo idiotices como fazem os americanos e para compreendermos fisicamente este mundo. Futuramente existirá a Geografia Marciana e Lunar, por causa da exploração espacial.

Trabalho envolveria ensinar como se comportar num ambiente de trabalho, estrutura do ambiente de trabalho, básico de administração, noção de empreendedorismo e em fazer cálculos voltados ao lucro.

Biologia até pode ter a evolução e mutação, mas com maior foco no mundo de hoje e em microrganismos, pois o que aconteceu há milhões de anos... é meramente um passado teórico.

Química a meu ver, para alunos de colégio, deveria ser algo mais prático e que nos faça saber como transformar e produzir uma substância a partir da outra, que poderá ser útil, por exemplo, na culinária, sobrevivência, etc.

Física para alunos de colégio tinha que ser mais atraente e explicar o básico das principais teorias que explicam a realidade do universo, sem adentrar muito em cálculos. Haveriam cálculos, mas não seria o foco.

Técnica envolveria qualquer noção básica em lidar com computadores e eletrônicos diversos, além de dar ao aluno uma noção básica de engenharia e arquitetura.

Humanas envolveria noções básicas de direito e conhecimentos relacionados à estrutura de um estado seja ele uma república ou monarquia assim como sobre a estrutura do sistema político no geral.

Filosofia não é só refletir, mas sim em desenvolver desde o primário o pensamento lógico e abstrato e dar certo conhecimento sobre a filosofia em si e sua história.

Moral e Cívica nos ensinaria valores importantes, comportamento em sociedade, respeito à nação, mas sem doutrinação política ou partidária, apenas o patriotismo em si... O que falta na maioria dos políticos por sinal!

Arte não é só desenho e pintura, mas incluiria a compreensão da estrutura cultural brasileira e obras literárias relevantes. Ensinaria métodos de criação e estrutura literária para incentivar novos escritores de livros.

Educação Física além de esporte deveria incluir exercícios e dança, incluindo capoeira. Poderia incluir defesa pessoal básica. Socioesporte (ideia minha) seriam tarefas físicas cooperativas, como simular trabalho braçal.

Com um tempo de escola mais longo voltado à capacitação técnica geral, é possível aprender bem todas estas disciplinas em tal período, até os 24 anos de idade.

Tempo de Ensino:

Além disso, acho que poderia haver uma mudança no período de ensino (do jardim ao médio), de forma que tais disciplinas sejam melhor aproveitadas ou lecionadas (incluindo em dar mais tempo para que disciplinas como matemática, português e filosofia sejam devidamente ensinadas). A criança não deveria começar na escola aos 3 anos, mas talvez somente a partir dos 7 anos e terminar até os 24 anos de idade. Acredito que a criança deva ter primeiramente espaço para ela se autodesenvolver antes de entrar numa escola. Seria uma pré-escola, em que a criança aprenderia algumas coisas e alfabetização, mas em que ela possa ter a oportunidade em desenvolver seu lado social e criativo sobretudo, este do qual costuma ser desencorajado desde que ela começa a entrar na escola. É importante que as crianças desenvolvam melhor o aspecto social e criativo, de forma que se tornem adultos mais capazes em se adaptar em situações mais exigentes que a vida os obrigará a vivenciar, além de permitir mais potencial para futuros empreendedores. Crianças engessadas desde cedo tendem a se tornarem adultos mais medíocres e mais dependentes de um emprego estável, assim como terá mais chance em se tornar um idiota útil.

E a vida adulta só começar a partir dos 25 anos, não dos 18. Digo isso porque as gerações mais atuais são mais imaturas em relação à vida em relação às gerações anteriores, são gerações que dependem mais dos pais para se sustentar, pessoas com 30 anos ou mais ainda morando junto com os pais, comportamento mais infantil, coisas do tipo. Estas novas gerações, portanto, necessitam de um novo sistema de educação e civil, em que a fase adulta chegaria mais tarde, de forma que até lá estas pessoas estejam mais educadas e preparadas para lidar com o mundo real, quando terminarem a escola. Quanto a esse negócio de serviço militar obrigatório? Sinceramente, isso é uma piada e deveria acabar, afinal o Brasil não é um país que vive em guerra e tem tendência de neutralidade. E porque é mais útil aos militares um recruta apto que queira servir do que um relaxado que não está nem aí pra nada. Assim sendo o serviço militar deveria aumentar para no mínimo aos 25 anos de idade, pois hoje em dia tem muita gente com 18 que ainda age como adolescente, e é na maioria das vezes. O atual sistema educacional e cívico não é apto para as atuais gerações e só serviu para o contexto das gerações anteriores que tinham uma vida mais difícil e precisaram amadurecer mais cedo.

