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Feminismo e ideologia de gênero
Autor: Tutu | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 1293706 Comentários: 662
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A constituição de 1988 estabelece igualdade de direitos para os gêneros. As feministas se vangloriam de que a luta delas trouxe os direitos que elas conseguiram, como ter propriedade, poder trabalhar, poder divorciar, poder votar, e tratamento igual na lei. Não existe mais nenhum direito necessário para conquistar. Mas hoje temos duas ideologias maléficas:
Feminismo - Defesa de privilégios para mulheres e submissão e supressão do comportamento do homem. Quando um homem faz algo que não gostam, como interromper a fala dela igual ele faz com todo mundo, acusa de machismo. Em vez de criticar o comportamento cafajeste do homem, defendem mais promiscuidade feminina nem que precise matar gente para isso. A mulher que não concorda com essa ideologia é taxada como "mulher machista".
Ideologia de gênero - A crença de que gênero é construção social e que não tem diferença natural, tanto que a pessoa pode escolher mudar de gênero. Defendem masculinizar a mulher e afeminar o homem. Nessa lógica, querem homem como babá e mulher como militar. Querem igualdade no sentido literal e não no sentido de direito (uma mulher não é igual a um homem da mesma forma que um cão não é igual a um gato).
A lei já avançou e protege as mulheres mais do que os homens e pode piorar no futuro. O câncer de mama é levado mais a sério do que o de próstata, que mata na mesma proporção. Embora seja difícil prender alguém no país, um homem pode ser preso por não pagar pensão e a pensão é administrada pela mãe. Homem aposenta mais tarde e tem expectativa de vida menor.
O Nerdologia é um bom canal, mas cometeu um grande deslize. Neste vídeo o biólogo Átila não falou de biologia, hormônios e psicologia. Foi falar de "sexismo", mas esqueceu a especialidade dele (ciência) para falar disso.
[spoiler][/spoiler]
O que respondo para os pontos levantados são:
1. Violência doméstica (40% a 70% das mulheres assassinadas são pelo marido/parceiro)
O que tem a ver a cultura ou a tradição tem a ver com isso?
Sabe qual é o nome disso? Bandidagem (embora fossem "cidadão-de-bem" antes do crime). A maioria dos crimes de qualquer espécie são cometidos por homens e a maioria dos presidiários são sempre homens. Os homens são mais violentos. Inclusive existem estatísticas de que a metade de homicídios contra gays ocorre como violência doméstica do próprio parceiro*. Portanto a maioria das vítimas da violência doméstica são mulheres. Entretanto, existe uma minoria de casos em que a mulher é a bandida como ocorreu recentemente pela deputada Flor de Lis e há poucos anos pela esposa do dono da Yoki.
A causa da violência doméstica se chama egoísmo e também a necessidade do ser humano de dominar o outro. O homem costuma fazer isso pela força e a mulher pela chatura. Mas só falam de machismo e não vejo nenhuma mensagem educativa ensinando a virtude de diminuir o ego.
Existem críticas à Maria da Penha, mas agora tem mais. Se criaram "feminicídio", Flor de Lis pode ser punida da mesma forma como "masculicídio"? A lei não deveria evitar de fazer juízo de valor da vítima? Por que uma mulher (que muitas vezes pôs cornos na cabeça do assassino) tem a vida mais valorizada do que a de um pai de família morto em assalto de carro, um jornalista morto por queima de arquivo ou um policial morto por bandido? Não estou defendendo o fim da lei de feminicídio, defendo que qualquer tipo de homicídio tenha a pena aumentada também, porque esse é o crime mais hediondo que existe independente de gênero e "cor". Selecionar vítima já mostra algo errado na lei.
2. Baixa representação política
Acredito que a representatividade feminina na Escandinávia não seja natural e sim imposta por ideologia, ainda que não seja pela força da lei. Como comentei no outro tópico, existe a falta de interesse espontânea da mulher se candidatar e também a falta de habilidade de discursar para conquistar eleitores que muitas mulheres não tem.
Existe estatísticas que dizem que mulheres independentes fazem menos corrupção na política. Também fazem melhor gestão de empresas, mas cresce menos por arriscar menos*. Em posição de liderança, um homem se destaca muito melhor do que uma mulher. Isso é melhor ilustrado em situação de emergência, em que precisa tomar decisão imediata. O homem consegue manter a cabeça fria e agir mais rápido e com coragem. Embora a maioria dos homens talvez sejam mais medrosos até do que a mulher, aqueles líderes e protetores que surgem são homens.
No Brasil, as mulheres tem uma escolaridade melhor. No serviço público brasileiro existe uma proporção maior de mulheres e elas ocupam a maioria dos cargos de chefia que exigem meritocracia. Mas quando chega na parte do Q.I. (ou seja corrupção) temos uma predominância maior de homens. Já na área de empreendedorismo, a predominância é masculina. Psicologicamente as mulheres são melhores para executar trabalhos rotineiros e os homens tem mais coragem de empreender.
Ignorando as ideologias, é uma boa ideia que metade das vagas no congresso sejam de mulheres e mulher vote só em mulher e homem só em homem?
3. Salário menor e preferência por currículo de homem
O psicólogo Jordan Peterson explica bem o motivo das diferenças de gênero com base na ciência. As mulheres tem menos ambições e acabam tendo menos ainda ao se aproximar dos 30 anos e passam a desejar filhos. Elas se sentem assim espontaneamente e não por imposição do machismo.
Tem pesquisa comparando melhor o desempenho de homens e mulheres? Por que não deixa o livre mercado calcular? O livre mercado funciona melhor com informação e por isso precisa de ciência. Ideologia em vigor tem o mesmo impacto de lei atrapalhadora mesmo não sendo obrigatória.
4. Profissões de gênero
Por que não deixar para o livre mercado? A informação está dispersa e os anos de experiência das pessoas já sabem o que é melhor para cada gênero. Inclui também o desempenho de cada um na aprendizagem de uma profissão. Eu pessoalmente nunca contrataria uma mulher como segurança (se tivesse dinheiro) e nunca contrataria um homem como babá. A maioria das profissões tradicionais de gênero são consequências do que o livre mercado encontrou como melhor. O livre mercado também não quer mulher como pedreira e lixeira, ele é injusto?
O ser humano costuma rejeitar o diferente. Uma mulher pode ser rejeitada pelos colegas num ambiente dominado por homens, mas esquecem que um homem hétero seria rejeitado da mesma forma como enfermeiro ou no setor cosmético. A rejeição não deve ser tratada como "sexismo" e a empresa deveria seguir as mesmas normas para casos de funcionários gringos ou gays. É mais caro lidar com a aceitação do que usar o talento do funcionário "diferente"? Nesse ponto, a sociedade poderia ser educada para respeitar as diferenças, mas fazer campanha para homem ser enfermeiro e mulher ser engenheira já chega a ser estupidez.
Temos uma predominância de homens na engenharia. Na medicina tem uma tendência a ter mais mulheres. Possivelmente é uma profissão "naturalmente" feminina, mas por termos uma cultura em que é a profissão de boa remuneração e status e ter um processo seletivo que enfatiza o raciocínio lógico-aritmético (de exatas), o número de homens acaba sendo mais alto do que deveria.
5. Criar filhos e cuidar da casa
Ou a mulher faz isso ou não tem filho. É contra produtivo transferir essa responsabilidade para o homem, porque as mulheres tem uma capacidade melhor para distinguir mais cores, notar quando alguém está diferente (saúde de crianças), melhor empatia, etc.
Se isso é exploração, por que não reduzir o imposto de renda para mulher ou transferir parte da renda do marido para ela?
Uma casa de um homem só é mais suja do que uma casa de uma mulher só. Elas tem mais intolerância à sujeirinha, inclusive a pequeno fio de cabelo limpo no chão.
6. Ficção, filmes e joguinhos
Estão querendo ideologizar até bobagens como a ficção, filmes e joguinhos também. Isso é como fosse propaganda ideológica. É ridículo criticar uma obra que tira a mãe de combate para cuidar de filho e no futuro farão o mesmo. Criaram índice para medir a representação da mulher em filme e agora tem um regulamento para incluir raças não brancas e homossexuais em filmes. Desse jeito é melhor só assistir filmes antigos ou eles também eram ideológicos?
Não faz sentido criticar gostosas desenhadas por homens para um público masculino. Fã service existe desde a Gŕecia antiga. A personagem Lara Croft perdeu as curvas para atrair o público feminino ou por causa do politicamente correto?
Sempre existiu jogos e filmes para o público feminino. Se filmes são dominados por personagens masculinos, as novelas são por personagem feminina. Homens gostam de filme de ação e aventura e mulheres de romance e terror.
Sempre teve jogos masculinos e femininos. The sims é um jogo mais feminino enquanto estratégia e ação são mais masculinos. Tem exceções, mas a maioria é assim. Forçar a barra pondo homens sendo salvos por mulher com frequência se torna idiota.
Essa área deveria estar de acordo com o livre mercado na questão de conteúdo. Quem procura essas coisas quer relaxar e sair do mundo real, por isso não é lugar de proselitismo ideológico.
Lembrando de mais casos (não falado por Átila, mas comum nas feministas):
7. Assédio
Inventaram o termo "cultura do estupro" e que todo homem é um potencial estuprador. Na verdade nenhuma cultura humana tolera o estupro nem mesmo há 60 anos atrás.
A verdade é que a imensa maioria dos homens sempre teve medo de se aproximar de uma mulher por quem ele tem interesse. Com o feminismo, eles tem mais medo. A minoria de trogloditas que fazem abusos não representam os homens e portanto não é uma cultura. O medo das leis feministas já transformam muitos homens em MGTOW, porque podem ser caluniados ou vítimas de golpe da barriga.
Outra crítica é sobre hábito do homem olhar para mulher bonita ou ser mais gentil e bobo perto dela, chamando de machismo. É homem sendo homem. Mulher não se interessa por homem por causa da aparência e por isso dificilmente tomará iniciativa.
Banalização do estupro
Quando chamam qualquer coisa de estupro ou assédio e também quando muitas golpistas tentam usar leis feministas para acusar algum homem, geralmente rico, de "estupro", a sociedade acaba ficando mais cética em relação às denúncias e acabam prejudicando os casos reais. É um desserviço do feminismo às mulheres.
Até criaram o lema ideológico "a vítima nunca tem culpa" e expandem de todas as maneiras falando que é transferência de culpa. A analogia que faço é andar exibindo iphone num lugar público neste país violento. Se for roubada, a vítima tem parte de culpa por ser burra. Se a polícia deste país não dá conta de assaltos e homicídios, magicamente não dará conta de estupros.
8. Briguinhas em relacionamento
Para elas: Quando o homem discorda da mulher, é misoginia. Se tem coisas feitas naturalmente por qualquer homem e coisas feitas naturalmente por qualquer mulher, só o homem é sexista.
9. Padrões de beleza
Elas criticam o direito do homem preferir um tipo de mulher. O caso mais crítico é o homem rejeitar gordas e elas ainda arrumam um jeito de valorizar a obesidade, embora obesidade não seja saudável. Para o próprio bem, deveria incentivar que ela emagreça em vez de incentivar a permanecer na zona de conforto piorando a saúde.
Biologicamente, uma gorda não é atraente. Será que a feminista que diz isso aceita um homem submisso, medroso e desempregado?
Os padrões de beleza e comportamento que a sociedade ensina às pessoas estão fortemente ligados à atratividade natural para o sexo oposto.
10. Críticas ao cavalheirismo
Para elas uma mulher isso é ruim, porque impede que ela seja independente, mas acaba proibindo o homem de mostrar que se importa com ela. A relação se torna fria e cheia de restrições esdrúxulas.
11. Conversas cotidianas
Cobram mulheres de ter filho, mas isso é normal considerando que a gravidez fica mais difícil depois dos 34 anos. Cobram trabalho de homem também.
