Clube Ceticismo
Ciência e Fé conflitam ou não?
Autor: Agnoscetico | Categoria: Ateísmo e Agnosticismo | Exibições: 146663 Comentários: 104
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"Conhecimentos da humanidade" - Canal que costuma de vez em quando usar o "argumento quântico" como suposta evidência sobre a existência de coisas místicas em live com Pirula.

Falta uns 17 minutos pra começar.

LIVE: Ciência e Fé conflitam ou não? (com Pirula!)

Existe ou não um conflito entre a ciência e a fé? Vamos tentar entender onde ciência e religião se tocam ou se distanciam e desdobramentos disso em questões importantes como o uso de vacinas, o ensino de teorias evolutivas, a criação de políticas públicas e nossa compreensão do mundo.


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Vai ser interessante, espero.

O pessoal do "Conhecimentos da Humanidade" é chegado à magia e coisas do tipo. Misturam tudo superficialmente numa salada mística para todos os gostos. O Pirula, por outro lado, fala muito e não costuma dizer muita coisa mas é bem intencionado.
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Vai ser interessante, espero.

O pessoal do "Conhecimentos da Humanidade" é chegado à magia e coisas do tipo. Misturam tudo superficialmente numa salada mística para todos os gostos. O Pirula, por outro lado, fala muito e não costuma dizer muita coisa mas é bem intencionado.


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Vai ser interessante, espero.

O pessoal do "Conhecimentos da Humanidade" é chegado à magia e coisas do tipo. Misturam tudo superficialmente numa salada mística para todos os gostos. O Pirula, por outro lado, fala muito e não costuma dizer muita coisa mas é bem intencionado.


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Assisti tudo. Gostei mais do final quando a pseudociência foi abordada.
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Vai ser interessante, espero.

O pessoal do "Conhecimentos da Humanidade" é chegado à magia e coisas do tipo. Misturam tudo superficialmente numa salada mística para todos os gostos. O Pirula, por outro lado, fala muito e não costuma dizer muita coisa mas é bem intencionado.


Começou agora.


Assisti tudo. Gostei mais do final quando a pseudociência foi abordada.


Muitas vezes quando se tem live com participação de céticos e crentes (não lembro termo melhor) que não sejam fanáticos se costuma maneirar nos questionamentos pra evitar atrito. Como eu esperava, até onde vi, o Pirula falou ponto de vista cético dele mas me pareceu não muito incisivo. Pois já vi a dupla daquele canal insinuar conexão entre fenômenos quânticos e esoterismo.

Já sobre ateísmo, eles não maneiraram tanto, Como esse vídeo sobre ex-ateu (não sei como isso seria possível, a não ser que se tenha evidência da existência de alguma divindade ou ele se confundiu achando que era ateu, quando na verdade era só um agnóstico, apateísta, etc).