Assim sendo, a configuração ficaria assim:

Pré-escola: 2 a 6 anos (incentivo no desenvolvimento da fala, do aspecto social, da criatividade e alfabetização);

Escola (ensino fundamental): 7 anos (1ª ano); 8 anos (2ª ano); 9 anos (3ª ano); 10 anos (4ª ano).

Escola (ensino ginasial): 11 anos (1ª ano); 12 anos (2ª ano); 13 anos (3ª ano); 14 anos (4ª ano); 15 anos (5ª ano); 16 anos (6ª ano); 17 anos (7ª ano); 18 anos (8ª ano); 19 anos (9ª ano).

Escola (ensino médio): 20 anos (1ª ano); 21 anos (2ª ano); 22 anos (3ª ano); 23 anos (4ª ano); 24 anos (5ª ano).

No ensino fundamental os alunos seriam formados ao ponto em estarem aptos não ao trabalho, mas em saber os fundamentos básicos do que necessita aos próximos níveis.

No ensino ginasial os alunos seriam formados ao ponto em estarem aptos a empregos simples, porém não técnicos. Um aluno que terminou o ginasial poderia começar a fazer um curso técnico.

No ensino médio os alunos seriam formados ao ponto em estarem aptos a certos empregos técnicos e prontos para cursar uma faculdade ou universidade.

Significa que só teríamos pessoas começando cursos técnicos aos 20 anos, entrando na faculdade aos 25 anos e muitas trabalhando só a partir dos 30 anos, de acordo com a maturidade da atual geração.

Outro motivo para aumentar o tempo de permanência na escola é que as pessoas geralmente estão vivendo mais do que antes, incluindo a nova aposentadoria aos 70 anos. O fato das pessoas começarem a trabalhar mais tarde do que de costume seria uma forma em diminuir a concorrência na hora de disputar vagas de emprego, pois estaria dando tempo para que os mais velhos se aposentem e até lá em haver mais vagas disponíveis, apesar de neste esquema ainda haver a possibilidade de se trabalhar em empregos simples a partir dos 20 anos ou 25 anos (dependendo do tempo de formação técnica). A minha geração, que é a tal Millennial, foi a que mais sofreu com o atual sistema educacional e cívico e isso deveria ser remediado para as próximas gerações que viverão mais e envelhecerão mais tarde. Caso contrário, futuramente tudo terminará em uma crise que poderá colocar a própria estrutura da sociedade brasileira em risco e tudo desabar para o primitivo por causa de emburrecimento fomentado por um sistema educacional pobre e precário.

E sim, acho que as pessoas só deveriam aprender a dirigir e votar a partir dos 25 anos, em ser plenamente adulta a partir desta idade. Até lá ela ainda pode ser um "adolescente imaturo".
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A meu ver o Homeschooling deveria ser algo mais voltado à alfabetização ou ao ensino de conhecimentos básicos em matemática ou mesmo história, mas não mais do que isso. É assim... o Homeschooling não poderia substituir a escola, ele deveria sim ser um aliado durante a formação da criança (principalmente para crianças que têm certas deficiências), mas jamais tomar o lugar da escola, já que esta abrange muito mais recursos de ensino. Mas neste caso a escola não poderia ser um instrumento de doutrinação ideológica e teria que ter um sistema mais voltado a uma formação técnica e prática, e não só teórica para nos preparar a um vestibular. Mesmo a escola pública sendo precária ela ainda tem maior capacidade em ensinar certas disciplinas que certamente faltariam no Homeschooling. E se faltar na pública, o Homeschooling poderia sanar isso.

