Clube Ceticismo
Estados Unidos da América - Eleições 2024
Autor: Tutu | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 88744 Comentários: 69
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A aleatoriedade da apuração já é um alto indicativo de tendência estatística.


O que está escrito acima é uma das maiores baboseiras estatísticas que já vi escrita em fóruns. Uma vez que os votos em cada candidato presidencial foram contabilizados corretamente... Para fim de verificação de acerto/erro das pesquisas eleitorais quanto ao resultado FINAL da votação, é COMPLETAMENTE IRRELEVANTE se o placar parcial de votos parece aleatório ou aparenta exibir um padrão.

Fazer cherry picking de quais estados serão apurado antes é comprovação de viés fraudulento.

E, por conseguinte, conclusão falsa.


Não houve cherry-picking algum. Eu só mostrei um exemplo hipotético para que se visualizasse a completa irrelevância da questão do placar parcial dos votos. Uma vez que os votos em cada candidato presidencial foram contabilizados corretamente... Não importa se Kamala tivesse aberto uma vantagem de 70 milhões de votos em relação ao segundo lugar na metade inicial da apuração dos votos ou se Trump tivesse aberto uma vantagem de 75 milhões de votos em relação ao segundo lugar na metade inicial da apuração dos votos. E também não importa mesmo se uma vantagem ininterrupta de Trump de pelo menos 1,5%-2,0% tivesse sido detectada na apuração. Como é que diabos o uso de conceito de aleatoriedade veio parar aqui? Aleatoriedade ou não aleatoriedade na apuração não aumenta a margem da diferença final de votos de Trump em relação ao segundo lugar e nem aumenta o índice de erro das pesquisas eleitorais.

As extremas-pesquisas davam empate nos estados-pêndulos.

Pois bem, Trump venceu não em 4 ou 5 estados-pêndulos. Ele venceu em todos os 7!

Um empate podia ter dividido isso aí, ganhado em 4, perdido em 3.

Mas não!

O que aconteceu se parece com algo similar aqui que aconteceu aqui na terrinha.

Quem se lembra do 7 a 1 no futebol, na Copa de 2014, contra a Alemanha?

Só que lá, a diferença foi "só um pouquinho" maior: 7 a zero.


Esse é o seu melhor argumento? Que decepção! Já ouviu falar de uma coisa chamada de "intervalo de confiança"?

Considerando a margem de erro das pesquisas, assim como os limites superiores da estimativa de votos em Trump e os limites inferiores das estimativas de votos em Kamala, o candidato do Partido Republicano também venceria nos estados-pêndulos por 7 a 0. Mesmo no estado de Michigan, que foi onde o candidato republicano teve o pior desempenho nas pesquisas, Trump bate Kamala com folga considerando o limite superior da margem de vitória republicana hipotética estimada pelas pesquisas.

Acima, estou usando como base o agregador de pesquisas eleitorais do Nate Silver, que mantém uma lista de institutos pesquisadores que realizam pesquisas nas eleições políticas dos EUA e atribui a cada instituto pesquisador uma classificação com base em sua metodologia e precisão histórica. É claro que se você pegar algumas subamostras, quase sempre é possível achar resultados extremos. Da mesma forma que se recrutar 100 pessoas para um jogo repetido de cara-e-coroa aleatório, então provavelmente aparecerão alguns resultados que destoam muito do padrão 50-50 devido simplesmente ao acaso e é possível que alguns dos jogadores tentem viciar a moeda. Mas como é mesmo o nome da falácia de gente que usa amostra pequena para sustentar alegações de resultados extremos? A Wikipédia responde:

Generalização precipitada é uma falácia lógica que ocorre quando o tamanho de uma amostra apresentada é pequeno demais para sustentar uma generalização[1], ou seja, apesar de ser possível que apenas uma amostra represente a população, a amostra é insuficiente para comprovar a afirmação.


Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Generaliza%C3%A7%C3%A3o_precipitada
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Sim tem muita coisa que Gigaview deve ter falado sem conhecimento de causa (como essa tal de aleatoriedade) e como se houvesse sempre uma conspiração de institutos de pesquisa contra candidato X de espectro político X.

