Clube Ceticismo
Ascensão e queda do Brasil (Motivos para o fracasso do país)
Autor: Tutu | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 80490 Comentários: 88
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O Brasil é imperialista dentro do próprio país. A usina de Belo Monstro piorou a vida da população local e o Estado ainda tem energia muito cara.

Belo Monte: quem paga o preço do desenvolvimento?



@GathaGuedes

E depois falam que o povo do Norte e Nordeste não se desenvolve pq não quer... Eles tiram tudo que é deles e distribuem pro povo do Sul e Sudeste!

@denysmatheus3089

Aqui no norte sempre foi assim , tiram o que é nosso e não repartem com a gente

@uppulandoalto5563

Existem versões diferentes, mostrados pela reportagem, sobre esses impactos. De um lado, há quem diga que o ecossistema se adaptou, que a vida segue equilibrada. Do outro, comunidades locais relatam alterações graves no ciclo natural do rio, especialmente no fluxo das cheias, que deixou de ser previsível. Isso afeta diretamente a reprodução dos peixes, a pesca e a subsistência de quem depende desse equilíbrio há gerações.

E há um alerta que não pode ser ignorado. Tragédias como as de Brumadinho e Mariana mostraram que, muitas vezes, relatórios técnicos e garantias institucionais podem não refletir a realidade. Em ambos os casos, havia laudos que transmitiam segurança, até que a realidade se impôs da forma mais dolorosa possível.

E há ainda uma questão que precisa ser enfrentada com honestidade: como pode uma região que gera tanta energia continuar pagando uma das tarifas mais altas do país? Se o Norte produz riqueza energética, por que essa riqueza não retorna de forma concreta em qualidade de vida, oportunidades, investimento em educação, tecnologia e desenvolvimento local?

O Norte não quer ser apenas fornecedor de recursos. Quer ser parte real dos benefícios que esses recursos geram.

@IsraelGoveia_1981

Nenhuma menção ao governo da época, nem dos principais responsáveis pela obra. Mas a história e a memória jamais serão apagadas. Sabemos os responsáveis, os mesmos que hoje (incluída Marina Silva) gritam pela preservação da Amazônia antes não falaram nada dessa tragédia
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Data da postagem: 08/05/2026, 15:22
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O que está Acontecendo com Porto Alegre?!



Já foi cidade boa. Hoje tem cracolândia, bandidagem e obras paradas.

Liberaram droga e o número de cracudos de rua aumentou.


@TheBlueEntity

Se essa é a Porto Alegre, eu nem quero ver a Porto Triste.

@Jururuca

Igual as outras capitais do Brasil. Eu moro em BH e aqui está do mesmo jeito.

@rafaelc.s3326

Porto Alegre é uma cidade decadente e deprimente. Lembro quando tinha 13 anos, ano 2000, jogava na escolinha do Grêmio e tinha o sonho de morar aí, próximo ao Praia de Belas. Hoje, meu sonho é viver o mais longe possível desse troço.

@barbadissimogamer

Quando chega na parte das obras com 10 anos de atraso, vemos o quanto o brasil é um desastre e como as pessoas normalizaram isso.

@CAllan-ep4pe

E Eduardo Leite querendo ser presidente. Não consegue administrar nem um estado, quem dirá um país.

@Nerdelezas

Moro em Fortaleza, Ceará. Os mesmos problemas. Os moradores de rua aumentaram assustadoramente.

@scuderia_morello

Não é só Porto Alegre... triste ver o Centro de Campinas SP na situacao atual
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Governo federal hiper-centralizado coexistindo com elites feudais. O desenho foi feito para dar errado.

As famílias que governam o Brasil



Mas não dá para dizer que tudo isso é uma grande coincidência, porque essas coisas acontecem justamente no nosso país, porque as mesmas 200 famílias atravessam 500 anos de história brasileira ocupando os mesmos lugares de poder. Porque essa é a nossa história. Em 1534, antes da palavra brasileiro significar alguma coisa, o rei de Portugal, Dom João I, tomou uma decisão administrativa. Ele pegou o mapa da colônia recém-escoberta e dividiu o território em 15 faixas paralelas que iam do litoral pro interior. Em seguida, ele entregou cada uma dessas faixas para um homem diferente. Esses homens não eram funcionários do rei. Eles ganhavam o direito de administrar a faixa como se fosse propriedade privada. Podiam cobrar impostos, distribuir terras, abrir vilas, julgar disputa, comandar tropa e na hora da morte passar tudo pro filho. Essas faixas se chamavam capitanias hereditárias.