O Homeschooling deveria ser, portanto, apenas uma ferramenta de ensino extra, junto com a escola. Ou se a criança for debilitada demais para frequentar uma escola.

Defendo um ensino mais prático para que não aprendamos as coisas só na base da decoreba sem compreender o conteúdo. Pois esse tipo de ensino é porco, forma medíocres e engessados. Um dos motivos dos quais acho que o aluno deveria ficar mais tempo na escola, como no sistema em que estabeleci, é para que este possa ter um aprendizado mais profundo em disciplinas mais práticas no dia-a-dia como português e matemática. No ensino tradicional os professores de matemática não têm tempo suficiente para ensinar a disciplina de forma adequada, pois há uma agenda apertada que ele tem que seguir à risca. O aluno ficando mais tempo na escola, com um maior número de anos de ensino ginasial e médio, ele terá mais tempo em aprender a praticar os cálculos e fórmulas de forma adequada, sem decoreba e compreendendo o porque destas equações e fórmulas.

No raro caso de uma pessoa nunca ter entrado na escola e mesmo assim estar preparada para um vestibular, ela poderia entrar na faculdade ou mesmo em um curso, se tem todo esse preparo.
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Em relação à história brasileira, tendo ela um foco bem maior, poderiam ser ensinados detalhes que não são ensinados pelo MEC mas dos quais o Brasil Paralelo dispõe. Isso tornaria o Brasil Paralelo uma ótima fonte de estudo por sinal.

Vou deixar para os outros membros comentarem...

nuker
O vestibular deveria acabar e ser algo mais similar ao sistema norte americano. Ou simplesmente incluir nas particulares áreas que só são lecionadas na pública como Medicina, fazendo com que a pública neste caso dê mais prioridade para pessoas de famílias de baixa renda, ao invés das cotas raciais. Sim, haveriam provas para entrar nestas faculdades e universidades, mas acredito que as provas das universidades públicas não deveriam ser tão complicadas e compensar isso com um sistema de preferência aos pobres, como disse. Afinal de contas, se escolas públicas são voltadas para alunos de famílias carentes, então porque raios o mesmo não acontece com as universidades públicas? E as particulares serem as que mais exigiriam do aluno, porque afinal o aluno está pagando para se formar neste caso, então teoricamente a qualidade do ensino deveria ser superior. Se você está gastando seu dinheiro para se formar numa área, logicamente você deveria ter uma vantagem sobre aquele que está se formando de graça.

As universidades particulares sofrem do problema pagou-passou, enquanto as públicas recebem mais verba do que a educação básica. Salário de professor de universidade é muito alto. Na particular, a família xinga a escola por reprovar o aluno enquanto paga caro por isso. E uma solução para isso seria fazer um exame aplicado pelo governo, para indicar se merece diploma (algo como exame OAB). Esse exame também validaria diplomas de cursos EAD.

E nunca vi sentido em selecionar para universidade pessoas que estudaram igual condenado. Não é um sistema que seleciona os mais intelectuais, porque todos trapaceiam estudando artificialmente só para esse momento. As públicas deveriam usar como critério, a baixa renda, a idade, não fez outro curso superior, e está fazendo o mesmo curso dos pais. Para evitar alunos incapazes, uma nota de corte do Enem seria usada.

E a vida adulta só começar a partir dos 25 anos, não dos 18. Digo isso porque as gerações mais atuais são mais imaturas em relação à vida em relação às gerações anteriores, são gerações que dependem mais dos pais para se sustentar, pessoas com 30 anos ou mais ainda morando junto com os pais, comportamento mais infantil, coisas do tipo. Estas novas gerações, portanto, necessitam de um novo sistema de educação e civil, em que a fase adulta chegaria mais tarde, de forma que até lá estas pessoas estejam mais educadas e preparadas para lidar com o mundo real, quando terminarem a escola.

Concordo que estão imaturos, mas acredito que a falta de trabalho só vai piorar ainda mais a imaturidade. Não criarão responsabilidades e serão mais boêmios.