Mas tinha muitas pesquisas de intenção de voto, muito antes dessa época de paixões ideológicas extremas, que eram usadas pra determinar se candidato X, Y, Z, etc, mas levavam a cometer erros de generalização apressada. Ex: Tinha jornal de tv onde era feita pesquisa de intenção de voto em vários locais considerados mais movimentados duma cidade, onde um candidato X, segundo a porcentagem dos pesquisados, seria eleito ou teria mais chance de ser eleito, mas quem ganhava era outro, pois foi feita uma amostra e tomaram como se fosse representando a maioria, sendo que maioria dos entrevistados poderia ser a minoria do todo.

Até o Michael Moore errou dessa vez; sendo que tinha acertado (no chute? Estimativa?) em 2016.

(...)

Sobre os sistema eleitoral e si:

E esse sistema de eleição indireta anda sendo criticado por cidadãos dos EUA.

Ainda não sei se fosse eleição direta (não sei apuração do voto popular), nesse caso, Kamala ia ganhar.
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Uma de origem queniana de um partido afiliado aos Democratas, o Minnesota democratic-Farmer-Labor Party, foi eleita prum assento na House of Representatives .

Não sei ainda qual predominância política na House of Representatives, mas queria saber que peso ela teria numa casa se tivesse predomínio de republicanos.

Legisladora nascida no Quênia eleita para o Capitólio do Estado do Minnesota

https://pt.wikinews.org/wiki/Legisladora_nascida_no_Qu%C3%AAnia_eleita_para_o_Capit%C3%B3lio_do_Estado_do_Minnesota?dpl_id=91005

Legisladora nascida no Quénia eleita para o Capitólio do Estado do Minnesota

https://www.voaportugues.com/a/legisladora-nascida-no-qu%C3%A9nia-eleita-para-o-capit%C3%B3lio-do-estado-do-minnesota-/7858162.html

Kenyan-born HULDAH MOMANYI HILTSLEY wins Minnesota House seat

https://www.kenyan-post.com/2024/11/kenyan-lady-wins-seat-in-minnesota.html
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Sim tem muita coisa que Gigaview deve ter falado sem conhecimento de causa (como essa tal de aleatoriedade) e como se houvesse sempre uma conspiração de institutos de pesquisa contra candidato X de espectro político X.


Não sei qual é a vantagem de manipular pesquisa de intenção de votos. Colocar um candidato vencendo, estimula os eleitores do adversário a sair para votar. Teriam que favorecer com uma ampla margem para fazer os eleitores ficar em casa achando que é inútil e sem chances.

Nos EUA é difícil prever o vencedor.Teriam que fazer a pesquisa em cada distrito eleitoral. Como eles só tem condições de fazer pesquisa em grandes centros urbanos, o resultado acaba mostrando uma vitória dos democratas. Não estou dizendo que republicanos são rurais; os EUA são grande e tem muitas cidades de tamanho médio.


Sobre os sistema eleitoral e si:

E esse sistema de eleição indireta anda sendo criticado por cidadãos dos EUA.

Ainda não sei se fosse eleição direta (não sei apuração do voto popular), nesse caso, Kamala ia ganhar.


Geralmente os democratas ganham em números absolutos e esse sistema favorece os republicanos, mas nesta última Kamala também perdeu nesse critério. O motivo é consequência de como os eleitores são distribuídos pelo país.

Não tem como mudar, porque precisaria de amplo apoio no congresso. Os democratas querem isso porque seriam favorecidos enquanto os republicanos não aceitariam porque seriam desfavorecidos.

Algo parecido ocorre no Brasil. A proposta do voto distrital não seria aceita porque favoreceria a direita. Os candidatos de direita são mais regionais enquanto de esquerda mais "globalistas". Isso significa que eleitores de esquerda do interior votam mais em candidatos que moram na capital do estado em vez de um candidato da mesma região quando comparado com eleitores de direita.
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Não sei qual é a vantagem de manipular pesquisa de intenção de votos. Colocar um candidato vencendo, estimula os eleitores do adversário a sair para votar. Teriam que favorecer com uma ampla margem para fazer os eleitores ficar em casa achando que é inútil e sem chances.