Críticas ao feminismo
----------------------------------------------------------------------------------------------------
Nos primórdios da humanidade, no estágio tribal, os homens saíam para caçar enquanto as mulheres cuidavam do lar e das crianças. A sociedade mudou muito desde então, mas a biologia humana continua a mesma pois não teve tempo suficiente para se adaptar. Durante a história, os homens faziam trabalhos mais perigosos, incluindo viagens, obras e mineração, além de ir para para guerra. As mulheres cuidavam de crianças e muitas morriam de parto por falta de conhecimento médico. O que observamos aqui é uma divisão de tarefas primeiramente. O machismo dependia da cultura das diferentes civilizações antigas, nas quais a mulher era vista como patrimônio.
O tão criticado islamismo melhorou o direito das mulheres na época do califado e elas tinham mais direitos do que a mulher da Europa feudal na mesma época. O caso do homem poder se casar com 4 mulheres foi motivado porque a população feminina era muito maior (tinha muito homem morrendo em guerra) e tinha pouco homem para tanta mulher. O pior do machismo chegou com o reacionarismo criado pelas perturbações que europeus e americanos fizeram lá por causa do petróleo.
Falar de "destruição da família" parece com discurso de extrema-direita, mas é exatamente a consequência do feminismo sendo levado a sério. Começa proibindo homem de demonstrar interesse, depois desencoraja casamento e filhos com leis feministas e dita as regras de como deve ser a relação, tornando o homem mais submisso (consequentemente menos respeitado pela a mulher) e não fazendo o que é mais eficiente. É uma guerra de gênero.
Faz parte da psicologia feminina ter um comportamento mais passivo e esperar um homem que tenha atitude. Se o homem não faz isso, ela o vê como frouxo.
Ciência refuta a ideologia de gênero
O Paradoxo da Igualdade (vídeo que toda feminista e feministo deveriam assistir)
Homem criado como mulher (a natureza não pode ser ocultada)
* Marcado para procurar fontes. Vi há alguns anos, mas não achei de novo.
Feminismo - Defesa de privilégios para mulheres e submissão e supressão do comportamento do homem. Quando um homem faz algo que não gostam, como interromper a fala dela igual ele faz com todo mundo, acusa de machismo. Em vez de criticar o comportamento cafajeste do homem, defendem mais promiscuidade feminina nem que precise matar gente para isso. A mulher que não concorda com essa ideologia é taxada como "mulher machista".
Ideologia de gênero - A crença de que gênero é construção social e que não tem diferença natural, tanto que a pessoa pode escolher mudar de gênero. Defendem masculinizar a mulher e afeminar o homem. Nessa lógica, querem homem como babá e mulher como militar. Querem igualdade no sentido literal e não no sentido de direito (uma mulher não é igual a um homem da mesma forma que um cão não é igual a um gato).
A lei já avançou e protege as mulheres mais do que os homens e pode piorar no futuro. O câncer de mama é levado mais a sério do que o de próstata, que mata na mesma proporção. Embora seja difícil prender alguém no país, um homem pode ser preso por não pagar pensão e a pensão é administrada pela mãe. Homem aposenta mais tarde e tem expectativa de vida menor.
O Nerdologia é um bom canal, mas cometeu um grande deslize. Neste vídeo o biólogo Átila não falou de biologia, hormônios e psicologia. Foi falar de "sexismo", mas esqueceu a especialidade dele (ciência) para falar disso.
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O que respondo para os pontos levantados são:
1. Violência doméstica (40% a 70% das mulheres assassinadas são pelo marido/parceiro)
O que tem a ver a cultura ou a tradição tem a ver com isso?
Sabe qual é o nome disso? Bandidagem (embora fossem "cidadão-de-bem" antes do crime). A maioria dos crimes de qualquer espécie são cometidos por homens e a maioria dos presidiários são sempre homens. Os homens são mais violentos. Inclusive existem estatísticas de que a metade de homicídios contra gays ocorre como violência doméstica do próprio parceiro*. Portanto a maioria das vítimas da violência doméstica são mulheres. Entretanto, existe uma minoria de casos em que a mulher é a bandida como ocorreu recentemente pela deputada Flor de Lis e há poucos anos pela esposa do dono da Yoki.
A causa da violência doméstica se chama egoísmo e também a necessidade do ser humano de dominar o outro. O homem costuma fazer isso pela força e a mulher pela chatura. Mas só falam de machismo e não vejo nenhuma mensagem educativa ensinando a virtude de diminuir o ego.
Existem críticas à Maria da Penha, mas agora tem mais. Se criaram "feminicídio", Flor de Lis pode ser punida da mesma forma como "masculicídio"? A lei não deveria evitar de fazer juízo de valor da vítima? Por que uma mulher (que muitas vezes pôs cornos na cabeça do assassino) tem a vida mais valorizada do que a de um pai de família morto em assalto de carro, um jornalista morto por queima de arquivo ou um policial morto por bandido? Não estou defendendo o fim da lei de feminicídio, defendo que qualquer tipo de homicídio tenha a pena aumentada também, porque esse é o crime mais hediondo que existe independente de gênero e "cor". Selecionar vítima já mostra algo errado na lei.
2. Baixa representação política
Acredito que a representatividade feminina na Escandinávia não seja natural e sim imposta por ideologia, ainda que não seja pela força da lei. Como comentei no outro tópico, existe a falta de interesse espontânea da mulher se candidatar e também a falta de habilidade de discursar para conquistar eleitores que muitas mulheres não tem.
Existe estatísticas que dizem que mulheres independentes fazem menos corrupção na política. Também fazem melhor gestão de empresas, mas cresce menos por arriscar menos*. Em posição de liderança, um homem se destaca muito melhor do que uma mulher. Isso é melhor ilustrado em situação de emergência, em que precisa tomar decisão imediata. O homem consegue manter a cabeça fria e agir mais rápido e com coragem. Embora a maioria dos homens talvez sejam mais medrosos até do que a mulher, aqueles líderes e protetores que surgem são homens.
No Brasil, as mulheres tem uma escolaridade melhor. No serviço público brasileiro existe uma proporção maior de mulheres e elas ocupam a maioria dos cargos de chefia que exigem meritocracia. Mas quando chega na parte do Q.I. (ou seja corrupção) temos uma predominância maior de homens. Já na área de empreendedorismo, a predominância é masculina. Psicologicamente as mulheres são melhores para executar trabalhos rotineiros e os homens tem mais coragem de empreender.
Ignorando as ideologias, é uma boa ideia que metade das vagas no congresso sejam de mulheres e mulher vote só em mulher e homem só em homem?
3. Salário menor e preferência por currículo de homem
O psicólogo Jordan Peterson explica bem o motivo das diferenças de gênero com base na ciência. As mulheres tem menos ambições e acabam tendo menos ainda ao se aproximar dos 30 anos e passam a desejar filhos. Elas se sentem assim espontaneamente e não por imposição do machismo.
Tem pesquisa comparando melhor o desempenho de homens e mulheres? Por que não deixa o livre mercado calcular? O livre mercado funciona melhor com informação e por isso precisa de ciência. Ideologia em vigor tem o mesmo impacto de lei atrapalhadora mesmo não sendo obrigatória.
4. Profissões de gênero
Por que não deixar para o livre mercado? A informação está dispersa e os anos de experiência das pessoas já sabem o que é melhor para cada gênero. Inclui também o desempenho de cada um na aprendizagem de uma profissão. Eu pessoalmente nunca contrataria uma mulher como segurança (se tivesse dinheiro) e nunca contrataria um homem como babá. A maioria das profissões tradicionais de gênero são consequências do que o livre mercado encontrou como melhor. O livre mercado também não quer mulher como pedreira e lixeira, ele é injusto?
O ser humano costuma rejeitar o diferente. Uma mulher pode ser rejeitada pelos colegas num ambiente dominado por homens, mas esquecem que um homem hétero seria rejeitado da mesma forma como enfermeiro ou no setor cosmético. A rejeição não deve ser tratada como "sexismo" e a empresa deveria seguir as mesmas normas para casos de funcionários gringos ou gays. É mais caro lidar com a aceitação do que usar o talento do funcionário "diferente"? Nesse ponto, a sociedade poderia ser educada para respeitar as diferenças, mas fazer campanha para homem ser enfermeiro e mulher ser engenheira já chega a ser estupidez.
Temos uma predominância de homens na engenharia. Na medicina tem uma tendência a ter mais mulheres. Possivelmente é uma profissão "naturalmente" feminina, mas por termos uma cultura em que é a profissão de boa remuneração e status e ter um processo seletivo que enfatiza o raciocínio lógico-aritmético (de exatas), o número de homens acaba sendo mais alto do que deveria.
5. Criar filhos e cuidar da casa
Ou a mulher faz isso ou não tem filho. É contra produtivo transferir essa responsabilidade para o homem, porque as mulheres tem uma capacidade melhor para distinguir mais cores, notar quando alguém está diferente (saúde de crianças), melhor empatia, etc.
Se isso é exploração, por que não reduzir o imposto de renda para mulher ou transferir parte da renda do marido para ela?
Uma casa de um homem só é mais suja do que uma casa de uma mulher só. Elas tem mais intolerância à sujeirinha, inclusive a pequeno fio de cabelo limpo no chão.
6. Ficção, filmes e joguinhos
Estão querendo ideologizar até bobagens como a ficção, filmes e joguinhos também. Isso é como fosse propaganda ideológica. É ridículo criticar uma obra que tira a mãe de combate para cuidar de filho e no futuro farão o mesmo. Criaram índice para medir a representação da mulher em filme e agora tem um regulamento para incluir raças não brancas e homossexuais em filmes. Desse jeito é melhor só assistir filmes antigos ou eles também eram ideológicos?
Não faz sentido criticar gostosas desenhadas por homens para um público masculino. Fã service existe desde a Gŕecia antiga. A personagem Lara Croft perdeu as curvas para atrair o público feminino ou por causa do politicamente correto?
Sempre existiu jogos e filmes para o público feminino. Se filmes são dominados por personagens masculinos, as novelas são por personagem feminina. Homens gostam de filme de ação e aventura e mulheres de romance e terror.
Sempre teve jogos masculinos e femininos. The sims é um jogo mais feminino enquanto estratégia e ação são mais masculinos. Tem exceções, mas a maioria é assim. Forçar a barra pondo homens sendo salvos por mulher com frequência se torna idiota.
Essa área deveria estar de acordo com o livre mercado na questão de conteúdo. Quem procura essas coisas quer relaxar e sair do mundo real, por isso não é lugar de proselitismo ideológico.
Lembrando de mais casos (não falado por Átila, mas comum nas feministas):
7. Assédio
Inventaram o termo "cultura do estupro" e que todo homem é um potencial estuprador. Na verdade nenhuma cultura humana tolera o estupro nem mesmo há 60 anos atrás.
A verdade é que a imensa maioria dos homens sempre teve medo de se aproximar de uma mulher por quem ele tem interesse. Com o feminismo, eles tem mais medo. A minoria de trogloditas que fazem abusos não representam os homens e portanto não é uma cultura. O medo das leis feministas já transformam muitos homens em MGTOW, porque podem ser caluniados ou vítimas de golpe da barriga.
Outra crítica é sobre hábito do homem olhar para mulher bonita ou ser mais gentil e bobo perto dela, chamando de machismo. É homem sendo homem. Mulher não se interessa por homem por causa da aparência e por isso dificilmente tomará iniciativa.
Banalização do estupro
Quando chamam qualquer coisa de estupro ou assédio e também quando muitas golpistas tentam usar leis feministas para acusar algum homem, geralmente rico, de "estupro", a sociedade acaba ficando mais cética em relação às denúncias e acabam prejudicando os casos reais. É um desserviço do feminismo às mulheres.