[spoiler]
mas o vídeo do canal conhecimentos da

humanidade com uma participação muito

especial

agora nosso amigo tav é poxa muito

obrigada é obrigado ou seja muito bem

muito obrigado pelo convite que na

verdade eu me convidei mas não estou tão

feliz em estar sentado no meio que você

tomou esse bem vindos

é direto e eu não também directora

daquela vez muito bem hoje a gente vai

falar então sobre ateísmo e turismo

devem começar já estava na verdade

estava batendo um papo aqui fora das

câmeras sem bastidores sobre essa

questão do do ateísmo do t ico como é

que isso funciona porque tem várias

crenças diferentes em deus a gente vai

conversando aqui plantando potável

estável passou por essa fase a tem

ateísta é uma longa fase ateísta até eu

acho que essa foi uma das minhas piores

contribuições à internet


eu acho que essa é uma coisa que é

difícil eu nunca comentei disso em

nenhum outro vídeo em ao goiás e ao

momento eu falo sobre isso no meu

próprio canal coisas que nunca vivi eu

evitava de ver se vocês não conhecem

favorece lá entrei lá mas eu lembro cara

e esse foi um ponto de é o ponto de

reflexão mesmo fui ateu desde a

adolescência ali quando você fala não

tem como existir deus né

tinha uma percepção um pouco equivocada

até tive um tio um canal também por

muito tempo chamado rodrigo meio onde o

amigo a gente o pc agente cozinhava lhe

ficava bem falando besteria e entrava

muito essas coisas de religião

joel teus 2 ateus né então a gente

falava muito sobre aquilo de uma forma

que era muito casual e e refletida

depois eu percebi quando aconteceu uma

vez que eu estava cortando o cabelo

estava aquela posição estranha assim o

que chegou um garotinho de uns 12 13

anos assim phuta viam que maneiro e deu

olhei pra ele pólo ilegal ele olhou pra

mim e falou eu também sou ateu

então ali o traguei o amigo imaginário

dessa criança eu perceber que o garoto

naquele momento aquilo era muito

importante um ele ter alguém que lhe

reconhecia que ele podia achar bacana

fazer parte de alguma coisa eles nem réu

que ajudava a ele com provavelmente uma

ruptura que é importante com a família

dele alguma coisa assim mas a partir

daqui é muito foi caramba o que eu tô

falando e que está reverberando nas

pessoas e talvez nunca tenha nem

entendido também refletindo sobre isso é

melhor se eu falar que só teu eu tenho

uma penetração uma galera que me assiste

o que quer que eu tô passando será que

eu pensei nisso e eu não pensei e hoje

eu pela percepção de deus que eu tenho

de a gente pode entrar nesse papo talvez

eu percebo que deus é apreensível

consigo eu consigo sentido eu acho que é

inegável

olha só eu propus essa é a percepção na

qual cheguei que pra mim deus nada mais

é do que o que sustenta um universo

todos a lei da gravidade a água coisa de

forma coisa então assim eu consigo ver

uma mamã as coisas caindo o universo

para de países têm leis que regem a

existência

para mim essas leis essas coisas que

mantém o universo coeso

só deus é uma visão legal e acho que

sempre está conversando sobre isso aqui

é o quanto durante a minha viu desde

pequeno eu estou nesse meio né

vem de uma família espírita que minha

mãe me colocou no catecismo foi um lapso

aprender como é também para você

escolher

eu sempre tive sempre li muito e ao

longo da minha vida por estar sempre

nesse meio conheci muita gente que é

ateu 100 e quando sentava às vezes para

conversar

as pessoas tinham essa visão que deus

era o velhinho sentado no trono em cima

de uma nuvem porque é uma visão como é

que as pessoas aprendem religião ela

possa aprender quando são crianças

e aí qual é a maneira mais lúdica que

você ensina que deus é o velhinho

barulho sentado numa nuvem

só que essa imagem morre vir a ser a

estrela

só que essa imagem não sai da religião a

pessoa cresce passa pelo catecismo por

exemplo na igreja católica ou em outro

tipo de igreja que tem essa imagem é

outro tipo de religião e essa imagem não

é desacoplada o padre não chega e

falasse olha vamos imaginar agora a deus

como uma coisa maior sem ele não fala

isso ele continua falando de deus e ele

não te dar uma nova imagem e é

interessante pensar que acontece

parecido com o papai noel é um corrida

mas com uma coisa muito engraçado é que

depois só eu percebi minha própria

ignorância por muitos anos quando era

criança eu ficava perguntando mas deus é

o papai noel porque era isso é o

velhinho de barba natural é necessário

dele muita criança tem isso de pensar

que papai noel eu sou a mesma pessoa

você vê o qual há o reducionismo

simbólico normal a gente acabou operando

já tem nada no momento é importante sim

mas depois precisa eu fui na minha

adolescência teve um período também de

ateísmo e uma árvore que só vou ficar só

história muito legal eu estava

conversando com meu avô só teu filho

adolescente e só teu fala fala alto né

ea gente estava na rua assim passeando a

ele a é porque me questionar eu falei

mais ou menos o que está falando não

porque não tem como ter deus então e caí

foi uma coisa tão simples e tão besta

ideológica científicamente dá até pra

responder mas fogo

o símbolo daquilo foi tão importante ele

falou assim tinha uma semente já está

passando por uma árvore assim já

imaginou que uma semente daquela resta

imaginando vi essa árvore gigante 1 e cá

e não preciso falar mais nada

já adolescente sabia do processo

biológico por trás de tudo aquilo sem

mas aquilo para mim foi muito importante

assim e naquele momento foi o momento

que eu deixei de ser ateu eu não sabia

mais o que eu acreditava povo as coisas

se têm regras existem leis

o universo ele tem uma consistência

impecável é que a gente ensina não

consegue reproduzir né

e é uma coisa que eu sempre falei

a ciência ela quer explicar tudo e às

vezes ela bate na região de falar isso

aqui que vocês chamam de milagre ela tem

uma explicação científica

mas é claro que vai ter porque se deus

criou o universo e criou as leis

ele vai ser o primeiro a fazer tudo

dentro das leis claro então não existe

nada sobrenatural está acima do que a

natura é tudo natural

a ciência hoje ela está procurando

explicar a gente tem uma na história a

gente tem a ciência religião andando

juntas em determinado momento elas

romperam foi uma para cada lado e no

meio ficaram poucas pessoas pois

ocultistas não ser que os cientistas

caras podem começar a cni o tornado da

20 galileu e copérnico giordano bruno

caras que viveram numa época em que era

muito separado a ciência religião e

dependendo do que você falasse na

ciência será parar na fogueira como

jordano bruno parou num e esses caras

ficavam escondidos lá dentro das horas

ocultistas é muito do ocultismo vem daí

dos carros que estavam dentro de

maçonaria a ordem específicas para

esconder esses conhecimentos e esses

caras eram os caras que falavam eu

entendo o lado místico e entendo o lado

científico e uma coisa complementa a

outra

hoje a gente tem na vivo essa solução

porque tanto para controle de um conto

do outro é mais fácil falar isso aqui é

besteira só que a história da carochinha

e outro falar cara a energia do gerador

do diabo

se você acreditar no que ele fala você

vai pro inferno sim então a gente ainda

vive isso mas é uma coisa que você e eu

desde pequeno eu não tive essa fase de

ateu

por justamente o que a minha compreensão

desde pequena é diferente é uma vez o

que eu devia ter uns cinco seis anos

veio pra minha mãe fala assim mãe eu

acho que eu tenho uma ideia de deus eu

acho que deus ele não é um cara como ele

tipo explodiu e cada pedacinho dessa

explosão é o universo e cada pedacinho e

ele bota teoria eu fui eu comecei a

crescer com essa tese de que deus está

em tudo deus é tudo tudo e que peça lei

essa coesão é parte do que ele criou eu

acho que esse ponto é muito interessante

porque era como eu estava comentando

aqui antes de ligar a câmera momento em

que você coloca o ele como se fosse um

substantivo você semanticamente já se

coloca numa situação onde essa história

fica um pouco mais difícil de sustentar

mas se você coloca como estava

comentando na própria bíblia lhe deu

zero verbo é o primeiro prêmio no

princípio era o verbo né vc pensa 'se

deus em vez de um substantivo foram

verbo já muda totalmente jeito que você

pensa e se você imaginar o universo

nessa coisa da expansão expansão até o

limite e depois voltar mas essa ação

esse movimento pode ser deus sim a tua

ideia infantil do big ben

exatamente e existe a teoria do big

crunch a gente tava no simpósio de

hermetismo e se o fim do ano passado eo

wagner cannalonga total está ele falou

que a teoria da linguiça é começa um

ponto a explode volta pontos pode volta

por um bom tempo a fazer uma linguiça e

são vários universos existindo

foi poeta mente a idéia é que a gente

tem o hermetismo também traz essa idéia

de que as coisas que expandem a uma hora

retraem sim a filosofia tem muitas

linhas filosóficas que falam que deus

ele está expandindo para o máximo da

experiência são na realidade que ele

criou para depois se concentrar de novo

e trazer toda a experiência de volta por

um ponto único nossas teorias elas se

repetem muitas filosofias essa idéia de

que deus é o todo de que não é um cara

nem estou falando muitos ateus que eu

conhecia longo da minha vida tinha essa

visão de serem catequizadas ouvir de um

seio e família católica que é muito

comum aqui no brasil sim nem de ouvir

essa idéia de deus se deus personificado

e se ele esse substantivo e aí aqui eu

conversava com os caras falava meu

esquece isso você não é a visão que a

maioria das pessoas fora da religião tem

as pessoas têm uma ideia mais filosófica

de que deus não dá pra ser alcançado

pela nossa mente mas ao mesmo tempo é

tudo à risca o ama

ok há milagre nenhum e não é que não

existe ele aconteceu e talvez assim já

vai explicar o fato da sentença

explicar não desmerece o que aconteceu

achei é uma coincidência

você está no lugar encontrar a pessoa

que você queria falar no mesmo lugar não

sei que naquele momento não é uma

coincidência eu passei por algumas

conhecidas na minha vida coincidências

que olha e fala meu estoque não era

possível eu acho que esse ponto é muito

legal

por mais que alguma coisa seja o acaso

num isso não significa que não haja

talvez uma coordenação ou mais que tudo

um símbolo que você pode ler e tirar uma

lição daqui têm quando você assistir um

filme tudo que acontece no filme passa

uma mensagem a roupa que o cara tá

usando a com o jeito que ele pegou um

negócio seria derrubar alguma coisa tudo

lá tem um porquê que é o que o diretor

está tentando passar a gente tem tem de

olhar para o mundo pra nossa vida como

se não tudo aqui tá aleatório tem esse

boneco aqui não tem porquê mas é porque

a gente tudo que a gente não quer

compreender a gente falar e falar caso é

mais pra qualquer coisinha na vida que

você olhar vai ter um símbolo muito

forte ali e a isso chamo de deus também

ea gente volta para o milagre né a deus

é o primeiro a respeitar as regras que

ele mesmo criou se a gente não sabe

quais são essas regras no caso da

coincidência por exemplo é uma virada

emocionante coisa também qual é a

milagre não é a gente que não conhece o

que está por trás daquilo porque eu

queria dar um exemplo também disse

parecido com um guia de uma paciente

dele sonhou com um escaravelho dourado

que tem lá no egito ele estava na suíça

e eles estavam tentando analisar o

símbolo tal não sei o quê

de repente entra um escaravelho mas

entrou um besouro pela janela

faz lá qualquer coisa e pousadas com na

frente deles assim e aí que ele começa a

desenvolver um pouco melhor o défice

cronicidade que os símbolos

eles não ficam só as informações aquilo

que a gente precisa lidar nosso

inconsciente não está só na nossa mente

não vem só no sonho nos devaneios nas

fantasias e nos mitos mas vivem no mundo

real

sim qual era a possibilidade daquilo

acontecer naquele momento

com aquela paciente tudo mas a gente

quer lidar na ciência que a ciência diz

pra gente que o universo é matemático

hum ele funciona com cálculos através de

fórmulas matemáticas você consegue

calcular certas coisas consegue calcular

quando uma sonda vai pegar o desvio da

gravidade do planeta pra pousar no seu

todo é o algoritmo do algoritmo

ou seja se tudo é matemático nada é

acaso tudo é conta exata assim e aí você

pode estrapola isso então acho que ele

está falando encontrar alguém não é

acaso há a probabilidade da fila quando

você já estava calculada e aquilo

aconteceu e aí a gente extrapola expor o

oráculo porque o oráculo e é isso

se você é que se você falar oráculo não

funciona então você não acredita na

matemática do universo não acredito que

o universo é físico e provável sim

porque se você tirar mas se você pegar

um baralho de tarô tirar uma carta

àquela hora não pode existir acaso

aquilo saiu aquela hora aquele momento