Minha opinião pessoal sobre maioridade:

* 14 anos: maioridade penal, idade mínima para poder trabalhar ou empreender

* 16 anos: direito de dirigir (Não gosto da ideia de jovens dirigindo, mas muita gente tem necessidade e responsabilidade. Por isso não gosto de punir alguns por causa dos erros de outros.)

* 18 anos: idade do consentimento

* 20 anos: idade mínima para votar (jovem é imaturo demais para votar e por não trabalhar, não sente os efeitos reais da economia)

Outro motivo para aumentar o tempo de permanência na escola é que as pessoas geralmente estão vivendo mais do que antes, incluindo a nova aposentadoria aos 70 anos. O fato das pessoas começarem a trabalhar mais tarde do que de costume seria uma forma em diminuir a concorrência na hora de disputar vagas de emprego, pois estaria dando tempo para que os mais velhos se aposentem e até lá em haver mais vagas disponíveis, apesar de neste esquema ainda haver a possibilidade de se trabalhar em empregos simples a partir dos 20 anos ou 25 anos (dependendo do tempo de formação técnica).

Para mim, o ideal é o oposto, que comecem a trabalhar mais cedo. O número de aposentados tem só aumentado e a expectativa de vida também. Por isso, é necessário mais pessoas para sustentar a previdência social e o melhor jeito de fazer isso é colocando jovens fortes e saudáveis para trabalhar em vez de tornar o salário de aposentadoria miserável ou aposentar aos 70 anos.

Quanto às disciplinas, poderiam ser como está na lista:

...

Com um tempo de escola mais longo voltado à capacitação técnica geral, é possível aprender bem todas estas disciplinas em tal período, até os 24 anos de idade.

Já acho que a carga do sistema atual é grande e mesmo assim os alunos não aprendem direito. Aumentar a carga não vai melhorar a situação.

Além disso, terá muito mais custos para o Estado. Se o estudante vai mexer com tubo de ensaio, microscópio e outras coisas, e então nunca mais vai mexer nisso depois de adulto, será perda de dinheiro. É preferível usar essa verba para abrir mais vagas no ensino superior para biólogo e engenheiro.

Significa que só teríamos pessoas começando cursos técnicos aos 20 anos, entrando na faculdade aos 25 anos e muitas trabalhando só a partir dos 30 anos, de acordo com a maturidade da atual geração.

Curso técnico e curso superior são mutualmente excludentes. O superior não depende do técnico. Cada um tem vagas diferentes. Hoje existe o problema sério do aluno fazer curso técnico e depois o superior. Isso joga fora a vaga do técnico, porque a pessoa será profissional do superior. A vaga do técnico seria reaproveitada por quem não conseguiu entrar no superior.

Em Inglês e Espanhol, seria interessante um ensino um pouco mais avançado. Isso até facilitaria ao aprender tais idiomas em cursos.

Um curso privado de bairro é capaz de levar o aluno à fluência em 4 a 6 anos tendo 2 horas-aula por semana. Por que não incorporar isso na educação básica?

Língua estrangeira não-inglesa, não vejo sentido a obrigatoriedade. Nunca tive que usar profissionalmente. Se a profissão exigir, é melhor que o aluno escolha se que aprender.

Arte não é só desenho e pintura, mas incluiria a compreensão da estrutura cultural brasileira e obras literárias relevantes. Ensinaria métodos de criação e estrutura literária para incentivar novos escritores de livros.

Só cuidado para não criar aversão nos alunos. Muitos alunos odeiam literatura porque a obrigatoriedade no período escolar criou aversão neles.

Futuramente existirá a Geografia Marciana e Lunar, por causa da exploração espacial.

Se a pessoa não vai minerar lá, geografia extraterrestre é tão útil quanto geografia do Tadjiquistão.

Técnica envolveria qualquer noção básica em lidar com computadores e eletrônicos diversos, além de dar ao aluno uma noção básica de engenharia e arquitetura.

Que jovem hoje não sabe mexer nessas coisas? Isso é aprendido automaticamente, por isso não vejo sentido.

História tem que ter maior foco no país em que vivemos. O mundo é resto e mero detalhe. A maior serventia disso é em aprendermos com os erros do passado e a causa do mundo em que vivemos.

Deveria ser história até que ano?

