Clube Ceticismo
Liberalismo Econômico
Autor: aronax | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 845586 Comentários: 323
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O que é dito e o que realmente é dito

a) Quando dizem que o governo deve estimular o crédito para salvar a economia, estão na realidade dizendo que a maneira de salvar a economia é aumentando o endividamento das pessoas. Crédito e dívida são nomes distintos para a mesma coisa, vista de lados opostos.

b) Quando dizem que um pouco mais de inflação gera mais consumo e emprego, estão na realidade dizendo que um aumento no custo de vida estimula as pessoas a contratarem mais serviços (como empregadas domésticas) e a irem mais vezes aos shopping centers.

c) Quando dizem que os salários — principalmente o salário mínimo — devem ser aumentados por decreto, estão na realidade dizendo que o segredo para a prosperidade econômica é aumentar os custos de produção.

d) Quando dizem que as exportações devem ser aumentadas e as importações devem ser restringidas, estão na realidade dizendo que a quantidade de produtos à disposição da população nacional deve ser duplamente reduzida — gerando, no mínimo, mais carestia.

e) Quando dizem que o governo deve estimular a indústria nacional por meio de subsídios ou empréstimos subsidiados pelo governo, estão na realidade dizendo que o grande empresariado deve receber dinheiro de impostos do povo e, com isso, levar vantagem sobre os concorrentes menores.

f) Quando dizem que as empresas devem ser controladas por agências reguladoras, estão na realidade dizendo que essas empresas devem operar dentro de um cartel protegido pelo estado, com preços garantidos e sem liberdade de entrada para potenciais concorrentes.

g) Quando dizem que um pouco mais de inflação gera mais crescimento econômico, estão na realidade dizendo que uma perda mais acentuada do poder de compra da moeda e uma maior incerteza quanto aos custos futuros estimulam mais empreendedores a fazerem investimentos produtivos de longo prazo.

h) Quando dizem que as tarifas de importação devem ser aumentadas e o câmbio deve ser desvalorizado, estão na realidade dizendo que o poder de compra da moeda deve ser reduzido, que o povo deve ser proibido de adquirir bens estrangeiros baratos e de qualidade, e que toda a população deve ter seu bem-estar afetado apenas para garantir uma reserva de mercado para o grande empresariado nacional.

i) Quando dizem que os agricultores devem ter os preços de seus produtos elevados por programas de compras governamentais, estão na realidade dizendo que toda a população do país deve ter sua comida encarecida.

j) Quando dizem que todos têm direito a saúde, educação e transporte gratuitos, estão na realidade dizendo que toda a população deve dar mais dinheiro para burocratas do governo, os quais irão repassar esse dinheiro (retendo para si uma fatia) para outras pessoas, as quais irão então prover esses serviços de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não pelos consumidores.

k) Quando dizem que as empresas devem utilizar mais conteúdo nacional em seus produtos, estão na realidade dizendo que os fornecedores desse conteúdo nacional têm direito a uma reserva de mercado, podendo assim elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos despreocupadamente.

l) Quando dizem que o caminho para a prosperidade é aumentar os gastos do governo, estão na realidade dizendo que o governo deve ou tributar mais as pessoas ou incorrer em déficits. A tributação retira renda (logo, capacidade de consumo e investimento) das pessoas e empresas. Déficits significam que pessoas e empresas estão emprestando para o governo, em vez de utilizarem esse dinheiro na própria economia. Significa também que os bancos, em vez de financiarem investimentos produtivos, estão financiando a folha de pagamento do governo. E, finalmente, significa também que haverá aumento de impostos no futuro para que o governo possa arcar com o serviço dessa dívida.

