Clube Ceticismo
Drogas: libera geral?
Autor: Pasteur | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 894639 Comentários: 307
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Descriminalização é abolir qualquer tipo de punição ao usuário de drogas. Assim, se tira do Direito Penal a responsabilidade de lidar com este consumidor

Legalização - todo o processo das drogas seria controlado pela legislação desde o plantio, passando pela produção e sua distribuição. Tal qual acontece com as bebidas alcoólicas - seria deixar todos ou certos tipos de drogas liberadas, circulando de forma legal.

Liberalização - seria deixar todos ou certos tipos de drogas liberadas, circulando de forma legal.

https://www.todamateria.com.br/descriminalizacao-das-drogas/
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Data da postagem: 05/03/2020, 18:02
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O ponto positivo de liberar seria acabar com o tráfico de drogas, a economia dos traficantes e por conseguinte seus crimes relacionados ao tráfico
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Data da postagem: 05/03/2020, 18:03
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Já existe um lugar em que o consumo é liberado, o nome é Cracolândia e os traficantes dāo as ordens por lá.

Dá para ver exatamente qual é o efeito do consumo livre.
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De novo????

"Drogas" podem ser muitas coisas, como por exemplo o açúcar é uma droga para os diabéticos; se não fossem os efeitos colaterais de diversas outras "drogas" que custam milhões às redes de saúde públicas, seria apenas uma questão de liberdade e escolha de adultos.

Sou pela legalização, pelo exposto acima, uma questão de foro íntimo, de uma escolha pessoal.

Mas o Estado, como maior prejudicado em diversos espectros (desemprego, miséria, fome, saúde prejudicada) pode muito bem fazer com as drogas ilícitas o que fez com as ilícitas: não adianta proibir, então vamos estorquir...via impostos. :dance:
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Com a liberalização, deveriam vir leis que obrigassem os viciados a pagar pelos crimes cometidos e os danos causados enquanto estivessem chapados. Estar doidão não seria atenuante.

O sistema de saúde público deveria cobrar dos drogados pelo tratamento que sua condição viesse a exigir.

O consumo deveria ser limitado a lugares em que não incomodasse as pessoas sensatas, assim como no caso do cigarro.

Inclusive isto deveria se aplicar ao álcool.

Nota: a venda legalizada não acabaria com os traficantes. O tabaco é liberado e, ainda assim, é contrabandeado e as bebidas continuam sendo falsificadas e matando por envenenamento.
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Data da postagem: 06/03/2020, 16:25
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Mas o Estado, como maior prejudicado em diversos espectros (desemprego, miséria, fome, saúde prejudicada) pode muito bem fazer com as drogas ilícitas o que fez com as ilícitas: não adianta proibir, então vamos estorquir...via impostos. :dance:

"Não adianta proibir" é um argumento recorrente de quem defende a liberação. Penso que se usarmos este argumento para liberar, então devemos liberar outras coisas que estão proibidas e continuam sendo praticadas, e lembro algumas: estupro, sequestro, assaltos, etc...

O crime, e atos danosos talvez nunca sejam eliminados, pois atitude e caráter criminoso possivelmente sempre vá existir, mas isto não é "desculpa" para deixar de combater.
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Legalização - todo o processo das drogas seria controlado pela legislação desde o plantio, passando pela produção e sua distribuição. Tal qual acontece com as bebidas alcoólicas - seria deixar todos ou certos tipos de drogas liberadas, circulando de forma legal.


Mas certos tipos de drogas já são liberadas, como bebidas alcoólicas, cigarros e até mesmo alguns tipos de medicamentos viciantes que também criam dependências.

Então a legalização seria em relação a drogas mais pesadas, com exceção destas já legalizadas?
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Mas o Estado, como maior prejudicado em diversos espectros (desemprego, miséria, fome, saúde prejudicada) pode muito bem fazer com as drogas ilícitas o que fez com as ilícitas: não adianta proibir, então vamos estorquir...via impostos. :dance:

"Não adianta proibir" é um argumento recorrente de quem defende a liberação. Penso que se usarmos este argumento para liberar, então devemos liberar outras coisas que estão proibidas e continuam sendo praticadas, e lembro algumas: estupro, sequestro, assaltos, etc...

O crime, e atos danosos talvez nunca sejam eliminados, pois atitude e caráter criminoso possivelmente sempre vá existir, mas isto não é "desculpa" para deixar de combater.


Faz sentido sua analogia.

Mas o argumento "não adianta proibir" geralmente vem acompanhado da ideia de que "a proibição não diminui o consumo". No cigarro, por exemplo, tentativas de leis para proibi-lo não tiveram qualquer efeito, tanto que é legalizado hoje e já não é mais um problema, pois devido a conscientizações e propagandas em massa alertando de seus malefícios, foi deixando de ser usado.

