
Clube Ceticismo
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Autor: Gabarito | Categoria: Atos da Moderação | Exibições: 100609 Comentários: 22
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eremita
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05/10/2006, 07:41
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Fernando Silva
Às vezes, é melhor ignorar o tópico ou a postagem.
Às vezes sim, mas há outras estratégias, dependendo do ambiente e do assunto. Por exemplo, ignorar o leão marinho, ou ser curto-e-grosso (já que boa parte da estratégia é fazer você cansar antes dele).
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Data da postagem: 10/01/2026, 12:43
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eremita
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Focando no argumentum ad hominem e argumentos similares. Primeiro preciso explicar dedução vs. indução.
Raciocínio dedutivo é aquele classicão: "todo humano tem esqueleto, sou um ser humano, portanto tenho esqueleto". Contanto que as premissas sejam verdadeiras e o raciocínio seja lógico, a conclusão também vai ser verdadeira.
Já o raciocínio indutivo parte de observações e generalizações para chegar-se o mais perto da verdade o possível, por exemplo: "Não sei porcaria nenhuma de Química ou Física. A Alice diz que a matéria é feita de átomos, e o Bruno diz que é feita de éter cósmico. A explicação da Alice faz sentido, e ela tem doutorado de Química, e concorda com o que li sobre o assunto; enquanto a explicação do Bruno tem a ver com almas e Deus, e ele costuma falar baboseiras sobre outro campo de conhecimento que conheço melhor. Em base disto acredito que a matéria é feita de átomos, e não de éter cósmico."
Conclusões geradas por raciocínio dedutivo são mais sólidas; o indutivo às vezes dá nhaca. Mesmo assim o raciocínio indutivo é útil, porque não é sempre que você tem premissas nas quais pode confiar completamente, e às vezes falta informação para fazer a lógica dedutiva apropriada. A conclusão não vai ser perfeita, mas às vezes é boa o suficiente para fazer o que você tem que fazer; por exemplo, a heurística usada para combater spam em e-mails é um bom tanto indutiva, ela parte de um monte de sinais que não
Só que indução não é loco-loco. Não dá pra dizer "hoje é quarta, então a chance do gato não ter dono é maior"; os argumentos usados para embasar a conclusão devem, realmente, aumentar as chances desta conclusão ser verdadeira. E quanto mais argumentos, mais forte a conclusão.
Então. Argumentum ad hominem, apelo à autoridade e similares sempre são falaciosos quando usados num raciocínio dedutivo. Mas podem ser válidos quando usados num raciocínio indutivo, desde que haja outros argumentos que apoiem a mesma conclusão, e que o atributo do sujeito sendo trazido à tona tenha realmente relevância.
Raciocínio dedutivo é aquele classicão: "todo humano tem esqueleto, sou um ser humano, portanto tenho esqueleto". Contanto que as premissas sejam verdadeiras e o raciocínio seja lógico, a conclusão também vai ser verdadeira.
Já o raciocínio indutivo parte de observações e generalizações para chegar-se o mais perto da verdade o possível, por exemplo: "Não sei porcaria nenhuma de Química ou Física. A Alice diz que a matéria é feita de átomos, e o Bruno diz que é feita de éter cósmico. A explicação da Alice faz sentido, e ela tem doutorado de Química, e concorda com o que li sobre o assunto; enquanto a explicação do Bruno tem a ver com almas e Deus, e ele costuma falar baboseiras sobre outro campo de conhecimento que conheço melhor. Em base disto acredito que a matéria é feita de átomos, e não de éter cósmico."
Conclusões geradas por raciocínio dedutivo são mais sólidas; o indutivo às vezes dá nhaca. Mesmo assim o raciocínio indutivo é útil, porque não é sempre que você tem premissas nas quais pode confiar completamente, e às vezes falta informação para fazer a lógica dedutiva apropriada. A conclusão não vai ser perfeita, mas às vezes é boa o suficiente para fazer o que você tem que fazer; por exemplo, a heurística usada para combater spam em e-mails é um bom tanto indutiva, ela parte de um monte de sinais que não
Só que indução não é loco-loco. Não dá pra dizer "hoje é quarta, então a chance do gato não ter dono é maior"; os argumentos usados para embasar a conclusão devem, realmente, aumentar as chances desta conclusão ser verdadeira. E quanto mais argumentos, mais forte a conclusão.
Então. Argumentum ad hominem, apelo à autoridade e similares sempre são falaciosos quando usados num raciocínio dedutivo. Mas podem ser válidos quando usados num raciocínio indutivo, desde que haja outros argumentos que apoiem a mesma conclusão, e que o atributo do sujeito sendo trazido à tona tenha realmente relevância.
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Data da postagem: 23/09/2026, 03:41