m) Quando dizem que mais gastos do governo estimulam o empreendedorismo, estão na realidade dizendo que a contratação de mais burocratas e a criação de mais burocracia, mais leis e mais regulamentações incentivam a produção e levam a mais geração de riqueza.
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O que é dito e o que realmente é dito

a) Quando dizem que o governo deve estimular o crédito para salvar a economia, estão na realidade dizendo que a maneira de salvar a economia é aumentando o endividamento das pessoas. Crédito e dívida são nomes distintos para a mesma coisa, vista de lados opostos.

b) Quando dizem que um pouco mais de inflação gera mais consumo e emprego, estão na realidade dizendo que um aumento no custo de vida estimula as pessoas a contratarem mais serviços (como empregadas domésticas) e a irem mais vezes aos shopping centers.

c) Quando dizem que os salários — principalmente o salário mínimo — devem ser aumentados por decreto, estão na realidade dizendo que o segredo para a prosperidade econômica é aumentar os custos de produção.

d) Quando dizem que as exportações devem ser aumentadas e as importações devem ser restringidas, estão na realidade dizendo que a quantidade de produtos à disposição da população nacional deve ser duplamente reduzida — gerando, no mínimo, mais carestia.

e) Quando dizem que o governo deve estimular a indústria nacional por meio de subsídios ou empréstimos subsidiados pelo governo, estão na realidade dizendo que o grande empresariado deve receber dinheiro de impostos do povo e, com isso, levar vantagem sobre os concorrentes menores.

f) Quando dizem que as empresas devem ser controladas por agências reguladoras, estão na realidade dizendo que essas empresas devem operar dentro de um cartel protegido pelo estado, com preços garantidos e sem liberdade de entrada para potenciais concorrentes.

g) Quando dizem que um pouco mais de inflação gera mais crescimento econômico, estão na realidade dizendo que uma perda mais acentuada do poder de compra da moeda e uma maior incerteza quanto aos custos futuros estimulam mais empreendedores a fazerem investimentos produtivos de longo prazo.

h) Quando dizem que as tarifas de importação devem ser aumentadas e o câmbio deve ser desvalorizado, estão na realidade dizendo que o poder de compra da moeda deve ser reduzido, que o povo deve ser proibido de adquirir bens estrangeiros baratos e de qualidade, e que toda a população deve ter seu bem-estar afetado apenas para garantir uma reserva de mercado para o grande empresariado nacional.

i) Quando dizem que os agricultores devem ter os preços de seus produtos elevados por programas de compras governamentais, estão na realidade dizendo que toda a população do país deve ter sua comida encarecida.

j) Quando dizem que todos têm direito a saúde, educação e transporte gratuitos, estão na realidade dizendo que toda a população deve dar mais dinheiro para burocratas do governo, os quais irão repassar esse dinheiro (retendo para si uma fatia) para outras pessoas, as quais irão então prover esses serviços de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não pelos consumidores.

k) Quando dizem que as empresas devem utilizar mais conteúdo nacional em seus produtos, estão na realidade dizendo que os fornecedores desse conteúdo nacional têm direito a uma reserva de mercado, podendo assim elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos despreocupadamente.

l) Quando dizem que o caminho para a prosperidade é aumentar os gastos do governo, estão na realidade dizendo que o governo deve ou tributar mais as pessoas ou incorrer em déficits. A tributação retira renda (logo, capacidade de consumo e investimento) das pessoas e empresas. Déficits significam que pessoas e empresas estão emprestando para o governo, em vez de utilizarem esse dinheiro na própria economia. Significa também que os bancos, em vez de financiarem investimentos produtivos, estão financiando a folha de pagamento do governo. E, finalmente, significa também que haverá aumento de impostos no futuro para que o governo possa arcar com o serviço dessa dívida.

m) Quando dizem que mais gastos do governo estimulam o empreendedorismo, estão na realidade dizendo que a contratação de mais burocratas e a criação de mais burocracia, mais leis e mais regulamentações incentivam a produção e levam a mais geração de riqueza.


Princípios básicos do funcionamento do mercado; toda interferência do estado na economia causa um efeito colateral. Isso pode ser encontrado em qualquer livro de introdução à economia.