Nos EUA é difícil prever o vencedor.Teriam que fazer a pesquisa em cada distrito eleitoral. Como eles só tem condições de fazer pesquisa em grandes centros urbanos, o resultado acaba mostrando uma vitória dos democratas. Não estou dizendo que republicanos são rurais; os EUA são grande e tem muitas cidades de tamanho médio.


Já pensei nisso também. Parece que o mais provável é que os institutos de pesquisa se dão por satisfeito com algumas intenções de voto que consideram suficiente, apesar de muitas vezes errarem.

Tutu
Algo parecido ocorre no Brasil. A proposta do voto distrital não seria aceita porque favoreceria a direita. Os candidatos de direita são mais regionais enquanto de esquerda mais "globalistas". Isso significa que eleitores de esquerda do interior votam mais em candidatos que moram na capital do estado em vez de um candidato da mesma região quando comparado com eleitores de direita.


No Brasil teve muito candidato a prefeito e governador de esquerda que ganharam eleições contando com interior. Já o esquerdista Lula só ganhou em 2002, com o desgaste da gestão FHC.

No Brasil não tinha essa de interior conservador e área urbana liberal, progressista e coia assim. Isso é mais recente, copiado dos EUA.
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Data da postagem: 15/11/2024, 19:40
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No Brasil teve muito candidato a prefeito e governador de esquerda que ganharam eleições contando com interior. Já o esquerdista Lula só ganhou em 2002, com o desgaste da gestão FHC.

No Brasil não tinha essa de interior conservador e área urbana liberal, progressista e coia assim. Isso é mais recente, copiado dos EUA.


A maioria dos prefeitos eleitos no interior são partidos do centrão ou da direita:

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c99rrz1dzvdo

Na eleição para presidente, a coisa muda e Lula ganha muitos votos, mesmo de gente que vota em deputado e prefeito de direita.

Essa tradição petista é tradicional no Brasil e precede a religião woke.

E essa coisa bizarra de conservador evangélico que idolatra Israel é fenômeno originário de cidade grande. O interior tende a ser conservador (no bom sentido) e católico, mas apoiador do PT e de benesses do governo.

O futuro da esquerda do Brasil é incerto. Quando Lula morrer, o sucessor será alguém mais ligado à religião woke e terá muitas chances de perder votos do interior. Boulos já conhecido nacionalmente. O histórico dele é o oposto de Lula já que é proveniente de classe média alta.
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Se nesse vídeo fosse algum democrata como Biden, os conservas já ia detonar ele como "traficante sexual de meninas" e, talvez, fazerem campanha pra minarem a reputação dele e votação nele, mesmo não se tendo como saber se teria como saber com quem ele tava envolvido, mas como é Trump, aí trumpistas podem usar argumento "Ah, como alguém vai saber a índole e o que uma pessoa faz, ele não lê pensamento nem acompanha a vida dele".

Aliás no vídeo abaixo tem comentários de gente tentando usar Tu Quoque ora defender TRump e acusar Obama no caso do tal P. Diddy, mas teve refutações razoáveis:

NBC archive footage shows Trump partying with Jeffrey Epstein in 1992


@kennethbrancart

Why isn’t this slimy network showing Barack Obama with Diddy?

@nms7872

this video was posted in 2019

diddy was seen with everyone. he was a high profile. being seen in a picture with him means nothing unless you are legit in his operations.

you know who else has pics with diddy? hes in the video and hes on record with calling him a good friend

@cloudmellow8521

why aren't you guys talking about trump saying he loves diddy? he said Diddy is a good friend of his and would stick up for him. dont act dense. You picked the guy who called Jeffrey Epstein and Diddy good friends of his, that says a lot. You would be foolish to think Trump wouldn't hang out with them, the guy was born with golden spoon in his mouth, he would go to these parties it's a fact.

@kennethbrancart

@ your dedication to stupidity and ignorance is quite impressive

@19longjane

há 4 horas

​yup surely sounds like sump. He's a bully




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Data da postagem: 16/11/2024, 01:25
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Lembrando que os EUA nunca teve presidente(a) eleita. Isso pode ter sido um motivo forte ou o principal.

Fui pesquisar pelo Chatgpt e no Bing Copilot se houve alguma candidata a presidente(a) pelo Partido Republicano, com uma diferença entre os dois, no geral resultou em 3 mulheres, mas não consta uma que tenha passado além de busca pra nomeação e das primárias e ser candidata a presidente(a) mesmo, como Kamala, por exemplo.