Até criaram o lema ideológico "a vítima nunca tem culpa" e expandem de todas as maneiras falando que é transferência de culpa. A analogia que faço é andar exibindo iphone num lugar público neste país violento. Se for roubada, a vítima tem parte de culpa por ser burra. Se a polícia deste país não dá conta de assaltos e homicídios, magicamente não dará conta de estupros.
8. Briguinhas em relacionamento
Para elas: Quando o homem discorda da mulher, é misoginia. Se tem coisas feitas naturalmente por qualquer homem e coisas feitas naturalmente por qualquer mulher, só o homem é sexista.
9. Padrões de beleza
Elas criticam o direito do homem preferir um tipo de mulher. O caso mais crítico é o homem rejeitar gordas e elas ainda arrumam um jeito de valorizar a obesidade, embora obesidade não seja saudável. Para o próprio bem, deveria incentivar que ela emagreça em vez de incentivar a permanecer na zona de conforto piorando a saúde.
Biologicamente, uma gorda não é atraente. Será que a feminista que diz isso aceita um homem submisso, medroso e desempregado?
Os padrões de beleza e comportamento que a sociedade ensina às pessoas estão fortemente ligados à atratividade natural para o sexo oposto.
10. Críticas ao cavalheirismo
Para elas uma mulher isso é ruim, porque impede que ela seja independente, mas acaba proibindo o homem de mostrar que se importa com ela. A relação se torna fria e cheia de restrições esdrúxulas.
11. Conversas cotidianas
Cobram mulheres de ter filho, mas isso é normal considerando que a gravidez fica mais difícil depois dos 34 anos. Cobram trabalho de homem também.
Críticas ao feminismo
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Nos primórdios da humanidade, no estágio tribal, os homens saíam para caçar enquanto as mulheres cuidavam do lar e das crianças. A sociedade mudou muito desde então, mas a biologia humana continua a mesma pois não teve tempo suficiente para se adaptar. Durante a história, os homens faziam trabalhos mais perigosos, incluindo viagens, obras e mineração, além de ir para para guerra. As mulheres cuidavam de crianças e muitas morriam de parto por falta de conhecimento médico. O que observamos aqui é uma divisão de tarefas primeiramente. O machismo dependia da cultura das diferentes civilizações antigas, nas quais a mulher era vista como patrimônio.
O tão criticado islamismo melhorou o direito das mulheres na época do califado e elas tinham mais direitos do que a mulher da Europa feudal na mesma época. O caso do homem poder se casar com 4 mulheres foi motivado porque a população feminina era muito maior (tinha muito homem morrendo em guerra) e tinha pouco homem para tanta mulher. O pior do machismo chegou com o reacionarismo criado pelas perturbações que europeus e americanos fizeram lá por causa do petróleo.
Falar de "destruição da família" parece com discurso de extrema-direita, mas é exatamente a consequência do feminismo sendo levado a sério. Começa proibindo homem de demonstrar interesse, depois desencoraja casamento e filhos com leis feministas e dita as regras de como deve ser a relação, tornando o homem mais submisso (consequentemente menos respeitado pela a mulher) e não fazendo o que é mais eficiente. É uma guerra de gênero.
Faz parte da psicologia feminina ter um comportamento mais passivo e esperar um homem que tenha atitude. Se o homem não faz isso, ela o vê como frouxo.
Ciência refuta a ideologia de gênero
O Paradoxo da Igualdade (vídeo que toda feminista e feministo deveriam assistir)
Homem criado como mulher (a natureza não pode ser ocultada)
* Marcado para procurar fontes. Vi há alguns anos, mas não achei de novo.
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Data da postagem: 30/11/2020, 01:50
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Pedro Reis
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07/11/2008, 20:37
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Puxa, tem coisa pra tutu aí...
Li o texto mas no momento não tenho tempo para ver os vídeos. Mas será que acrescentam muito ao texto?
Provavelmente não porque em um relance a gente já cataloga um punhado de clichês aos quais já estamos acostumados.
A primeira coisa que me chama atenção é que estes discursos se referem a um grande conjunto de distintas manifestações/aspirações como sendo "ideológicas" mas não se apercebe que o próprio discurso é em si mesmo essencialmente ideológico. Um discurso conservador construindo argumentos para defender a manutenção de uma determinada estrutura de sociedade. Um tipo de estrutura que está ruindo menos por ação de alguma ideologia do que pelas mudanças inexoráveis do mundo em que vivemos.
E estas mudanças são "naturais" no sentido de que não foram arquitetadas por nenhum plano insidioso, mas decorrem da própria evolução da sociedade, da forma como a tecnologia e as circunstâncias continuamente estão transformando a maneira de viver do ser humano.
Portanto, na minha opinião, esse tipo de discurso é muito mais ideológico, enviesado, do que as mudanças que pretende combater.
Olha, vou ser sincero, 80% disso aí não me pareceu mais do que elaboração do "menino veste azul e menina veste rosa" da ideologia Damares.
A ideia de que a biologia desempenha um papel fundamental, determinante, com maior peso que qualquer outro, na definição daquele conjunto de características que tradicionalmente (em uma determinada cultura) são atribuidos aos gêneros.
Uma falácia que fica ridícula e bastante óbvia (menos para evanjegues) se alguém diz que a Biologia faz o bebezinho querer sapatinhos azuis e a bebezinha sapatinhos rosa. Mas que (ainda) pode ser defendida com invocações à Ciência em alegações de que o homem tem mais propensão para ser pedreiro e matemático e a mulher para professora e babá.
A falácia já parte de uma confusão proposital entre sexo e gênero. Sexo é biológico e com exceção para os intersexuais é geneticamente determinado: XX vai ter ovários e XY testículos.
Mas gênero é um conjunto de atributos, valores, comportamentos, estéticas, expectativas, etc, associados a um determinado sexo.
Gênero é a forma como uma determinada cultura acha que devam ser os indivíduos de um determinado sexo.
E na verdade nós temos muito mais razões para acreditar que estes esteriótipos estão mais calcados na tradição do que razões para pensar que são determinados pela Biologia. A menos quando se examina superficialmente estas questões, mas se usarmos Ciência de verdade a coisa parece ser diferente.
Se este conjunto de valores, comportamentos, estéticas, etc..., fossem biologicamente determinados não deveríamos esperar variações significativas em diferentes culturas. Mas não é o que se observa se examinamos um espectro amplo de culturas.
Já existiram sociedades matriarcais. Também, nas estepes da Eurásia, mulheres de povos nômades eram cridas para viver como guerreiras e hoje no Curdistão muitas estão se destacando como excelentes soldadas na luta contra o Estado Islâmico. Eu cresci ouvindo que "futebol é pra homem" mas nos Estados Unidos naquela época as pessoas achavam que soccer era esporte pra menina. Também se você olhar para muitos povos indígenas do Brasil vai descobrir que pra eles vaidade é coisa de macho e mulherzinha não liga pra isso. Lá é o guerreiro que se enfeita todo, que se pinta, que usa plumas, colares, adereços... enquanto a índia passa a vida de cara lavada. Na Antiga Grécia o comportamento homossexual não conflitava com noções de masculidade. E também em Roma, lugar onde os centuriões usavam saias. Mais ou menos como hoje, na nossa sociedade, o comportamento homossexual da mulher já não é visto tanto como negação de outros atributos associados ao gênero feminino. Embora há apenas algumas décadas fosse!
Cultura, cultura, cultura!
Eu poderia me alongar em muitos mais exemplos, mas o caso aqui é que um olhar perspicaz percebe que o ser humano tem esta tendência de enxergar como determinado pela Natureza os padrões a que ele está acostumado. Se você vê sempre a mulher de rosa sua tendência é achar que a natureza da mulher é gostar de rosa. Algo bastante estranho para uma iraniana cuja biologia determina que ela nasceu para querer vestir só burca preta.
Esse equívoco é cometido sistematicamente ao longo da História. Basta perceber como seus argumentos são semelhantes, na forma, aos argumentos racistas vitorianos que se apoiavam em padrões normalmente observados para determinar o que seria ou não natural em uma determinada raça. Porém não há nada de científico nisso.
Da mesma forma, há cem anos, se garantia que a mulher não tinha aptidão natural para os esportes. Só porque ninguém nunca via mulher em competições esportivas.
Essa é uma discussão que precisa ser profunda para ultrapassar as muitas camadas de preconceito arraigado fazendo pensar que algum padrão específico de identidade de gênero é biologicamente determinado, mas você precisa saber que os estudos que mostram que identidade de gênero é mais um constructo social que qualquer outra coisa, são muito mais embasados do que as pessoas imaginam.
E estes estudos são sociológicos, antropológicos. Não ideológicos.
Você diz:
É mais do que crença, há evidências. E uma delas você mesmo reconhece: a pessoa pode escolher mudar de gênero.
A pessoa escolhe e muda. Se houvesse uma barreira natural, biológica, essa escolha seria impossível.
Mas um homem pode escolher vestir roupas que sua cultura define como femininas, usar adereços tidos como femininos, usar o gestual que a sua cultura percebe como feminino, pode adquirir 100% de todos os atributos acreditados (naquela cultura!) como natos do gênero feminino e incompatíveis com o gênero masculino. O que por si só prova que não é nem nato nem incompatível.
Mas note que um travesti de Copacabana não seria percebido como um ser performando gênero feminino entre os aborígenes das selvas de Bornéu. Lá ele não estaria se vestindo como mulher, sentando como senta uma mulher, gesticulando como mulher, fazendo nada de mulher... Porque aquela cultura simplesmente reconhece um outro tipo identidade como sendo relativa ao gênero feminino.
Percebe a confusão? A pessoa pode escolher outra identidade de gênero mas não pode mudar de sexo!
No entanto é isso mesmo que ela quer: viver com uma outra identidade de gênero. Ela olha e sente que é legal essas coisa de "mulher". Ou então que são mais legais as coisas de "homem" e tem vontade de adotar para sua vida estas coisas mais legais.
E como estas coisas legais são mesmo padrões culturalmente estabelecidos, ela escolhe e realiza a escolha.
Aí quando você diz que "eles querem feminilizar o homem e masculinizar a mulher" não está percebendo que foi a cultura que masculinizou o homem e feminilizou a mulher em muitos aspectos. Foi a cultura e não a Biologia.
Este seu simplismo e reducionismo é um espantalho dos argumentos que sustentam que criar identidades de gênero é desnecessário e até socialmente maléfico. Que podemos simplesmente deixar cada um viver de acordo com sua própria personalidade e o mundo não
acaba por causa disso.
É estranho e muitos irão resistir à ideia apenas porque é estranha. Mas é estranha somente por ser incomum.
Da mesma forma como seria estranha há cem anos a ideia de um negro governando os Estados Unidos e muitos pensariam que o mundo estaria acabando quando acontecesse algo assim mas o fato é que o mundo não acaba e o Obama foi um presidente como qualquer outro.
Quando as pessoas se acostumam o estranho passa a ser que negros não possam se candidatar à presidência.
E que já tenha sido tão natural que ninguém estranhasse isso.
Li o texto mas no momento não tenho tempo para ver os vídeos. Mas será que acrescentam muito ao texto?
Provavelmente não porque em um relance a gente já cataloga um punhado de clichês aos quais já estamos acostumados.
A primeira coisa que me chama atenção é que estes discursos se referem a um grande conjunto de distintas manifestações/aspirações como sendo "ideológicas" mas não se apercebe que o próprio discurso é em si mesmo essencialmente ideológico. Um discurso conservador construindo argumentos para defender a manutenção de uma determinada estrutura de sociedade. Um tipo de estrutura que está ruindo menos por ação de alguma ideologia do que pelas mudanças inexoráveis do mundo em que vivemos.