Infelizmente no Brasil, fundamentos de ciências econômicas são ignorados principalmente por um certo grupo que diz "levantar a bandeira da ciência".
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Data da postagem: 09/07/2020, 14:03
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a) Quando dizem que o governo deve estimular o crédito para salvar a economia, estão na realidade dizendo que a maneira de salvar a economia é aumentando o endividamento das pessoas. Crédito e dívida são nomes distintos para a mesma coisa, vista de lados opostos.


Considero importante que o governo deve gastar só o que arrecada e nunca se endividar. Em vez de dívidas, deveria ter reservas. Se tivesse reserva, não precisaria imprimir dinheiro para dar auxílio em crises como a pandemia.

f) Quando dizem que as empresas devem ser controladas por agências reguladoras, estão na realidade dizendo que essas empresas devem operar dentro de um cartel protegido pelo estado, com preços garantidos e sem liberdade de entrada para potenciais concorrentes.

Seria melhor exemplificar os setores.

No setor financeiro, vejo a atuação do BC e da CVM positiva. Fiscaliza falcatruas e cria uma padronização. Estão ainda na contra-mão dos atrasos de Paulo Guedes e sua CPMF.

g) Quando dizem que um pouco mais de inflação gera mais crescimento econômico, estão na realidade dizendo que uma perda mais acentuada do poder de compra da moeda e uma maior incerteza quanto aos custos futuros estimulam mais empreendedores a fazerem investimentos produtivos de longo prazo.

Já ouvi dizer que é necessário que exista uma pequena inflação de 2% anualmente para poder equilibrar os custos da mão-de-obra, que por ser fator humano, salário não pode ser abaixado. Então o governo diminui o salário da pessoa e o patrão corrige ou não de acordo com o mercado.

j) Quando dizem que todos têm direito a saúde, educação e transporte gratuitos, estão na realidade dizendo que toda a população deve dar mais dinheiro para burocratas do governo, os quais irão repassar esse dinheiro (retendo para si uma fatia) para outras pessoas, as quais irão então prover esses serviços de acordo com critérios especificados por burocratas e políticos, e não pelos consumidores.

Por serem bases para o bem estar e para o desenvolvimento, a participação do estado na saúde e educação é muito importante.

Também sou a favor de transporte coletivo gratuito, porque vejo que a estrutura de cobrança (cobradores, máquinas de pagamento) encarece o serviço. Além disso, a gratuidade estimula as pessoas a usarem transporte coletivo em vez de carro. Só não me venha com esse papo da indústria automobilística falindo e levando a economia para o buraco, porque isso é o mesmo caso discutido no tópico sobre automação causar desemprego.

k) Quando dizem que as empresas devem utilizar mais conteúdo nacional em seus produtos, estão na realidade dizendo que os fornecedores desse conteúdo nacional têm direito a uma reserva de mercado, podendo assim elevar seus preços e reduzir a qualidade de seus produtos despreocupadamente.

Devemos distinguir a reserva de mercado de priorização de produtos nacionais. Se o produto estrangeiro ainda está disponível e acessível, não vejo problema na campanha pelo nacional. Se o produto nacional for uma porcaria, compensará pagar um pouco mais pelo estrangeiro.

m) Quando dizem que mais gastos do governo estimulam o empreendedorismo, estão na realidade dizendo que a contratação de mais burocratas e a criação de mais burocracia, mais leis e mais regulamentações incentivam a produção e levam a mais geração de riqueza.

