Clube Ceticismo
Islã; Terrorismo islâmico; Censura a charges
Autor: Agnoscetico | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 385349 Comentários: 296
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Já estavam planejando antes dos protestos. É provável que os protestos tenham sido incitados pela CIA.



Nenhum grupo extenso vai para protesto potencialmente suicida principalmente porque uma potência estrangeira mandou. Os manifestantes iranianos de 2026 sabem muito bem o que tinha acontecido com grande parte dos manifestantes iranianos dos grandes protestos de 2022 (quando sequer havia projeto conhecido de Biden de derrubar o regime iraniano e quando não havia a história do atentado terrorista de 7 de outubro).

Resumindo a história dos resmungos…

Manifestantes iranianos caçados como porcos de abate pela ditadura iraniana em janeiro de 2026 e 30 mil assassinatos políticos (ou mais) = sem reclamações

Forças armadas israelenses e americanas caçando os ratos genocidas da ditadura iraniana como porcos de abate = começaram as reclamações

Na TV francesa, uma iraniana comenta que não sabe qual a proporção entre os iranianos que comemoram o ataque e os que protestam contra ele, mas ela lembra que os que comemoram estão arriscando suas vidas enquanto que os que dizem apoiar o regime estão protegidos e, em alguns casos, até sendo pagos para sair às ruas.

Começa em 05:30



Na TV iraniana, uma palhaçada: um sujeito anuncia, em lágrimas, que o "mártir" morreu. Começa em 01:04 do vídeo acima.
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Data da postagem: 03/03/2026, 15:53
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Contar com apoio estrangeiro para derrubar um governo indesejado sempre acaba com o fim da liberdade.

A história mostra isso.

Astecas e Filipinos se arrependeram amargamente dessa estratégia.

A covardia do Ocidente em aproveitar momentos de discórdia interna também é histórica. Fizeram isso com os incas e indianos.

EUA vs IRÃ

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Data da postagem: 03/03/2026, 16:29
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Contar com apoio estrangeiro para derrubar um governo indesejado sempre acaba com o fim da liberdade.

A história mostra isso.

Astecas e Filipinos se arrependeram amargamente dessa estratégia.

A covardia do Ocidente em aproveitar momentos de discórdia interna também é histórica. Fizeram isso com os incas e indianos.

EUA vs IRÃ




Contar com apoio estrangeiro para derrubar um governo indesejado sempre acaba no fim da liberdade. Isso é tão verdade que Japão, Alemanha e Itália seguem, até hoje, mergulhados em regimes tão opressivos que seus cidadãos insistem em viver, votar e prosperar sob essas terríveis “ditaduras” pós-1945 — incomparavelmente piores, claro, do que foram sob o nazismo e o fascismo.

Outro exemplo é a Coreia do Sul. Após a invasão inicial em 25 de junho de 1950, na Guerra da Coreia, as forças da Coreia do Norte avançaram rapidamente e, no início de setembro, controlavam cerca de 90% do território da península. Depois da intervenção liderada pelos EUA e do armistício de 1953, a península permaneceu dividida aproximadamente ao longo do paralelo 38. Metade ficou sob uma dinastia hereditária de partido único; a outra metade sob uma “ditadura” tão eficiente que realiza eleições competitivas desde 1987, alterna partidos no poder e ostenta uma das economias mais dinâmicas do planeta.

Outro exemplo foi a Sérvia de Slobodan Milošević. O ataque militar da OTAN em 1999, durante a Guerra do Kosovo, não foi a causa direta de sua queda, mas contribuiu para enfraquecer a economia e a base política do regime. Em 2000, ele perdeu a eleição presidencial para Vojislav Koštunica e deixou o poder após grandes protestos populares. O “democrata” Milošević acabou sendo julgado pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia, enquanto o “ditador” Koštunica assumiu a presidência por meio do voto.

Realmente, a história não se cansa de confirmar que qualquer ajuda externa para derrubar regimes autoritários resulta inevitavelmente em tiranias ainda piores.
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Data da postagem: 03/03/2026, 16:57
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Império Árabe: como DESTRUÍRAM a civilização MAIS AVANÇADA da história?



Al-Ghazali acabou com a ciência e tecnologia, proibindo questionamento e colocando Deus como a explicação para tudo. Por isso, hoje é a região com poucas universidades. Foi a era de ouro árabe que criou o conhecimento que a Europa usou no renascimento.

Mas a instabilidade política e terrorismo que existe hoje na região não é culpa de Al-Ghazali e sim dos invasores euro-americanos.
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Império Árabe: como DESTRUÍRAM a civilização MAIS AVANÇADA da história?



