Clube Ceticismo
Inteligência artificial - Generalidades
Autor: Agnoscetico | Categoria: Ciência, Tecnologia e Saúde | Exibições: 557876 Comentários: 325
Avatar
Apelido:
Paranoid
Papel:
Usuário
Registrado em:
08/09/2026, 19:25
Comentários: 47
Tópicos criados: 1
Idioma:
É tão irritante pesquisar uma coisa e ver uma resposta absurda com fontes para Reddit, Instagram e comunisteen de youtube.
Pq não há IAs que só usam artigos científicos como fontes?

Uma vez vi um sub no reddit que escrevia uma monte de bobagens propositalmente só pra buggar as IAs, e realmente funcionava.
0
like
0
dislike
0
angry
0
cry
0
wow
0
laugh
0
heart
Data da postagem: 06/10/2026, 09:51
Avatar
Apelido:
Patolino
Papel:
Usuário
Registrado em:
11/02/2018, 18:09
Comentários: 4677
Tópicos criados: 70
Idioma:
É fato Fernando, que senso geral não garante veracidade, mas é, entre outros, um parâmetro a ser considerado nos dias atuais, devido às excentricidades que se tornaram comuns, e até aceitáveis. Os "influencers" lucram atraindo imbecís para seu reduto.
0
like
0
dislike
0
angry
0
cry
0
wow
0
laugh
0
heart
Data da postagem: 07/10/2026, 09:36
Avatar
Apelido:
Huxley
Papel:
Usuário
Registrado em:
28/05/2005, 09:44
Comentários: 9295
Tópicos criados: 176
Idioma:
ParanoidÉ tão irritante pesquisar uma coisa e ver uma resposta absurda com fontes para Reddit, Instagram e comunisteen de youtube.
Pq não há IAs que só usam artigos científicos como fontes?

Ué, mas já há: IA Consensus, por exemplo. Ver vídeo na página 31 deste tópico. Título: “Inteligência artificial que só responde baseado em artigos científicos”:
‍
0
like
0
dislike
0
angry
0
cry
0
wow
0
laugh
0
heart
Data da postagem: 17/10/2026, 22:23
Avatar
Apelido:
Huxley
Papel:
Usuário
Registrado em:
28/05/2005, 09:44
Comentários: 9295
Tópicos criados: 176
Idioma:

1/2

Será q a IA vai permitir contornar os temidos retornos decrescentes dos recursos alocados em Ciência e Tecnologia? Neutralizar o "fishing out effect" (avanços na fronteira são cada vez mais lentos)?





2/2

Precisamos pq:

– a relação de dependência (inativos/ativos) só vai crescer. Os ativos têm q ser + produtivos;

– a estrutura demográfica muda e impacta na criatividade: com menos jovens perdemos parte da energia + criativa.

Fonte dos gráficos: The Economist desta semana.



(Carlos Alberto Ramos)

Fonte: https://x.com/carlosalrms/status/2110810081478824051
0
like
0
dislike
0
angry
0
cry
0
wow
0
laugh
0
heart
Data da postagem: 17/10/2026, 22:30
Avatar
Apelido:
Fernando_Silva
Papel:
Moderador
Registrado em:
23/04/2005, 09:40
Comentários: 50109
Tópicos criados: 1299
Idioma:
Possível "bolha da IA". Lucro não cobre despesas.

Fundada pelo Daniel de Freitas, a Character AI pediu recuperação judicial


O Globo Newsletter: Ok, computer  -   19 de Outubro de 2026

Criada pelo brasileiro Daniel de Freitas, Character.AI oferecia chatbots de IA que emulavam personagens.

A autópsia de uma promissora empresa de IA reforça temores na indústria

Character.AI entrou com pedido de falência e expôs alguns dos principais pontos de preocupação para todas as empresas do setor

Bruno Romani   -   Repórter de tecnologia


Na semana passada, a Character.AI, um dos nomes mais promissores da primeira geração de chatbots turbinados por inteligência artificial (IA), entrou com pedido de falência nos EUA. A autópsia do fracasso reforça alguns dos principais temores que assombram toda a indústria: custos altíssimos, baixa capacidade de gerar receita, acúmulo de problemas legais e movimentação frenética de executivos. É um alerta do que pode acontecer em breve a muitas outras empresas.