que tinha toda uma complexa equação

matemática para aquilo acontecer naquele

momento sempre ea ikea e pra que ele tem

que acontecer naquela hora porque

provavelmente em alguma ação

inconsciente o conselho que você vê

tomando até chegar naquele momento eu

sempre falo assim sendo certi se fala

será a é acaso ou são muitas

probabilidades facada realmente existem

muitas probabilidades não existe um

existe um cálculo que leva ao resultado

se eu jogar um objeto daqui agora ele

vai cair com aceleração da gravidade que

a gente tem calculada lá vai cair e é

isso que vai acontecer eu consigo

calcular aí vou ter que ter a

resistência do ar tudo mas é tudo

matemático

então não existe acaso até quando se

tira uma carta de tarô

aquilo está programado para acontecer

pois é e aí eu acho que talvez as

pessoas que vieram esse vídeo porque eu

postei um podem estar com a visão ainda

não mas isso não há porquê acho que o

que divide é você dar significado ou não

pra esse acaso como se explicam esse

você dar significado a casa a gente a

gente tem uma eu sigo bruno também

conhece muito

uma filosofia muito antiga que o

hermetismo é uma filosofia que

provavelmente deu base à maioridade

jorge que a gente tem hoje e uma das

coisas que os limites não fala e te

provoca porque é uma filosofia é uma

religião ele te provoca a você é

perceber que tudo o que acontece fora é

reflexo do que você tem dentro então

tudo que você se coloca em qualquer

situação em qualquer símbolo que você

escolha tudo isso foi foi feito por uma

escolha sua e que muitas muitos casos é

inconsciente sabe vou pegar esse exemplo

cedeu do cinema você pega um diretor de

fotografia cara que faz aquele

enquadramento que ele quer pegar

exatamente aquelas e aqueles elementos

que estão na tela porque cada coisa ele

passa uma mensagem quando a gente vê

filme que a gente presta atenção na

história no ator

a gente esquece o que está em volta só

que o nosso inconsciente pega tudo ele

consegue captar do guarda tudo isso

então nosso inconsciente ele é capaz de

prever o que a gente vai fazer porque

ele já sabe ele já captou o ambiente

inteiro ea partir disso que nosso

inconsciente fazer com ela colocar gente

em situações para que a gente viva

determinados símbolos situações e aí é a

hora de fazer o exercício do hermetismo

de trazer o que está fora pra dentro de

olhar e falar poxa eu fiz e aconteceu

esse isso comigo onde está a lição que

eu tenho que tirar disso hoje está o

símbolo do natal cerne e simbólico diz

pra que eu trabalho isso dentro de mim e

e sublime e se sim como o escaravelho né

entrou um besouro naquele momento

poderia ter entrado uma formiga boa nova

esposa barata o jeito é qualquer coisa

mas a coincidência que tem sequer

significativa chega carregada de emoção

sé onde você precisa resgatar e analisar

onde aqui no encaixe no seu mundo e eu

acho muito interessante isso eu acho que

essa foi a maior diferença que fez na

minha vida mesmo antes de descobrir o

hermetismo não vou nem dizer que entendo

ainda

e como toda essa parte difícil estou há

três anos

vivenciando isso e eu sinto que eu sei

absolutamente nada então é muito fácil

você se frustrar

é com essa busca porque ela é muito

ampla é muito cheio de desvios

tem sim muita coisa que vai fazer só

você se confunde

de que muita gente se aproveita muita

gente aproveita pra que ganha vida assim

é mas tem gente que ganha vida

honestamente e aproveita para reaver mas

o ponto principal para mim o que

realmente mudou minha vida

foi justamente essa questão de qual é a

lição que eu tiro disso eu sinto que nos

últimos três anos eu passei por

situações muito difíceis mas que por eu

ter esse prisma edital que que deus o

universo seja lá o que está colocando

essa questão na minha frente que eu

preciso aprender com ela

isso fez com que as coisas fossem menos

sofridas e aí eu entendo

sabe aquela tiazinha o tiozinho que vai

na igreja e reza e de alguma forma a

vida dele que é muito dura

parece um pouco mais tolerável eu

percebi isso na minha própria vida mas

instrumentalizando a minha fé em deus no

processo da minha vida né

e isso é diferente de uma apatia de uma

sad na mão de ninguém isso é diferente é

na verdade isso isso é é isso te dá uma

liberdade que você olhar falar se isso

aconteceu porque eu escolhi que isso

deveria acontecer então que é que eu

tento tirar disso não é um processo

ativo na verdade você olhar para a sua

vida e falar eu tenho alguma coisa que

eu posso aprender e é legal quando você

consegue fazer isso porque olha você

começa a ver os símbolos que se repetem

e tipo mais tipo relacionamento é batata

quando você começa ter relacionamento um

igual ao outro e aí você fala meu é

possível que eu preciso resolver aqui

que eu atraio sempre o mesmo tipo de

pessoa ou é o emprego também sei que eu

sei que você tá de saco cheio de emprego

porque têm um chefe lá que este seu saco

a ser troca de emprego outro chefe que

em seu site assim fala melhor é possível

só tem chefe mala no mundo fala não o

problema sou eu em eu que está atraindo

esse tipo de energia porque é preciso

resolver alguma coisa assim e agora você

resolve impressionante é que você saca

qual o símbolo trabalho a ele dentro de

você você sobe uma volta numa espiral um

cara que ele significou resolvido ficou

para trás

a idéia parece uma bola de videogame

passou um filme passou agora

néné e isso é transformador cá é isso é

exemplo você acha que o seu novo

cachorrinho se chama hermes é muito

maior do que a que deu o nome dele

exatamente é pra dar o contexto aqui eu

há pouco tempo tem uma semana do ter um

cachorrinho que já tinha 11 meses quando

peguei e que chegou ali com o nome de

elvis o que é pitoresco porque o irmão

dele chamava jack daniel's

é como se tivesse os dois nomes velho né

então ele chegou o momento de uma

transição na minha vida então estava a

aaa entende ele como um símbolo da lei

da transmutação né eu poderia te ignorar

e trocar o nome dele para marshmallow

enfim falei que não é covarde aqui

denis/luís a vida propicia essas

reflexões pra gente e mais porque não

aproveitar é um cachorro então o que

significa o cachorro não tem essa

os réus extintos ele vai atuar quer

fazer cocô que chama atenção é que vai

fazer com pesar num sofá sem você se dê

com isso senti então o que essas

instituições

mais por trás tem todo um hermetismo

tinha pensado no no simbolismo do

cachorro assim ele é os animais eles não

me representa nossos instintos e aí o

cachorro é só pegar os nossos instintos

que leva a gente a fidelidade à ao

companheirismo porque o cachorro em

símbolo melhor amigo do homem é o

símbolo que ele carrega no nosso

inconsciente coletivo então é o convívio

não existe exatamente então assim cara

ele ele é o teu o instinto de de

lealdade e fidelidade a ele que entre

eles havia um cachorro o nome de amy é

assim é um filósofo foi um exagero dos

deuses é e eu acho engraçado que há sim

uma galera chega e pergunta nossa mas

cadê o renato mas você percebe que

divide as pessoas em quem lembra do

turismo registre se relembra renato

é bacana cara porque até nesse papo você

já button com essa pessoa mais por aqui

então é é estruturante seja lá como for

a isso é legal e até é o tipo de símbolo

fala-se também desse universo é muito

mais amplo

sendo que só um conceito que abrange

vários conceitos diferença tem várias

verdades diferentes e isso vale para a

religião pra quem busca o seu caminho

através de qualquer religião é a gente

tem aqui no canal esse objetivo de

tentar tirar o preconceito com as coisas

né

então desde a tiazinha beata que vai na

na igreja rezar que aquilo é verdade

dela e tá tudo certo quanto para aquele

que sai da religião e olha e fala meu

deus não é um velho sentado num trono

sem deus é tudo é esse que é o problema

que se a gente puder mais um tópico que

eu acho é problemático quando você

personaliza a deus quando você fala que

é uma pessoa uma coisa ou ser você

automaticamente atribuir

responsabilidades e eu acho que essa é

uma questão que sempre parece né diz pô

hamas se deus existisse essa desgraça

aqui não estava acontecendo

se eu me recuso a acreditar que tal

pessoa precisa sofrer para aprender

alguma coisa como que vocês vêem essa

questão do sofrimento da evolução

daquela das coisas ruins que existem no

mundo

é eu acho que a idéia é que a gente tem

que ter tudo tudo nessa popular

enquanto a gente tem uma explosão de

supernova extremamente brilhante e

criativa expansiva a gente tem um buraco

negro

quem quer que é escuro que atrai até a

própria luz e tudo isso a gente a gente

olhando o universo a gente vê no gênero

manifesto masculino e feminino a gente

tem isso o tempo todo na natureza e ao

mesmo tempo que eu tenho alguém que

sofre porque tá passando fome

eu tenho alguém que pode dar comida com

aquela pessoa

eu só sei o que é caridade porque do

outro lado tem alguém para receber a

caridade

se eu não tiver alguém do outro lado

para receber a caridade

a qualidade não existiria a

solidariedade não existiria xandão tem

alguém disposto a ser amado

eu não posso amar ninguém então é

aaaah cabala judaica é muito sábia nisso

porque ela fala que pra você é poder dar

o que você tem alguém tem que estar

disposto a receber então receber é tão

importante quanto dar ninguém ajuda

ninguém as duas pessoas estão no mesmo

nível e às vezes aquela pessoa está

recebendo

ela tem até um vai entrar se nós não

usar essa palavra melhor tem um mérito

maior porque ela está se colocando uma

posição de sofrimento entre as ruas

andré que a caridade ea solidariedade

seja praticada

a gente só tem reconhecimento dessas

energias do mundo do que é o bem quando

a gente chegou mal se o mundo fosse todo

mundo bonzinhos em mauá a gente não

praticarem o bem é talvez a gente fosse

mais egoísta olhasse mais pra nós o

olhar pro outro então acho que é tudo

uma questão de qualidade quanto mais

gente é precisando mais gente podendo

dar vai ter e essa é balança vai se

equilibrando sozinha

a minha percepção disso né é de que as

coisas ruins acontecem no mundo pra que

a gente perceba que a gente é o causador

daquilo que enquanto você estiver vendo

miséria no outro miséria na tua vida

significa que tem alguma coisa ali para

ser aprendida para ser equilibradas e

que se esse sofrimento não existe se

você não se ligaria do quanto você é

capaz de produzir aquilo e acho que essa

é a principal a é o principal obstáculo

na compreensão das pessoas porque sempre

que uma pessoa enfrenta uma situação

difícil ou ver uma desgraça ela tende a

procurar uma explicação externa aquilo e

que não diz responsabilidade ela

e essa é a coisa que eu acho que também

mais mudou na minha vida desde que eu

comecei a estudar esse tipo de coisa é

pensar como que de alguma forma eu

contribuir para que aquela situação

negativa acontecesse

então essa é esse exercício é ver o

sofrimento onde está a qualidade mim

onde está a falta de caridade onde eu me

coloco nessa situação que outros

colocando assim eu acho que o terceiro

ponto que junta

tudo isso não está diferente mas é uma

outra forma de ver é independente de eu

ter causado ou não diretamente o que

isso pode significar internamente um

look que é centenas de milhares ou

milhões de pessoas passando fome no meu

psiquiatra como entende o que é essa

desnutrição o que estou deixando de

nutre em mim o que pode ser é o mesmo

símbolo é o mesmo é de trazer de de fora

pra mim é aquela coisa assim o que eu

entendo que se existe porque eu preciso

ter a polaridade para aprender e qual é

a passam posterior trazer isso pra

dentro de mim e ver onde eu faço isso

com a minha vida

a unitins atenas ilegal que ele fala dos

planos de causalidade né

a gente está muito acostumado a ver o

resultado no físico mas ele fala que às

vezes a eu tenho o curso admitíssemos

exemplo você vai lá um assaltante leva o

seu celular

quem está fazendo simbolicamente está

tirando a sua capacidade de comunicação

am é o celular que ele é um instrumento

que facilita sua capacidade de

comunicação com muitas pessoas

aí vai lá um golo fácil mas eu nunca

roubei nada de ninguém

então eu vi esse símbolo fora trouxe

problema nunca roubei nada de ninguém

falar legal sendo roubo no físico

nós vamos falar dos planos quando se

rouba as emoções das pessoas o quanto

você quer ter atenção você carente você

vampiriza as outras pessoas

emocionalmente e você não deixa as

pessoas expressarem emocionalmente que

acha que as suas emoções são mais

valiosas ou um plano mental enquanto

você não deixa as pessoas expressar as

idéias dela ou desmerece as idéias das

pessoas fazendo com que elas não

comunicam que elas pensam na esfera

espiritual

como é que você impõe a sua verdade para

as pessoas à sua fé cega e não deixa com

que as pessoas expressem comunique a fé