E estas mudanças são "naturais" no sentido de que não foram arquitetadas por nenhum plano insidioso, mas decorrem da própria evolução da sociedade, da forma como a tecnologia e as circunstâncias continuamente estão transformando a maneira de viver do ser humano.
Portanto, na minha opinião, esse tipo de discurso é muito mais ideológico, enviesado, do que as mudanças que pretende combater.
Olha, vou ser sincero, 80% disso aí não me pareceu mais do que elaboração do "menino veste azul e menina veste rosa" da ideologia Damares.
A ideia de que a biologia desempenha um papel fundamental, determinante, com maior peso que qualquer outro, na definição daquele conjunto de características que tradicionalmente (em uma determinada cultura) são atribuidos aos gêneros.
Uma falácia que fica ridícula e bastante óbvia (menos para evanjegues) se alguém diz que a Biologia faz o bebezinho querer sapatinhos azuis e a bebezinha sapatinhos rosa. Mas que (ainda) pode ser defendida com invocações à Ciência em alegações de que o homem tem mais propensão para ser pedreiro e matemático e a mulher para professora e babá.
A falácia já parte de uma confusão proposital entre sexo e gênero. Sexo é biológico e com exceção para os intersexuais é geneticamente determinado: XX vai ter ovários e XY testículos.
Mas gênero é um conjunto de atributos, valores, comportamentos, estéticas, expectativas, etc, associados a um determinado sexo.
Gênero é a forma como uma determinada cultura acha que devam ser os indivíduos de um determinado sexo.
E na verdade nós temos muito mais razões para acreditar que estes esteriótipos estão mais calcados na tradição do que razões para pensar que são determinados pela Biologia. A menos quando se examina superficialmente estas questões, mas se usarmos Ciência de verdade a coisa parece ser diferente.
Se este conjunto de valores, comportamentos, estéticas, etc..., fossem biologicamente determinados não deveríamos esperar variações significativas em diferentes culturas. Mas não é o que se observa se examinamos um espectro amplo de culturas.
Já existiram sociedades matriarcais. Também, nas estepes da Eurásia, mulheres de povos nômades eram cridas para viver como guerreiras e hoje no Curdistão muitas estão se destacando como excelentes soldadas na luta contra o Estado Islâmico. Eu cresci ouvindo que "futebol é pra homem" mas nos Estados Unidos naquela época as pessoas achavam que soccer era esporte pra menina. Também se você olhar para muitos povos indígenas do Brasil vai descobrir que pra eles vaidade é coisa de macho e mulherzinha não liga pra isso. Lá é o guerreiro que se enfeita todo, que se pinta, que usa plumas, colares, adereços... enquanto a índia passa a vida de cara lavada. Na Antiga Grécia o comportamento homossexual não conflitava com noções de masculidade. E também em Roma, lugar onde os centuriões usavam saias. Mais ou menos como hoje, na nossa sociedade, o comportamento homossexual da mulher já não é visto tanto como negação de outros atributos associados ao gênero feminino. Embora há apenas algumas décadas fosse!
Cultura, cultura, cultura!
Eu poderia me alongar em muitos mais exemplos, mas o caso aqui é que um olhar perspicaz percebe que o ser humano tem esta tendência de enxergar como determinado pela Natureza os padrões a que ele está acostumado. Se você vê sempre a mulher de rosa sua tendência é achar que a natureza da mulher é gostar de rosa. Algo bastante estranho para uma iraniana cuja biologia determina que ela nasceu para querer vestir só burca preta.
Esse equívoco é cometido sistematicamente ao longo da História. Basta perceber como seus argumentos são semelhantes, na forma, aos argumentos racistas vitorianos que se apoiavam em padrões normalmente observados para determinar o que seria ou não natural em uma determinada raça. Porém não há nada de científico nisso.
Da mesma forma, há cem anos, se garantia que a mulher não tinha aptidão natural para os esportes. Só porque ninguém nunca via mulher em competições esportivas.
Essa é uma discussão que precisa ser profunda para ultrapassar as muitas camadas de preconceito arraigado fazendo pensar que algum padrão específico de identidade de gênero é biologicamente determinado, mas você precisa saber que os estudos que mostram que identidade de gênero é mais um constructo social que qualquer outra coisa, são muito mais embasados do que as pessoas imaginam.
E estes estudos são sociológicos, antropológicos. Não ideológicos.
Você diz:
Tutu
Ideologia de gênero - A crença de que gênero é construção social e que não tem diferença natural, tanto que a pessoa pode escolher mudar de gênero.
É mais do que crença, há evidências. E uma delas você mesmo reconhece: a pessoa pode escolher mudar de gênero.
A pessoa escolhe e muda. Se houvesse uma barreira natural, biológica, essa escolha seria impossível.
Mas um homem pode escolher vestir roupas que sua cultura define como femininas, usar adereços tidos como femininos, usar o gestual que a sua cultura percebe como feminino, pode adquirir 100% de todos os atributos acreditados (naquela cultura!) como natos do gênero feminino e incompatíveis com o gênero masculino. O que por si só prova que não é nem nato nem incompatível.
Mas note que um travesti de Copacabana não seria percebido como um ser performando gênero feminino entre os aborígenes das selvas de Bornéu. Lá ele não estaria se vestindo como mulher, sentando como senta uma mulher, gesticulando como mulher, fazendo nada de mulher... Porque aquela cultura simplesmente reconhece um outro tipo identidade como sendo relativa ao gênero feminino.
Percebe a confusão? A pessoa pode escolher outra identidade de gênero mas não pode mudar de sexo!
No entanto é isso mesmo que ela quer: viver com uma outra identidade de gênero. Ela olha e sente que é legal essas coisa de "mulher". Ou então que são mais legais as coisas de "homem" e tem vontade de adotar para sua vida estas coisas mais legais.
E como estas coisas legais são mesmo padrões culturalmente estabelecidos, ela escolhe e realiza a escolha.
Aí quando você diz que "eles querem feminilizar o homem e masculinizar a mulher" não está percebendo que foi a cultura que masculinizou o homem e feminilizou a mulher em muitos aspectos. Foi a cultura e não a Biologia.
Este seu simplismo e reducionismo é um espantalho dos argumentos que sustentam que criar identidades de gênero é desnecessário e até socialmente maléfico. Que podemos simplesmente deixar cada um viver de acordo com sua própria personalidade e o mundo não
acaba por causa disso.
É estranho e muitos irão resistir à ideia apenas porque é estranha. Mas é estranha somente por ser incomum.
Da mesma forma como seria estranha há cem anos a ideia de um negro governando os Estados Unidos e muitos pensariam que o mundo estaria acabando quando acontecesse algo assim mas o fato é que o mundo não acaba e o Obama foi um presidente como qualquer outro.
Quando as pessoas se acostumam o estranho passa a ser que negros não possam se candidatar à presidência.
E que já tenha sido tão natural que ninguém estranhasse isso.
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Data da postagem: 30/11/2020, 14:41
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Pedro ReisLi o texto mas no momento não tenho tempo para ver os vídeos. Mas será que acrescentam muito ao texto?
Os dois últimos vídeos são os mais importantes, principalmente o paradoxo da igudaldade.
Pedro ReisA primeira coisa que me chama atenção é que estes discursos se referem a um grande conjunto de distintas manifestações/aspirações como sendo "ideológicas" mas não se apercebe que o próprio discurso é em si mesmo essencialmente ideológico. Um discurso conservador construindo argumentos para defender a manutenção de uma determinada estrutura de sociedade.
Discordar de uma ideologia não é uma ideologia. Apenas avalio a ideologia e chego às próprias conclusões.
Eu era de esquerda no passado, mas o politicamente correto tem crescido como religião e me afastou da esquerda. Tanto que faço meus argumentos sem nunca ter visto material conservador, que sempre odiei. O crescimento do PSOL, um partido feminista e racista inverso, pode me empurrar para a direita nos próximos anos por questões de defesa.
Pedro ReisPortanto, na minha opinião, esse tipo de discurso é muito mais ideológico, enviesado, do que as mudanças que pretende combater.
A estrutura atual da sociedade em relação a gêneros não faz mal às mulheres enquanto a nova estrutura faz mal aos homens e pode prejudicar as próprias mulheres também.
O pior é que o discurso feminista desvia da causa do problema. Violência doméstica e estupro tem nada a ver com machismo ou cultura. Da mesma forma que a maioria das mulheres assassinadas morrem nas mãos de homens, os homens assassinados também morrem mais nas mãos de homens.
E também distorcem estatísticas por campanha ideológica:
Pedro ReisOlha, vou ser sincero, 80% disso aí não me pareceu mais do que elaboração do "menino veste azul e menina veste rosa" da ideologia Damares.
Cor rosa ou azul é cultural e não tem relação com a biologia. Mas não vejo sentido em criticar a cultura de atribuir cores a gêneros. Cores e símbolos sempre foram usados para simbolizar coisas e por que não podem ser usados para gênero?
Pedro ReisUma falácia que fica ridícula e bastante óbvia (menos para evanjegues) se alguém diz que a Biologia faz o bebezinho querer sapatinhos azuis e a bebezinha sapatinhos rosa. Mas que (ainda) pode ser defendida com invocações à Ciência em alegações de que o homem tem mais propensão para ser pedreiro e matemático e a mulher para professora e babá.
A maioria das mulheres não tem vigor físico para ficar no sol carregando peso. A maioria dos homens não fazem bem o serviço de cuidar de bebê. O corpo masculino e feminino tem muitas diferenças, por que então não existiria diferenças psicológicas também?
E nenhuma feminista defende mulheres no serviço pesado.
Pedro Reis
Já existiram sociedades matriarcais. Também, nas estepes da Eurásia, mulheres de povos nômades eram cridas para viver como guerreiras e hoje no Curdistão muitas estão se destacando como excelentes soldadas na luta contra o Estado Islâmico. Eu cresci ouvindo que "futebol é pra homem" mas nos Estados Unidos naquela época as pessoas achavam que soccer era esporte pra menina. Também se você olhar para muitos povos indígenas do Brasil vai descobrir que pra eles vaidade é coisa de macho e mulherzinha não liga pra isso. Lá é o guerreiro que se enfeita todo, que se pinta, que usa plumas, colares, adereços... enquanto a índia passa a vida de cara lavada. Na Antiga Grécia o comportamento homossexual não conflitava com noções de masculidade. E também em Roma, lugar onde os centuriões usavam saias. Mais ou menos como hoje, na nossa sociedade, o comportamento homossexual da mulher já não é visto tanto como negação de outros atributos associados ao gênero feminino. Embora há apenas algumas décadas fosse!
Aqui você focou muito mais nas diferenças visuais e nos padrões de vestimenta, que são coisas sem relação com a biologia.
As mulheres militares são minorias até mesmo no Curdistão e elas não estariam lá se fossem usar armas brancas. Historicamente, mulheres guerreiras sempre foram raras ou inexistentes. Por serem diferentes, chama atenção da mídia, mas não quer dizer que elas realmente sejam significantes lá.
Nas sociedades matriarcais, as mulheres líderes são sempre mais velhas do que a média e muitas situações ainda tem um forte papel do homem. As diferenças naturais de gênero ainda estão presentes. A mulher era dona do lar e da família enquanto o homem era um visitante. Uma mulher podia ser a autoridade que toma decisões, mas eram os homens que lideram massas verbalmente, mesmo seguindo as ordens da chefe. Que sociedade matriarcal você quer usar como estudo de caso?
Pedro Reis
Da mesma forma, há cem anos, se garantia que a mulher não tinha aptidão natural para os esportes. Só porque ninguém nunca via mulher em competições esportivas.
Elas tem uma modalidade separada por causa das diferenças.
Pedro Reis
É mais do que crença, há evidências. E uma delas você mesmo reconhece: a pessoa pode escolher mudar de gênero.