O Brasil, antes de ser Brasil, nasceu como uma colônia em que 12 famílias receberam por carta do rei o direito de governar pedaços de um continente e de transmitir esse direito através dos séculos.

Mas a fórmula ficou: privatizar a função pública, transmiti-la por herança, misturar o cargo do Estado com o patrimônio da família, tratar pedaços de país como propriedade. A primeira coisa que o nosso país fez antes mesmo de virar um país, antes da palavra Brasil existir, foi se entregar a um pequeno grupo de famílias. Quase 500 anos depois, isso ainda é em

larga medida o que o Brasil é. É verdade que capitania mudou de nome, virou cesmaria, patente de coronel, cadeira no Senado, afiliada da Globo, conselheiro do Tribunal de Contas, escola com nome de neta do senador. Cada século inventa uma nova forma de chamar a mesma coisa.

Mas o gesto inicial, o gesto de 1534 de entregar pedaços do país a um pequeno grupo de famílias e deixar essas famílias passarem o pedaço pros filhos nunca foi desfeito. Esse é o Brasil, não o Brasil que aparece na propaganda política. Esse é o Brasil das capitanias atualizadas. Das 12, 20, 300 famílias que governam pedaços do país à gerações, em algum nível, em algum cargo, com alguma sigla em algum lugar.

Para o pessoal que apoia o colonialismo europeu...
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Governo federal hiper-centralizado coexistindo com elites feudais. O desenho foi feito para dar errado.

As famílias que governam o Brasil



Mas não dá para dizer que tudo isso é uma grande coincidência, porque essas coisas acontecem justamente no nosso país, porque as mesmas 200 famílias atravessam 500 anos de história brasileira ocupando os mesmos lugares de poder. Porque essa é a nossa história. Em 1534, antes da palavra brasileiro significar alguma coisa, o rei de Portugal, Dom João I, tomou uma decisão administrativa. Ele pegou o mapa da colônia recém-escoberta e dividiu o território em 15 faixas paralelas que iam do litoral pro interior. Em seguida, ele entregou cada uma dessas faixas para um homem diferente. Esses homens não eram funcionários do rei. Eles ganhavam o direito de administrar a faixa como se fosse propriedade privada. Podiam cobrar impostos, distribuir terras, abrir vilas, julgar disputa, comandar tropa e na hora da morte passar tudo pro filho. Essas faixas se chamavam capitanias hereditárias.

O Brasil, antes de ser Brasil, nasceu como uma colônia em que 12 famílias receberam por carta do rei o direito de governar pedaços de um continente e de transmitir esse direito através dos séculos.

Mas a fórmula ficou: privatizar a função pública, transmiti-la por herança, misturar o cargo do Estado com o patrimônio da família, tratar pedaços de país como propriedade. A primeira coisa que o nosso país fez antes mesmo de virar um país, antes da palavra Brasil existir, foi se entregar a um pequeno grupo de famílias. Quase 500 anos depois, isso ainda é em

larga medida o que o Brasil é. É verdade que capitania mudou de nome, virou cesmaria, patente de coronel, cadeira no Senado, afiliada da Globo, conselheiro do Tribunal de Contas, escola com nome de neta do senador. Cada século inventa uma nova forma de chamar a mesma coisa.

Mas o gesto inicial, o gesto de 1534 de entregar pedaços do país a um pequeno grupo de famílias e deixar essas famílias passarem o pedaço pros filhos nunca foi desfeito. Esse é o Brasil, não o Brasil que aparece na propaganda política. Esse é o Brasil das capitanias atualizadas. Das 12, 20, 300 famílias que governam pedaços do país à gerações, em algum nível, em algum cargo, com alguma sigla em algum lugar.

Para o pessoal que apoia o colonialismo europeu...