delas incluída na mina ea própria fé nós

mesmos

foi então em algum nível a gente acaba

fazendo isso e é isso que a gente tem

que se conhece ligar aquela às

vezes pega o negócio não é material

roubou um celular beleza onde é que

algumas pessoas onde eu tiro alguma

coisa as pessoas que eu tinha capacidade

de se comunicar comigo criar em canoagem

a tia de emoção de conexão onde tirou

isso na minha vida

e aí esse é um exercício que você tem

que estar a polar e às vezes não é óbvio

você sofre com isso que se fala cara não

está enxergando às vezes tem algum guia

um mestre que vai ter ali um caminho que

já percorreu um pouco mais que vai

trazer falar vem cá que eu vou te ajudar

já passei por isso é mais ou menos esse

o caminho assistir a uma luz e um

caminho secel e de uma maneira parece

até de quem está de fora a princípio que

é exaustivo porque imagina quebra o

carro não é só quebra o carro ram que

meu carro quebrou hoje o carro simboliza

representa e aonde eu faço isso tanto na

minha vida quanto eventualmente não tem

os outros parece exaustivo mas conforme

você vai praticando isso acaba se

tornando de alguma maneira

não é fácil como léo falou tem hora que

não é óbvio mas chega a ser divertido

dirigir eu acho que assim detém eu agora

meus ex-colegas de faculdade

vou me matar do time estão errado mas eu

acho que é de leves trouxe e que ele

falava de uma sociedade que ele estudou

que ele sempre falava que alguma coisa

na natureza ou era boa pra comer ou era

boa para pensar

de alguma forma aquilo ia nutre você

tudo que está acontecendo ali eu tenho

um propósito prático na sua vida ou

propósito simbólico né

se você quiser você olha e pode te

enriquecer de alguma maneira você pode

ignorar e continuar um pouco no ciclo é

que ora se assistir o filme só presta

atenção nas falas não é exatamente novo

todo né isso é legal é é sair desse

dessa coisa de não se responsabilizar

pelo que acontece

saber que horas e chegou ali naquele

lugar naquele momento foi você que se

levanta é aquela situação e ali é a hora

de você olhar e falar legal bacana

parabéns pra mim que me trouxe aqui e

agora é hora de aprender o que eu tenho

que aprender em cima disso é eu acho que

esse ponto do aprender e me leva através

do último ponto que eu tenho pra falar

que o que sempre me levou a ser ateu eu

sempre via existência com uma

experiência exaustiva

assim eu costumava falar que a

existência enquanto experiência é

passável estou aqui interessante mas não

recomendo e tinha um certo conforto

muito grande pra mim no ateísmo de

imaginar que no momento em que eu

morresse ou que eu decidi que a minha

vida deveria acabar aquilo chegava ao

fim quando você começa aí por esse outro

caminho que é o que a gente está

discutindo aqui agora você tem uma

perenidade da sua existência enquanto

essência essência isso me desespera por

que significa que assim eu tô aqui pra

aprender alguma coisa se eu não fizesse

serviço a partida vamos voltar a israel

é mais a macela que é legal cara eu ouvi

isso de um do que uma entidade uma visão

sempre uma vez e depois eu vi isso

muitas vezes de novo de outras entidades

mas essa primeira vez marcou nelas que

eu carrego eu falei pra todo mundo

a entidade falou assim é a gente a gente

só vendo um corpo de um médio no centro

faz alguma coisa porque existe um corpo

físico a gente só espiritual a gente só

consegue fazer as coisas por causa de

vocês vocês são o ponto de contato na

terra e o fato de você estar encarnados

é uma bênção porque tem coisas que só aí

onde vocês estão vocês conseguem fazer e

aprender o espiritismo lembro uma vez eu

tava marca ela ainda alguns livros e

conversando com alguns espíritos muito

antigos

isso é uma aposta tem 17 bilhões de

pessoas na terra e tem uma fila de 20

milhões de pessoas a encarnar caracas

isso aqui fosse uma merda tem como meta

já tem uma fila de 20 bilhões de carlos

lamarca do outback rapinam aí não deve

ter o pg zinho né

só vejo a favor

então ela foi a hoje o espírito falou

também falou mas vocês têm que é vocês

têm que aproveitar porque esse negócio

de aprender morreu e ter que voltar né

ter que voltar você vai querer voltar

você vai perceber que você vai querer

voltar porque vocês estão experience ano

em uma fase que você não matou o chefe

ou na quinta totonero originais

o jogo é e aí ele falou assim vocês

estão vivendo num planeta que tem um

máximo da manifestação do universo

olha olha onde é tanto aqui na manga a

cabala a palavra da terra de mal com o

mal ruth é que o reino da terra na

cabala é discriminação porque

discriminação porque cada coisa que

existe aqui é diferente da outra

assim você olha uma árvore

ela é cheia de folhas tira todas as

folhas dela e com para você ver que

nenhuma igual outra agora faz isso em

uma floresta da floresta amazônica

lol olha como é complexa a criação olha

como aaa a discriminação ela se

apresenta o que vocês vivem aí o máximo

da experiência são da criação então

aproveitem porque tem muita muita gente

que gostaria de estar no lugar de vocês

e não pode porque em outros planos as

coisas são mais sutis e aí você não mais

lá é quem não consegue diferenciar

record é isso numa floresta inteira

nenhuma folha igual e cada uma é 1

significa que você pode aprender uma

coisa diferença exatamente o que se

falou de você está no lugar que uma

coisa boba nutre sem o corpo a alma

sim às vezes são às vezes é uma uma

árvore que vai olhar aquilo vai te

trazer pensamento de provas começaram se

construiu um às vezes o cheiro daquela

árvore remete a uma lembrança de

infância por exemplo que você sempre vai

ter alguma algum símbolo álbum signo ali

há uma memória que vai trazer o

aprendizado e eu acho que isso é a

beleza fala meu de cara dá graças a deus

está aqui de uma professora nossa que

fala meu aqui da pátria a dá pra comer

comida

diferente o tempo todo que estão

reclamando cara no tts ex igual aqui não

tem não tem comida igual que a gente

come aqui não tem então aproveita tem

essa existência como uma escola de vida

mesmo a gente fala né

na escola de vida e foi aproveitar se

agarra nisso no máximo que você puder

anotou fazendo o que deveria fazer

cara a gente nunca sabe é com certeza

que a gente tem que fazer mas a gente

tem uma essência por trás que vai dando

os caminhos ea gente meio que vai

pegando esse caminho acaba acertando

nossos passos e ver o competitivamente é

coisas que nunca vivi coisas que nunca

comi ser assim é gente é isso dentro

desse contexto do porque em teoria isso

nunca vai acabar

é é infinito do infinito

acesse já sacou que eu lance experience

as coisas

é isso que trazer essa experiência

adiante

é porque elas da jornada do herói a

gente precisa de alguém que vai lá e

simplesmente aquilo pela gente e traga o

elixir da vida eterna falar eu

experimentei daqueles da vida tomate não

morre ninguém pode começar aqui estoy

aqui não dá ruim pois é cara e aí que eu

percebi eu não sei se eu comentei

contigo até mas teve um momento onde

ficou muito claro pra mim eu quero o meu

propósito de vida e me pareceu muito

infantil num quando eu percebi que eu

isso foi na terapia né e ela ia me falou

mas o que será que foi porque eu tava

pra pedir demissão do meu emprego passei

15 anos trabalhando em uma fascinante

predatória e chegou a um ponto onde não

sabe o que está fazendo mas não era para

o dinheiro não era por uma carreira que

eu também não queria chegar o que quer

da vida

eu cheguei no meu mínimo denominador

comum que eu gosto de aprender coisas

novas e comer coisas diferentes

e aí que eu falei caramba é muito muito

o infantil porém é isso aí é coisa que

nunca come coisas que nunca vivi é o que

eu consigo experience ar com todos os

meus sentidos alguma coisa nova sempre a

cada vez na cara isso que você falou

cielo já aparece infantil 5 não é caro

aaaah generalidade esta simplicidade é

hora que a gente saca o camping simples

ou não é só isso o nosso era tão simples

assim é tão simples assim é é só começo

diferenciar as coisas que você quer é

diferente a cabo é prato essência esse é

o caminho

sim e aí que senna fez disso você não

fez só uma experiência sua né

se traz o símbolo de dentro pra fora

nessa eu queria o vídeo vai lá fala

sobre sua experiência e já serviu o

medidor da experiência e isso aquilo que

está falando também aquele dia

as pessoas também depositar em você

o mentor que vivenciou aquilo é um

arquétipo no entorno do velho sábio o

que acho que também é mais um ponto

complicado da religião que eu acho que é

da as pessoas entendem muito religião

como uma coisa da caridade de que não

vou ter uma religião para ajudar os

outros quer que eu sou é essa é outra

coisa que eu aprendi é quanto mais você

tenta ajudar os outros

- você se resolve mas você complica as

coisas é o que está mascarado por trás

de ajudando essa doação está ruim do pai

a questão é assim ou eu vou lá ajudar as

pessoas postam no facebook coloca no

instagram aonde tal fundo disso na

verdade quem está precisando de ajuda

talvez seja você né não

esse é o seu total ajudando ajudando

ajudando estou desesperada pedindo ajuda

apesar também é isso né cara você sabe o

que eu passei por uma fase na minha vida

que eu era eu ajudava todo mundo todo

mundo

qualquer coisa que me pediam ajudava

sempre disposto a minha vida tá uma

merda é e um dia caiu a ficha eu falei

meu eu preciso parar com isso

porque eu ajudo todo mundo e ninguém me

ajuda conheço assim sem aquela revolta

essa fala é muito comum

ninguém me ajuda aí pois caiu a ficha

foi eu tenho que me ajudar

olha que eu tô falando com as pessoas

estou transferindo a minha necessidade

de ajuda para os outros

e foi com meu pra mim foi uma acho que a

chave mais importante é ver a minha vida

fora que eu falei assim eu vou parar de

reclamar das minhas coisas para de pedir

ajuda para as pessoas

pelo menos durante uma fase pra que eu

me ajude

dou minha vida assim velho da água pro

vinho nessa época porque eu as coisas

com as coisas que tinham parado estavam

travadas mandavam só dar uma bosta cara

parece que de repente virou e começou a

dar tudo certo as coisas começaram a

andar

mudei de emprego por emprego mais legal

se eu pensei que as coisas andaram eu

falei merda é como a gente fica

viciado às vezes vêem nesse tipo de

emoção de de vampirismo emocional e tudo

ea gente não sai de sua força não é caro

fica aí o menino afundava nela e não vê

que está num mangue afundando né

a gente estava conversando isso ontem

hoje a gente tem um grupo de padres no

telegrama

e aí eu tava cursos diretamente sobre a

ética do ajudado nos ajudar porque todas

todas as religiões

elas ensinam que você não deve ajudar

alguém se a pessoa não pedir ajuda ea

gente tem essa coisa de querer ajudar e

parece que aquela cara eu tenho um

exemplo que um aluno meu de uma vez que

eu achei fantástico ele falou assim eu

entrei nessa de ajudar e aí estava no

metrô

eu fui ajudar uma velhinha e ataca com

umas mais sacolas ela largou as sacolas

para uma saia pra pegar só conseguiu ver

a escada rolante hora que ela gosta

quando eu fui pegar a sacola de plástico

a senhora tá vendo preformas de pedir

ajuda

a escolha para a velha senhora falou

consigo carregar sua costa quer me

ajudar me dá dinheiro

cara a cara tão grande é o meia foi

subir a escada rolante e ele parou o

cariri fome e eu já tinha falado depende

muitas vezes fala cara não faz isso

pergunta não sei que sem a ele meu pai

fora que ele falasse caras que o símbolo

veio na minha cara assim dê um jeito em

troca o réu vidro moído esfregou na cara

tá quebrado e eu falo muito isso cara

não reze pra alguém fica bom sem comer

só que eu falo pra você quer que eu rezo

por você sendo custa nada a pessoa fala

quero eu sei que gosta né não posso eu

posso rezar pra você porque é isso que

ele está falando a gente está falando

muito fácil nessa entrar numa vai pedir

magia negra e não é a minha

todo mundo acha que é o que é magia

negra é influenciar o livre arbítrio do

outro anos e ficou doente olha o que a

gente está falando até agora no vídeo

que tudo que acontece comigo a escolha

minha

não é acaso eu cheguei naquele ponto

porque eu queria vivenciar aquilo só

quem está falando de relacionamento de

roubar celular cozinha trivial do dia a

dia

mas quando a gente pega uma doença de

crohn camsia ram e aí olha e fala se

fui eu que escolhi isso e eu

tenho que passar por isso e oque eu vou

lidar com isso do meu jeito entender

esse símbolo que é o câncer onde é meu

alcance

como é que tudo isso eu vou eu vou

avaliar e chegou bruno sem meu

consentimento é com essa rezar pra ficar

bom né

quem disse que ele sabe o que é bom pra

mim

quem disse que eu já não tenho a

consciência de que aquilo que eu tô

passando uma lição que eu tenho que

aprender que se eu viver legal mas

eleições se eu morrer

era disso que vou morrer foi morrer de