A pessoa escolhe e muda. Se houvesse uma barreira natural, biológica, essa escolha seria impossível.
Percebe a confusão? A pessoa pode escolher outra identidade de gênero mas não pode mudar de sexo!
Eu não disse que o gênero pode ser mudado e eu não distinguo "gênero biológico" de "gênero socialmente "construído" ".
É a ideologia de gênero que diz isso. Um LGBT pode fazer cirurgia para remover o "objeto" masculino e fazer outras mudanças, mas ainda será um homem. Tem DNA XY, hormônios e fisiologia masculina e não tem útero e mamas que produzem leite.
Mas o assunto aqui são os héteros. O grande problema é que os defensores dessa ideologia querem que crianças não sejam tratadas de acordo com o gênero de nascença para que escolham um gênero quando crescer. A probabilidade da criança ser LGBT é baixa e proibir de criar uma criança como hétera é uma forma de dar mais importância aos LGBT do que a héteros.
Pedro Reis
E estes estudos são sociológicos, antropológicos. Não ideológicos.
...
Aí quando você diz que "eles querem feminilizar o homem e masculinizar a mulher" não está percebendo que foi a cultura que masculinizou o homem e feminilizou a mulher em muitos aspectos. Foi a cultura e não a Biologia.
É aqui que está o grande erro. A cultura é fortemente influenciada pela biologia e psicologia humana. Não nas roupas, mas nos papéis de gênero natural. Em muitas profissões, um processo seletivo de emprego que não considera gênero, ainda assim produziria diferenças na proporção de cada gênero natural. Até mesmo as prioridades pessoais de cada gênero natural é diferente, independente da cultura.
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Data da postagem: 30/11/2020, 16:51
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Tutu, você insiste em falar nas "aptidões naturais de cada gênero" mas sem dar nenhuma prova de que isto exista.
Ou, se existir, sobre quais seriam exatamente estas aptidões.
A sua inferência é basicamente do tipo: "eu observo que há mais homens militares que mulheres em todos as épocas e lugares, então ser guerreiro é uma aptidão natural do sexo masculino". Ou "a natureza determina que seja assim porque eu geralmente vejo assim".
Embora esse raciocínio pareça fazer sentido para a maioria das pessoas, não é muito científico e pode levar a grandes equívocos.
Porque não isola todos os outros possíveis fatores para garantir que a Biologia é o determinante nessa diferença de proporção.
Façamos uma pergunta básica: o patriarcado é condicionado pela biologia humana ou circunstancial?
Nós temos mais motivos pra pensar que seja circunstancial e você mesmo já descreveu como se deu o processo de construção das sociedades patriarcais.
A fêmea Sapiens (ou mulher sapiens como diria a Dilma) tem uma longa gestação de 9 meses e é um animal bípede. Portanto ela fica extremamente limitada durante a maior parte da gravidez. Especialmente se você considerar como viviam os humanos há 200 mil anos, 100 mil anos, 10 mil anos atrás...
Além disso a sua cria, também bípede, é totalmente dependente da mãe por um período muito mais longo que a maioria dos outros mamíferos. Acrescente a isso que não existia pílula e a fêmea passava a maior parte da sua vida adulta ou grávida ou amamentando.
Isto, há 100 mil anos, era realmente um condicionante biológico para que fossem atribuídos papéis sociais muito distintos e especializados a homens e mulheres. E os papéis masculinos eram os que favoreciam mais as chances de obter o poder.
Mas aí é que vem a confusão entre biológico e circunstancial porque nada disso prova que o homem é naturalmente mais agressivo, corajoso, ambicioso ou possui quaisquer outras características natas que determinem que ele sempre será melhor guerreiro ou melhor líder. Lembre-se que se Darwin estava certo em alguma coisa, caracteres adquiridos não são transmitidos. E se os homens geralmente são guerreiros e líderes há cem mil anos isto não os fez melhores líderes e guerreiros. Se os seus antepassados foram escravos pelos últimos 400 anos você não nasceu mais preparado para a escravidão por causa disso. Esse aprendizado não é transmitido geneticamente.
Então se as circunstâncias mudam antigos condicionantes biológicos deixam de existir. E só quando as limitações impostas pela gravidez e pela compleição física deixam de ser determinantes, é que nós podemos realmente saber se existiam outros determinantes além destes. Esta é que é uma forma científica de examinar a questão.
E o que a experiência têm demonstrado é que a medida que as diferenças biológicas médias reais entre os sexos deixam de ser relevantes, e também à medida em que vários condicionamentos culturais vão sendo derrubados, homens e mulheres se parecem cada vez mais e muitas coisas para as quais se pensava que as mulheres não teriam aptidão, elas estão fazendo e às vezes fazendo até em número maior do que os homens.
É engraçado porque você sugere que talvez as mulheres "tenham mais aptidão para a Medicina". Mas minha mãe, que é de outra época, não confiava em médica de jeito nenhum. Claro, quando minha mãe era mocinha eram poucas se formando em Medicina. Ela não tinha exemplos então achava que faltava aptidão natural na mulher pra ser boa médica.
Hoje, como muito mais mulheres estão ingressando em cursos de Medicina do que homens, você já está cometendo o mesmo erro ao inverso e concluindo que aos homens é que falta essa aptidão natural.
Mas não faz sentido, sob nenhum aspecto, essa reserva de mercado artificial baseada em sexo. Especialmente sob o aspecto econômico.
Há muitas outras coisas aí das quais discordo e vou comentar mais tarde.
Por exemplo:
- de que a estrutura atual não faz mal às mulheres (na minha opinião não seria exatamente a estrutura que se quer mudar, mas determinadas mentalidades. )
- de que violência contra mulher não tem relação com machismo. (nos casos em que o agressor se vê como de posse da vítima, têm)
- essa história também de "gênero de nascença"... (sobre isso falei no post anterior. Sabemos que existe sexo de nascença, mas as identidades de gênero variam de cultura para cultura, de época pra época, então não podem ser de nascença)
E há também umas poucas coisas com as quais concordo:
- de que estatísticas podem ser manipuladas por interesses
- de que o mercado deve regular o quanto as pessoas ganham e não leis bem intencionadas
Mas aos poucos a gente vai clareando o ponto de vista de um e de outro, porque você juntou muito assunto em um post só.
Ou, se existir, sobre quais seriam exatamente estas aptidões.
A sua inferência é basicamente do tipo: "eu observo que há mais homens militares que mulheres em todos as épocas e lugares, então ser guerreiro é uma aptidão natural do sexo masculino". Ou "a natureza determina que seja assim porque eu geralmente vejo assim".
Embora esse raciocínio pareça fazer sentido para a maioria das pessoas, não é muito científico e pode levar a grandes equívocos.
Porque não isola todos os outros possíveis fatores para garantir que a Biologia é o determinante nessa diferença de proporção.
Façamos uma pergunta básica: o patriarcado é condicionado pela biologia humana ou circunstancial?
Nós temos mais motivos pra pensar que seja circunstancial e você mesmo já descreveu como se deu o processo de construção das sociedades patriarcais.
A fêmea Sapiens (ou mulher sapiens como diria a Dilma) tem uma longa gestação de 9 meses e é um animal bípede. Portanto ela fica extremamente limitada durante a maior parte da gravidez. Especialmente se você considerar como viviam os humanos há 200 mil anos, 100 mil anos, 10 mil anos atrás...
Além disso a sua cria, também bípede, é totalmente dependente da mãe por um período muito mais longo que a maioria dos outros mamíferos. Acrescente a isso que não existia pílula e a fêmea passava a maior parte da sua vida adulta ou grávida ou amamentando.
Isto, há 100 mil anos, era realmente um condicionante biológico para que fossem atribuídos papéis sociais muito distintos e especializados a homens e mulheres. E os papéis masculinos eram os que favoreciam mais as chances de obter o poder.
Mas aí é que vem a confusão entre biológico e circunstancial porque nada disso prova que o homem é naturalmente mais agressivo, corajoso, ambicioso ou possui quaisquer outras características natas que determinem que ele sempre será melhor guerreiro ou melhor líder. Lembre-se que se Darwin estava certo em alguma coisa, caracteres adquiridos não são transmitidos. E se os homens geralmente são guerreiros e líderes há cem mil anos isto não os fez melhores líderes e guerreiros. Se os seus antepassados foram escravos pelos últimos 400 anos você não nasceu mais preparado para a escravidão por causa disso. Esse aprendizado não é transmitido geneticamente.
Então se as circunstâncias mudam antigos condicionantes biológicos deixam de existir. E só quando as limitações impostas pela gravidez e pela compleição física deixam de ser determinantes, é que nós podemos realmente saber se existiam outros determinantes além destes. Esta é que é uma forma científica de examinar a questão.
E o que a experiência têm demonstrado é que a medida que as diferenças biológicas médias reais entre os sexos deixam de ser relevantes, e também à medida em que vários condicionamentos culturais vão sendo derrubados, homens e mulheres se parecem cada vez mais e muitas coisas para as quais se pensava que as mulheres não teriam aptidão, elas estão fazendo e às vezes fazendo até em número maior do que os homens.
É engraçado porque você sugere que talvez as mulheres "tenham mais aptidão para a Medicina". Mas minha mãe, que é de outra época, não confiava em médica de jeito nenhum. Claro, quando minha mãe era mocinha eram poucas se formando em Medicina. Ela não tinha exemplos então achava que faltava aptidão natural na mulher pra ser boa médica.
Hoje, como muito mais mulheres estão ingressando em cursos de Medicina do que homens, você já está cometendo o mesmo erro ao inverso e concluindo que aos homens é que falta essa aptidão natural.
Mas não faz sentido, sob nenhum aspecto, essa reserva de mercado artificial baseada em sexo. Especialmente sob o aspecto econômico.
Há muitas outras coisas aí das quais discordo e vou comentar mais tarde.
Por exemplo:
- de que a estrutura atual não faz mal às mulheres (na minha opinião não seria exatamente a estrutura que se quer mudar, mas determinadas mentalidades. )
- de que violência contra mulher não tem relação com machismo. (nos casos em que o agressor se vê como de posse da vítima, têm)
- essa história também de "gênero de nascença"... (sobre isso falei no post anterior. Sabemos que existe sexo de nascença, mas as identidades de gênero variam de cultura para cultura, de época pra época, então não podem ser de nascença)
E há também umas poucas coisas com as quais concordo:
- de que estatísticas podem ser manipuladas por interesses
- de que o mercado deve regular o quanto as pessoas ganham e não leis bem intencionadas
Mas aos poucos a gente vai clareando o ponto de vista de um e de outro, porque você juntou muito assunto em um post só.
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Data da postagem: 30/11/2020, 18:38
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Outra coisa: pelo finalzinho da sua mensagem, dá impressão que você ainda acredita nessa história de Kit Gay.
Eu espero que a esta altura do campeonato você já saiba que kit gay é fake news.
E ainda transparece uma confusão "damariana" entre papéis de gênero e sexualidade. TIpo se uma mulher fizer engenharia tem mais chance de virar sapatão, ou se te obrigarem a fazer um curso de cabeleireiro é provável que você comece a achar o Alexandre Frota assim um cara bonitão...
Suponho que você seja hétero. O que você acha? Se mudarem as suas roupas e te forçarem a aprender ballet, isso te faria mudar de time?
Cara, não pense como evanjegue até porque evanjegue não pensa.
O que algumas pessoas defendem não tem nada a ver com essa invenção de kit gay, mas apenas que não se deve impor papéis de gênero artificiais à crianças quando são pequenas. Não se deve, por exemplo, obrigatoriamente pintar o quarto do menino de azul e dar carrinho de presente pra ele.
Que ele escolha com o que quer brincar e como quer brincar. Apenas isso.
Mas a Damares "pensa" que se não der carrinho ele não vai gostar de meninas quando crescer.