O tema do vídeo de Rodrigo da Silva não é colonialismo europeu, mas sim dinastia patrimonialista (brasileira). São conceitos radicalmente diferentes. Houve e há colonialismo europeu sem dinastia patrimonialista (Aruba, Groenlândia, Ilhas Cayman e Ilhas Virgens Britânicas, por exemplo, não foram governadas por dinastias patrimonialistas no passado recente), assim como existem dinastias patrimonialistas sem colonialismo europeu (como a dinastia dos Kim na Coreia do Norte e dos Bolsonaro no Brasil).

Além disso, as principais ex-colônias britânicas de matriz ocidental — Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia — já eram relativamente ricas no século XIX. A Austrália deixou de ser colônia em 1901, mas antes disso já havia alcançado PIB per capita superior ao do Reino Unido. Assim como o Brasil, Macau também foi colônia portuguesa e tornou-se muito mais rica que a China antes de o país recuperar sua administração em 1999. Se fosse independente, Macau seria considerado uma nação desenvolvida de altíssima renda (e já apresentava esse perfil em 1999).

Por outro lado, a Etiópia (exceto durante a ocupação italiana entre 1936 e 1941) e a Libéria nunca foram colônias europeias, mas permanecem entre os países mais pobres da África Subsaariana.

Dinastia patrimonialista e estagnação econômica nunca foram monopólios do colonialismo europeu. Além disso, o colonialismo europeu nem sempre esteve associado ao fomento do mercantilismo e do escravismo em detrimento do capitalismo e da liberdade econômica.
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Data da postagem: 24/05/2026, 19:35
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A aliança que impede o Brasil de crescer há 40 anos


Em 1980, o Brasil produzia mais que China e Coreia do Sul somadas. Em 1978, uma delegação chinesa veio ao Brasil para aprender com a nossa indústria. Hoje, 46 anos depois, a China nos vende quase tudo e a Coreia do Sul tem o dobro da nossa renda per capita. O que aconteceu?


@FabioSilva-hi1ek

A elite brasileira não quer desenvolver o pais, eles querem manter o status quo deles, e o resto que se lasque

@TheLeoGames

Essa cultura não é de hoje, isso tem anos, pelo menos uns 70 anos pra mais. Sempre comento isso com todos que discuto essa questão. Mudar isso é praticamente impossível. São tantos pontos de interesse e culturas erradas que foram sendo implantadas no povo que não vejo horizonte pra melhoria.


Simbiose: Sindicatos, Funcionalismo, Judiciário, Setores isentos, Partidos.

O Brasil já foi melhor no passado e já teve tecnologia que o EUA não tinha e tecnologia que hoje é importada (como elevador). Depois do topo na década de 1970 foi só ladeira abaixo com a década da hiper-inflação, década do neoliberalismo (com valorização real para desindustrializar e privatização) e a década do assistencialismo, quando os efeitos da terrível constituição parasitária começaram.

Gasta 20 vezes mais com super-salários do que o segundo lugar (Argentina). Empresas de amigos ganham crédito do BNDES, incentivo fiscal e proteção tarifária. O governo faz coalização com partido fazendo nomeações sujas.

Há o ciclo de crescimento econômico (onde há gastos com privilégios), depois crise (com sucateamento da infraestrutura, segurança e educação), e estagnação.

Em 2025, o congresso aumentou ainda mais o custo Brasil. Reformas são inúteis e cheias de jabutis. A reforma da previdência foi cheia de exceções para grupos de interesse).

A Coreia fez proteção da indústria, mas com contrapartida, enquanto o Brasil fez o mesmo sem exigir desempenhos.

Fez banco de desenvolvimento para setores estratégicos, enquanto no Brasil vai para quem tem influência política sem cobrar resultados.

Fez educação técnica, enquanto no Brasil foi um desastre.

A elite burocrática (herdada do confucionismo) é sólida para recusar os grupos de interesse.

No fim a Coreia se industrializou e o Brasil virou exportador de soja e minério de ferro.

Brasil tem a cultura do privilégio. Por isso, cotas fazem sucesso aqui.

(...)