Mas sinceramente, tenho receio que isso possa ser válido a outras drogas. É uma política muito perigosa para se arriscar.
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Mas o Estado, como maior prejudicado em diversos espectros (desemprego, miséria, fome, saúde prejudicada) pode muito bem fazer com as drogas ilícitas o que fez com as ilícitas: não adianta proibir, então vamos estorquir...via impostos. :dance:

"Não adianta proibir" é um argumento recorrente de quem defende a liberação. Penso que se usarmos este argumento para liberar, então devemos liberar outras coisas que estão proibidas e continuam sendo praticadas, e lembro algumas: estupro, sequestro, assaltos, etc...

O crime, e atos danosos talvez nunca sejam eliminados, pois atitude e caráter criminoso possivelmente sempre vá existir, mas isto não é "desculpa" para deixar de combater.


Faz sentido sua analogia.

Mas o argumento "não adianta proibir" geralmente vem acompanhado da ideia de que "a proibição não diminui o consumo". No cigarro, por exemplo, tentativas de leis para proibi-lo não tiveram qualquer efeito, tanto que é legalizado hoje e já não é mais um problema, pois devido a conscientizações e propagandas em massa alertando de seus malefícios, foi deixando de ser usado.

Mas sinceramente, tenho receio que isso possa ser válido a outras drogas. É uma política muito perigosa para se arriscar.

Até onde tenho lido, os que liberaram estão arrependidos. O paralelo com o cigarro é válido até certo ponto. O poder destruidor do cigarro não chega perto do crack ou da cocaína...e o cigarro está com o consumo reduzido pelas campanhas e obstáculos crescentes ao seu consumo. O cigarro por outro lado já conta com um tempo muito grande em que foi socialmente aceito, e radicalizar agora seria um incentivo. Já as drogas de forma geral nunca foram genericamente vistas como boas ou como elegante e chic seu consumo. E já estão proibidas. Será que estamos combatendo da melhor forma?

O problema das drogas tem 3 lados. O primeiro é a produção, o segundo é o tráfico, e o terceiro é o consumo. Para enfrentar o problema, os três lados devem ser atacados, cada um à sua maneira. Para todos os casos adaptar a legislação para atender as necessidades do combate. Leis bem mais duras. Temos de entender que traficantes e produtores de drogas são mais que criminosos, são inimigos da nação.

Produção.

-A produção deve ser atacada, com a destruição das plantações, a punição dos responsáveis, e a destinação das terras para a reforma agrária.

-Drogas sintéticas, com a desapropriação de equipamentos e propriedades em que estejam estabelecidos laboratórios, e depósitos, e dos envolvidos.

Tráfico.

-O tráfico deve ser combatido firmemente com leis severas e aplicação das mesmas.

-Facções criminosas do tráfico devem ser enquadradas como inimigas da nação, e seus atos como terrorismo.

-Estabelecer um juizado especial para julgamento destes casos em todo o território nacional.

-Com países vizinhos estabelecer uma politica comum e cooperativa neste combate.

Consumo.

O consumo deve ser tratado em níveis diferentes.

-Adultos devem ser assistidos para cura, e devem oferecer algum reparo a sociedade, pelo custo deste tratamento e de prejuízos em decorrência de seu vicio..

-Crimes efetivados sob controle ou motivação da droga devem ser punidos com severidade, é um agravante.

-Crianças usuárias devem ser tratadas como vitimas (menos de 12 anos). Um tratamento e quando for o caso, a responsabilidade sobre elas deve ser encaminhada a um parente, caso os pais demonstrem incapacidade para manter a guarda.

-Paralelamente a isto programas sociais para formação destas crianças, que as afastem da possibilidade de entrarem no vicio.

Um resumo.

Nunca acaberemos com as drogas assim como nunca com os crimes. Sempre teremos alguém com motivação, falta de caráter ou formação que propiciará um crime ou o consumo de drogas, mas o efetivo combate reduzirá a ínfimos índices. O combate efetivo poderá não salvar os que já estão mergulhados na porcaria toda, mas poderá impedir novos de entrar.

No presente a legislação brasileira apresenta uma contradição absurda.