alguma coisa uma hora ser pra que ele

viu né torceu eu sei quem é você para

ajudar a velha atravessar a rua

talvez nem precisasse tirou o amor da

vida dela da do caminho dela quem é você

para rezar pra alguém melhorar de alguma

coisa se aquela coisa é um processo que

a pessoa tem que passar durante o

período para aprender o que ela escolheu

vir aprender

às vezes tudo o que ela fez na vida dela

foi para levá-lo para aquele momento ela

você tira daqui porque talvez o ponto é

justamente esse da frança eu consigo

sair um andador e carregar as minhas

próprias sacolas sim e quando você vai

lá e segura pra ela você está furtando

isso aí ela vai achar uma bosta fala meu

deus será que a visão que as pessoas têm

de mim que eu não consigo fazer isso e

eu consigo eu estou me desafiando aí vem

um cara que não conhece a pessoa tira só

essa oportunidade dela não estamos

falando aqui pra não ajudava a linha de

ajuda

o advogado que se imagina se ela acata a

sacola da vestfália cabeça acontece

muito com um deficiente visual um hum já

pega o aprendizado de barris 1 é assim

se não o cara tá eu não te esperando e

rubber calmo rua sem muito disso né a

gente está discutindo é exatamente isso

porque a gente cresce numa sociedade

cristã que a gente que a caridade é

imposta de uma forma que assim se você

não ajuda o próximo você é um você vai

pro inferno você é um egoísta o seu

bosta você não sei que eu não sei que

ela só que pra ajudar o próximo próximo

que se querem ajuda é aquilo que cada fã

àquela hora se você tem o que dá precisa

ter alguém para receber se esse alguém

não está disposto a receber está se

fechando a isso então você não tem que

dar pra ele é e olha que maneira o cara

isso você vê na física

você só tem a conexão dos átomos quando

existe uma agência é isso também é

econômico se você quer vender uma ação

na bolsa só venci alguém quiser comprar

sabida a nisso que eu acho que essa

coisa do tudo opera sob uma mesma lei n

finalizamos aqui mais um vídeo no

conhecimento da humanidade no seu

parceiro otaviano valeu de novo muito

obrigado a você teve na joão batista

papo bem descontraído filosofamos aqui

mas eu espero que eu tenha feito aqui o

papel do leigo que acho que muitas

pessoas que chegam aqui tem essas

dúvidas bobas ou tensas não bombas mas

iniciantes que eu tenho e por legal

escutámos e que não existe essa de lei

rounet a gente até hoje tudo símbolo é

todos tudo é perguntou aqui também a

gente responder tudo partido quando o

texto foi muito maneiro muito obrigado

por terem recebido a é uma fase muito

importante da minha vida e eu fico muito

feliz de ter amizade de vocês seja bem

vindo mais à madeirense

obrigado a casa é sua podemos gravar

outros vídeos simbólicos que nós em

sintra várias idéias é boa temos cursos

no canal 100 anna moss tv ponto br tem

curso de emitir uma história da magia é

apaguei o canal aqui nesse caso de

zezinho aqui você pode ter mais detalhes

a gente começou os grupos agora de

assunto a gente um grupo campeão aos nec

criou um grupo mais de ordem que o

assunto vai definir a gente criou um

monte de subgrupos agora ditar ou de

astrologia de cabala e achei que aqui

nasceu o hub ponto com nossos parceiros

de piracicaba último curso agora dia 24

de novembro lá tiago chamas máscara

procura-la casa em piracicaba o espaço

legal de eventos tem um tempo xamânico

lá dentro de um templo de umbanda também

e também uma mansão mesmo com lago com

piscina o pessoal dunga para casamento

já disse que já foi casamento não foi

muito legal

a boa é isso é isso gente

valeu
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Esse vídeo, especificamente, mostra claramente a fragilidade dos argumentos que eles usam e deixa explícita uma confusão sobre muitos conceitos e demonstram que não sabem o que é Ciência.
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Estou sem tempo para assistir, mas contribuo com um texto que li outro dia sobre o assunto (deixando claro que não necessariamente concordo com o exposto, mas se encaixa bem no tema):

Fé e razão

10 de agosto de 2013 Por Nicolas Ramaux

Gostaria de pedir ao meu leitor de considerar favoravelmente uma doutrina que pode parecer altamente paradoxal e subversiva. A doutrina é essa: não é desejável acreditar em uma proposta quando não existe nenhuma razão para pensar que possa ser verdadeira.

Russell, 199. Tradução livre.

Quando estamos lendo qualquer obra, por exemplo, de teologia ou de metafísica escolástica, devemos perguntar a nós mesmos: Este livro contem raciocínios abstratos sobre quantidade e número? Não. Contêm raciocínios experimentais sobre questões de fato e de existência? Não. Então deve ser queimado, porque somente contem sofismas e ilusões.

Hume, 1983. Tradução livre¹.

Precisões

“Fé e razão”: este tema é amplo, logo vago. Muitos temas podem ser desdobrados desta formulação. Vou tentar restringir o escopo, precisando de qual fé e de qual razão pretendo falar.

Crenças e razão são dois objetos indispensáveis de qualquer processo cognitivo. Assim, como o explica o filósofo Jerry Fodor (Fodor 1975), qualquer raciocínio nasce de crenças e produz outras crenças. O raciocínio é um processo cognitivo particular, geralmente consciente, que pode tomar muitas formas: raciocínio lógico (dedução, indução, generalização, etc.), raciocínio por analogia, raciocínio intuitivo, etc.

No que segue, não qualquer crença vai ser objeto do meu discurso. À palavra “fé”, vou substituir as crenças de natureza dogmática, religiosa, as crenças na transcendência, no divino, no sobrenatural, etc. Muitas vezes, nomearei estas crenças “religião”, a ser entendida não como organizações humanas, mas sim como conjuntos de crenças desta natureza.

Por outro lado, também não qualquer raciocínio é objeto da minha discussão. O raciocínio que chamarei às vezes de “ciência” ou “método científico” é o raciocínio subjacente ao materialismo científico. Para uma explicação detalhada e precisa do materialismo científico, recomendo a definição do Jean Bricmont (Bricmont 2001).

Introdução

O momento parece ser propício para o diálogo, após séculos de conflitos e de separação, entre razão e fé, ou mais precisamente como acabo de detalhá-lo, entre ciência e religião. Muitos seminários e encontros floresceram sobre este tema. Cientistas famosos como Friedrich von Weizsacker e Paul Davies receberam o prêmio “para o progresso da religião”, da fundação Templeton. A American Association for the advancement of Science organizou em abril 1999 um debate público sobre a existência de Deus no qual o Steven Weinberg (prêmio Nobel de física) argumentou com o pastor e físico John Polkinghorne. O positivismo passou de moda em filosofia e a ciência pós-quántica, pós-gödeliana, se tornou humilde. Por outro lado, os teólogos começaram a escutar a ciência e abandonaram as tentativas de contradizê-la ou ainda de controlá-la.

Tudo está pelo melhor no melhor dos mundos? Não!

A tese que quero defender, ao contrário da tendência acima ilustrada, tem como objetivo mostrar que quando bem entendidos, os caminhos científicos e religiosos são incompatíveis. Que seja aqui bem claro que limito esta incompatibilidade à procura de um objetivo em particular, detalhado mais a frente.

Obviamente, o caminho religioso é muito difícil de se definir claramente e com precisão. As práticas religiosas se tornaram tão diversas, que qualquer definição do que seria um “método religioso” acaba sendo muito vago. Isto torna a minha crítica difícil, porque sempre será possível me responder que não entendi bem a essência do pensamento de um autor e me opor o pensamento de outro. Assim, existem muitas interpretações possíveis e coerentes dos textos sagrados de todas as religiões que constituem diversas teologias. Para tentar evitar esta dificuldade, vou restringir a minha crítica aos quatro eixos que me parecem caracterizar as principais atitudes que os defensores da fé adotam hoje frente ao materialismo científico.

Em primeiro lugar, a teoria do concordismo. Ou seja, a ideia que a ciência bem entendida leva necessariamente à religião.

Em segundo lugar, a doutrina que afirma que existem diferentes níveis de conhecimento, um reservado à ciência, outro à teologia.

Em terceiro lugar, a tese defendida hoje pelo paleontólogo Steven Jay Gould em (Gould 1999) chamada de NOMA (Non Overlapping MAgistreria) que explica que ciência e religião não podem entrar em conflito porque uma trata de fatos enquanto a outra trata de valores.

E finalmente, aquilo que pode ser chamado de subjetivismo ou pós-modernismo cristão.

Detalho agora a natureza da incompatibilidade que anunciei um pouco mais cedo:

A raiz da oposição entre ciência e religião se cristaliza principalmente nos métodos que a humanidade deve utilizar para conseguir conhecimentos confiáveis, qualquer que seja o objeto destes conhecimentos.

Um dos principais efeitos que o nascimento das ciências modernas, na época dos Iluministas, teve na nossa maneira de pensar é a conscientização dos limites que a condição humana impõe às nossas capacidades de adquirir conhecimentos que vão além da simples experiência. E vamos vê-lo mais a frente, a consciência destes limites é uma fonte importante de erros intelectuais levando a acreditar numa ou mais das 4 doutrinas acima citadas. Estes erros são muitas vezes cometidos por cientistas renomados.

O concordismo

Não lhe parece absurdo o espetáculo de seres humanos que, ao olhar um espelho refletindo as suas próprias imagens, pensam que aquilo que estão vendo é tão excelente que deve provar a existência de uma Intenção Cósmica que desde sempre tinha este objetivo? […] Se eu fosse todo-poderoso e se tivesse bilhões de anos para experimentar com objetivo final o Homem; eu não consideraria ter muitas razões de me vangloriar.

Russell, 1961. P. 221-222. Tradução livre.

A ideia de uma convergência entre ciência e religião é antiga, mas depois de um relativo esquecimento durante alguns anos, ela parece voltar à moda2. Os seus defensores afirmam que a ciência contemporânea oferece bons argumentos para existência da transcendência; ao contrário da ciência clássica e materialista do século XVIII. Dizem que a mecânica quântica, o teorema de Gödel, o Big Bang e às vezes a teoria do Caos, providenciam uma imagem re-encantada do mundo, mostram os limites da ciência e por tanto sugerem um além (do natural, um sobrenatural). Um exemplo típico desta ideia é o princípio antrópico: Alguns físicos calcularam que, se algumas constantes físicas tivessem sido apenas um pouco diferente do que são, o universo teria sido radicalmente diferente e, em particular, a vida do homem teria sido impossível. Logo, existe aqui alguma coisa que não entendemos; o universo parece ter sido fabricado de maneira muito precisa para que possamos ser parte dele. Em realidade, trata-se de uma nova versão daquilo que os anglo-saxões chamam de the argument from design, ou seja, que o universo foi feito em função de algum tipo de finalidade e que esta mesma finalidade testemunha da existência de um Grande Arquiteto.

O primeiro nível de resposta consiste em voltar às definições exatas destas teorias. Em geral, descobre-se que um mau entendimento da teoria levou a inferir transcendência em primeiro lugar. A título de exemplo, detalho a seguir o caso dos teoremas de Gödel.

Nos dois teoremas de “incompletude” de 1931 (Gödel 1931), Kurt Gödel demonstra que dentro de um sistema de axiomas coerente e suficientemente expressivo, na hipótese que a aritmética de Peano seja um sistema completo, existe a possibilidade de fabricar enunciados cuja validade não pode ser demonstrada dentro deste mesmo sistema axiomático (pelas próprias regras do sistema). Alguns extrapolam disso que devem existir, na realidade, propostas verdadeiras que não possam ser demonstradas, ou dito rapidamente: existem Verdades não demonstráveis. Para chegar a tal conclusão, deveríamos demonstrar que a realidade (ou pelo menos a língua natural) é um sistema axiomático coerente e expressivo, o que é longe de ser verificado! Sistemas formais são criações puramente humanas, são objetos abstratos do mundo das matemáticas. Eles foram desenvolvidos com o objetivo de formalizar a aritmética. Não existe nenhuma razão para que sejam uma representação fiel do mundo natural! O conceito de “verdade” na demonstração do Gödel, não têm o mesmo significado que em teologia e nem em ciências experimentais. Uma proposição é “verdadeira”3 dentro de um sistema axiomático quando a introdução neste sistema da negação lógica da proposição conduz a uma incoerência formal. Obviamente, esta definição da “verdade” é muito afastada do significado que lhe é dado por aqueles que ainda acreditam que Gödel demostrou que existem verdades da natureza que não são demonstráveis.

Poderíamos continuar com todas as teorias utilizadas como argumentos de convergência e mostrar que, quase sempre, uma má compreensão da teoria leva a inferir transcendência.