Violações do estado de direito no Brasil

Resposta de Gemini

O Estado de Direito (Rule of Law) pressupõe que todas as pessoas, instituições e entidades — inclusive o próprio Estado — estão sujeitas a leis publicadas publicamente, aplicadas de forma equitativa e julgadas de maneira independente. No contexto brasileiro, os principais pontos de fricção e violações apontados por especialistas estruturam-se nas seguintes frentes:

1. Fragilidades Institucionais e Sistema de Justiça

* Imparcialidade e Percepção de Justiça: Em levantamentos globais de governança, o Brasil frequentemente pontua mal no quesito de imparcialidade do Judiciário. Críticas apontam para decisões instáveis, insegurança jurídica e a politização de esferas judiciais.

* Ativismo Judicial e Equilíbrio de Poderes: O protagonismo do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução de inquéritos e na moderação de conflitos políticos tem gerado debates intensos sobre os limites entre a separação de poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e a invasão de competências institucionais.

* Privilégios e Supersalários: A persistência de remunerações acima do teto constitucional no serviço público (especialmente entre magistrados, membros do Ministério Público e parlamentares) corrói a igualdade perante a lei e afeta a legitimidade institucional.

2. Liberdade de Expressão, Internet e o Papel do Judiciário

* Regulação de Conteúdo e Redes Sociais: Decisões tomadas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF) para conter a desinformação, discursos de ódio e ataques às instituições democráticas esbarram na linha tênue entre a proteção da democracia e o risco de censura prévia ou controle estatal excessivo sobre o fluxo de informações, gerando embates jurídicos e legislativos constantes.

* Críticas e Defesa Institucional: Críticos — incluindo setores políticos da oposição e entidades de liberdade de imprensa — argumentam que algumas medidas de restrição e bloqueio de perfis e plataformas digitais careceram de amplo devido processo legal.

3. Corrupção e Transparência

* Uso de Emendas Parlamentares: O controle sobre o orçamento público por meio de repasses parlamentares opacos (como o chamado "orçamento secreto" e suas variações posteriores) gerou desafios de transparência e conflitos de interesse que enfraquecem a fiscalização dos gastos públicos.

* Desafios de Integridade: Mecanismos de controle de corrupção e integridade corporativa e pública ainda sofrem pressões políticas recorrentes que buscam abrandar punições a agentes públicos condenados.

4. Direitos Humanos e Conflitos Socioambientais

* Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais: A vulnerabilidade de terras demarcadas, a grilagem de terras, o garimpo ilegal e os conflitos agrários — muitas vezes acompanhados de omissão ou inoperância do poder público — representam violações contínuas aos direitos originários garantidos pela Constituição.

* Crise Carcerária: O sistema prisional brasileiro enfrenta superlotação crônica, condições degradantes, violações sistemáticas dos direitos humanos dos detentos e forte infiltração de facções criminosas dentro dos estabelecimentos penais, contrariando preceitos básicos da execução penal legal.

5. Liberdade de Expressão, Imprensa e Proteção a Comunicadores

* Assédio Judicial a Jornalistas (SLAPP): O uso de processos judiciais vexatórios e descentralizados — muitas vezes movidos por políticos e empresários em comarcas distantes — com o objetivo de exaurir financeiramente (muitas vezes pedindo indenização excessiva) e censurar jornalistas e veículos de comunicação independentes.

* Violência contra Comunicadores: O Brasil permanece como um país de alto risco para o exercício do jornalismo investigativo e ambiental, especialmente em regiões de fronteira e no interior, onde repórteres locais sofrem ameaças de morte e agressões físicas. Jornalistas do interior e da mídia independente que cobrem corrupção municipal, conflitos agrários, grilagem de terras, crimes ambientais e a atuação do crime organizado enfrentam riscos graves. É nessas regiões que ocorrem com mais frequência ameaças de morte, atentados a tiros contra sedes de veículos e, em casos extremos, assassinatos de radialistas e blogueiros locais.

STF tem feito mutação constitucional.

STF tem julgado casos em que ele mesmo denuncia e investiga. O STF deveria agir só em caso de processo ou denúncia do Ministério Público Federal.

Além disso, existe a violação do estado de direito ao permitir que cargos comissionados no funcionalismo público e nomeação de ministros e diretores de autarquias.

*Fisiologismo e Coaptação: A formação de governos de coalizão no Brasil frequentemente exige a distribuição de ministérios em troca de apoio legislativo no Congresso Nacional (o chamado presidencialismo de coalizão). Quando o critério de escolha prioriza exclusivamente o cálculo político e a fidelidade partidária em detrimento da qualificação técnica, a administração pública perde em eficiência.

