Clube Ceticismo
Feminismo e ideologia de gênero
Autor: Tutu | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 1293724 Comentários: 664
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Burca é só no Afeganistão e é usada só na rua. 



“Só no Afeganistão” já é muita coisa. São 45 milhões de habitantes lá. “Só na rua” já é muita coisa. Nenhuma mulher deveria ser coercitivamente obrigada pela lei a usar esse saco de lixo na cabeça em qualquer lugar do mundo. 


O véu do Irã é inofensivo. 



O véu do Irã é inofensivo. O que é ofensivo é uma mulher ser coercitivamente obrigada pela lei iraniana a usá-lo. A pena máxima de prisão por deixar de usar o véu (hijab) no Irã aumentou para 15 anos, de acordo com a rigorosa legislação do regime iraniano aprovada no final de 2024.

Arábia Saudita trata mulher como criança, não como escrava. EAU não obriga mais o véu. 


Nessas duas pocilgas de bárbaros incivilizados de cultura inferior, o estupro marital NÃO É explicitamente criminalizado (tal como ocorria no distante passado androcrático do Ocidente). 

Por exemplo, a legislação saudita não apenas deixa de criminalizar expressamente o estupro marital; ela contém disposições de direito matrimonial que reconhecem uma obrigação sexual recíproca e permitem consequências jurídicas para a esposa que recusa sexo sem uma justificativa reconhecida. Combinadas com a inexistência de um direito feminino equivalente ao divórcio unilateral, essas normas podem deixar uma mulher que não deseja mais manter relações sexuais em uma situação de grave vulnerabilidade jurídica.

Suponha exatamente:
  1. A mulher deixa de amar o marido.
  2. Ela quer terminar o casamento.
  3. Ela não quer mais ter relações sexuais.
  4. Ela não tem, necessariamente, uma das causas específicas que permitem obter imediatamente uma dissolução judicial.
  5. O marido não concorda com a separação.
  6. Ela se recusa ao sexo.
Nesse cenário, a legislação não lhe proporciona uma garantia jurídica equivalente à que existiria em um sistema baseado no consentimento sexual individual. Pelo contrário, a lei contém uma disposição que transforma a abstenção sexual em algo que depende do consentimento do outro cônjuge e pode retirar dela a manutenção se a recusa não tiver uma “justificativa legítima”.
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Data da postagem: 01/10/2026, 22:57
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Inofensivo?

Irã confirma condenação a 74 chibatadas de cantora que se apresentou sem o hijab
Parastoo Ahmadi foi punida por publicar apresentação em que aparece sem véu; além das chibatadas, ela ficará dois anos proibida de cantar e deixar o país
https://oglobo.globo.com/mundo/noticia/2026/09/29/ira-confirma-condenacao-a-74-chibatadas-de-cantora-que-se-apresentou-sem-o-hijab.ghtml


Foi a origem das manifestações que geraram um massacre que matou umas 30.000 pessoas no Irã.

Morte de mulher presa por não usar véu gera revolta popular no Irã
Natural do Curdistão, Mahsa Amini, 22, foi presa no noroeste do país por não usar o véu e, depois de presa, foi hospitalizada com sinais de agressão e morreu.
https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/09/18/morte-de-mulher-presa-por-nao-usar-veu-gera-revolta-popular-no-ira.ghtml

Imagina se fosse ofensivo.
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Data da postagem: 03/10/2026, 03:35
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Por que a introdução do voto feminino provocou aumento nos gastos públicos?

Resposta do Gemini:
A relação entre a introdução do voto feminino e o aumento dos gastos públicos é um tema amplamente estudado na economia política e na história econômica (sendo um marco clássico o estudo de John Lott e Lawrence Kenny, de 1999).

Historicamente, a expansão do sufrágio para as mulheres provocou um crescimento mensurável nas despesas e no tamanho dos governos por razões econômicas, sociais e estruturais:

1. Mudança nas Prioridades de Gastos (De "Canhões" para "Manteiga")
Antes do sufrágio universal, as preferências do eleitorado prioritariamente masculino tendiam a focar em infraestrutura comercial, defesa, ordem pública e impostos mais baixos. Com a entrada das mulheres no eleitorado, houve uma mudança drástica na demanda por serviços públicos:


  • Investimento Social: O eleitorado feminino demonstrou historicamente maior preferência por políticas de bem-estar social, educação, saúde pública e assistência à infância e à família.

  • Redução da mortalidade infantil: Estudos econômicos (como os de ⁠Grant Miller nos EUA) mostram que a pressão política das mulheres levou a aumentos imediatos em gastos com saneamento e saúde pública, reduzindo drasticamente a mortalidade infantil.

2. A Demanda por Redes de Proteção (Seguro Social)
As mulheres historicamente enfrentavam maior vulnerabilidade econômica estrutural — por exemplo, em casos de viuvez, abandono ou dissolução de casamento, além de terem menor participação relativa no mercado de trabalho formal nas primeiras décadas do século XX.


  • Por estarem mais expostas a essas contingências, as mulheres apoiaram de forma mais consistente a criação e a expansão de redes de segurança social (como pensões, seguro-desemprego, auxílios-doença e previdência), que exigem orçamentos estatais robustos e contínuos.

3. A Dinâmica do "Eleitor Mediano"
Pela teoria econômica da escolha pública (public choice), os políticos buscam agradar o eleitor mediano para vencer eleições.


  • Quando a base eleitoral dobra com a inclusão das mulheres, o "eleitor mediano" muda de perfil.

  • Os candidatos passaram a disputar um novo e massivo bloco de eleitores, o que os obrigou a adotar plataformas políticas mais voltadas para o atendimento de demandas sociais e familiares para conseguir captar esses votos.