Al-Ghazali acabou com a ciência e tecnologia, proibindo questionamento e colocando Deus como a explicação para tudo. Por isso, hoje é a região com poucas universidades. Foi a era de ouro árabe que criou o conhecimento que a Europa usou no renascimento.

Mas a instabilidade política e terrorismo que existe hoje na região não é culpa de Al-Ghazali e sim dos invasores euro-americanos.


Esses países/regiões já estão independentes dos impérios coloniais inglês e francês há um bom tempo. Além de terem sido destruídos por suas próprias elites políticas locais em décadas recentes, eles também foram empobrecidos pelo Império Otomano, um estado-nação não desenvolvido em toda a sua história (1299 — 1922).


Em primeiro lugar, todos foram províncias do Império Otomano, o que afetou intensa e adversamente o modo como se desenvolveram. Após o colapso do domínio otomano, o Oriente Médio foi absorvido pelos impérios coloniais inglês e francês, que continuaram tolhendo suas

possibilidades. Após a independência, a exemplo de boa parte do antigo mundo colonial, desenvolveram regimes políticos hierárquicos e autoritários, de que faziam parte poucas das instituições políticas e econômicas que, como mostraremos, são cruciais para a geração de prosperidade econômica.


(Robinson e Acemoglu, Por Que as Nações Fracassam, Editora Campus)
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Data da postagem: 07/05/2026, 22:28
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Falam mal do Irã por motivos ideológicos do ponto de vista colonialista. O verdadeiro problema do Irã são instituições extrativas.

Resposta do Gemini
O Estrangulamento Externo (O peso das sanções)
As sanções internacionais — especialmente após a Revolução Islâmica de 1979 e endurecidas nas últimas décadas por causa do programa nuclear — machucaram profundamente o Irã:


  • Impedimento de exportação: O país é proibido de vender livremente seu petróleo nos mercados formais, tendo que recorrer a redes obscuras de comércio clandestino (o que o obriga a dar descontos absurdos e perder bilhões em receitas).

  • Corte do sistema financeiro global: O Irã foi banido do sistema SWIFT, o que significa que ele praticamente não consegue atrair investimentos estrangeiros, comprar tecnologia de ponta, atualizar sua infraestrutura de energia ou receber pagamentos de forma transparente.

Sem esse garrote, o Irã estaria surfando em petrodólares de forma semelhante aos seus vizinhos do Golfo (como os Emirados Árabes ou o Catar).

Economia estatizada e corrupção

O Estado controla quase toda a economia, com fatias gigantescas dominadas por fundações religiosas e pela Guarda Revolucionária (uma força militar paralela), o que gera ineficiência crônica e corrupção sistêmica.

  • Monopólio dos Setores Estratégicos (Petróleo e Gás): Todo o setor de hidrocarbonetos — que sustenta as finanças do país — pertence e é operado diretamente pelo Estado. Não existe exploração de petróleo por empresas privadas nacionais ou estrangeiras de capital aberto como ocorre no Ocidente.

  • Os Bonyads (Fundações Paraestatais): Uma particularidade do modelo iraniano são os bonyads, vastos fundos de caridade e conglomerados industriais criados após a revolução de 1979. Eles controlam fatias massivas da economia (estimadas em cerca de 20% do PIB), abrangendo desde montadoras de carros e mineradoras até o setor farmacêutico e imobiliário. O detalhe crítico é que eles respondem diretamente ao Líder Supremo (o aiatolá), não pagam impostos adequados e operam sem transparência ou concorrência de mercado. Como não pagam impostos e têm acesso a crédito facilitado, é impossível para o setor privado comum concorrer com eles. Os lucros bilionários servem para comprar fidelidade política. Os cargos de chefia dos Bonyads são disputados a unha por clérigos de alto escalão, ex-políticos e figuras ligadas ao regime.

  • O Peso da Guarda Revolucionária (IRGC): A ala militar de elite do regime transformou-se em um império econômico. Através de empresas de fachada e subsidiárias, a Guarda Revolucionária domina a indústria de construção pesada, telecomunicações, portos e grandes obras de infraestrutura. É praticamente impossível para uma empresa privada concorrer com eles em licitações públicas.

  • Controle Cambial e de Preços: O Estado controla rigorosamente a taxa de câmbio da moeda nacional (o rial) e impõe subsídios pesados e tabelamentos de preços para alimentos, energia e combustíveis. Quando o governo controla o acesso aos dólares oficiais para importação, ele decide quem sobrevive e quem vai à falência no setor privado.

Em resumo, o setor privado legítimo e independente existe, mas sobrevive nas margens (comércio de menor escala, agricultura tradicional e serviços básicos). O miolo grosso da economia — o grande capital, a energia, a indústria pesada e as importações vitais — está nas mãos do aparato estatal e religioso. 
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Data da postagem: 29/09/2026, 16:08