Além da má compreensão frequente destas teorias, gostaria de oferecer outras naturezas de respostas à tais argumentos:

Os cientistas não-crentes, respondem de diversas maneiras ao princípio antrópico: Pode-se dizer, por exemplo, que a situação é temporária e que outros fenômenos, no passado, foram considerados como provas evidentes da existência da Providência, assim como foi no seu tempo a extrema complexidade dos seres humanos; complexidade pela qual temos hoje explicações científicas robustas. Por outro lado, nada garante que o universo observado seja o único que existe e se existirem vários com propriedades físicas diferentes, estaríamos necessariamente num daqueles onde a vida é possível (Weinberg 1997) p. 224. Mas isto não responde à raiz do problema.

A tradição religiosa combinada a um narcisismo óbvio nos deixou a ilusão de que estamos no centro do universo, e que somos o topo da criação. Mas na visão científica do mundo somos, metaforicamente, nada mais que um pouco de pó perdido num planeta em algum lugar do universo (Galileo), ao qual a pressão da seleção natural deu um cérebro (Darwin). Em particular, não existe nenhuma razão de acreditar que possamos responder todas as perguntas que fazemos4. E é perfeitamente normal que algumas coisas do mundo sejam sem explicações e misteriosas. O contrário seria muito estranho. Cachorros e gatos não tem o menor entendimento de vários aspectos dos seus ambientes. Devemos deduzir disto que existe transcendência para eles? Por que reagir de outra maneira quando se trata do animal particular que é o homem? É claro que a ciência cada vez mais faz progredir o nosso conhecimento, mas ela não elimina a nossa perplexidade. Quanto mais progredimos, mais tocamos em realidades muito pequenas (com a mecânica quântica) ou muito grandes e antigas (cosmologia) e é perfeitamente razoável de se esperar que o mundo nos apareça cada vez mais estranho. O melhor remédio psicológico contra os desvios metafísicos provenientes dos limites das ciências é de mudar a nossa perspectiva: O mundo não é mágico, mas nós somos ignorantes!

Os defensores do concordismo às vezes respondem que a análise objetiva do mundo sugere a existência de uma transcendência e que não existe nenhuma razão de rejeitar esta hipótese; esta transcendência pode ser invisível, assim como os campos eletromagnéticos ou a força da gravitação não são observáveis direitamente. Observamos as suas consequências e daí, inferimos as suas existências. Por que então não proceder da mesma maneira com Deus? A razão é muito simples: como especificar o que é Deus? Quando é feita uma hipótese científica, tenta-se formulá-la de maneira matematicamente precisa e deduzem-se consequências observáveis. Como proceder assim com o transcendental? É impossível, quase que por definição. Consideramos, por exemplo, a ideia que Deus é onipotente: o que isto significa exatamente? Que ele pode modificar as leis da física? Ou até as leis da aritmética? (por exemplo, fazer que 1+1 = 3)? Pode Deus se opor ao livre arbítrio humano? Pode ele impedir sofrimento? Sem dúvida, teólogos dão respostas coerentes a estas perguntas. O problema é que é relativamente fácil encontrar vários conjuntos de respostas coerentes para quase qualquer pergunta, mas é muito difícil, sem realizar testes empíricos, saber qual é a boa resposta.

Obviamente é possível dar um conteúdo mais preciso à ideia de divindade, utilizando tal ou tal revelação. Mas acaba então realizando um raciocínio circular. Não podemos aceitar por princípio que se trata da palavra de Deus: muito pelo contrário, isto é exatamente aquilo que deve ser estabelecido! E não existe nenhuma revelação que seja empiricamente correta nos domínios onde podemos verificá-la. Por exemplo, a Bíblia não é muito exata no que se refere à geologia ou história natural. Por que, então, confiar nas suas asserções sobre domínios nos quais ela não é diretamente verificável, tal como as características do divino?

Alguns cientistas renomados acabam caindo nas armadilhas do concordismo. Assim, o biólogo Richard Dawkins explica que declarou um dia para um filósofo, que não podia imaginar ser ateu antes de 1859, quando foi publicada a Origem das Espécies de Darwin (Dawkins 1997). Aquilo é uma crítica implícita à atitude dos ateus do século XVIII. Mesmo sem o conhecimento de Darwin, eles não estavam errados: Imaginamos por um instante que alguém demonstre que todos os dados geológicos, biológicos e outros dados da evolução são um erro gigantesco e que a nossa Terra tem 10.000 anos de idade. Sem dúvida, muitos crentes e principalmente os mais ortodoxos gritariam de prazer. Contudo, eu não poderia considerar tal descoberta como um argumento a favor deles. Esta descoberta mostraria simplesmente que não temos explicação nenhuma para a diversidade e a complexidade das espécies. Bem, e daí? O fato que não entendamos nada sobre um fenômeno não implica necessariamente que qualquer outra proposta dogmática (teológica, por exemplo) se torne subitamente válida.

A frase famosa do Dr. Jacques Monod: “O homem agora sabe que ele está sozinho na imensidão do Universo de onde ele emergiu por sorte5” (Monod 1970) admite também uma certa ambiguidade. O que significa “sorte”? Se isto significa que o homem não era predestinado, isto não é realmente uma descoberta científica: as explicações formuladas como causas finais foram abandonadas por razões semelhantes àquelas que levam a abandonar também explicações de natureza religiosa (impossibilidade de formulá-las de maneira a poder testá-las). Mas, se a palavra “sorte” se refere à aquilo que não têm causa (antecedentes), então a frase somente expressa a nossa ignorância em relação à origem da vida ou certos aspectos de sua evolução. O aleatório não é nem causa, nem explicação de Deus. Assim, Laplace, “mecanista” do século XVIII, escrevia em relação aos “eventos”:

Na ignorância dos vínculos que unem eles ao sistema inteiro do universo, declaramos que eles dependem de causas finais ou do aleatório, em função das suas ocorrências sendo regulares, ou sem ordem aparente; mas estas causas imaginárias foram aos poucos empurradas junto com os limites do conhecimento, e acabam desaparecendo totalmente frente à filosofia sana que somente vê nelas a expressão da nossa ignorância das causas verdadeiras.

Laplace, 1986. P. 32. Tradução livre.

Finalmente, o Deus supostamente descoberto pela ciência, assim como o aleatório, são outros nomes que utilizamos para vestir a nossa ignorância com a aparência da dignidade.

Uma anedota para acabar este parágrafo: Quando a Igreja católica decidiu reconhecer que estava errada no caso de Galileo (concluindo uma investigação que durou de 1981 a 1992), o cardeal Poupard declarou, na presença do Papa: “alguns teólogos contemporâneos de Galileo não souberam interpretar o significado profundo, não literal, das Escrituras” (Documentation Catholique 1992) p. 1070, citado por (Lambert 1999) p. 65. Mas nem ele, nem o Papa parece mensurar a importância do fato que foi a ação corajosa de milhares de céticos que levou os teólogos a descobrir este “significado profundo”6. Não consigo deixar de ser perplexo frente ao comportamento de uma divindade que se revela nas Escrituras, cujo verdadeiro significado fica totalmente fora do alcance dos crentes mais eruditos durante séculos e que acaba sendo entendido graças ao trabalho de céticos… As vias da Providência são realmente impenetráveis…

Diferentes níveis de conhecimento: uma realidade de outra ordem?

Qualquer conhecimento deve ser alcançado por métodos científicos; e aquilo que a ciência não pode descobrir, a humanidade não pode conhecer.

Russell, 1961. P. 243. Tradução livre.

Uma atitude tradicional, consiste muitas vezes em rejeitar a ideia de uma convergência entre ciência e fé e se apoia na ideia de que a teologia ou a reflexão religiosa dá acesso a conhecimentos de uma natureza diferente daqueles que produz a ciência. Um exemplo de crítica do concordismo do ponto de vista católico é dado por (Lambert 1995). Geralmente, esta atitude começa por um discurso onde se observa que o método científico produz um conhecimento muito parcial da realidade. De fato, o mundo tal como é representado pela ciência é bastante estranho: Onde podemos encontrar neste universo de moléculas, partículas, forças, campos, etc. aquilo que nos parece ser a especificidade do ser humano: as nossas sensações, os nossos desejos, os nossos valores? Não deveríamos utilizar outra abordagem, não científica, para apreender este aspecto fundamental da realidade? E esta outra abordagem poderia nos indicar o caminho da transcendência?

Esta questão é o centro de muitas confusões, e para respondê-la devemos detalhar as nossas diversas maneiras de conhecer. É de notar em primeiro lugar, que a grande maioria dos nossos conhecimentos não são científicos no sentido estrito da palavra. São os conhecimentos da vida quotidiana, conhecimentos ordinários. Contudo, estes conhecimentos não são radicalmente diferentes das ciências já que ambos tentam produzir uma explicação objetiva da realidade e que ambos são fabricados combinando observações, raciocínios e experiências. Depois, existe a abordagem introspectiva e intuitiva da realidade que nos permite tomar conhecimento dos nossos próprios sentimentos e, às vezes, adivinhar os sentimentos dos demais. É desta forma que conseguimos acessar o mundo das sensações e da consciência. Vincular este mundo subjetivo ao mundo objetivo descrito pela ciência é uma tarefa complexa. E, de novo, temos uma forte tendência a afirmar que a ciência é limitada na sua explicação desses fenômenos. Mais uma vez, podemos argumentar que a situação é temporária e, mais que tudo, não devemos esquecer que é perfeitamente normal ter uma relação com a realidade que nos deixe perplexos e insatisfeitos.

Para ilustrar o fato de que esta situação é temporária, e que este domínio da realidade é apreensível também pela ciência, basta tomar conhecimento dos imensos progressos e das descobertas recentes das neurociências (Trappenberg 2002), da psicologia da cognição e da psicologia científica. Gostaria de destacar também os trabalhos do Gerald Edelman sobre a “biologia da consciência” (Edelman 1992). Ele propõe uma abordagem objetiva e científica para explicar a consciência a partir da biologia.

A religião utiliza às vezes o caráter subjetivo da nossa experiência para justificar as suas asserções. Temos a sensação “que existe algo que vai além de nós” ou temos a impressão de estar em relação imediata com uma entidade espiritual, o que no extremo, acaba em experiência mística. Mas como garantir que a nossa experiência subjetiva nos dá acesso à entidades que realmente existem fora de nós, como Deus, por exemplo, e não somente à ilusões? No final, existem tantas experiências subjetivas diferentes, que torna difícil acreditar que todas levam a alguma verdade. Como escolher entre elas a não ser utilizando critérios não subjetivos? Mas utilizar tais critérios conduz a deixar de lado o caráter de prova da experiência subjetiva.

Por outro lado, postular a existência de uma alma para explicar a consciência7 é tão ilusório quanto postular a existência de uma divindade para explicar o universo. A alma é imortal? Ela aparece no nascimento ou na concepção? Como pode interagir com o corpo? Esta interação é em violação das leis da física? Respeita a conservação de energia? É obviamente impossível responder estas perguntas concretas ou, melhor falando, é possível dar várias respostas, mas não existe nenhum critério para escolher entre elas. No final das contas, a nossa abordagem subjetiva do mundo não nos permite inferir a existência de seres postulados pela religião (Deus, a alma, etc.) mais do que uma abordagem objetiva.