Aí eu já não sei como é que a humanidade chegou até aqui sem se extinguir. Porque o carro só foi inventado no século 19 pelo Karls Benz e antes disso nenhum menino brincava de carrinho.
Não sei como fizeram para se reproduzir...
Eu espero que a esta altura do campeonato você já saiba que kit gay é fake news.
E ainda transparece uma confusão "damariana" entre papéis de gênero e sexualidade. TIpo se uma mulher fizer engenharia tem mais chance de virar sapatão, ou se te obrigarem a fazer um curso de cabeleireiro é provável que você comece a achar o Alexandre Frota assim um cara bonitão...
Suponho que você seja hétero. O que você acha? Se mudarem as suas roupas e te forçarem a aprender ballet, isso te faria mudar de time?
Cara, não pense como evanjegue até porque evanjegue não pensa.
O que algumas pessoas defendem não tem nada a ver com essa invenção de kit gay, mas apenas que não se deve impor papéis de gênero artificiais à crianças quando são pequenas. Não se deve, por exemplo, obrigatoriamente pintar o quarto do menino de azul e dar carrinho de presente pra ele.
Que ele escolha com o que quer brincar e como quer brincar. Apenas isso.
Mas a Damares "pensa" que se não der carrinho ele não vai gostar de meninas quando crescer.
Aí eu já não sei como é que a humanidade chegou até aqui sem se extinguir. Porque o carro só foi inventado no século 19 pelo Karls Benz e antes disso nenhum menino brincava de carrinho.
Não sei como fizeram para se reproduzir...
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Data da postagem: 30/11/2020, 18:59
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Tutu, você insiste em falar nas "aptidões naturais de cada gênero" mas sem dar nenhuma prova de que isto exista.
O vídeo o Paradoxo da igualdade menciona vários cientistas que mostraram as diferenças de gêneros.
Por outro lado, você não me mostrou provas de que não existem.
Pedro Reis
Ou, se existir, sobre quais seriam exatamente estas aptidões.
Aptidão física é a diferença mais clara.
Homens saem melhor em raciocínio lógico, ação e movimento, liderança e atividades com mais risco.
Mulheres se saem melhor em empatia, cuidado com criança, notar diferenças e atividades rotineiras. Elas gostam de sentir emoções.
Pedro Reis
Façamos uma pergunta básica: o patriarcado é condicionado pela biologia humana ou circunstancial?
Patriarcado não existe nos dias de hoje. É coisa das femimiministas.
Pedro Reis
Mas aí é que vem a confusão entre biológico e circunstancial porque nada disso prova que o homem é naturalmente mais agressivo, corajoso, ambicioso ou possui quaisquer outras características natas que determinem que ele sempre será melhor guerreiro ou melhor líder. Lembre-se que se Darwin estava certo em alguma coisa, caracteres adquiridos não são transmitidos. E se os homens geralmente são guerreiros e líderes há cem mil anos isto não os fez melhores líderes e guerreiros. Se os seus antepassados foram escravos pelos últimos 400 anos você não nasceu mais preparado para a escravidão por causa disso. Esse aprendizado não é transmitido geneticamente.
Então se as circunstâncias mudam antigos condicionantes biológicos deixam de existir. E só quando as limitações impostas pela gravidez e pela compleição física deixam de ser determinantes, é que nós podemos realmente saber se existiam outros determinantes além destes. Esta é que é uma forma científica de examinar a questão.
E o que a experiência têm demonstrado é que a medida que as diferenças biológicas médias reais entre os sexos deixam de ser relevantes, e também à medida em que vários condicionamentos culturais vão sendo derrubados, homens e mulheres se parecem cada vez mais e muitas coisas para as quais se pensava que as mulheres não teriam aptidão, elas estão fazendo e às vezes fazendo até em número maior do que os homens.
A humanidade mudou muito nos últimos 5 mil anos, mas durante os 100 mil anos anteriores ela desenvolveu características genéticas que não podem ser readaptadas em 5 mil anos ou ainda em apenas 100 anos. E a sociedade atual nem tem também os seletores que desfazem as diferenças acumuladas nesses anos. O seletor só está sendo criado agora com essa ideologia.
O homem de 5 mil anos atrás, e a maioria dos de 200 anos atrás, tinham defender a família ou a aldeia deles. As mulheres estavam com crianças e eram protegidas. Por isso elas não desenvolveram habilidades agressivas e ambiciosas. Elas eram dependentes. Os homens fracos morriam com facilidade antes de ter cria ou falhando em proteger sua mulher e filhos. Assim não deixavam filhos.
Pedro Reis
É engraçado porque você sugere que talvez as mulheres "tenham mais aptidão para a Medicina". Mas minha mãe, que é de outra época, não confiava em médica de jeito nenhum. Claro, quando minha mãe era mocinha eram poucas se formando em Medicina. Ela não tinha exemplos então achava que faltava aptidão natural na mulher pra ser boa médica.
Antigamente existia machismo. Só homem podia trabalhar e por isso só homem podia entrar na ciência. Com o fim do machismo, descobriram nichos em que as mulheres se saem melhor. As mulheres cresceram na medicina, mas o mesmo não ocorreu na engenharia. As duas áreas passaram pelas mesmas liberações.
Pedro Reis
- de que violência contra mulher não tem relação com machismo.
É um problema individual e não culpa de uma "cultura". Cultura engloba a sociedade como um todo. Violência doméstica sempre existiu independente da cultura, assim como homicídio.
Pedro Reis(nos casos em que o agressor se vê como de posse da vítima, têm)
Já vi feminista criticar os possessivos em expressões como "minha mulher" dizendo que é posse, mas isso é tão ridículo quanto criticar "meu amigo" ou "minha avó".
Pedro Reis
- essa história também de "gênero de nascença"... (sobre isso falei no post anterior. Sabemos que existe sexo de nascença, mas as identidades de gênero variam de cultura para cultura, de época pra época, então não podem ser de nascença)
"Gênero de nascença" é um termo que usei para me referir ao gênero biológico da pessoa.
Pedro Reis
E ainda transparece uma confusão "damariana" entre papéis de gênero e sexualidade. TIpo se uma mulher fizer engenharia tem mais chance de virar sapatão, ou se te obrigarem a fazer um curso de cabeleireiro é provável que você comece a achar o Alexandre Frota assim um cara bonitão...
Suponho que você seja hétero. O que você acha? Se mudarem as suas roupas e te forçarem a aprender ballet, isso te faria mudar de time?
Este é o ponto que causa mais confusão. É a inversão de causa e efeito.
O cabeleireiro e a engenharia não fazem alguém mudar de time. É simplesmente por já ser homem ou mulher que a pessoa decidiu escolher espontaneamente essas profissões.
Do mesmo modo, igrejas e a área artística não tornam a pessoa direitista ou esquerdista e sim a predisposição psicológica que as leva para esses lugares, sem ter força política ou ideológica empurrando.
Pedro Reis
Cara, não pense como evanjegue até porque evanjegue não pensa.
Não gosto de religião, mas também sugiro que não siga o politicamente correto, que também é uma religião no sentido de como as pessoas acreditam e agem.
Pedro Reis
O que algumas pessoas defendem não tem nada a ver com essa invenção de kit gay, mas apenas que não se deve impor papéis de gênero artificiais à crianças quando são pequenas. Não se deve, por exemplo, obrigatoriamente pintar o quarto do menino de azul e dar carrinho de presente pra ele.
Que ele escolha com o que quer brincar e como quer brincar. Apenas isso.
As crianças nos primeiros dias não sabem nem o que tem de disponível para brincar. São os pais que devem escolher e não é papel do governo escolher isso. As crianças nessa idade não tem nem senso crítico para refletir como escolher. A resposta dela pode ser diferente se o carrinho estiver parado ou andando. Não é simples.
Tratar menino como menino não é imposição. Desse jeito teria que vestir só roupas unissex neles e esperar até a adolescência para saber se ele é hétero ou não.
Se uma empresa de brinquedos descobri os tipos de brinquedos comprados por meninos e os comprados por meninas, ela deve evitar de fazer um marketing orientado a gênero? O próprio menino de 6 a 8 anos já perceberá que existe diferença entre meninos e meninas da mesma idade.
Toda sociedade humana tem papéis de gêneros definidos. Nas sociedades que não tem histórico de homofobia, os gays continuam tendo papel de homem normalmente e a única diferença é não procurar parceira e sim um parceiro como ele. Ele não chega a mudar o "gênero social" dele.
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Data da postagem: 30/11/2020, 20:53
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O vídeo o Paradoxo da igualdade menciona vários cientistas que mostraram as diferenças de gêneros.
Por outro lado, você não me mostrou provas de que não existem.
Vou ver o vídeo. Mas ele pode ter mostrado diferença entre os sexos. Gênero é outra coisa.
Só que não precisa que nenhum cientista mostre que existe diferença entre os sexos. Isto é óbvio!
Eu jamais diria que não existem diferenças.
O que não existe é prova de que estas diferenças óbvias impliquem nestas outras diferenças inferidas.
Tutu
Aptidão física é a diferença mais clara.
Homens saem melhor em raciocínio lógico, ação e movimento, liderança e atividades com mais risco.
Mulheres se saem melhor em empatia, cuidado com criança, notar diferenças e atividades rotineiras. Elas gostam de sentir emoções.
Aptidão física pra quê? É preciso saber. As mulheres agora é que estão vencendo as provas de super resistência, você sabia?
https://www1.folha.uol.com.br/esporte/2019/01/por-que-as-mulheres-estao-superando-os-homens-em-provas-de-resistencia.shtml
Em relação a estes outros testes que você menciona, isso não prova que estas diferenças se devam à constituição biológica dos sexos. Só poderíamos afirmar isto se os homens e mulheres testados tivessem se desenvolvido em condições ambientais idênticas. O que inclui a cultura de uma sociedade também.
É como os testes de QI que nos EUA onde os afro-americanos, em média, obtém pior resultado que os caucasianos. Mas nenhum cientistas honesto poderia inferir disso que as raças negras são menos inteligentes.
Se as meninas não brincam com os mesmos brinquedos que os meninos desde pequenas, se não leem os mesmos livros, se não jogam os mesmos jogos, se não são criadas exatamente da mesma forma, não dá pra saber se as diferenças percebidas no raciocínio lógico e nas habilidades sociais são natas ou induzidas pelo ambiente.
O campeão Karpov costumava dizer que enfrentaria qualquer mulher do mundo dando um cavalo de vantagem. Mas apareceu a Judith Polgar e ele quase perdeu pra ela.
Veja bem: os homens, em uma média, ainda são bem melhores no xadrez. Mas se você observar ao longo das últimas décadas, vai constatar que as mulheres estão subindo de nível.
Isso não deveria estar acontecendo se as limitações fossem biológicas porque esse fator não mudou nos últimos 30 anos. Então podemos supor que mudanças culturais é que estejam relacionadas com esse novo patamar que as enxadristas femininas estão alcançando.
É por isso que esse tipo de inferência que alguns tentam fazer baseando-se em testes como este não tem validade científica.
Tutu
A humanidade mudou muito nos últimos 5 mil anos, mas durante os 100 mil anos anteriores ela desenvolveu características genéticas que não podem ser readaptadas em 5 mil anos ou ainda em apenas 100 anos. E a sociedade atual nem tem também os seletores que desfazem as diferenças acumuladas nesses anos. O seletor só está sendo criado agora com essa ideologia.
O homem de 5 mil anos atrás, e a maioria dos de 200 anos atrás, tinham defender a família ou a aldeia deles. As mulheres estavam com crianças e eram protegidas. Por isso elas não desenvolveram habilidades agressivas e ambiciosas. Elas eram dependentes. Os homens fracos morriam com facilidade antes de ter cria ou falhando em proteger sua mulher e filhos. Assim não deixavam filhos.