"geração de riqueza" = inflação

Só vejo esse termo como propaganda ideológica.
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Data da postagem: 11/09/2020, 22:31
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Multinacionais desistem do país. Crise e Custo Brasil fazem indústria cair ao menor nível em mais de 70 anos

Saída da Ford do país, anunciada esta semana, não é caso isolado. Baixo crescimento também afugenta empresas

Cássia almeida e João Sorima Neto 17/01/2021

A saída da Ford do Brasil, anunciada na última semana, é mais um golpe na indústria brasileira. A sangria não é de hoje. Desde 2018, ao menos 15 multinacionais de vários setores deixaram o país, num movimento que é mais dramático no setor industrial, com fechamento de fábricas e empregos. A crise gerada pela pandemia numa economia já estagnada e a baixa competitividade do país afastam investimento estrangeiro e aceleram a desindustrialização prematura do Brasil, sem desenvolver um setor de serviços capaz de manter crescimento da produtividade e da renda.

Entre 2000 e 2019, a participação da indústria de transformação (que exclui petróleo e minério) no Produto Interno Bruto (PIB) encolheu, passando de 13,1% para 10,1%. Com a pandemia, ficou abaixo dos 10% pela primeira vez entre janeiro e julho de 2020. É a menor participação do setor desde 1947, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

— Nosso processo de desindustrialização tem muito pouco a ver com o que outros países passaram. Aqui, foi muito rápido, agudo e prematuro. Os países, em sua maior parte, só começam a passar por isso depois de se tornarem ricos. No Brasil, aconteceu bem antes. Enquanto outros avançavam para ramos de maior sofisticação tecnológica, estávamos às voltas com a crise da dívida dos anos 1980, a hiperinflação — diz Rafael Cagnin, economista do Iedi.

Segundo estudo do Iedi, enquanto a participação do setor na economia mundial caiu em um terço entre 1970 e 2017, no Brasil recuou à metade. Entre 30 países, só Argentina, Filipinas, Rússia e Brasil começaram a ver a indústria perder espaço quando a renda per capita ainda era inferior a US$ 20 mil, o que é considerado um nível baixo pelo estudo.

https://oglobo.globo.com/economia/multinacionais-desistem-do-pais-crise-custo-brasil-fazem-industria-cair-ao-menor-nivel-em-mais-de-70-anos-24842363
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Crio esse tópico como uma chance para ouvir o outro lado,

saber se é puro preconceito, loucura da minha cabeça, enfim,

porque não consigo enxergar o dito "liberalismo" senão como o mais puro e descarado mau-caratismo.

"precisamos fazer sacrifícios, cortar direitos trabalhistas"

e não se toca nas grandes heranças, na taxação das grandes fortunas e das grandes propriedades

"não tem dinheiro para continuar o auxílio emergencial"

mas tem para milhões em "leite condensado" e emendas.

"vamos acabar com os privilégios dos funcionários públicos"

e colocar um monte de comissionados e compadres no lugar

"as famílias pobres não podem ficar vivendo do estado, pesando"

mas se precisar perdoar dívidas milionárias de grandes empresas, aí pode

"o estado não tem que intervir na economia"

mas quando a água bate na bunda até o Guedes fala em imprimir dinheiro e comprar dívida (link)

quando é para o povo, para a classe trabalhadora, aí é sempre preciso austeridade

aí chega, ano passado o congresso perdoou dívida de 1 bilhão de igrejas.

e a horda de novominions, nandominions, mamãefaleiminions, constantinominions passando pano pr'essas facadas todas na carne do povo

Amoedo falando que todos os serviços públicos do Brasil deveriam ser privatizados! Que canalhice!

Vejam o resultado da saúde privada nos EUA!

No governo Temer, venderam 25% de um campo de petróleo da Petrobrás para uma estatal norueguesa!

Mas a nossa temos que privatizar né! - por que os noruegueses não privatizam a estatal deles?

Por que a Alemanha não privatiza as estatais dela? Por que a China não privatiza as dela?

Por que esse entreguismo?

Em suma, tudo para as elites, nada para o povo.

Será que sou eu que sou burro ou louco e não entendo?

O mau-catarismo escancarado!
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LIberalismo é uma coisa, corrupção é outra.