E como evitar que o que ocorreu em 2016 com Ban-Dilma não seja chamado de golpe?

História é um tema muito complexo para crianças e jovens. Precisa-se de muita maturidade para entender. É fácil desenvolver romantização (como os aventureiros navegadores) e luta contra o mal (no caso de ditaduras e guerras). A sociedade e a política no presente já é difícil de entender. No passado é mais complicado ainda.

Trabalho envolveria ensinar como se comportar num ambiente de trabalho, estrutura do ambiente de trabalho, básico de administração, noção de empreendedorismo e em fazer cálculos voltados ao lucro.

O que eu estava pensando quando sugeri é que o trabalhador pode aprender a organizar finanças, saber negociar com o patrão e procurar novas empresas, para não depender de CLT. E também entender como um empreendedor pensa, saber conceitos de otimização e barateamento para que inspire empreendedorismo.

Moral e Cívica nos ensinaria valores importantes, comportamento em sociedade, respeito à nação, mas sem doutrinação política ou partidária, apenas o patriotismo em si... O que falta na maioria dos políticos por sinal!

Na minha época era chamado de "Formação humana e religiosa", mas não lembro de nada. A professora era o demônio e era muita enrolação e falatório.

Biologia ... botânica

Sou da cidade grande e nota zero em botânica...

cosmologia e astronomia básica

Se a criança não se interessa por vídeo sobre esse assunto por conta própria, ensinar obrigatoriamente na escola será perda de tempo.

A minha geração, que é a tal Millennial, foi a que mais sofreu com o atual sistema educacional e cívico e isso deveria ser remediado para as próximas gerações que viverão mais e envelhecerão mais tarde. Caso contrário, futuramente tudo terminará em uma crise que poderá colocar a própria estrutura da sociedade brasileira em risco e tudo desabar para o primitivo por causa de emburrecimento fomentado por um sistema educacional pobre e precário.

Essa divisão de geração com esses nomes é válida só para os EUA. Cada país é sociologicamente diferente. O que tem de comum é a geração Z, por causa de redes sociais. Antes da Y, a sociedade brasileira e americana eram tão diferentes que não tem como usar essa nomenclatura. E tenho a impressão de que no Brasil, quem veio antes da Z se encaixa muito mais em Y americano do que X americano. No Brasil parece que começa mais tarde, mas com a era da rede social, a Z não atrasou e por isso a Y foi muito curta.

O Brasil também é internamente muito mais diferente dos EUA. A cultura/sociologia entre os mais ricos e pobres é muito diferente e existe também diferenças geográficas.
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Para crianças existe o problema da socialização e educação física. Mesmo assim, a socialização na escola é limitada porque só convivem com alunos da mesma idade. Mas é muito importante tenha essa opção. Municípios com poucos alunos e pessoas que moram em zona rural seriam beneficiadas com isso. Pessoas de áreas periféricas podem conseguir educação melhor via EAD do que a escola violenta local.

A qualidade pode ser medida por avaliações semestrais do aluno para progredir na grade curricular.

Em relação à doutrinação, é melhor que a criança seja doutrinada pela família do que pelo estado. Mas Joel claramente no vídeo está defendendo a doutrinação globalista nas escolas. Primeiro ele fala da aberração de educação sexual e o que chama de combate a "preconceitos". Os únicos preconceitos sérios no Brasil são classismo e um pouco de racismo, e esse são os únicos a serem combatidos. Mas a cartilha ideológica ignora o classismo e exagera no racismo (demonizando o branco). O racismo deve ser combatido contra todas as raças, não só negros.

Ainda sobre preconceitos, o Brasil nunca teve problemas coletivos de xenofobia. Então não precisa de educação. Mas países ricos que recebem hordas de imigrantes jamais deve combater a xenofobia, porque isso seria doutrinação para aceitar o invasor e danificar a própria nação.

E continuando a cartilha esquerdista, a questão de educação sexual, ideologia de gênero e preconceito contra minorias sexuais (gay, pedófilo, zoófilo, etc), para ser neutro, é questão puramente de princípios morais específicos. Se a família prega castidade e o estado prega luxúria/fornicação, quem está certo? Devido à falta de uma moral universal, se cada um tem sua opinião, o estado não deve impôr a visão globalista sobre as pessoas.