Isso é meio um wishful thinking inventando uma teoria da evolução que se encaixe na sua ideologia.
Como você pode dizer que homens menos dispostos a se arriscarem na guerra morriam com mais facilidade? Que teriam menor prole?
Você tem uma estatística dizendo se os soldados mais corajosos e com personalidade de liderança na 2 guerra, morriam com menos facilidade que os covardes? Porque pode ter sido exatamente o oposto.
Que tipo de jovem macho hoje tem menor expectativa de vida em uma favela do Rio de Janeiro? Provavelmente estes com um tipo de personalidade que você considera como mais caracteristicamente masculina.
E também é puro lamarckismo achar que as mulheres nascem mais dóceis porque há não sei quantos mil anos são criadas para serem dóceis, ou que nascem mais vaidosas porque há não sei quantos mil anos são criadas para serem vaidosas, e assim por diante...
Quem são os maiores expoentes no mundo da moda, da culinária e da decoração de interiores? A maioria homens e isso não teria explicação por este raciocínio lamarckista.
Tutu
Antigamente existia machismo. Só homem podia trabalhar e por isso só homem podia entrar na ciência. Com o fim do machismo, descobriram nichos em que as mulheres se saem melhor. As mulheres cresceram na medicina, mas o mesmo não ocorreu na engenharia. As duas áreas passaram pelas mesmas liberações.
Acho bacana você ter decretado o fim do machismo. Só falta avisar pro resto da sociedade.
Se não tivesse havido essa abertura muitos como você ainda estariam pensando que mulheres não teriam aptidão natural para a Medicina. Mas como as expectativas e estímulos ainda não são idênticos para ambos os sexos, você não pode dizer que existirem menos mulheres cursando engenharia tenha como causa alguma determinação genética.
Muito provavelmente a cultura de atriburir expectativas de gênero distintas para os dois sexos têm influência sobre isso.
Tutu
É [violência doméstica] um problema individual e não culpa de uma "cultura". Cultura engloba a sociedade como um todo. Violência doméstica sempre existiu independente da cultura, assim como homicídio.
Você tem que examinar a causa dessa violência. O marido agrediu a mulher para se defender? Matou porque queria receber o seguro de vida dela?
Em muitos casos não vai ter nada a ver com machismo. Mas se ele agride a mulher porque não aceita que ela trabalhe fora ou se mata em "legítima defesa da honra" estes são exemplos onde uma mentalidade machista foi a causa subjacente da violência.
Tutu
Já vi feminista criticar os possessivos em expressões como "minha mulher" dizendo que é posse, mas isso é tão ridículo quanto criticar "meu amigo" ou "minha avó".
Isso realmente é ridículo.
Tutu
Este é o ponto que causa mais confusão. É a inversão de causa e efeito.
O cabeleireiro e a engenharia não fazem alguém mudar de time. É simplesmente por já ser homem ou mulher que a pessoa decidiu escolher espontaneamente essas profissões.
Aí você já tá misturando até sexo com sexualidade. O cabelereiro é homem, XY, mas você tá insinuando que por ser homossexual ele deixou de ser homem e por isso pôde ter a tendência de escolher essa profissão.
E se a mulher gostar de mulher o raciocínio lógico (que você atribui ao sexo) já melhora e aí ela decide ser engenheira...
Ora, mas você não alegou que essa inferioridade nas habilidades matemáticas eram inatas na mulher? Então ela sentir tesão por outra mulher não poderia faze-la superar esta limitação e se tornar uma boa engenheira.
Cara, o que se pode dizer disso? É um monte de preconceito misturado.
Tutu
As crianças nos primeiros dias não sabem nem o que tem de disponível para brincar. São os pais que devem escolher e não é papel do governo escolher isso. As crianças nessa idade não tem nem senso crítico para refletir como escolher. A resposta dela pode ser diferente se o carrinho estiver parado ou andando. Não é simples.
Então... é isso mesmo. Os pais podem estar induzindo estas diferenças que depois vão aparecer nos testes como destes vídeos que você postou e que depois vão atribuir a diferenças inatas entre os sexos.
Entendeu?
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Data da postagem: 30/11/2020, 22:22
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Só que não precisa que nenhum cientista mostre que existe diferença entre os sexos. Isto é óbvio!
Falo das diferenças psicológicas e de instinto, não só física.
Pedro Reis
Aptidão física pra quê? É preciso saber. As mulheres agora é que estão vencendo as provas de super resistência, você sabia?
Ótimo, já mostra outra diferença do gênero biológico.
Mas em termos de força e velocidade, ainda tem superioridade dos homens.
E existe um estudo (estou sem link) que mostra que a testosterona diminui a expectativa de vida dos homens.
Essa reportagem reforça ainda mais meu ponto de vista por apontar diferenças psicológicas, ou seja, o instinto natural que não depende da cultura.
É quando entra em jogo a psicologia, que leva em conta a atitude, o ego e a personalidade e talvez conte tanto quanto ou até mais que pernas e pulmões em provas extremas.
Alguns cientistas especulam que um instinto de preservação e organização pode dar a vantagem às mulheres.
“É saber quando vestir um casaco antes de suas mãos esfriarem tanto que você não conseguirá mais fechar o zíper”
Vou dar um exemplo de instinto: Nós temos medo de altura por instinto e não porque a cultura nos ensinou isso.
O que leva a crer que também não exista instinto específico de gênero?
Pedro Reis
Em relação a estes outros testes que você menciona, isso não prova que estas diferenças se devam à constituição biológica dos sexos. Só poderíamos afirmar isto se os homens e mulheres testados tivessem se desenvolvido em condições ambientais idênticas. O que inclui a cultura de uma sociedade também.
Se as meninas não brincam com os mesmos brinquedos que os meninos desde pequenas, se não leem os mesmos livros, se não jogam os mesmos jogos, se não são criadas exatamente da mesma forma, não dá pra saber se as diferenças percebidas no raciocínio lógico e nas habilidades sociais são natas ou induzidas pelo ambiente.
Existe alguma pesquisa que mostra as diferenças na fase adulta são causadas pela criação?
Na verdade, as próprias crianças tem preferências por brinquedos de acordo com gênero por causa do instinto. Se fizer uma inversão, a menina tende a largar o carrinho mais cedo e o menino tende a destruir a boneca.
Pedro Reis
Ou "a natureza determina que seja assim porque eu geralmente vejo assim".
Uma pequena pausa para lembrar que tive dois colegas que tinham computador na década de 80. Um é homem e hoje é engenheiro de software, a outra é mulher e hoje é farmacêutica. Ambos brincavam de jogos nos computadores desde a infância.
Pedro Reis
O campeão Karpov costumava dizer que enfrentaria qualquer mulher do mundo dando um cavalo de vantagem. Mas apareceu a Judith Polgar e ele quase perdeu pra ela.
Veja bem: os homens, em uma média, ainda são bem melhores no xadrez. Mas se você observar ao longo das últimas décadas, vai constatar que as mulheres estão subindo de nível.
Ciências biológicas não é uma ciência exata, sempre terá pontos fora da curva. Para exemplificar: Não existe um limite bem definido quando cada parte do corpo termina de desenvolver e varia para cada indivíduo. O tempo em que cada indivíduo fica imunizado após melhorar de vírus também varia, como também a eficácia de vacinas não ser 100%.
O xadrez está dominado por homens campeões, mas pode surgir mulheres campeãs no futuro, mas elas não representariam nem 10% do todo.
Voltando ao exemplo de carrinho para crianças. Se sei que existe uma probabilidade baixa da menina aceitar o carrinho, por que deve dar um carrinho para ela?
Pedro Reis
Como você pode dizer que homens menos dispostos a se arriscarem na guerra morriam com mais facilidade? Que teriam menor prole?
Você tem uma estatística dizendo se os soldados mais corajosos e com personalidade de liderança na 2 guerra, morriam com menos facilidade que os covardes? Porque pode ter sido exatamente o oposto.
Que tipo de jovem macho hoje tem menor expectativa de vida em uma favela do Rio de Janeiro? Provavelmente estes com um tipo de personalidade que você considera como mais caracteristicamente masculina.
Então entra no caso da aprovação da mulher. Uma mulher não aceitava filho de um homem covarde, porque ele tinha medo de defender de uma ameaça. E ainda hoje as mulheres não gostam de homem covarde e rejeitado pela sociedade.
Outra observação é que homens sempre morreram mais em toda história:
Pedro Reis
que nascem mais vaidosas porque há não sei quantos mil anos são criadas para serem vaidosas, e assim por diante...
As mulheres sempre arrumaram jeitos para chamar atenção dos homens, mesmo que não reconheçam isso. A cultura pode reprimir isso, mas esse comportamento aparece quando estão livres.
Pedro Reis
Quem são os maiores expoentes no mundo da moda, da culinária e da decoração de interiores? A maioria homens e isso não teria explicação por este raciocínio lamarckista.
Tudo isso é comercial ou arte em vez de coisa cotidiana. No caso da culinária, para exemplificar, são pratos difíceis de fazer e que tem uma estética que chama atenção. Não é uma comida nutritiva e rápido de preparar que tenha utilidade cotidiana. Por outro lado, qual gênero é mais comum em curso de nutrição?
Pedro Reis
Acho bacana você ter decretado o fim do machismo. Só falta avisar pro resto da sociedade.
Mas ele acabou. O que aconteceu foi que o feminismo redefiniu o conceito de machismo e qualquer coisa contra a ideologia é machismo.
Pedro Reis
Se não tivesse havido essa abertura muitos como você ainda estariam pensando que mulheres não teriam aptidão natural para a Medicina. Mas como as expectativas e estímulos ainda não são idênticos para ambos os sexos, você não pode dizer que existirem menos mulheres cursando engenharia tenha como causa alguma determinação genética.
Muito provavelmente a cultura de atriburir expectativas de gênero distintas para os dois sexos têm influência sobre isso.
A abertura foi a mesma em todas as áreas, não vejo restrições a elas na área de exatas.
Eu teria essa mentalidade ultrapassada por falta de pesquisas mostrando os resultados.
Se há 70 anos eu dissesse que mulher não serve para médica, você me responderia que a sociedade não as deixa estudar. Hoje no caso da engenharia, você está dizendo que a criação é o motivo do desinteresse delas na área e eu não vejo isso tendo impacto relevante na escolha delas.
Pedro ReisMas se ele agride a mulher porque não aceita que ela trabalhe fora
Isso não existe no século 21.
Além disso, hoje existe muito cara roubando a mulher com malandragem (sem violência). E tem mulher que explora o homem também.
Pedro Reisou se mata em "legítima defesa da honra"
Isso é uma cultura e essa cultura foi criada por causa da psicologia nata masculina.
Para um homem, o chifre significa cuidar dos filhos dos outros e não transferir os genes. Os homens que aceitavam traição de boa não transmitiam o gene, por isso os homens ficam muito abalado com a traição. E por causa desse ressentimento surgiu a cultura de "honra".
A mulher costuma agredir homem adúltero também, mas acaba não deixando marcas.
Pedro Reis
Aí você já tá misturando até sexo com sexualidade. O cabelereiro é homem, XY, mas você tá insinuando que por ser homossexual ele deixou de ser homem e por isso pôde ter a tendência de escolher essa profissão.
E se a mulher gostar de mulher o raciocínio lógico (que você atribui ao sexo) já melhora e aí ela decide ser engenheira...
Ora, mas você não alegou que essa inferioridade nas habilidades matemáticas eram inatas na mulher? Então ela sentir tesão por outra mulher não poderia faze-la superar esta limitação e se tornar uma boa engenheira.
Não. Se a mulher hétera gostar de engenharia e o homem hétero gostar de cabelo feminino, eles estão no grupo minoritário na profissão. Se tivessem a mesma psicologia, a distribuição seria 50%-50%.