*Desvirtuamento da Finalidade Pública: Pastagens estratégicas são loteadas para atender a interesses partidários ou setoriais, o que pode enfraquecer o controle sobre políticas públicas essenciais (como saúde, educação, meio ambiente ou infraestrutura) e abrir brechas para ineficiência administrativa e corrupção.

*Captura regulatória: Agências reguladoras (como ANP, Aneel, Anatel, Anvisa, entre outras) deveriam funcionar com autonomia técnica e independência em relação ao ciclo político passageiro para fiscalizar mercados e proteger o consumidor. Quando diretores são nomeados unicamente por pressão político-partidária ou possuem ligações estreitas com os setores que deveriam fiscalizar, ocorre o fenômeno da captura regulatória.

*Flexibilização de Critérios em Agências Reguladoras: Embora exista a Lei das Agências Reguladoras (que estabelece requisitos técnicos e prazos de quarentena), discussões e tentativas frequentes de abrandar essas exigências para acomodar ex-politicos, cabos eleitorais ou indicados sem a devida qualificação colocam em risco a segurança jurídica dos mercados e a fé pública nas decisões estatais.


Bugs na Constituição do Brasil

1. As Normas "Não-Regulamentadas" (O Bug do "Na Forma da Lei")

A Constituição de 1988 optou por ser extremamente analítica e detalhista, prometendo muitos direitos e definindo estruturas inteiras. No entanto, centenas de dispositivos só poderiam funcionar de verdade se o Congresso Nacional aprovasse leis complementares ou ordinárias posteriores — o que nunca aconteceu.

2. O Hiperpresidencialismo x A "Gesacão" do Congresso

A estrutura dos Poderes na Constituição criou um desequilíbrio dinâmico: ao mesmo tempo em que fortaleceu o Parlamento em termos de prerrogativas, deu ao Poder Executivo uma "super-arma" legislativa: O abuso das Medidas Provisórias (MPs): O artigo 62 permitiu que o Presidente da República editasse normas com força de lei imediata em casos de "relevância e urgência". O bug histórico foi que, por décadas, governos usaram MPs em massa, trancando a pauta do Congresso e transformando o Executivo no verdadeiro motor legislativo do país — uma distorção do sistema que exigiu remendos posteriores (como a Emenda Constitucional nº 32/2001).

3. O Sistema Eleitoral e a Fragmentação Partidária

A combinação de sistema proporcional de lista aberta com um modelo de federação continental e sufrágio universal irrestrito gerou um efeito colateral severo: A proliferação descontrolada de partidos políticos e a dificuldade crônica de governabilidade. O texto constitucional abriu espaço para legendas de aluguel e enfraqueceu a conexão direta entre o eleitor e o parlamentar, fomentando crises de representatividade que frequentemente desaguam no colo do STF para serem arbitradas.

4. A "Constituição Dirigente" e a Desconexão Orçamentária

A Constituição de 1988 estabeleceu um pacto de bem-estar social nos moldes de um Estado de Direito europeu nórdico, prometendo saúde universal (SUS), educação, previdência ampla e moradia como direitos fundamentais intocáveis. O bug econômico-prático reside no fato de que o texto definiu muitas obrigações de gastos (despesas obrigatórias), mas não garantiu a elasticidade de receitas correspondentes para um país em desenvolvimento, criando crises fiscais crônicas e gerando um cabo de guerra jurídico entre o que a Constituição manda entregar e o que o Orçamento público realmente comporta.
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Antes de votar, entenda a economia brasileira comigo em 46 minutos



Pilares:

• Abertura comercial e redução de barreiras à importação: O Brasil não importa tecnologia e os empresários brasileiros não investem o lucro aqui.

• Austeridade fiscal, controle dos gastos e redução da dívida pública: Precisa de décadas até chegar no fundo soberano.

• Liberdade econômica e simplificação para quem quer empreender: Muita burocracia e emaranhado de leis que beneficiam um lado e prejudica outro, então tem emenda para corrigir, criando ciclo vicioso. São horas para pagar impostos e as empresas são taxadas antes de ter lucro.