4. Competição Política e Ampliação do Escopo do Estado
Com mais pessoas aptas a votar, os partidos políticos precisaram diversificar suas estratégias para conquistar maiorias. Isso gerou um movimento de expansão do Estado de Bem-Estar Social (Welfare State) na Europa Ocidental e nas Américas ao longo do século XX. O governo precisou arrecadar mais impostos para financiar a oferta pública de bens que antes eram providos de forma privada ou arcados exclusivamente no âmbito doméstico (como cuidados infantis e assistência médica básica).

Em suma, o voto feminino não apenas aumentou o volume total dos gastos públicos, como também redirecionou o foco orçamentário do Estado, transformando a natureza das despesas governamentais em direção a uma rede de proteção social mais ampla.

Fontes:
* https://www.researchgate.net/publication/5154764_Female_voting_power_The_contribution_of_women's_suffrage_to_the_growth_of_social_spending_in_Western_Europe_1869-1960
* https://www.researchgate.net/figure/Effect-of-giving-women-the-right-to-vote-on-per-capita-state-government-expenditures-and_fig1_24104100
* https://www.reddit.com/r/slatestarcodex/comments/8f1w3g/effect_of_womens_suffrage_on_government_spending


O pior é que existe muito homem que não reconhece o erro.
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Data da postagem: 17/10/2026, 16:54
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TulexPor que a introdução do voto feminino provocou aumento nos gastos públicos?

Resposta do Gemini:
A relação entre a introdução do voto feminino e o aumento dos gastos públicos é um tema amplamente estudado na economia política e na história econômica (sendo um marco clássico o estudo de John Lott e Lawrence Kenny, de 1999).

Historicamente, a expansão do sufrágio para as mulheres provocou um crescimento mensurável nas despesas e no tamanho dos governos por razões econômicas, sociais e estruturais:

1. Mudança nas Prioridades de Gastos (De "Canhões" para "Manteiga")
Antes do sufrágio universal, as preferências do eleitorado prioritariamente masculino tendiam a focar em infraestrutura comercial, defesa, ordem pública e impostos mais baixos. Com a entrada das mulheres no eleitorado, houve uma mudança drástica na demanda por serviços públicos:


  • Investimento Social: O eleitorado feminino demonstrou historicamente maior preferência por políticas de bem-estar social, educação, saúde pública e assistência à infância e à família.

  • Redução da mortalidade infantil: Estudos econômicos (como os de ⁠Grant Miller nos EUA) mostram que a pressão política das mulheres levou a aumentos imediatos em gastos com saneamento e saúde pública, reduzindo drasticamente a mortalidade infantil.

2. A Demanda por Redes de Proteção (Seguro Social)
As mulheres historicamente enfrentavam maior vulnerabilidade econômica estrutural — por exemplo, em casos de viuvez, abandono ou dissolução de casamento, além de terem menor participação relativa no mercado de trabalho formal nas primeiras décadas do século XX.


  • Por estarem mais expostas a essas contingências, as mulheres apoiaram de forma mais consistente a criação e a expansão de redes de segurança social (como pensões, seguro-desemprego, auxílios-doença e previdência), que exigem orçamentos estatais robustos e contínuos.

3. A Dinâmica do "Eleitor Mediano"
Pela teoria econômica da escolha pública (public choice), os políticos buscam agradar o eleitor mediano para vencer eleições.


  • Quando a base eleitoral dobra com a inclusão das mulheres, o "eleitor mediano" muda de perfil.

  • Os candidatos passaram a disputar um novo e massivo bloco de eleitores, o que os obrigou a adotar plataformas políticas mais voltadas para o atendimento de demandas sociais e familiares para conseguir captar esses votos.

4. Competição Política e Ampliação do Escopo do Estado
Com mais pessoas aptas a votar, os partidos políticos precisaram diversificar suas estratégias para conquistar maiorias. Isso gerou um movimento de expansão do Estado de Bem-Estar Social (Welfare State) na Europa Ocidental e nas Américas ao longo do século XX. O governo precisou arrecadar mais impostos para financiar a oferta pública de bens que antes eram providos de forma privada ou arcados exclusivamente no âmbito doméstico (como cuidados infantis e assistência médica básica).

Em suma, o voto feminino não apenas aumentou o volume total dos gastos públicos, como também redirecionou o foco orçamentário do Estado, transformando a natureza das despesas governamentais em direção a uma rede de proteção social mais ampla.

Fontes:
* https://www.researchgate.net/publication/5154764_Female_voting_power_The_contribution_of_women's_suffrage_to_the_growth_of_social_spending_in_Western_Europe_1869-1960
* https://www.researchgate.net/figure/Effect-of-giving-women-the-right-to-vote-on-per-capita-state-government-expenditures-and_fig1_24104100
* https://www.reddit.com/r/slatestarcodex/comments/8f1w3g/effect_of_womens_suffrage_on_government_spending


O pior é que existe muito homem que não reconhece o erro.
Isso acima é mais ridículo do que dizer que o fim do voto censitário foi um erro e que só os ricos deveriam ter direito a voto. Estudos empíricos com dados em painel que testam conjuntamente ambas as transições apontam que as restrições de renda explicam melhor o tamanho global do gasto público estatal do que qualquer outra variável, inclusive o voto feminino. Em síntese, estamos falando aqui da extensão do direito de voto às camadas de menor renda.

Além disso, a ideia de que gastos públicos elevados implicam subdesenvolvimento também é ridícula. Em suma, as evidências empíricas indicam que, atualmente, os países de baixa renda constituem o grupo com a menor relação entre gasto público e PIB, seguidos pelos países de renda média, enquanto os países de alta renda apresentam o maior peso do setor público.
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Data da postagem: 17/10/2026, 19:26