Corrupção sempre existiu, roubar o povo sempre existiu. Isto independe do sistema econômico.

Não se pode dizer "Fulano se diz liberal e é corrupto, portanto o liberalismo não funciona".

Quanto às privatizações, não adianta pegar fatos isolados.

As privatizações de FHC foram um grande avanço. Pena que depois veio o PT e estragou tudo.

Quanto aos países europeus, quanto de sua economia é estatal?

Já a China era 100% estatizada e só virou o que é hoje quando permitiu a livre iniciativa e a propriedade privada.
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Percebo várias confusões em sua postagem. É compreensível, visto que o termo "Liberalismo" tem sido banalizado no Brasil. Em parte devido a próprios movimentos que se dizem Liberais sem entender bulhufas do que significa isso, e em parte, devido à oposição que coloca tudo no mesmo balaio e desvirtua vários dos ideais liberais.

A primeira confusão que vejo os ditos liberais fazerem aqui no Brasil é achar que liberalismo implica em acabar com o estado. Ou seja: tudo o que vem do estado ou tudo o que o estado faz, é ruim. Isso é falso e beira o anarcocapistalimo. Pois o Liberalismo, a grosso modo, defende apenas que o estado foque em setores em que a iniciativa privada não possui interesse ou não é capaz de suprir toda a demanda.

E quais seriam estes setores?

- Educação;

- Desenvolvimento de pesquisas;

- Saúde e saneamento;

- Segurança pública;

- Infraestrutura.

Os setores acima são alguns exemplos de áreas que trazem externalidades positivas à sociedade e, embora a iniciativa privada possa atuar, ela não é capaz de atender a demanda em todas as localidades (muitas vezes por inviabilidade ou desinteresse econômico). Então faz total sentido a participação do estado nestes setores, e nenhum pensador liberal decente negaria isso.

Outro ponto, é que o liberalismo também reconhece as falhas de mercado. Essa máxima de "estado malvadão e mercado resolve tudo" é uma grande falácia. O estado e leis são necessários para impedir abusos de empresas privadas, descaso com consumidores, danos à sociedade e ao meio ambiente, formação de cartéis, etc.

Diferente do que muitos pensam, programas sociais também são pautas liberais. O bolsa família, por exemplo, foi proposto por Friedman já na década de 60. E o próprio Suplicy, um dos idealizadores do programa, admitiu a influência deste para a criação do programa.

A história é desconhecida, mas não se trata de um segredo. Até Eduardo Suplicy admite a influência neoliberal. No livro Renda de Cidadania, Suplicy afirma que ele próprio se inspirou em estudos de economia na Michigan State University. Entre várias fontes de inspiração, como Karl Marx e Jesus, Suplicy menciona Hayek e Friedman.

A proposta de Friedman está no livro Capitalismo e Liberdade, de 1962. Ele sugere que, em vez de impor regulações que distorcem o mercado, como leis de salário mínimo e controles de preços, o governo deveria criar um “imposto de renda negativo”.  Quem ganha menos que o piso de recolhimento do imposto de renda deveria pagar um valor negativo (ou seja, receber um subsídio) proporcional ao valor que falta para chegar ao piso.

Leia mais em: https://veja.abril.com.br/blog/cacador-de-mitos/bolsa-familia-como-uma-ideia-da-direita-se-tornou-a-principal-bandeira-da-esquerda-brasileira/


Agora, em relação a algumas de suas confusões...

criso"não tem dinheiro para continuar o auxílio emergencial"

mas tem para milhões em "leite condensado" e emendas.


Isso não tem nada a ver com liberalismo. Trata-se apenas de uma das grandes hipocrisias e ineficiências de nosso governo, que sempre cortou onde deve e gastou desnecessariamente onde não deve.

criso
"vamos acabar com os privilégios dos funcionários públicos"

e colocar um monte de comissionados e compadres no lugar


O funcionalismo público brasileiro possui sérios problemas e não dá pra negar isso. Funcionários de setores públicos chegam a custar 3 vezes mais do que funcionários da iniciativa privada com cargos equivalentes, e os serviços e desempenho prestados na maioria das vezes são piores. Fora ainda os gastos com aposentadoria, que possuem grande impacto no déficit da previdência.