Na realidade, utilizar a vida interior como sinal de uma transcendência é uma espécie de regressão em relação à metafísica clássica. A metafísica tenta atingir outro nível de realidade utilizando não a nossa intuição, mas as nossas capacidades de raciocínio a priori. Hume resumiu muito bem o problema de tal abordagem:

A raiz cúbica de 64 é igual à metade de 10, isto é uma proposta falsa e nunca será concebida diferentemente. Mas César nunca existiu, ou o anjo Gabriel, ou qualquer outro ser não existem são proposições talvez falsas, mas podem ser perfeitamente concebidas e não levam a nenhuma contradição. Portanto, somente se pode provar a existência de um ser por argumentos extraídos da sua causa ou do seu efeito; e estes argumentos se fundamentam inteiramente na experiência. Se raciocinamos a priori, então qualquer coisa pode parecer capaz de produzir qualquer outra coisa. A caída de uma pedra poderia apagar o sol; ou o desejo de um homem poderia governar os planetas nos suas órbitas. Só a experiência pode nos ensinar a natureza e os limites da causa e do efeito e nos tornam capazes de inferir a existência de um objeto a partir da existência de outro.

Hume, 1983. P. 46. Tradução livre.

O que Hume mostra claramente é que somos prisioneiros das nossas capacidades cognitivas: se raciocinamos a priori, então devemos limitar-nos aos objetos matemáticos; mas se estamos interessados em questões de fatos, temos que utilizar argumentos fundamentados “inteiramente na experiência”. Raciocinar a priori sobre objetos não matemáticos e vagos tais como a Substância ou o Ser somente produz “sofismas e ilusões”.

Os Iluministas tinham entendido muito bem que somente a abordagem científica pode providenciar conhecimentos objetivos aos quais o ser humano tem acesso. Essa abordagem nos dá uma visão parcial da realidade por que não temos acesso, por sermos de natureza finita, à realidade última das coisas. Mas existe uma diferença imensa entre afirmar que a ciência providencia uma explicação completa da realidade, e dizer que a ciência nos dá o único conhecimento acessível ao humano. A confusão entre estas duas propostas é, às vezes, bem mantida por crentes para atacar o cientismo e sugerir que não somente existem questões às quais a ciência não tem resposta, mas que existem outras maneiras de trazer respostas confiáveis.

NOMA – Domínios de competência distintos

A Bíblia diz: “Não deixarás uma bruxa viver […]” Cristãos liberais e modernos, que afirmam que a Bíblia é válida de um ponto de vista ético, tendem a esquecer tais textos assim como os milhões de vítimas inocentes que morreram em grande sofrimento, porque, no passado, pessoas realmente utilizaram a Bíblia como guia de conduta.

Russell, 1961. Tradução livre.

Os dois eixos argumentados acima defendiam o lugar da teologia frente à ciência. Vamos agora observar posições de retaguarda que se tornaram mais populares para alguns crentes depois de se dar conta que as posturas “fortes” eram insustentáveis. Uma primeira posição consiste em separar totalmente os domínios: a ciência trata de julgamentos factuais e a religião se preocupa com outros julgamentos: valores, sentido da vida, etc. Insisto na diferença desta posição com a precedente: a abordagem “metafísica” tenta chegar a verdades de outra natureza que científicas, contudo factuais (a existência de Deus, etc.).

Esta separação dos domínios é defendida por alguns intelectuais, como, por exemplo, o paleontólogo S. J. Gould, que se declara agnóstico. Ele quer defender a teoria da evolução contra os ataques criacionistas permitindo que a religião possa guardar algum lugar na cultura. Imagino que esta posição possa satisfazer alguns crentes, mas ela com certeza não é compatível com a postura de muitos que consideram a metafísica religiosa como uma verdade objetiva.

De uma certa maneira, eles estão certos: Se deixarmos todas as questões de fatos para o domínio da ciência e se rejeitarmos o concordismo, como então justificar os julgamentos religiosos sobre questões de valores e sentido da vida? A partir dos ensinos contidos dentro de tal ou tal revelação? Em função de que escolher uma revelação mais do que outra a não ser que ela expresse a “verdadeira” palavra de Deus? Esta asserção nos leva imediatamente de volta à questões ontológicas. Será que temos que seguir o exemplo de uma pessoa supostamente admirável tal como Jesus Cristo? Mas o que sabemos cientificamente da vida dele? Pouca coisa em verdade! Por que então não seguir o exemplo de alguém cujas ações são conhecidas com mais certeza? E se a vida real não tiver importância, então, por que não inventar totalmente um personagem cuja vida seria ainda mais admirável e que deveria ser seguido? Finalmente, os princípios morais religiosos encontram o mesmo problema que a interpretação não literal das Escrituras: nenhum crente aceita acompanhar ao pé da letra as prescrições éticas bíblicas. Então como selecionar, a não ser utilizando ideias morais independentes da revelação? E se tiver que avaliar elas no auge de critérios exteriores, de que serve esta moral religiosa?

Citando Hume, muitos afirmam que não se pode deduzir logicamente julgamentos de valor a partir de julgamentos de fato. É provavelmente verdade, mas isto não significa que não exista uma maneira científica de raciocinar em ética que, de novo, se opunha à atitude religiosa. Esta maneira científica pode ser, por exemplo, o utilitarismo que se fundamenta no único princípio ético não factual de maximizar a felicidade. Obviamente, este princípio não pode ser justificado cientificamente. Mas, uma vez postulado (parece ter um caráter intuitivamente óbvio), qualquer julgamento moral pode ser reduzido à perguntas do tipo “será que tal ação vai aumentar a felicidade global?”. E tais julgamentos se tornam factuais.

É claro que os adversários desta abordagem apontam o vago da definição de felicidade e que cálculos utilitaristas são muitas vezes impossíveis de ser realizados. Todo isto é verdade. Mas qual alternativa podemos propor? Podemos justificara contrario essa doutrina notando que é difícil imaginar uma ação moralmente justificada quando aquele que a efetua sabe que vai diminuir a felicidade global.

Esta abordagem choca frequentemente porque ela se opõe fundamentalmente a dois aspectos bem ancorados nas nossas reações frente a problemas éticos: o primeiro é o respeito da moral tradicional, a obediência à autoridade, à comunidade, ao Estado ou aos preceitos religiosos. Para um utilitarista, todas estas tradições devem ser criticadas e avaliadas à luz da maximização da felicidade global. O segundo aspecto contempla todas as vontades de vinganças e de punições. Do ponto de vista dessa doutrina, qualquer sanção deve ser justificada somente em função da felicidade global e não do desejo de alguns de punir os maldosos. Em particular, o utilitarismo não se preocupa com o problema do livre arbítrio; não precisa negá-lo e não precisa saber se as ações humanas são “verdadeiramente” livres (e com que significado?). Aquilo é provavelmente uma posição filosófica prudente. Finalmente, nessa abordagem, existem progressos em ética como em ciência, e podem ser alcançados pela observação e pelo raciocínio. Pode-se, por exemplo, observando a natureza humana, descobrir que a pena de morte não é boa (ela não reduz a quantidade de crimes, então não participa do aumento da felicidade global. Ela serve somente desejos de vingança e punição), e que em certas circunstâncias, o aborto pode ser bom.

Finalmente, uma religião da qual eliminamos todos os julgamentos de facto esvazia-se de todo seu conteúdo. E qualquer que seja a aceitação do princípio do utilitarismo (pode-se postular outros princípios), é possível apreender problemas éticos de maneira científica e racional. Este domínio não é por tanto exclusivo da religião. A postura do NOMA é, portanto, insustentável.

Subjetivismo – acreditar para se sentir bem

Eu poderia ser mais feliz e terei certamente melhores maneiras, se acreditasse ser descendente dos imperadores chineses, mas não existe força de vontade minha que chegaria a me convencer; não mais que posso impedir o meu coração de bater.

Weinberg, 1997. P. 230. Tradução livre.

Existe uma tradição de “revolta contra a razão” que consiste em rejeitar toda e qualquer discussão dos temas precedentes, admitindo que não existem argumentos racionais em favor da religião, e que no final, tudo se trata de uma escolha pessoal. Pode crer, mesmo se for absurdo! Ou ainda, trata-se de um compromisso, de um estilo de vida: faz os “gestos da fé”, rezar, implorar, e acaba acreditando. Estas atitudes se tornaram muito frequentes com a subida do “pós-modernismo”, e com a ideia que aquilo que importa não é saber se o que diz é verdadeiro ou falso, porque talvez nem exista distinção entre verdadeiro e falso. O que conta são os efeitos práticos de uma crença e o papel social que ela tem num grupo de pessoas.

Na sua forma pós-moderna mais radical, o problema da contradição entre diferentes crenças religiosas nem entra em questão. Recorre-se à doutrina das verdades múltiplas: o fato de que ideias mutuamente contraditórias possam ser verdadeiras simultaneamente. Tem quem acredita no céu e no inferno, quem acredita na reincarnação, quem pratica o New Age e quem conta com extraterrestres nos seus ancestrais. Todas estas posturas são “igualmente verdadeiras”, mas com um qualificativo do tipo “para aquele que acredita” ou “dentro da sua cultura”.

É obviamente inútil atacar esse tipo de postura com argumentos racionais (parece que todo e qualquer tipo de raciocínio foi excluído em princípio dessas posturas). Portanto, vou me limitar a formular duas ideias de caráter moral.

Em primeiro lugar, esta postura não é sincera. É só olhar as escolhas da vida quotidiana: quando deve-se escolher uma casa, comprar um veículo, escolher um médico ou uma terapia, até os subjetivistas os mais enraizados comparam diversas possibilidades e tentam realizar escolhas racionais8. É somente para questões metafísicas sem consequências práticas imediatas, que tudo se torna uma questão de desejo e escolha subjetivos.

Em segundo lugar, essa postura é perigosa, porque subestima a importância da noção de verdade objetiva, independente dos nossos desejos e das nossas escolhas: sem nenhum critério para avaliar e escolher entre opiniões contraditórias, só nos resta a violência e a força para concluir.

O Steven Weinberg escreve de maneira muito perspicaz a respeito do subjetivismo:

É muito estranho que a existência de Deus, a Graça, o pecado, o inferno e o paraíso não tenham nenhuma importância! Estou inclinado a pensar que, aquele que adota tal atitude frente à questões teológicas na realidade não consegue admitir que ele não acredita em nada disto.

Weinberg, 1997. P. 229. Tradução livre.

Síntese

Tentei mostrar através deste texto que existe uma incompatibilidade fundamental entre religião e ciência, ou ainda entre Fé e razão, quando se trata de adquirir conhecimentos confiáveis, qualquer que seja o objeto do estudo.

Através da minha crítica ao concordismo, insisti nos limites da ciência: Por proceder de raciocínio e observações humanas, tudo indica que os conhecimentos que desta maneira podemos adquirir são limitados. Mas estes limites, que sejam temporários ou estruturais, não implicam necessariamente a transcendência.