Penalizamos quem compra uma mercadoria roubada, pois o comprador se transforma num cúmplice, e passamos a mão em quem compre as drogas ilícitas. "Aiinn ms ele é um doente, viciado!!"...sim mas ninguém nasce viciado. Pode nascer com sequelas de uma mãe viciada, mas até atingir a idade de procurar a droga pode ser tratado. Logo podemos deduzir que o primeiro ato de se drogar, e que levará ao vicio foi consciente e em pleno gozo de sua liberdade, devendo pois assumir os riscos e consequências de seu atos, mesmo sob efeito das drogas ou do vicio.
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Data da postagem: 07/03/2020, 12:52
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aronaxO paralelo com o cigarro é válido até certo ponto. O poder destruidor do cigarro não chega perto do crack ou da cocaína...e o cigarro está com o consumo reduzido pelas campanhas e obstáculos crescentes ao seu consumo. O cigarro por outro lado já conta com um tempo muito grande em que foi socialmente aceito, e radicalizar agora seria um incentivo. Já as drogas de forma geral nunca foram genericamente vistas como boas ou como elegante e chic seu consumo. E já estão proibidas. Será que estamos combatendo da melhor forma?


Claro que não se compara cigarro com crack e cocaína, até mesmo defensores de legalização das drogas são contra estas. A maioria, na verdade, limitam-se à maconha. Tenho dúvidas se esta é muito mais danosa que cigarro, narguile, vaper e genéricos.

e o cigarro está com o consumo reduzido pelas campanhas e obstáculos crescentes ao seu consumo. O cigarro por outro lado já conta com um tempo muito grande em que foi socialmente aceito, e radicalizar agora seria um incentivo.


É exatamente esse o ponto que levantei. A história do cigarro mostra que as campanhas tiveram efeito muito maior em frear seu consumo do que as falhas tentativas de proibição que tentaram implantar em alguns lugares e acabaram tendo que voltar atrás.

Não estou usando isso para justificar a legalização de outras drogas. Mas o ponto central é que de pouco adianta focar somente no combate às drogas sem que haja conscientização e propaganda em massa, assim como houve com o cigarro.

Até onde tenho lido, os que liberaram estão arrependidos.


Particularmente não conheço países que liberaram drogas pesadas como crack e cocaína, que você menciona. Os casos mais notórios que conheço são de legalização da maconha. E até mesmo vários estados dos EUA já seguem nesse sentido.

Assim como há casos em que a liberação não funcionou, também há casos que mencionam que apesar do consumo pouco ter mudado, a violência por conta do tráfico diminuiu consideravelmente.

Produção.

-A produção deve ser atacada, com a destruição das plantações, a punição dos responsáveis, e a destinação das terras para a reforma agrária.

-Drogas sintéticas, com a desapropriação de equipamentos e propriedades em que estejam estabelecidos laboratórios, e depósitos, e dos envolvidos.

Tráfico.

-O tráfico deve ser combatido firmemente com leis severas e aplicação das mesmas.

-Facções criminosas do tráfico devem ser enquadradas como inimigas da nação, e seus atos como terrorismo.

-Estabelecer um juizado especial para julgamento destes casos em todo o território nacional.

-Com países vizinhos estabelecer uma politica comum e cooperativa neste combate.


Isso já é feito. A guerra às drogas existe há décadas e vem sendo intensificada cada vez mais, e o tráfico em nada diminui, pelo contrário, só aumenta.

O Plano Colômbia é um dos maiores exemplos de operação anti-drogas intensificada, que aplicou com severidade todos esses itens que você mencionou, e o narcotráfico continua firme e forme, inclusive aumentando por lá.

Um resumo.

Nunca acaberemos com as drogas assim como nunca com os crimes. Sempre teremos alguém com motivação, falta de caráter ou formação que propiciará um crime ou o consumo de drogas, mas o efetivo combate reduzirá a ínfimos índices. O combate efetivo poderá não salvar os que já estão mergulhados na porcaria toda, mas poderá impedir novos de entrar.


Não acho que pessoas com algum senso efetivamente defenda tráfico, crimes, uso de drogas pesadas, vícios, etc. Tudo o que você mencionou é o que vem sendo feito desde sempre, mas isso por si só não se mostrou eficaz.

Mas eu também não tenho uma solução para o tráfico de drogas, e muito menos acho que a resposta esteja na legalização ou liberação. Tudo o que sei, é que respostas simples para problemas complexos quase sempre são equivocadas.
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Data da postagem: 07/03/2020, 14:03
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aronax"Não adianta proibir" é um argumento recorrente de quem defende a liberação. Penso que se usarmos este argumento para liberar, então devemos liberar outras coisas que estão proibidas e continuam sendo praticadas, e lembro algumas: estupro, sequestro, assaltos, etc...

O crime, e atos danosos talvez nunca sejam eliminados, pois atitude e caráter criminoso possivelmente sempre vá existir, mas isto não é "desculpa" para deixar de combater.


Concordaria Aronax, se não fosse pelo fato de que eu coloquei o "Estado" como mentor intelectual dessa ideia, e não eu...
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