A Character.AI foi fundada no fim de 2021 por Noam Shazeer, um dos autores do artigo histórico que criou toda a arquitetura pela qual as IAs atuais funcionam, e pelo paulista Daniel de Freitas, o primeiro brasileiro bilionário da era da IA. Ambos eram funcionários do Google, mas decidiram sair para fundar a Character.AI quando a gigante não demonstrou interesse em desenvolver chatbots inteligentes — o mundo pré-ChatGPT realmente era outro.

A proposta da startup era desenvolver os próprios grandes modelos de linguagem (LLMs) e oferecer aos usuários um chatbot que assumia diferentes personalidades, incluindo personagens famosos como Winston Churchill, Billie Eilish, Elon Musk, Tony Stark e Sócrates. Com isso, a Character.AI foi rapidamente avaliada em US$ 1 bilhão e chegou a 2024 com 200 milhões de usuários registrados e 20 milhões de usuários mensais. Em 2023, a Forbes colocou a companhia entre os nomes mais importantes da IA, junto com Mistral AI, Anthropic, Midjourney e OpenAI.

Logo veio o primeiro grande baque para o negócio. Pressionado pelo avanço da OpenAI, o Google pagou US$ 2,7 bilhões para recontratar Shazeer e Freitas e levar outros 30 pesquisadores — negócio que rendeu uma investigação contra o Google pelo Departamento de Justiça dos EUA, que considerou o movimento uma prática anticompetitiva.

Não bastasse isso, a Character.AI passou a enfrentar problemas legais em diversas frentes. Além de ser acusada de violação de direitos autorais ao emular personalidades famosas, a companhia foi processada pela família de um garoto de 14 anos, que afirmou que ele tirou a própria vida após ficar obcecado pelos chatbots da empresa. Na esteira, vieram mais processos e investigações sobre o impacto do serviço na saúde mental de jovens.

Agora, o pedido de falência revela números que contam boa parte da história da indústria atual da IA. Em 2024, a Character.AI gastou US$ 13,4 milhões por mês em poder computacional. Em 2025, houve melhora: US$ 10 milhões por mês. No auge, o modelo de assinaturas trouxe US$ 2,8 milhões por mês, mas houve períodos de menos de US$ 1 milhão. Somadas todas as fontes de receita, a empresa chegou a um teto de US$ 5,3 milhões por mês. Neste ano, passou a perder entre US$ 8 milhões e US$ 9 milhões por mês.

No pedido de falência, Colin Adams, atual CEO da Character.AI, resumiu o tamanho do problema: “A impressionante tecnologia da Character tem alto custo de operação; a empresa sempre enfrentou dificuldades para obter lucratividade, e suas despesas operacionais têm sido elevadas”. Só com o Google, a dívida é de US$ 4 milhões — outros 2,6 milhões são com escritórios de advocacia.

O descompasso entre investimento em infraestrutura e capacidade de gerar receita — isso sem contar as ameaças legais — não era um problema exclusivo da Character.AI. Esse é o grande ponto de interrogação de toda a indústria.

A Anthropic, por exemplo, teve prejuízo de US$ 42 bilhões em 2025 e assumiu um compromisso de infraestrutura de US$ 518 bilhões para os próximos anos. No terceiro trimestre, a receita foi de US$ 16,8 bilhões e, mesmo assim, a companhia não saiu do vermelho. A oferta inicial de ações (IPO), projetada para avaliar a companhia em US$ 2 trilhões, já teve um corte de US$ 500 bilhões, segundo a Bloomberg.

O fracasso de quem opera modelos avançados pode causar efeito dominó em quem opera infraestrutura. Na semana passada, os papéis da CoreWeave, empresa de data centers altamente endividada, derreteram . A grande dúvida do mercado é se vai existir demanda — e receita — para sustentar os investimentos em chips e infraestrutura. Há preocupação até com a demanda de gigantes como Meta e Microsoft por essas infraestruturas.

Sinal de que há alguma tensão no ar: investidores de Wall Street elevaram os preços de alguns instrumentos financeiros que protegem contra o calote de dívidas corporativas. A salvação para tudo isso está em um elo que a startup de Shazeer e Freitas jamais chegou perto de explorar: ir além das assinaturas e dos anúncios para o consumidor final. A indústria acredita que o dinheiro está nos clientes corporativos e, cada vez mais, vamos assistir aos esforços de quem está na batalha para enfiar a tecnologia dentro das empresas. Se isso não caminhar na velocidade esperada pelo mercado, teremos muitos outros casos como o da Character.AI pela frente.
0
like
0
dislike
0
angry
0
cry
0
wow
0
laugh
0
heart
Data da postagem: 20/10/2026, 07:28