Quando falei de LGBT, eu disse que não faria sentido esperar saber se o filho será homossexual.
Este trecho está complicado e não entendo o que você está falando e você não está me entendendo.
Para descomplicar, suponhamos que nasceu meu filho e minha filha. Qual cor, roupa e brinquedo devo dar para cada um primeiro?
A roupa e a cor serão de acordo com meu padrão estético. Como acho por causa da cultura que a menina fica melhor de rosa, qual seria o problema de dar rosa para ela? Eu pessoalmente não associo azul e nenhuma cor a homem, por isso penso em dar verde ou branco para ele.
E as roupas no meu padrão estético, acho melhor dar vestido para a menina e calça para o menino. Estou reproduzindo a "construção social", que até o momento não vejo mal nenhum em reproduzir isso.
Quando chegar a adolescência, se o filho for homossexual, ele então decidirá o que vestir ou se quer fazer cirurgia de mudança de sexo.
Até aqui falamos apenas do aspecto estético e isso não causa mal nenhum.
Sobre os brinquedos, a seguir...
Pedro Reis
Então... é isso mesmo. Os pais podem estar induzindo estas diferenças que depois vão aparecer nos testes como destes vídeos que você postou e que depois vão atribuir a diferenças inatas entre os sexos.
Os pais sempre fizeram isso. Se ele dá um computador ou carrinho para o filho homem, ele está de certa forma influenciando ou não as preferências e habilidades das crianças.
Se os pais tem muitos livros em casa, o filho pode tomar gosto por leitura. E existe também uma tendência maior das mulheres gostarem de leitura de ficção. Não sei de nenhuma construção social que ensine isso a elas.
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Data da postagem: 01/12/2020, 01:31

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que nascem mais vaidosas porque há não sei quantos mil anos são criadas para serem vaidosas, e assim por diante...
As mulheres sempre arrumaram jeitos para chamar atenção dos homens, mesmo que não reconheçam isso. A cultura pode reprimir isso, mas esse comportamento aparece quando estão livres.
As fêmeas de muitos animais atraem os machos e então escolhem o mais apropriado. Aquele com os melhores genes, mais capacitado a protegê-la e alimentá-la enquanto ela tiver vulnerável procriando.
Já os machos não são tão seletivos e tentam espalhar seu DNA pelo maior número de fêmeas possível e pelo maior território possível.
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Data da postagem: 01/12/2020, 09:00
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Falo das diferenças psicológicas e de instinto, não só física.
Tutu, você não está me entendendo porque eu devo estar falhando em me explicar.
Enquanto algumas diferenças nas características físicas são fáceis de aferir, diferenças psicológicas e de instinto são achismos.
Não estou dizendo que não possam existir, mas se existem não se sabe que diferenças são essas e quão diferentes elas são. E muito menos que peso estas diferenças possam ter na determinação das potencialidades de indivíduos de ambos os sexos. Você já listou as tais diferenças, eu sei, só que essa é apenas a sua opinião. Nada mais que isso. E pra ser honesto é uma opinião muito pouco embasada.
É simples de entender: homens não são criados da mesma forma que mulheres. Não recebem, desde que nascem, os mesmos estímulos, não estão sujeitos às mesmas expectativas culturais e não possuem como referência os mesmos modelos. Então não se pode dizer em que medida os padrões que você identifica são natos ou determinados pelo ambiente e pelas circuntâncias. E os padrões que você identifica hoje não seriam os mesmos que você identificaria há 50 anos, o que já é um bom motivo para se duvidar da imutabilidade destes padrões. Cientificamente, só poderíamos responder às questões acima se fosse possível isolar todos os outros fatores.
Por outro lado, para além dos achismos, sabemos algumas coisas:
- Que há bastante variação nestes padrões dependendo da época e da cultura.
- Que esse equívoco já foi cometido muitas vezes antes. Para muitas coisas que já se considerou que mulheres não seriam naturalmente capazes elas estão fazendo naturalmente hoje.
Você, por exemplo, diz que mulheres não poderão constituir nem 10% dos melhores jogadores de xadrez...
Mas é só sua opinião!
O que é fato é que esse tipo de coisa já foi dito aos montes e o futuro sempre mostrou que não passava de preconceito.
Já se disse coisas assim sobre negros, judeus, orientais, índios e, claro, mulheres. Já se disse muita bobagem desse tipo com base em supostas características inatas intelectuais, morais, psicológicas e de instintos também. Esse erro já foi cometido um número suficiente de vezes pra você poder suspeitar que tudo que está acreditando aí não é fato, é somente opinião.
Tutu
Ótimo, já mostra outra diferença do gênero biológico.
Mas em termos de força e velocidade, ainda tem superioridade dos homens.
E existe um estudo (estou sem link) que mostra que a testosterona diminui a expectativa de vida dos homens.
Essa reportagem reforça ainda mais meu ponto de vista por apontar diferenças psicológicas, ou seja, o instinto natural que não depende da cultura.
Existir diferença não significa que existam as diferenças que você afirma que existem.
E quais são estes instintos *naturais*? Só o que sei é que instindo deve ser por definição natural. Mas quais são os instintos do homem e da mulher, e em que medida determinam suas capacidades, seus comportamentos e suas escolhas? E como se afere isso? Como você aferiu?
Novamente você não pode pretender que os outros aceitem o seu achismo como fato.
Antes você disse que o instinto *natural* do homem o leva não aceitar que sua parceira tenha relações com outros homens. Até deu uma explicação evolutiva para este instinto: o homem corno estaria se dedicando pelos genes de outro homem em detrimento dos próprios genes.
Ok, talvez nossa trajetória evolutiva tenha impresso este instinto no dna dos machos humanos...
Mas...
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Quer dizer, quase um terço dos homens brasileiros leva ou gostaria de levar (ou não se importaria de levar) a própria mulher para transar com outros caras desde que ele se divertisse também...
E aí?
O tal instinto não existe e o ciúmes é cultural? Um terço dos caras nasce sem instinto? Ou o instinto existe mas não tem o peso que você pensava que tinha?
É a realidade passando feito um trator por cima dos seus achismos.
Não estamos aqui falando de formigas ou abelhas. As coisas são bem mais complexas quando se trata de seres humanos.
Por mais que seja tentador para suas teses, não tem validade científica pegar 100 indivíduos do sexo masculino e 100 do sexo feminino, botar para resolver uns problemas de Matemática e depois concluir disso que o cérebro masculino é mais bem "projetado" para o raciocínio abstrato. É mais complicado que isso.
Os afro-descendentes americanos em média se saem pior em testes de QI. Aí os racistas dizem: "Tá vendo como preto é mais burro mesmo".
Ok, mas inverta os papéis: bote os pretos no lugar dos brancos e os brancos no lugar dos pretos e daqui há 30 anos a gente repete os testes na próxima geração. Então iremos realmente saber.
Tutu
Vou dar um exemplo de instinto: Nós temos medo de altura por instinto e não porque a cultura nos ensinou isso.
O que leva a crer que também não exista instinto específico de gênero?
Provavelmente nós temos medo de altura porque é fácil perceber que nossa vida está em risco. E aí talvez o INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA nos leve a querer evitar situações óbvias de risco. Mas pessoas geralmente também têm medo de velocidade e não faz sentido pensar que este seja um instinto primevo porque o Homem só foi conhecer a experiência da velocidade muito tempo depois da Revolução Industrial.
Me parece que você não tem uma noção muito clara do que seja instinto.
São impulsos, comportamentos ou "conhecimentos" inatos, não aprendidos e não adquiridos pelo instrumento das próprias faculdades cognitivas. Instinto talvez ajude o bebê a sugar pela 1a vez o seio materno mas o bebê não tem medo de altura.
Então talvez, em vez de instinto, você devesse me perguntar porque eu acho que homens e mulheres não possuem estruturas psicológicas, emocionais e cognitivas fundamentalmente diferentes.
ACHO porque pertencemos à mesma espécie, temos o mesmo cérebro e, principalmente, porque tudo leva a crer que o peso da nossa racionalidade, da forma como somos criados, das influências do meio, da sociedade e dos valores culturais são muito maiores que possíveis pequenas diferenças inatas entre os sexos. ACHO porque a experiência acumulada têm corroborado este achismo.
Porque se o comportamento e as emoções humanas fossem tão simples como as de uma abelha e ao mesmo tempo o instinto do homem de rejeição à cornitude existir como você acredita, as casas de swing mundo afora não estariam lotadas como estão.
Mas esta nem é a questão aqui...
O negócio é que você começou afirmando que o feminismo e a ideologia de gênero querem "masculinizar a mulher e feminilizar o homem". Estariam pretendendo que "o homem seja babá e a mulher engenheira".
Se (e eu digo se...) existisse mesmo esta fantasia chamada "ideologia de gênero" pretendendo que homens possam trabalhar de babá e mulheres possam se formar em engenharia (algo já super comum), não haveria nada de errado nisso. Nada de maléfico.
Muito pelo contrário: o maléfico é um preconceito arraigado irracional que dificulte que algum homem que por acaso possa ser excelente para cuidar de crianças exerça esta função. Reservando artificialmente mercado para alguma mulher sem inclinação pra tal. Alguma mulher que, por acaso, poderia ser uma grande engenheira.
Então essa besteira de reservar profissões em função de papéis de gênero, entre outras coisas, é alocação menos eficiente dos recursos humanos.
E se você acha mesmo que exista um "instinto" que faça a mulher ser melhor babá que engenheira, então não há porque temer a fantasmagórica ideologia de gênero porque o mercado vai acabar selecionando os melhores profissionais para cada função.
Só que os conservadores, no fundo, parece que não acreditam muito nestas tais "diferenças inatas". Porque têm medo do feminismo.
Não há porque ter medo pois se a mulher não tem mesmo capacidade de liderança nenhuma Margareth Tatcher, nenhuma Angela Merkel, vai conseguir ser líder de país nenhum.
É uma contradição, sr. Tutu. Parece querer que se levante um movimento reacionário anti-feminista para impedir que mulheres sejam estimuladas à ocuparem funções para as quais não teriam inclinação nata. Os tais "instintos".
Mas é desnecessário: se faltarem realmente estes atributos inatos, nenhum estímulo fará com que mulheres tenham mesmo ocupação significativa nestas funções.
Não adianta estimular os baixinhos a jogarem basquete porque isso não vai fazer a NBA ser dominada por jogadores baixinhos no futuro.
Logo, por trás dessa retórica conservadora, o que parece haver mesmo é misoginia e medo.
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Data da postagem: 02/12/2020, 08:56

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Muitos pontos apresentados sobre Feminismo (ou femismo, que seria a luta pela supremacia da mulher sobre o homem) e Ideologia de gênero no início do tópico tem base, mas muitos conservadores e reaças usam isso pra corroborar a ideologia deles. Não é algo tipo "Não sou contra quem que fazer cirurgia de extração de orgãos genitais mas XY não virará XX apenas fazendo isso", que seria o mais sensato, é mais tipo "A ciência prova que não se pode mudar de sexo; parem de ideologia de gênero pra corromper nossas crianças com Marxismo cultural".
Um exemplo é Ana Paula Henkel, que se manifestou contra entrada de jogador trans no vôlei feminino, usando o argumento . Mas dá pra se saber que ela fez isso por ser reaça. Reaças e esquerdas usam argumento científico quando convém, em outros casos eles costumam ignorar e até desmerecer ciência e crer nas ideologias.
Um exemplo é Ana Paula Henkel, que se manifestou contra entrada de jogador trans no vôlei feminino, usando o argumento . Mas dá pra se saber que ela fez isso por ser reaça. Reaças e esquerdas usam argumento científico quando convém, em outros casos eles costumam ignorar e até desmerecer ciência e crer nas ideologias.
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Data da postagem: 02/12/2020, 13:14