Clube Ceticismo
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Autor: aronax | Categoria: Papo Furado | Exibições: 717186 Comentários: 425
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"Não tema a Deus, não preocupe-se com a morte; o que é bom vem fácil, e o que é terrível é fácil de tolerar." — Epicuro de Samos (341-270 AEC)

Pois eu sou pessimista: nada é fácil de se conseguir e o que é ruim pode ser insuportável.
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Fernando_Silva
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"Se não podemos culpar a Deus pelas ações de pessoas ruins, também não devemos agradecer a ele quando, por exemplo, um médico salva uma vida".
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CaveCanem
Não existe automaticamente proselitismo em contexto escolar só porque um texto religioso é utilizado. Isso seria tão equivocado quanto dizer que o estudo das "Eddas" e de suas histórias sobre Odin, Thor, Loki e o Ragnarök nas escolas norueguesas é, por si só, prova de proselitismo das antigas religiões nórdicas. O mesmo raciocínio vale para o estudo de textos de Karl Marx (que escreveu: "Os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de diferentes maneiras; o que importa é transformá-lo.") nas aulas de Sociologia.

Isso não significa que um ensino confessional ou ideológico não possa existir. Pode acontecer com a Bíblia, com Marx, com as Eddas ou com qualquer outro autor. A questão não é o texto em si, mas a forma como ele é ensinado.

Por exemplo, se uma escola lê a Parábola do Bom Samaritano para discutir sua influência na literatura, na linguagem ou na cultura ocidental, isso pode perfeitamente ser um uso secular e educacional.

Sei que tô pegando o bonde andando e tentando sentar na janelinha, mas tenho uma anedota que confirma teu ponto:

Estudei latim em Letras com uma versão da Vulgata do livro de Jó, entre outras fontes. Sem proselitismo nenhum; é só que o texto é auto-contido, dum tamanho bom, e duma época do latim que é mais fácil de entender para lusófonos. Demonstrando isto, comparando-o com outro famosinho de salas de aulas:
Liber Iob, VulgataeVir erat in terra Hus, nomine Iob, et erat vir ille simplex, et rectus ac timens Deum, et recedens a malo.

Havia um homem na terra de Hus, de nome Jó, e era ele homem simples, e correto, e também temeroso a Deus, e que evitava o mal.

Commentarii de Bello GallicoGallia est omnis divisa in partes tres, quarum unam incolunt belgae, aliam aquitani, tertiam qui ipsorum lingua celtae, nostra galli appellantur.

A Gália como um todo é dividida em três partes, nas quais uma vivem os belgas, na outra os aquitanos, na terceira aqueles que chamam-se de celtas na sua própria língua, e na nossa gauleses.
Reparem na gramática e no vocabulário; o primeiro é muito mais fácil de seguir do que o segundo.

Ou seja. Realmente, a questão é como o livro é abordado. E eu tenho um palpite que, nesses oblasti russ... países escandinavos (:P), os Eddas são ensinados mais ou menos como os Lusíadas em países lusófonos; não como "fonte de verdade", e sim como literatura antiga.

Fernando Silva
eremita
"Não tema a Deus, não preocupe-se com a morte; o que é bom vem fácil, e o que é terrível é fácil de tolerar." — Epicuro de Samos (341-270 AEC)
Pois eu sou pessimista: nada é fácil de se conseguir e o que é ruim pode ser insuportável.
Então. A maioria dos gregos era assim. Por isso o Epicuro escreveu isso. TENHA FÉ NO EPICURO!!!!!UM!!1ONZE :D
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Ô Eremita, o quote que voce colocou ai acima é do Huxley.

Quando os quotes começam a ter outros dentro, as vezes acontece isso.

Sobre o Epicuro, acho que sou mais parecido com o Fernando: vou pro lado do pessimismo.

Se uma coisa é terivel não me parece fácil de tolerar pro humano médio não.

Já Epicuro e outros como os estóicos tiravam essas coisas de letra, ou assim diz a lenda. Mas gente como eles sempre foi minoria absoluta em qualquer época.

Confesso que se um gênio da lãmpada me concedesse 3 pedidos, um deles eu escolheria não perder o equilibrio e o controle nunca.

Poder pensar clara e racionalmente em qualquer condição, sem nunca desesperar. Num nível Epicteto (vide a estória da perna) ou monge zen jedai do "último dan" (sei que não tem dan no zen-budismo).
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CaveCanem
Ô Eremita, o quote que voce colocou ai acima é do Huxley.

Quando os quotes começam a ter outros dentro, as vezes acontece isso.

1) obrigado por avisar, 2) desculpe aos envolvidos (você e o Huxley), e 3) preciso cuidar para não fazer mais isto. Especialmente de madruga, quando minha atenção é zero.

Sobre o Epicuro, acho que sou mais parecido com o Fernando: vou pro lado do pessimismo.

Se uma coisa é terivel não me parece fácil de tolerar pro humano médio não.

Já Epicuro e outros como os estóicos tiravam essas coisas de letra, ou assim diz a lenda. Mas gente como eles sempre foi minoria absoluta em qualquer época.

Confesso que se um gênio da lãmpada me concedesse 3 pedidos, um deles eu escolheria não perder o equilibrio e o controle nunca.

Poder pensar clara e racionalmente em qualquer condição, sem nunca desesperar. Num nível Epicteto (vide a estória da perna) ou monge zen jedai do "último dan" (sei que não tem dan no zen-budismo).
Talvez; para realmente seguir o que o Epicuro falava, era necessário um bom tanto de auto-disciplina, que a maioria das pessoas (eu incluso) não tem.

Mas acho que a citação é boa mesmo se a gente não seguí-la à letra: as pessoas no geral preocupam-se demais com o que não podem mudar (como a morte) e deixam de aproveitar a vida. O pensamento religioso em especial adora esse tipo de masoquismo, tipo "viva num inferno e espere o reino dos céus".
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