• Segurança jurídica e proteção do Estado de Direito: Segurança jurídica, sem o judiciário mudar as regras com frequência, ou aplicar punição retroativa. O que se estuda num curso de direito não é o que acontece na prática.

• Educação conectada às verdadeiras demandas do mercado: O Brasil tem educação básica ruim e educação superior inútil.

Não espere mudanças.


@cauandeoliveiradarosa2896

Sem mudar a constituição fica difícil mudar o Brasil. Essa constituição foi criada para proteger os politicos, isso tem que acabar.

@lincolnsmonteiro

Não é só a constituição, é a máquina pública como um todo. Mas não adianta, quando finalmente aparece um candidato apontando os erros e propondo reformas, a maioria prefere fazer chacota. NÓS ESTAMOS FUDIDOS PELA IGNORÂNCIA

@Obskurekrigg

Porque você diz isso? O que na constituição permite isso? Tô perguntando na moral porque não sei mesmo. O que achai estranho é toda hora ter alguma emenda constitucional no Brasil, parece que toda hora mudam um pouco.

@iagui-i7b

@Obskurekrigg Está totalmente defasada.

Foi escrita numa época que o Brasil não tinha a mínima pista das necessidades atuais.

Foi escrito pela casta do direito que utilizou da oportunidade para aparelhar o Estado, eles tem muito mais poder do que deveriam.

@cauandeoliveiradarosa2896

@Obskurekrigg A constituição brasileira tem várias barreiras que não permitem o país se desenvolver economicamente. Uma delas são a despesas obrigatórias que compromete o orçamento em 95%. Existem realmente despesas que são importantes e não podem faltar, como segurança, saúde e educação. Os mais criticados são na previdencia, com super salários de politicos aposentados e ex militares, são bilhões gastos sem eficácia e retorno para o governo. Já na segurança pública não ter prisão perpetua ou pena de morte (as mais dificeis de alterar) induz aos criminosos a continuar cometendo crimes, as reincidências em crimes hediondos estão em torno de 24% a 43% o que é muito alto. E a outra que não é uma constituição, mas uma lei, a lei trabalhista do CLT, criticada por muitos, pois tanto para o trabalhador que acaba ganhando mensalmente menos devido a empresa precisar custear o dobro do salário do trabalhador com encargos trabalhistas, burocracia para empresas demitir um funcionario, que na maioria das vezes o funcionario sabendo da multa começa a diminuir drasticamente a produtividade para ser mandada embora e a impossibilidade de flexibilizar o horário entre a empresa e trabalhador. Se fosse pagamento por hora iria facilitar muito a vida do empresário e do trabalhador.

A constituição é tão bizarra que reforma da previdência é feita mudando-a e tem um resumo da CLT nela.
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Zona Franca de Manaus
É um pilar do motivo do Brasil não ser verdadeiramente industrializado. A desculpa para criar a ZFM no "inferno verde" é para manter a soberania, já que território pouco habitado corre risco de ser roubado.

A indústria do resto do Brasil paga IPI e imposto de importação de componentes. Esses impostos são terríveis para o desenvolvimento da indústria.

Mas a ZFM não paga esses impostos por causa dos incentivos fiscais. O que ocorreria se o governo acabar com esses impostos inúteis para todo mundo? A logística e frete da ZFM são muito difícil porque Manaus é isolado das cadeias de produção. Então a ZFM quebraria em poucos anos deixando muito desemprego e fome.

A Amazônia não é adequada para agricultura e recebe muita comida produzida de muito longe. Sem a ZFM, uma população desse tamanho não conseguiria sobreviver com a economia local. O governo teria que tirar mais da metade dos 2 milhões de habitantes que moram lá. Por isso, acabar com a ZFM é difícil.

Acabar com impostos que prejudicam a indústria é essencial para o desenvolvimento do país. O que o governo poderia fazer com uma reforma tributária é acabar com o bolsa-família no resto do país e concentrar só em Manaus durante alguns anos (ou mais de uma década). Esse bolsa-família é mais caro porque teria que cobrir o frete dos alimentos. Nesse período, o governo moveria 75% da população para outras cidades.
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Falando nisso, achei graça quando vi que o MBL/Missão tava defendendo a criação de uma zona franca no Nordeste.
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