Claro que talvez a solução de trocar por comissionados não seja a melhor. Mas muitos dos privilégios do funcionalismo público são incoerentes e devem ser revistos sim. Principalmente aqueles do alto escalão.

criso
"as famílias pobres não podem ficar vivendo do estado, pesando"

mas se precisar perdoar dívidas milionárias de grandes empresas, aí pode


Essa também é outra hipocrisia. Mas como eu disse, programas assistencialistas são perfeitamente compatíveis com ideais liberais. No entanto, é importante que haja auxílio por parte do governo para que estas famílias não tenham que se tornar dependentes permanentes destes programas.

criso
"o estado não tem que intervir na economia"

mas quando a água bate na bunda até o Guedes fala em imprimir dinheiro e comprar dívida (link)


Já expliquei acima que liberalismo é diferente de anarcocapitalismo. O primeiro, admite sim intervenção do estado na economia. Até mesmo o Meirelles chegou a defender a expansão da base monetária (aka "impressão de dinheiro") durante a crise do coronavírus: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52212033

Entretanto, é necessário ter cautela quanto aos excessos. Emissão de dinheiro quando não feita corretamente pode causar descontrole de inflação. E dívidas em excesso traz insegurança jurídica e uma série de outros problemas econômicos.

criso
quando é para o povo, para a classe trabalhadora, aí é sempre preciso austeridade

aí chega, ano passado o congresso perdoou dívida de 1 bilhão de igrejas.


Novamente, mais uma hipocrisia do governo e que nada tem a ver com Liberalismo.

Gastos desnecessários e incoerentes são injustificáveis e não invalidam a necessidade de austeridade fiscal. Se não houver zelo com as contas públicas, entramos em crise e vamos ladeira abaixo, semelhantemente à Argentina.

criso
Amoedo falando que todos os serviços públicos do Brasil deveriam ser privatizados! Que canalhice!

Vejam o resultado da saúde privada nos EUA!


Não tenho certeza se Amoedo disse isso mesmo. Mas se disse, ele foi incoerente com o que o Partido Novo defende. O Novo não defende privatização de serviços públicos essenciais como saúde e educação, por exemplo. Mas defende a adoção de modelos alternativos de investimento do governo para estes setores, que inclusive são adotados em outros países.

Um exemplo deste modelo seria o financiamento por parte do governo de planos de saúde e escolas privadas para famílias sem condições financeiras. Isto não significa necessariamente a eliminação do SUS ou das escolas públicas. Mas pode vir a ser uma medida adicional além das que já existem para auxiliar aqueles que não tem acesso e educação e saúde de qualidade.

Outras medidas incluem por exemplo parcerias público-privadas, como as escolas charters, que funcionam muito bem em outros lugares. escolas charter são instituições de ensino privadas que não cobram mensalidades de seus alunos, porque são financiadas por dinheiro público: https://www.gazetadopovo.com.br/educacao/o-que-sao-as-escolas-charter-e-por-que-voce-gostaria-de-ter-uma-perto-de-voce/

Por que não experimentar algumas destas medidas para melhorar nossos serviços públicos? Uma delas inclusive já foi implementada no Brasil. É o caso do ProUni, que permitiu muitos estudantes sem condições a cursarem uma graduação.

criso
Em suma, tudo para as elites, nada para o povo.

Será que sou eu que sou burro ou louco e não entendo?


Você só não entendeu mesmo. O pressuposto por detrás do liberalismo econômico não é privilegiar as elites, e sim trazer prosperidade econômica. Desenvolvimento da economia é crucial para melhorar o bem-estar da população.