Em seguida, tentei mostrar que a postura religiosa que parte das nossas vidas interiores (sensações, experiências subjetivas e “místicas”) não consegue inferir de maneira confiável transcendência ou existência de alma. Em contrapartida, a ciência começa a produzir resultados testáveis e verificáveis sobre a consciência e em diversos campos da psicologia. Em segundo lugar, opus às tentativas religiosas de demonstrar outras naturezas de realidade por raciocínio puro, a argumentação do Hume para quem qualquer raciocínio a priori leva a “sofismas e ilusões”.

Mostrei a seguir que a postura do NOMA é inviável: rejeitar o concordismo e declarar que religiões tratam de valores enquanto ciência trata de fatos conduz a esvaziar de todo seu conteúdo as religiões. Também ilustrei o utilitarismo para mostrar que a ética também pode ser apreendida de maneira científica. Neste domínio do conhecimento também, ciência e fé entram em conflito.

Finalmente, mencionei a postura não sincera e arriscada do subjetivismo ou pós-modernismo. Essa doutrina, por evacuar todo e qualquer tipo de raciocínio, e por considerar que crenças contraditórias possam ser verdades simultâneas, também não consegue produzir conhecimentos confiáveis.

Postura ateia

Gostaria de resolver uma ambiguidade sintáxica: a tese que defendo aqui, que se fundamenta nos limites dos conhecimentos (confiáveis) aos quais a humanidade tem acesso, é muitas vezes considerada como uma forma de agnosticismo mais do que ateísmo. Trata-se, ao meu ver, de uma confusão. Assim, por exemplo, o Papa não se diria “agnóstico” em referência aos Deus do Olimpo. Em relação a eles, ele é, como quase todos nós, ateu. Este raciocínio é válido também para todas as religiões africanas, da polinésia, etc. Imagino que os teólogos mais ortodoxos concordam comigo quanto a enorme maioria das religiões existentes ou que existiram. Ninguém provou que Afrodite não existiu.

Existem dois tipos de agnósticos. Tem aqueles que constatam que não existe nenhuma razão válida de crer em uma divindade qualquer e que utilizam esta palavra para nomear a sua postura; o que não é fundamentalmente diferente do ateísmo. De fato, nenhum ateu pretende possuir argumentos que provam a inexistência das divindades. Simplesmente constatam que, frente à multiplicidade de crenças e opiniões, deve ser feita uma seleção (ou aceitar o pluralismo ontológico dos subjetivistas) e além disto, eles afirmam que dizer que não existe nenhuma razão para crer na existência de um ser é equivalente a negar a sua existência (até prova ao contrário). Por outro lado, existem pessoas que se declaram agnósticas por pensar que os argumentos em favor do deísmo não são totalmente convincentes, mas talvez válidos; ou ainda por fazer uma distinção entre as religiões da antiguidade e uma religião contemporânea. Esta atitude é de fato muito diferente do ateísmo.

Creio que, em geral, o fenômeno da Fé é quase independente dos argumentos pseudo-racionais acima discutidos. Imagino que a maioria das pessoas que aceitam uma Fé não o fazem porque foram impressionadas pelo argumento antrópico, mas, porque respeitam tradições nas quais foram criados, porque temem a morte ou ainda acham prazeroso que um ser todo-poderoso possa cuidar dos seus destinos. Mas em todo caso, quando se trata de adquirir conhecimentos confiáveis sobre o mundo, sobre eu mesmo ou os meus similares, somente o materialismo científico é pertinente.

1 Esta frase pode parecer brutal hoje, mas devemos lembrar que naquela época (1748) os teólogos eram em geral aqueles que acendiam os fogos para queimar os infiéis.

2 A fundação Templeton é uma das instituições mais ativas na propagação desta ideia. Podemos citar também a UIP (Université Interdisciplinaire de Paris) na Europa.

3 Alguns matemáticos preferem a palavra de “válida”.

4 Por exemplo: “por que existe algo no lugar de nada?”

5 O autor utiliza a palavra francesa “hasard” mais próxima do sentido de “aleatório”.

6 Estes teólogos não somente foram opostos ao Galileu, mas também à ideia de que cometas não são objetos sublunares, que o sol tinha manchas, assim como à emergência da geologia, à teoria da evolução, à abordagem científica da psicologia e a inumeráveis tratamentos medicinais.

7 Isto é mais ou menos a atitude do astro físico Polkinghorne que considera a consciência como um sinal intrínseco de um criador. É também de se notar que o Papa admite a evolução do corpo, mas considera que existe um salto ontológico quando se trata do espírito humano.

8 Embora, no que se refere à escolha de terapias, alguns têm escolhas às vezes bizarras…

Referências

Bricmont, J. (2001). Intrusions spiritualistes et impostures intellectuelles en sciences. Paris: Syllepse

Dawkins, R. (1997). The Blind Watchmaker. New York: W. W. Norton

Documentation Catholique (1992). Número 2062. [s.l]: [s.n]

Edelman, G. (1992). Bright Air, Brillant Fire : on the Matter of Mind. [s.l]: Basic books

Fodor, J. (1975). The Language of Thought. Harvard: Harvard University Press ISBN 0-674-51030-5

Gödel, K. (1931). Über formal unentscheidbare Sätze der Principia Mathematica und verwandter Systeme. [s.l]. Monatshefte für Mathematik und Physik. p. 173-198

Gould, S. J. (1999). Rock of Ages : Science and Religion in the Fullness of Life. New York: Ballantine Books

Hume, D. (1983). Enquête sur l’entendement humain. Paris: GF-Flammarion

Lambert, D. (1995). Le ré-enchantement des sciences : obscurantisme, illusion ?. Namur, Belgique. Revue de Questions Scientifiques, No 166. p. 287-291

Lambert, D. (1999). Science et théologie ; les figures d’un dialogue. Bruxelles: Éditions Lessuis

Laplace, P. S. (1986 [1825]). Essai philosophique sur les probabilités, 5ème édition. Paris: Le Seuil

Monod, J. (1970). Le Hasard et la Nécessité. Paris: Le Seuil

Russell, B. (1961). Religion and Science. Oxford: Oxford University Press

Russell, B. (1991). Skeptical Essays. [s.l]: Routledge

Trappenderg, T. (2002). Fundamentals of computational neurosciences. Oxford: Oxford University Press

Weinberg, S. (1997). Le rêve d’une théorie ultime. Paris: O. Jacob


Fonte: https://raciocinioaberto.com.br/fe-e-razao/
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Se você tem uma convicção e tenta confirmá-la usando a ciência, tudo bem.

Se a ciência mostra que uma crença religiosa está errada, essa crença deve ser descartada.

Se você tem uma convicção e se agarra a ela mesmo que os fatos mostrem que ela está errada, você é um fanático religioso.
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Se você tem uma convicção e tenta confirmá-la usando a ciência, tudo bem.

Se a ciência mostra que uma crença religiosa está errada, essa crença deve ser descartada.

Se você tem uma convicção e se agarra a ela mesmo que os fatos mostrem que ela está errada, você é um fanático religioso.


E alguns usam até aquele argumento furado que muitos atribuíram a Einstein:

A ciência sem a religião é manca, a religião sem a ciência é cega.


https://www.pensador.com/frase/ODk5NA/




O cientista era religioso?

https://www.terra.com.br/noticias/educacao/infograficos/mitos-e-curiosidades-sobre-einstein/mitos-e-curiosidades-sobre-einstein-05.htm

Carlos Alberto dos Santos diz que a questão é complicada. "Ele não teve uma vida religiosa em casa. Nunca sei quando ele fala por acreditar em Deus, ou fala metaforicamente, ou identifica o mistério e a beleza da natureza com uma divindade. Claramente ele não acreditava num Deus que tudo controla e de quem tudo resultou. Acho que nem ele mesmo sabia se definir em relação a isso."

O físico Michio Kaku, um dos muitos biógrafos de Einstein, afirma que o cientista acreditava em Deus, mas não na figura descrita pela Bíblia, que recebe orações e opera milagres, mas um Deus "que criou as leis simples e elegantes que regem o universo" (O Cosmo de Einstein, editora Companhia das Letras).

Apesar de ser controversa a visão de Einstein como religioso, a verdade é que o cientista tem várias frases conhecidas sobre o assunto, como: "A ciência sem religião é manca. A religião sem ciência é cega." Ou ainda "se há algo em mim que possa ser chamado de religioso, é a admiração ilimitada pela estrutura do mundo na medida em que a ciência consegue revelá-lo".





Em carta inédita, Einstein ataca Deus

https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe1505200804.htm#:~:text=Nessa%20seara%2C%20o%20f%C3%ADsico%20era,do%20povo%20ao%20qual%20pertencia.

Nessa seara, o físico era mais lembrado pela frase "A ciência sem religião é manca, a religião sem a ciência é cega". Na carta a Gutkind, porém, Einstein classifica a crença em Deus como "produto da fraqueza humana", e não poupa nem a religião do povo ao qual pertencia.

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Einstein merece toda a miha admiração no âmbito de sua expertise na Física, além da Física sempre conto com a possibilidade dele ter dito bobagens como a maioria das pessoas que não possuem expertise em coisa nenhuma.

Acho que o que Einstein pensava sobre de Deus é comparável à opinião de qualquer pessoa que pensou um pouco no assunto.

Essa conversa de "Einstein disse isso ou aquilo" só serve para emprestar sua reputação de gênio da Física a áreas que ele nunca se notabilizou, figurando no nível da mediocridade.

Sorry Einstein.
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Einstein merece toda a miha admiração no âmbito de sua expertise na Física, além da Física sempre conto com a possibilidade dele ter dito bobagens como a maioria das pessoas que não possuem expertise em coisa nenhuma.

Acho que o que Einstein pensava sobre de Deus é comparável à opinião de qualquer pessoa que pensou um pouco no assunto.

Essa conversa de "Einstein disse isso ou aquilo" só serve para emprestar sua reputação de gênio da Física a áreas que ele nunca se notabilizou, figurando no nível da mediocridade.

Sorry Einstein.


Se é que ele teria dito isso mesmo. Já disseram que ele tirou zero em Matemática mas já negaram alguma fonte que prove isso.

(...)

Nesse grupo que acha que Ciência não é suficiente sem algo místico, tem uma instituição chamada "Nova Acrópole" que de vez em quando criticam céticos. É um grupo na mesma linha do "Conhecimentos da Humanidade", onde pessoas como Lúcia Helena Galvão adora citar mitos alegóricos como tendo significado além do mundo físico. Provar que é que bom, nada!

Aliás, já vi essa balela de "Ciência sem religião é manca" em sites como "Morte súbita" (que agora é https://www.conhecimentos.cf ), que é de ocultismo. Intolerância, mente fechada, etc, até mesmo em sites de esoterismo, e não só por parte de monoteístas como judeus/cristãos/islâmicos. Eu até vejo alguns desses conteúdos como distração ou fontes de informação sobre mitos, mas quando vejo querer associar com ciência ou criticar ciência, aí
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