E como comentei. Sou a favor de abolir geopolítica e história do ensino básico universal, porque abre brechas demais para doutrinação e vitimismo. Existe professorE FeministE que ensina que o passado era sempre machista, mas o que existia na prática era o oposto, porque a vida sempre foi mais difícil para homens. Escola não é lugar disso.
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A Alemanha tem jovens qualificados e assim não ficam desempregados.

Os alunos são divididos em percursos por aptidão após 10 anos. Isso é muito bom para evitar que um aluno faça curso técnico e depois o superior. Ele faz só um dos dois.



A Alemanha tem curso separado para portadores de deficiência. O Brasil pretende fazer o oposto de misturar tudo, e isso é ruim, porque o aluno PNE acabará exigindo muito do professor e atrasando o resto da turma. As adaptações de acessibilidade custariam muito caro para uma pessoa só. Quando as PNE estão no mesmo lugar, é muito mais fácil e eficiente se adaptar a elas.

--

Finlândia é outro bom exemplo. Mas lá, os professores não ganham tanto quanto imaginam ou como os corporativistas querem fazer aqui. Eles tem é valorização (status) enquanto no Brasil, aluno não respeita. O problema da educação brasileira é o método e organização e não as verbas. A Finlândia reduziu o período de escolaridade e a carga de aula.

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Noções de tecnologia e digitalização já estão nas grades também, e é questão de tempo até ser padrão. Escola e informática já se relacionam, e muita coisa interessante pode ser feita com programação unida com matemática.
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Noções de tecnologia e digitalização já estão nas grades também, e é questão de tempo até ser padrão. Escola e informática já se relacionam, e muita coisa interessante pode ser feita com programação unida com matemática.

A previsão que fazem para o futuro é que as pessoas, como profissional de qualquer área ou no dia-a-dia, farão programação em vários aplicativos. O profissional de TI será responsável por construir essas ferramentas e a desenvolver sistemas complexos de inteligência artificial com aprendizagem de máquina.

Mas o Brasil não parece evoluir. A programação manual repetitiva ainda é feita pelo profissional de TI (usando tecnologia estrangeira) e o resto das pessoas continuam tendo medo da programação básica.
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Educação sexual não é estimular crianças a praticar zoofilia, pelamordedels.

É ensinar como o corpo mamífero funciona e se prevenir de doenças e gravidez indesejada. Eu já presenciei absurdos sendo cometidos por casais de namorados (adolescentes) filhos de carolas moralistas. Coisas que 5 min de explicação resolveriam.

Na escola você aprende a conviver com o diferente também, e isso envolve aprender a respeitar pessoas, inclusive garotos efeminados.
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A previsão que fazem para o futuro é que as pessoas, como profissional de qualquer área ou no dia-a-dia, farão programação em vários aplicativos. O profissional de TI será responsável por construir essas ferramentas e a desenvolver sistemas complexos de inteligência artificial com aprendizagem de máquina.


O foco das alterações nas grades curriculares envolvendo tecnologia, está mais voltada para negócios digitais e noções de tecnologia. Uma visão técnica e básica de empreender digitalmente, que é essencial. Na área de TI em si, ficaria muito pesado e inviável inserir nas grades curriculares. O que pode ser feito é o entendimento de algoritmos e lógica de programação aplicada nas disciplinas de ciências exatas como extracurricular. Essa mistura é muito interessante e formidável. O que vemos é o ensino clássico se transformando no ensino moderno ou pós-moderno -- ou líquido.

Tutu
Mas o Brasil não parece evoluir. A programação manual repetitiva ainda é feita pelo profissional de TI (usando tecnologia estrangeira) e o resto das pessoas continuam tendo medo da programação básica.


As contribuições para ferramentas e linguagens são globais, mas realmente essa área é muito internacionalizada. A programação repetitiva vai continuar existindo, mesmo com muita ferramenta pronta e com interface mais intuitiva. E tudo depende da finalidade, que é a maior variável.
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Data da postagem: 24/05/2022, 21:53