Ademais, é importante frisar que as mordomias das elites no Brasil vem desde muito tempo atrás, e mesmo governos ditos "do povo" continuaram a beneficiar as tais elites.
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- Educação;

corte de R$ 4,2 bi do orçamento da Educação para 2021

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2020/08/12/senadores-criticam-corte-de-r-4-2-bi-do-orcamento-da-educacao-para-2021

A educação básica deverá ser especialmente atingida após a proposta que o governo encaminhou ao Congresso Nacional de tirar R$ 1,4 bilhão do orçamento atual do Ministério da Educação para redirecionar a obras federais.

https://g1.globo.com/educacao/noticia/2020/10/03/corte-no-mec-pode-tirar-r-1-bilhao-da-educacao-basica-e-atingir-tambem-livros-didaticos.ghtml

Em meio à pandemia, Capes amplia o corte de bolsas de pesquisa

https://ccs2.ufpel.edu.br/wp/2020/03/20/em-meio-a-pandemia-capes-amplia-o-corte-de-bolsas-de-pesquisa/
Cinzu
- Desenvolvimento de pesquisas;

"O governo Jair Bolsonaro cortou 68,9% da cota de importação de equipamentos e insumos destinados à pesquisa científica. A medida afeta principalmente as ações desenvolvidas pelo Instituto Butantan e pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) no combate à pandemia da Covid-19.

Em 2020, o valor foi de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão, em valores de hoje). Para 2021, serão apenas US$ 93,29 milhões (R$ 499,6 milhões).

A cota de importação é um valor total de produtos comprados de outros países, destinados à pesquisa científica, que ficam livres de impostos de importação.

Um levantamento feito pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) mostra que a redução feita pelo governo Bolsonaro, em plena pandemia, é sem precedentes na última década."

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2021/01/governo-corta-beneficios-fiscais-para-pesquisa-cientifica-e-atinge-projetos-de-butantan-e-fiocruz-na-pandemia.shtml
Cinzu
- Saúde e saneamento;

Preciso dizer alguma coisa? Piada! Olha o nosso governo "Liberal" focando nestes setores!

Na visão do Amoedo, "serviços como Saúde e Educação também poderiam ser prestados pela iniciativa privada"

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-43931263

Os liberais brasileiros são os mais descarados picaretas.

Estão cagando para o povo.

Não tem verba para o auxílio que os pobres necessitam, não tem para bolsas, não tem para pesquisas,

sobra para igrejas, empresários, compadres, emendas, ninguém toca em grandes fortunas e propriedades.

Bolsonaro está conseguindo me transformar em Stalinista.
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Como eu já disse, as presepadas desse governo não tem nada a ver com liberalismo. Você está jogando na conta do liberalismo as cagadas do Bolsonaro. Porém, se ele fosse socialista, continuaria fazendo as mesmas cagadas; isso porque ele é incompetente.

Aliás, de liberal esse governo não tem nada. Além de não tem desengajado as privatizações que foram prometidas, Bolsonaro ainda criou mais estatais (https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2020/12/25/bolsonaro-assina-decreto-que-cria-sua-primeira-estatal.htm) e aumentou gastos com a TV Brasil, que segundo ele, iria acabar (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/04/15/gastos-publicidade-governo-bolsonaro-crescem-r-755-mi-record-lidera.htm).
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Cinzu, vc me parece ser um cara bem Centrista.

O "liberalismo" pregado por aí por Guedeminions,

Constatinominions, mamãefaleiminions e NovoMinions,

não é esse aí que você elucida não.
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Cinzu, vc me parece ser um cara bem Centrista.

O "liberalismo" pregado por aí por Guedeminions,

Constatinominions, mamãefaleiminions e NovoMinions,

não é esse aí que você elucida não.

Isto porque eles não são liberais, apenas se dizem ser.
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Data da postagem: 27/01/2021, 16:16