Margaret Chase Smith (1964)

Ela foi a primeira mulher a buscar a nomeação para a presidência de um grande partido político nos Estados Unidos. Margaret Chase Smith, uma senadora do estado do Maine, concorreu nas primárias republicanas, mas não obteve sucesso em garantir a nomeação.


[spoiler]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Margaret_Chase_Smith

Margaret Madeline Chase Smith (Skowhegan, 14 de dezembro de 1897 – Skowhegan, 29 de maio de 1995) foi uma política norte-americana.[1] Filiada ao Partido Republicano, Smith foi Representante dos Estados Unidos (1940–49) e Senadora pelo Maine (1949–73).[2] Foi a primeira mulher a servir em ambas as casas do Congresso dos Estados Unidos, e a primeira a representar o Maine tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado.[3][4] Uma republicana moderada, foi uma das primeiras a criticar as táticas do Macartismo em seu discurso de 1950, a "Declaração de Consciência".[5]

Smith foi uma candidata para a indicação republicana na eleição presidencial de 1964.[6] Apesar de não ser escolhida, foi a primeira mulher a ser votada para a presidência na convenção de um partido principal.

(...)

[/spoiler]


Carly Fiorina (2016)

Empresária e ex-CEO da Hewlett-Packard, Carly Fiorina também concorreu à nomeação republicana nas primárias presidenciais de 2016. Ela teve uma candidatura curta, mas recebeu atenção pela sua trajetória no mundo corporativo e sua crítica ao establishment político.


[spoiler]

https://pt.wikipedia.org/wiki/Carly_Fiorina

Cara Carleton "Carly" Sneed Fiorina (Austin, Texas, 6 de setembro de 1954) é uma empresária e figura política americana.[1] É filiada ao Partido Republicano.[2]

Carly Fiorina começou sua carreira nos anos 1980 na companhia de telecomunicações AT&T, onde chegou a cargos executivos. Atingiu o topo como CEO (1999-2005) e Presidente do Conselho da Administração (2000-2005) da Hewlett-Packard, empresa de tecnologia.[1] Passou a ser considerada uma das mulheres mais poderosas dos Estados Unidos.[3]

Depois de deixar o mundo empresarial, tentou ser senadora pela Califórnia. Ganhou a nomeação republicana contra os prognósticos para concorrer pelo posto da democrata Barbara Boxer, que está na cadeira desde 1992. Aquela derrota eleitoral em 2010 é toda a sua experiência sob os holofotes da política.[3]

Carly Fiorina entrou em maio 2015 na disputa para a presidência dos Estados Unidos em 2016 e se tornou a primeira mulher na lista de pré-candidatos do Partido Republicano.[4][5] Em fevereiro de 2016 oficialmente suspendeu sua campanha após resultados ruins nas primeiras eleições primárias do partido.[6] Na eleição de 2020, Fiorina endossou Joe Biden para presidente.[7][8]

(...)
[/spoiler]



Nikki Haley (2024)


https://pt.wikipedia.org/wiki/Nikki_Haley

Haley anunciou sua campanha para presidente dos Estados Unidos em fevereiro de 2023. Após os caucuses de Iowa, Haley e Trump tornaram-se os únicos candidatos importantes restantes nas primárias republicanas.
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Data da postagem: 17/11/2024, 08:17
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Só não entendi porque Irã teria interesse na eleição de Trump, se esse parece demonstrar ser mais apoiador de Israel contra o Irã do que Biden.

EUA impõem sanções a entidades do Irã e da Rússia por interferência nas eleições

https://www.infomoney.com.br/mundo/eua-impoem-sancoes-a-entidades-do-ira-e-da-russia-por-interferencia-nas-eleicoes

Jamil Chade: Biden anuncia sanções contra Rússia e Irã por ingerência em eleição nos EUA

UOL



O governo norte-americano anunciou nesta terça-feira sanções contra a Rússia e o Irã por conta da ofensiva de ambos os países para tentar influenciar a eleição de 2024. O pleito foi vencido por Donald Trump, alvo de inquéritos por conta da ingerência de Moscou em campanhas passadas.


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Data da postagem: 01/01/2025, 16:57